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História Vizinhas - Capítulo 27


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Capítulo 27 - Puta merda


Noite passada eu pensei muito na história de Amélia, comecei a rever os meus conceitos e concluí que eu não poderia tirar conclusões precipitadas. É claro que a personalidade de Antônio me incomodava muito, mas eu conhecia Amélia a menos de uma semana, certamente não poderia ter total confiança na palavra dela e fala sério, justamente do dia em que eu faltei acontece isso? Aquela história estava muito estranha e eu investigaria mais a fundo tudo aquilo.

Pela manhã eu fui trabalhar, dei folga para Amélia e tomei conta de tudo sozinha. Havia bastante trabalho e eu tinha que correr para sobrar um tempo para que eu conseguisse analisar toda aquela história. No fim do dia, decidi ter uma conversa com Antônio, uma conversa franca. Eu tentaria tirar algo dele e se conseguisse, poderia acreditar em Amélia. Procurei Antônio assim que pude, o vi andando pelos corredores com um copo de café nas mãos. Ele parecia feliz.

— Boa tarde, doutor Antônio. 

— Boa tarde, Jolie. 

— Está tudo bem? 

— Sim, por que não estaria? 

— É verdade. Eu queria conversar com o senhor, podemos? 

— Claro, só não ocupe muito o meu tempo, hoje tenho um encontro. 

— Não se preocupe, não vou tomar. 

Pedi para que ele me acompanhasse até a minha sala.

— Pode sentar, Antônio. 

Antônio se sentou de frente para mim. Eu permaneci em pé. 

— Antônio, serei direta com você. Ontem você levou Amélia até em casa, não levou?

— Sim, qual é o problema com isso? 

— Não vejo problema nenhum, mas aconteceu algo mais? 

— Olha, doutora Jolie, sinceramente não acho que isso seja da sua conta, mas já que você veio me questionar sobre esse assunto, aconteceu sim.

Eu não imaginaria que ele fosse dizer algo. 

— Antônio, ela conversou comigo. Sabe que desprezo tudo isso e com certeza eu irei tomar as devidas providências. 

— Que bom, não gostaria que minha namorada soubesse disso. 

— Que você estuprou uma mulher? 

— O que? — Antônio arregalou os olhos, ele realmente pareceu surpreso — Do que você está falando?! Eu não fiz isso com ninguém!

— Antônio, Amélia me disse tudo. 

— Aquela garota é louca! — Antônio aumentou o tom de voz.

— Antônio, ela está machucada. Disse que você a agrediu. 

— Eu não encostei naquela mulher! Nunca faria algo assim! 

Como eu pensei, não podia acreditar em ninguém. 

— Pode me dizer o que aconteceu exatamente? 

— Eu já a conhecia. Tivemos um caso tem uns dois anos, mas acabou tudo. Quando eu a vi aqui, apenas me surpreendi. Conversamos um pouco na saída do escritório e eu disse que poderia levá-la em casa. Quando chegamos, ela tentou me beijar e disse que ainda me amava, mas eu disse que estava com alguém. Ela apenas saiu do carro com raiva.

— Então quando você diz que não queria que sua namorada soubesse disso, você se referia à carona? 

— Sim. Quem você pensa que eu sou? Um idiota estuprador?

— Sim. 

— Doutora, eu posso ser um mulherengo arrogante, meu passado pode não ser muito bom, mas eu posso te garantir que estuprador eu não sou. 

— Antônio, acho melhor você tomar cuidado. Essa garota está disposta a tudo por você. 

— Estou vendo que sim, convenceu até você. 

— Eu não tive muita ética, eu admito, mas tudo estava contra você. Qualquer um acreditaria. Eu vou cuidar disso, Antônio. 

— Espero que sim — ele se levantou e caminhou até a saída da sala. 

— Antônio. 

— Diga.

— Me perdoe, tirei muitas conclusões erradas em relação a você. 

— Eu não a culpo, admito que até eu mesmo as vezes não me suporto. 

Eu ri e me senti horrível logo depois. Todas as coisas que pensei e disse sobre a pessoa de Antônio, estavam erradas. Bastou apenas uma conversa para ver aquilo. Eu fui para minha casa depois e liguei para Amélia, pedi para que ela fosse até a minha casa para que pudéssemos conversar adequadamente. Agora aquela história era outra, ela havia abusado da minha boa vontade e eu estaria disposta a desmascará-la, de um jeito ou de outro. 

Cheguei em casa e tomei banho. Esperei a chegada de Amélia ansiosamente e ela chegou vinte minutos depois de meu banho. Tocou a campainha e eu a mandei entrar, embaixo de seu olho ainda estava roxo, imaginei que era maquiagem, eu teria que dar um jeito de tirar aquilo. 

— Olá, querida. Como você está?

— Boa noite doutora, estou bem. Já decidiu o que nós iremos fazer? 

— Ora, vamos. Esse assunto necessita de mais atenção do que você imagina, eu não posso apenas acusá-lo e pronto. Preciso de mais provas. 

— Mais do que essa? — disse ela apontando para seu olho.

— Na verdade, sim.

Ela abaixou a cabeça. 

— Conversei com o doutor Antônio hoje — eu me sentei no sofá e cruzei minhas pernas — fiquei sabendo que ele está namorando. 

— Sério? — ela pareceu interessada. 

— Sim, sério. 

— Você sabe com quem? 

— Na verdade sei. 

— Quem é? 

— Pra que todo esse interesse? Que eu saiba, você não gosta dele, depois do que ele fez a você.

— E eu não gosto! 

— Sabe o que ele me disse também? Que vocês dois tiveram um caso. 

Amélia me olhou espantada, começou a andar de um lado para o outro, ela parecia instável. 

— Acho melhor você ir descansar, Amélia. Não precisa ir trabalhar mais, pedirei para alguém mandar suas coisas. 

— NÃO! VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO COMIGO, ESSE É UNICO JEITO DE EU FICAR PERTO DELE! 

— Amélia, se acalma! eu...

— Você não vai me afastar dele, nem você e nem ninguém! E seu eu não posso ficar com ele, ninguém vai ficar! 

Após dizer essas palavras, Amélia foi para fora da casa, posteriormente eu fui atrás dela e para piorar as coisas, Antônio estava lá fora juntamente com Celine. Ela viu os dois juntos e concluiu que ela era a nova namorada de Antônio. 

— Amelia? — disse Antônio ao vê-la.

— Puta merda — eu disse. 

Amélia pareceu ficar completamente louca naquela hora, ela foi até o carro que eu mandei pegá-la e pegou uma bolsa e da bolsa, retirou uma arma. As coisas ficariam piores a partir daquele momento. 




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