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História Vkook - My Relief - Capítulo 12


Escrita por: e XxPark


Notas do Autor


Boa leitura ☀️

Capítulo 12 - Chapter Twelve


Eu andava todo mole em direção ao meu armário enquanto os outros estudantes passavam ao meu redor, eu estava morrendo de sono e não estava com a mínima vontade de estudar ou de copiar textos gigantes, só queria deitar na minha cama aconchegante enquanto assistia alguma série, embrulhado no cobertor e comendo algum tipo de doce, tem coisa melhor que isso? Infelizmente essa era uma sensação que eu não teria assim que chegasse em casa, ainda tinha os afazeres domésticos e eles levam um certo tempo para serem feitos, é difícil conseguir descansar na minha própria casa.


Me direciono ao meu armário para pegar alguns materiais que seriam utilizados na aula de química que eu não havia levado embora, não gosto de carregar peso à toa, sem falar que eu provavelmente teria esquecido de trazê-los depois daquela noite.


– Ei, Jungkook! – Ouço uma voz fina me chamar, era Jimin.


– Ah? – O respondo sem dar muita importância.

 

Naquele momento eu deveria apenas ir para a sala de aula, mas qualquer oportunidade de deixar passar mais alguns minutos é imperdível.


– E aquele beijo lá, hein?


– Quê!? Você viu? – Digo o olhando surpreso, por um segundo meu sono tinha sido substituído por um mini surto, se ele viu quem mais pode ter visto? Puta merda!


– Vi sim, oh se vi. – Coloca seu braço sobre meu ombro enquanto dava uma bela gargalhada. – Mas relaxa, ninguém mais viu. 


Solto um suspiro largo e fecho meus olhos por uns cinco segundos, sua última fala me trouxe um enorme alívio.


– E então, estão namorando? – Jimin perguntou piscando o olho direto apenas.


– Ah, não... Ainda não. – O respondo olhando para frente enquanto caminhávamos em direção a nossa sala.


– Ainda não? – Ele perguntou decepcionado. 


– Não, Jimin. Mal começamos a “ficar”.


E então começamos a conversar sobre a nossa “relação”, Jimin fez várias perguntas do tipo: “Já transaram? Quando foi o primeiro beijo?”, minhas respostas eram simples e sinceras, inclusive contei o motivo do beijo que aconteceu hoje que o fez rir alto, Jimin me conhece há muito tempo e nós não escondemos nada um do outro, sem falar que somos sempre francos, não passamos a mão na cabeça um do outro se um de nós erramos. 


Uma amizade assim deve ser preservada, é muito bom você contar tudo para alguém e saber que ela não vai sair espalhando seus segredos, principalmente quando você não pode desabafar com familiares.

 

Percebi sua expressão preocupada enquanto eu estava eufórico falando sobre Taehyung, ele teme que eu me deixe iludir fácil mas eu já estou tentando lidar melhor com minha “inocência”, claro que transar depois de ter sumido por um mês não demonstra maturidade alguma, mas sem detalhes a parte eu sinto que estou lidando melhor com meus problemas.

 

A aula foi normal como todos os outros dias, a única coisa que de certo não era rotina é ser observado por Jennie e Lisa, elas me olhavam com certo desprezo e depois cochichavam algo uma para a outra, eu achava hilário a mudança repentina de agirem comigo e sempre acabava rindo, provavelmente estavam falando coisas ruins sobre minha aparência ou simplesmente sobre eu ter beijado um homem. Não estava me sentindo ofendido, eu realmente não estava ligando, me senti aliviado sabendo que não precisaria mais inventar desculpas para ficar em paz. 


Sensação essa que eu adoraria sentir na presença de meu pai.


[...]

 

O sinal havia tocado indicando o fim da aula, não sabia se me alegrava com o fim das aulas ou se me desanimava com as tarefas domésticas, estava exausto depois da aula de química. Estava no portão esperando por quem dissera que me buscaria algumas horas mais cedo enquanto os demais iam embora, eu não iria esperar muito tempo, não quero ficar plantado sozinho no portão da escola enquanto todos os estudantes iam para casa com seus amigos, seria constrangedor.

 

– Jungkook, eu comprei um jogo novo, o que acha de ir lá em casa? – Jimin se aproxima me fazendo um convite, eu normalmente não recusaria, mas estava cheio de coisas para fazer.


– Ah, eu tenho muita coisa pra fazer em casa e Taehyung disse que me buscaria. – Vejo seu olhar ficar mais “safado” enquanto me encarava, claramente pensou que faríamos algo a mais, acho improvável que aconteça esse “algo a mais” hoje. 

– Tá certo então, vai lá em casa no sábado pra gente jogar, se Taehyung estiver por lá chama ele também. – Diz enquanto se distanciava, respondi apenas um “ok” e começo a mexer no meu celular, mais especificamente na galeria já que estava sem 4g, é a única coisa que se tem para fazer no celular sem conexão com a internet.


– Ei. – Ouço uma voz grossa me chamar e uma mão abaixa o aparelho que eu estava mexendo, fazendo com que minha atenção fosse para si. – Vamos? – Nós dois soltamos um pequeno sorriso entre os lábios, era ele.


– Vamos.

 

O caminho foi normal, eu estava contando sobre o dia na escola após ser questionado, falamos sobre as reações das duas garotas e começamos a rir como duas crianças que aprontaram algo, contei sobre Jimin e ele aparentemente não se preocupou muito, deu mais assunto ao seu convite do sábado e me perguntou sobre o que jogaríamos, se animou com o convite sem saber do jogo, às vezes ele parecia uma criança. Não falamos mais sobre as relações que tivemos, estávamos apenas aproveitando a companhia um do outro, estava tudo ótimo.


[...]


– Ah, eu não aguento mais andar... Meu irmão tem um carro mas ele não me emprestaria por nada! – Taehyung disse quando estávamos perto da porta, eu ainda estava procurando a chave.


– Se quiser eu te faço uma massagem depois, você está precisando, urgentemente. – Ele sorriu gostando da ideia. – Endireita essa coluna, Taehyung. – Falei vendo que sua situação estava pior que eu imaginava.


– Mas tá doendo. – Ele falou dengoso. – Eu preciso muito saber do que mais essas suas mãos ainda são capazes. – Ele disse quando eu finalmente abri a porta, era difícil achar a chave certa.


– Tae! – Eu o olhei mortalmente. – Não fala essas coisas aqui perto de casa, animal!


– Ué, a malícia está na mente de quem escuta, não de quem diz. – Ele disse simples, entrando, eu revirei os olhos. 


– Demoraram, rapazes. – Meu pai disse sentado no sofá, ele assistia à programação de sempre. Taehyung se sentou no sofá da frente e pegou seu celular, ele realmente estava cansado. O que ele poderia ter feito para estar tão assim? Eu queria fazer o mesmo e sentar ao seu lado mas fui interrompido pelo meu pai.


– Ei, Jungkook. – Parei para o escutar. – Tem uma louça ali no escorredor ainda, seca ‘pro pai? 


– Claro. – Eu disse com má vontade, Taehyung notou já que riu, aquele famoso riso nasal.


– Ei, Taehyung. – Meu pai o chamou o que causou curiosidade no mesmo, suas pupilas aumentaram, como um gatinho curioso. – Já que anda passando muito tempo com meu filho... Conseguiu ensinar ‘pra ele como ser um homem de verdade? – Taehyung engoliu o seco e eu apenas ouvia a conversa alheia da cozinha. 


– É... – Ele coçava suas pernas e entrelaçava suas mãos, a conversa não o deixava confortável, era bem visível. 


– Vamos lá! Não acha que Jungkook deve arrumar uma namorada? – Meu pai falou, ou melhor, gritou. 


– Sim, urgentemente... – Taehyung riu, ele estava se divertindo com aquilo? 


– Eu te falei, Jungkook! Até seu amigo acha verdade, eu na sua idade pegava várias! – Ah, o típico discurso de “pegava várias”, ele não vê o quão errado é falar isso? 


– Eu já te disse, eu quero focar nos estudos, nada de namoro por agora.


– Qual é, Jungkook?! Nunca te vi arrastando uma menina aqui ‘pra casa. 


– Eu já falei que... 


– Falou nada! Vai virar um viadinho se continuar assim! – Eu não aguentei, depois daquela fala eu passei do meu limite, eu estava muito estressado, explodi por meu pai sempre criticar algo que eu secretamente sou, Tae percebeu minha mudança rápida de ação. Ao invés de levantar meu braço para guardar o prato em um dos armários, eu o taquei no chão pelo excesso de raiva. Aquela frase atingiu o meu limite.


– Eu já falei que não quero isso agora, caralho! – Gritei para meu pai, aquela foi a primeira vez que eu descontei em algo, sempre descontava em mim mesmo e sentia essa dor psicológica em silêncio.


– Mas que porra, Jungkook! – Meu pai se levantou rapidamente. – Moleque surtado do caralho! – Ele foi em direção a porta com a chave do carro em mãos, provavelmente iria beber em algum bar próximo, era sempre assim. Havia uma discussão, eu era o culpado por tudo que aconteceu, ele saia para beber e só voltava no outro dia. – Só faz merda!


– Ei, eu te ajudo... – Taehyung disse se levantado vindo em minha direção. – Desse jeito você vai se cortar... – Dito e feito, eu estava tentando catar os pequenos cacos de vidro com a mão e um dos pecados escorregou pela minha destra, não existia ideia mais estúpida que essa.  


– Eu falei! – Ele se abaixou e olhou minha mão.


– O que? Vai brigar comigo também? – Me levantei, isso não era exatamente o que eu queria dizer mas fui pela emoção.


– Não, Jungkook. Cuidado, não fica descalço aqui, lava essa mão mas não aperta se não o vidro que tá aí vai entrar para mais dentro. – Taehyung pegou uma vassoura e começou a varrer o local.


Eu lavei a minha mão cuidadosamente, estava sangrando um pouco e eu podia perceber a presença de alguns pedaços de vidro no corte.


– Pronto. – Ele disse se digirindo a mim. – Tem alguma agulha aqui? 


– Naquela gaveta. — Apontei para a cômoda preta que ficava no conto da sala. Tinha acabado de terminar o que fazia e me sentei no sofá esperando pelas instruções do Kim.


Ele então pegou a agulha, esterilizou com a maior paciência do mundo e se sentou ao meu lado, ele parecia saber o que estava fazendo então deixei que continuasse sem muitas delongas.


- Ai! – Reclamei da dor ao perceber que ele usava o objeto no local para retirar os pedaços de vidro que ali ficaram.


– Calma, já tá acabando. – Como ele podia ser tão paciente assim? Estava tendo o maior cuidado do mundo comigo, aquilo fazia eu me sentir tão melhor só de poder o ter ele por perto.


–  Pronto. – Taehyung disse enfaixando minha mão, ele depositou um beijinho no local que me fez sorrir bobo, estava doendo ainda mas eu podia ver que não havia mais vidro nenhum ali para me preocupar. – Bom... Acho melhor deixar você descansar. Eu vou estar aqui se precisar de algo, Kook. – Ele sorriu gentil e permitiu que seu corpo relaxasse no sofá da sala, daqueles tipo sofá-cama. Eu me aliviei por saber que teria companhia, a melhor das companhias que eu poderia desejar para dias como esse.


– Quer conversar sobre o que acabou de acontecer? – Tae perguntou deitado enquanto encarava o teto, eu estava sentado na outra extremidade do sofá, com a minha mão boa no meu queixo, olhando para a janela que ficava na parede da frente. 


– Do que mais você quer falar, Tae? – Perguntei de maneira retórica. – Você viu o que aconteceu, e já aconteceu pior. – Encostei minhas costas na parte macia do móvel e fechei os olhos, minha mão ainda doía um pouco mas Taehyung faz um ótimo curativo. – E vai ser sempre assim.


– Eu queria poder fazer alguma coisa por você, Jungkook. – Ele suspirou. – Sem perceber você já fez muito por mim. – É como se uma luz ascendesse na minha cabeça, eu tive uma ideia.


– Faria mesmo algo por mim? – Me sentei novamente e o encarei, ele fez o mesmo. 


– Qualquer coisa. – Ele se aproximou.


– Então...


[...]


– Não! Está errado, é “been” não “bee”, Taehyung! 


– A culpa não é minha se você soletra errado!


A minha ideia foi nada mais nada menos que uma troca de favores, se eu realmente já fiz muito por ele, ele poderia me ajudar a terminar minha tarefa de inglês, certo? Não precisava de ajuda na gramática e sim na hora de escrever, eu escrevo com a direita e era justamente essa mão a enfaixada. Eu soletrava e ele escrevia, simples, não acha? Não, porque Taehyung não sabia quase que nada de inglês o que tornava tudo mais difícil, mas confesso que aquela situação estava me arrancando boas risadas.


– Acho que eu sei como melhorar isso. – Taehyung falou parando o que estava fazendo.


– E o que seria? 


– Acho que não estou me concentrando com você aí tão longe – Ele disse apontando para mim, eu estava deitado em minha cama de barriga para baixo enquanto ele estava na minha escrivaninha, não estávamos tão longe assim.


– E você quer o que? – Me levantei. – Que eu sente no seu colo, é isso? – Falei e fiz, sentei no colo de Taehyung ficando de lado, para que ele ainda pudesse ver o caderno de questões. Meu braço foi para trás do seu pescoço e automaticamente uma de suas mãos repousou na minha cintura.


– Bem melhor. – Ele sorriu de lado e eu apenas balancei a cabeça, parecia um grude. 


Era bom estar ali perto, eu via sua mão direita escrevendo enquanto ele apertava o lápis, sua letra não era das mais perfeitas mas não eram feias, imaginava que seriam um garrancho já que ele não frequenta a escola, seus dedos finos e largos eram uma das mil e uma coisas que eu amava em Taehyung. Além de seus dedos, eu adorava aquele cabelo castanho que não era cortado há algum tempo e aqueles olhos que pareciam estar sempre serrados, não importa a situação.


– Acho que terminei. – Fui tirado dos meus pensamentos com a fala do Kim, ele terminou até que rápido. 


– Ótimo, obrigada Tae. – Fiz menção de me levantar mas ele me prendeu ali. – O que foi? 


– Por que você não me ensina umas palavras? – Ele questionou animado, fui contagiado pela sua animação e concordei.


– Ok... Vamos começar pelo básico... – Ele assentiu, soltando o lápis e me virando totalmente para ele, minhas pernas só faltavam se entrelaçar na sua cintura mas era uma cadeira, aquilo não seria possível. – Então, o primeiro pronome pessoal é You... – Eu não consegui terminar minha frase porquê um beijo me foi roubado, pelo bico que eu tive de fazer para falar a palavra Taehyung se aproveitou o mais rápido possível.


– Poderia repedir novamente? – Ele perguntou rindo e eu o acompanhei. 


- Tem outras maneiras de me pedir um beijo, Tae. – Eu juntei nossos lábios e ele se levantou da cadeira comigo ainda no seu colo, ele parou perto da beirada da cama e me soltou ali. – O que pretende com tudo isso? – Vi que ele se sentou na cama me puxando para mais perto, suas costas estavam na cabeceira da cama e as minhas em seu peito. Suas mãos subiram até meus ombros desferindo um leve aperto ali.


– Uma massagem. – Ele continuou os apertos de força moderada, eu me deixei levar e suspirei. 


– Não era eu quem estava lhe devendo uma massagem? – Fechei os olhos lentamente aproveitando da sensação. 


– Mas você não está em condições, Jungkook. – Ele sussurrou me fazendo arrepiar, aqueles toques soltavam todo meu corpo, eu estava à mercê de seus desejos. – Precisava relaxar mais do que eu eu. 


Fazia um pouco de frio naquela noite, nossos corpos colados forneciam o calor necessário para que continuaremos aquecidos, eu não queria desgrudar dele por nenhum segundo sequer. 


Parece que meus problemas se tornam meras partículas insignificantes de poeira quando estou com ele. Enfrentar as complicações pode ser importante, mas acho que todos merecem um minuto onde possam esquecer de tudo. Não era uma mentira, era apenas um pequeno escape da realidade. 


– Eu vou acabar dormindo desse jeito... – Me soltei por completo em cima do seu corpo. Era até difícil alcançar meus ombros já que eu estava jogado por cima de Taehyung, ele riu e começou então a apertar minha cintura e passar sua mão por ali, fazendo traçados imaginários. – Hmm... – Resmunguei quando percebi que meus olhos pesavam e por mais que eu tentasse, me rendia ao sentimento sonolento.


– Então durma, eu não vou sair daqui, você sabe. – Taehyung me abraçou por trás e eu podia sentir sua respiração levantando meu cabelo por trás. Seus lábios estavam colados no meu pescoço e parte da minha clavícula, estávamos aproveitando da presença um do outro. – Eu te amo, Kook.


Eu não consegui escutar de maneira certeira suas últimas palavras antes de eu me entregar ao mundo dos sonhos. Foi realmente o que eu escutei? De qualquer forma, sendo ou não sendo, eu não pude nem responder ou escutar propriamente já que minha mente entrava em transe no exato momento que essas palavras saíram da sua boca. Já não estava mais presente naquela hora, ele disse o que eu pensei ou minha audição já estava falhando naquele instante de sonolência? São esses tipos de coisas que eu me amaldiçoo internamente por virem quando eu menos espero.


Notas Finais


Obrigado por ler ☀️


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