História Vizinho Irreverente - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Família, Fantasia, Originais, Romance, Vizinho
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Palavras 1.459
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá estou de volta mais uma vez. Desculpem-me se houver algum erro na escrita. Boa leitura.

Capítulo 3 - Capítulo 3


Narrador.

Todos na casa da Elen estavam inconformados com a atitude grosseira do Isaac. Na noite chuvosa em que apareceu naquela casa, estava em um estado deplorável, encharcado e doente e foi bem tratado e acolhido por todos. Mas ele, os trata mal, abusando do facto de ser idoso, pelo menos aos olhos dos outros.

Enquanto o velho ficava no quarto repousando, Elen e os seus pais estavam trabalhando. O pai, Alan, estava lá fora tentando reparar a casa do Isaac com o pouco que restou da tempestade, mas infelizmente não tinha como a reparar. Elen e sua mãe estavam na cozinha preparando algo para Isaac. Estavam cozinhando mingau usando o pouco que tinham, e para acompanhar fizeram uma salada de frutas.

Quando terminaram puseram uma tigela com mingau e a outra com pouco de salada de frutas em uma bandeja. Elen pegou a bandeja, e juntas foram ao quarto da Elen onde estava o Isaac. Quando entraram no cómodo o velho levantou-se com muita dificuldade, dava até para ouvir o som de alguns ossos a partir. O homem caminhou até elas com o tronco curvado, com passos lentos, seus cabelos longos caíram sobre os seus ombros e alguns fios cobriam a cara, que aliás estava carancacuda com sempre. Elas já imaginavam o que viria a seguir.

Pov. Elen

Chegamos no quarto com uma bandeja com o que havíamos preparado para o Isaac comer. Não era muita coisa, mas talvez um pouco de mingau quente o ajude a restaurar as forças. Ele levantou-se e veio até nós com a cara feia, lentamente como uma lesma, demorou uma eternidade. Se ele pedisse ajuda já estaria alimentado e deitado na cama, nem sei com ele conseguia viver sozinho. Talvez o Isaac realmente fosse o bruxo que todos dizem ser e usava a feitiçaria para limpar o pó da casa e cozinhar coisa boas para comer. Se for assim eu poderia pedir-lhe um pouco de carne! 

Acabei rindo com os meus pensamentos e fiz com que o Isaac e minha mãe me olhassem confusos. Tentei disfarçar, mas parece que despertei a fúria do Isaac que me olhou feio, mas eu não me importo com o que ele pense de mim.

Isaac olhou para a bandeja em minhas mãos e depois olhou para nós e arqueou a sobrancelha como se não tivesse gostado do que viu.

-É só isso que têm para me servir ao pequeno almoço? Onde está o café? Os bolos e as compotas? - resmungou bravo. Isso deixou-me chateada, era tudo o que tinhamos! Já não bastou ele ter chamado nossa casa de buraco.

-Sr. Isaac, nós fizemos o que podíamos. Tentamos preparar algo mais saboroso possível com o que temos, mas se não está satisfeito problema é seu, não temos nenhuma obrigação de o alimentar. Mas se queres uma bandeja farta vá a casa da mãe Joana, talvez ela tenha paciência para atura-lo. - disse minha mãe. Eu nunca vi ela zangada desse jeito.

-Mãe acalme-se! Isaac, fizemos de bom grado. Garanto que este mingau e a salada lhe fará muito bem.

-Eu não como estás coisas!-exaltou-se - Míngau é para bebé! Se comer isso isto vou morrer.

-Não entendo porquê o senhor nessa idade pode ter tantas manias! Seja mais humilde. - minha mãe falou, os ânimos já estavam exaltados.

-Não são manias, é precaução! A humildade não me dá o que comer. Olhe meu estado, eu não como e bebo... a anos! Devias se-

-Chega!- mamãe interrompeu-o -Toda essa conversa é para fazer uma manada de bois dormir. Elen pegue tudo e guarde, não vamos insistir se ele não quer comer.

-A senhora deveria ter educação.

-És muito atrevido, é uma pena que a tempestade não o levou junto com a sua tralha.

-Também digo o mesmo, sua presença me faz mal. Cof, Cof, Cof. - Isaac começou a tossir por ter-se exaltado tanto.

Olhei para minha mãe e depois para o Isaac,aquela briga não tinha nenhum sentido. Ele não pode ficar sem comer depois da febre que teve, ficará ainda mais fraco. Eu não consigo entender o seu comportamento, não me parece que ele o faz de propósito mas, todo esse orgulho nessa situação em que precisa de ajuda é muito estranho.

-Por favor não é necessário, eu irei alimentá-lo mãe. - Se eu conseguir deixá-lo mais calmo, poderíamos conversar e então ele falaria um pouco sobre si.

-Elen tens certeza disso? Alimentar esse homem, é o mesmo que entrar na toca de um leão!- minha mãe olhou-me preocupada, não podia dizer-lhe naquele momento a ideia que tinha em mente.

-Não se preocupe mãe, eu e o Isaac somos "grandes amigos de longa data". - menti.

-Como podes mentir assim, na minha frente menina. - disse zangado. Eu não fazia por mal só queria descontrair o ambiente.

-Tudo bem, se precisares de ajuda chama-me . - disse passando mão na minha cabeça e depois olhou para o Isaac- E você seu velho rabugento, se fizer mal a minha filha... irei enfiar todo esse míngua na sua goela. Hum!

Então ela saiu do quarto e fiquei a sós com o Isaac. Pousei a bandeja em uma mesa pequena ao meu lado e pequei na tigela de míngua com uma colher e fui até ele. Ele por sua vez sentou-se na cama de trapos de frente para a parede, deveria estar bem chateado depois da confusão que teve com a minha mãe, mas mesmo assim sentei-me ao seu lado de costas para a parede, peguei uma grande quantidade de míngua com a colher para servi-lo, quem sabe assim ele tenha apetite.

-Isaac, abra a boquinha! Olhe faz assim, aaaah, que o míngau voador vai pousar!!!- Estava o provocando de propósito. Ele "fechou" a cara e virou o rosto para o outro lado. Eu continuei a insistir mas ele não reagia.

-Vá lá Isaac, se não comeres logo a comida vai esfriar.- insisti novamente. 

No momento em que disse isso ele virou o rosto para mim com uma sorriso largo e bobo. Então compreendi que a razão para ele não querer comer é a falta de dentes

-Está satisfeita agora. Pode rir, eu não vou fazer-te nada.- disse cabisbaixo.

-Ahahahahahahhahaha! - de repente comecei a rir.

-Desgraçada!!! Quem mandou rir? Vais pagar por isso!

-Ah não! Eu não estou a rir te por não teres dente, mas sim porque arranjaste confusão com a minha mãe por esta razao. Deverias ter dito, não iríamos rir de ti.

-Você não sabe nada sobre mim. És igual aos outros, não das importância ao que sinto.

-Porque não confias em ninguém!? É normal pedir ajuda quando se precisa.

-Deixe-me!...Eu sempre tive tudo, realizei grandes feitos, tudo ao minha maneira graças a minha inteligência, habilidade e audácia, nunca precisei de ajuda. Mas aqui estou eu, reduzido a nada a viver num buraco com uma menina "papagaia" e a comer papa para bebé.

-É mingua, e é tão gostoso. E para de falar que a minha casa é um buraco! 

-Aaaa! Que seja, me dê logo essa coisa. Não aguento mais você me chatenado.

-Isaac, não fique assim, sempre que ficares triste te darei uma colherada... -

-O quê!

-...de míngua quente.

-Ah, ah, ah! Você tenta ser engraçada, mas fundo és estúpida, que pena!

-Ahahah! Não precisas mastigar o míngau, ponha na boca, saboreie e engula.

Isaac olhou fixamente para a tigela em minhas mãos e fez menção de abrir a boca, mas voltou novamente a olhar para o míngau com o semblante de dúvida. Senti vontade de rir mas não o fiz para não despertar sua fúria.

-Tenha calma, dizem que a primeira vez é sempre bom.

-Sério, e como foi a tua "primeira vez"! Gostou!?

-Sim! É tão bom! Repite várias vezes num dia só.

-Não me diga! Como foi?

-Normal, mas quase queimei a língua porque o mingau ainda estava muito quente.

-Menina chata. Não estou a falar disso!

-Não estavas a falar do mingau? Então estás a falar do quê?

-Esquece! Despacha-te logo antes que isto esfrie.

Não entendi o que o Isaac queria dizer sobre a "primeira vez", mas decidi não pensar mais nisso deve alguma das suas manias. Dei-lhe uma colher bem cheia na boca, e ele fez como eu disse. E assim, de colher a colher, não sobrou mais nada na tigela, e em seguida servi-lhe a salada de frutas, piquei-as em pedacinhos para facilitar na ingestão. Terminado tudo, o Isaac estava animado, mesmo que a seu rosto não o demonstre, podia ver brilho nos seus olhos. Arrumei tudo e coloquei de volta na bandeja, deixe-o a descansar. Sai do quarto com os utensílios para lavar lá fora. A conversa que tive com o Isaac me fez ver que ele é não é uma pessoa má, ele só é... difícil. Realmente o Isaac é irreverente por natureza.



Notas Finais


Até o próximo.


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