História Vivet - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Rap Monster
Tags Amor, Bangtan Boys, Bts, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Lemon, Namjin, Namjoon, Paraplegia, Romance Gay, Seokjin, Suga, Taehyung, Yaoi
Visualizações 67
Palavras 3.079
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Luta, Shonen-Ai, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - §9§


Namjoon estava na cozinha ajudando a senhora Yan a preparar o jantar. Ele não era um mestre quando se tratava de culinária, mas Namjoon tentava pelo menor fazer algo de útil, como por exemplo, aliviar o trabalho que era feito por Yan. No momento, ele enxugava os pratos enquanto Yan preparava algo no forno.

- A senhora deveria trabalhar menos. - Namjoon guardou um prato no armário. - Eu sei que a senhora gosta de trabalhar aqui, mas também tem que se preocupar com sua saúde.

- Você está parecendo o menino Jin falando. - ela riu anasalado.

- Jin tem razão.

- Eu sou agradecida pelo que ele faz por mim. Sabe, pouca gente aceita idosos trabalhando em suas casas, Taehyung queria que eu fosse embora, mas Jin o convenceu. E a única coisa que eu realmente gosto de fazer é trabalhar aqui, cuidar dos meus dois meninos enquanto eu ainda consigo caminhar.

- A senhora é uma mãe dedicada. - Namjoon sorriu e ela retribuiu.

- Se as mães dos dois não estão por perto, eu posso pelo menos tentar fazer esse papel.

- Eu sei que eles estão agradecidos.

Yan desligou o fogo ao perceber que a comida já estava pronta. Namjoon continuou guardando as louças.

- A senhora ainda não me disse como consegue ficar tanto tempo num quarto conversando com o Jin.

A senhora Yan pegou um par de luvas cor de rosa que estava dentro do armário de panos.

- Não é questão de conseguir, Namjoon. Ele simplesmente me chama e eu vou, depois - ela tira uma enorme panela de dentro do fogão e põe em cima da bancada da cozinha. - ficamos conversando. Como vocês jovens falam, "jogando papo fora". Não tem nada de misterioso nisso.

Mesmo com essa resposta direta, Namjoon não ficou satisfeito. Havia algo escondido debaixo das palavras simples de Yan, a resposta dela era simples demais, direta demais. Por mais que estivesse confuso, uma pitada de inveja se apossou de si. Ah, Yan se dava tão bem com Jin. Não só Yan, mas também com Tae, com Hoseok. Namjoon era o único que por mais que tentasse, não conseguia saber mais sobre Jin. Tudo que sabia era sobre sua personalidade, sobre o que ele gostava e não gostava, mas Namjoon não estava satisfeito, afinal, isso era simplesmente o básico que um cuidador deveria saber sobre quem se está cuidando. Namjoon era egoísta por sentir inveja de pessoas tão próximas a Jin, sendo que ele havia aparecido em pouco menos de três meses, mal chegando nesse meio tempo, a se aproximar de Jin ao ponto de ser um grande amigo.

O ar frio invadiu a sala de estar quando Namjoon chegou para se despedir dos seus dois chefes. Jin e Tae conversavam animadamente sobre algum assunto aleatório, ele percebeu os olhos brilhantes de SeokJin quando o encarou por cima dos ombros, ao mesmo tempo, tentou disfarçar o interesse no assunto. Não era da sua conta,de fato.

- Vou indo. Já esta na minha hora.

Curiosamente, SeokJin pareceu se importar. Um sorriso brincalhão fez-se nos lábios cheios do mais velho, algo que Namjoon não via constantemente.

- Boa sorte com a sua namorada. - Namjoon corou pela cara debochada de Jin.

Até o momento tudo parecia tranquilo. Namjoon arrumou a mochila nas costas e se virou, ao mesmo tempo que lembrou-se da noite anterior. Espreitou-se pela passagem e juntou os braços de maneira que aliviasse o frio e o clima que começava a apertar. Ontem fora estranho para ele, principalmente porque tudo o que conseguia pensar era o comportamento de Jin na noite anterior. O modo que SeokJin tentava acultar qualquer resquício de fragilidade que poderia quebrar suas barreiras de ferro, mas nessa noite Namjoon percebeu o que seu chefe guardava dentro de si. Algo aconteceu, muito, muito antes, algo que foi marcante. Talvez Namjoon estivesse errado, mas apenas por agora, ele se considerava certo.

***

Uma série de fatores que o levaram a estar diante de uma namorada raivosa foram suficientes para que ele estivesse também irritado. Na sua linha de pensamento, Jihyun estava completamente errada por agir de forma infantil, sobre uma casa que claramente era paga por ele. Há, como ela poderia tentar expulsá-lo? Namjoon era o homem da casa e moralmente o responsável pelas contas. Ela sequer pensou que estava infinitas vezes errada ao discutir sobre o cinema da noite anterior, e que havia agido como um ser desagradável.

- Pelo amor de deus, eu estou cansado. Poderia sair da frente da porta?

A porta de entrada da casa estava sendo bloqueada pelo corpo magro e rígido de Jihyun.

- Suas desculpas antes.

Namjoon riu de escárnio.

- Desculpa? - totalmente cansado pela situação, ele apenas falou e arqueou ambas as sobrancelhas. O semblante de superioridade ainda estava compactado ao rosto de Jihyun.

- Só "desculpa"? - disse incrédula. - Você me deixa num cinema junto de um monte de gays, deixa eles zombarem de mim e me expulsarem e ainda quer que eu aceite essas meras desculpas esfarrapadas? Aliás, onde você dormiu? Aposto que foi na casa daqueles..

- Eu sei que isso realmente não interessa a você. - Namjoon atravessou a porta, empurrando o braço de Jihyun para trás. A paciência já havia desaparecido com as palavras enjoativas de sua companheira. Jihyun virou-se pela afronta, puxando o braço musculoso de Namjoon, coberto pela capa de frio.

- Nem pense que você vai dormir no quarto comigo.

Ele imediatamente se soltou do aperto de Jihyun.

- Eu não vou dormir com você, não se preocupe.

Nesta altura Namjoon já estava no quarto, organizando num bolo o lençol junto de seu travesseiro para levar ao sofá. Dormiria lá por enquanto, até se resolver com Jihyun, o que provavelmente demoraria. A mulher apenas bufou se jogando na cama de casal e imaginou que devesse ficar ali para mostrar que não se importava. E droga, porque Namjoon tinha que arranjar este emprego e se misturar com aquelas pessoas esquisitas? OK, ela queria muito que Namjoon começasse a trabalhar para alugar o tão sonhado apartamento de Jihyun, e de fato com o que ele estava ganhando mensalmente quase chegara ao total da entrada. Pelo menos a convivência com os gays, com o escritor rico e com o aleijado estava lhes dando alguns bons benefícios.

De qualquer forma, mesmo que ela estivesse totalmente certa, deveria engolir seu orgulho e fazer as pazes com Namjoon. Mas ela apenas faria isso de manhã pois agora estava cansada demais por ter trabalhado horas nas fotografias de uma campanha publicitária. Ah, o modelo era Park Jimin, com quem ela havia trabalhado diversas vezes. Jimin era lindo, afinal, era um modelo. Era famoso e tirava suspiros de varias garotas, até mesmo de Jihyun, que se não estivesse namorando com certeza partiria para investir em Jimin. Diga-se de passagem, Jihyun se considerava muito bonita e até areia demais para um simples lutador de box fracassado. Ela merecia mais e sabia disso.

***
Namjoon sentiu um forte estalo nas costas. Uma dor quase insuportável o fez gemer e ao mesmo tempo que sentia suas costas deflagrarem, se lembrou da noite anterior: ah claro, ontem.

Ainda semi-adormecido, ele levou as mãos à face para limpar os resquícios de sono que ainda tinha. Inalou o ar abafado da sala e soltou. Fez isso diversas vezes, controlando a respiração. Um, dois, três, e ele já estava acordado. A dor diminuíra pelos longos minutos que ele passou totalmente à deriva de seus pensamentos. Se esticou no sofá, para eliminar a preguiça. Que horas eram? Nem ele sabia. Estava tudo escuro, todas as luzes apagadas e as amplas janelas da sala estavam cobertas pelas cortinas de tecido fino. Namjoon não se lembrava aonde havia deixado seu celular e nem vontade tinha para procurar. Arrastou-se até a janela mais próxima, num bocejo curto e tardio, abriu-a. Olhou aleatoriamente para o céu quase  tênue luz do sol pairava por trás das nuvens. Ah, o inverno, pensou Namjoon com uma carranca de insatisfação. Mas pelo menos o sol estava lá atrás, mostrando que ainda existia num mar de cinza.

Voltou para o sofá, lembrando que era apenas mais uma terça-feira em que ele deveria trabalhar. Ah, mas ele não se sentia mais como a dois meses. Agora ele até tinha vontade de voltar para trabalhar, julgando o caos que estava a sua vida em casa e o quanto ele queria se ver livre desse conflito. Ver Jin todo o dia o deixava feliz. Quer dizer, trabalhar todo o dia o deixava feliz.

Namjoon apalpou a calça que vestia, sentindo um certo volume na parte de trás. Era algo duro e liso. Mais parecido com um... Celular. E ali estava o bendito celular, bem na bunda de Namjoon, ele mal acreditava que havia dormido de calça jeans. E só aí reparou que estava com as mesmas roupas de ontem. Droga, isso explica toda a dor que estava sentindo nas articulações. Mesmo assim, ele acabou ignorando tudo isso para ver as horas, se assustando com o que vira na tela. Já se passava das sete e meia e, se Namjoon não se apressasse, não chegaria a tempo de pegar o ônibus.

E isso fazia Namjoon lembrar que deveria comprar um carro logo, nem que fosse usado.

Mesmo a mercê desses pensamentos aleatórios, ele foi apressado até o banheiro e tomou um banho rápido, como se sua vida dependesse disso. Após rápidos minutos no banho, ele foi até seu quarto. Bem, ele parou especificamente de frente à porta, pois sabia que ela estava lá. Com a toalha envolvendo a cintura, ele mordeu o lábio inferior e suspirou cansado. O quarto era dos dois, então não haveria problema ele entrar apenas para pegar umas roupas. Namjoon girou a maçaneta e lentamente pôs a cabeça para dentro, encontrando nada além do vazio e de uma cama totalmente bagunçada. Jihyun não estava mais lá e ele agradeceu mentalmente por isso. Mas isso também significava que ela havia acordado, e que estava perambulando pela casa.

Foi a passos leves até o guarda-roupas, deslizando sobre o chão que estava sendo coberto por pingos da agua que caia do corpo de Namjoon. Encarou as varias roupas espalhadas e algumas nas cruzetas, vendo o seu famoso casaco de couro. Aquilo já havia virado pele para Namjoon, ele realmente gostava de peças de couro. Mas hoje, por algum motivo, sentiu vontade de mudar seus padrões. Dali mesmo, ele viu um tecido escondido no fundo da cruzeta, um casaco xadrez que faziam séculos que ele não usava. Tirou-o de lá, pegando também uma camisa branca sem mangas (básica). Vestiu-se rapidamente e olhou no espelho ao mesmo tempo que penteava os cabelos. Gostara do que vira no reflexo.

- Se eu fosse gay, eu te pegava. - disse para si mesmo, rindo do modo que falara. Sentia-se nervoso, mas mesmo assim ainda era engraçado se elogiar como uma adolescente na puberdade, que ia sair com o crush e não sabia exatamente o que vestir, sendo que Namjoon ia apenas trabalhar, como uma droga de um adulto comum e solitário. Seu humor caiu drasticamente ao perceber que já ia perder seu ônibus. Havia passado das oito, mesmo que ele corresse, não chegaria a tempo no ônibus que levaria para perto do condomínio isolado que ficava a casa de Taehyung.

Ele soprou o ar preso nos pulmões e não tardou em regressar à sala de estar, onde havia dormido na noite anterior. Quando Namjoon girou a maçaneta, com a intenção de seguir em destino à casa dos Kim, sentiu um aperto rigoroso em seu braço, o interrompendo repentinamente.

- Namjoon, aonde pensa que vai?

- Onde mais eu iria? Tenho que trabalhar, esqueceu?

- Não, você não vai para aquele covil. E porque está todo arrumado, hein?

- Eu estou normal. Agora me solte, preciso trabalhar.

- Se demita desse emprego, Namjoon.

Namjoon finalmente se virou, encarou a namorada. Sua expressão era indecifrável. Ela vacilava um pouco quando falava. Ele olhou-a com incredulidade, quase como se ela estivesse delirando.

- O que... Você está se ouvindo, Jihyun?

- Namjoonie... Eu só não gosto de você lá. Afinal, eu sei que você não gosta daquele tal de Jin. - Namjoon a olhou de soslaio, quase em escárnio. - Eu sei que é difícil você pensar em outro trabalho agora, mas tudo relacionado aquele lugar me dá nos nervos, ainda mais com aquele aleijado rondando você, com aquela coisa metálica zumbindo.

- Aleijado. Aleijado, Jihyun?! Sério, nunca mais chame ele assim sem o conhecer. Olha, antes que eu fique mais irritado, vou relevar o que você disse e conseguir o dinheiro que esse aleijado me dá pelos meus serviços. Conversamos quando eu chegar em casa.

Namjoon se virou em contrapartida às palavras repugnantes de Jihyun.

- Mas Nam-

Então, ela foi rudemente cortada pela batida forte que foi dada na porta quando Namjoon deixou a casa.

Como esperado, Namjoon perdera o ônibus. Ainda tinha alguns trocados (contou o dinheiro da carteira e suspirou aliviado ao ver que sobrou alguma coisa), o que o deixou feliz por sua sogra ter lhe dado uma trégua por ele nunca pedir o bendito autógrafo.

Quando Namjoon chegou no trabalho, quase completamente sobrecarregado pela inapropriada conversa de mais cedo, não reparou que Jin estava aos prantos, numa conversa animada com Hoseok no meio da sala de estar.

- Ei Namjoon, não cumprimenta mais?

SeokJin chamou a atenção de Namjoon, que ia atravessando a sala como um raio. Ele parou abruptamente ao ouvir a voz melodiosa de Jin se dirigindo a si. Girou nos calcanhares para encarar ambos adultos sorridentes, devolvendo um sorriso torto, tentando parecer menos horrível ou menos irritado do que estava. Uma drástica falha, pois o que não se podia negar era aquela enorme nuvem preta, completamente visível acima de sua cabeça.

- Oi Jin, oi Hoseok. - respondeu tirando forças do seu íntimo para falar.

- Cara, você esta horrível. - Hoseok reparou, dando um olhar de pena, quase carinhoso.

- É, você parece um panda com essas olheiras.

Namjoon suspirou, com uma cara de dor e desgosto.

- Não dormi bem ontem, e para falar a verdade, acordei pior ainda. Eu estou uma droga.

- Brigou com a namorada? - Jin perguntou, com uma intimidade quase enervante, o tom cômico e confuso ao mesmo tempo. Namjoon, não ligando muito para a pergunta pessoal demais, respondeu dando de ombros.

- Sim, sim. - murmurou virando-se à contragosto.

- Você é tão trouxa, Namjoon.

- Beleza, eu já percebi que as pessoas hoje tiraram o dia para me enjoar. Vou trabalhar que eu ganho mais. - então Namjoon começou a caminhar para longe de SeokJin.

- Ei, não se esqueça do meu remédio mais tarde, certo Namzinho?! - gritou um SeokJin carregado de malícia e divertimento, para um Namjoon irritado e frustrado. Hoseok apenas ria-se da situação contraditória, em seguida voltou ao assunto de antes, quando percebera que Namjoon havia sumido da vista.

- Ah, vocês se deram bem. Parecem um casal que briga mas se acerta depois, é fofo. - Hope não controlou a lingua, mas conseguiu ver seu amigo corar.

- Ele é idiota. - murmurou bobo. - Não somos um casal, ele cuida de mim, é claro que viraríamos amigos.

- Você fala como se fosse fácil fazer amizade com você. Eu sofria no colegial, você me ignorava, se lembra? No baile de formatura, você me deixou sozinho com uma garota que  eu nem gostava e foi dançar com o gostoso do Kim Chansung. Sério, aquele cara era uma beldade. Um deus grego em forma humana. Eu até te perdoei só porque era ele.

Ambos riram ao se lembrarem da formatura e de como brigavam pela atenção de Chansung, um cara estupidamente bonito de seus tempos de colegial.

- Se o Yoongi ouve isso, você está literalmente ferrado.

- Shh, não fale alto. O Yoongi é ciumento. Ele odeia quando eu falo de meus antigos namorados.

- Você sempre foi tarado.

- O Yoongi não precisa saber.- Hoseok ri. - Aliás, cadê esse pessoal pra gente ir logo pra essa fisio?

Hoseok estava estranhamente animado para a fisio, Jin percebeu logo de cara. Jin mesmo não estava tão animado assim, mas Hoseok sempre parecia elétrico quando estava empolgado, então o mais velho apenas ignorou essa animação peculiar.

- Vamos logo gente! O que tanto vocês fazem nessa cozinha? - exclamou Hope, levemente irritado por tamanha demora. Seguiu com Jin até a cozinha e quase caiu no chão quando viu Taehyung, Namjoon, Yoongi e até mesmo a senhora Yan, com os olhos vidrados na televisão da cozinha, completamente concentrados em um dorama qualquer que ali era transmitido.

- Você acha que ela vai ficar com ele no final? - a senhora Yan perguntou, nervosa.

- Talvez ela fuja com o amante. - Namjoon murmurou em resposta.

- Ou ela vá para a América.

- Pois é. Nenhum daqueles dois merece ela.

SeokJin riu ao perceber Hoseok furioso por estar sendo ignorado.

- Ei, vamos logo!

E novamente ninguém ouviu. Yoongi apenas murmurou e voltou a se concentrar no dorama. J-Hope (como era carinhosamente nomeado pelos amigos mais próximos e alunos), respirou fundo, tentando conter a irritação. Jin se afastou sabendo o que viria depois. Percebeu a veia do pescoço de Hoseok pulsando. Já era tarde. Normalmente, quando J-Hope ficava magoado com algo, ele apenas se calava e ficava com uma expressão triste, em consequência, não falava com ninguém pelo resto do dia. Mas nada disso era comparado a um Hope com raiva. Um Hope com raiva, era sinal de que você deveria se afastar. Foi isso que SeokJin fez. Ele já conhecia seu amigo muito bem, então nem se deu ao trabalho de perguntar o porquê de ele estar com raiva.

Hoseok foi lentamente até a TV, se pôs logo atrás, em seguida apertou o botão de desligar. Hope sorriu de forma tenebrosa, enquanto ouvia as reclamações.

- Bom, eu acho que vocês entenderam o meu recado. Que tal irmos para a porra da fisioterapia e quem sabe vocês não morram asfixiados? - ele disse com um sorriso simples, mas era perceptível a raiva embutida nele. Seu olhar ameaçador e assassino fez com que todos engolissem a seco. A senhora Yan apenas deu de ombros e suspirou.

O fato é que Hoseok era muito sentimental e qualquer coisa o magoava. O simples fato de ser ignorado por seu noivo o magoava. Jin via J-Hope como alguém que se devia ter cuidado e carinho. Talvez por isso, todo o caminho para a academia fora em puro e total silêncio. Hoseok era quem  falava mais, alegrava todo mundo, sorria trazendo segurança. Mas logicamente ele não soltou um piu. Ele apenas murmurava coisas desconexas e suspirava, bufava, encarava Yoongi vez ou outra no volante, como se dissesse "Você foi um idiota completo!".

Bem que a primeira fisio de Jin poderia ser agradável, mas parecia ser impossível na situação em que estavam.



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