História Vizinho do Andar de Cima - Capítulo 2


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Categorias Bungou Stray Dogs
Personagens Atsushi Nakajima, Ryuunosuke Akutagawa
Tags Akutagawa X Atsushi, Ginhigu, Menção Soukoku, Shin Soukoku
Visualizações 62
Palavras 3.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bem, eu disse que não ia demorar muito, porém caracoles esse capítulo tá bem maior doq eu achei q ele seria enquanto eu planejava ele e eu ainda tive que separar porq a transição pra próxima parte fica bem melhor desse jeito então mil desculpas por enrolar mais uma vez 😋. Tá sendo definitivamente divertido escrever esse au e também é uma delicinha fazer o Akutagawa num escritório, é tipo uma das minhas kinks, meu bb todo frustrado com o trabalho merda que ele tem uwu. Eu espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei de ter feito, aproveitem irro.

PS: não tô com tempo de betar, ent qualquer erro pelo amor perdoem q eu ajeito depois.

Capítulo 2 - Nakajima Atsushi, o Vizinho do Andar de Cima


Akutagawa diria que depois de sua reclamação, ele dormiu feito um anjo. Naquela noite não houve mais nenhum barulho, pelo menos não alto o suficiente para que pudesse despertá-lo. De qualquer forma o seu descanso não durou muito pois o alarme tocou avisando que já tinha que levantar para voltar ao trabalho. Claro que Akutagawa não dormira o suficiente, ele ainda sentia que sua alma não tinha retornado ao seu corpo como deveria, mas ele estava acostumado. Aquilo era ser um adulto, não é?

Levantou com a maior — lê-se a menor — disposição que tinha depositada no corpo, indo em direção ao banheiro para tomar um bom banho gelado no chuveiro. Ele podia demorar alguns pequenos minutos já que sempre acordava antes do horário que precisava, mas ele sentia que se relaxasse ele não conseguiria sair dali à tempo, então ele iria deixar para algum outro dia.

Akutagawa gostava de passar horas dentro de sua banheira, pensando em sua vida em geral e como ela sempre estava a própria escória. Quando ele estava satisfeito com algo, alguma outra coisa o deixava infeliz a ponto de influenciar na primeira e tudo se tornava um completo inferno. Mas ele não tinha mais tempo para fazer isso ultimamente e talvez esse seja um dos motivos que contribuíam para que ficasse tão estressado no trabalho; Ele não tinha mais um momento sequer para recapitular tudo que acontecia na sua vida, tudo estava tão ocupado com trabalho e mais trabalho que ele não conseguia nem ouvir seus próprios pensamentos. E aquilo estava o levando à loucura, era como se sua mente fosse explodir com tantas informações sobre a empresa.

Após ter tomado seu banho e fazer todas as suas outras obrigações, ele tomou uma grande xícara de café forte, se preparando para sair de casa e enfim voltar para o inferno. Talvez inferno não fosse o suficiente para descrever aquele lugar.

Akutagawa saiu de casa e trancou a porta, indo até o elevador e esperando ele chegar em seu andar, o que não demorou menos de dez segundos.

Pena que tinha um rosto um tanto quanto conhecido dentro dele.

Merda tinha que ser justo ele?

Assim como Akutagawa, seu vizinho do andar de cima parecia um pouco chocado em estar tendo que ver a cara um do outro tão cedo após o que aconteceu no dia anterior. Era estranho como eles não tinham se conhecido antes e não se esbarraram uma sequer vez, mas após o incidente da noite passada Akutagawa sentia que iria começar a se encontrar com o garoto do andar de cima muito mais. Estava mais que claro que o de cabelo prateado se encontrava completamente sem graça já que ele abaixou a cabeça e colocou uma das mãos no rosto — que Akutagawa percebera que estava vermelho — logo depois de ter encarado Akutagawa por alguns pequenos segundos.

Ele estava tão envergonhado assim por ontem? Pensou.

Akutagawa sentiu uma leve vontade de rir da cara do garoto, porém ele ainda queria pagar seu papel de gótico da atualidade e apenas ignorou enquanto pisava para dentro do elevador. Ambos em lados opostos apenas esperando ansiosos para que chegassem no térreo de uma vez. Akutagawa sabia que ontem ele estava cansado o suficiente para não ter reparado em quase nada do garoto, mas vendo ele agora Akutagawa não podia deixar de notar que... Ele era realmente bem bonitinho. Ele obviamente não estava usando o pijama azul qual usava mais cedo, ele estava usando uma roupa casual comum que provavelmente era do trabalho e Akutagawa notou que na noite anterior seu cabelo estava realmente fora do lugar pois agora ele estava perfeitamente arrumado e que tinha uma listra negra que tomava uma pequena parte entre os fios prateados. Ele também tinha uma boca pequena que Akutagawa não deixou de encarar por alguns leves segundos.

Ele era menor que si com a diferença sendo apenas de no máximo uns dois ou três centímetros, mas Akutagawa claramente era um tanto mais largo e tinha alguns músculos em desenvolvimento no braço, diferente do outro que aparentava ser todo magrinho. Akutagawa não iria reclamar, o garoto fazia o seu tipo.

Isso não é hora para pensar coisas assim, Ryuunosuke.

O garoto, aparentemente mais novo, quebrou o silêncio ao notar que Akutagawa não conseguia parar de analisá-lo.

— A-Ah, sabe.. foi mal pelo barulho de mais cedo... — Akutagawa revirou os olhos. De novo aquele assunto...

— Não tem problema, o importante é que eu consegui dormir. — Disse frio.

— É, mas... sinto muito, eu não gosto de ficar nesse clima estranho com as pessoas..

— Você pede muitas desculpas, sabia? — Akutagawa suspirou e encarou as orbes estranhas do garoto que parecia sem graça mais uma vez. — Akutagawa Ryuunosuke. E você é...?

— Oh! Eu sou Nakajima Atsushi, espero que a gente se dê bem a partir de hoje, Akutagawa. — E então ele sorriu e Akutagawa quase sentiu vontade de sorrir de volta. Quase.

Atsushi tinha um sorriso um tanto quanto contagiante, deveria ser complicado conviver com ele tentando se fazer de gótico.

Com isso o elevador finalmente chegou no térreo e abriu suas portas num ótimo timing Akutagawa diria. E ele não sabia se podia exatamente agradecer por ter chegado já que significava que teria apenas mais um dia cansativo como todos os outros daquele mês.

— Até mais Akutagawa, tenha um bom dia! — Atsushi disse antes de sair afobado do elevador e logo em seguida do prédio, indo para o lado oposto que Akutagawa andava todos os dias.

— Até... — Respondeu quase que num sussurro, mesmo não tendo mais Atsushi por perto para ouvir.

Akutagawa respirou fundo e então deixou todo o ar sair, se preparando psicologicamente e fisicamente para começar a andar em direção ao trabalho.

                           [🍙]

Então Akutagawa entrou no escritório lotado, indo direto para sua mesa, essa que ele conseguia enxergar cheia de documentos em cima dela fazendo Akutagawa soltar um dos mais longos suspiros que já dera naqueles tempos enquanto se acomodava na cadeira giratória do escritório. Todo mundo parecia estar no meio de uma crise das pesadas, andando para lá e para cá sem parar, tão ocupados que nem ao menos Higuchi ou Chuuya trocaram um olhar com Akutagawa em seu caminho.

Foi aí que notou que Odasaku estava vindo em sua direção enquanto carregava várias pastas e conversava no celular com provavelmente algo remetente a sua área. O mais velho ficou mais alguns segundos na linha apenas escutando a outra pessoa do outro lado e após ter parecido que ela finalmente terminara de falar, ele deu um breve "Entendido" e terminou a chamada, ele suspirou.

— Mori mandou te avisar que quer falar com você na sala dele. — Odasaku disse com a voz mais entediada que o comum e sem esperar por uma resposta ele deu as costas.

— Ótimo, nem cheguei direito e já vou ser demitido. — Akutagawa falou para si mesmo. Ninguém era chamado para ir até a sala do chefe em um bom tempo, então Akutagawa deduziu que as coisas não estavam tão boas para o seu lado.

— Não acho que isso vai acontecer, nii-chan. — Gin disse, surgindo do nada — na visão dele — sem tirar os olhos da papelada que verificava. A garota parecia tão cansada quanto o resto das pessoas naquele escritório. — Você é um dos favoritos do Mori, só fica atrás pro' Chuuya e pro' Dazai.

— Não tenho tanta certeza sobre essas coisas. — Akutagawa levantou-se, ficando em frente para sua irmã, tocando nas bochechas magras da mesma. — Gin, quando foi a última vez que se alimentou direito? Seu rosto está ficando cada vez mais magro.

— Ah... Faz alguns dias que a única coisa que eu faço é tomar café e comer uns lanches da loja de conveniência aqui do lado, mas não precisa se preocupar, nii-chan. Eu só preciso esperar este mês acabar e vou voltar a ser o membro mais bonito e saudável da família. — Gin riu levemente e Akutagawa sentiu um pouco do aperto em seu peito sumir.

— Ainda estamos indo para a metade do mês, certeza que aguenta até o final? — Não queria soar como um irmão mais velho superprotetor mas não conseguia evitar, ele sabia que podia aguentar tudo que aquele emprego tinha para oferecer, afinal ele trabalhava ali fazia anos e sabia como praticamente tudo funcionava. Mas Gin chegara fazia apenas alguns meses e o máximo que Akutagawa podia fazer era dar dicas de como lidar com certas situações.

— Sério que tá me perguntando isso? É claro que eu aguento, se eu não aguentasse com certeza não estaria trabalhando aqui. — A mais nova disse com escárnio. — Você devia parar de tentar tomar conta de mim o tempo inteiro e cuidar de você mesmo. Eu sei que não tem dormido muito ultimamente, consigo ver essas bolsas enormes debaixo dos seus olhos.

— Elas são Gucci, não tem com o que se preocupar. Se cuida pirralha. — E fez um carinho breve nos ombros de Gin que apenas soltou um breve riso por conta da piada e concordou, continuando com seu trabalho.

Akutagawa sorriu minimamente, mesmo que não admitisse em voz alta, pois não queria alimentar o grande ego que a mulher tinha, ele se sentia muito orgulhoso de ter uma irmã tão forte feito Gin. Ela sempre dava o máximo de si em tudo que fazia, sem perder a paciência com qualquer uma das situação que colocassem ela, coisa que Akutagawa nem em um milhão de anos conseguiria fazer.

Akutagawa não demorou muito para chegar na sala de Mori. As paredes em um tom de vermelho sangue com os detalhes em um dourado cintilante deixava tudo parecer mais "classudo" e extremamente exagerado, Mori em si era extremamente exagerado. Claro que ele não tinha um pingo de coragem para falar isso em voz alta.

— Ah! Então Odasaku já passou meu recadinho, ele é tão rápido mesmo estando cheio de trabalho nas mãos, você não acha? — E Akutagawa tinha esquecido que ele também falava demais. — Se sinta confortável para sentar se quiser, Akutagawa-kun.

— Claro, sobre o quê o senhor quer falar comigo? — Akutagawa sentou-se na cadeira em frente a mesa do mais velho e perguntou, escondendo o seu nervosismo por trás da sua expressão séria.

— Bem, primeiramente eu gostaria de te perguntar uma coisa... Qual desses você acha que combina mais com a Elizabeth? — O homem perguntou entusiasmado.

_Qualquer entidade, por favor, acabe com minha vida de uma vez_. Akutagawa pensou.

Óbvio que aquele homem não deixaria a oportunidade de falar sobre algo remetente a sua peste, quer dizer, filha. Ele mostrou dois vestidos completamente diferentes e para ser sincero, Akutagawa realmente não ligava.

— Eu acho que o Chuuya ou a senhorita Ozaki são bem melhores que eu nisso... — Akutagawa não escondeu o seu tom aborrecido.

— Ah, Chuuya está ocupado demais para me dar atenção e a Kouyou está de férias este mês, você é a minha única opção e salvação no momento! — Mori suplicou enquanto fazia um olhar de cachorrinho perdido. Aquele cara as vezes parecia ser bem mais novo que si.

Era bizarro.

— Então eu acho que.. Talvez o vermelho e preto? — Parecia ser o tipo de vestimenta que Elizabeth gostaria de usar, ao invés do outro que era um completo desastre de rosa, rendas e tinha várias flores e borboletas lilases.

Absolutamente não. A filha daquele homem parecia um mini demônio entrando em sua fase emo adolescente, mesmo tendo apenas no máximo seus dez anos de idade.

— Sério? O outro é uma gracinha, Elizabeth ficaria incrível usando ele. — O homem soou decepcionado. — Enfim, não foi pra isso que eu te chamei aqui.

E foi naquele momento que Akutagawa sentiu um frio subir em sua espinha. Sua mente imaginando vários cenários em que seria despedido no final. Claro que ele não suportava aquele trabalho, ninguém além de Gin, Higuchi e Chuuya parecia se importar de verdade consigo ou com o ótimo trabalho que ele fazia, além de sobrecarregá-lo ao máximo o privando de sono e de uma alimentação saudável. Mesmo que todo o dinheiro não compensasse pelo seu psicológico e físico mortos, ainda era o único meio que tinha de pagar suas contas e se manter estruturado.

— Você sabe que esse é um dos meses onde mais perdemos cabelo, certo? Ficando trancados num escritório super cheio por horas, sem parar de trabalhar por um segundo e tudo mais. Eu sei que é um dos mais dedicados deste escritório então a única opção que eu vejo é te promover.— O mais velho sorriu ao ver o rosto chocado do seu empregado. — Parabéns!

Oh. Uma promoção? Então era isso que ele tinha a dizer? Akutagawa nunca sentiu um misto de sentimentos tão fortes como aquele, era como ter um arco-íris vibrante e bonito no meio de uma tempestade.

Quer dizer, era ótimo ser promovido, significava que finalmente ver que seus esforços estavam dando frutos, mas também significava muito mais coisas para fazer e uma responsabilidade ainda maior naquele cargo. Ele não sabia se conseguiria aguentar toda a pressão e principalmente toda a papelada que tinha aguardando por ele.

— C-Certeza que está mesmo falando de mim...? — Akutagawa perguntou duvidoso e nervoso.

— Claro que estou, Akutagawa! Sei que você está cheio de trabalho, mas também sei que você é um dos únicos que consegue aguentar mais carga, estou correto? — Akutagawa assentiu com a cabeça, querendo negar mais que tudo. — Eu tinha mandado a Higuchi te avisar, porém ela aparentemente esqueceu, estranho, não? Bem, não tem problema.

Maldita Higuchi! Ela poderia ter poupado a pequena chama de esperança que Akutagawa tinha em si sobre tirar férias esse mês.

— Tudo bem, obrigado. Eu irei sair agora. — Akutagawa levantou do assento e logo após se curvar para seu chefe, esse que apenas o parabenizou mais uma vez, andou em passos pesados até a porta até que chegasse no elevador deveras movimentado.

Dentro da pequena cabine cheia, começou a refletir como no começo de tudo ele era tão entusiasmado com seu novo trabalho, mesmo sendo um pouco tímido Akutagawa ainda não conseguia esconder sua força de vontade e mal podia aguentar as palpitações do seu próprio coração ao ouvir a palavra "promoção". Pensara que talvez fosse pelo seu extremo desejo de ser elogiado pelo seu ex-supervisor pelo qual nutria uma paixão unilateral nada saudável e admirava mais que qualquer outra pessoa ali dentro. Bem, ele não tinha mais tempo ou motivos para pensar em Dazai daquela forma. Akutagawa tinha, felizmente, superado aquela fase grotesca de sua vida.

Agora Akutagawa parecia um senhor de idade reclamando sobre tudo e que não aguentava mais ter que fazer qualquer coisa, por mais simples que ela fosse. Principalmente se uma dessas coisas fosse trabalhar. Ele realmente não lembrava quando foi que ele começou a ficar desanimado e ainda mais cansado dentro daquele lugar.

Ele suspirou provavelmente pela décima vez naquela manhã e se dirigiu novamente para sua mesa, que aparentava ter uma quantidade de papéis maior do quê quando ele saíra. Paciência, tem que ter.

Akutagawa também notou que Gin não estava mais naquele cômodo, provavelmente ocupada com alguma outra coisa em outro lugar. Mas foi como se a mesma tivesse usado algum meio telepático, pois ela mandara algumas mensagens em pequenos segundos depois.

Gin: Ryuu posso te perguntar uma coisa? (๑•﹏•)

( Também me fala oq o Mori queria com vc!! )

Akutagawa estranhara a primeira mensagem, Gin o chamava de vários apelidos, indo dos mais ofensivos até os mais "familiares". Porém ela nunca chamava pelo apelido de seu primeiro nome se não quisesse algo.

Você: É claro que pode, qualquer coisa.

( Fui promovido k )

Gin: Você acha que eu deveria chamar a Higuchi pra sair?◖⚆ᴥ⚆◗

Tipo, acha que ela iria aceitar?

Você: Ah, sim??? Ela gosta bastante da sua companhia.

Gin: mas é óbvio que ela gosta de você!! (≧Д≦)

Você: fala pra ela oq vc tá sentindo de vdd, sei lá tenta alguma coisa super romântica e aproveita e fala q EU SOU GAY, tô cansado de repetir isso pra ela

Gin: KKKK OK HEARTBREAKER

Preciso ir, boa sorte com a sua promoção, onii-san (人 •͈ᴗ•͈)

Você: Obrigado, vou precisar mesmo. Boa sorte pra vc com seu encontro ;]

Vendo que sua irmã apenas visualizou, ele bloqueou a tela do celular e voltou sua atenção para o que estava fazendo antes, os pensamentos ainda perdidos na conversa que acabara de ter com Gin.

Normalmente Gin esconderia o fato de estar apaixonada por alguém, ela já fizera isso algumas vezes. Era um fato que ela não se sente mais tão confortável como antes fazia quando expõe seus próprios sentimentos daquele jeito, e Akutagawa entendia bem como aquilo era pois ele passou com ela pela mesma experiência um tanto traumática de ser abandonado pela própria família após ter dito que era gay. Para Akutagawa não foi tão difícil, ele já tinha um emprego estável e uma moradia, mas Gin? Deuses, ela tinha apenas dezoito anos e mal tinha começado a vida adulta direito.

Akutagawa lembrou de quando eles dois moraram juntos no apartamento apertado, era tão desconfortável, mas ele não podia deixar sua irmã na mão. Ele amava ela demais pra isso.

Enfim, tudo estava bem resolvido nos dias atuais. Gin estava superando aos poucos a sua insegurança em contar para as pessoas sobre sua orientação e se tudo der certo, ele vai ter Higuchi como sua cunhada no futuro ao invés de uma quase stalker o tempo inteiro.

Akutagawa resolveu tomar mais uma xícara de café, aquilo com certeza iria trazer uma boa ajuda alí para que não desligasse devido ao sono no meio de suas coisas.

[🍜]

Akutagawa tinha a sensação de que poderia cair no meio do saguão a qualquer instante devido ao cansaço, tontura e dor de cabeça que estava sentindo, mas ele esperava que não fosse agir de maneira tão fraca logo agora que estava apenas alguns segundos longe do pequeno elevador. Aquele dia fora ainda pior que o anterior, mas pelo menos ele saiu um pouco mais cedo visto que ainda não era nem onze da noite.

As portas "sagradas" do elevador se abriram e quando Akutagawa pensou que poderia relaxar por alguns segundos ali dentro, sua cabeça começou a pulsar ainda mais por conta da dor, e para piorar a tontura também começara a piorar significadamente , ele só não sabia se era por causa do elevador ou do cansaço. Estava tudo muito confuso e ele não estava aguentando mais suportar todas aquelas sensações ruins que se apossavam por todo seu corpo, as pernas de Akutagawa se encontravam fracas e ele decidiu não forçar, sentando-se no chão e respirando fundo. Os olhos se fechando vagarosamente. 

Assim que ouviu o barulho das portas se abrindo mais uma vez, ele apagou. 


Notas Finais


Então por hoje é isso, talvez o próximo capítulo seja ainda maior e tal, espero q não se incomodem com isso rsrsrsrs ( stan Odasaku, felizmente mt meu fav meu anjinho na terra meu tudo pqp )


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