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História Vizinhos (Amourshipping) - Capítulo 1


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Notas do Autor


ps: a autora pede desculpas pelos erros ortográficos ;)

boa leitura💕

Capítulo 1 - Chegada em Kalos


A loura revirou os olhos azuis pela quinquagésima vez naquele dia nublado, cansada de ouvir os sermões intermináveis de seu irmão mais velho. O mesmo dirigia o Jeep Renegate verde musgo a uma alta velocidade, freando com força e fazendo curvas bruscas.

Tava na cara que estava bravo.

Outros, que não o conheciam, até ousariam dizer que estava puto. A loura fez uma cara cansada se aconchegando no banco do passageiro e encostou a testa no vidro fingindo dormir.

— Se você estiver dormindo juro por Deus que arranco seu coração! — o moreno esbravejou acendendo outro cigarro, devia ser o décimo ou décimo terceiro segundo os cálculos dela.

— Que coração querido? Mais fácil arrancar o apêndice, ele é inútil que nem você — acabou não segurando a língua e outro sermão começara. A menor bateu ambas as mãos no rosto segurando um urro de raiva, olhou uma veia saltar da testa do moreno pela frestinha entre os dedos sorrindo debochada.

Os segundos vindos do caminho se seguiram assim: a menor tentando segurar sua raiva e aumentar a paciência e o maior gritando sermões dirigindo violentamente enquanto fumava. Só que, como esperado, sua paciência acabou por completo.

Em movimentos rápidos ela arrancou o cigarro da mão do moreno quase o apagando sob a virilidade do mesmo senão tivesse endireitado a tempo e com a outra mão agarrou o volante virando-o bruscamente em sua direção. Por sorte seu irmão recuperou o controle voltando a seguir a estrada praticamente vazia e segurou ambas as mãos da irmã, impulsionando-a a ficar colada no banco.

Sabia que ela era forte. E que podia facilmente sair de seu aperto. Mas sua respiração curta e acelerada indicava tudo: aquela ação exigiu muito de seu pulmão.

Calmamente ele a soltou abrindo o porta-luvas encontrando a bombinha, depositou-a em seu colo olhando de soslaio. A menor deu longas tragadas antes de olhar séria para o maior, ainda um pouco ofegante.

— Sem mais cigarros, eles fedem — seu tom era frio como o vento que balançou os fios de um louro mel após o vidro ser aberto pela mesma.

— Sem mais cigarros, desculpe — voltou-se para a estrada sem notar a discussão prestes a começar.

— Enfie estas suas desculpas na bunda! Só está fazendo nada mais, nada menos que sua obrigação!

— Oi?! Me lembro muito bem que você nunca reclamou sobre o fedor do cigarro até machucar o pulmão!

Bomba! A clássica discussão entre os irmãos acaba de começar.

— Nem vem! Sempre reclamei sobre o fato de você fumar! Fumante besta!

— Ah é?! Pois saiba que eu nunca ouvi essas reclamações! Loira burra!

— Faça-me o favor, virgem aos 20! Toda vez que você e seus colegas de trabalho iam lá pra casa eu quase vomitava com tamanho fedor!

— Você quase vomitava, cobra amazônica?! E como acha que a gente ficava quando escutava seus gemidos em mais uma sessão de masturbação intensa?!

— Fiz vocês experimentarem do próprio veneno! Justiça, meu caro irmãozinho — outro sorriso debochado apareceu, ela adorava fazê-los.

— Você não entende nada de justiça, barbiezinha.

Pronto, agora a verdadeira discussão começou. Pelo restante do caminho ambos gritavam a plenos pulmões sem parar, exceto pela loura que dava longas tragadas na bombinha na vez do moreno.

Ela estava brava mas ao mesmo tempo feliz. Podia gritar sem desmaiar por falta de ar e dor intensa no pulmão.

Estava melhorando.

                         Ɣ•••Ɣ

Depois de cinco horas infernais de viagem eles chegaram à Kalos.

Uma pequena cidadezinha cercada por florestas coníferas tingidas de laranja pelo fato de estarem no outono, muitos prédios comerciais de estrutura antiga, algumas pracinhas para pets, um hospital, uma escola e faculdade em lados opostos, vários restaurantes italianos na maior parte e ruas relativamente tranquilas. Resumindo: era uma cidadezinha pacata, fim de mundo e cheia de putas.

Era surpreendente a quantidade de meninas que usavam minissaia sem meia calça naquele frio. Se não eram putas estavam obviamente doentes ou o frio não as incomodava mais!

A loura já estava com frio só de usar a meia-calça preta, jeans grosso, blusa térmica preta com mangas até os cotovelos, suéter de lã azul-marinho e botas forradas com pelos dentro. Até mesmo o moreno optou por usar blusa térmica, suéter bege, sobretudo preto, dois jeans segurados por um cinto e uma bota forrada com pelos dentro. Talvez aqui o frio outonal não fosse tão rigoroso como na capital.

— Vem cá, a gente tá em "Kalos fim de mundo" ou "Kalos cidade das putas"? — fez uma careta olhando um bando de jovens sentadas numa mesinha rindo alto enquanto falavam entre si. Essas até ousaram usar top!

— Estamos em "Kalos, cidade que fica longe pra burro da capital e da sede do meu trabalho" — devolveu cético.

— Ex-trabalho, idiota — pararam no sinal vermelho.

— Sua ação teve uma reação. Leis de Newton, deveria saber.

— Cale a boca se ainda quiser perder a virgindade antes do fim do mundo.

O olhar azul da garota era ameaçador, o moreno levantou as mãos em sinal de paz olhando ao redor.

— O que acha de comermos nessa pizzaria? Parece ser boa — apontou para o outro lado da rua. O caminhão de mudança só chegaria no dia seguinte portanto só trouxeram o necessário dentro do Jeep, roupas, livros, produtos de higiene, travesseiros e etc.

— Sei lá, pensei num restaurante japonês perto da entrada. Podemos comer nos dois, o que acha?

O maior riu. Sua irmã tinha uma fome avalassadora, comia por um exército inteiro e não engordar nem meio quilo, comida melhorava seu humor em questão de segundos. Sempre usava essa técnica para vencer ou pará-la em determinada situação.

— Decidiremos depois. Talvez nossos vizinhos tenham ótimas recomendações — falou fazendo a curva depois do sinal abrir.

— Hm duvido. Você paga o sushi e eu a pizza, está decidido.

O moreno riu, o lado ruim de usar a técnica da comida era a quantidade de dinheiro gastada. Uma vez a loura comeu dois bolos, sete barras de chocolate, três churros e cinco baldes de frango do KFC, deixando ele absolutamente liso na carteira pelo resto do mês.

O maior parou o carro se inclinando no volante depois de realizar mais algumas curvas e parar para pedir informação.

— Chegamos — anunciou saindo do veículo. A loura se encolheu diante do frio mirando o prédio cinza à sua frente.

Era de um estilo parecido com os doramas japoneses, em formato de U com dois andares; sendo o térreo estacionamento, escadas nas laterais, duas portas em cada lado e varandas conectadas com à dos vizinhos; somente separadas por um pequeno muro na altura do quadril.

A menor torceu o nariz. Era horrível! Necessitava de reformas urgentes.

— Será que a legalmente loira poderia vir me ajudar? Ou será que sua burrice a atrapalha? — o porta-malas estava aberto com seu irmão ao lado dele de braços cruzados.

— Esqueceu que ainda estou me recuperando de uma cirurgia, fumante virgem? Não posso fazer esforço físico pelos próximos meses. Se vira — a irmã esticou as pernas reencostando no Jeep e sorrindo debochada, o irmão apenas respirou fundo tirando outro cigarro do bolso e acendendo-o. Fumou até a parte amarela antes de jogá-lo no chão para apagar.

— Pelo menos leve sua mochila e os travesseiros, estes estão leves em comparação ao resto — ela concordou e foi pegar os itens.

— Qual apartamento?

— Cinco, segundo andar, lado esquerdo. O proprietário já deixou destrancado para facilitar o trabalho, a chave vai estar na bancada da cozinha.

A loura subiu as escadas dando um jeito de pegar a maçaneta segurando os travesseiros, adentrando o local percebeu ser bem espaçoso para somente duas pessoas.

Cozinha e sala eram separadas por uma bancada de mármore branco, longo corredor com três quartos; dois normais e uma suíte e dois banheiros; um deles localizado na suíte e o outro no corredor. Teriam que ir semanalmente à lavanderia para lavar as roupas, seu irmão deve ter falado que moradores do prédio recebem desconto algo assim.

Como dito, a chave estava em cima do balcão com um bilhete embaixo:

   'Espero que a mudança tenha corrido bem!

    Se precisarem de qualquer coisa batam na porta do apartamento um, primeiro andar, lado direito.

    Atenciosamente, João.'

Esse tal de João deve ser o proprietário, ela chutou que aparentaria ser um homem de meia idade super bondoso, tiraria sua dúvida depois.

Depositou sua mochila cinza no quarto ligado à varanda e os travesseiros no outro quarto. Saiu do apartamento deixando a porta aberta, parou em um dos degraus meio ofegante e retirou a bombinha do bolso de seu suéter.

— Está tudo bem? — uma mulher na faixa dos trinta se aproximou da garota preocupada, trajava um scrub azul típico de enfermeiras, tinha cabelos cobre presos num rabo baixo com a franja dividida ao meio e olhos castanhos claro.

— Sim. Só um pouco de falta de ar, não se preocupe — a loira odiava isso, quando as pessoas sentiam pena dela, por isso respondeu calma e decidida. Para mostrar que a pena deles era inútil.

— Vejo que já conheceu uma moradora, isso é bom! — seu irmão apareceu carregando uma mochila preta nas costas e uma caixa na mão.

— Ah, vejo que são novos por aqui. Muito prazer, me chamo Délia Ketchum.

— Igualmente, senhorita Ketchum — o moreno depositou a caixa aos seus pés e estendeu a mão para a mulher — Me chamo Calem Grace, e essa é minha irmã, Serena Grace. Acabamos de nos mudar para Kalos — apertaram as mãos em um breve cumprimento.

— Mas vocês só trouxeram pouca coisa? Não pretendem ficar muito?

— Na verdade o caminhão chega amanhã, trouxemos o necessário para uma noite e outros utensílios que couberam no carro. — Calem se abaixou pegando a caixa desviando delas — Senhorita Ketchum, por acaso conhece algum restaurante bom para indicar?

Serena encarou o irmão "avatar" em comparação à Délia, haviam combinado sushi e pizza.

— Me chame só de Délia, por favor. Por que não jantam em minha casa hoje? Eu e meus filhos vamos dar boas vindas aos novos moradores com um excelente jantar!

— Sério? Seria muita gentileza sua, obrigada. Qual apartamento a senhora mora? — Serena ficava surpresa com a mudança de humor de seu irmão perto de alguma moça. Ia de um cínico sério para um verdadeiro cavalheiro em segundos.

— Moro aqui no apartamento seis, ao lado de vocês. E se me permitir, gostaria de fazer um exame rápido em sua irmã.

Calem mantinha o sorriso no rosto para esconder a preocupação e quando foi responder à mulher, Serena lhe cortou fria e grossa.

— Não é necessário. Estou bem, em processo de recuperação após uma cirurgia pulmonar. — o olhar da garota era distante, Délia teve calafrios e Calem retorceu a boca.

Serena desceu o restante da escada indo em direção ao carro pegando as coisas leves, o garoto se desculpou com a Ketchum e rapidamente voltou para ajudar a irmã, dando uma leve bronca. Logo em seguida forçou-a a se deitar no colchão em seu quarto e descansar.

Pegou a máscara respiratória na mochila para a mesma e a observou até pegar no sono. Teriam um belo jantar de boas vindas naquela noite.

                           Ɣ•••Ɣ

 — Anda, Serena. Acorda temos um jantar para ir.

 — Hmmm só mais 5 minutinhos...

 — São 19:52h, estamos atrasados estrobe louro. Levanta de uma vez!

 Antes que a garota pudesse se aninhar nas cobertas seu irmão a jogou de cara no chão frio de madeira.

 — Vai se foder, descarte malfeito do Kurt Cobain! — a máscara de oxigênio torta, os cabelos desgrenhados, olhos sonolentos e suéter amassado não lhe davam o devido ar de superioridade que queria.

Calem se contentou em rir alto e sair do quarto dando um último aviso para ela ser rápida. Serena bufou se livrando da máscara e buscando alguma roupa qualquer nas caixas que seu irmão trouxe, encontrou uma camiseta vermelha do Homem de Ferro, jaqueta jeans clara, jeans claro rasgado nos joelhos mostrando a meia calça preta e seu inseparável All Star vermelho.

Ajeitou os cabelos loiros mel com os dedos, jogou uma água no rosto e passou uma amostrinha de perfume ganhado no supermercado. Chegou na sala encontrando Calem com seu usual cigarro mexendo no celular.

— Vai cheirar podre no jantar de boas vindas? — o tom agressivo da menor fez o maior calmamente apagar o cigarro no cinzeiro e borrifar uma grande quantidade de colônia masculina no pescoço e pulsos.

— Vai ser agressiva no jantar de boas vindas? — rebateu deixando-a irritada — Tomara que os filhos da Ketchum não sejam crianças.

Serena concordou com a cabeça, um ponto em comum: ambos odiavam crianças.

Foram ao apartamento ao lado e bateram na porta, foi possível ouvir barulhos de pratos e uma mulher gritando.

— Oi, que bom que vieram! Entrem! — Délia lhes deu passagem trajando um vestido rodado florido e sandálias, mantendo os fios cobre presos num rabo baixo.

— Boa noite, Senhora Ketchum. Desculpe o atraso, tinha gente namorando intensamente o colchão! — Calem apontou com a cabeça para a irmã admirando o local.

Tinha uma decoração leve e suave; mas moderna, distribuíram bem os móveis sob olhar profissional. Diria que tinham bom gosto.

— Espero que gostem de macarronada com queijo! É a especialidade da casa! — a mulher se virou pegando uma travessa do forno — Os meninos estão se arrumando, logo eles vêm. Podem ficar à vontade!

— Obrigada, Senhora Ketchum.

Ambos se sentaram lado a lado na mesa branca, Serena deu um pulo da cadeira quando sentiu um bicho peludo se esfregar em suas pernas. Abaixou-se vendo um gato amarelo com dois círculos vermelhos na bochecha, uma cauda em formato de raio e listras marrons nas costas.

Pegou o felino nos braços acariciando sua cabecinha, o maior estava entretido numa conversa com a mulher então acabou ignorando o felino amarelo.

— Mãe! Você viu o Pi- — um garoto alto de pele morena, cabelos pretos bagunçados, olhos chocolate com cicatrizes de raio em ambas as bochechas apareceu. Honestamente, nem pareciam cicatrizes, tava mais pra uma marca de nascença mesmo. Um belo sorriso cortou sua cara quando viu o que procurava nos braços de uma certa loira de olhos azuis com algumas sardas no rosto — Achei você seu fujão!

O felino amarelo pulou dos braços da garota para os do garoto, ronronando enquanto esfregava o focinho na cara do dono.

— Ash! Cuide direito do Pikachu, pelamor! Ah, se apresente. Estes são Calem e Serena Grace, nossos novos vizinhos! — Délia reclamou colocando a travessa na mesa.

— Sim, desculpa mãe! Olá, eu sou Satoshi Ketchum, mas podem me chamar de Ash e esse é o meu parceiro Pikachu! — falou colocando o gato chamado Pikachu no chão e estendendo a mão.

— Vá lavar as mãos mocinho! — ele rapidamente recolheu a mão estendida sorrindo amarelo.

— Prazer Ash, sou Calem e essa é minha irmã mais nova, Serena. — o maior riu antes de responder o garoto, a loura apenas fez um sinal positivo com a cabeça.

Serena sentiu o olhar do garoto demorar sob ela antes de dar meia volta e ir lavar as mãos. Ela aproveitou e acariciou a cabeça de Pikachu, tinha certo amor por felinos.

— Devem ser os novos vizinhos. Sou Red Ketchum, muito prazer! — a loura levantou o olhar se deparando com um garoto alto de cara fechada, cabelos castanhos claros arrepiados, olhos meio esverdeados e pele levemente queimada.

— Muito prazer, Red! Sou Calem e esta é Serena, minha irmã — o maior estava ajudando a Ketchum a abrir uma taça de vinho seco, a menor cumprimentou Red com um aceno de cabeça ainda fazendo carinho em Pikachu que ronronava feliz contra a mão da garota.

O garoto das orbes esverdeadas sentou-se na cadeira ao lado de Calem, na ponta direita. Outro garoto, de cabelos castanhos claros lisos, olhos verdes, estrutura mediana, pele levemente queimada também e um sorriso malicioso no rosto apareceu após o "bop!" da abertura da garrafa.

— Uou! Não sabia que iríamos ter bebida hoje! — ele sentou-se na frente de Serena cruzando as pernas e dando um longo gole do líquido depositado em sua taça, Délia deu um tapa na nuca do garoto quase fazendo-o derrubar o vinho em sua camiseta polo branca e jeans.

— Se apresente! — a Ketchum entregou uma taça à Serena e Calem.

— Certo, certo. Muito prazer, sou Gary Ketchum, mas pode me chamar de amor da sua vida! — Red respirou fundo e Délia olhou torto para Gary, Calem segurou o riso ao ver a careta de Serena depois de dar uma bitadinha no vinho ignorando completamente o garoto à sua frente.

— Prontinho mãe, mãos devidamente lavadas! — Ash sentou-se na ponta esquerda ao lado de Serena e Gary, a mesma notou que ele havia trocado a camiseta vermelha por uma azul com listras brancas e manteve o jeans preto rasgado nos joelhos.

— Nossa, mas que demora! Foi bater umazinha é? — Gary comentou brincalhão levando um tapa duplo desta vez: da mãe e do irmão Red, que usava um jeans e uma blusa do Black Sabbath. Ash revirou os olhos, com certeza estava acostumado.

— Não é isso Gary, sem querer molhei a outra camisa e tive que ir trocar! Desculpem pelo comportamento do meu irmãozinho. — Calem falou que tudo bem enquanto Serena apenas dava ombros se perguntando como o irmão poderia gostar daquele líquido roxo azedo.

— Pois bem, vamos parar de enrolar e comer esta macarronada antes que esfrie! — Red foi um cavalheiro, serviu primeiro à Serena. Ela agradeceu com um aceno de cabeça e começou a comer, teve que se segurar para não soltar um gemido satisfatório, aquela macarronada com queijo era o céu na Terra.

— Você não é muito faladeira né? — Ash perguntou após engolir uma garfada da macarronada.

— É só pegar intimidade que ela não cala a boca — Serena despertou da degustação aprimorada com a joelhada de Calem em seu joelho, ela não gostou daquilo e pisou, vulgo esmagou, o pé do mais velho. O mesmo teve um espasmo de dor quase derrubando o vinho sob si.

Disfarçou fingindo um pequeno engasgo olhando de relance para a loira aproveitando a comida.

— O que os fez se mudarem para Kalos? Sem querer ser invasivo, claro — Red perguntou.

— Descobriram um tumor no meu pulmão mês passado, não havia tempo para discussão, tive que fazer uma cirurgia de emergência. O médico falou que o ar da capital me mataria aos poucos, então fomos obrigados a mudar para uma área mais perto da natureza — Serena falou no lugar de Calem, sabia que ele não sabia mentir fora do trabalho. Pediria um bolo de churros como recompensa.

— Ah, por isso estava respirando pesado hoje na escada. Bem, se sentir alguma coisa pode me chamar, sou a melhor médica da cidade! — Délia falou sorrindo convicta.

— Pode deixar, chamaremos sim! — Calem deu uma pequena risada antes de responder.

Serena se remexeu desconfortável na cadeira, Gary e Ash não paravam de encará-la, bem, pelo menos Ash disfarçava ou encarava outra coisa por um tempo. Já Gary não escondia o olhar cheio de segundas intenções pra cima da loira, pediu desculpas ao irmão mentalmente e encarou Gary.

Não uma encarada pedindo pra parar, mas sim uma encarada dizendo: continue e conhecerá o inferno com passagem VIP, um olhar obscuro de forma resumida. Pode ver o garoto estremecer de medo tentando continuar a encarada e falhando logo em seguida, Serena mordeu o lábio inferior segurando um sorriso de vitória assustador.

A conversa continuava animada na mesa, arrancando algumas boas risadas de Calem já meio alterado por causa do vinho horrível. Serena hora ou outra dizia alguma coisa, atiçando a curiosidade de um certo garoto com orbes achocolatadas.

Quando o cansaço atingiu a loira, ela deu um belo bocejo e dois tapinhas na coxa do irmão.

— O jantar foi ótimo, senhora Ketchum! Adoramos conhecer seus filhos e provar sua deliciosa macarronada — Calem bajulou a mulher e Serena revirou os olhos.

— Ah, o prazer foi meu! Venham sempre que quiserem, a porta estará sempre aberta! — eles agradeceram e estavam quase saindo quando o maior tentou persuadir a mulher para ajudar os filhos dela com a louça, Serena beliscou um ponto sensível de seu irmão fazendo-o soltar um gemido de dor.

Os irmãos Ketchum deram tchau e Gary ainda mandou uma piscadela para a garota que ignorou completamente, Ash segurou o riso ao ver a cena, Red observou os dois irmãos carinhoso sentindo que algo estava prestes a acontecer.

Ao entrarem no apartamento, em seus devidos quartos, a loura nem se deu o trabalho de tirar a roupa apenas ligou a máscara respiratória, tomou seus remédios e dormiu esparramada no colchão sonhando com hospital, dinheiro e sangue.


Notas Finais


eaí? curtiram ou detestaram?

tô amando fazer a Serena assim cara☺


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