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História Você é a razão do meu viver - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Capítulo 16 (Não tenho criatividade para escolher um título)


Depois de uma mini festa com Kirishima ao meu lado sempre fomos dormir. Fui para meu quarto por último, as luzes já estavam apagadas e enquanto eu andava podia ouvir os sons leves de meus passos, quase inaudítiveis.

-Isso é culpa minha...-Ouvi a voz do loiro e parei de frente a sua porta.-Se eu tivesse feito alguma coisa ele não estaria com trauma... Eu fui tão inútil...-Ouvi ele soluçar e senti o aperto no coração.-E-Eu não quero voltar a ser aquele menino magro e que não consegue fazer praticamente nada. Não quero decepcionar ninguém...-Mais soluços.-Eu sei que deveria contar para o Deku. Mas isso só vai fazer ele se preocupar mais caralho... Ele tem que superar esse trauma antes de qualquer coisa.

Ele parecia estar falando com a Toga, pois ouvi uma voz feminina baixa.

-Mas não posso! Não posso simplesmente pedir para ele terminar comigo para protegê-lo! E-Ele vai sofrer e eu também! Não vou fazer isso!-Sorri pequeno apesar do aperto no peito estar aumentando assim como os soluços de meu namorado.-Eu tentei naquele tempo tá? Eu era pequeno, mas tinha consciência do que fazia... Eu batia no Deku mano... E-Eu sou um bosta. Um inútil sem noção. Não sei como ele me ama! E-Ele deveria me odiar... Seria mais feliz com outra pessoa...-Isso me irritou um pouco, mas não reagi.-Mas... não... Eu sei. Mas não consigo ficar longe dele! Deku é a razão da minha vida! É por causa dele que o meu coração ainda bate frequentemente!

Não consegui conter as lágrimas, isso foi muito fofo e bonito. Mesmo ele não sabendo, acabou de se declarar para mim...

-É claro que eu o amo!... Sim eu confio nele! Por quê não confiaria? Ele é incrível, aguentou tudo isso com um sorriso no rosto!... M-Mesmo que tudo tenha sido minha culpa...-Ouvi uma risada amarga.-Minha mãe já me odiou, tentou me colocar para a adoção, dei meu olho esquerdo ao meu melhor amigo e depois soube que ele perdeu a memória da pessoa que causou o acidente. Então, tudo é culpa minha né? Eu causei tudo de ruim na vida das pessoas certo?...-Dessa vez arregalei os olhos assustado.-Não! Não! Não! Não! Pare de pensar assim Katsuki. Não volte a ser um merda que está entrando em depressão...-Um soluço alto foi ouvido.

Saí dali correndo. Entrei no meu quarto e deitei na cama de bruços, agarrei os joelhos e dormi segundos depois, estava esgotado.

No dia seguinte acordei sedo, mas fui o último a chegar na sala de aula. Quando cheguei todos me olharam, Kacchan sorriu com dentes para mim e retribui admirado. Mesmo com tudo aquilo de ontem ele ainda consegue sorrir para mim, digo isso porquê vi que aquele sorriso foi verdadeiro.

Sentei no meu lugar e logo a aula começou. Ela passou rápido. Logo estávamos no refeitório comendo e conversando sem parar. Eu estava do lado do Kirishima, ele conversava comigo e eu pudia ver Kacchan muito bem. Ele estava sorrindo de canto, como em todas as outras aulas. Logo as aulas acabaram, fomos para o dormitório e trocamos de roupa, então por fim fomos para a sala conversar.

-Então Kacchan...-Comecei e nesse instante toda a turma parou de falar. O loiro me olhou com uma das sobrancelhas arqueadas.-B-Bom... ontem eu ouvi uma coisa.-Vi ele arregalar os olhos um tanto assustado

-Você ouviu o que eu disse?! Tudo?-Ele falou rápido e corei um pouco afirmando.

-Desculpa... Eu iria entrar no seu quarto para falar com você, mas não consegui...-Vi ele se levantar e sai correndo.-KACCHAN!-Gritei mas ele já havia sumido. Suspirei pesado sentindo meus olhos marejarem.

-O que aconteceu?-Kirishima perguntou.

-Eu acho que não devo falar...-Murmurei secando as lágrimas.

-Ele está bem?-Mina perguntou.

-Não sei.-Fui sincero.

-Não é melhor procurarmos por ele?-Denki perguntou e eu afirmei preocupado.

Todos nós levantamos, eu ia na frente imaginando os locais que o loiro provavelmente estaria. Andamos por vários lugares, até que lembrei da praia. Fomos correndo até lá, comecei a andar calmo e o pessoal me copiou. Andamos por um bom tempo novamente.

-Onde ele está...?-Kirishima perguntou olhando ao redor. Até que todos paramos ao ouvir um grito alto. Nós entreolhamos e andamos sem fazer barulho até o fim da praia.

Vi uma cena que partiu meu coração. Kacchan estava sentado em uma pedra larga e grande, abraçava os braços e chorava rios... Meus olhos marejaram ao ver aquela cena. Vi um 'portal' se abrir em frente ao Bakugou e Toga sair do mesmo. Ela ficou de frente para o loiro e o abraçou.

~~KATSUKI ON~~

-Loiro...-Ouvi a voz de Toga e logo me sentir se abraçado.

-Por que isso sempre acontece com as pessoas que eu me importo? É culpa minha não é? Tudo, tudo o que aconteceu com o Deku... Eu ter nascido e feito minha mãe se casar antes da hora...-Soluçei alto.

-Não loirinho...-Toga me fez olhar para ela.-Você foi o bem mais precioso que sua mãe recebeu. Ela é feliz agora certo?-Afirmei fungando.-O que aconteceu com seu namorado não foi sua culpa, apenas usaram ele para lhe atingir. Não se corroa assim loiro...-Ela sorriu.-Eu vou ficar de olho em você, esta me ouvindo Katsuki? Estou preocupada, não quero ver meu bebê triste.-Ela sentou no meu colo de frente para mim.

-Toga...-Ela me deu um selinho interrompendo minha fala.-Isso é estranho.

-Eu sei.-Ela riu e se levantou, me tacou mais um selinho demorado e afagou meus cabelos.-Seus amigos estão preocupados, eles nos observam a algum tempo.-Olhei para eles e os vi afastados. Suspirei e abracei Toga.-Eu te amo.-Himiko saiu correndo e adentrou a floresta.

Suspirei me levantando, foi aí que lembrei que ainda não fui ver minha mãe, mas depois resolvo isso. Sequei as lágrimas que ainda caiam e olhei para os meus amigos, esses que se aproximavam cautelosos. Revirei os olhos sentindo umas pontadas na barriga, como se algo tivesse aumentando e diminuindo rápido, olhei para a mesma e vi a camisa manchada em um tom vermelho.

Levantei o tecido e vi que um dos cortes se abriu novamente, suspirei caindo de bunda no chão, me ajeitei e fiquei sentado com as pernas na forma de "borboleta". Toquei o local e senti algo mais duro ali, o pessoal estava se aproximando. Respirei fundo e enfiei um dos dedos no ferimento, gemi de dor, o movimentei procura do alguma coisa que não deveria estar ali. Quando achei vi que tinha um formato de uma bolinha que aumentava e diminuía. Coloquei o polegar dentro do minha barriga e a peguei, gritei quando tirei ela dali.

-Ah porra!-Murmurei. Quando olhei para a bolinha vi o número zero, logo depois fui arremessado para floresta adentro.

-KACCHAN!-Pude ouvir Izuku gritar.

Levantei meio cambaleante, estava completamente arranhado e com a cabeça sangrando, mas nada preocupante para mim. Saí da floresta e notei ter quebrado duas árvores quando fui arremessado, o que me surpreendeu. Vi meus amigos me olharem surpresos logo depois correrem até mim, vi que Deku tentou fazer o mesmo, mas não conseguiu, estava chorando desesperado.

-Você tá bem?!-Kirishima perguntou quando estava ao meu lado.

-Sim, vamos voltar para o dormitório tudo bem?-Murmurei começando a andar até o mesmo, passei direto pelo Midoriya.

Estava andando calmo, sem muita dor, até sentir braços me levantarem e me virarem. Por puro instinto e medo de cair entrelacei minhas pernas em quem quer que seja essa pessoa. Abri os olhos aos poucos e arregalei os mesmo ao ver o esverdeado que tanto amo ali, ele ainda me olhava preocupado, seus lábios tremiam e seus olhos estavam em um tom avermelhado onde originalmente é branco.

-E-Eu vou te levar até lá, tá?-Sorriu pequeno e eu afirmei escondendo o rosto entre o seu pescoço.

-Que bom que consegue me tocar.-Sussurrei. Olhei um pouco para frente e vi meus amigos ainda lá atrás, os mesmos vieram correndo quando notaram nosso afastamento. Pelo caminho acabei pegando no sono, mas acordei assim que ouvi a porta ser aberta.

-Chegamos...-Midoriya murmurou me colocando no chão.

Sorri e fui até meu quarto, peguei uma caixinha de primeiro socorros e fui até a cozinha, coloquei o objeto mediano na bancada vendo meus amigos se aproximarem. Levantei a camisa e a segurei com a boca, logo comecei a cuidar do corte aberto em minha barriga, quando acabei suspirei e fui guardar as coisas. Tomei um banho e troquei de roupa, coloquei uma gaze com cuidado no corte da cabeça e suspirei. Voltei para a sala e sentei ao lado do Deku, esse que sorriu e me abraçou. Me atrevi a o colocar sentado no meu colo. Afundei o nariz em seus cabelos sentindo aquele cheirinho bom que apenas ele tem.

-Tava com saudade de te tocar...-Sussurrei.

-Eu também Kacchan.-Sorriu pequeno sem me olhar.-Mas me diga, o que aconteceu enquanto eu estava dopado?

-Hum...-Fiz um pequeno bico.-Eles me treinaram, me torturaram e acho que só.

-Como te torturaram?-Kirishima perguntou.

-Apenas com facas e choques. Toga fazia tudo, então era mais fácil de aguentar, ela me distraia com conversas. Com o passar do tempo me acostumei a sentir dor.-Expliquei e ele afirmou.

-Por isso tem cicatrizes novas...-Murmurou o esverdeado.

-Você... Já conversou com sua mãe?-Perguntei.

-Já, nos resolvemos.-Sorriu de canto.-E você? Tia Mitsuki me ligou perguntando por você.

-Eu ainda tenho que falar com ela.-Suspirei.-Acho que vou agora.-Levantei com o menor no colo.-Sai Deku, você vai cair...-E foi isso que aconteceu.-É a mesma coisa de dizer pra você continuar aqui e cair no chão.-Ri me afastando. Fui até a porta e saí do dormitório.

Em passos apressados cheguei em poucos minutos na casa dos meus pais. Quem me atendeu foi... Toga?! Em sua forma masculina? Fiquei parado na porta sem entender nada, ela sorriu de canto e me abraçou.

-Seus pais são divertidos, para eles sou um dos seus amigos antigos que você nunca apresentou.-Explicou e afirmei sorrindo.-Estou indo, até mais Suki.-Beijou minha testa e saiu andando.

Entrei em casa e logo vi meus pais sentados no sofá, eles me olharam, sorriram e retribuí de maneira fraca. Sentei no meio dos dois e minha mãe me olhou exitante.

-Olha... Eu fiquei mal, admito, saber que minha mãe um dia tentou me jogar fora e ainda me odiou não é legal.-Ri sem emoção.-Mas uma pessoa, a mesma que saiu dessa casa a poucos segundos, me ajudou a ver que não tenho culpa de muitas coisas. Parei de me martirizar aos poucos, eu estava morrendo por dentro, isso eu tenho certeza.-Olhei para o teto.-Estou voltando, aos poucos, então caso algo aconteça, não se preocupem muito, eu vou estar ao lado do Deku. Vou estar bem.

-Filho... Me desculpe, eu era nova, não entendia o grande presente que você era!-Minha mãe começou a chorar e sorri a abraçando.

-Tá tudo bem, é passado.-As lágrimas agora também caiam de meus olhos como se fosse uma fonte.

-O que aconteceu durante esses dias? Você não nos comunicou nada. Na verdade, você nunca nos fala o que está acontecendo no colégio.-Masaru murmurou e eu ri.

-Aconteceram muitas coisas. Fui sequestrado, como vocês sabem, torturado... Ah! E também agora eu tenho uma tara estranha por sangue, eles são gostosos de beber.-Murmurei rápido.

-Você bebe sangue?-Mitsuki disse surpresa.

-Sim, acabei criando esse gosto peculiar quando fui sequestrado.

-E o Izuku? Como está? Conseguiu se recuperar do trauma?-Meu pai perguntou.

-Não, só consegue tocar em mim e no Kirishima.-Expliquei.-Comigo foi uma surpresa. Eu estava na praia quando ele me tocou, está a chorando sozinho, uma bomba explodiu do meu lado, fui jogado longe, me machuquei um pouco e o Deku me levou até o dormitório, depois disso consegue me tocar e visse versa. Aconteceu a pouco tempo, ainda hoje, por isso dos curativos.

-Tire a camisa agora filho.-Minha mãe disse séria, estranhei, mas fiz o que pediu.-Oh meu Deus...-Murmurou ao ver as cicatrizes.

-Calma, não dói.-Sorri pequeno.


Notas Finais


Desculpem a demora para portar e os erros do capítulo, não revisei.


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