História Você Atrai Meu Coração - Capítulo 11


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Categorias Criminal Minds
Personagens David "Dave" Rossi, Dr. Spencer Reid, Dr. Tara Lewis, Emily Prentiss, Jennifer "JJ" Jareau, Lucas "Luke" Alvez, Mateo Cruz, Penelope Garcia, Personagens Originais
Tags Criminal Minds, Romance, Spencer Reid
Visualizações 52
Palavras 2.844
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus leitores maravilhosos, nem posso explicar em palavras como sinto muito por não ter postado regularmente como prometi e estava cumprindo desde o inicio. Sendo totalmente sincera com vocês, não estou passando por uma fase boa da minha vida, estou passando por diversos problemas e não é de hoje, mas de uns tempos para cá, minha ansiedade e depressão tem cobrado um preço muito alto, nessas últimas duas semanas tudo que eu queria fazer era ficar quieta no meu canto, muita coisa aconteceu que me deixou extremamente chateada com algumas pessoas importantes em minha vida, não resolvi quase nenhum desses problemas, mas decidi hoje que eu não deixaria passar mais uma sexta-feira, embora seja tecnicamente sábado. Espero que vocês possam me perdoar por isso, eu sou muito grata a todos vocês que tiram um tempo para ler meus capítulos, favoritar e dar a opinião de vocês nos comentários, vamos continuar unidos nessa caminhada sim? Obrigada por todo amor até aqui. <3

Capítulo 11 - Perfect


 

 

" As palavras nascem da boca das pessoas e morrem nos ouvidos de outra, mas algumas palavras não morrem. Elas entram nos corações das pessoas e sobrevivem. "

- Beucause This Is My Fist Life.

 

~ Spencer Reid

 

Há meses Samantha tinha viajado em missão e o que ela disse ainda insistia em martelar nos meus ouvidos todo tempo, isso tirava minha concentração, por que eu simplesmente não respondi de uma vez sua pergunta? Possivelmente porque não fazia ideia do que dizer, agora isso me assombra, Garcia tinha recebido a alguns dias sua localização exata e já tinha espalhado para todos da equipe e deixado a informação em minhas mãos, vejo de relance o pequeno pedaço de papel rosa colado na tela do meu computador, mais sugestiva impossível, olho para ele sempre que estou sentado escrevendo um relatório ou até mesmo quando estou apenas passando. Sei que todos acham que faríamos um bom casal e não tenho dúvidas de que sinto algo por ela, contudo naquela hora me pareceu sensato não dizer nada, palavras tem poder e não seria justo magoa-la quando eu nem mesmo sei o que sinto, depois de Maeve tive certeza que nunca amaria outra pessoa, acho que JJ e Morgan tinham razão, o tempo pode nos surpreender, é claro que nunca vou sentir por ninguém o que nutri por Maeve, são sentimentos completamente diferentes e não saber defini-los me deixa desnorteado.

- O que está tirando sua paz garoto? - Me assusto com a chegada de Rossi em minha mesa, seus olhos me encaram buscando motivos, esses que ele provavelmente deve ter uma boa ideia.

- Nada, eu estou bem, apenas um pouco distraído. - Limpo a garganta enquanto arrumo a postura na cadeira, tentando disfarçar o nervosismo que o assunto trazia.

- Essa distração por acaso se chama Samantha? - Meus olhos se arregalam em sua direção, os dedos de minhas mãos passando por meus cabelos de maneira nervosa.

- O que? não, eu só, eu. - Não tenho desculpa alguma e naquele momento já tinha me entregado de todas as maneiras.

- Ela é uma menina incrível, o que exatamente poderia acontecer entre vocês para te deixar assim? Já fazem o que? uns quatro meses? - Rossi apoia o corpo em minha mesa de maneira relaxada, deixando bem claro que não sairia dali até ter uma resposta.

- Quatro meses e doze dias e não é nada que ela tenha feito, na verdade sim, mas não foi uma coisa ruim, naquele dia, antes de sua partida, quando a levei para casa ela se declarou para mim. - Meu rosto esquenta com a lembrança e de estar compartilhando isso agora.

- Ora Spencer não tem nada demais nisso, pra falar a verdade a menina bem que tentava, mas não consegui esconder muito bem que gostava de você, não era novidade para ninguém que uma hora ela iria tomar coragem. - Concordo com tudo que Rossi diz, todos já sabiam e mesmo que eu seja lento para esse tipo de assunto já tinha sido alfinetado por Garcia vezes o suficiente para reparar.

- Eu sei disso, não foi o que ela falou que me deixou chocado, foi o modo que ela disse, como se seu coração estivesse sendo oferecido a mim em cada sílaba e eu não soube o que fazer. - Espero que David diga algo, qualquer coisa que me ajude a sair dessa situação.

- E o que você respondeu a ela? - O olhar que ele me direciona me diz que era bom eu ter feito um bom trabalho, suspiro passando a mão no rosto.

- Não disse nada, ela nem mesmo queria ouvir, disse que era para eu pensar e quando ela voltasse era para responde-la, mas eu não sei o que sinto, quando ela volta ou se ela volta e todas essas incertezas estão me deixando apavorado. - Desabafo o que me agonia desde sua partida, Samantha Olsen sabia como se fazer inesquecível.

- Se você está desse jeito por ela, acho que já tem uma resposta para o que sente e você não precisa se preocupar aquela menina passou por muita coisa, mas nunca vi alguém tão forte e destemida, logo Sam estará de volta e você terá uma resposta concreta para dizer. - David bate em meus ombros em conforto e por hora decido acreditar em suas palavras, com certeza eu sentia algo por Samantha, mas o que eu precisava descobrir era se eu estava disposto a abrir meu coração e se eu podia retribuir esse amor.

Tinha perdido as contas de quantas folhas já tinha amassado, finalmente decidi escrever uma carta para Samantha, mas as palavras não faziam sentido em minha mente e muito menos no papel, um resmungo estressado sai de meu lábios e eu desisto caminhando até a cozinha para buscar uma xícara de café, volto para sala, meus olhos rodam pelo cômodo até parar nos dvd's arrumados sobre a mesinha, caminho até lá vendo a capa da primeira temporada vazia, lembranças do restaurante, de Sam molhada de chuva e como ela continuava bonita mesmo com toda maquiagem, que era pouca, estragada e roupas grudadas no corpo, nossa conversa, seu choro. Quando me lembro desses momentos ela parecia ter saído de uma revista, como podia alguém ser tão bonita? eu não conseguia entender, ela me deixava desnorteado por alguns instantes, mas era só olhar com mais atenção e o choque era instantâneo, sua luz era uma das muitas coisas que não consigo explicar nela, aonde quer que fosse, tudo parecia iluminado a sua volta, uma alegria que contagiava todos, mas ao mesmo tempo que era tudo isso, a ilusão mais linda, parecia tão humana, com seus cabelos bagunçados pelo vendo, as roupas coloridas e sorriso contagiante. De todos as coisas ruins que me aconteceram, uma atrás da outra, Samantha chegou me lembrando que eu também tinha feito coisas boas, que tinha transformado vidas, como a dela, que ainda havia muito pela frente, nada tinha chegado ao fim. Volto para minha mesa, seguro a caneta com firmeza em cima de um papel novo e começo a escrever, Garcia já havia escrito e Emily também em nome da equipe e já que eu não havia uma resposta sincera para sua pergunta, devo pelo menos isso, uma carta.

Nos últimos tempos ando atolado de trabalho, os serial killers não tiram folga, nem os relatórios ou as palestras e aulas em faculdades e delegacias, ainda não tinha recebido nenhuma resposta de Samantha sobre a carta, ao que parece muito menos Penélope e Emily, Luke tenta nos animar falando que cartas assim custam a chegar em seus destinos e suas respostas mais ainda, então tento me manter distraído e nesses últimos tempos, tudo que mais ando tendo são distrações, estamos voltando de um caso pesado, levamos cinco dias para pegar o elemento, já é manhã quando chegamos ao nosso prédio, as noites mal dormidas cobrando o preço em todos nós, me sento em minha mesa reunindo coragem para começar a fazer o relatório, vejo Garcia correndo, da melhor maneira que pode com seus saltos, até a sala de Emily, a movimentação é no mínimo suspeita, elas trocam palavras rapidamente, uma expressão de espanto aparece no rosto de Prentinss, ambas estão longe demais para eu entender alguma coisa, em seguida elas descem, os rostos sérios e tristes.

- Pessoal eu sei que é cedo e que todos estão cansados, mas acabei de receber notícias de Sam, ela colocou Garcia como contato de emergência e infelizmente ela se feriu gravemente em um atentado. - A voz de Emily sai baixa, o espanto é coletivo, minha mente se embaralha em tantos pensamentos que não consigo dar conta. 

- Como assim, o que aconteceu com ela? - A voz de JJ sai aflita, todos pareciam perdidos, como uma simples manhã poderia se transformar com apenas algumas palavras?


- Ao que parece ela se feriu salvando um garotinho, eles não entraram em detalhes, ela foi levada ao hospital mais próximo de avião, e foi operada duas vezes para conter a hemorragia, o quadro se estabeleceu e ela sobreviveu as cirurgias, mas está em coma a um mês, estão transferindo-a para Virgínia amanhã. - Meu corpo sede e cai sentado de volta a cadeira, me recuso a acreditar em tudo que ouvi, na minha cabeça vários momentos aparecem, posso vê-la sorrindo em minha direção, as roupas coloridas e os cabelos flutuantes a sua volta, queria me prender a isso e não deixar o desespero e todos os "E se" me torturarem. O restante do dia e da noite passam em horas arrastadas e dolorosas, com a promessa de Emily de nos manter informados para qual hospital ela será mandada, rolo na cama obrigando meus olhos a se fecharem, mas o sono nunca chega, quando recebo sua mensagem no outro dia já estou pronto para sair, ela estava no mesmo hospital no qual trabalhava, pelo bem de todos as pessoas da cidade peço um táxi até o mesmo, o caminho parece uma eternidade.

- Bom dia, qual o quarto onde a Doutora Olsen está ? - Assusto a enfermeira que está de plantão na recepção quando chego de supetão no balcão.

- Bom dia senhor, é parente da senhorita Samantha? - A senhora sorri para mim, como se eu não tivesse chegado com tudo. 

- Sou amigo antigo dela. - Não sei o que entrego com o meu tom, mas a mulher sorri cúmplice em minha direção, procura por alguns minutos no computador pela informação.

- Quarto 306, sexto andar, querido. - Agradeço a senhora gentil e caminho apressado pelo elevador, quando chego no andar procuro pelo quarto e bato no mesmo antes de entrar, quando abro a porta o mesmo está vazio, apenas Sam ocupa o mesmo no meio da cama, sua respiração sendo guiada pelo aparelho, fecho a porta e caminho para perto dela, me sento na poltrona que tem ao lado e olho para seu rosto, o corado do mesmo tinha sumido, apenas a derme branca e envolta dos olhos suavemente arroxeados, ver o monitor cardíaco me deixa angustiado, mas seus batimentos seguiam firmes, olho para a palma delicada e pequena, a seguro a fazendo sumir entre as minhas mãos grandes, a mesma está fria, por um tempo tudo que faço é olha-la, o barulho do bip constante preenchendo o ambiente, parece passar uma eternidade até que eu tenha coragem para dizer algo.

- Ei, Sam, já faz algum tempo, eu jamais imaginei que te reencontraria assim, na verdade me distraí todos esses meses fantasiando o seu retorno, você estaria usando suas roupas coloridas e o seu tênis amarelo, eu já percebi que é o seu favorito, o vento balançaria seu cabelo e eu ia ficar me perguntando como é possível que alguém seja tão linda. Eu sei que você é forte e que está lutando para voltar para todos nós, não estou com pressa, só quero que saiba que estou te esperando quando acordar. - Volto a acariciar sua pele fina e macia, sou pego de surpresa quando o som do monitor cardíaco dispara, uma luz vermelha começa a piscar perto de sua cama e uma enfermeira entra as presas com um médico atrás, ela me empurra para fora do quarto, mas posso acompanhar tudo pela janela de vidro, o monitor fica mudo, o médico grita ordens e recebe as pás para dar o choque, estão tentando traze-la de volta, seu coração havia parado de bater, embora já tenha visto várias pessoas mortas e morrendo, nunca me senti tão apavorado, seu corpo pulou com o primeiro choque, o segundo e o terceiro, mas só no quarto o bip ritmado foi ouvido outra vez, minha respiração saiu em lufadas pesadas, como se eu tivesse corrido uma maratona, nada daquilo era justo, Samantha é uma boa pessoa, simplesmente não conseguia acreditar. 

Um tempo depois eu pude voltar para o quarto, o médico apenas me disse que o quatro dela estava estável novamente, que sua perda de sangue foi muita e que passou por duas cirurgias em um curto espaço de tempo, o corpo estava debilitado e levaria um tempo até que melhorasse completamente, mas que a cada dia ela estava mais perto. Volto a me sentar na cadeira, seguro sua mão novamente entrelaçando nossos dedos, puxo de minha bolsa um exemplar de um livro de poemas, o comprei a caminho daqui, uma indicação da própria Sam, quando jantamos juntos, embora fosse originalmente da Coréia, consegui um exemplar traduzido, decido ler em voz alta, esperando que se era verdade que as pessoas conseguiam ouvir as outras quando estavam em coma, gostaria que ela ouvisse algo que ela já amava.

Dor e Tristeza também podem se tornar um caminho.

Eu percebi isso após um longo tempo de dor.

Essa dor também pode se tornar um caminho.

Não há vida onde não há vento.

O vento deve soprar, para assim a árvore enraizar na terra.

É por isso que o vento sacode as árvores.

É por isso que o vento sacode a todos nós.

A dor também pode se tornar um caminho.

A tristeza também pode se tornar um caminho.

Por: Lee Chul Hwan.

 

Recito alguns deles para ela depois desse, o tempo voa, sou surpreendido por Garcia batendo suave na porta do quarto antes de entrar, ela carrega consigo um vaso de tulipas amarelas e vários balões emaranhados uns nos outros, eu sorrio para mesma antes de perceber que não está sozinha, atrás dela Rossi, Emily e JJ, entram em silêncio, eu fecho o livro, me arrumando na cadeira, Penélope coloca o vaso na mesinha perto da cama e prende os balões num dos lados da cama, o ambiente muda na mesma hora com todas aquelas cores entrando, sorrio para ela novamente e a mesma me mando um beijo antes de delicadamente plantar um na testa de Sam, seus dedos acariciam os fios castanhos que estão espalhados pelo travesseiro branco, ela conversa baixinho com a mesma, solto minha mão devagar de Sam e me levanto caminhando para fora do quarto, aproveitando que ela agora tinha mais companhia, Rossi e Emily seguem atrás de mim, dando espaço para JJ e Penélope primeiro.

- O que aconteceu garoto, seu rosto está meio pálido. - David segura meu ombro com carinho e me guia para o outro lado do corredor.

- Quase a perdemos essa manhã, eu a vi morrer por alguns minutos, não estava preparado para sentir o que eu senti, eu só fiquei perdido, ainda estou. - Minha voz sai baixa e com um tom de incredulidade, os rosto dos dois se transformando em uma careta de susto por alguns segundos.

- O que você sentiu Reid? - O tom de voz de Emily é cuidadoso, desde Maeve eu nunca tinha me envolvido novamente com outra mulher, no começo teve a perda e o luto, mas quando isso passou eu apenas não conseguia me conectar com qualquer outra pessoa e não me importei com isso.

- Foi como se eu estivesse prestes a perder uma parte de mim, doeu de um jeito diferente, essa menina acabou de voltar para nossas vidas depois de muito tempo, quanto tempo tem isso? Dois anos, um ano e meio? e passou tão rápido, quando ela se declarou para mim a sete meses atrás eu quase sai correndo, nos primeiros dois meses eu só conseguia pensar em como rejeita-la de uma maneira delicada e agora isso, ela volta para nossas vidas e podemos perde-la a qualquer momento, acho que estou com medo, me apeguei a Sam mais do que tinha imaginado e muito mais do que eu queria permitir no começo. - Desabafo num jorro de palavras que não consigo entender até que penso nelas com calma novamente, Emily e Rossi sorriem para mim de maneira calorosa.

- Eu te disse que você já tinha a resposta para essa pergunta a muito tempo, nosso menino está apaixonado. - Rossi troça de mim, embora minha cabeça não concorde com isso, o jeito que meu coração se comporta me deixa em duvidas, mas até então eu nunca fui um bom entendedor dessas coisas. Por enquanto não vou pensar muito nisso, a recuperação de Sam é mais importante, meus olhos instintivamente procuram por ela quando a mesma aparece em meus pensamentos, vejo pela janela do quarto JJ e Garcia rindo e conversando enquanto seguram ambas as mãos de Samantha, a mesma permanece com uma expressão serena, quando o horário de visitas acaba, me despeso dela com um pequeno beijo em sua palma delicada, lhe dou uma última olhada antes de fechar a porta, nos veríamos amanhã e depois e depois, enquanto ela estivesse aqui e depois quando ela melhorasse, deixo esse desejo se infiltrar em meu peito, sem pensar no quão perigoso isso poderia ser para nós no futuro, se existisse um futuro pelo qual temer.


 

"Lutando contra todas as possibilidades, eu sei que ficaremos bem desta vez. Querida, apenas segure minha mão, seja minha garota, eu serei seu homem, eu vejo meu futuro em seus olhos."

- Ed Sheeran

 

 

 


Notas Finais


Então é isso meus amores, espero que possam me desculpar pela demora, capítulo revisado, vamos conversar nos comentários?
Beijos e até breve. <3


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