História Viva la vida (Imagine J-Hope) - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, EXID, EXO
Tags Imagine Jhope, Romance
Visualizações 17
Palavras 1.160
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção Adolescente, Fluffy, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem voltou com um capítulo minúsculo depois de 84 anos?

Não me matem, por favor

Capítulo 2 - 2 - Indeseable cliente


II - Indeseable Cliente


Alguma vez na vida, ao menos uma, toda pessoa já escutou algo parecido com: "há males que vêm para o bem" ou "tudo tem um motivo pra acontecer, até mesmo as coisas boas". 


Depois de analisar isso, você esperava que toda essa onda de má sorte te trouxesse, no mínimo, uma passagem para Paris porque era inacreditável o quão péssimo estava seu dia, e ele não havia chegado nem na metade. Até mesmo você, que estava sofrendo tudo aquilo na pele, não acreditava. Torcia para que tudo fosse uma pegadinha do universo ou um pesadelo, e que você acordaria logo.


Sua madrugada fora uma das piores. Por conta da chuva, você pegou uma gripe insistente, que a deixou com um nariz constipado e uma metralhadora de espirros. Em consequência, você dormiu mal, muito mal, chegando até mesmo a acordar, minutos depois de entrar em um sono estável, com o som de seu próprio espirro. 


Acordou exausta e atrasada para o seu emprego na livraria. Você até que tentou se arrumar o mais decente possível, mas o estado "mórbida" e sua alma eram um só. Para constar: no processo "café da manhã – tentativa falha de melhoria da aparência – procura da chave perdida, de novo" seu dedo mindinho teve impactos brutos com quinas, degraus e tudo o que tinha direito.


 Seu chefe não estava com o melhor dos humores, então das 5 horas que você passou no estabelecimento, 1 foi escutando o sermão dele. E, novamente, se não precisasse daquele emprego para viver um pouco melhor, um belíssimo "vai se foder" teria saído nos primeiros 3 segundos de palestra.


Novamente, lá estava você, contando as horas para sair daquele lugar e correr para sua casa. Unhas sobre o balcão, um semblante de tédio. Tudo exatamente igual.


Infelizmente.


Talvez, fosse uma espécie de provação. Quem sabe o universo não queria testar sua paciência para recompensá-la? 


– Ah, olá de novo! – o maldito ruivo estava na sua frente, de novo. Com o mesmo sozinho, a mesma postura e mesmo penteado. –Que coincidência te encontrar de novo, senhorita.

"Uma das piores" – Realmente. Muita coincidência. – forçou um sorriso, tentando ser o mais simpática possível.

“Por quê?!" – você gritava internamente, socando um boneco daquele homem em sua cabeça. Faltavam apenas 2 minutos. Apenas. Dois. Minutos.


– Olá. – mantenha a profissionalidade, S/N. Você precisa dessa merda de emprego. – Precisa de ajuda?

"Diga que não, por favor. Diga que não, por favor. Por favor, por favor, por favor." – Sim, sim. Eu queria saber se vocês têm o livro: "A vegetariana", de Han Kang(*).


Assentiu, e procurou no sistema. "Ok, tudo bem, temos exemplares o suficiente para a família inteira dele."


– Está naquela sessão. – apontou para a correspondente, que estava praticamente na sua frente. – Terceira prateleira, ao lado da coleção de Contos Infanto juvenis Contemporâneos.


Pelo incrível que pareça, tudo ocorreu bem. Ele não derrubou nenhum livro, não caiu ou de alguma forma fez com que algo quebrasse. Tudo foi pacífico. Ele pegou o livro, voltou em sua direção. Comprou o bendito e, novamente, ia esquecendo seu cartão, mas você estava mais atenta.


"Hoje não, praga. Hoje não."


Seu turno havia terminado. Você pegou suas coisas, vestiu-se com seu casaco quentinho (pois, mesmo fazendo 27º graus em Seul naquele dia, você sentia cada fibra do seu corpo congelando, provavelmente em incidência à uma febre) e saiu. 


Você foi refletindo sobre o falso ruivo enquanto ia para casa. Havia uma implicância natural com ele, isso era inegável e com certos motivos. Era como se ele tivesse trazido todo o azar consigo no dia anterior. Não que você o odiasse, afinal mal o conhecia (e particularmente não tinha esse desejo), mas depois de tantas coisas que seu simples esquecimento havia te causado, não podia afirmar que simpatizava muito com ele.


Você riu para si mesma, enquanto ia para o hall de seu prédio. Você já estava ficando louca com essa implicância. 


Bateu em seus bolsos, garantindo a localização de sua chave. "Não cometa o mesmo deslize duas vezes", pensou, enquanto esperava o elevador. E então, escutou uma voz familiar e sentiu alguém pondo a mão em seu ombro e parando ao seu lado.


– Hey, S/N. – era Taehyung, e então a lembrança de um encontro marcado passou rapidamente em sua mente. Você sorriu, tanto por alegria por vê-lo, mas também por alívio que dessa vez, você não estava encharcada (no sentido literal) ao encontrá-lo. – Tudo bem com você? Parece cansada.


– Ah, noite difícil. – você riu, pela primeira vez naquele dia e abraçando os próprios ombros, um tanto constrangida pelo estado zumbi que deveria estar. A enorme mão do Kim foi em direção a sua testa, como uma mãe para medir a temperatura de seu filho, te fazendo estremecer pelo toque. Tae era um cara adorável.


– Você 'tá febril. – murmurou, pondo a mão em suas bochechas dessa vez, e se afastando rápido. 


– Ah, não se preocupe. É só eu tomar um remédio e vouilá, vou estar novinha em folha. – as portas se abriram e você entrou no cubículo de metal. – Daqui a pouco, eu desço e nós saímos, ok?


– Tem certeza? Se você preferir ficar em casa, eu entendo. – falou rápido, deixando a mão em contato com as portas, permitindo que uma senhora e uma garotinha entrassem sem nenhuma preocupação.


– Sim sim, não se preocupe comigo. – você acenou, sorrindo, e ele assentiu, lhe esbanjando seu sorriso meigo.


Kim Taehyung era tão adorável.


***


O encontro havia sido rápido. Taehyung estava visivelmente preocupado contigo e sua saúde, então não quis arriscar. Vocês foram para um restaurante italiano que havia ali perto. Ambos pediram (insira seu tipo de massa favorito aqui, eh isto) e suco de uva, em substituição do vinho, já que nenhum de vocês tinha maturidade para beber naquele momento.


Tudo foi tão confortável, tão acolhedor. O cuidado com que ele lhe tocava, com certa dúvida do que seria mais confortável para você; a forma com que a conversa fluía bem, tudo era fantástico. Se dali não saísse um "rolo", ao menos uma amizade você gostaria de manter. Ele era uma ótima companhia.


Como um verdadeiro cavalheiro, lhe acompanhou até o elevador, depôs um beijo em sua testa e pediu para que mandasse uma mensagem caso não se sentisse bem. Adorável, adorável, adorável.


Você se despediu dele e, em seguida, o falso ruivo entrou, no segundo andar. De tão aérea que estava, o fato dele estar foi um mero detalhe, e não a razão de suas paranóias. Tudo bem se ele morava lá, aparentemente. E que ele te perseguia em seus empregos, trazendo má sorte em uma das experiência. Quem era ele na fila do pão quando um anjo como "TaeTae" havia te tratado como a princesa que você é?


Bom, como dito no começo, há males que vêm para o bem.


Mas, aquele que você conheceria como Jung Hoseok futuramente, não era um deles. Não no momento.


E você só notou isso quando o elevador parou bruscamente, as luzes padrão desligaram e as de emergência se acenderam.


"Por quê?!" – novamente, uma versão mental sua espancava um boneco de espuma que personalizava o seu azar.


Notas Finais


O livro: "A vegetariana" realmente existe. Ele é bem popular entre coreanos universitários, estudantes do nosso ensino médio e estrangeiros que querem conhecer um pouco da cultura literária da Coreia. "O livro conta a história de uma mulher coreana que decide não comer mais carne e enfrenta toda a repercussão social que uma decisão deste tipo provoca naquele país. A primeira parte é contada do ponto de vista do marido, um funcionário de médio escalão que está começando a galgar os degraus da hierarquia da empresa onde trabalha. É através dos olhos dele que percebemos o estranhamento que as atitudes de sua esposa provocam."

Viva la vida também é cultura, ok?


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