História Vizinho Irreverente - Capítulo 5


Escrita por: e ClaudyCosta15

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Família, Fantasia, Originais, Romance, Vizinho
Visualizações 50
Palavras 1.904
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá! Mais um capítulo, boa leitura!

Capítulo 5 - Capítulo 5


[Narrador ]

Aquele dia não começou bem para o Isaac. Logo pela manhã havia discutido com a mãe da menina, e passou vergonha ao comer míngua e sem os dentes, e agora estava a ser perseguido por um lobo, nem sabia se era um ou dois, mais isso não era importante agora, teria que caminhar pela vida já que não conseguia correr. Se soubesse que as coisas seriam assim, teria aceite o pedido da Elen e ido para a cidade vender lenços bordados, que para ele era trapos com desenho.

Desde que começou a caminhar não havia feito nem a metade do caminho, não se ouvia mais o uivo do lobo, mas mesmo assim era preciso ter cautela ele poderia estar a espreita esperando o momento para atacar. E assim devagar devagarinho, Isaac foi fazendo o seu caminho.

Lá na cidade, Elen e sua mãe trabalhavam arduamente para conseguirem algum dinheiro, as pessoas não davam chances, o facto de não serem dequela região dificultava nas vendas. Já estavam lá a algum tempo e nem assim ninguém ainda quis comprar ou ao menos olhar os lindos bordados que elas matavam-se para fazer todos os dias.

[Pov. Elen]

Não estava fácil vender os lenços, aliás nunca foi fácil. Não temos a credibilidade dos clientes, mas a esperança é a última que morre. Todas as semanas que vínhamos para o centro da cidade vendiamos pouco, o dinheiro mal chegava para comprar mantimentos, contudo hoje irei fazer um grande sacrifício, ficarei até mais tarde quando o comércio estiver a chegar ao fim e vender o máximo que puder e há um motivo especial, daqui a três dias é o meu aniversário. Eu nunca tive uma festa de aniversário e será na minha casa. Além dos meus pais, irão os donos da fazenda onde meu pai trabalha nas montanhas e claro o Isaac, e nem adianta ele falar não, vou insistir e falar muito para que ele aceite.

Estavamos andando em todos os cantos com as cestas de lenços, ninguém parecia estar interessado em comprar, eu ia até as pessoas com o sorriso mais radiante possível e fazia piadas mesmo contra a vontade da minha mãe. Depois de tanto andar e ouvir muitos nãos, fui sentar em uma fonte no centro da cidade com a minha mãe, estávamos exaustas.

Próximo a fonte havia uma carroça com dois homens, talvez fossem mercadores de outras terras, e o que chamou a nossa atenção, principalmente da minha mãe, foi o que eles falavam, e era acerca do conflito que assolava as terras do Norte, eles falavam baixo mas dava para ouvir um pouco da conversa :

-Com a guerra nas regiões nortes, os produtos estão cada vez mais escassos e caros, quase todas as rotas comercias foram tomadas por rebeldes. Não teremos lucro e morreremos de fome ou pelas mãos dos rebeldes.- disse um dos mercadores preocupado.

- Já se passaram dezasseis anos, e o conflito entre os herdeiros ao trono continua e ninguém sabe o que se passa.

-A muito tempo atrás ouvi rumores que há um mago muito poderoso que ajuda o império em situações de guerra, por isso durante trezentos anos sempre nos mantivemos fortes.

-E onde está este mago então? Porque o conflito não acaba?-

-Dizem por aí que foi ele que matou o antigo imperador e provocou a instabilidade no seio da família, acho que ele aje pelas sombras.

-Amigo, uma coisa é certa, não demorará muito para que o império todo mergulhe em uma grande guerra, e está pequena cidade não será excepção, teremos que fugir logo para terras mais distantes.

-Tudo bem, mas agora vamos trabalhar e tentar ganhar alguma dinheiro nesse momento de crise.

Os mercadores arrumaram toda a mercadoria na carroça e seguiram viajem para outras regiões. Fiquei atordoada, não sabia que a situação era tão preocupante. Olhei para minha mãe e vi que ela estava tão preocupada quanto eu.

-Mãe sabes o que realmente se passa nas regiões do Norte? - disse acarriciando-lhe as mãos.

-Não muita coisa. Quando eu e o teu pai fugimos, foi por causa dos rebeldes e da peste negra que matou várias pessoas e animais.

-Quem são esses rebeldes que atacam as cidades e esse tal mago que os mercadores referiram? - eu não sabia que magos existiam, pensei que só fossem coisas da cabeça dos habitantes dessa cidade.

-Os rebeldes são os próprios moradores, tínhamos que escolher um lado, quem não está a favor de um dos herdeiros está contra eles. Na família imperial tem dois herdeiros rapazes, e como você já sabe tudo começou desde da morte dos pais deles. Quanto ao mago, quase ninguém sabe quem ele é, todos o conhecem como Quinto.

-Quinto? Que nome estranho, será que tem haver com a sucessão dos magos do império?

-Talvez Elen, mas não vamos pensar nisso agora. Temos que vender os lenços se não...

-Eu sei mãe não precisa falar, hoje darei o meu melhor!- disse cheia de determinação.

-É assim que se fala, mas por favor Elen não conte nenhuma das tuas piadas para não espantares os clientes.

-Já entendi mãe ahahahah!- disse rindo, mas na minha mente não entendia o porquê a minha mãe não gostava das minhas piadas,eram boas, mesmo que a única pessoa que goste seja meu pai. Acho que tenho talento para fazer isso.

E novamente lá fomos nós duas vender os lenços, eles são tão bonitos. Os bordados que fazemos são feitos de várias cores e sempre representam a natureza, eu bordo tudo aquilo que vejo ao meu redor, desde da mais pequena planta até aos grandes animais. Gostaria que as pessoas apreciassem a beleza desses lenços, os faço com muito gosto.

Enquanto andava pela rua da praça, uma linda carruagem púrpura puxada por dois cavalos brancos chegou no meio da praça e parou perto da fonte onde estive sentada. Da carruagem saiu uma bela moça morena de olhos castanhos e vestia um belo vestido liso rosa com rendas brancas. As pessoas ao seu redor a olhavam com admiração, olhei para a uma senhora idosa ao meu lado e decidi perguntei-lhe quem era a moça bonita:

-Com licença, quem é aquela moça?

-É a senhorita Maria, filha do administrador da cidade. Todos admiram-na por ela ser bondosa e bonita, é uma das pessoas mais importante da cidade!- disse à senhora sem desviar o olhar da moça.

Não sabia o que fazer ou que dizer, fiquei parada no mesmo lugar observando a senhorita Maria, ela cumprimentava e interagia com algumas pessoas educadamente. A senhorita entrava em certos estabelecimentos como a loja da costureira, restaurantes, floricultura entre outros. Fiquei curiosa em saber o que ela ia lá fazer, aquelas lojas não eram para qualquer um, a maioria dos seus clientes eram pessoas da alta sociedade da cidade.

-Há alguma razão para a senhorita estar a entrar nestes estabelecimentos?-perguntei novamente a senhora ao lado.

-Sim! Ela irá casar-se daqui a duas semanas com um senhor muito rico da outra cidade. Deve estar a encomendar os preparados da cerimónia e o seu vestido. -disse a senhora alegre.

Achei interessante que senhorita irá se casar. Ela se entretia ao fazer compras e encomendas para o seu casamento, estava acompanhada por dois serviçais que já carregavam suas sacolas.

Será que um dia também me casarei com alguém? Tomara que sim, eu não sou muito bonita nem atraente mas talvez algum rapaz apaixone-se por mim, também tenho grandes qualidades.

Ouvi minha mãe chamar-me e fui ao seu encontro quase me esqueci do meu principal objectivo, agora não há mais tempo a perder, tenho poucos dias para preparar tudo. Quando preparavamos para continuar com a venda, escuto alguém a chamar-nos e ao olhar para trás vejo que era a senhorita Maria que vinha em nossa direção. Não conseguia pensar no que nós poderíamos fazer por ela.

-Bom dia, posso ver os lenços que carregam consigo nas cestas? - disse se aproximando com os seus serviçais.

-Bom dia, claro que podes vê-los senhorita. Escolha o que for do seu agrado. - falou a minha mãe aproximando as cestas para a senhorita.

Ela olhava os bordados de flores da minha mãe encantada, analisava os um por um. Mas ao olhar para minha cesta ela arregalou os olhos impressionada.

-Menina seus bordados são lindos! De todas as costureiras que a já vi, nenhuma representava tão bem a natureza em uma costura. Foste você que os bordou?

-Sim. Como moro na floresta, o ambiente ao meu redor se torna uma fonte de inspiração e então eu faço esses lindos bordados senhorita.- fiquei animada, se ela gostou dos nossos bordados teremos um grande lucro.

-Isso é maravilhoso. Daqui a duas semanas irei me casar, a cerimónia e a festa serão nos jardins da minha mansão, por isso quero além desses já feitos na cesta, encomendar mais peças de bordados iguais a estas.

Ficamos surpresas com o pedido que a senhorita Maria nos fez. Pela primeira vez alguém iria comprar tantos de uma vez só. Agora poderei comprar a maior perna de carne de vaca do mercado.

-Com licença senhorita, não acho apropriado comprar seja o que for nas mãos dessas mulheres. Dizem que são estrangeiras e praticam bruxaria.- disse um homem que vinha acompanhando a senhorita, parecia ser seu guarda pessoal.

-Marco não digas asneiras por favor. Elas são pessoas simples que trabalham para se manterem como todo mundo faz. Não podes acreditar no que as pessoas dizem sem provas.

-Desculpe-me senhorita, mas se o dizem é porque viram algo. Falaram que trabalham para um demónio feio, que veste-se todo de preto de olhos verdes, quem garante que esses bordados não sejam feitos com feitiçaria?

-Por favor, acredite em nós senhorita. Essas pessoas não sabem o que falam, associam-nos a isso por medo só porque somos estrangeiros! - rebati as acusações daquele homem. Ele não podia nos acusar dessa forma baseando em mentiras. Pobre do Isaac, os moradores daqui o odeiam. E por falar em Isaac, como será que ele está agora?

-Isso não é do meu interesse, só me importo com a segurança da senhorita.

A senhorita Maria ficou em silêncio, parecia estar confusa, todo o seu entusiasmo havia desaparecido, não quero que ela perca a confiança em nós.

-Elen, Elen! Onde a menina estava, procurei-te por toda cidade!

-O queeeê!- olhei em direção de onde vinha a voz e fiquei surpresa, era o Isaac!

-Que coisa horrível, quem é esse homem? Ah! Deve ser o demónio que falaram. Afaste-se imediatamente! - ordenou o guarda pessoal da senhorita segurando na espada em sua cintura.

-Coisa horrível, eu!!! Coisa horrível é... o seu "pinto"!

-Como o usas falar assim comigo, sabes quem eu sou? Tenha respeito com a senhorita!

-Não sei quem és e não me interessa saber, a culpa não é minha se o fecho das tuas calças estão abertas!

-Marco o que é isto!

-Elen feche os olhos não tens idade para ver estas "coisas". - minha mãe cobriu meus olhos, e que "coisas" são essas que ela referiu?

-Mil perdões senhorita! Você, seu demónio deveria ser preso por suspeita de bruxaria!

-E um guarda pessoal de uma senhorita que anda com os fechos das calças aberto e sem roupa interior também é suspeito não é!? Diga-me em que parte da viagem ias "atacar" a sua senhora?

-Que calúnia! Irás ver o que acontece com quem ousa insultar-me! Aaaaaaah! - o guarda estava muito furioso ele rapidamente sacou a espada da bainha e avançou contra o Isaac.


Notas Finais


Até o próximo! Tchau!


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