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História Viva El Rey - Capítulo 25


Escrita por: minight

Notas do Autor


Boa leitura!

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Capítulo 25 - XXIII. That nothing is whole


Os lobos circulam ao redor dos guardas, observando com uma certa distância meus soldados. Não abaixei a guarda e os admiro na mesma intensidade, cada um deles, com uma carranca que poderia matar cada um com meus olhos vermelhos. Respiro fundo, aguardando que eles tomem alguma atitude em primeiro momento.

 

Tento extrair algo deles, mas os soldados são extremamente treinados e não apresentam falhas em seu comportamento repetitivo. É como um eterno repertório, me sinto preso no tempo vendo a mesma cena várias vezes. 

 

Entendo. Eles pretendem cansar nossos cérebros, que aos poucos desgastados em ver a mesma imagem, se dispersam e focam em qualquer lugar. Nitidamente, os lobos fariam isso até cansarmos. Porém, eu não vou me render aos seus desejos e irei tentar não dispersar minha mente, olhando em seus olhos e evitando ao máximo ficar tonto.

 

“Jimin” Escuto a voz ressoar em minha cabeça. É a voz de Taehyung, ele me chama pela primeira vez em meus pensamentos. Isso é bizarro.

 

“Taehyung? O que faz na minha cabeça?”  Pergunto inútilmente.

 

“Usei feitiço de iniciação em você, Jimin. Somos ligados de alguma forma, portanto eu só aumentei a força da nossa ligação.” Taehyung responde rapidamente, com medo de perder tempo discutindo.

 

“Diga-me o que tem” Peço não desfocando minha visão dos soldados à frente.

 

“Precisamos atacá-los. Vossa majestade, confia em mim para derrotá-los?” Taehyung pede autorização a mim para tomar a frente dessa batalha.

 

“Irá usar o Ren?” 

 

“Sim.”

 

É desconfortável de certa forma. É meu irmãozinho ali, que irá se sacrificar pela bunda desses alfas covardes que só sabem tremer atrás de mim, porém, não há escolha. Ren é uma espécie rara entre os lobos, algo nunca visto antes, que de certa forma em alguns reinos pode ser usado como arma de maldição de tão raro que é a ocasião de um ômega vir com essa linhagem. Taehyung sempre foi assim, algo antigo e raro, eu sempre pensei que deveria protegê-lo por ser tão especial, mas então me pergunto se realmente há necessidade disso. Durante anos, quis proteger Tae nunca realmente o protegendo de algo, sempre fugindo ou me calando quando os Kim brigavam entre si e decidiam o futuro do Kim ômega pelas costas dele. Em nenhum momento briguei pela felicidade dele, ou ao menos o defendi das ofensas dirigidas ao seu jeito inusitado, ao preconceito a sua magia. Eu nunca o protegi realmente.

 

Eu não tenho moral alguma para dizer o que meu irmão deve fazer. Por um momento, eu deveria confiar nele e em suas capacidades, pois assim, serei realmente um bom irmão que tanto quis ser para Taehyung. Proteger não é um grande objetivo quando você pode fazer confiar.

 

“Vá em frente.”

 

Quando dou meu verídico, meu irmão, com sua capa que tampa perfeitamente todo seu corpo e rosto, atravessa os soldados lobos e para na minha frente misteriosamente. Todos ao redor, dos inimigos aos meus aliados, parecem confusos com o que está acontecendo. Me concentro somente no líder dos Ushaken, patrulha de Junghwa, que também se destacou e parou de se mover olhando para o garoto.

 

Taehyung aos poucos encolhe de tamanho ao ponto que todo seu corpo desaparece e somente resta no chão sua capa jogada, sem demonstrar algum sinal de vida sua. Até mesmo eu me assusto com sua transformação, pois nunca vi seu corpo sumir de tal forma que me faça pensar que meu irmão virou pó.

 

Antes que meus olhos captem de onde Ren* surgiu, o lobo maior que seu tamanho comum aparece em minha frente rugindo como um monstro dos contos infantis. Agora, posso entender a aflição dos pais ao contar a história desses ômegas raros na sociedade. São realmente assustadores.

 

Quando escuto seu rugido, que é mais alto que a voz de qualquer alfa, todos se encolhem automaticamente com medo. Aproveito a deixa e corro entre as pernas de Ren, passando despercebido pelo restante enquanto corro em direção ao líder Ushaken, aquele que tem os olhos mais frios e congelantes de todos. Sir. Kim, uma vez me disse que me salvou de um desses líderes que ordenou o ataque para atacar Clastia quando mais novo, o mais sábio sempre me contou como os olhos desses líderes sempre são centrados e congelantes, representando o frio interminável de Lurdes e as águas profundas dos lagos que nunca gela. Persistentes, essa é a palavra que sinônima tudo o que os envolve.

 

Porém, mesmo parecendo inquebráveis, posso ouvir nesse momento o barulho de um trovão, ou talvez seja os seus ossos se debatendo. Infelizmente, por mais duros que pareçam e invisíveis suas dores, nada se esconde de um clastiano. Meus ouvidos podem escutar até mesmo os sons que os animais reproduzem ao correr daquele movimento estranho, até o barulho que as nuvens faz a quilômetros de distância atrás de nós, nos seguindo em busca de limpar nossas almas, ódio e sangue que será derramado. Os olhos de um lurdiano podem captar as profundidades do mundo, mas a audição de um clastiano pode sentir os medos mais intensos e escondidos de um ser humano.

 

Meu corpo pulsa me impulsando para cima do líder Ushaken e minhas presas se destacam ao abrir a boca, assustando o lobo inimigo que tenta escapar, mas era tarde demais. Eu mordi seu olho e o puxei com força, a textura molenga é desgostosa na boca então cuspo no solo, após, meus lumes dourados como o sol que brilhou hoje de manhã focam no buraco sangrento no rosto do lobo que se debatia em dor. Eu não preciso olhar para trás, os outros após o ataque tinham começado a iniciar suas próprias batalhas com cada adversário. Uma valsa intensa e sangrenta, a qual quem for perdendo o ritmo da dança perde sua vida.

 

O Ushaken para de tremer pela dor e entra em posição novamente, mesmo sem rumo pois uma boa parte da sua visão que sempre guiou-o foi embora, o lobo preto fica firme. Começo a rodar ao redor do inimigo, revidando o que fazia comigo antes, mas o homem não parecia temer minha ameaça pois logo em seguida suas garras arranharam meu tronco, ocasionando em uma ferida longa e profunda na superfície peluda. Revidei o ataque levantando minhas garras e arranhando sua pata, deixando uma ferida tão funda ao ponto de seus ossos aparecerem e o lobo começar a mancar.

 

O lobo preto começa a recuar, talvez com medo, ou então pensativo, os dois se sua forma o põe em situação de defesa. Minha respiração de concentração não para um minuto sequer, pois mesmo que meu inimigo tenha recaído, algum outro aliado ao meu inimigo pode acompanhar nossa batalha interna. Foi o que aconteceu. Sinto o adversário vir em minha direção então me viro e puxo minhas garras para arranhar sua boca que vinha pronta para me abocanhar, tomando a atitude o soldado cai com o rosto arranhado, mas não parece abatido por um cortezinho. Assim, travamos uma batalha intensa.

 

Enquanto luto com o soldado, sinto que o líder iria me atacar por trás e me preparo para entrar em modo defensivo, mas antes que o lobo chegue mais perto, sinto o cheiro peculiar dele e o barulho de suas patas batendo contra o chão com rapidez. Jungkook veio me salvar mordendo o pescoço do líder e o imobilizando no chão, o rapaz não o mata, mas prensa suas presas com tanta força no pescoço do lobo que consigo ver mesmo estando lutando com o outro lobo que o Ushaken iria morrer engasgado com o próprio sangue. Algo dentro de mim tem pena do lurdiano que está ali para somente defender seu país, então impedindo que o homem seja torturado até a morte, troco de posição com Jungkook que começa a atacar o outro Ushaken e em um movimento arranca a cabeça do soldado de Lurdes, enquanto eu amasso com minha pata o pescoço do líder até que com um ajustar de movimento, tranco sua garganta e amasso com força, o matando ali mesmo. 

 

Sem mais sofrimentos, sua morte foi rápida e pelo menos ao chegar do outro lado, o lurdiano poderia se orgulhar de ter lutado com determinação e garra pela sua vida e de seu país. Sua família com certeza, em um futuro próximo, se orgulha do bravo guerreiro que ele foi.

 

Assim que termino a luta, em sincronia com meus ritmos, os outros soldados terminam o massacre. No exato momento, a neve começa a cair fundindo o sangue com a terra que começou a se tornar branca e então todos começam a se transformar em humanos novamente e as roupas que usávamos antes secas, agora começam se tornar úmidas e frias. Levanto meu olhar e começo a sentir as gotículas de neve caindo em meu rosto, limpando toda sujeira de meu corpo e talvez a impureza de minha alma.

 

— Vossa majestade! Precisamos ir. — Meus olhos agora negrumes e opacos se encontram com a voz que me chama. Yoongi parecia ter me chamado, enquanto Jungkook aparentou querer chegar mais perto para despertar de meu transe.

 

 — Certo, rapazes. Partiremos em paz agora para Istatia. — Dito mais leve, mesmo que meu maxilar estivesse trancado e minha voz rouca, tento ao menos com minhas palavras demonstrar conforto. — Peguem o corpo do general Shin. — Brado sendo prontamente obedecido com as costumeiras frases “Claro, Vossa Majestade”. 

 

_________

 

Caminhamos com os cavalos até a entrada de Istatia. Fomos recebidos por rostos aflitos e preocupados, nitidamente se preocupam se suas famílias ficarão bem diante dessa nova ameaça. Não posso fazer muito, além de segurar meu choro e manter meu rosto sério e impassível.

 

A colônia recebeu-nos com certo cuidado, apesar de sermos pessoas que eles devem odiar com todas suas forças, o medo de Lurdes dizimá-los deve ser maior que qualquer raiva. Um certo homem residente de Istatia tinha prometido nos dar um abrigo enquanto passávamos pela cidadela. Chegando na porta de sua aconchegante e grande estalagem, o homem ômega nos recebe com cuidado.

 

Guardamos todos os cavalos, limpamos nossas armaduras e as jogamos em cima de um hitch rack do lado contrário ao de nossos cavalos. Após o processo, todos decidiram entrar enquanto fico na área aberta da estalagem. Não me importo com a nevasca que começa a se intensificar lá fora, escovar meu cavalo parece mais interessante que qualquer outra coisa.

 

E aqui estamos, na nossa última noite de paz. As estrelas estão caindo enquanto a terra desce abaixo, e aqui estou eu escovando meu cavalo, sentindo a neve dar meu juízo final. Esses dias serão os últimos dias que posso sentir a vida.

 

Eu sempre temi a morte quando pequeno, em todo momento me lembravam dela como um sinônimo de fracasso. A morte era vista para mim como um artigo que nunca quis acompanhado ao meu nome em uma pedra, pois eu acreditei que meu dever era viver ao máximo para me tornar um rei velho. Não posso dizer que meu medo passou, mas agora não consigo encarar como um peso enorme.

 

Amanhã, talvez, será meu último dia em terra, mas poderei me orgulhar que fiz meu melhor como ser humano. Eu posso ter errado, mas mesmo na minha linha final, eu lutei para ser o melhor que eu podia ser. Posso dizer que pela primeira vez em tempos eu me conheço. Eu sou alguém que apesar de frágil, tento ao máximo de meus limites e sou capaz de romper meus próprios laços pelo bem de todos.

 

Eu sou alguém bom. 

 

Essa é a única verdade que eu quis ouvir em toda minha vida. Diante a tantas comentários ruins, tanto ódio, tanto medo e fúria, que quando me deitava na minha cama que antes era maior que meu corpo, somente rodava na minha cabeça se eu poderia ser alguém bom. A resposta, vejo agora, sempre esteve aqui.

 

Eu sou bom, sempre fui. Minha mente e alma me guiavam a fazer não o certo, mas o que poderia ser melhor a todos. Todos me odeiam, mas sei que fiz o melhor, e não o correto. Pois ser correto, exige vertentes intermináveis, em que ao todo tem finais ruins e bons, entre todos estes eu posso dizer que não escolhi nenhum.

 

E estou satisfeito.

 

Posso não ter sido o melhor, posso ser aquele apagado na história. Posso ser aquele que a história foi manipulada, ou aquele que será visto lembrado como um peso ruim na história. Mas história, são a memória de quem viveu cada momento e a minha história, é aquela que eu vejo.

 

Eu vejo o meu próprio legado de sua melhor forma. A dor de cabeça de não ser lembrado seria terrível para o Jimin de até 20 anos, mas agora o Jimin de 21, só consegue se sentir cansado e contente. Eu dei o que pude, e não existe fartura maior no mundo do que olhar suas ações e perceber que você fez exatamente o que realmente faria no seu interior.

 

Eu fui quem eu sempre quis ser. 

 

— Eu estou orgulhoso, Majestade. — Escuto a voz levemente rouca com um tom suave chegando perto de mim.

 

Me viro enxugando as lágrimas que percebi terem caído antes que eu tenha percebido. Olho para o remetente e vejo o irmão de Jungkook ali, o alfa vem andando com seu jeito soberano e destemido. Sua casca parece de uma pessoa extremamente convincente, mas vejo pelo seu andar o medo que ele guarda dentro de si.

 

— O que? — Pergunto confuso.

 

— Obrigado por ter deixado o Taehyung lutar hoje e ter ido contra o pai dele. — O tal… Yoongi, certo? Acredito ser esse seu nome.

 

— Ah… eu não fiz nada acima do cabível. — Digo ainda escovando o cavalo e desviando de seu olhar.

 

— Ainda sim. Taehyung sempre foi um dos meus melhores guerreiros na Estrela Cadente, e um ômega extremamente inteligente, alguém extraordinário que eu nunca vi em toda minha vida. Nunca captei uma pessoa tão completa como o Kim. Então, mesmo sendo o mínimo, eu fico feliz por ter visto isso e deixado acontecer. — O alfa bate em meus ombros sem nenhuma ética. Apesar de deselegante, somente dou um olhar para sua mão, porém não digo nada a respeito.

 

— Você parece gostar muito do meu irmão. — Respondo simplista, mas o prisioneiro parece surpreso.

 

Oh! Eu não fazia ideia que algumas pessoas não sabiam sobre minha segunda família.

 

— Eu não sabia que Taehyung era seu irmão, V-Vossa majestade. — Seu rosto começa a corar rapidamente. Estreito meus olhos para ele, parando de escovar meu cavalo.

 

— Não somos realmente irmãos de sangue, não precisa se preocupar. Diante a morte de minha família, os Kim foram o que restaram para cuidar de mim, por isso chamo o primeiro comandante e o filho do general de irmãos. — Explico para o rapaz. Ele arqueia as sobrancelhas e seus olhos esbugalham parecendo duas bolinhas de gude, ao mesmo tempo que sua boca soltava um compreensivo “Ah~”

 

— Me pergunto o que o irmão do rei fazia em uma prisão, então. — Yoongi se encosta no cercado, descontraído. Agindo como se não tivesse desafiado o rei. Ele realmente me lembra Jungkook.

 

— Assuntos pessoais, não cabe a mim como rei me envolver. Porém, já é tarde. Devemos entrar, certo? — Respondo, sorrindo cortês.

 

Largo meu cavalo e tento andar com minhas botas de cavalaria na neve que amontoou conforme ela caia. É como andar em uma areia movediça, ou ser louco e tentar andar pelas ondas, talvez seja uma mistura dos dois, de todas as formas é difícil para um humano como eu. Yoongi, pela primeira vez, utilizou de todo o resto de educação que o prisioneiro guardava para si e pegou em minha mão, me ajudando a andar até a entrada.

 

— Vamos logo, garoto do pomar de pêssego, antes que Jungkook venha me dar um soco. — Ele diz me puxando um pouco indelicadamente para dentro da estalagem.

 

— Pomar de pêssego? E por que Jungkook seria tão bruto com seu irmão? 

 

— Suas mãos, enfim. Meu irmão iria te ver, mas Seokjin o impediu para conversar algumas questões políticas, por isso vim no lugar dele. — Yoongi desvia do assunto do pomar de pêssego, mas responde sobre Jungkook.

 

Meu rosto corou ao perceber que meu alfa pensou em mim nesse tempo que passei na neve. Cogitei a ideia que ninguém estaria se preocupando comigo nesse frio intenso lá fora, mas que tolo que eu sou, é óbvio que o Jeon estava inquieto na estalagem comigo, talvez os Kim também. Nenhum deles, em momento algum, tiraram os olhos de mim, o que me faz pensar que possivelmente os olhos brilhantes nunca foram meus, e sim aqueles que me acompanham da vida e irão até minha morte.

 

— Se estão resolvendo alguma questão política, irei lá vê-los. — Respondo tirando meu casaco denso e feito da pele mais quente de todo o Tyvatti, entregando-o para Yoongi.

 

— É melhor mesmo, sinto a energia de meu irmão fumegando daqui. — O alfa responde com os seus olhos esbugalhados novamente, mas dessa vez com um pequeno bico no rosto.

 

Céus, Seokjin está torturando o rapaz. Entendo que o alfa possa não ser o melhor homem que o Kim mais velho esperou para mim, mas me enfurece suas atitudes infantis que sempre duvidaram de minhas escolhas. O senhor era assim, vive pelas suas próprias escolhas sem dizer uma palavra, e então, repentinamente após montar todo o plano de nossas vidas ele decide interferir em cima de nossas decisões para dar um veredito que não cabe ao alfa.

 

Sempre o respeitei, mas não consigo tolerar suas atitudes. Desde quando eu e Taehyung éramos pequenos, o Kim dizia que devíamos ser como eu costumava traduzir, grandes estrelas, mas nunca podíamos brilhar menos que outras. Pergunto, na verdade, se o homem queria que fossemos estrelas que não se apagassem, ou somente não tinha coragem para dizer que desejava que nós dois lutássemos para ser a lua. 

 

Eu poderia amá-lo, mas eu cresci, Taehyung cresceu, não somos mais crianças perdidas. Taehyung não precisa mais de aulas de etiqueta, e eu não preciso mais de aulas sobre como governar um reino, nenhum de nós precisamos mais da conversa sobre alfas e seus perigos. Não somos almas perdidas, nós sabemos muito bem para onde ir.

 

Suspiro fundo, abro a porta do cômodo da estalagem onde eu podia sentir o cheiro intenso de Jungkook e de Seokjin, mesclados como se fossem brigar por cheiros. Possivelmente, seja realmente isso que esteja acontecendo aqui, pois mesmo colado à porta, não consigo ouvir suas vozes, somente consigo captar o barulho de papel e de coisas pequenas batendo na mesa. Assim que abro a porta, me deparo com os dois se encarando intensamente sem mover um único músculo.

 

— Finalmente. O que fazia do lado de fora? Estive preocupado. — Seokjin suspira olhando para mim, repreendedor.

 

— Tão preocupado que somente ficou olhando, pronto para repreendê-lo depois. Sua preocupação é curiosa, Kim. — Jungkook dá o troco.

 

— Você quer que eu realmente comece a agir com minha preocupação, soldado? — Sua voz se eleva enquanto sua veia começa aparecer em torno de sua garganta.

 

— Já chega! Não pedi para que nenhum dos dois se preocupasse comigo. — Retruco irritado, me sentando na cadeira bem posicionada para dar a sensação de poder a mim.

 

Olho para os dois que calam-se e focam seus lumes em lugares distintos.

 

— O que faziam aqui sem os demais? — Pergunto duro. Recebi um olhar duro de Seokjin que parecia pronto para me reprimir.

 

— E-Estávamos reorganizando algumas táticas de ataque direto. — Jungkook responde. Parecendo dessa vez ser aquele que quer amenizar o clima.

 

— Sem a Ministra da Guerra, o Primeiro Comandante e acima de tudo, o Rei? Sabem que isso é contra as regras. — Olho firme para Jungkook e depois passo para Seokjin. Assustadoramente, o sir. Kim abaixou sua cabeça em vergonha, com suas orelhas pegando fogo. Não sei exatamente o que fiz para deixar Jin e pelo o que vejo, até Jungkook, tão tímido e com vergonha, mas sei que gosto.


 

— Sabemos, mas queremos adiantar nosso trabalho, Vossa Majestade. Nos perdoe por tal indelicadeza. — Seokjin recita, sendo copiado por Jungkook, enquanto os dois se curvam para mim.

 

— Posso perdoá-los se me contarem o que planejavam. — Me encosto na cadeira preguiçosamente.

 

Eles se olham temerosos, mas Seokjin suspira fundo e abre o mapa pronto para explicar o que pensavam. Enquanto isso, vejo o sorriso largo de Jungkook, sua passada de lingua pelos lábios e seu olhar que não para de subir e descer. Meu rosto corar levemente, mas ignoro a sensação que esse provocador barato me traz. Agora é momento de trabalhar, não de ficar com essa cara que não consigo decifrar. Seria orgulho? Paquera? Eu não sei, só consigo achar deveras atraente.

 

 Estou cansado demais por culpa da viagem e da luta de mais cedo, mas não me deixo abater pelo sono. Escuto cada estratégia montada juntamente do Kim com meu alfa, ouvindo o que eles têm a dizer e interferindo no que não era cabível. Os dois alfas pareciam estranhamente felizes agora que estou no cômodo, conversando tranquilamente entre si e sorrindo ladino para mim. Me sinto estranho com esses dois de bom humor. 

 

— … E assim, seria bom mandarmos uma tropa antes de seguirmos. Ela pode, assim, segurar alguns guardas até nossa chegada. — Jungkook finaliza com um aceno de cabeça de Seokjin.

 

— É uma boa ideia, rapazes. Entretanto, teremos que atrasar nossa ida ao centro de batalha, o que nos dificulta. — Me concentro no mapa, admirando as linhas paralelas e tortas. 

 

— Vossa Majestade, por que não podemos mandá-los hoje mesmo? — Jungkook sugere. Seokjin se mantém calado analisando tudo.

 

— Como nós, eles estão cansados. Não vale a pena mandar milhões de soldados para morrer. Eles valem mais para mim vivos. — Respondo friamente. Não me reconheci por um momento.

 

Parecia um simples ditador, alguém que não se importa com vidas alheias. Me senti levemente sujo, com medo de interpretarem que todos ali não são nada para mim, porém, é isso que os reis transparecem certo? Uma casca dura que não se importa com ninguém. Durante esse tempo todo mostrei meu lado mais gentil e poucos se interessaram em conhecer, então não tem porque me preocupar em ser mau interpretado agora. Sei para mim que todos ali importam e não quero que ninguém morra, mas, se em algum momento alguém se interessar em me conhecer realmente antes de julgar, talvez eu diga em voz alta.

 

— Bem… — Jungkook olha para Seokjin procurando por uma aprovação.

 

Eles são estranhos, até um momento atrás estavam brigando um com o outro, mas agora apresentam um respeito inigualável um pelo outro. Óbvio, que acima de tudo estamos falando de subordinado com seu chefe, mas até mesmo Seokjin apresenta agora respeito pelo meu alfa. Tenho fé, por um curto período, que eles poderiam se dar bem antes do fim de suas vidas.

 

— Vamos fazer os soldados descansarem. Amanhã de manhã mandarei eles partirem. Descansos e bem, certo? Vossa Majestade. — Seokjin se curva e Jungkook faz o mesmo.

 

Após isso, os dois saem da sala, me deixando a sós com uma garrafa de vinho.

 

__________________

 

Pela manhã, todos foram avisados sobre as mudanças de planos. Diante o ataque de mais cedo, não houve contradições por parte da decisão geral. Mesmo de longe, quando via soldados de outros postos e os que me acompanhavam de longe, uns vindo outros indo, todos eles me olham de uma forma diferente. Não vejo mais ódio naqueles lumes, via outro sentimento: medo, ressentimento.

 

Os soldados me olham nos olhos com faróis esbugalhados, sempre atentos no que tenho a dizer. Pela primeira vez, recebo total  atenção de uma grande massa para mim, ninguém contesta, ninguém faz cara feia. Todos pareciam em um consenso de me ouvir e me ajudar nesse momento, o que me deixa perplexo pelo apoio. 

 

Como mandado, alguns soldados partem e faço o favor de me despedir de todos, me reverenciado mesmo sendo de uma patente maior que de todos os alfas aqui. Na guerra, todos somos iguais. Em uma situação de carência, todos se unem para derrotar o veneno que tira a calmaria, não se importando com raças, etnias, origens, todos se apoiam e se conectam em um momento de dor.

 

Quando todos saem, Gaston me recebe com reverência e me informa que o corpo de Shin Taek foi limpado. Aceno com a cabeça entendendo o recado que já podemos fazer o enterro. Estive esperando que Gaston demorasse para fazer meu pedido quando pedi para que ele cuidasse do corpo do Shin para nos despedirmos dele temporariamente aqui, mas o beta foi rápido o suficiente para no dia seguinte terminar o serviço. Acho que mesmo sendo um homem cheio de charmes e de ignorância, Shin Taek era alguém respeitável.

 

Observo que meus pensamentos estavam certos, quando vejo no silêncio Seokjin segurando os lábios com força e deixando as lágrimas caírem em seu rosto com dificuldade. Yoongi, Taehyung e alguns outros cidadãos que nunca ouviram falar do Shin estavam como eu, somente prestando respeito, mas não sentindo as lágrimas baterem na janela da alma como sir. Kim, Jungkook, Hoseok e os soldados treinados a anos no exército. Sinto uma pontada de dor por eles, pois a sensação de perder quem ama deve ser muito doloroso.

 

Nunca tive a sensação de perder algo, pois desde que nasci eu já perdi. Sempre tive quem precisava ao meu lado, e nenhum momento eu senti alguém que sempre confiei partindo o laço que temos. Sou grato, pois diante de tanta tragédia, eu ainda tenho meus fios ligados com quem preciso.

 

Penso assim. Porém, algo está errado.

 

Assim que saímos, percebi Jungkook tentando chegar perto de Seokjin, mas o Kim não parecia muito confortável com a sensação do rapaz ao lado dele. Eu estava pronto para intervir, pois ao meu ver, tudo se passava de um momento em que meu pai parecia muito triste para querer conversar seja lá o que meu alfa gostaria de conversar. Não é o momento certo. Contudo, eu nem tive como empurrar Jungkook para longe, pois Jin fez isso sozinho.

 

— Saia de perto de mim, seu cretino. — O alfa mais velho brada com sua Voz de Alfa. Seus olhos estão da cor de seu lobo e ao mesmo tempo sua córnea está avermelhada pelo choro.

 

— O-O que está querendo dizer? — Jungkook perguntou levantando as mãos em defesa. 

 

— Você é nojento, soldado. Já não basta se aproximar do rei, de meu filho, e se proteger nas asas dele, ainda quer meu respeito até em meu momento de dor? — Seokjin ri sarcástico. Nesse momento, todos já estão assistindo o espetáculo.

 

— Como assim? — Ele pergunta com os olhos arregalados. Jungkook parecia estar com medo de algo sair dali.

 

— Me diga você, Jeon Jungkook, Príncipe de Lurdes. — Seokjin solta deixando todos chocados e Yoongi alarmado.

 

Eu ouvi certo? 

 

— O que…? 

 

Pergunto e no exato momento os dois se viram olhando para mim. Os dois igualmente chocados ao perceber que o rei deles estaria presenciando essa catástrofe emocional. Já eu, não consigo nesse momento agir como Park Jimin.

 

Eu agora sou rei.

 

— O que Kim Seokjin disse é verdade, meu guarda? — Pergunto o referindo com o antigo termo que lhe foi designado.

 

Minha voz é fria e todos parecem surpresos com minha calmaria, mas por dentro eu consigo ouvir e sentir meus ossos tremendo violentamente. Queria acreditar ser pelo frio que faz lá fora, mas sei bem que estou à beira de quebrar. Me conheço o suficiente para saber que minha casca é pesada, mas por dentro eu estou firme pois não quero acreditar no que acabei de ouvir.

 

— Jim-

 

— Me refira como Vossa Majestade, soldado. — Corto sua fala como uma lâmina afiada.

 

— Eu posso explicar, Vossa Majestade. Por favor, me permita explicar tudo. — Ele balança suas pernas para frente e para trás, em um infinito movimento de vai e volta. Parecia que ele queria chegar perto, mas temia estar do meu lado e ser ferido.

 

Sou incapaz de chorar, meu rosto ferve em raiva. Eu não queria ouvi-lo, sua reação já diz tudo, seu desespero é mais sincero que todo seu carinho agora para mim. Me sinto sujo, traído e esgotado ao raciocinar a mentira que vivi por meses. Não queria ouvir nada sair de seus lábios, mas olho para a multidão de olhos que se formou e noto que eles mereciam uma resposta de tudo que está acontecendo.

 

— Tente pela sua vida, Jeon. — O refiro pelo seu sobrenome real, causando choque em Yoongi. O outro tirano.

 

Tudo agora parecia fazer sentido. O filho preso, ele realmente existia, e estava ao meu lado esse tempo todo, infiltrado em meu reino armando com seu pai contra meu reinado. Eu novamente, fui tolo por acreditar em novas pessoas. Todo mundo é capaz de trair todo mundo.

 

— Há muito tempo atrás aconteceu a guerra entre os reinos principais, Lurdes e Clastia. Nessa mesma noite, uma guerra pessoal aconteceu no castelo e tivemos que fugir às pressas pelas nossas vidas. Acredite em mim, todos, por favor, acreditem: Eu não sou filho daquele homem. — Jungkook fala seu juramento, mas somente o olho com lágrimas presas.

 

— Eu não me interesso pelos seus conflitos pessoais, Jeon. Eu quero uma explicação pela traição ao reino de Clastia que o senhor declarou neste exato momento. — Meu cheiro começa a ficar tão forte e azedo que alguns soldados se agitam deixando com que suas presas e unhas crescessem, ficando em posição de ataque para me proteger de Jungkook. Não precisei mandar, mas todos sabiam que eu não estava gostando nada daquilo.

 

— Eu não o traio, meu rei. Eu juro, eu fui o mais verdadeiro de mim, pois não, eu não sou e nunca fui filho de Lurdes. Não fui criado e nem tenho noção de como é ser filho de alguém. Não menti, pois em nenhum momento iria cogitar que meu passado me condenaria a isso. — Jungkook contrapôs com seus olhos lacrimejando, mesmo que sua postura seja séria.

 

Os soldados, mesmo sem mandar, chutam a canela do Jeon e deixa-o ficar de joelhos para mim. Suas mãos não se movimentaram em momento algum, sempre para cima e em uma perfeita visão vertical. Seu rosto não desvia do meu em momento algum, dizendo toda sua sinceridade ali.

 

“Ao menos aqui e agora ele consegue ser sincero.” Penso em desgosto.

 

— A vida perfeita que você criou, a máscara que decidiu vestir, senhor Jeon, agora está fazendo todos pagarem. Eu confiei em ti, e agora soldados morrem em campos de batalha sem poderem ter a chance de voltar para casa por culpa de sua farsa. Não consigo ver fidelidade em alguém que dormiu tranquilo todos esses dias sabendo disso. — Minha voz sai como um veredicto final e todos os restantes gritam em concordância apontando suas presas para Jungkook. Prontos para degolar, Jungkook.

 

Não seria capaz de impedi-los agora.

 

— Espere! — Ouço um grito de alguém se enfiando no meio.

 

— Yoongi! — Taehyung grita desesperado tentando ir para frente, mas impedido por Hoseok e Soojin, a mulher apareceu por agora e parece neutra em relação a tudo.

 

Soojin é um mistério à parte para mim. Diante todas essas revelações, não posso descartar as lembranças do surgimento dessa mulher. Não agora, mas talvez amanhã, ou quando puder, eu não posso esquecer dela. Eu confio nela, não vejo maldades, porém todos são capazes de trair todo mundo.

 

O alfa, mesmo não tendo a força contra esses diversos alfas imensos, se enfiou na frente de seu irmão para defendê-lo. Não sei a história por trás dos dois, mas fico feliz pois mesmo não sendo o homem pelo qual Jungkook preferiu confiar, consigo ver que os dois se protegem como irmãos fariam. Mesmo tendo raiva de Yoongi por estar nisso, não consigo culpá-lo.

 

— Vossa Majestade… e-eu sei que… tanto eu quanto meu irmão erramos em mentir para a realeza, mas tem um equívoco em sua fala. — Arqueio a sobrancelha em surpresa.

 

Audacioso em dizer nesse momento que estou errado, quando todos sabem seus erros. Corajoso o suficiente.

 

— Não dormimos em paz sabendo que soldados, jovens e adultos, morreram nessa batalha. Trabalhamos incansavelmente antes da guerra acontecer para que não fossem pegos desprevenidos pelo rei de Lurdes. Fizemos de tudo para que os soldados que vê agora, estivessem do seu lado lutando pelo reino. Clastia seria atacada desprevenida e não teria soldados suficientes para aguentar o exército de Lurdes. Realmente, somos filhos de Junghwa, mas por sermos de mesmo sangue sabemos o quão podre é nosso pai. — Escuto as palavras duras de Yoongi.

 

Compreendo. Realmente eles fizeram alguma coisa pelo reino, mas não consigo sentir empatia porque quem fez isso por medo da verdade que guardava por trás. Eles somente agiram por culpa que sabiam desde sempre estarem errados, mas eram, não, são imaturos demais para serem verdadeiros mesmo em um situação de calamidade. Minha raiva só aumenta com suas palavras que deveriam ser esclarecedoras. 

 

— Deveria sentir pena de suas palavras, lurdianos? Pois, eu só consigo ver nos olhos de vocês duas crianças imaturas, que diante uma situação de calamidade, se sentiram tão pertencentes à Clastia que não foram sinceros com seu rei, mesmo prestes a explodir uma guerra por vocês. — Assumo um deboche. Tento usar dessa ferramenta, com um sorriso no rosto, para segurar as lágrimas que rodeiam meus olhos.

 

— Vossa Majestade… — Yoongi tenta dizer, mas é empurrado ao chão juntamente ao seu irmão.

 

— Desde quando, clã Jeon, agir pelas costas do rei, deixou de ser um ato de traição? — Pergunto chegando perto.

 

Estou guiado pelo ódio, não consigo mais sentir meus próprios movimentos. Meus olhos se nublam por completo, não sei se foi pelas lágrimas ou pela raiva, mas não consigo ver nada. Somente meus olhos voltam a enxergar ao redor, quando sinto minha mão quente e melada, enquanto o rosto dos dois Jeon estão virados para o mesmo lado com um arranhão no rosto.

 

Eu os machuquei. Porém, tudo bem, certo? Eles me machucaram também. Esse tempo todo, eles envenenaram  minha alma e aceitei de olhos fechados esse veneno. Um tapa não deve doer nada como meu coração agora.

 

— Prenda-nos.

 

Os soldados concordam com a cabeça e realizam minha ordem. Soojin curiosamente arregala os olhos e respira mais alto que o normal, mas quando olho de volta para a mulher, ela se recompôs. Hoseok prontamente pega Jungkook, seu antigo melhor amigo, e o amarra com força enquanto segura também suas lágrimas. Os Jeon machucaram toda minha família.

 

Eles foram pragas, ou pior que isso. Venenos. Com intenção clara de matar.

 

Meus ossos ainda tremem, mas neste momento eu nem percebi como eles pareciam prontos para rachar. Um enjoo sobe subitamente pela minha garganta e meu peito dói como se estivesse sendo amassado com meu coração. Tento andar até as escadas, mesmo ainda fragilizado, eu preciso deitar em uma cama chorar.

 

Ser frágil. Eu preciso disso.

 

Seokjin percebeu meu rumo frágil e segurou em meu pulso. Estou fraco demais para negar qualquer coisa, então se continuasse quieto, deixaria que me guiasse. Porém, infelizmente lobos em sua forma humana não leem mentes.

 

— Você fez um bom trabalho, Jimin.

 

Viro minha cabeça com uma lentidão, parecida com a forma que demônios agem quando possuem o corpo de pessoas. Estou possuído pelo ódio, e agora até mesmo o consolo de Seokjin, meu pai, me enoja. Até ele, preferiu o silêncio do que me contar de imediato, escolhendo fazer um espetáculo na frente de meus soldados do que me contar a situação por fora das cenas. Mesmo fazendo o bem, Seokjin humilhou Jungkook, e quase humilhou minha posição como rei.

 

— É melhor aproveitar o silêncio, Kim Seokjin. Pois a qualquer momento eu posso te prender por deslealdade ao rei e humilhação. — Dito, venenoso.

 

Meus laços então começam a se romper. Dois fios se foram só hoje. Quem será o próximo? 



 


Notas Finais


Oi meus amores! Voltei! O que acharam desse capítulo?

Os momentos tensos vieram e agora vocês precisaram ser fortes. Fiquei muito triste escrevendo esse capítulo porque justo no momento que o Jimin se descobre como alguém útil os amores da vida dele destroem a visão de mundo dele. Porém, isso vai ser muito importante pro desenvolvimento dos personagens em geral.

O Jungkook vai evoluir muito como pessoa nos próximos capítulos, a rendição dele vai ser maravilhosa. E também prometo que isso é só um momento ruim entre eles, mas vai passar. O Jungkook vai se mostrar um homem incrível pro Jimin por culpa de suas falhas.

Espero que acima de tudo tenham gostado do capítulo, do sistema de batalhas, da apresentando de outros personagens. O que acharam do Yoongi, Taehyung e Jin?

Não sei se vocês sabem, mas agora tenho um insta (@/mini.ght), um tiktok (@/26may03) e tenho meu twitter (@/artcjk). Estive pensando em fazer uma LIVE ou no TIKTOK ou no INSTA para conversar sobre a fanfic, o que acham da ideia?

É isso meus raios de sol, beijinhos de luz para vocês

☀️🍀

Ps: Trevinho da sorte para vocês

Mah.


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