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História Vizinhas - Capítulo 28


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Capítulo 28 - Cretina


— Amélia, me dê isso aqui — disse eu me aproximando e estendo as mãos — isso é perigoso. 

Amélia apontou a arma para mim, eu ergui as minhas mãos e olhei para a cara de Celine. Eu a mandei sair dali, mas ela não entendeu, Amélia desviou a arma e apontou para Celine e Antônio. 

— É tudo culpa sua! — disse Amélia para Celine. 

— Amélia! — eu gritei — Se você atirar eu acabo com você! 

Antônio ficou parado na frente de Celine. Os dois eram o alvo de Amélia, eu temia que ela atirasse. 

— Amélia, pense bem nisso. Se você fizer isso, será presa e nunca mais verá Antônio — conforme eu dizia, me aproximava mais dela. Nossa distância era de mais ou menos 2,5 metros — Deixe-me te ajudar! 

Amélia olhou para mim e tornou a apontar a arma. 

— Não chegue perto de mim, sua cretina!

— Amélia! — gritou Antônio — não precisa disso, guarde essa arma, vamos resolver direito!

Quando Amélia virou para Antônio, eu corri em direção a ela e segurei sua mão. Naquela hora foi uma briga de força entre eu e ela, Antônio se meteu entre nós duas e houve um disparo. Por alguns segundos nos encaramos, todos com a cara de espanto. Eu tinha certeza que o disparo não pegou em nenhum dos dois, pois sentia o sangue escorrer na altura da minha costela, a dor também veio rapidamente. Eu caí de joelhos, logo depois já estava no chão. Antônio conseguiu tirar a arma da mão de Amélia e a jogou longe, seguidamente, Celine gritou muito alto. Eu virei de barriga para cima e tentei olhar onde o tiro tinha pego exatamente, mas não consegui me manter consciente, Celine se aproximou e me pegou nos braços, após isso eu desmaiei. 

Quando acordei, estava em um hospital, sentia fortes dores na minha costela, na parte direita. Olhei ao redor de meu quarto e não havia ninguém lá, apenas algumas flores e cartões, olhei para o teto e tentei me lembrar de alguma coisa, mas nada vinha na minha mente. Eu tentei me posicionar de modo que conseguisse ficar encostada na cama, me posicionei e descansei, minha ferida doía muito. Eu fechei os olhos por alguns segundos e ouvi um barulho de porta abrindo, após isso vi Nanda e Lavínia entrarem no quarto. 

— Meninas? — eu disse.

— Meu deus! — disse Nanda. 

— Jolie! — disse Lavínia. 

As meninas me abraçaram. 

— Tá doendo, merda. 

Elas se afastaram logo depois. As duas se olharam e riram. 

— Que merda você fez agora? Aposto que tem Celine nisso — disse Nanda. 

— Nanda, foi aquela doida da secretaria dela.

— Que secretária? Caramba, vocês nem me falam nada da vida de vocês. 

— Nem você fala, sua hipócrita — eu disse — Tive alguns problemas no trabalho. 

— Caramba, você foi tão chata que te deram um tiro? Nem eu cheguei a esse ponto ainda — disse Nanda.

— Meu Deus, Nanda. Para com isso. 

— Tô errada?

Eu ri com elas duas, apesar de doer.

— Não me faz rir. Tá doendo. 

— Eu vou ficar lá na sua casa pra tomar conta de você — disse Nanda. 

— Meu Deus, eu vou morrer. 

— Eu também vou — completou Larissa. 

— Bom, agora eu vou demorar mais um pouco pra morrer. 

As duas me ajudaram com a comida. Ficaram conversando comigo por mais um tempo e depois foram embora. Eu descansei um pouco e acabei adormecendo. Quando acordei, Celine estava do meu lado.

— Ué, cadê teu namorado? 

— Boa tarde para você também. 

— Desculpa. Como ele está. 

— Ele está bem, mas ele não é mais meu namorado.

— Ficou com medo é?

— Não, ele me pediu em casamento.

— Então vocês não são namorados e sim, noivos? Que merda. Aquela menina vai matar você hein. 

— Ela não vai mais tocar em ninguém, foi presa e eu também não aceitei o pedido.

— Que bom 

— ah é?

— Assim você não é perseguida. 

Celine sorriu e me deu um beijo na testa. 

— Você foi muito corajosa, sabia? 

— Me sinto com 18 anos de novo. Sempre salvando você de seus casos doidos. Vou parar de me meter com você, uma hora dessas eu morro.

— Jolie. 

— Que foi? 

— Muito obrigada. Por tudo o que você faz por mim.

— Não tem problema. 

— Eu vou cuidar de você. 

— Não precisa, as meninas já vão cuidar. 

— Vou te dar banho...

— Vou ligar para elas dizendo que não precisa. 

Conversamos um pouco e depois Celine foi embora, disse que iria me buscar em dois dias para irmos embora do hospital. Eu liguei para as meninas.

— Alô?

Que foi Jolie, tomou outro tiro? — Disse Nanda. 

— Não, sua babaca. Só liguei pra dizer que Celine disse que cuidaria de mim, ela veio aqui. 

Ah não, quem vai cuidar vai ser a gente. 

 Mas ela mora do lado da minha casa, vai ser muito mais fácil e eu também não quero atrapalhar vocês, a Lavínia ainda tem o Lucas.

Que Lucas o que, Jolie, ele é criança por acaso? Você que quer ficar com a mulher lá. 

 Ela falou que vai me dar banho. 

 É por isso então né, sua safada. 

Nem tanto, avisa a Lavínia por favor. 

Tá, tá, tá bom. 

 Nanda. 

Quê?

Eu amo vocês. Obrigada por tudo. 

A gente ama você também, fica bem logo, tá bom? 

Desliguei o telefone e depois fui dormir, descansei bem e fiquei esperando o dia da minha alta.



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