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História Vizinhos - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


E cá estou eu por aqui com mais uma fic.
Boa leitura!

Capítulo 1 - A noite que eu queria ter.


Rio de Janeiro, duas e trinta cinco da manhã.


 

— Gente, vocês estão ouvindo isso?... Eu não estou acreditando!  — Deidara mais ria da situação do que falava. O loiro estava muito incrédulo com o que ele ouvia naquele momento.

Seus olhos azuis se encontravam arregalados, chegando a lacrimejar de tanto desatar em riso. Tudo isso no mesmo tempo em que ele encarava a tela de seu celular, na companhia de um Sasori boquiaberto ao seu lado, com seu rosto claro vermelho como um tomate.

Combinando perfeitamente com seus cabelos ruivos que estavam bagunçados.

A dupla se encontrava naquele momento, em uma chamada de vídeo na companhia de Konan, Itachi e Kisame em um grupo de WhatsApp.

Esse que foi criado pelo loiro, a poucos minutos atrás, para conversarem. Mas o assunto acabou se tornando uma ligação bem engraçada para ambos.

— Porra, e tem como não ouvir? — Kisame se pronunciou no outro lado da linha, com Itachi em seu encalço quase subindo em cima de si.

O homem com sua descendência asiática, observava tudo ao lado dos ombros largos do mais alto.

— Gente, eu ‘tô chocada... — Disse Konan, com uma de suas mãos na frente de sua boca, aparecendo na tela de Deidara e Kisame.

Sua camiseta regata rosa neon se destacava, quase ofuscando a vista dos presentes.

— Parece uma máquina isso. Só escuto o barulho dos ploc, ploc que eles estão fazendo.  — O loiro estava com sua pequena taça com vinho barato na mão direita e seu celular dourado na esquerda.

Deidara narrava com os amigos, cada detalhe que se passava na residência ao lado. Esse que estava usando a sua fiel e comprida camiseta preta com estampa de bocas vermelhas nos ombros.

Ele morava em um apartamento de classe média. Dentro de um pequeno conjunto de prédios em um condomínio localizado na zona norte do Rio.

Daqueles que tinham as suas paredes quase coladas umas nas outras sabe. Bem no estilo o vizinho espirra e você escuta literalmente tudo que se passa no outro lado.

Absolutamente tudo mesmo.

Mas o valor do aluguel daquele imóvel, estava barato até demais para ele perder aquela ótima oportunidade. E o fato dele ter ido morar junto de Sasori, ajudava muito nas economias e divisões das despesas no final de cada mês.

Além disso, a sua localização ficava próxima da faculdade que ele cursava. E de quebra, junto de seu emprego também.

O que era tudo de bom, já que isso o ajudava a economizar nas passagens de ônibus. Aproveitando da curta distância, para fazer umas caminhadas na ida e volta para o seu trabalho quando os dias estavam agradáveis e sem chuvas.

Pois ou era isso, ou ele moraria na casa de seu avô até seus trinta anos de idade, mesmo após ele ter concluído seu curso de artes. Seria isso até o de olhos azuis conquistar a sua casa própria.

No entanto, ficar sem a sua privacidade, junto do ótimo brinde que era ter familiares escutando todos os seus atos pecaminosos com seu danna, dentro de seu quarto no auge dos seus vinte e quatro anos, não era uma opção.

Definitivamente não mesmo.

Mas aquilo não era o assunto principal da noite.

Já que a situação que estava ocorrendo no apartamento ao lado, era muito melhor que filme em estreia no cinema.

Nesse exato momento, como um bom futriquento que era, o loiro se encontrava totalmente debruçado no parapeito da janela de seu quarto. A fim de tentar escutar o que se passava no apartamento vizinho.

Nossa como as noites de paz e silêncio faziam falta para ele naqueles momentos.

Mas hoje, o de olhos azuis estava ignorando todas as reclamações sobre a sua vizinhança barulhenta e outras coisas alheias e menos importantes.

Principalmente quando uma certa dupla de moradores do prédio, resolveu fazer um completo show ao vivo como aquele.

Esse em especial, estava sendo engraçado demais para ele. Já que negócio estava fervendo por ali.

O barulho dos fortes tapas, ecoavam pelas paredes. Muito bem acompanhados pelos gemidos absurdamente altos, que vinham de uma voz estridente bem conhecida.

Os estalos do chocar de peles estavam em um ritmo frenético, junto das estocadas brutas na companhia do som que a cama fazia, quando essa se colidia contra a parede.

Sasori e Deidara junto dos amigos, conseguiam ouvir absolutamente tudo.

Os sons eram acompanhados por inúmeros palavrões. Esses que estavam em uma altura absurda. Em um volume que era capaz de chegar a um andar acima, no prédio da frente, onde se localizava a sacada de Kisame.

E o loiro estava boquiaberto com tudo aquilo, encarando os rostos dos amigos pela tela do celular.

Aquela transa poderia ser ouvida do outro lado do condomínio se bobear.

Era para ele estar curtindo sua noite de sexta normalmente. Algo bem suave acompanhado de pipocas, filmes e doces com seu danna. Mas sua situação mudou completamente com toda aquela barulheira que seus vizinhos de porta estavam fazendo.

— Puta que pariu!

Deidara escutou um xingamento, sendo acompanhado de um gemido abafado e arrastado. Logo vendo Kisame no outro lado da tela tampar sua própria boca, a fim de segurar sua risada.

Essa que poderia ser bem escandalosa se ele deixasse sair.

— Fica quieto pelo amor de deus Kisa, eles vão escutar! — Itachi falou baixinho, ele não estava a fim de ser descoberto junto do companheiro ouvindo aquela putaria toda.

— Isso... Ohn... Nossa... Caralho...

— Nossa, esse caralho aí foi firme. — Konan falou prestando atenção em tudo.

— Se foi firme, é por que o negócio está muito bom. — Sasori comentou com a dona dos cabelos azuis.

— Vai Kakuzu, hmm... Ah... Porra! — O homem dentro do apartamento ao lado, parecia querer gritar entre seus gemidos com sua voz que fraquejava hora ou outra.

Na sequência do ato, um alto e forte estalo pode ser escutado pelo grupo. Esse que indicava que um forte tapa foi dado dentro do ambiente.

Seu som ricocheteou entre as paredes do apartamento. E ao que tudo indicava, esse tinha sido um daqueles muito bem dados.

— Você acha mesmo que eles vão ouvir Ita? — Kisame perguntou ao Uchiha com uma certa dificuldade, sentindo sua voz vacilar enquanto ainda tentava segurar seu riso.

— O negócio está bom ali ein. — Deidara falou arqueando sua sobrancelha.

— Nossa gente, que isso... Ele está batendo forte nele! — Itachi estava chocado, esse que se debruçou ainda mais em cima de Kisame. Puxando a sua camisa com estampa de algas marinhas e corais, na tentativa de afastar o maior um pouco para o lado.

O Uchiha estava a fim de tentar escutar melhor o que se passava no apartamento da frente.  — O que que é isso! — Ele disse um pouco mais alto ao escutar mais um alto estalo. — Nossa só tapão gente! Eles estão transando à beça.

O moreno que antes  buscava por mais espaço, agora se acomodava ao lado de Kisame.

Ele escutava tudo atenciosamente enquanto prendia seus longos cabelos escuros em um coque frouxo. Ajeitando em seguida, sua fina camisa azul de algodão junto de sua calça preta de flanela.

Ambos estavam no lado de fora no apartamento, dentro da pequena varanda, com suas luzes apagadas, na residência em que os noivos dividiam. Essa que ficava de frente para o prédio de Deidara, Konan e dos dois barulhentos.

Possuindo uma vista panorâmica de todos que estavam com suas caras para fora de suas janelas no outro lado.

— Porra, só tapa de qualidade ali. — Disse Konan.  — E até parece que você nunca levou alguns tapas na bunda não é Itachi. Não se faça de santo por favor. — Ela completou em um tom de deboche, rindo um pouco da situação.

—Olha aqui... Você me respeita ok. — Itachi se defendeu, usando o mesmo tom que a amiga.

Konan que morava ao lado esquerdo do apartamento da dupla de escandalosos, nem precisava sair de sua sala de estar para “aproveitar” o show.

Já que como a grande sortuda que era, a janela de sua sala literalmente dava ao lado do quarto de Kakuzu e Hidan.

Seu sofá azul estava servindo como uma perfeita e macia cadeira de cinema. Sendo usado perfeitamente para a mesma se acomodar e escutar toda aquela movimentação.

Ela estava de pé sobre o móvel, apoiando-se para alcançar sua janela colocando sua cabeça para fora. Imitando assim, a posição de Deidara.

— Cara, qual é o problema desses dois? — Sasori finalmente falou algo em meio a situação toda. — Esse cara tá com alguma coisa na pica. Eles já estão a quase quarenta minutos nesse ritmo, se bobear até mais!

— Pois é meu filho. —  Konan falava encarando o casal loiro e ruivo pela tela. — O negócio está frené... — Antes da mesma terminar sua frase, ela foi interrompida por uma voz grossa seguida de um gemido rouco e arrastado.

Esse que foi muito bem audível.

— Meu deus... Socorro? — A mulher disse um pouco assustada.

Seu pedido de ajuda soou mais como uma pergunta retórica, pois ela não precisava de resposta alguma.

— Meus amigos, isso aqui está melhor que a Netflix! —  O loiro disse enquanto tomava um gole de seu copo de vinho, encarando o namorado. — Estamos aqui, tomando um bom vinho a apreciando a foda dos colegas ao lado. Uma bela noite eu diria.

Deidara terminou encenando um brinde com sua taça de vinho pela metade em sua mão, olhando para Sasori que estava ao seu lado. Esse que negava com a cabeça no processo.

Ambos continuavam escutando atentamente os barulhos pela janela.

— Vocês estão conseguindo ver alguma coisa daí Kisame? — Sasori perguntou.

— Eu não, tá tudo escuro lá dentro... — O Hoshigaki respondeu.

— Ainda bem né Kisame, deus me livre. Imagina ver a bunda do Kakuzu pelada uma hora dessas, são quase três da manhã. — Itachi falou massageando as têmporas.

O Uchiha tentava afastar a cena que insistia em vir a sua mente. — Ai, cruz credo... que horror.

— Que horror nada. Aquele homem tem uma bela de uma bunda eu diria. — Konan comentou, vendo Deidara concordar disfarçadamente consigo, com seus olhos azuis focados em Sasori que estava concentrado nos sons ao lado de fora.

De repente, um barulho de algo caindo e se espatifando no chão, pode ser escutado pela azulada.

Sendo acompanhado por mais alguns gemidos arrastados e vários pedidos para ir mais forte e mais rápido em sequência.  Fazendo a mulher de cabelos tingidos arregalar seus olhos cor de âmbar e a sua boca ficar em um formato perfeito de um o.

— Ai gente...Sinceramente... Essa era a noite que eu queria ter. — Itachi se pronunciou baixo, recebendo uma leve encara de um Kisame surpreso. E um tanto interessado pela provável indireta.

Os fortes sons das brutas estocadas que Kakuzu seguia dando em Hidan chegavam a ecoar pelo ambiente a fora, por tamanha força que o outro aplicava no processo.

— Caramba, só socadão firme. Esse cara ‘tá usando um chicote ou o quê? — O ruivo cochichou se virando para Deidara. Mas o grupo todo ouviu muito bem o que o amigo disse.

Sendo agora, a vez de Itachi segurar sua risada que teimava em sair.

E Konan teve que sair da janela e deitar em seu sofá, escondendo seu rosto entre suas almofadas coloridas para poder rir também.

— Eu juro para vocês que quando escutei os barulhos, eu pensei que fosse algo do tipo. — A mulher falava com uma certa dificuldade na voz. — Parecia até barulho de tiro pelo estalo que está dando, cheguei a levar um susto aqui dentro de casa. — Konan concluiu sua fala, se dirigindo a Sasori o encarando pelo celular.

— Parece filme de guerra isso daí. — Deidara cochichou encarando todos os outros pelo aparelho em sua mão.

— Nesse ritmo ele vai acabar entortando as costas do coitado do Hidan. —  O Hoshigaki comentou sério. Usando agora seu tom usual de preocupação.

— E você acha mesmo que ele não gosta meu amor? — Itachi ironizou com seus braços cruzados na altura do peito, revirando seus olhos escuros respondendo o companheiro.

— É aquele ditado, enquanto uns bebem vinho, outros bebem do bom leite. — Deidara falou colocando seu copo na frente da câmera.

Aparentemente o loiro já estava ficando levemente alterado pela bebida.

—Aí, eu queria muito estar fazendo o mesmo que eles. Quanta decepção...

Juntamente a essa frase, Konan encenava uma falsa cara de choro em frente a câmera de seu celular, enquanto continuava a ouvir os sons da foda barulhenta do outro casal.

A dupla estava naquele ritmo desde uma hora da manhã. Provavelmente aquele seria o segundo round deles.

Ou quem sabe, poderia ser até o início de um terceiro.

A moça que antes estava sentada em sua sala assistindo alguns filmes e pensando em colocar as suas séries em dia, agora se sentia dentro do quarto daqueles dois pelo barulho alto dos gemidos constantes.

— Aí, eu sinto a sua dor amiga. — Deidara se pronunciou. — Está dando até tristeza ouvir tudo isso, faz tempo que eu não faço nada.

Quando o loiro terminou de falar, Sasori se virou rapidamente para encarar o namorado.

— Como é que é!

O ruivo se sentia ofendido naquele momento pela fala do seu companheiro o encarando nos olhos, enquanto o loiro soltava uma risada abafada entre os goles de sua bebida.

— Você não tem vergonha na cara de falar uma coisa dessas não loiro? — Konan falou enquanto saía de sua janela.

 A moça estava abismada com a fala do outro.

— Quem não tá dando sou eu! — Ela exclamou.  — Eu estou aqui a quase três semanas sem ver a cara do Yahiko. E você aí que mora com o seu namorado, vê a cara feia dele todo o dia e ainda tem a cara de pau de falar uma mentira desse nível. Vai pensando mesmo que eu não escuto essas poucas vergonhas suas não. —  A azulada concluiu seu leve sermão no amigo.

— Nossa amiga, que isso? Mais respeito comigo por favor? Eu sou evangélico tá! Não faço essas coisas feias que você está insinuando. —  Deidara tentava se defender, sentindo-se falsamente ofendido com a fala da azulada.

— Ai meu deus. —  Itachi deu uma bela gargalhada. — Evangélico você?  O evangélico do grupo está dando horrores aí do lado e você tem a coragem de mandar uma dessas.

O Uchiha só faltava engasgar com sua risada. Desconsiderando assim, todo o silêncio que ele mesmo pedia para o Hoshigaki fazer a minutos atrás.

Sua barriga agora chegava a doer e o mesmo teve que entrar para sua sala a fim de poder se soltar sem fazer um escândalo no lado de fora.

— Olha Konan, sobre o seu caso aí... É só você mandar uma mensagem para o Pain que ele aparece aí rapidinho. Dou cinco minutos para a ele aparecer na sua porta, igual a um cachorrinho caçando a sua dona. — Sasori falou olhando para a azulada pela tela do celular de Deidara.

— Realmente amiga. — Deidara concordava com a fala de seu namorado.

Passando-se alguns minutos de conversa fiada, Itachi já havia retornado ao ambiente só escutando todo o assunto alheio.  Rapidamente ele estranhou algo, sentindo falta de uma certa trilha sonora no fundo.

Imediatamente, ele encarou seu noivo com uma sobrancelha arqueada, em um claro sinal de dúvida.

Esse que aparentemente entendeu tudo sem o outro precisar dizer nada.

— Ou... Gente, aqui ó... Escuta! — Kisame tomou o foco da conversa fazendo todos os outros ficarem quietos.

— Oi colega. — Disse Deidara.

— Ué, escutar o quê? — Sasori falou — Espera... O barulho acabou.

— Nossa... Caramba, é mesmo... Espera aí, deixa eu ver. — Deidara se pronunciou surpreso, colocando sua cabeça novamente para fora da janela e virando seu corpo na direção do apartamento de Kakuzu e Hidan. Tomando um belo susto logo em seguida.

— Puta que pariu! — O loiro exclamou baixo se tremendo todo e voltando seu corpo com tudo para dentro de seu quarto, quase derrubando o ruivo no processo.

— Merda Deidara!

— Shiu danna!

Kisame que estava ouvindo tudo, não entendeu nada quando viu seu braço ser puxado com tudo, sentindo seu corpo ser empurrado rapidamente para dentro do apartamento com toda a força.

Ele que suou frio, pois quase derrubou o celular do noivo que estava em suas mãos.

Seria uma queda feia de nove andares.

— Nossa será que ele viu? — Konan que agora estava dentro de sua cozinha, perguntou para qualquer um que estivesse a escutando. Pois a mesma saiu correndo de seu sofá para não ser pega.

— Aí não sei não, só saí correndo puxando o Kisa para dentro e quase fiquei sem o meu celular. — Itachi a respondeu com sua voz cansada.

— O que rolou? Eu não vi nada. — Kisame perguntou.

— Credo, depois dessa eu vou até dormir. — Sasori falava fanho enquanto massageava seu nariz agora vermelho, esse que foi acertado por um Deidara assustado quando se escondia.

— Desculpa meu bem. — O loiro falou fazendo um biquinho de dó, dando um beijo suave no local atingido do namorado. — Vou lá pegar um gelo para você.

Deidara falou saindo do quarto que dividiam, levando o celular consigo. — E aproveitar para encher o meu copo de novo. — Comentou mostrando o objeto para a câmera. — Olha Konan, está vazio já.

— Você deve estar muito doido de vinho isso sim. — A mulher do grupo o respondeu.

— Deve mesmo. Só assim para ele ter tido vergonha na cara o suficiente para ter criado um grupo no whatsapp e ligar para todo mundo poder escutar a foda dos outros!

Sasori falou um pouco alto de dentro do quarto, pouco se importando se os vizinhos escutaram.

— Olha, eu não levar gelo nenhum para você senhor Sasori. — Deidara provocou o chamando pelo nome. — E vou acertar seu nariz de novo.

— Vish, dr de casal ao vivo é? — Depois dessa eu vou ir dormir, boa noite para vocês.

Kisame se despedia com Itachi agora deitado no sofá escuro de sua sala. Essa que tinha uma decoração simples e moderna. Era algo bem leve.

O Uchiha acenava para todo o grupo. Se despedindo com o controle de sua televisão nas mãos, antes de Kisame encerrar a chamada e a imagem deles sumir da dela de Deidara e Konan.

— Bom, eu vou ir também. Boa noite para vocês dois aí. Já que o silêncio reina, eu vou terminar as minhas séries. Ou ligar para o Pain. — Konan se despediu dando uma risadinha. Recebendo uma piscadela, um beijo e um tchau Deidara que desligou ao mesmo tempo que ela, enquanto o mesmo retornava ao quarto com um cubo de gelo em mãos.

 

 

***

 

 

— Ei Kaku, volta 'pra cama. Vem deitar comigo vem. Quero dormir com você. — Hidan falava pausadamente com sua voz sonolenta, sentindo todo seu corpo leve.

Seus cabelos estavam bagunçados e ele coçava seus olhos com as costas de sua mão. Bocejando em seguida e se remexendo entre os lençóis estampados, chamando o maior com sua outra mão livre.

— Já vou.

Para Kakuzu, a visão que ele tinha de Hidan naquele momento estava sendo completamente fofa. Dando a ele, uma vista maravilhosa.

Muito diferente do que se passava a minutos atrás, com seu namorado completamente depravado e sem filtros na cama.

O homem estava se sentindo revigorado. Kakuzu se encontrava na sua sacada, observando a paisagem da madrugada enquanto terminava de tragar seu cigarro convencional. Ele aproveitava da brisa suave da noite para complementar a ótima sensação que sentia naquele momento.

— Humm... aqui. — Ele notou Hidan o chamar.

Kakuzu viu que o outro ergueu seu tronco do colchão, se sentando com uma certa dificuldade.

E Hidan sentia ele o encarava descaradamente com um sorriso ladino, observando cada movimento que ele fazia.

Seu pescoço e tórax possuíam algumas leves marcas arroxeadas, mordidas e arranhões por toda a sua pele clara. Tudo que o maior deixou em si. Nada muito fora do normal.

— Será que alguém ouviu? — O jovem de vinte e cinco anos perguntou. Vendo o outro no lado de fora, em meio a penumbra, dar uma leve risada nasalada.

Kakuzu não precisava pensar muito para responder aquela simples pergunta.

Quando ele apareceu acendendo seu tabaco e se escorando no ferro da barra de segurança da sacada ajeitando sua calça de moletom no percurso, sendo ela a única peça de roupa que ele usava. O mesmo arqueou sua sobrancelha castanha e semicerrou seus olhos verdes ao avistar Itachi e Kisame irem para dentro como se estivessem fugindo de algum monstro ou algo assim.

O Uchiha estava só de pijama aparentemente. E quase tropeçou em seus próprios pés ao correr para dentro arrastando Kisame.

Além disso, ele também notou uma cabeleira loira brilhante, muito bem conhecida, correr para dentro da janela ao seu lado direito. Acompanhada de um xingamento abafado quando ele apoiou seu corpo e se virou para olhar a movimentação da rua, com seu cigarro entre os dedos.

 Não demorou muito para Kakuzu constatar o óbvio. Revirando seus olhos negando com a cabeça e dando um leve riso pelo ocorrido. Já que as cenas foram um pouco engraçadas ao seu ver.

— Não Hidan, ninguém ouviu. — Ele finalmente respondeu o outro de maneira calma e direta, com sua voz grave em um tom suave.

O homem respirou profundamente dando sua última tragada e apagando o seu cigarro. O jogando logo depois dentro do vaso de plantas no chão ao seu lado. E em seguida voltando para dentro.

Enquanto ele caminhava pelo seu quarto. Ele notou um pequeno sorriso sereno que Hidan deu ao vê-lo finalmente entrar.

— Finalmente Kaku...

Kakuzu achou aquela cena absurdamente linda. Principalmente quando ele o chamava assim.

Se jogando sobre cama e ajeitando seus travesseiros, ele abraçou o corpo do menor. O aninhando sobre seu peito para finalmente irem dormir.  Observando Hidan fechar vagarosamente seus olhos lilases. Por fim, se entregando ao sono.

Ele realmente só estava o esperando voltar para a cama, para finalmente poder dormir junto de si. Como ele sempre gostava de fazer.

E Kakuzu aproveitava mais uma vez do clima agradável que se encontrava no ambiente, se entregou ao sono junto de seu amor.

Pois já que a sua noite foi muito agitada e proveitosa.

Agora ele precisava de um devido descanso.

 


Notas Finais


Nada como uns bons vinhos, muitas fofocas e cigarettes after sex kkkk.
Espero que tenham gostado.
Até a próxima!


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