História Vítimas do Amor - Capítulo 4


Escrita por: e danielms97

Postado
Categorias A Guarda do Leão, Rei Leão
Personagens Beshte, Bunga, Fuli, Janja, Kiara, Kion, Kovu, Nala, Ono, Personagens Originais, Pumba, Rafiki, Sarabi, Simba, Timão, Vitani, Zazu, Zira
Visualizações 53
Palavras 1.936
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura! ❤️

Capítulo 4 - Capítulo 4


Fuli nunca desejara tanto estar em sua casa como desejava neste exato momento. Daria qualquer coisa para poder sair daquele maldito palácio, que mais se parecia com uma grande e luxuosa cela, habitada por prisioneiros pomposos e arrogantes. Após o incidente com o príncipe Lancaster, a jovem tentou manter o pouco de graça que lhe restara - se é que a mesma poderia dizer que possuía algum tipo de graciosidade depois de vomitar no príncipe - e após caminhar para longe do mesmo com uma pose ereta, tentando manter sua dignidade, disparou em uma corrida desesperadora até seus aposentos assim que saiu da vista do homem. Ela apreciaria muito que pudesse ficar sozinha para amaldiçoar o maldito príncipe pela vergonha que acabara de passar. Droga! O que Kion fazia lá tão tarde da noite, afinal? Fuli se julgou sendo a mais azarada das pessoas, afinal, se vomitar na frente de alguém já era suficientemente constrangedor, imagine então fazê-lo na frente do príncipe, e pior! Em cima do mesmo! Céus, Harper enfiaria a cabeça dentro de um buraco se pudesse.

Dentro do peito da jovem habitavam dois sentimentos que estavam lhe tirando o sono: a vergonha e a raiva. O segundo era por causa do que aquele patife lhe dissera, a chamando de simples camponesa. Kion provavelmente era só mais um dentre inúmeros príncipes mimados e arrogantes, obcecado pelo dinheiro e que não se importava nem um pouco com seu povo, assim como o rei Alexandro, pai de Rani, que só pensava em si próprio. Ele faria sua amiga sofrer, pois ele mesmo acabara de confirmar suas suspeitas: jamais amaria a princesa.

Fuli ficara dividida entre sentir-se envergonhada pelo ocorrido ou sentir-se orgulhosa, afinal, Lancaster merecera cada gota de vômito que ela depositara sobre sua roupa. E por mais constrangedor que tivesse sido, a moça se convenceu de que fora a melhor vingança da qual pudera fazer uso e não pôde deixar de sorrir ao lembrar-se da feição de espanto esboçada pelo príncipe assim que sua roupa fora suja. Com certeza seria uma cena que Fuli nunca se esqueceria e se deliciaria toda vez que a recordasse. 

Agora, Fuli Harper sabia que teria uma missão quase impossível pela frente: convencer a princesa a não casar-se com o príncipe Kion.

O príncipe ficara horrorizado. Sua primeira reação foi uma vontade imensa de repreender a senhorita Harper. De todos os absurdos que presenciara, aquele fora de longe um dos piores, e logo com ele! Pobre Kion, que teve de voltar molhado e com mal cheiro para seus aposentos.

Alguns segundos após entrar no palácio, Lancaster foi surpreendido pela pergunta de um guarda, que lhe questionou sobre o que havia ocorrido. O príncipe abriu a boca para responder, mas o que soltou foi nada menos que uma grosseria, "Não é da sua conta". O guarda desculpou-se pela curiosidade e voltou à posição. Kion continuou a andar, voltando a sentir imensa raiva e revolta, afinal, a culpa de sua desgraça era toda da maldita senhorita Harper que decidira esvaziar as tripas sobre suas vestimentas da realeza. Que absurdo, um ultraje! Ao menos agora ele tinha uma motivação para casar-se com a princesa: chatear sua amiga, e mostrar quem é que estava no controle da situação. Oh, ele teria enorme prazer em partir o coração de Rani se isso machucasse Fuli de alguma forma e já sabia exatamente como faria isso. Fuli pagaria por ousar desafiá-lo.

***

Na manhã seguinte, a princesa Rani despertou sentindo-se incrivelmente disposta. Seu quarto era muito luxuoso e a cama sobre a qual dormira lhe fizera sentir como se estivesse deitada em cima de uma nuvem, de tão macia. A decoração do ambiente era impecável e as paredes tinham um tom de azul bebê, sua cor favorita. Parecia até que o quarto fora planejado de acordo com os gostos da princesa.

Não demorou muito para que Fuli, sua amiga, aparecesse afim de ajudá-la a se arrumar. Rani exigia estar impecável para o príncipe Lancaster, pois tinha certeza de que, desta forma, conquistaria o coração daquele belo rapaz o mais rápido possível. A princesa, porém, não deixou passar em branco a seriedade de Fuli, que mal pronunciara uma palavra desde que botara os pés para dentro dos aposentos de Rani.

- Fuli, está tudo bem? - questionou a princesa, visivelmente preocupada com a amiga.

Harper encontrava-se penteando os escuros e longos cabelos da princesa, totalmente absorta em seus próprios pensamentos.

- Está, sim - respondeu ela completamente distraída, não tirando os olhos das madeixas da princesa.

- Mal disse uma palavra esta manhã, querida amiga - insistiu Rani.

- É que acordei sentindo-me indisposta hoje. Creio ser o cordeiro de ontem à noite - disse Fuli, não contando uma mentira completa ao mencionar o maldito cordeiro.

Só de mencionar o nome da comida, seu estômago se revirou.

- Tem certeza de que é só isso? Parece tão preocupada - continuou a princesa, encarando o espelho e vendo seus reflexos.

- Sim - mentiu Fuli - é só isso...

Quando a princesa estava prestes a proferir mais alguma palavra, três grandes batidas na porta a interromperam.

- Recado de Vossa Alteza, príncipe Kion - a voz única e irritante de Zazu ressoou pelos corredores do palácio.

Rani mal conteve sua felicidade e correu para abrir a porta imediatamente, dando de cara com o mordomo, que segurava um papel nas mãos.

- O príncipe pediu para que lhe entregasse isto - o mordomo lhe entregou o pedaço de papel - é um convite para o baile de hoje a noite. Celebrarão vosso noivado e é de extrema importância que vossa Alteza esteja presente. O príncipe faz questão de reencontrá-la o quanto antes.

Fuli sentiu os pelos de seus braços arrepiarem-se quando ouviu as palavras proferidas por Zazu. Por Deus! Como poderia existir neste mundo alguém tão falso quanto aquele príncipe? Dizer que fazia questão de reencontrar Rani o quanto antes... Bobagem, oras! Ele só estava fazendo o que era obrigado pelo protocolo real, caso contrário seria muito bem capaz de enxotar a noiva e companhia de seu precioso castelo agora mesmo.

Rani agradeceu alegremente a Zazu por entregar-lhe o convite e não conseguiu conter a emoção assim que fechou a porta.

- Dá para acreditar que o príncipe fará um baile para celebrar nosso noivado? - disse a moça alegremente - oh, Fuli... Ele me ama!

- Talvez seja só parte do protocolo real, alteza - disse Fuli, sem medir as palavras.

- Oh não, Fuli... Tenho certeza de que Kion gostou muito de mim - insistiu ela - o convite comprova minhas suspeitas.

- Não sei, não... É óbvio que o príncipe deve tê-la achado maravilhosamente linda, mas tenho minhas dúvidas a respeito do caráter de vosso noivo - Fuli tentou iniciar uma conversa sobre Kion, assim poderia botar seu plano em ação e assim iriam embora dali o quanto antes.

- Entendo que esteja preocupada, Fuli. Mas Kion é um príncipe. E todos os príncipes possuem o mais admirável caráter que um homem poderia sonhar em ter - repreendeu Rani - por favor, não fale mal do meu noivo novamente, sim? - ordenou em um tom arrogante.

A princesa era doce e gentil, mas quando contrariada, mostrava seu lado mais cruel possível, pois sempre tivera tudo e todos aos seus pés. Rani simplesmente não aceitava que discordassem de algo que ela falava ou que lhe negassem qualquer coisa, e se o fizessem, a mesma predispunha de toda a importância de sua coroa a seu favor.

Fuli simplesmente calou-se e voltou a pentear o cabelo da princesa, botando a coroa de brilhantes assim que terminou de fazer uma trança em seus fios. Rani estava realmente deslumbrante, algo que Fuli tinha certeza de que nunca ficaria. Rani era uma princesa e Fuli uma plebeia que sabia muito bem qual era seu lugar, e por um momento questionou-se se precisava mesmo daquele emprego em meio a tanta gente mesquinha e egoísta.

Infelizmente a resposta foi um sim.

Quando a noite chegou, a princesa praticamente obrigou que a Srta. Harper a acompanhasse durante o baile, fazendo-a colocar um vestido vermelho todo pomposo. Céus, Fuli odiava vestidos assim. O espartilho completamente apertado lhe arrancava todo o conforto e a fazia se sentir um animal enjaulado. Sem argumentos, foi obrigada a descer para o baile.

Mas algo lhe tirava a paz além da falta de ar causada por causa do espartilho: ela teria que rever o príncipe.

***

Já no salão de festas, Harper tratou de encontrar um canto para esconder-se de toda aquela gente chata e pomposa, escolhendo uma mesa afastada de todos.

Permaneceu lá durante todo o baile, assistindo o príncipe - que felizmente não se dera o trabalho de cumprimentá-la - dançando com Rani e outras moças de sua família, como a princesa Kiara e a rainha Nala. E quando a moça estava feliz por finalmente poder sair de lá, após a última dança, sentiu alguém tocar seu ombro:

- O que uma moça tão bela faz aqui, tão sozinha? - uma voz aveludada atingiu seus ouvidos, fazendo-a se virar.

Quando Harper virou-se, se deliciou com a imagem que viu: um homem alto e bem vestido, com os longos cabelos louros presos em um rabo de cavalo, cujos olhos verdes brilhavam em curiosidade. 

Fuli sorriu e disse:

- Assistindo as danças, talvez.

O belo homem deu-lhe um doce sorriso.

- Permita que eu me apresente - pediu ele - sou Azaad, visconde de Schfterlon.

Azaad pegou a mão de Fuli e depositou um beijo sobre a mesma.

- Fuli - apresentou-se ela - Fuli Harper. Não possuo título algum, sou só dama de companhia da princesa.

- A mais linda dama que já vi - elogiou Azaad com um lindo sorriso nós lábios.

Os dois conversaram por alguns minutos e Fuli tivera a certeza de que aquele homem fora a pessoa que lhe tratara da melhor forma possível até então. Parecia não dar muita importância aos patamares da sociedade e a conversa fora muito agradável. A única que pessoa que lhe dirigira a palavra dentro desta prisão até o momento.

Após o baile, a jovem dirigia-se para seu quarto um pouco mais feliz por ter encontrado alguém tão simpático para conversar, e então, ao adentrar em um corredor pouco iluminado, deu de cara com algo sólido. Um corpo!

- Srta. Harper! - exclamou uma voz familiar - gostaria de dizer que é um prazer reencontrá-la, mas estaria mentindo.

Fuli não precisava enxergar muito bem para saber que aquela pessoa bem a sua frente era o príncipe. A moça sentiu seu estômago se revirar e o coração acelerar.

- Acredito que posso dizer o mesmo a seu respeito, alteza - cuspiu Fuli sem importar-se em ser graciosa.

- Tão delicada - zombou Kion 

- O que você quer? - perguntou a moça impaciente.

- Eu? - questionou ele - só estava de passagem. Acompanhei Rani até seus aposentos e regressava do local. Sua amiga é tão entediante - disse o príncipe com certo tédio.

- Então por que pretende casar-se com ela? - esbravejou Fuli.

- Porque você me desafiou, srta. Harper.

Kion se aproximou, até que ficasse a milímetros do rosto de Fuli. A jovem sentiu suas pernas ficarem bambas com tamanha proximidade, sentindo a respiração quente do príncipe perto de seu pescoço. Kion aproximou-se do ouvido de Harper, lhe causando uma onda de arrepios ao respirar perto do mesmo. A reação não passou despercebida por Kion, que se aproveitou ao máximo da fragilidade da donzela dizendo próximo a seu ouvido:

- E não há nada que eu aprecie mais neste mundo, do que um desafio, srta. Harper!


Notas Finais


Qual será o plano que Kion bolou para infernizar Fuli?
Rani se revelando... Vejamos até onde sua doçura irá!
Azaad apareceu para adocicar um pouco a vida de Fuli, mas será que ele é realmente uma boa pessoa?
Não percam o próximo capítulo!
Deixem nos comentários o que estão achando da história!
Até mais! ❤️


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