História Vizinhos - Dramione - Capítulo 52


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Draco Malfoy, Dramione, Harry Potter, Hermione Granger
Visualizações 493
Palavras 3.825
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olaaaá!

Sem enrolação, boa leitura!

Capítulo 52 - Novo comando


   Hermione



   Eu conhecia aquela voz. Esse foi o primeiro pensamento que se passou pela minha cabeça, seguido por: “Porra, de novo não!”. Meu coração pareceu parar de bater por apenas um momento, até se recuperar e voltar a rugir no meu peito, reverberando nos meus ouvidos. Minhas pernas bambearam quando senti o cano da arma sendo empurrado na minha lombar e a voz se tornar um rosnado irritado. Naquele momento eu soube não apenas quem estava me raptando, mas quem havia ordenado aquilo. E, consequentemente, sabia que, daquela vez, não seria tão fácil escapar.

   — Vai andar sozinha ou prefere ser carregada, querida? — Perguntou, me empurrando para frente. — Se a resposta for a segunda opção, aviso logo que não serei educado.

   — Você está louco? — O que era para soar como um resmungo irritado mais pareceu um sussurro de puro pânico. O medo estava começando a me inundar, mesmo enquanto eu tentava contê-lo. Mas o pensamento do meu filho em perigo me angustiava, e eu não sabia o que fazer para mudar isso. Resolvi fazê-lo falar pelo máximo de tempo que conseguiria. — Meu pai vai acabar com você! Está perdendo a porra do juízo? Quem mandou você me buscar? É a merda da festa do meu filho, que tenha um pouco de decência!

   As palavras saíam em um jorro descontrolado, mas me calei quando ouvi um rosnado perigoso no meu ouvido.

   Victor pegou meu cabelo e puxou forte para trás, até que minha cabeça encostou no seu ombro. Cerrei meus lábios para não lamentar quando alguns fios foram arrancados pela raiz, mas meus olhos se encheram de lágrimas de dor. Victor Krum virou meu rosto para que eu pudesse encará-lo e sorriu, a expressão cheia de desdém. Um dos homens do meu pai estava do lado errado. Era algo que ninguém esperava.

   — Oh, querida… — Disse ele, suspirando. — Seu papai estará morto até o fim dessa noite.

   A provocação conseguiu me arrancar um rugido, e tentei mordê-lo, mas ele escapou com uma risada, puxando ainda mais o meu cabelo.

   — Eu vou matar você se machucar meu pai, porra! — Grunhi, ignorando a dor que latejava na minha cabeça. Victor riu e me empurrou, divertindo-se quando cambaleei para frente.

   — Comportem-se, bonitinha. — Disse ele. — A entrega deve ser feita em perfeitas condições. Colabore, sim?

   — Quem mandou você me pegar? — Perguntei apenas para distraí-lo, porque já sabia a resposta. Não foi uma surpresa quando ele sorriu, parando na frente de um carro preto. Ele abriu a porta e me empurrou para os bancos traseiros, entrando em seguida e fechando o carro. Só então me olhou com malícia e respondeu.

   — Não fique assustada, querida. Seu sogro quer falar com você, isso não é bom?



Draco



   — Leve o casal discreto para fora e deixe-os dentro de um táxi. — Resmunguei para Sirius, olhando com desgosto para o sanitário quebrado por um casal em plenas atividade sexuais. O homem tinha um sorrisinho satisfeito de quem havia acabado de ter uma boa foda, enquanto a garota estava tão vermelha que era um milagre não estar saindo fumaça de suas orelhas. Suspirei, passando uma mão pelo cabelo. — Festa do meu filho e eu estou aqui, resolvendo problemas no banheiro com um casal exibicionista.

   — A Hórus é a filha mais velha. — Sirius deu de ombros, sorrindo de lado. — Os mais velhos não são sempre os que dão mais trabalho?

   Dei de ombros, rindo baixinho. Era uma verdade incontestável. A Hórus tinha sido minha primeira responsabilidade, e eu a amava como uma filha. Uma filha rebelde que sempre esperava por correção paterna. Sirius sorriu para o casal, juntando as mãos como um professor prestes a dar uma boa explicação.

   — Bom, meus queridos, vamos colocá-los em um táxi e, logo, vocês poderão estar transando em uma cama confortável. — Disse. — Agora me acompanhem. Talvez eu possa dar algumas dicas enquanto caminhamos até a porta.

   Dei uma risada, vendo-o levar os dois para fora do banheiro. Olhei de volta para o sanitário, bufando. Eu sequer conseguia ficar chateado naquele dia. Logo estaria de volta ao lado de Hermione e, agora, de Scorpius. Sorri abertamente, meu coração apertando de alegria. Nosso Scorpius. Eu era o cara mais feliz do mundo, e um sanitário quebrado não mudaria isso.

   Quando eu estava saindo do banheiro, um corpo se chocou com o meu. A violência do choque me fez cambalear para trás, ouvindo um xingamento alto me mandando para um lugar específico e nada agradável. A dor explodiu no meu queixo, me fazendo pensar se ele ainda estava inteiro e em perfeito estado. Pisquei rapidamente, vendo Theo segurar a testa como se ela estivesse partida ao meio.

   — Puta que pariu, o que você tem na porra do queixo? Uma prótese de aço?!

   — Eu que deveria estar xingando, não acha, desastrado do caralho? — Resmunguei, apalpando o queixo agredido. — O que você está fazendo correndo pelos corredores?

   — Espera, acho que meu cérebro chacoalhou com a pancada. — Theo gemeu, olhando para os lados, verificando se ainda enxergava bem. Bufei.

   — Não coloca a culpa da sua burrice na pancada. Todos sabem que você já não era muito inteligente antes disso.

   — Por que você não vai se foder?

   — Porque eu já fiz isso hoje. — Dei uma risada, mas ele não retribuiu. Ao invés disso, Theo arregalou os olhos na minha direção, o rosto perdendo toda a cor.

   — Lembrei! — Gritou, segurando minha camisa e me puxando para mais perto. — Encontramos Blásio inconsciente atrás da Hórus. Ele disse que alguém chegou por trás e bateu contra a nuca dele. Também não encontramos Hermione em lugar algum.

    Meu estômago afundou tão rápido que me senti desorientado. O sorriso desmanchou no meu rosto, levando com ele qualquer sinal de alegria e cor. Fiquei em silêncio, olhando para Theo e esperando que ele risse e dissesse que era uma das brincadeiras idiotas dele e de Gina, mas ele não o fez.

   — Levaram Hermione, Draco. — Sussurrou, a voz cheia de pavor. — A gente tem que fazer alguma coisa.

   Eu não conseguia falar. Minha voz, junto a minha capacidade de me orientar, tinham ido embora. Na minha cabeça as palavras de Theo ainda tentavam se encaixar. Hermione. Sumiu. Blásio. Inconsciente. Foi quando finalmente o click de entendimento soou. Minhas pernas tremeram quando percebi quem estava por trás daquilo. Tinha que ser ele, não havia mais ninguém capaz disso! Eu estava por dentro do trabalho de Tom havia poucos meses, mas já tinha percebido que ninguém o enfrentava, todos tinham medo, menos… ele. O nó se instalou na minha garganta, e meu estômago revirou.

   — T-Tom. — Balbuciei, incapaz de falar mais alto ou claro. Segurei a manga da camisa de Theo, olhando-o aterrorizado. — Tom, chame-o.

   — Harry já o chamou. Ele está a caminho. — Respondeu Theo, seus olhos assustados avaliando meu rosto. — Não vai desmaiar, vai? Pelo amor dos deuses, Malfoy, não é hora para chilique!

   — Eu estou bem. — Grunhi. Aquilo estava mais longe da verdade do que eu jamais admitiria. Theo estreitou os olhos, mas deixou isso de lado.

   — Vamos para o escritório, Harry e Gina já estão lá.

   Eles já tinham começado a mover-se sem mim. Isso foi como um tapa na cara, seguido de um grito de algo como “FOCO, BABACA!”. Pisquei rapidamente, buscando qualquer resquício de tudo que me foi passado por Tom naqueles poucos meses. Frieza, foco, atenção, cuidado e, acima de tudo, proteção com nossas mulheres e filhos. Proteger Hermione e Scorpius era minha nova missão, e eu faria tudo para cumprí-la. Engoli o medo a seco, enterrando o pânico no fundo da minha mente. Depois eu lidaria com ele, porque agora eu precisava estar são pela minha garota.

   — Coloque todos para fora da Hórus. — Falei, cerrando as mãos para que parassem de tremer. — Quero tudo fechado e protegido. Tom chegará em poucos minutos, os homens dele vão cuidar da área externa, mas feche tudo agora, Theodore.

   Ele abriu a boca e voltou a fechar, como se fosse um peixe fora d'água. Então me soltou.

   — Está mais parecido com o Tom a cada dia. — Foi apenas o que disse, antes de sair correndo.

   Me apressei pelos corredores até chegar no meu escritório. Quando o abri, a lembrança do que Hermione e eu fizemos lá poucos minutos antes quase me desestabilizou. Cerrei os dentes, respirando fundo.

   Não entre em pânico!

   Você não pode surtar agora! Controle-se, porra!

   — Tom já está chegando. — Ouvi a voz de Harry, e quando ergui os olhos ele estava sentado no meu sofá, com Gina ao seu lado. Ela teclava furiosamente no celular, o rosto franzido e olhos vermelhos. Harry levantou, sua expressão preocupada. — Vamos achá-la, Draco.

   — Eu sei. — Respondi, lutando para não soar tão angustiado quanto me sentia. — Eu confio em Tom.

   — Ela não responde essa porra! — Gina grunhiu, jogando o celular no chão e cobrindo o rosto com as mãos. Um soluço sacudiu seus ombros. — Eu já liguei, já mandei mensagens, ela simplesmente não responde!

   Harry sentou ao lado dela e puxou-a para seus braços, sussurrando no ouvido de Gina para que se acalmasse. Eu não conseguia falar nada para ajudá-la a manter a calma. Cambaleei até minha mesa e sentei atrás dela, olhando meu celular em busca de qualquer sinal de contato. Meu dedo pairou sobre o nome do filho da puta que tinha capturado Hermione, mas resolvi não ligar. Tom saberia o que fazer, ele sempre sabia… Eu confiaria nele.

   Assim que pensei no seu nome, a porta abriu com violência, batendo contra a parede. Ergui a cabeça e lá estava Tom, o rosto tão pálido quanto uma folha de papel em branco. Dois homens ficaram do lado de fora, e Theo entrou logo em seguida, fechando a porta atrás de si. Tom marchou até a minha mesa e apoiou as mãos sobre ela, inclinando-se para mim, o rosto contorcido de ódio.

   — Foi ele. — Rosnou, arrepiando minha nuca de tanto pavor. Era a primeira vez que eu o via tão descontrolado, e, se eu não estivesse do lado dele, já estaria correndo para as colinas de medo. — Foi ele, e eu vou arrancar a porra da pele desse filho da puta centímetro por centímetro! Eu hesitei por você, garoto, tentei ignorar meu instinto de matá-lo assim que Hermione voltou para mim da primeira vez, mas agora eu só vou descansar quando a cabeça de Lucius estiver na minha frente.

   — Eu vou ajudá-lo. — Respondi, me levantando para olhá-lo de frente. Tom respirava com dificuldade, estava claramente tão perturbado quanto eu. Abri a primeira gaveta e peguei algo que ele havia me presenteado semanas antes. A Glock prateada brilhava, já carregada e pronta para ser usada.

   — Puta que pariu… — Theo arregalou os olhos para a arma, desviando a atenção para meu rosto e de volta para a pistola. — V-você ao menos sabe usar essa coisa?

   — Ele está pronto. — Tom respondeu, pegando ele mesmo a própria arma e verificando se estava carregada. — Eu mesmo o treinei.

   — O que faremos? — Questionei. Tom me lançou um olhar de aviso.

   — Eu não sei se você vai querer participar disso. Vou matá-lo, garoto. Eu não ligo a mínima se ele é seu pai, eu vou colocar a porra de uma bala dentro da cabeça dele. Esperei tempo demais, planejei demais, minha filha está com ele agora. Não vou hesitar, garoto. Não será algo bonito de ver.

   — Lucius pegou Hermione e meu filho. — Minha voz saiu dura, cheia de um sentimento que eu não sabia definir se era ódio ou medo. Porém, eu estava mais do que decidido. Hermione era infinitamente mais importante do que qualquer resquício de ligação familiar que ainda havia entre Lucius e eu. Não importava se eu teria de matá-lo, eu só queria minha mulher e meu filho de volta. Eu faria qualquer coisa, se em troca ele me devolvesse Hermione e Scorpius. — Eu já disse, vou ajudá-lo. Como faremos?

   — Harry. — Tom chamou, mas ainda olhava para mim com atenção. — Chame todos os rapazes. Eu não me importo com plano, vamos colocar a porta de Lucius abaixo e pegar minha filha e meu neto de volta.


***


   Meus olhos estavam fixos no celular sobre a mesa já fazia algumas horas. Na verdade, eu nem sequer tinha percebido a hora passar. Minha cabeça estava rodando entre possibilidades e planos, buscando a melhor forma de conseguir Hermione de volta. Tom, Harry e o restante dos homens tinham voltado para casa, onde, em uma reunião, Tom convocaria todos os homens que estavam sob seu comando para nos ajudar no resgate. Mas havia algo errado, eu sentia isso no fundo do meu coração. Se invadíssemos a casa sem sabermos o que nos esperava, Hermione morreria. Lucius a mataria sem hesitação, apenas para me mostrar que ainda tinha poder sobre mim.

   Com os dedos trêmulos, tomei minha decisão. Um nó se formou no fundo da minha garganta enquanto eu teclava no celular, meus olhos ardendo pelo que eu estava prestes a fazer. Eu sabia as consequências, sabia que tudo poderia dar errado, e tinha a consciência de que Tom nunca me perdoaria, mas era a minha Hermione… Eu só a queria de volta. Ela era toda a minha vida, e eu não conseguia aceitar o fato do meu próprio pai estar com ela. Respirei fundo, e até mesmo minha respiração saiu trêmula. Quando ouvi a voz do outro lado, quase chorei de desespero.

   — Ah, filho! — Lucius falou, mais animado do que eu nunca ouvira antes. — Eu sabia que logo você ligaria! Então, como faremos? Você prefere sua mulher viva ou morta?

   Meu coração apertou, me fazendo fechar os olhos com força e me obrigar a não vacilar. Uma pergunta tão fácil para ele. A mesma pergunta que poderia me destruir inteiro.

   — Só devolva Hermione para mim. — Pedi em um sussurro. — Por favor, só me devolva minha mulher e meu filho. Eu faço qualquer coisa, o que você quiser.

   Uma risada fria soou, arrepiando os pêlos do meu braço e nuca. Droga, eu lembrava daquela risada. A mesma que ressoava em meus pesadelos de infância, a que me fazia me encolher inteiro de medo. Cerrei os dentes, sufocando o pavor cegante. Ainda não era a hora, eu tinha que manter a porra da calma!

   — Venha até a nossa casa, filho. — Lucius disse, quase como um verdadeiro pai convidando o filho para um jantar. — Venha, estamos todos reunidos aqui. Faremos uma boa reunião em família.

   — S-se eu for, você me devolve Hermione? — Eu queria me xingar por soar tão inseguro, mas Lucius pareceu aprovar isso.

   — Claro, claro! — Disse, rindo. — Venha e conversaremos. Estou esperando.

   Eu não saberia explicar exatamente como cheguei a mansão inteiro. Só quando estacionei na frente da porta foi que percebi meu estado emocional destruído e estado mental arrasado. Minhas mãos tremiam tanto que foi um milagre dirigir sem bater em alguém, meus ombros estavam tensos, doloridos. Mas nada disso era pior do que meu coração em pedaços. Eu só conseguia pensar na minha Hermione, minha peste, e no que ela estava passando. Lucius nunca tinha sido um homem bom, e isso me assustava como o inferno. Se ele machucasse Hermione… Se ele machucasse meu filho… Deus, eu não aguentaria.

   Fechei os olhos, respirando fundo. Minhas mãos apertavam o volante, até que me senti controlado o suficiente para encarar meus pais. Voltei a abrir os olhos, vendo um homem parado na frente do carro com um sorriso no rosto. Meu sangue esquentou com uma velocidade alarmante quando o reconheci.

   — Filho da puta. — Rosnei, saltando do carro e quase correndo até William. Minhas mãos se fecharam na sua camisa, e no instante seguinte eu o joguei no chão, socando seu rosto com uma ferocidade que nem eu mesmo esperava. — Você pegou a minha mulher, filho da puta do caralho! Eu vou matar você, entendeu? Vou usar sua cabeça como peso para porta, porra! — Gritei, segurando seu pescoço com uma mão, enquanto a outra ainda socava-o no rosto. Meus dedos doíam, o nariz de William já sangrava. Mas ele ainda sorria, e isso me enfurecia ainda mais. Ele não tinha o direito de sorrir! Aquele homem tinha entregado a garota que ele mesmo havia visto crescer para um homem louco que poderia matá-la! Minha pele parecia em chamas quando a fúria envolveu cada célula do meu corpo, explodindo em uma violência assustadora. Eu só queria bater em alguém, surrar alguém até que me sentisse exausto, queria tirar toda a frustração de dentro de mim, queria ficar tão exaurido que deixaria de pensar.

   Mãos envolveram meus ombros, me puxando de cima de um William com o rosto destruído. Tentei avançar sobre ele novamente, mas fui carregado com mais rispidez, me arrastando pela estrada de pedra para dentro da casa.

   — Eu vou acabar com você, William! — Gritei, sacudindo meus braços para me livrar das mãos. — Me soltem, eu vou matar esse filho da puta!

   — Eu ganhei, garoto. — Disse ele, sua voz embolada pelo sangue e machucados. William passou a mão na bochecha ensanguentada, cuspindo vermelho no chão. — Tom perdeu. É o que importa.

   — Eu vou te matar, porra! — Gritei, lutando ainda mais quando as portas abriram e me carregaram aos puxões para dentro da casa. Quando as portas foram fechadas e me vi preso ali, me recuperei do descontrole momentâneo e empurrei as mãos que me seguravam. — Me soltem, porra, eu sei andar! — Rosnei, me debatendo até me ver livre deles. Me virei para olhá-los, e então parei, completamente surpreso. — Você?

   Victor Krum deu uma risada, seus olhos divertidos me avaliando. Tinha que ser ele, é claro. Com a sorte que eu tinha, não ficaria surpreso se ele soubesse dos planos de Tom para a invasão.

   — Então, playboy. Está surpreso?

   Engoli em seco. Tom ainda não fazia ideia de que Victor estava envolvido naquilo, e quando soubesse…

   — Tom vai arrancar sua cabeça e vai servir para os cachorros. — Murmurei calmamente. — Isso se você sobreviver a essa noite.

   — Ah, mesmo? — Ele riu. — Estou ansioso para saber quem sobrevive a essa noite, se eu, você, ou sua piranha.

   Antes mesmo que eu desse um passo completo para ele, Krum ergueu a arma e apontou para a minha testa, sorrindo de lado.

  — Não vou deixá-lo me bater como William fez, querido. Eu atiro na sua cabeça antes do primeiro soco.

   Eu queria testá-lo. Ele teria mesmo coragem de atirar? Tinha permissão para isso? Algo me dizia que Lucius não gostaria nada se eu morresse antes da hora. Então retribuí seu sorriso.

   — Atire. — Murmurei. — Mas é melhor atirar logo. Quando meu pai me forçar a assumir os negócios, a primeira coisa que farei é matar você.

   Seu sorriso vacilou, mas ele continuou segurando a arma. Victor olhou de relance para os dois homens que o acompanhavam.

   — Levem-no para Lucius e Chris.

   Duas mãos seguraram meus braços, torcendo-os para trás dolorosamente. Mais um par de mãos agarraram meus cabelos, puxando-os para trás e me forçando a andar. Grunhindo, caminhei pelo hall de entrada em direção ao escritório. As portas estavam entreabertas, e fui empurrado para dentro, ouvindo as trancas quando fecharam-na.

   Xingando, ergui os olhos e então paralisei de medo. Hermione estava com o rosto contraído de dor e raiva, em pé na frente de Chris, que segurava seus cabelos e pressionava uma arma na sua têmpora. Ela me olhou como um aviso, seus olhos cheios de lágrimas contidas.

   — Está tudo bem, babe. — Disse ela, forçando um sorriso. — Eu estou bem. Scorpius está bem.

   — Oh, então será Scorpius? — Com muito esforço, desviei meus olhos para Lucius, sentado atrás da mesa com um sorriso vitorioso no rosto. Só então percebi mais pessoas na sala. Astoria estava em um sofá mais afastado, olhando para nós com os olhos cheios de lágrimas. E também havia minha mãe, que nos observava enquanto bebia vinho branco na poltrona de couro preta. Ela sorriu ao me ver.

   — Olá, filho. — Disse. — Seja bem-vindo de volta.

   — Eu odeio você. — Sussurrei, surpreso pela minha voz ter saído tão dura. — Odeio todos vocês.

   — Não seja tão duro com a sua família, filho. — Lucius riu, inclinando a cadeira para trás. — Olhe só para nós. Reunidos para decidir como acontecerá a transição de poder do nosso legado, isso não é bom?

   — O que você quer de mim? — Avancei para ele, e no mesmo instante Chris puxou ainda mais os cabelos de Hermione, fazendo-a lamentar baixinho. Parei, meu coração acelerando de aflição. Lucius suspirou, frustrado.

   — Não faça nada que pode arrepender-se depois, filho. Quer dizer, seu herdeiro está na barriga dessa mocinha, tente não me obrigar a tirá-lo de lá.

   — Filho da puta! — Hermione gritou, as unhas afundando nos braços de Chris. Ele pressionou a arma na sua cabeça, sussurrando no seu ouvido.

   — Shhh… você fica quietinha, não quer que eu atire sem querer, não é?

   Hermione me olhou, cheia de um pânico que quase me dominou inteiro.

  — Sinto muito. — Murmurei para ela, vendo as lágrimas se acumularem nos seus olhos. — Realmente sinto muito, Hermione.

   — Não faça isso. — Ela pediu, chorando, fazendo meu coração se contrair de dor. — Por favor, Draco, não deixe que ele te tenha novamente. Você já fugiu uma vez, fuja agora.

   — Ah, que cena doce. — Disse Lucius, nos olhando com curiosidade. — Ela quer que você fuja, mesmo que para isso ela tenha que morrer. Isso é quase… heróico. Um pouco burro, mas heróico. O problema é que não ajudaria nada. Eu te acharia novamente.

   — O que você quer, porra? — Rosnei, me obrigando a não chorar como uma criança. — Só me fale, eu faço! Deixe-a ir, eu vou ficar e fazer o que quiser!

   — Eu sei, filho. Mas ela carrega um herdeiro Malfoy. Ela ficará, até que eu o tenha. Aí sim, ela poderá ir. — Lucius sorriu. — Então será fácil. Olha só o que eu quero. Você irá casar-se com Astoria, assumirá a Malfoy-Greengrass, e em seguida vocês dois serão pais do lindo menino Scorpius, que Astoria criará como se tivesse nascido do seu próprio útero. Mas não se preocupe, filho, sei que Riddle é um problema para nós. Eu vou resolvê-lo ainda hoje. Eles estão planejando uma invasão, não é? — Perguntou, rindo baixinho como se a ideia fosse ridícula. — Estamos prontos para ele. Tom Riddle estará morto até o fim do dia.


Notas Finais


Eeeeeitaaaaaa! E aí, o que acharam?
Teorias sobre o final dessa treta?
QUEM AÍ DESCONFIAVA DO VICTOR?

Irresistível vai virar long sim! Quem quiser acompanhar a continuação da oneshot Irresistível, contando o antes e o depois dos fatos da one, será mais do que bem-vindo! Vão lá e deixem seu favorito ❤️
Link: https://www.spiritfanfiction.com/historia/mais-que-irresistivel--dramione-13632889

Até a próxima, meus nenês! ❤️


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