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História Vivendo sobre a sedução de um Milionário - Capítulo 32


Escrita por:


Notas do Autor


Oiw meus amores!!!!!!!!! Turo bom? <3

{{{{{{{{{LEIAM AS NOTAS FINAIS}}}}}}}}}}}

Boa leitura....

Beijinhos e até lá embaixo...

Capítulo 32 - Capítulo 31.


Fanfic / Fanfiction Vivendo sobre a sedução de um Milionário - Capítulo 32 - Capítulo 31.

Eu vi um novo ano começar. Vi tantos fogos no céu quanto no ano passado. Vi os dias voarem mais rápido do que eu mesma via, mas eu senti minha dor aumentar cada vez mais. Eu percebi o quão fraca era, porque sem Adam eu não estava mais conseguindo fazer nada. Se não fosse pelos pais de Adam eu já tinha perdido tudo… A casa, meus filhos, meu irmão e até mesmo me perdido. Não sabia o que fazer sobre nada, porque só tinha uma coisa que eu queria poder fazer… E era gritar. No estado em que eu estava eu necessitava gritar para o mundo e foi isso que eu fiz quando março chegou. Eu caminhei sobre as ruas e entrei dentro de uma grande mata que tinha perto de casa. 

Tire essa maldita dor de mim. Tire isso, por favor!

Não sei como cheguei no meio daquela mata toda, mas sei que assim que caí de joelhos sobre a terra e o musgo eu não consegui segurar. Eu gritei. Gritei como se nunca tivesse feito isso. Eu gritei com toda minha alma, com toda as minhas forças e com toda minha dor. Eu me rasguei para os céus e para a terra. Porque naquele momento de derrota eu não estava jogada no chão chorando apenas por Adam, mas por tudo na minha vida que deu errado. Eu não queria de forma nenhuma ter conhecido Justin, de forma nenhuma ter ido para Chicago, porque se nada disso tivesse acontecido, eu não conheceria nenhum dos dois. Eu não amaria nenhum dos dois e muito menos perderia os dois. E talvez, eu seja a desgraça na vida dos outros.

Adam morreu. E Justin parecia estar morto para mim também.

A morte de Adam foi sem dúvidas a tragédia que mais me destruiu. De certa forma, perder meus pais foi perder a mim mesmo, mas perder Adam, foi também perder Bruce, Audrey e Peter. Eu tinha razões para me manter firme. Eu tinha que arranjar forças até mesmo de onde eu não tinha para não deixar nenhum dos três sozinho, por mais que eles já estivessem os avós para apoiá-los. 

— Mary marcou uma hora no psicólogo para você, Lexys. — Andreia falou.

— Eu não quero ir, sogra. — Falei ainda olhando para aquela cerca branca. 

— Perder meu filho foi a pior coisa que já me aconteceu nessa vida. Mas, ver você destruindo a família que ele tanto lutou para construir está me matando. — Ela falou. 

— O que mais dói é saber que ele morreu sem saber o tamanho do amor que eu sentia por ele. É saber que ele não vai ver os filhos crescer. Ele não vai ver Audrey e nem Bruce na faculdade. Ele não vai levar a filha até o altar quando for casar e não vai ensinar para os meninos como se barbear. Talvez, se eu já não fosse uma boa mãe com ele do meu lado imagina agora que estou sozinha. Adam era meu porto seguro. Seu filho era minha baía da esperança em um oceano turbulento. — Disse enquanto lágrimas pequenas e dolorosas caíam sobre meu rosto. 

— Eu posso te garantir uma coisa, minha filha…  — Ela fez uma breve pausa e se sentou no balanço ao meu lado, no lugar onde Adam sentava. — Eu não posso comparar a sua dor com a minha, mas eu também sofro com a perda dele. Dói em mim também. Mas, eu consigo seguir em frente, se você me ajudar com isso. — Andreia ergueu a mão para mim e com os olhos todos marejados eu pude ver Adam lá. Por um momento eu vi ele através do olhar de sua mãe. 

— Promete que nunca vai me deixar? — Pedi com as mãos no peito. 

— Eu prometo. Vou estar sempre contigo, meu amor. — Ela disse me abraçando com força. — Agora você é minha filha, também. 

 

Quando Junho chegou, parecia que minha vida tinha tido uma grande reviravolta. Eu me formei no Ensino Médio e com a força que Andreia estava me dando, eu entrei para a faculdade de Derby para cursar pedagogia. O plano era mudarmos para a Inglaterra, pois ficava mais perto de sua casa dos meus sogros na Irlanda. A mudança seria na semana seguinte, e pela primeira vez em muito tempo eu estava ansiosa demais com algo. Eu guardava tudo de Adam no guarda roupa com muito carinho, e suas coisas foram as primeiras que eu arrumei para a mudança. Eu não podia me desfazer de suas roupas, porque seu cheiro era tudo que me tranquilizava quando eu tinha crises de pânico. 

Audrey e Bruce estavam crescendo tão rápido que até eu mesma estava chocada com isso. Peter estava tão gordinho que era impossível não querer abraçá-lo todo o tempo. Bingley estava sempre onde as crianças estavam, mas seu xodó mesmo era Peter, que dormia quase o dia todo e mesmo assim o grande cachorro nem piscava com medo de acontecer algo com ele. Mary disse que me visitaria sempre que fosse possível, me deixando feliz com a hipótese. Mas, logo quando eu estava finalmente seguindo em frente, algo chegou pelo correio.

Uma caixa muito bem embalada e o que tinha dentro dela me desanimou totalmente. Era uma carta de Maria junto com inúmeras cartas amarradas umas às outras. A primeira vez que li sua carta me fez querer jogar todas as outras no fogo, porque sabia que era Justin que tinha escrito, mas depois de alguns dias eu reli outra vez o que Maria tinha escrito para mim. E cada palavra me tocou de uma forma especial que somente ela mesmo seria capaz de fazer. 

 

Querida Aléxis, se é que eu tenho o direito de chamá-la assim… Você receberá essa carta somente quando eu já não estiver mais viva, mas eu espero que você tenha o mesmo impacto que eu tive quando li essas cartas pela primeira vez, por mais que não fossem escritas para mim. Estou te escrevendo agora porque você precisava ler cada palavra escrita por Justin para você. Meu peito dói toda vez em que olho para meu esposo e o vejo tão infeliz. Eu sei que ele me ama, mas o amor que Justin sente por mim nem se compara ao que ele sente por você. Eu fui a primeira esposa dele, mas sei quem será a última. 

E por isso, eu oro para Deus abençoar muito vocês dois e sua união, porque vocês merecem muito ser felizes. Ele te escreveu quase todos os dias, no mínimo três vezes por semanas durante todo esse tempo e hoje eu entendo o porque você nunca recebeu nenhuma delas antes. E peço desculpas, pois foi por minha causa. Acho que ele teve muito medo de me machucar e te garanto.... Eu nunca na minha vida conheci um bom tão bom quanto ele. Porque eu sei, Aléxis, que homem algum abriria mão do grande amor da sua vida somente para ajudar uma amiga, porque eu só fui apenas isso para ele e está tudo bem. Está tudo bem porque eu sei que de certa forma a vida vai unir vocês de novo, e de onde quer que eu esteja, eu desejo do fundo do meu coração que ele possa realmente ficar com você, pois você não é a felicidade da vida dele. Você é a vida dele, Aléxis. 

Estas poucas cartas foram as que eu consegui salvar do fogo e, por favor, guarde-as com muito carinho, já que de alguma maneira nessas amareladas folhas está escrito as inúmeras declarações de amor de um homem que teve o mundo todo aos seus pés e amou a única coisa que não conseguiu ter… Você! 

Adeus doce Aléxis, 

Maria. 

 

JUSTIN

Eu tive tudo. Dinheiro, carrro, casas, mulheres… Mas, não fui feliz até bater de frente com a pessoa mais sensível do mundo. Aléxis. Por ela, eu não fui só até a metade de um relacionamento fodido, porque por ela eu iria até o fim do mundo para poder ser feliz com ela. E por mais que a vida tentasse foder com nosso amor impossível, nada foi mais difícil do que a própria angústia que ela mesmo causava em mim e mesmo assim aquela menina é e sempre vai ser tudo que eu mais almejo nessa vida. Contudo, eu não tinha que pagar esse preço tão alto por amar alguém diferente de mim. Maria não merecia pagar pelos meus pecados. Ela não merecia sofrer por minha causa e isso era a pior coisa de todas. 

A morte de Maria abriu um buraco no meio do meu peito. Um buraco incurável e que era visível para todos. E por mais que todos falassem que o tempo curava tudo, eu sabia que era mentira. Essa merda de tempo não cura nada. Por que essa tristeza não passava? Por que essa angústia não sumia do meu peito? Eu não queria mais sofrer. Chega de coisas que não deram certo em minha vida. 

— Não errado você se sentir culpado, Justin. — Jaxon falou ao meu lado. 

Eu ignorei meu irmão por todos os sete meses que vieram. Eu tentei fingir que nada tinha mudado. Eu fui para a empresa todos os dias e fiz o meu trabalho como CEO. Voltei a fazer minhas viajens internacionais pelo mundo por causa dos negócios. Tudo que eu fazia antes, eu voltei a fazer de novo após a perda de Maria. E mesmo que ficasse totalmente ocupado durante o dia, era de noite que eu me matava. Era quando eu deitava na cama e olhava para o seu lado da cama - agora vazio. 

“Você tem que se recuperar logo para a gente voltar para Itália”, eu dizia todas as noites para ela antes de dormir e isso era como uma carga elétrica de forças a mais para ela. 

Eu repeti a frase de olhos fechados e deslizei a mão sobre o colchão grande. 

 

Pattie estava morando comigo agora, e era ela o único motivo por eu levantar da cama todos os dias. Ela falava muito de Deus para uma criança da sua idade e foi só numa noite de sexta feira que eu vi o quão irado eu estava com Deus. Bêbado e sem nem ao menos conseguir ficar em pé, eu parei na primeira Igreja que encontrei. Lembro-me muito bem a forma que entrei no grande espaço com uma cara garrafa de uísque. 

— Deus? — Chamei debochado de braços abertos. — Você está aí? — Gritei raivoso. Eu adentrei mais e mais tropeçando nos meus próprios pés e parei de frente para um grande quadro pendurado na parede. — Você… — Falei rindo enquanto apontava o dedo para cima dele. — Fodeu comigo! — Disse dando um breve gole no uísque. — Eu sempre acreditei em você, sempre protegi sua imagem e você me tirou a única coisa que me fazia ficar sã de tudo. Você tirou Aléxis de mim. Você me deu Maria e a arrancou de mim também. Eu soterrei meu coração para não machucar o dela, porque ela precisava de forças suficiente para enfrentar aquela doença. Eu fiz de tudo para não perdê-la também. Abri mão de tudo para cuidar dela e o que adiantou? — Questionei olhando para o chão. — Nada! — Berrei com todas as minhas forças e então arremecei a garrafa contra a parede. — Nada! — Repeti outra vez e foi então que eu caí no choro. — O que eu fiz para ter que passar por isso? — Pergunto caí de joelhos no chão. Tampei a cara com as palmas da mãos e chorei. 

Eu estava de joelhos diante de Deus implorando para que ele arrancasse aquela dor insuportável de dentro de mim. 

 

Uma semana depois, Jaxon me ligou  pediu para eu mesmo ir para a reunião com a companhia do Rio de Janeiro que aconteceria na Inglaterra. Aproveitei que teria que ficar lá por mais de duas semanas e levei Pattie comigo. A reunião foi boa, consegui fechar o contrato com eles e passei todas as informações para Jaxon entrar em contato no dia seguinte. Eu saia com Pattie sempre que ela queria e todos os dias íamos para lugares diferentes, foi então que algo estranho aconteceu.

Pattie largou a minha mão e se abaixou para poder amarrar o cadarço do seu tênis e nesse breve instante eu me virei para o lado e olhei para o pequeno café a minha esquerda. Eu olhei para a vidraça para ver meu reflexo, e vi que tinha sim neve em meus ombros. Eu estava limpando tudo com atenção quando através daquela enorme vidraça eu vi Aléxis sentada em uma pequena mesa redonda. Seus cabelos loiros estavam com as pontas cacheadas e brilhantes como sempre esteve. Por mais que ela não estivesse usando nenhum tipo de maquiagem naquele instante, ela estava perfeita com aqueles lábios rosados e a ponta do nariz levemente avermelhada.  Ela parecia concentrada demais lendo algo naquelas folhas em que segurava com as pequenas mãos. Ao seu lado, tinha uma grande xícara. 

— Pai? — Pattie chamou me dando a mão outra vez.

Um leve sorriso cresceu em meus lábios assim que ela abaixou as folhas e as depositou em cima da mesa. Aléxis levantou o olhar e me viu também. Ela se levantou e pegou suas coisas de cima da mesa, dobrando todas os papéis e os guardando na bolsa. Aléxis vinha em minha direção e isso parecia um sonho para mim. E quando finalmente ela passou pela porta meu ar sumiu e eu não soube o que tinha de diferente em Aléxis, mas ela não era a mesma. Estava diferente, totalmente diferente. 

— Oi. — Aléxis sorriu docemente.

— Oi. — Falei de volta ainda sorrindo. Meu coração batia tão rápido que era possível ouvir meus batimentos de longe. 

Algo pareceu renascer dentro de minha alma. Meu corpo estava fervendo e minhas mãos suando sem parar. Aléxis estava parada bem na minha frente com um pequeno sorriso no rosto. Não era mais minha doce menina que estava parada bem na minha frente, era uma mulher madura e mudada que estava aqui e agora fazendo meu coração quase sair pela boca. E foi aí que eu entendi completamente o sentindo da vida, pelo menos da minha. 

Por mais que tudo tivesse conspirado para eu ficar longe dela, Deus, sendo tão bom quanto era a trouxe de volta para mim. Porque Aléxis não nasceu para ser de ninguém mais além de mim. E Adam e Maria não foram o impasse em nossas vidas, foram a libertação de um amor abusivo, porque Maria entrou na minha vida para me mudar para Aléxis.  

Querendo ou não, fosse onde fosse, meu coração pertencia a ela e o dela pertencia à mim. 


Notas Finais


Primeiramente, gostaria de pedir desculpas por qualquer erro ortográfico que tiver aí. Segundo, gostaria de dizer para vocês comentarem muitooo. Terceiro, eu sei que não estou respondendo nenhum comentário, mas eu leio todos. T-O-D-O-S! E obrigada. Obrigada por todo o carinho e paciência para escreverem cada palavra para mim, mesmo que seja somente uma, pois cada letra me faz sorrir. <3<3<3

Só mais dois capítulos e o fim da história chega, meu Deus o peito chega treme kkkk É muito bom essa sensação de concluir uma história sabe? Dá um baita orgulho de nós mesmo ^^

Me sigam no Insta: derlainyfakemercia (posto várias coisas sobre as fanfics lá)

Até mais, com muito amor e carinho...

Dê! <3 <3


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