História Viúva Negra - Kim SeokJin - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Seokjin (Jin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Chocolady, Coraline, Especial Halloween, Imagine, Jin, Seokjin, Suspense, Terror
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Palavras 3.183
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoal.

Acabei atrasando na atualização, mas estou aqui. Essa é a última semana do meu curso e está uma correria com trabalhos e TCC.

Bem, sem mais enrolações.

Boa leitura.

Capítulo 2 - O segundo andar


Senti a brisa me atingir pela segunda vez, fazendo as lágrimas do meu rosto gelarem minha pele. As limpei rapidamente e dei uma ultima olhada no canteiro antes de ir buscar minhas malas.

– Não se preocupem, vou cuidar de vocês agora. – Falei sozinha, como se as flores ali fossem minha única companhia, e provavelmente eram. 

Caminhando lentamente cheguei a frente da casa novamente. As malas estavam como eu as deixei, com a diferença mínima e estranha de uma pequena teia de aranha que me causou curiosidade. Mal tinham se passado cinco minutos que as malas estavam ali, que aranhas ligeiras. Passei a mão pela teia a retirando do tecido da mala, não podia perder mais tempo, o clima não estava com uma cara nada boa, talvez chovesse. Precisava entrar logo se quisesse vestir roupas secas a noite. 

E com muito custo, enfim levei as malas para dentro do casarão, – uma vitória para meu consciente – agora só faltava a simples tarefa de subir as escadas. Larguei as malas um instante e me debrucei no pé da escada olhando para cima, visualizando seus lances nada convidativos. Meu dia só melhorava definitivamente.

– Sem chance! – resmunguei mordendo o lábio estressada. Ultimamente odiava ter que pedir ajuda a Jin, por isso o moreno fazia essas idiotices de me deixar na mão.

Encostei no corrimão da escada me preparando pra tentar levar três malas pesadas até lá em cima na força do ódio. Até que, de repente, ouvi um barulho alto do segundo andar. Jin havia gritado.

Meu coração acelerou, uma preocupação infrequente me acendeu e ao menos percebi quando minhas pernas se moveram sozinhas, subindo rapidamente todos aqueles degraus. Assim que me encontrei no segundo andar notei o corredor cheio de portas, não sabia de onde Jin havia gritado e estava a um ponto de sair abrindo todas, até que ouvi sua voz mais uma vez saindo de um quarto no fim do corredor. Sem pensar muito fui até lá, entrando de supetão e encontrando Jin com uma revista em mãos tentando acertar algo perto da cama.

– Jin, você está bem? – exclamei surpresa. – Eu ouvi você ….

– Porra de aranha. – Me cortou, cuspindo palavras com grosseria. 

– Aranha? – questionei.

– É! Droga, sabia que a casa era velha mas aranhas? Tá de sacanagem. – queixava-se alto enquanto ainda procurava pela a aranha perto da cama. 

Eu ainda estava petrificada na porta, só conseguia mover meus olhos que fitaram a pequena aranha saindo debaixo da cama e correndo até mim, não esbocei reação, mas Jin não poupou tempo e chegou perto de mim matando a aranha com uma pisada que me assustou. 

Jin sempre foi um medroso quando o assunto eram insetos. Fazia um escândalo quando via qualquer mínimo bichinho sobrevoando perto de si. Era engraçado, e motivo de grandes risadas da minha parte visto que sempre sobrava para mim espantá-los. Se fosse tempos atrás, eu acharia sua reação cômica ou até mesmo fofa, mas agora a única coisa que conseguia sentir era pena da pobre aranha.

– Vou ter que comprar inseticida.– Anunciou mais como uma nota mental para si mesmo. Ainda estava quieta no meu canto o vendo passar as mãos pelo cabelo, e assim que notou o meu estado, se dirigiu a mim. – O que foi? 

– Ah… – engasguei sem ter pensado em nada, mas a verdade era que eu estava me sentindo uma ridícula por ter mostrado preocupação atoa. Mesmo sendo meu marido eu estava constrangida e queria esconder o que sentia. – eu preciso de ajuda, com as malas. 

Jin me encarou mordendo os lábios. Ele notou que eu estava na defensiva falando baixo, não queria brigar e não sei se Jin compartilhava do mesmo desejo ou ele apenas ficou com pena de ser arrogante comigo mais uma vez naquele mesmo dia. Mas não proferiu palavra alguma, apenas afirmou com a cabeça e caminhou para fora do quarto passando do meu lado. Suspirei e fui atrás para ajudá-lo, porém assim que ia descer as escadas ele se virou pra mim.

– Eu trago tudo, não precisa descer. – Disse seco.

Parei ali. 

Em nenhum momento do nosso relacionamento me transformei em uma mulher submissa a SeokJin ou coisa parecida, na realidade eu sempre quis contestar ou dizer não quando Jin era seco comigo daquele jeito, mas ultimamente eu me sentia tão desgastada que quando ouvia ordens em suas meias palavras eu apenas ficava sem reação. Às vezes acreditava que o silêncio era um castigo maior ao meu marido do que palavras baixas jogadas em sua cara. 

O deixei descer sem obstrução. Enquanto isso, fui gastar meu tempo matando a mínima curiosidade que existia em mim a respeito daquela casa, afinal, se o jardim já havia me surpreendido porque não criar expectativa para o segundo andar?

Me afastei da escada caminhando pelo corredor vazio e frio, não era exagero a parte superior da casa era realmente gelada. Por conta disso, acabei passando minhas mãos pelos braços descobertos tentando conter os pelinhos que se arrepiaram. Notei que com exceção ao quarto que estávamos, nenhum outro cômodo estava aberto, Jin provavelmente escolheu nosso quarto a chute. 

Aquilo estava me incomodando, então fui até a porta mais próxima e a abri, descobrindo um banheiro deveras grande, com azulejo de flores típico de casas de gente idosa. Pia funda com uma pedra caramelo bem brega, e banheira da mesma cor. Apesar do senso de moda do senhor Kim não me agradar nem um pouco, fiquei feliz que seu gosto por banheiros com banheiras era igual ao meu. Não via a hora de me aprofundar na água quentinha e fingir que o mundo não existia fora dali.

Entrei por poucos segundos naquele cômodo, apenas para me olhar no espelho brevemente e então voltei ao corredor. Além daqueles dois cômodos que havia adentrado, ainda existiam 4 portas para explorar, e lá fui eu. Tentei abrir a porta a  frente do banheiro, estava um pouco emperrada, mas com uma forcinha consegui adentrar. Ali me parecia um quarto de hóspedes, havia uma cama de solteiro bem arrumada, um pequeno guarda roupa, um baú e uma mesinha em frente a janela. Ah, e claro, nada de fotos.

Fiquei sabendo que após a morte do tio avô de Jin, vieram aqui para separar suas roupas para usar no funeral, provavelmente aproveitaram para guardar o resto no sótão que eu vi que existe no meio do corredor. Mas não vejo necessidade de guardarem até os quadros, afinal se tivessem retirado, também teriam limpado a casa, coisa que não fizeram. Estranho, mas minha curiosidade já estava planejando abrir aquela escada do sótão para saber o que esconderam lá dentro, mas isso ficaria para outro dia.

Caminhei até a próxima porta não esperando muita coisa, mas acabando por me surpreender mais uma vez. O quarto estava escuro por conta da enorme cortina que tampava a janela, mas mesmo com a ausência de luz notei o que havia ali. Estantes escoradas nas paredes, um tapete felpudo cobrindo o chão – que se não tivesse uma higiene duvidosa eu com toda certeza me jogaria ali – e em frente a janela havia um sofá com almofadas, já tinha uma ideia do que aquele quarto era, mas só tive certeza quando liguei a luz. 

Um projeto inacabado de biblioteca. 

Pode parecer um pouco desdenhoso falar assim, mas literalmente era isso. Aquele cômodo me passou a sensação de que o senhor Kim estava com planos de montar uma biblioteca particular, mas desistiu em algum momento da sua moradia aqui, visto que os móveis estavam desgastados pelo tempo. Haviam pouquíssimos livros nas estantes e o pouco que havia, estava empoeirado. 

Fiquei surpresa por encontrar mais um dos tesouros do velho Kim, mas por algum motivo me senti triste entrando naquele cômodo. Era uma imagem depressiva, dava a entender que era um sonho que não saiu como desejado e foi colocado de lado, o que é triste, pois ter uma biblioteca acabada em casa seria uma das maiores dádivas que eu poderia pensar em ter.

Caminhei pelo quarto observando os detalhes, cheguei no sofá e percebi que assim como a poltrona cor vinho da sala de estar do primeiro andar, não parecia ter sido usado algum dia. Levei meus dedos até a cortina e a abri fazendo a luz do fim do dia adentrar.

Resolvi que a próxima porta a ser aberta seria a do lado da biblioteca, estava no fim do corredor e apenas faltava duas últimas portas. Assim que abri dei de cara com um provável escritório, nada muito interessante, havia algumas cadeiras, uma escrivaninha com uma luminária velha e alguns cadernos. Passei as folhas de um deles e percebi que havia contas, boletos e anotações. Provavelmente era o lugar onde o senhor Kim administrava o dinheiro da casa.

Sai do quarto um pouco decepcionada com seu conteúdo, estava com expectativas altas para a última porta visto que o escritório não tinha nada demais. Assim que o fechei e fui em direção a última porta do corredor ouvi Jin finalmente subindo as escadas. Coloquei a mão na maçaneta e tentei abrir, mas ela não se moveu. Pensei que a porta estava um pouco emperrada como a outra, tentei mais uma vez. Nada.

– Por que está trancada? – Indaguei para mim mesma, dei um passo para trás para verificar. Aquilo não fazia sentido, a única chave que recebemos quando adquirimos a casa foi a da porta de entrada, por que raios essa estaria trancada? 

O barulho dos passos pesados de Jin me chamou atenção, ele já estava na ponta da escada e foi direto para nosso quarto. Sai de perto da porta ainda confusa e fui de encontro ao moreno. Mas assim que adentrei a porta do nosso quarto vi Jin jogando minhas malas no chão sem muito cuidado, parecia com dor nas pernas pelo lance de escada que acabara de subir, mas o desespero de vê-lo jogando minhas coisas no chão fora maior.

– Ei! Não joga assim, vai quebrar… – Exclamei indo em sua direção e pegando a mochila do chão preocupada. O baque pareceu forte, mas eu implorava internamente para não ter tido nenhum prejuízo, então fui logo abrindo o zíper averiguando o estado dos meus preciosos tesouros.

– O que tem aí? – Indagou.

Eu havia colocado todas as coisas frágeis na minha mochila, objetos da minha penteadeira, retratos, meu computador, carregador e afins. Era justamente pelo medo de se quebrarem na viagem que eu coloquei no banco da frente junto comigo, mas Jin provavelmente não se ligou. Assim que abri a mochila preocupada, puxei a primeira coisa que minhas mãos haviam tocado. Que para a minha surpresa e de Jin, era justamente o porta retrato com a nossa foto na lua de mel. Muito conveniente. Tanto eu quanto Jin ficamos calados perante a situação, engolindo em seco eu diria. 

O clima pesado se deu justamente pelo contraste de situações. Na foto havíamos acabado de nos casar, estávamos sorrindo com os braços enlaçados e uma bela paisagem de fundo. Era nítido o amor que sentiamos ali, estávamos apaixonados. Já agora, estávamos aqui, mais distantes do que nunca, sentindo constrangimento por um dia termos sido tão felizes. Eu diria que de nós dois, eu ainda estava mais retraída, me sentia uma idiota por cuidar tão bem daquele retrato, mesmo que Jin ao menos tenha se lembrado de guardá-lo na mudança.

Infelizmente, eu amava aquela foto.

Guardei o retrato rapidamente na mochila, tentando esconder inutilmente o que Jin já havia visto. Dei uma ultima olhada nas coisas e fechei o zíper, segurando a mochila em mãos. Jin desviou o olhar, compartilhando do meu desejo de sumir dali. Pigarreou a garganta algumas vezes e botou a mão na nuca, fazia isso quando estava incomodado.

– Eu já testei o chuveiro do banheiro antes de você subir. – anunciou avulso, queria mudar de assunto era nítido. – está tudo funcionando então… vou tomar um banho. 

Eu não disse nada, engoli em seco sua reação e dei as costas para si. Jin fez o que disse que iria fazer, percorreu o quarto a procura de sua mala, provavelmente caçando toalha e roupas limpas. Assim que as encontrou, partiu do quarto sem dizer nada. Soltei o ar como se estivesse prendendo a respiração a minutos.

– Que idiotice. – Resmunguei.

Abri novamente a mochila retirando a foto, com ela em mãos comecei a fita-la. Me perguntava quando Jin iria olhar pra ela com carinho como eu ainda olho. Suspirei e fui caminhando até a biblioteca que havia encontrado, abri a porta e fui me esgueirando para a janela. Deixei o retrato ali, sozinho num cômodo mal acabado que não saiu como esperado. Parecia seu local perfeito.


Bem, pelo menos agora aquela casa tinha alguma fotografia.


Enquanto Jin tomava seu banho, fui adiantando e desfazendo minhas malas, uma a uma. O moreno não demorou muito, e logo apareceu no quarto, apenas vestindo uma calça de moletom e com cabelos úmidos. O fito de longe enquanto arrumava uma roupa para usar. 

Jin anunciou que iria descer para preparar alguma coisa para comermos, e assim que se foi eu me apressei e adentrei o banheiro. Não poupei tempo e logo enchi a banheira, precisava de um banho quente e longo e foi isso que eu tive. Usufrui ao máximo o que aquele banheiro poderia me dar, mas assim que a água começou a esfriar ouvi de longe barulho de trovões.

– Eu já entendi que não posso ter paz nem por dez minutos… – declarei aos céus, rindo do meu fracasso.

[...]

Com roupas recém trocadas e banho tomado eu descia lentamente os degraus de madeira, passando meus dedos pelo corrimão liso. Como nunca gostei de tomar banho enquanto trovejava meu banho acabou mais cedo que o esperado. Do segundo andar já era possível sentir o cheiro da comida que Jin estava preparando, e aquela era uma memória que ainda agradava meu consciente, ou no caso meu estômago.

Eu não havia entrado na cozinha ainda, então me surpreendi com o quão grande ela era. Também havia uma grande janela colocada estrategicamente naquele cômodo, não tão grande quanto da sala, mas ainda sim considerável. 

Havia uma mesa no centro, onde caminhei sem deixar de observar a imagem de meu marido cozinhando de costas para mim. Assim que me sentei em cima da mesa – hábito que tinha antigamente quando Jin cozinhava para mim – o moreno percebeu minha presença.

– Eu estou cozinhando macarrão instantâneo, é a única coisa que temos no momento. Vai querer? – Anunciou virando-se para mim, apenas balancei a cabeça afirmando e Jin voltou ao que estava fazendo, mas parecia incomodado com meu silêncio, como imaginei, tentou puxar assunto. – Não posso esquecer de fazer compras amanhã.

Não prestei atenção em sua frase, pois olhava a chuva escorrendo da janela da cozinha. Aérea comentei:

– Dei uma volta pela casa mais cedo. – Sibilei aleatoriamente. 

– E o que descobriu? – Perguntou.

– Seu tio tem um jardim grande atrás da casa.

– Bem, isso não é novidade. – falava sem me olhar, sentia que ele apenas não queria ficar falando sozinho. – Ele foi encontrado lá, não foi?

– Sim, é uma pena. – lamentei pensando na cena. – O jardim é lindo, vá lá amanhã pra ver.

– E o que teria de tão interessante? – Riu com deboche e ponderei sobre respondê-lo, mas o fiz.

– Um canteiro de rosas. 


Silêncio se instalou ali. Jin havia parado de mexer a panela com água fervente, parecia petrificado ou pelo menos que haviam tocado em sua ferida. Pelo menos de uma coisa eu tinha certeza agora; Jin ainda lembrava das nossas promessas. 

– Estão ficando secas já que não são regadas há semanas, essa chuva vai ajudar… – Dei continuidade visto que meu marido pareceu ter ficado sem assunto do nada. – Estava pensando em cuidar delas já que vamos morar aqui agora. 

– Se é isso que quer… – respondeu enfim. Voltou o mexer na panela com macarrão, parecia estar pronto. – posso comprar algumas coisas quando sair amanhã. 

– Seria ótimo. – comentei sem ânimo.

Jin havia pegado alguns pratos de porcelana que pelo visto, tô há encontrado na própria cozinha. Colocou um pouco de macarrão para si incrivelmente para mim também. Sentamos ali, um de frente com o outro.

Depois daquilo, comemos em silêncio.


[...]


– Chaves?– Exclamou atraindo minha atenção.

Jin e eu havíamos acabado nosso– nada saudável – jantar. Estávamos agora retirando a mesa e lavando os pratos que sujamos, mas assim que Jin foi procurar algum pano de prato limpo para secarmos os mesmos, acabou por abrir gavetas duvidosas. E pelo visto, encontrando coisas mais úteis do que o fatídico pano.

– Mas o que isso abre? – Puxou as chave da cor preta da gaveta, uma grande e outra um pouco menor.

Assim que vi aquela cena a porta trancada do segundo andar me veio a mente.

– Eu acho que tenho idéia do que.

[...]


Estávamos ambos a frente da misteriosa porta agora.

– Você disse que essa era a única porta fechada? – Indagou Jin duvidoso. – Tem certeza que não tá emperrada?

Cruzei os braços e dei espaço para que Jin tentasse a sorte com a porta, visto que ele nunca acreditava na minha força física. E como esperado, a porta nem se moveu.

– Está emperrada? – Perguntei quando vi a cara de tacho que Jin fez. Revirei os olhos por ele ter constatado o óbvio. – Foi o que eu pensei. 

– Por que meu tio manteria uma porta fechada? – Falou sem paciência por ter sido contrariado.

– É o que vamos descobrir – Dei de ombros para seu descontentamento, estava mais interessada com o conteúdo daquele cômodo, pouco me importava os chiliques de Jin agora.

Coloquei a chave maior na fechadura, e assim que mexi a chave lá dentro ela girou fazendo um barulho claro, estava aberta agora. Abri a porta lentamente sem saber o que esperar, já havia me surpreendido três vezes com aquela casa, e aquela porta fechada me dizia que era uma provável quarta surpresa em potencial.

Mas eu estava errada.

– Nada. – Debochou SeokJin assim que adentrou no quarto vazio.

Se minhas expectativas estavam no teto, agora acabaram de rolar escada abaixo. Olhei em volta e tudo que o quarto tinha era uma cadeira de madeira. Não havia mais nada ali, todo o quarto estava vazio e nem a tinta azul das paredes estava lascada por conta do tempo, visto que provavelmente nunca foram colocados móveis aqui.

Mas o que me chamou atenção, não fora a ausência de bens naquele quarto, muito menos a cadeira solitária no meio dele. E sim que, na parede em frente a cadeira de madeira havia mais uma porta. Jin e eu olhamos aquilo sem entender, não tinha como haver uma passagem ali. 

– Tem outra porta? – Indagou andando até lá. – Isso não faz sentido.

Pela estrutura da casa, não era possível existir mais um cômodo dentro daquele, visto que a porta abrir para o cômodo ao lado, a biblioteca. E não me recordo de ter visto alguma porta quando adentrei ela. 

– Tente abrir. – Pedi enquanto fui verificar mais de perto a cadeira, notei alguma coisa caída embaixo da mesma, algo que não havia visto assim que entramos. Me abaixei para pegar e puxei de lá um caderno. Abri na primeira página e li baixinho – Diário de Kim Yejun… 


Era o diário do falecido tio avô de SeokJin.


Notas Finais


Demorei mas entreguei, espero que tenham gostado desse capítulo. Eu estou contente em conseguir entregar isso pra vocês, de verdade.

Bem, para quem leu até aqui, muito obrigada.


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