História Vizinhos - Capítulo 18


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Simón
Tags Michael Ronda, Michaentina, Simbar, Sou Luna, Valentina Zenere
Visualizações 60
Palavras 3.628
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura.
Postei agora porque vou dormir na minha vó e lá não tem net.
Volto pela manhã

Capítulo 18 - Capítulo 18


 

 

_Pelo visto não pagaram a conta _resmungo enquanto espero o Simon voltar, faz alguns minutos que estamos no escuro, eu nem sequer me mexi, o Simon foi procurar uma vela e só escutei ele gritar dizendo que bateu o dedinho na quinta no sofá _Encontrou alguma vela? _grito enquanto fico esperando pelo Simon que saiu procurando alguma vela e até agora não apareceu. Passamos a tarde inteira aqui no apartamento, não saímos para nada, por mais que nos acertamos eu não sei se é o certo.

 

_Apenas uma vela, mais velha que a minha vó _grita em resposta e eu suspiro, olho para o lado e vejo apenas a claridade de uma vela _Aonde você está?

 

_No mesmo lugar em que eu estava quando faltou luz, até parece que eu iria me mover daqui _respondo e escuto a sua risada, ele coloca a vela em pé na mesinha de centro e senta ao meu lado

 

_No escuro e a luz de velas, muito romântico, não acha?

 

_Se acha que iremos ficar pode esquecer, agora existe um motivo muito forte para que eu nunca mais te beije _Ué? Por que eu disse isso? Quando percebi já tinha dito.

 

_Motivo forte? E qual seria?

 

_A Heloísa, eu não vou ficar com o marido dela, ela te amava muito.  Isso seria traição.

 

_Não é traição, e ela está morta, eu não posso viver a minha vida em função dela e nem você, e eu e ela estávamos nos divorciando.

 

_Por qual motivo estavam se separando?

 

_Se eu disser aí mesmo que você não quer nada comigo. 

 

_Fala logo de uma vez.

 

_Ela me pegou com outra mulher, e descobriu que aquela não foi a primeira traição _fala e eu não digo uma palavra, mesmo não conseguindo ver eu me levanto e me sento no outro sofá, não consigo dizer nada _Âmbar, aconteceu eu não posso voltar atrás, você não pode me odiar por causa de algo que eu fiz no passado, eu sei que errei feio com a Heloisa, não a um dia sequer que eu não me arrependo, ela não mereceria nada do que eu fazia, ela era uma mulher incrível _falo e o sinto ao meu lado, ele entrelaça as nossas mãos e eu choro

 

_Eu fiquei com você, a Helô deve me odiar.

 

_Não, ela não te odeia, ela teria que odiar a mim, mas ela não me odiou, lembro que as últimas palavras dela foi para que eu fosse feliz e que eu encontrasse alguém que eu verdadeiramente amasse mais que a minha própria vida...e eu amo você.

 

_Mas não acredito, você deve ter dito que a amava, e mesmo assim você a traía...eu te amo, mas não consigo acreditar que você possa mudar, uma vez galinha sempre galinha.

 

_Quem ama confia, se me amasse você confiaria em mim.

 

_Confiar? Desconfiando só se for. Eu só confiava totalmente na Helô...eu não vou gostar de saber que enquanto eu trabalho você anda me traindo com Deus e o mundo.

 

_Eu nunca faria isso com você, uma vez na vida acredita em mim_ fala praticamente implorando mas eu não respondo, sinto sua mão tocando o meu rosto e sinto seus lábios na minha testa e consigo vê-lo em pé _Eu te amo, mesmo que não seja comigo eu desejo que seja feliz.

 

_Simon...

 

_Estou indo embora, irei voltar agora mesmo, eu te deixo em algum hotel, assim não fica no escuro.

 

_Não precisa, eu posso ficar.

 

_Espero nos vermos quando você voltar.

 

_Simon..._eu não quero que ele vá, mas ao mesmo tempo eu quero que ele vá. Não dá pra me entender.

 

_Isso é mesmo um adeus?

 

_Exatamente, é um adeus, até nunca mais Simon. 

 

_Âmbar, a partir do momento que eu sair por aquela porta eu juro que nunca mais irei te importunar, só não esqueça que eu te amo_ em meios ao choro eu me levanto e o beijo, um beijo desesperado. Eu devo ser estupida em dizer que ele deve ir embora.

 

_Não vai, não quero perder mais alguém que amo, não posso perder você, eu te amo, só estou confusa...tá doendo demais, eu descobrir que a minha melhor amiga está morta...e o cara que eu amo era o marido dela.

 

_Eu te entendo perfeitamente, só saber que você me ama eu sinto que temos chance

 

_Eu não sou mais bebê_ resmungo quando ele me pega no colo e se senta no sofá comigo em seu colo

 

_Você está com sono?

 

_Você vai embora?

 

_Não irei a lugar algum sem você, prometo nunca mais ficar longe de você, eu preciso de você mais que qualquer outra coisa, desculpa ter estragado tudo entre nós dois. A Lize precisa ser feliz. Obrigado por ter ajudado. Assim que voltarmos para casa eu irei colocá-la em uma escola para crianças como ela.

 

_Ela vai amar. Sabia que você voltaria atrás com essa decisão.

 

_E posso saber por que tinha tanta certeza?

 

_Eu sou Âmbar Smith e tenho o poder de persuasão, nunca revele o meu segredo, ouviu bem vizinho mal-humorado?

 

_Nunca revelarei o seu segredo, Desmiolada _ele rir assim como eu.

 

 

 

 

                                                        ***

 

 

 

 

Odeio escuro. Não consigo enxergar nada que não seja o escuro, a Âmbar fica deitada no meu colo com a cabeça no meu pescoço, mesmo sem entender o motivo pelo qual ela quis vir para Boston, eu estou feliz por estarmos aqui, acaricio os seus cabelos, ela rir quando escuta a minha barriga roncar

 

_Isso parece um motor de carro _fala se referindo ao ronco da minha barriga _Se quiser podemos ir comer fora, na rua deve ter algum lugar aberto.

 

_Duvido que tenha, deve ter caído algum poste pela rua, até agora não voltou a luz _falo e ela rir quando beijo o canto da sua boca_ Eu pensei que fosse a sua boca_  resmungo mas ela vira um pouco e cola nossas bocas em um beijo calmo _Tenho a namorada mais incrível do mundo _murmuro e ela se afasta

 

_Não estamos namorando _fala e beija a minha boca, eu mesmo resmungando acabo cedendo

 

_Logo, logo irei te fazer mudar de opinião, é apenas uma questão de tempo.

 

_Para de falar prefiro sua boca colada na minha.

 

_Se fosse a minha namorada teria beijos a todo instante _ela resmunga mas continuo _Quer namorar comigo?

 

_Acabamos de nos acertar, não vamos brigar, né? E já disse que vamos falar sobre relacionamento quando voltarmos para casa.

 

_E eu já disse que quando chegarmos em casa você não me escapa _selo nossas bocas em um beijo desesperado

 

_Eu mentir pra você _ouvir isso me deixou tenso, me sento ao seu lado e ela fica em silêncio.

 

_Você mentiu? Sobre o que exatamente?

 

_Os bebês dos porta-retratos _engulo seco e não digo uma palavra. E a minha cabeça começa a martelar.

 

_São seus filhos, não são? Eles se aparecem com você. Eu meio que já suspeitava. Só queria que tivesse me dito a verdade.

 

_Não são meus filhos, juro que não. Nunca tive nenhum filho...não tem nem como, mas isso não vem ao caso agora, mas aqueles bebês são meus...pode se dizer meus...primos.

 

_Primos? Não sabia que tinha primos, onde eles estão?

 

_Mortos! Eles foram criados por uma tia, morávamos na mesma rua, a tia trabalhava onde eu morava. Éramos amigos, e as crianças morreram em um acidente de carro junto com a tia. Eles estão enterrados em um cemitério aqui em Boston. Amanhã seria o aniversário dela...por isso que eu vir para cá.

 

_Eu sinto muito. Quer que eu te acompanhe ao cemitério?

 

_Você quer ir comigo?

 

_Pra qualquer lugar. E a sua família, onde eles estão?

 

_Não vamos estragar a noite falando deles _fala rapidamente e suspira. Estranho a forma que ela disse.

 

_Hm...aquela história que contou sobre ter feito um parto era mentira _falo o óbvio e ela murmura que sim _E se eu pedisse para você ligar para as crianças?

 

_Só não fiz os partos, mas as crianças são reais, eles são meus afilhados, a mãe estudava na mesma faculdade que eu.

 

_Ah...mas você não tem algum parente próximo por aqui? _pergunto e ela fica e silêncio por alguns segundos

 

_Apenas eu e mais ninguém. Será sempre assim.

 

_Agora você tem a mim, e os meus filhos _falo enquanto beijo seu pescoço e a pego no colo e vou tateando as paredes indo em direção ao quarto nossas bocas não se desgrudam enquanto eu a coloco na cama, a ajudo a tirar a minha blusa, fico apenas de cueca, esfrego a minha crescente ereção na sua barriga e ela morde os meus lábios e isso me deixa ainda mais louco.

 

_Não estamos...indo rápido demais? _a sua voz saiu quase como um murmuro

 

_Tirando o fato de todas as nossas ficadas, acredito que estamos indo devagar demais _falo enquanto beijo o seu pescoço, beijo o seu queixo e subindo para sua boca.

 

_Você sente atração por mim?

 

_Quê? Que pergunta mais idiota. É claro que sinto. Eu sempre fui atraído por você.

 

_Atraído pela raiva eu dirá _sua risada vibra no meu pescoço _Eu tenho medo.

 

_Medo de que? _pergunto em meio aos beijos

 

_De que você me odeie...eu não sou perfeita.

 

_Pra mim você é perfeita. Por que está tão tensa?

 

_Eu não gosto do meu corpo.

 

_Você só pode usar droga. Qualquer mulher daria para ter o seu corpo. Ele é perfeito.

 

_É que eu tenho....

 

_Você tem problemas com alimentação? É bulimia que fala?

 

_Não! Eu não sofro de nenhum distúrbio alimentar...juro que não.  É difícil de falar...é que eu...

 

_O que é difícil? Jura que é uma pessoa saudável?

 

_Na medida certa! Não consigo tirar massas da minha alimentação...esse assunto é muito chato...eu não tenho nenhuma doença...um dia eu te conto... mas vamos ao que interessa _rio enquanto ela sobe no meu colo e me beija seguro firme na cintura enquanto a beijo, ajudo a tirar o seu vestido, não consigo ver as coisas com muita clareza _Eu nunca transei eu mentir pra você sobre algumas coisas _ouvir isso me pegou de surpresa. Mas não conseguir evitar o sorriso. Amo tanto a Âmbar que me sinto doido ao imaginar ela com outro cara.

 

_Por essa eu não esperava, você é uma pessoa tão viajada, mente aberta. Mas você não tinha o seu namorado?

 

_Tinha, mas eu era muito nova, eu achava que não estava pronta, eu tinha medo... e eu não gostava do meu corpo assim como eu não gostava dele, só ficamos porque eu não aguentava mais ser a pega ninguém, ele era muito, muito grudento, e surtado na maioria das vezes, eu tinha medo dele, sem contar que eu mal deixava o garoto me beijar, sempre evitava uma desculpa para não vê-lo _rio ao escutar, ela seria capaz de fazer isso_ E de lá até hoje...foi você que quebrou o muro que eu coloquei para me proteger...eu sempre odeie esse tipo de aproximação _a beijo mais uma vez, praguejo baixinhos quando o telefone da sala começa a tocar.

 

_Mas que merda, quem está ligando uma hora dessas? _pergunto e ela não diz nada apenas se afasta.

 

_Deve ser importante, certeza que é a sua mãe, atende e diz que estou viva e ver se explica que eu não estou grávida coisa nenhuma _saio resmungando do quarto e grito de dor ao bater a cara na porta ou foi a parede? Nesse escuro a única coisa que sei foi que bati em algo duro.

 

 

 

 

 

 

 

                                         ***

 

 

 

 

 

 

 

Estou com muito medo. Não que eu esteja com medo do escuro, porque isso eu não tenho, pelo menos hoje não mais, fecho meus olhos para tentar esquecer os pensamentos ruins, mas é impossível, a cada momento do meu dia eu lembro de tudo.

 

 

_O que você quer? _ a minha voz quase não saía ao encarar a figura ruiva que me encara sem dizer uma palavra, apenas mostrando seu sorrisinho diabólico, sinto calafrios sempre que me olham assim.

 

_Me livrar de você seria uma boa _responde e rir debochadamente, sua risada me lembra das bruxas, de um dos desenhos que assistir na casa da Heloisa. Fico em pé e ela me olha de cima embaixo e pelo seu olhar sei que está me desprezando, como sempre, já até me acostumei.

 

_Eu também iria querer ficar livre de você_ respondo e como resposta recebo um tapa na cara, meu olhos ficam marejados, e sua risada aumenta enquanto me dá mais um tapa.

 

_Eu te odeio, assim como todos te odeiam, deveria saber disso, ninguém nunca vai te querer, você é feia e esquisita, ninguém nunca vai te querer, e um dia você tiver um namorado ele será cego e com problemas psiquiatras, nunca se esqueça disso pequena diabinha _fala enquanto segura firme na minha bochecha, causando uma dorzinha.

 

_Não é verdade, a Heloísa não me odeia, ela me ama, eu sei disso, ela é a única pessoa no mundo que sempre vai me amar _respondo baixinho mas sei que ela entendeu muito bem.

 

_Acha que aquela peste te ama? Ama mesmo? Se amasse teria vindo te visitar, ao menos uma ligação ela poderia ter dado. Coloca na sua cabeça que ninguém vai gostar de você, nunca, never, jamais _fala apontando para minha cabeça 

 

_Você não iria deixar a Heloísa me visitar _falo e engulo seco quando cospe na minha cara e me arremessa na cama e sai pisando fundo.

 

Os barulhos dos seus saltos ficaram gravadas na minha memória até hoje, assim como os estalos dos tapas.  Mas sei que o Simon gosta de mim, eu percebo isso, ele sempre sorri ao me ver, ele me faz bem, aquela mulher não tem razão, ela era louca, eu posso sim ser amada. Tento esquecer os pensamentos ruins fico deitada na cama, enquanto espero o Simon voltar, contei mentalmente até cem, umas cinco vezes, quase grito de susto ao sentir o Simon pular em cima da cama.

 

_Quem era no telefone? _pergunto e ele suspira

 

_A minha mãe querendo falar com você para saber se sabia alguma coisa sobre mim, meio que deixei todos preocupados, ela me deu tantos sermões que eu não era doido de desligar_ rio quando ele conta e sela nossos lábios

 

_Antes de sermos interrompidos pelo telefone, quer dizer, que eu sou o único cara que você realmente quis? Sabia que eu sou irresistível.

 

_Não se acha muito por conta disso _rio enquanto nos beijamos. Suas mãos são a primeira parte a me tocar. Uma delas toca a lateral da minha perna, a outra vai para minha nuca, agarrando meu cabelo num movimento firme.

 

_Desmiolada, você é uma tentação_ Com um movimento determinado, Simon inclina meu rosto para cima, dando-lhe livre acesso. Sua boca quente com sabor de menta vem para me tirar da atmosfera, com golpes nada suaves, o beijo é necessitado, faminto, explorador, despertando o que restava dos meus sentidos. A mão abandona o meu cabelo, sem que nossas bocas se afastem. E então sinto minha camiseta sendo deslizada para cima, com uma lentidão tortuosa. Engulo seco. Esquece tudo, apenas aproveita o momento, esse pode ser a sua única chance da sua vida. Possa ser que amanhã ele sinta nojo. Respiro fundo. O contato do tecido contra minha pele é recebido como uma carícia, arrepiando minha barriga, seios, provocando meus mamilos e tornando os mais sensíveis. Quando sua boca me deixa tempo o suficiente para a camiseta passar por minha cabeça aproveito para puxar uma respiração mais profunda. Gemo sem palavras _Seus seios são a perfeição_ tudo o que percebo no som abafado de sua voz é a necessidade crua. Sua boca volta a me tocar, desta vez deslizando para a base do meu pescoço, de vagar, explorando a pele. Arqueio meu peito para frente e deixo a cabeça pender para trás. Simon desce os lábios quentes por meu colo, cheirando, beijando e lambendo-me como se nada fosse o suficiente.

 

_Isso é tão bom...muito bom_ choro baixinho. Quando meus mamilos ficam enrijecidos, sinto como se sua boca nesse pedaço de minha carne pudesse me levar para aquele ponto de êxtase. Fragmentos de uma energia indescritível já se elevam fazendo caminho à superfície. Simon toma cada seio com devoção, lambendo os mamilos, prendendo suavemente entre os dentes, sugando com ambição. Os fragmentos vão ganhando mais e mais seu caminho, rapidamente. Com as mãos nas minhas coxas nuas, ele abre minhas pernas ao limite, espalhando uma para cada lado, posicionando seu corpo entre elas. Seus lábios vão deslizando pela minha barriga, fazendo-me ceder o corpo para trás, como uma afirmação de que eu quero que ele me tome como sua. Quando minhas costas finalmente tocam a superfície gelada de mármore, sua boca encontra minha abertura. Calor e frio se fundem _Deus..._ choro suave, empurrando mais o quadril para o contato. A língua áspera, suavemente desliza pela abertura, de baixo para cima, lenta e provocativamente.

 

_Fodidamente doce_ ele grunhe. Eu me sinto em carne viva. Os fragmentos começam a emergir um a um. Aperto meus dedos nos lençóis. Com facilidade, seu dedo desliza para dentro, explorando minha sensibilidade. Sou envolvida em uma nuvem abrasadora. Meus gemidos e os sons acontecendo se misturam em ecos pelo enorme corpo. E então, no minuto seguinte, uma nova perspectiva me toma. Sinto algo me tocando. Muito mais quente do que seus dedos, muito mais macio do que sua língua. Levanto a cabeça somente para confirmar o que é. Abro os olhos e encontro seu olhar cravado em mim. Desço o olhar por seu peito movimentando intensamente em respirações ofegantes, tão mal quanto eu, absolutamente lindo, e ainda mais úmido. Mordo os lábios novamente. Simon deixa seu pau cair no alto do meu ventre, descansando em meu estômago, exibindo-o para que eu tome ciência.

E lentamente vai deslizando para baixo, usando-o para acariciar minha carne. O atrito contra meu nervo sensível eleva tudo a uma nova dimensão. Sinto, em transe, seu membro brincar com a minha entrada, rondando, deixando o cume vermelho grosso e cheio de veias deslizar um pouquinho para dentro, abrindo espaço somente o suficiente para que eu deseje muito mais disso. Seu polegar volta a acompanhar a tortura friccionando contra meu ponto mais sensível. É demais. Eu não posso suportar. A paixão inegável de seus olhos nos meus, seu dedo arrastando-me para aquele lugar, numa fricção perfeita no ponto mais sensível, o topo grosso e febril brincando superficialmente num entra e sai vagaroso. Tudo isso é demais para mim e eu simplesmente explodo. Tão forte como nunca. Parece não ter fim. Cerro os olhos bem apertados, absorvendo toda a glória.

_Simon, e-u te amo!

Simon arranca seu membro da minha entrada. Escuto o barulho de um vai e vem rápido e em segundos, entro no colapso total, mais umas estocada e ele me preenche com todo seu líquido. Abro os olhos e vejo seu rosto severamente fixado em mim, com emoções que mal posso descrever, enquanto tremores movimentam as veias de seus braços. Sem pensar em nada que eu deseje mais no momento, levanto meu tronco, me sentando novamente, e o abraço, colando meus seios conta seu peito suado _Eu te amo _repito, sem medo. Sorrio ao lembrar que logo cedo eu tinha dito que o amava Simon descansa a cabeça na curva do meu pescoço, respirando pesado.

 

_Não mais que eu, bebê_ é tudo o que ele diz, e me vale como o que eu precisava ouvir. Nua, em seu colo, com os braços enlaçados em seus ombros, as pernas envolvendo seus quadris, Simon me leva para o chuveiro. Mas pelo caminho tropeçamos em várias coisas. Queria matar o Simon por ele não ter deixado o vidro do box aberto, sei que vai nascer um galo enorme na minha cabeça. Gritei ao sentir a água gelada nas minhas costas.

 

 

 

 

 

 

                                                        ***

 

 

           

 

 

Caminhamos em passos curtos e lentos em frente ao cemitério, apesar de ser um lugar triste, aqui é muito bonito, algumas pessoas colocam flores no túmulo, a Âmbar fica em silêncio, caminhamos para dentro e não desgrudo o meu braço ao redor da sua cintura. Ela para de andar e posso perceber o seu nervosismo. Seus olhos ficam marejados por conta das lágrimas ela aperta firme na minha mão e fico sem entender o seu nervosismo. Sigo seu olhar, mas não vejo nada de estranho. Tem muitas pessoas aqui.

 

_Âmbar, o que está acontecendo? _ela derruba as flores no chão e volta o seu olhar para o meu, ela parece desesperada.

 

_Vamos embora daqui, agora _ela sai correndo para fora do cemitério e eu corro atrás gritando por ela, não entendo mais nada, a vejo ao lado do meu carro e chora enquanto eu a abraço _Não me pergunta nada. Só vamos embora. Sabia que não devia ter vindo. Eu sou muito estúpida _fala e entra no carro e eu faço o mesmo, o motorista dá a partida logo em seguida, ela deita a cabeça no meu colo e beijo sua testa, seus soluços são ouvidos, o motorista me olha pelo retrovisor e eu faço sinal de que tudo está tudo bem, mesmo eu não acreditando nisso.

 

_Eu vou respeitar a sua decisão e não irei perguntar nada a respeito...só quero que fique bem.

 

_Podemos voltar pra casa? Estou com saudade das crianças.

 

_Tem certeza que quer ir embora? _pergunto e em meio ao choro ela murmura que sim _Só precisamos pegar as suas coisas e vamos logo em seguida.

 

_Eu juro que quando eu estiver preparada eu te conto tudo que quiser...mas é que eu..._a calo com um beijo ao percebo a sua dor enquanto ela fala, darei o tempo que ela quiser. Todo tempo do mundo, a conheço muito bem para perceber que ela carrega uma mala cheia de sofrimentos.


Notas Finais


O que será que ela viu no cemitério?
Imagina se for uma assombração?


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