História Vizinhos - Capítulo 16


Escrita por:

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Simón
Tags Michael Ronda, Michaentina, Simbar, Sou Luna, Valentina Zenere
Visualizações 49
Palavras 3.732
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura

Capítulo 16 - Capítulo 16


 

_Ué?! As crianças não vão descer para tomar café? _pergunto a Luna quando vejo que eles não estão na mesa, ontem à noite foi o jogo do Léo, nem comemorar ele quis, assim que chegou em casa se trancou no quarto. E não saiu de lá por nada.

 

_Eles pediram para que levassem o café no quarto e assim eu fiz _responde a Luna e eu não digo nada, desde quando eles tomam café no quarto? _Pela sua cara não está muito feliz, quer que eu os chame?

 

_Não precisa, estarei no escritório, não quero ser incomodado por nada nesse mundo _me levanto e caminho em direção ao escritório fechando a porta logo em seguida, me sento na poltrona e me vem na cabeça alguns momentos ao lado da desmiolada, lembro do seu sorriso, da primeira vez em que nos vimos, as nossas discussões, sinto falta até das vezes em que ela fazia as tranbiqueragens, me desperto ao escutar gargalhadas vindo de fora, me levanto e abro a janela, e vejo a Âmbar fazendo bolinhas de sabão e os pulguentos correndo atrás, ela gargalha com os pulos dos cachorros, parece que não sente a minha falta, ela está tão feliz sem mim, me sinto um idiota quando percebo que lágrimas escorrem pelo meu rosto _Sinto sua falta mais do que eu deveria _murmuro para mim mesmo, vejo ela parar de fazer as bolinhas e olhar para porta da minha casa, olho para baixo e vejo os meus filhos encostados no meu carro, eles sorriem para ela que sorri de volta, mas seu sorriso morre quando olha para cima e me ver e as crianças fazem o mesmo, fico encarando eles em silêncio, a Luna me olha e chama as crianças para dentro, eles não se movem e não desgrudam o olhar do meu, por um segundo pensei em permitir que eles fossem brincar com ela, mas eles correram para dentro de casa, ela me olha por uma última vez antes de colocar os cachorros para dentro de casa, entrando logo em seguida, meu celular vibra no bolso e vejo a foto da desmiolada no visor da tela, não atendo, ela me manda um "oi", bloqueio o tela do celular, me sento na cadeira ligando o computador logo em seguida, sorrio ao aparecer a foto dos meus filhos na tela, abro a caixa de entrada de e-mails, metade é e-mails do trabalho, outra metade são propagandas, bufo ao escutar baterem na minha porta _Não quero ser incomodado por ninguém _grito em resposta, suspiro ao ver a Amanda entrando _Eu disse que...

 

_Eu não viria caso fosse importante, a sua ex-sogra está aqui _fala e eu engulo seco, que diabos a mãe da Heloísa faz aqui? Desde quando ela voltou para o país?

 

_Manda ela entrar _é a única coisa que digo antes de levantar, a Amanda sai apressada, preparo um drink enquanto espero pela megera, o verdadeiro diabo em pessoa, me viro lentamente quando escuto seu salto bater contra o chão, esse barulho irrita qualquer um _O que faz aqui, Meg?_ pergunto e ela sorri falsamente

 

_Não vai nem perguntar como está a sua amada sogrinha? Bebendo a essa hora da manhã?

 

_Não precisa se preocupar, deveria se preocupar com o seu Botox que já está passando efeito_ sorrio quando ela abre a bolsa apressada e tira um pequeno espelho, gargalho quando ela devolve o espelho de volta a bolsa ao constatar que o Botox ainda não passou efeito

 

_Quero ver os meus netos _fala e eu deixo o copo em cima da mesa nego o seu pedido_ Tenho os meus direitos, eles são filhos da minha filha, que Deus a tenha.

 

_Que eu saiba a Heloísa nunca te considerou como mãe, ou estou enganado?

 

_Isso não importa _fala enquanto cerra os dentes, até parece que tenho medo de careta

 

_Se a Heloísa nunca permitiu que você se aproximasse dos nossos filhos, por que acha que eu iria permitir?

 

_A minha filha não está mais aqui, o que custa eu me aproximar dos meus netos?

 

_Seus netos desde quando? Você nunca foi a mãe da Heloísa, ela foi criada pelo padrinho...porque você só se importa com aparência e mais nada.

 

_Quero a guarda dos meus netos, não irei descansar enquanto não consegui.

 

_Juiz nenhum no mundo vai permitir uma barbaridade dessas você não teve capacidade para criar a sua filha, quem dirá cuidar de dos netos?

 

_Pode não parecer mas eu mudei, mudei de verdade.

 

_Sabe que já ouvir isso antes, e veja só? Você continua a mesma mulher fria de antes, não sei como pode ter sido mãe da Heloísa, tão diferentes.

 

_Agradeço por não termos sido parecidas, ela era fraca e burra, nunca conseguia dizer um não.

 

_Ela não era fraca e muito menos burra, ingênua talvez, e melhor ir embora da minha casa antes que eu chame os seguranças.

 

_Quem é a trouxa?

 

_Estou conversando com ela agora mesmo, conhece?

 

_Quem é a mulher que está grávida de você?

 

_Ela não...ela não é uma trouxa _Não sei porque eu me corrigi imediatamente, nem estou mais com a Âmbar, deveria ter acabado com a "gravidez" a muito tempo, mas até agora eu não fiz nada

 

_Soube que refez a sua vida, qual das mulheres que apareceu ao seu lado nos últimos tempo que está grávida? Vai me dizer que engravidou todas?

 

_Isso é algo que não tem nada a ver com você, agora peço que se retire da minha casa, tenho mais o que fazer.

 

_A Elise já voltou a falar?

 

_Não voltou a falar, e só para deixar claro é Lize e não Elise, se não tem mais nada a falar é melhor ir embora.

 

_Eu vou mais eu volto _fala e eu agradeço quando ela dá meia volta e vai embora, me sento no sofá e pego a garrafa de whisky e viro na boca. Ela sabe que nunca terá a guarda dos meus filhos, mas a desgraçada só faz isso para me atanazar.

 

_Podemos conversar? _levanto o meu olhar para cima e vejo a Desmiolada com as mãos dentro do casaco

 

_Eu pedi para que não voltasse nunca mais na minha casa, que merda veio fazer aqui? _pergunto e nem me dou o trabalho de me levantar

 

_Não irei demorar muito tempo, só peço que ligue para sua mãe e diga que não estou grávida, é apenas isso que peço.

 

_Por que eu iria fazer isso? Faça você, não tenho culpa se ninguém acredita em você...Ninguém acredita quando um mentiroso diz a verdade

 

_Está me acusando de ser mentirosa? Em nenhum momento eu mentir...talvez eu tenha me embananado, mas a culpa foi toda sua, eu já falei tudo que eu tinha que dizer.

 

_Era só isso que tinha a dizer? Então é melhor ir embora, se ninguém acredita em você eu não posso fazer nada _falo e suas narinas inflam, sorrio ao saber que a deixei furiosa, isso é estranho, mas o que posso fazer se me divirto sempre que a irrito?

 

_Âmbar, comprei algumas jujubas para você comer na viagem, o Nico comentou que são as suas favoritas _a Luna fala toda apressada ao entregar uma sacola para Âmbar que sorri em agradecimento, me levanto e fico intrigado, como assim comer na viagem? A Desmiolada vai para onde?

 

_Luna, vai ver onde os meus filhos estão_ falo e ela sai correndo, a Âmbar faz menção de sair, mas eu a impeço

 

_Para onde você vai? _ pergunto e ela dá de ombros _Eu te fiz uma pergunta, aonde você vai?

 

_Não te interessa _fala e me afasta _Adeus, vizinho _fala e isso me deixa intrigado ao mesmo tempo em que fico desesperado.

 

_Você está indo embora para sempre?

 

_É o que mais deseja, não é?

 

_É o que eu quero _minto ela confirma _Para onde você está indo?

 

_Tenho que ir_ fala e sai e eu não me movo, a minha mãe não me disse que a Âmbar iria embora, saio do escritório e saio a procura da Luna, a encontro na cozinha

 

_Para onde a Âmbar está indo? _ pergunto e ela leva um susto

 

_Ela não me disse para onde ia, a sua mãe deve saber de algo, ela ficou responsável de ir buscar os cachorros enquanto a Âmbar não volta.

 

_Então quer dizer que ela não foi embora para sempre?

 

_É isso que quer? _pergunta e não lhe respondo _Ela deve voltar, pelo menos buscar os cachorros_ fala e sei que isso foi para me provocar pois saiu rindo, saio apressado indo em direção ao escritório, pela janela vejo a Âmbar colocando as malas no carro, e para minha surpresa é o motorista da minha mãe, tento me esconder mas ela me viu, ela entra no carro e o motorista dá a partida, pego o telefone atrás de mim e disco para minha mãe

 

_Para onde a Âmbar foi? _pergunto assim que escuto sua respiração e nem dou tempo para que ela diga algo

 

_Bom dia para você também, por que quer saber da Âmbar?

 

_Ela foi embora, tenho certeza que sabe para onde ela foi, me diz logo de uma vez.

 

_Quando mal humor, não precisa se preocupar com os bebês, eles estão bem se é isso que quer saber.

 

_Mãe, por que ela foi embora? Ela pediu demissão do hospital, foi isso?

 

_Não, ela teve que fazer uma viagem e eu autorizei para que ela fosse, satisfeito?

 

_Não estou satisfeito, para onde ela foi?

 

_Isso eu não perguntei.

 

_Como que não perguntou?

 

_Grita mais uma vez que eu nunca mais te atendo, não perguntei porque ela não me deve satisfação.

 

_Mas ela deve ao hospital, o que ela te disse para que você a autorizasse a sair, assim de uma hora para outra?

 

_Ela só disse que precisava fazer uma viagem, e eu permitir que ela fosse, deixa de drama.

 

_Deixa de drama? Não é drama, como você permitiu que ela fosse? Ela não deu nenhuma explicação?

 

_Simon, eu tenho mais o que fazer _fala e desliga na minha cara, ligo de volta mais dá fora de área, não acredito que ela desligou o telefone apenas para que eu não ligasse, o meu pai deve sabe, disco rapidamente e seu celular da fora de área, ligo para empresa e a secretária pediu para que eu esperasse, ando de um lado para o outro com o telefone no ouvido, por que a Âmbar viajou tão de repente? Será que foi embora para sempre? Não. Devo estar imaginando coisas. Acredito que ela foi resolver algum problema familiar, ou pode ter ido visitar algum amigo, amigo, não estou gostando nada dessa história em que ela vai visitar algum amigo, falando em amigo, até hoje não sei o que rola com ela e o Benício, no dia do jogo ela deu a entender que eles estavam ficando, mas qualquer pessoa perceberia que ela só estava fazendo tudo aquilo para me provocar, eu já sondei a Luna e perguntei o que tem a Âmbar e o Benício, ela apenas comentou que os dois são amigos. E a minha mãe também disse isso.

 

_Simon? _escuto a voz do meu pai e dou graças a Deus, já estava ficando impaciente com tanta demora

 

_Para onde a Âmbar foi? _ pergunto e escuto ele suspirar

 

_Como assim? Eu não sei para onde a Âmbar foi.

 

_Tem certeza? Ou foi a mamãe que obrigou você a dizer isso?

 

_Tenho certeza, eu não sei de nada, na verdade eu nem sequer sabia que a Âmbar iria viajar, sabe se aconteceu alguma coisa?

 

_Não sei de nada, se eu soubesse não estaria tão preocupado assim, acha que ela foi embora para sempre?

 

_Para sempre é muito tempo, mas ela levou os cachorros?

 

_Não levou, a mamãe que vai cuidar enquanto a Âmbar não volta.

 

_Então ela não foi embora para sempre, ela não ia deixar os cachorros para trás, sem contar que ela chegou a pouco tempo no país.

 

_E se ela estivesse em uma fase de adaptação? Se gostasse do país ela ficaria, ou iria embora caso não gostasse. 

 

_É uma boa teoria, e assim ela voltaria apenas para buscar os cachorros _fala e gargalha sozinho e eu suspiro _Ela não foi embora

 

_Como pode ter tanta certeza?

 

_Porque eu acredito, e a Âmbar não tem nada que a prende lá fora.

 

_Como se algo aqui a prendesse _retruco e me sirvo um pouco de conhaque.

 

_Os bebês, ela não iria deixar você longe deles. 

 

_Pai não tem...

 

_Estou indo para uma reunião, pelo visto você não vem hoje _fala e desliga na minha cara, pelo visto as pessoas tiraram o dia para me irritar, coloco o telefone de volta ao gancho, viro a bebida de uma vez e saio da minha sala, subo em direção ao meu quarto mas paro no corredor ao escutar a risada dos meus filhos, me encosto na porta e pela fresta vejo o Léo e o Luke jogando no vídeo game e a Lize em cima da cama penteando a boneca, entro no quarto e todos me encaram

 

_Posso ficar com vocês?  _pergunto e eles desviam o olhar e voltam a fazer o que estavam fazendo _Querem ir ao Central Park? Faço tudo o que vocês quiserem.

 

_Vai embora daqui _fala o Léo enquanto se levanta e senta na cama e seu olhar não desgruda do meu

 

_Pelo menos falaram alguma coisa, pensei que fossem continuar com a greve de silêncio.

 

_O Léo só está chateado com você, daqui a pouco passa, é claro que também estou chateado, mas não posso fazer nada já que nunca vai mudar de opinião e não quero passar o resto da minha vida te odiando_ as palavras do Luke me deixa surpreso.

 

_O Léo está me odiando?

 

_Não sabia que era tão lerdo, qualquer um percebe que ele não quer te ver nem pintado de ouro _retruca enquanto desliga o vídeo game

 

_O que acham que vocês cuidarem dos cachorros da Âmbar? _pergunto e os três me encaram _Posso pedi isso a sua vó, ela vai ficar alguns dias com os pulguentos.

 

_Por que a vovó vai cuidar dos cachorros? _pergunta o Luke e só agora percebo a besteira em que estou fazendo, o Léo já está me odiando, se souber que a Âmbar viajou ou foi embora é bem capaz que ele me jogue pela janela

 

_Léo olha para mim _mesmo resmungando ele faz o que eu peço _A Âmbar viajou...e eu não sei para onde _falo e ele começa a fungar

 

_Ela...ela...foi embora por sua causa _me acusa e eu nego

 

_Ela não foi embora, apenas viajou...foi visitar um amigo que morreu _minto e ele parece desperado

 

_A...a mamãe que morreu, não foi?

 

_Deixa de doidera, a Âmbar está viva, foi um amigo que morreu, não sei onde ele mora, amanhã ela deve estar de volta.

 

_Como pode ter certeza que ela volta amanhã? _eu ainda esfolo o Luke por ser tão enxerido

 

_Se não for amanhã vai ser outro dia, duvido que a desmiolada vai embora para sempre.

 

_E por qual motivo ela ficaria aqui? _pergunto o Luke e eu cerro os dentes ele parece se divertir com a minha desgraça

 

_Ela tem o trabalho dela e a casa.

 

_Ela pode trabalhar onde ela trabalhava antes de se mudar para cá e a casa ela pode vender, qualquer pessoa faria isso _esse garoto está querendo me ver passar vinte anos na cadeia por assassinato só pode. 

 

_Luke é melhor você ficar calado, não está vendo como o seu irmão está _falo apontando para o Léo que está deitado em posição fetal, eu sabia que ele não devia ter se apegado a ela, o que eu estou falando? Eu mesmo fui o primeiro a me apegar.

 

_A culpa foi toda sua, ela foi embora por sua culpa, eu nunca mais quero te ver _o Léo berra e tampa os ouvidos com o travesseiro

 

_Ele precisa de um tempo _fala o Luke levando a Lize para fora do quarto do Léo, olho para o meu filho e me sinto o pior pai do mundo ao escutar os seus soluços, saio do quarto fechando a porta logo em seguida, fico com a testa na porta e escuto o Léo passar a chave na porta, ando até a última porta do corredor e entro no meu quarto me jogo na cama, ligo a tv e fico assistindo um filme que nem me dei ao trabalho de saber o nome, passei a manhã inteira jogado na cama, fito o teto enquanto fico tentando adivinhar para onde a desmiolada foi, tiro meu celular do bolso, e desbloqueio a tela.

 

"oi" _quando percebo já enviei                                                

 

"Âmbar?"

 

"Está ocupada?"

 

"Onde você se enfiou?".

 

"Você foi embora para nunca mais voltar?"

 

"Vizinha?"

 

“Ou devo dizer ex-vizinha? ”

 

"Desmiolada?"

 

"Âmbar Smith?"

 

“Estou ficando louco me diz para onde você foi” 

 

"O que você quer? Não foi você que não queria atender os meus telefonemas? Por que eu deveria te responder?" _finalmente a desmiolada resolveu dá um sinal de vida

 

"Para onde você está indo?"

 

"Não estou indo embora para sempre, pelo menos não por agora"

 

"Pelo menos não por agora?"

 

"Ninguém vai viver em um mesmo lugar pelo resto da vida, eu pelo menos não, gosto de estar mudando sempre, assim eu evoluo cada vez mais"

 

"Interessante a sua forma de pensar, mas em que lugar você está?"

 

"Em algum lugar com o carro em movimento, iria dirigir, mas a sua mãe me obrigou usar motorista, com a desculpa de que não posso passar horas dirigindo por conta da "gravidez" mesmo eu gritando dizendo que não estou grávida"

 

"A minha mãe é mesmo uma comédia, ainda não achei a oportunidade para dizer a verdade, nos últimos dias a minha vida está de pernas para o ar"

 

"As crianças eu suponho. A Mônica me contou o que elas andam aprontando"

 

"Desmiolada, para onde você está indo?"

 

"Não sei ao certo para onde devo ir, estou tentando fazer algo que deveria ter feito a muito tempo, mas só agora eu meio que quero fazer, mas tenho um certo receio, medo talvez"

 

"É um lugar perigoso?"

 

"Acredito que não, eu espero que não, mas irei ficar bem"

 

"Quer que eu mando os meus seguranças irem atrás de você? Não quero que se machuque"

 

"Não será preciso, iremos ficar bem" _iremos? Com quem ela está? Será que é com o Benício?

 

"IREMOS? Com quem você está?"

 

"Me referia ao Jonas, o motorista da sua mãe, quem você achou que seria?"

 

"Não vou menti, achei que estivesse indo com o Benício"

 

"Achou errado, eu e ele somos apenas amigos"

 

"Amigos. Mas vocês andaram ficando?"

 

"Não, mas por que tanta curiosidade? Isso tudo é ciúmes?"

 

"Por que eu teria ciúmes? Não somos nada um do outro"

 

"Nunca fomos nada" _merda, ela sabe mesmo acertar em cheio o alvo.

 

"Tem razão, quando que você volta?"

 

"Amanhã ou depois, talvez volto a noite, não sei ao certo o que quero fazer"

 

"Âmbar, os cachorros podem ficar aqui em casa em vez de ficar na minha mãe?"

 

"Por que está se oferecendo para cuidar deles? Pelo que eu me lembro você odeia os meus cachorros"

 

"As crianças irão ficar felizes, o Léo está me odiando, antes do jogo ele não estava falando comigo e depois tudo piorou, agora ele está trancado no quarto"

 

"Tudo isso por sua culpa"

 

"É eu sei que a culpa é minha, mas você não devia ter passado por cima das minhas ordens, o que fez foi muito errado, ou vai negar?"

 

"Não nego, mas também não concordo com você, qual o problema da Lize em se comunicar?"

 

"O que ela "disse" a você? Não chegamos a tocar neste assunto"

 

"Não dava para entender muito bem, mas os garotos explicaram que a Lize viu a mãe morrer você não quer que ela fique lembrando e comentando, não é?"

 

"Mais ou menos, a Lize estava presente quando a mãe morreu...e não foi uma forma muito bonita"

 

"Do que a sua esposa morreu?"

 

"Isso não é algo que deve ser dito por telefone"

 

"Entendo, quando fui na sua casa uma mulher morena estava saindo, quem é ela?"

 

"Por que quer saber? Está com ciúmes?"

 

"É você que quer saber se estou com ciúmes ou não. Mas respondendo a sua pergunta eu não estou com ciúmes, foi apenas curiosidade"

 

"Sei...aquela mulher é a Meg, a minha ex-sogra"

 

"Simon, qual o sobrenome daquela mulher? Ela me lembrou alguém, mas não consigo lembrar"

 

"Meg Mazzolin, você a conhece?" _acho estranho ela não ter me respondido e decido enviar outra mensagem, e isso já tem três minutos

 

"Âmbar, você ainda está aí?"

 

“Sei que está online, responde”

 

“Smith”

 

"Meg Mazzolin? Tem certeza que não se enganou?" _sinto um certo alívio quando ela me responde, passo a mão no meu rosto enquanto digito

 

"Óbvio que não, Âmbar, o que está havendo?"

 

"Eu preciso de você...mais do que eu devia"

 

"Âmbar, o que está havendo? Me diz onde está? Estou indo"

 

"Eu fiz algo muito errado...eu fiquei com você"

 

" Por que ficar comigo foi errado?" _saio apressado do escritório, chamo pelo motorista e entro no carro ele dá a partida logo em seguida, não sei para onde, mas estou indo.

 

"A Heloísa, a Heloísa Mazzolin a sua ex-mulher era a minha irmã" _fico sem acreditar quando leio. A Heloísa não tinha nenhuma irmã. Ela teria me dito, nosso casamento não era lá o mais feliz do mundo, mas éramos amigos desde criança.

 

"Âmbar, a Heloísa não tinha nenhuma irmã, do que você está falando? Me envia a sua localização estou indo atrás de você"

 

"Não irmã biológica, passamos juntas parte da nossa infância, éramos amigas, antes de morar com o padrinho ela vivia com a madrinha em San Francisco...ela era tudo o que eu tinha" _estou atordoado com todas essas informações, a Heloisa vivia com a madrinha desde que era recém-nascida, e quando a mulher morreu ela foi viver com o padrinho, mas ela nunca me disse sobre nenhuma amiga chamada Âmbar.

 

"Em que lugar você indo? Me passa a sua localização"

 

"Boston, irei ficar no apartamento da sua mãe" _quer dizer que a minha mãe sabia para onde a desmiolada estava indo?

 

"Assim que chegar no apartamento não saia de lá, em algumas horas eu apareço, me espera" _ela responde apenas com um "ok".



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...