História Vizinhos - Capítulo 17


Escrita por:

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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Simón
Tags Michael Ronda, Michaentina, Simbar, Sou Luna, Valentina Zenere
Visualizações 40
Palavras 3.536
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura

Capítulo 17 - Capítulo 17


 

Meg Mazzolin...

Heloísa Mazzolin... 

Helô...

A Heloísa está morta.

Morta.

Eu sou a pior melhor amiga do mundo, eu a deixei para trás.

E ainda por cima fiquei com o Simon, o homem que ela amava e o pai dos seus filhos.

Como não liguei os pontos?

Simon...

Como não me lembrei? Simon era o nome do garoto em que ela disse ter conhecido quando foi nas férias para Nova York com o padrinho, como não percebi?

Simon, era o nome do garoto que ela suspirava sempre que conseguia me ligar.

Sei que ela me odiou por eu nunca ter dado um sinal de vida.

Eu não podia aparecer, no fundo ela sabia, ela sempre soube.

Será que ela morreu achando que eu estava morta? Acredito que não, até porque eu só não sabia onde a encontrar. Assim como eu não sabia onde ela estava.

Da última vez em que nos vimos ela tinha dez anos e eu nove, mas sempre nos falávamos por telefone até os meus quase doze anos.

Lavo o meu rosto no banheiro da pia e me encaro no espelho, enquanto enxugo o rosto, faço um rabo de cavalo e saio do banheiro e me deito na cama, lágrimas escorrem pelo meu rosto quando as lembranças vêm na minha mente.

 

 

_Minha nossa senhora quanta demora _resmunga assim que apareço no seu quarto e ela está com um pote de sorvete na mão e duas colheres, deitamos de bruxos com os pés para cima enquanto comemos o sorvete

 

_Duvido que chegaria tão rápido, eu tive que fugir.

 

_A loira em fuga mais uma vez, certeza que um dia você ainda vai se estrepar no muro _zomba e dou de ombros _Esse negócio está muito gelado, os meus dentinhos são sensíveis demais.

 

_Dentinhos? Isso são travas de cachorro _gargalho e recebo uma colherada no braço _Obrigada por me deixar uma parte roxa.

 

_Desculpa, eu não queria, eu juro de todos os juros que não foi por maldade.

 

_Sei que não, mas está tudo bem, não doeu, já fez a lição de história?

 

_Nem deu tempo, cheguei em casa e dormir, acredito que você nem deve ter pegado o caderno.

 

_Afirmativo, se continuarmos deixando as coisas de lado esse ano iremos reprovar, estou até vendo.

 

_Tem razão, mas estudar é um saco, porque não nascemos sabendo de tudo?

 

_Eu me faço esta pergunta todos os dias, mas pelo menos teremos um futuro promissor.

 

_Tem medo de não ter um futuro promissor?

 

_Eu deveria ter, sabe disso, não é?

 

_Sabe o que eu acho de tudo isso?

 

_Heloísa, não começa com isso, não posso mudar a minha vida.

 

_Sabe que odeio que me chame de Heloísa, preferia me chamar Evangelina.

 

_Evangelina não é um nome tão feio, mas eu prefiro o seu.

 

_Já sabe como vai fazer para vir ao meu aniversário?

 

_Pular o muro como sempre, usar uma fantasia e ninguém vai me reconhecer, simples assim.

 

_A minha madrinha acha que sou louca, todos os anos a minha festa é a fantasia...se ela soubesse o motivo.

 

_Se eu contar ninguém nunca vai acreditar em mim.

 

_Eu sempre acreditei em você.

 

_Você é a única coisa boa que eu tenho.

 

_Eu não sou uma coisa _fala batendo o ombro no meu e me fazendo rir _Sou tudo que você mais ama no mundo, essa frase soa muito melhor.

 

_Isso eu tenho que concordar, o que vai querer ganhar de presente?

 

_Sabe que não ligo para essas coisas, né? Mas pode me escrever a maior carta do mundo, tenho todas que você me escreveu.

 

_Sem cartas esse ano, o que acha de um gatinho?

 

_A minha madrinha me mataria, mas como é presente ela não pode reclamar, onde você arrumou o gato?

 

_Encontrei no parque, aquele perto da nossa escola, encontrei ontem à tarde, não posso viver com ele, mas você pode.   

 

_Leva amanhã para escola.

 

_Quer que eu seja expulsa? Não posso levar um gato para escola.

 

_Não para escola, antes de entrarmos na aula eu entrego ao meu motorista, quando eu chegar em casa falo com a minha madrinha, não quero que briguem com você.

 

_Eu também não quero, mas não posso evitar

 

_Mas o que você quer ganhar de aniversário? O seu é daqui a três meses e preciso te entregar antes que eu vá embora.

 

_Você vai mesmo ir embora? _pergunto e não consigo evitar o choro

 

_A minha madrinha está doente, irei morar com o meu padrinho em Dallas, quando ela estiver melhor eu posso voltar.

 

_E se ela não ficar melhor? _pergunto e ela não diz nada _Você nunca vai voltar, não é?

 

_Também não é assim, do jeito que fala parece que a minha madrinha vai parti dessa para melhor, logo ela vai ficar melhor e eu volto, e se ela morrer eu venho te visitar sempre que der.

 

_Quando que você vai, mesmo?

 

_Dois dias depois do meu aniversário, o meu padrinho chega na semana que vem e ele está doido para te reencontrar.

 

_Sinto falta dele, ele é incrível, pelo menos temos alguns dias.

 

_Serão os melhores dias, será que podem deixar você dormir aqui em casa?

 

_É melhor não, lembra da última vez?

 

_Não tem como esquecer, preciso te contar um sonho louco que eu tive.

 

_Todos os seus sonhos são loucos, já estou até acostumada.

 

_Mas esse foi muito louco, eu sonhei que eu e você estávamos andando de bicicleta lá no parque e as sus irmãs estavam juntas.

 

_Deve ter sido muito louco porque eu não sei nem andar de bicicleta e muito menos tenho irmã.

 

_Não me interrompa, eu fiquei perdidinha, sem saber quem era você ou ela, eu gritava o seu nome e a outra respondia e todos riam da minha cara, eu iria enlouquecer ao ver outro rosto igual ao seu.

 

_Eu daria tudo para ver a sua cara depois que acordou.

 

_Eu daria tudo para ter conhecido a outra você.

 

_A outra eu? Só você para dizer umas coisas dessa.

 

_Não sente falta das suas irmãs?

 

_Por acaso eu tenho irmãs?

 

_Não, mas já teve.

 

_Mas elas morreram, e eu nem as conheci, não se esqueça disso.

 

_Claro que conheceu as suas irmãs. Na barriga da...

 

_Eu era um bebê, então não os conheci.

 

_Vendo por esse lado até que tem razão.

 

_Eu sempre tenho razão, sou a dona da razão, nunca se esqueça disso.

 

_Não dá para esquecer, vamos brincar de boneca?

 

_Eu odeio esse tipo de brincadeira.

 

_Você vai mudar de opinião quando crescer e ter duas filhas para brincar, escuta o que eu digo.

 

_Eu não terei filhos, crianças me irritam, sabe muito bem disso.

 

_Falou a adulta mas e um dia quando você crescer e casar? O seu marido vai querer ter pelo menos dois filhos.

 

_Sério que aos nove anos você pensa em ter filhos isso é sério?

 

_Sempre pensei em ter uma família, um marido que me ame, e muitos filhos.

 

_Muitos filhos? Quantos mais ou menos?

 

_O tanto que vier...uns cinco eu acho

 

_Cinco filhos? Você deve ter batido a cabeça quando nasceu, quando perceber que o primeiro filho dá muito trabalho nem no segundo você vai querer ter.

 

_Falou a voz da razão, por acaso já teve filhos?

 

_Não. Mas é a minha opinião, se fosse pelo menos um eu iria querer, mas imagina se vem mais de um?

 

_Eu daria tudo para ver a sua cara, três de uma vez?

 

_Deus que me livre, eu me jogo de uma ponte, imagina um chorando de um lado e os outros do outro?

 

_Seria tão fofos.

 

_É melhor mudarmos de assunto, tenho nove anos e filhos está fora dos meus planos.

 

_Você vai ser a madrinha dos meus, isso está decidido. 

 

_Posso escolher os nomes? Você tem muito mal gosto para nomes.

 

_Isso não é verdade.

 

_Jura? Você chamou de Zezinho aquele elefante em que vimos no zoológico.

 

_Combinava com ele. 

 

_Pelo tamanho do elefante o nome deveria ser Zezão e não Zezinho. 

 

_Então qual será o nome dos meus filhos?

 

_Eu ainda não pensei, que tal Heloise?

 

_Se eu não gosto de Heloísa acha que eu colocarei Heloise na minha filha?

 

_Elize? Eliza? Lize? São nomes bonitos.

 

_Lize? Não é tão ruim, e quando você tiver uma filha ela deve se chamar Estrela.

 

_Estrela?

 

_Ela será uma garota com um brilho único, se ela for tão inteligente quanto você, ela irá alcançar as estrelas.

 

_Só você para dizer isso...pensando assim, não será tão ruim ter uma filha com esse nome, talvez eu posso adotar uma.

 

_O que você acha de Leandro? Talvez posso ter um filho com esse nome.

 

_Prefiro Leonardo, assim como o homem dos meus sonhos.

 

_O homem dos seus sonhos é o Leonardo DiCaprio, e o homem dos meus sonhos é o Fernando Colunga.

 

_São os homens mais lindo de todos os tempos.

 

_Se eu tivesse um pouquinho da beleza deles eu seria a garota mais feliz do mundo.

 

_Seríamos felizes, lindas, e famosas. 

 

_Mas você pode até não ser felizona, mas é linda, e muito famosa.

 

_Desde quando eu sou famosa?

 

_Na escola, você é muito famosa, nós somos as mais populares.

 

_Só na escola então não conta, queria atravessar a rua e todos pararem para me olhar, gritar por mim _falo e levanto da cama e desfilo enquanto ela rir, mas depois me imita, fingimos estar sendo fotografadas, mandamos beijos no ar, deixamos o pote de sorvete no chão e ficamos pulando em cima da cama

 

_Eu. quero. ter. essa. Vida _fala pausadamente enquanto pula, deito na cama e ela continua pulando _Podemos ser o que...

 

_Não podemos ser o que quisermos _falo e ela suspira e deita ao meu lado _Você será advogada.

 

_Acho que você será advogada, assim podemos trabalhar juntas.

 

_Mas tudo que quero é ser livre _falamos juntas e ficamos em silêncio e fitando o teto.

 

 

 

Cheguei a algumas horas no apartamento da Mônica, não conseguir pensar em muita coisa. Só consigo me lembrar da Heloísa.

Nós duas juntas, chorando, sorrindo, correndo, fugindo sala de aula. Meu celular não parava de chegar mensagens do Simon, eu não conseguia responder. Como eu vou olhar na cara do Simon? Daqui a pouco ele aparece aqui.

Certeza que ele vai achar que eu sempre soube que ele era casado com a minha melhor amiga.

Mas eu não fazia ideia, para mim eram duas mulheres diferentes, mas com nomes iguais.

Mas percebi que são a mesma pessoa apenas por causa do Mazzolin, Meg Mazzolin, a mãe da Helô, quando criança eu não tinha visto a Meg pessoalmente, só em uma foto que a Helô tinha, ela vivia com a madrinha, a casa dela era quase perto de onde eu morava, a madrinha morreu um dia depois do aniversário da Heloísa, e aquela foi a última vez que a vi, no dia seguinte o padrinho dela a levou para Dallas, e eu não tinha mais ela, era apenas eu, a garotinha chorona e sozinha no mundo, a garotinha esquecida. Me assusto com a companhia tocando, é ele, só pode ser ele. Me ajeito no casaco e me levanto do sofá e me aproximo da porta, o vejo pelo olho mágico, ele parece cansado, dirigir mais de quatro horas não deve ter sido fácil, abro a porta e só sinto seu abraço e feito uma bobona eu choro, ele acaricia o meu cabelo e me pega no colo fechando a porta com os pés.

 

_Eu juro que não sabia que você era casado com a Helô, juro que não sabia de nada _confesso e ele não diz uma palavra, apenas me carrega em direção a um dos quartos me deitando na cama e deitando ao meu lado.

 

_Eu acredito em você, e mesmo se soubesse não haveria problema, sei que ela está feliz por saber que você está aqui.

 

_Eu juro que não sabia.

 

_Shii...se acalma, não estou te julgando, quem sou eu para julgar alguém? _fala enquanto faz cafuné na minha cabeça a beijando logo em seguida _Logo, logo tudo vai ficar bem, a sua tristeza vai passar, não gosto de te ver triste.

 

_Nunca vai passar, mesmo não sabendo onde ela estava eu sentia falta, imaginava que iríamos nos reencontrar, eu fui uma idiota em não tê-la procurado.

 

_Você não foi idiota.

 

_Claro que eu fui, eu pensei em procurar por ela, mas eu tinha tanto medo do que pudesse acontecer, e acabei desistindo, talvez se eu tivesse a procurado ela estaria aqui comigo e cresceria ao lado dos filhos.

 

_Não pensa desta forma, as coisas aconteceram porque tinha que acontecer.

 

_Como era ela? Digo, na fase adulta, ela continuava a garota que dava diabetes em qualquer um?

 

_Engraçado ela falava dessa forma: diabetes em qualquer um_ fala e eu sorrio _Ela continuava a mesma garota que conheci, nos conhecemos ainda na infância, o padrinho dela é amigo do meu pai, quando ela cresceu veio morar aqui por perto e acabou que ficamos juntos.

 

_Quando conversávamos por telefone ela sempre falava do Simon...agora sei que ele é você.

 

_Vocês e elas eram muito amigas, né?

 

_As melhores, éramos como irmãs, fazíamos tudo que uma fazia, andávamos desfilando, na escola éramos as mais populares, sonhávamos em ser atriz.

 

_Ela nunca me disse desse sonho, ela era advogada.

 

_Eu imaginava isso, ela iria seguir os passos da madrinha, a mulher era o cão, você não deve ter chegado a conhecê-la.

 

_Não a conheci, mas a Heloísa dizia que madrinha era uma mulher azeda.

 

_Era uma cobra em forma de gente, mas o padrinho dela era um anjo.

 

_Agora entendo quando desmaiou quando viu o Gastón, ele é filho do padrinho dela, você já conhecia o Gastón?

 

_Não o conhecia, mas eu só reconheci o sobrenome, mas ele se parece muito com o pai.

 

_Acredito que o Laerte irá querer te reencontrar, ele deve ficar feliz quando te reencontrar_ fala e o meu desespero aumenta

 

_Não, não, Simon, me promete que ninguém nunca irá saber da minha ligação com a Heloísa? Eu te imploro, não diga nada a ninguém, principalmente a qualquer pessoa que conheceu a Heloísa quando criança.

 

_Âmbar, por que isso?

 

_Eu não te pediria caso não fosse importante, Simon, por favor não diga nada a ninguém.

 

_Estou ficando preocupado, está com medo de alguma coisa?

 

_Eu só não quero que ninguém saiba, ninguém pode descobrir isso sobre mim. Por tudo que é mais sagrado, promete não contar a ninguém, absolutamente ninguém?

 

_Eu prometo não contar, mas por que está pedindo segredo?

 

_Bem...eu não quero que as pessoas comentem que eu fiquei com o ex-marido da minha amiga _falo uma parte da “verdade”

 

_Tem certeza que é apenas isso? _pergunta e eu fico calada _Entendo se não quiser dizer, isso é um direito seu, prometo que estarei aqui para o que precisar.

 

_Obrigada, eu estava tão perdida, nem sei o que iria fazer caso não estivesse aqui.

 

_Não tem nada que agradecer, eu estava ficando maluco sem saber onde você estava, pensei que tinha ido embora para sempre, e a minha mãe disse que não sabia onde você estava, ela vai ver só quando eu voltar.

 

_Eu pedi para que ela não dissesse, queria que você sofresse um pouquinho.

 

_Um pouquinho? Eu estava a ponto de enfartar _fala depois que me dá um selinho demorado

 

_Me beijando? É sério? Pelo visto resolveu me perdoar?

 

_É...estamos quase lá...estou cansado, preciso de um banho, será que tem alguma roupa minha por aqui?

 

_Não. Os dois closets estão vazios, pode pegar uma roupa minha.

 

_Está me estranhando? Eu lá sou homem de vestir roupa de mulher?

 

_Idiota! Eu tenho algumas blusas masculinas e duas cuecas na minha mala, vão te servir...talvez não cuecas já que você tem uma bunda enorme.

 

_Por que diabos você tem cueca e blusas masculinas? _pergunta e ele se levanta e senta na cama e eu faço o mesmo _Estou esperando a sua resposta.

 

_Eu gosto de usar para dormir, é muito confortável, me sinto à vontade.

 

_Você tem um gosto muito esquisito

 

_Não é esquisito, é confortável, a mala é aquela_ falo apontando para minha mala vermelha _Não faça bagunça.

 

_Por que você trouxe duas malas se não iria demorar aqui? _pergunta enquanto abre a minha mala

 

_Eu disse que não tinha certeza se voltaria hoje à noite, amanhã ou depois, achei melhor vim prevenida, você vai voltar hoje à noite?

 

_É o que eu devia fazer, mas não quero te deixar aqui sozinha.

 

_Irei ficar bem, e as crianças vão sentir a sua falta.

 

_Duvido que eles sintam a minha falta, se brincar devem está soltando fogos de artifícios, talvez eu volto a noite, mas vejo isso depois, só vim com a roupa do corpo e o motorista, mas pedi para que ele ficasse em um hotel aqui perto_ fala enquanto entra no banheiro, escuto o chuveiro ser ligado, ligo a tv , fico passando vários canais mas não encontro nada interessante, por fim eu desligo, fico esperando o Simon sair do banho, minutos depois ele aparece com a minha camisa preta e secando os cabelos com a toalha, ele me olha e dá um meio sorriso _A blusa e a cueca couberam certinho, admite que você já tinha comprado para quando eu fosse ficar na sua casa _fala e eu gargalho e ele me arremessa a tolha e jogo de volta para ele que deixa a toalha em um canto.

 

_Você que está se iludindo sozinho _falo e ele se senta na cama_ Você não vai pedi desculpas?

 

_Quem mentiu foi você e não eu.

 

_Não foi uma mentira _falo e ele torci os lábios _Eu apenas escondi a verdade, desculpa por ter feito aquilo mesmo sabendo que você era contra.

 

_Pelo menos admitiu, só esquece aquilo, eu já te desculpei _fala e eu levanto as sobrancelhas_ Qual é? Eu não tenho que pedi desculpas, não fiz nada de errado.

 

_Não fez nada? Olha só a lista: Me proibiu de ver as crianças, me tratou mal quando nos encontramos no jogo, não atendia as minhas ligações, colocou cão de guarda na cola dos seus filhos, teve mais alguma coisa que não estou lembrando?

 

_Desculpa por tudo isso aí e um pouco mais, eu fui um idiota, não devia ter afastado você das crianças, fui egoísta, o nosso término não poderia prejudicar as crianças.

 

_Desculpas aceita, e concordo quando disse que foi um idiota, porque você é um idiota.

 

_É melhor eu ficar calado, não quero discutir, ainda mais agora que estamos juntos.

 

_Quem foi que disse que estamos juntos?

 

_Ah! É sério que vai começa outra vez com essa palhaçada, eu não quero um relacionamento? _fala me imitando a parte final e eu riu _O que acha de oficializarmos a nossa relação?

 

_Que tal irmos com calma? _ele estreita os olhos e eu suspiro _E se termos esta conversa quando estivermos em casa?

 

_Por acaso estamos na rua? _pergunta e eu o encaro e ele sorri de lado _Assim que estivermos em casa você não me escapa_ fala e está muito sério e eu fico com um pé atrás.

 

_Como que a Heloísa morreu? _pergunto e percebo ele ficar tenso, ignoro e continuo_ A Luna comentou que foi um acidente, foi um acidente automobilístico? _pergunto e ele segura firme nas minhas mãos e não desgruda o olhar do meu

 

_Estávamos discutindo e eu acabei me alterando muito, ela se assustou e acabou que se desequilibrou da passarela de vidro que tinha no quintal da casa dos meus pais, a Lize estava no meu colo e viu tudo _eu não esperava por isso, meus olhos ardem por conta das lágrimas, não me mexo assim como o Simon_ Não queria que a Lize “falasse” como a Heloisa morreu, contei para as crianças que a mãe morreu enquanto dormia, eu sei que foi errado, não queria que eles sofressem ainda mais. Eu meio que me culpo.

 

_Por que estavam discutindo?

 

_Era o dia dos pais e os garotos tinham uma apresentação no colégio e eu não fui, ela dizia que eu nunca estava presente, e me culpo todos os dias por não ter ido, se eu tivesse ido...

 

_Ela estaria viva _completo a frase e ele não diz uma palavra_ Desculpa ter dito isso, sei que nunca iria imaginar que algo tão trágico pudesse acontecer, eu não te culpo, você não teve culpa, ela se desiquilibrou você não a empurrou.

 

_Eu sei, só que as vezes eu olho para Lize e tenho a sensação de que ela me culpa, ela me olha de uma forma estranha, sinto um arrepio por dentro, quando eu disse que trair algumas na namoradas ela me olhou de uma forma que não consigo explicar...estávamos em processo de divórcio e a Lize a sabia que eu fiquei com outras mulheres. Não sei se na época ela entendia, mas hoje ela entende perfeitamente _fala tudo rapidamente e eu escuto atentamente sem dizer uma palavra_ Âmbar, não vai dizer nada?

 

_Não tenho nada a dizer, sabe, você me chamou de Âmbar, mas prefiro Desmiolada. E mesmo eu reclamando, eu gosto que me chame de desmiolada.

 

_Gosto que você gosta _sorrio ao receber um abraço apertado. Sentir falta do Simon, sentir mais do que eu poderia imaginar.


Notas Finais


Finalmente eles se acertaram. Amém? Amém!


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