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História Você é Meu Amor Doce - Primeira Temporada - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Esse capítulo é um especial criado para o concurso de aniversário de dois anos do grupo Fanfics Amor Doce/Eldarya.

"A Incrível Luta de um Cientista Louco" se passa em um reino distante onde nossos heróis deverão enfrentar as provas impostas por um mago maluco criador de maravilhas mágicas. As caçadoras Deedra e Airis se juntam aos valentes guerreiros do oriente Ken e Kim, o paladino Nath e sua fiel escudeira, a barda Melodia, o poderoso bárbaro Lysanthor e o audaz duelista Denleon, além do mago Alexy Zander e sua sucubbus, Violent.

Serão os heróis bravos o bastante para derrotar esse perigoso desafio. Acompanhe essa luta e viaje conosco por um reino de aventuras e magia.

Capítulo 12 - VéMAD Especial: A Incrível Luta de um Cientista Louco.


Fanfic / Fanfiction Você é Meu Amor Doce - Primeira Temporada - Capítulo 12 - VéMAD Especial: A Incrível Luta de um Cientista Louco.

Em algum lugar do Reino de SucréAmour…

– Tá… estamos todos reunidos aqui nessa taverna estranha… e quem são vocês mesmo?

A pessoa que falou era Deedra, uma ranger caçadora de monstros e mortos-vivos, que (até onde ela saiba) aventurava-se pelo mundo com sua parceira fiel, Airis, também ranger caçadora de monstros e mortos-vivos. Deedra era forte e carregava um machado de combate ancestral e Airis andava com seu arsenal de facas e tônicos poderosos que as ajudavam no combate das criaturas.

– Como não sabe quem somos nós? A gente se aventura, juntos, pelo mundo a meses!! Quer dizer, eu acho… O que eu tenho que fazer mesmo?

Respondeu lorde Nathan, um homem justo e honrado que serve aos deuses com sua espada e escudo abençoados pelo patrono, Deus da Justiça. Nathan era um paladino, mas, por uma brincadeira do Deus das Trapaças, ele está preso a seu juramento de honra com a barda atrapalhada Melodia do Reino de Grêmiun, que viaja pelo mundo para ouvir e contar as mais incríveis histórias.

– Por que eu sou “Atrapalhada”? – Melodia falou em protesto. – Eu só escolhi essa tal de maldição aqui para saber cantar melhor! Isso não é justo!

– E eu tenho que beber em troca de… “evasão aprimorada”? O pior é que eu nem sei o que é isso! – Airis disse entre um copo e outro. – Mas, parece que sou uma alcoólatra ou coisa assim!

– É! E além disso, por sua causa escolhemos como nossos inimigos preferidos os mortos-vivos! – Deedra respondeu. – Nem sabemos se vamos topar com algum morto-vivo por aí! Eu queria dragões!!

– Também não sabemos se vamos encontrar dragões! – Airis deu de ombros e continuou bebendo. – Mas, sério gente, quem são vocês? Eu não tô entendendo!

– Alguém me explica por que ela é o menestrel e não eu?

Quem manifestou-se foi Lysanthor, o bárbaro das Montanhas Nevadas, que carregava um gigantesco martelo e vestia-se com apenas uma sunga de pele de texugo. Lysanthor se tornou um grande aventureiro graças à sua força descomunal capaz de esmagar pedras gigantes com suas mãos.

– O Castiel vem?

Perguntou Ken, o samurai ocidental. Sua honra é tão forte quanto o aço de sua espada. Ele é um jovem que perdeu a família em um trágico ataque de monstros a sua vila e foi adotado por monges do Deus da Honra. Lá ele treinou junto com sua parceira, Kim, a monja lutadora cujos punhos nus atacam com a mesma força do Lysanthor com seu martelo.

– Ele falou algo do tipo “quando as vacas botarem ovos”, guri… digo… Guri-san!

Os aventureiros estavam prontos para seguir em sua grande missão de coragem e bravura e…

– Estamos prontos nada!! Ainda faltam dois e…

– AHRÁ!!

Denleon, o duelista mascarado, pulou do segundo andar da taverna com um espetacular salto triplo mortal e caiu suavemente sobre a mesa. Com um sorriso confiante no rosto, sua capa esvoaçante e seu chapéu de aba larga com uma pluma de fênix, ele usou seu florete encantado para dar um ataque certeiro na asa da caneca de cerveja e lançá-la para o alto com um movimento ousado que fez a caneca girar no ar e cair na mão dele, com todo o líquido dentro do caneco, pronto para ele tomar.

– E então, vamos? Uma grande aventura espera por nós em algum lugar!! – e bebeu a cerveja.

– Seu idiota! Você pisou em toda a comida da mesa!! – Deedra empurrou ele. – Espera… tem comida na mesa, né?

– Estamos todos reunidos, já? – Denleon olhou em volta. – Ou temos que esperar mais alguém?

– EU NÃO VOU SAIR!!

Uma voz feminina e doce veio de dentro do banheiro da taverna. Próximo a porta deste está o mago Alexy Zander. Um poderoso mago de robe laranja com muito brilho que faísca de sua poderosa magia. Ele possuía o cajado encantado de ChinoMikus e conjurava criaturas de outras dimensões para lutar por ele e, naquele momento, ele discutia com um deles.

– Vamos embora. Eu conjurei você com o meu poder! Você tem que me obedecer!! – Alexy Zander disse. – Let’s go!

De dentro do banheiro saiu a tímida e sensual demônia sucubbus, Violent, conjurada diretamente das chamas infernais e serva dos mais perigosos lordes demoníacos das profundezas do mundo dos mortos. Com seus cabelos roxos, chifres curtos e asinhas de morcego que tentavam esconder suas formas. No lugar de roupas, apenas poucas tatuagens tribais cobriam suas vergonhas. Toda a taverna olhava para seu rabinho de seta e…

– PAREM DE OLHAR PRO MEU RABINHO!! – a sucubbus choramingou. – Por que eu tenho que me vestir assim? Por que eu não posso ser uma maga boazinha?

– Eu te conjurei e eu escolho como! Agora vamos! – Alexy Zander fez um movimento mágico com as mãos e levou a sua sucubbus para a mesa onde estavam os companheiros. – Então, o que estamos fazendo aqui e o que está acontecendo?

Quando o mago terminou de falar aquilo as portas da taverna abriram-se e deram passagem para dois arautos do rei que tocaram sua corneta para…

– AAAaiiii!! – Melodia tapou os ouvidos. – Não precisam tocar essa coisa aqui dentro! Querem deixar todos surdos??

Os arautos pararam e um deles deu um passo a frente, desenrolou o pergaminho e observou os aventureiros e alguns plebeus que circulavam pelo lugar comprando itens mundanos. Ele soltou um pigarro e começou a ler.

– Heróis e aventureiros!! O Rei de SucréAmour está oferecendo uma generosa recompensa para todos aqueles que cumprirem a sagrada missão de enfrentar as criações maravilhosas e magnificamente geniais do cientista do reino, Lorde Armincendium! Todos que desejarem participar, basta que se apresentem no pátio do Palácio Real nesta tarde!!

– Quem é Armincendium? – Deedra perguntou para os colegas na mesa.

– Todos no reino conhecem o grande Armincendium!! – o Arauto berrou em resposta. – Ele é o criador de maravilhas tecnológicas como Navios voadores, a rede mundial de interespelhos dimensionais e do smarthphone!

– Ah tá… claro. Conheço ele! Superconhecido! – Deedra aparentemente lembrou-se magicamente do mago. – Temos um grande mago no reino!

– Tem smarthphone na era medieval? – a pequena sucubbus tentava se cobrir com as asas. – Não era tempo dos cavaleiros e reis e tudo mais?

– Parece que ele é um grande cientista, mas dizem que ele é louco! – Airis respondeu aos curiosos da mesa. – Uma recompensa por lutar contra as criações malucas dele? Será que é uma boa?

– Nem pensar! Seria loucura! Não devemos entrar nisso! – respondeu Alexy Zander com um sorriso sarcástico enquanto olhava pro arauto. – Não vou arriscar a minha vida e nem da minha morceguinha!

– Bom, pelo que eu sei eu não posso lutar por motivos egoístas! – respondeu Nathan, o paladino. – Eu tenho que lutar só pelo meu deus aqui!

– E eu só por honra… Não posso lutar por coisas egoístas também! – Kim falou logo em seguida. – E isso vale pra Ken também! Nossa ordem só permite que lutemos por motivos honrados.

– Bom, então, está resolvido! Ninguém quer ir e ninguém vai! – Deedra olhou em torno da mesa e viu os olhares concordando com ela. – Vamos ficar aqui e sobreviver!

Cinco Minutos depois, no Pátio do Palácio Real… 

– Não tínhamos combinado de ninguém vir? – Violent estranhou a reunião no Palácio Real. – Achei que iam matar a gente!

– Bom, não tivemos muita escolha depois que o Arauto olhou para nós e disse que se não viéssemos todos seríamos jogados na masmorra e morreríamos de formas dolorosas… – Denleon deu de ombros. – Ficou difícil de recusar, né?

Os trompetistas tocaram mais uma vez, anunciando a chegada do grande e magnífico mago Armincendium, que andava sobre um caminho flamejante com seu robe vermelho e dourado, com detalhes que lembravam chamas. O povo se maravilhava com a apresentação do amado mago e de suas criações fantásticas que andavam e voavam sobre a multidão.

– Mundo fantástico, mundo real, não importa o mundo, governantes adoram gastar o dinheiro público em bobagens que brilham e voam! – Deedra olhava para os artefatos voadores e não estava impressionada. – Típico…

De repente as criações fantásticas do fantástico mago Armincendium começaram a despejar dinheiro sobre os pobres plebeus que comemoravam diante da magnificência do mago. Tá satisfeita agora, caçadora comunistinha do caramba??

– Hum… – Deedra deu de ombros sem se importar. – Isso vai causar inflação…

Esquecendo completamente as discussões políticas, o mago Armincendium caminhou até o palanque (que custou barato) e abriu os braços, saudando o povo, e esperando que todos ficassem em silêncio.

– Bem-vindos! Sejam todos bem-vindos! – Armincendium disse com sua voz poderosa e encantadora. – Bem-vindos à competição anual, quando os mais valentes desafiam minhas invenções no… na… é…

– Incrível Luta de um Cientista Louco? – Melodia levantou a mão e disse.

– É… Esse nome aí tá bom! A Incrível Luta de um Cientista Louco! – completou Armincendium. – Bom, definido o nome, temos aqui nossos desafiantes desse ano!! Eles estão ansiosos para começar! Vamos encaminhar todos à Arena!

Então todos foram para a grande Arena da cidade e a multidão ocupou os melhores lugares para assistir ao confronto!! Os competidores estavam no centro da Arena, cercados dos mais variados tipos de armadilhas mortais, como lâminas giratórias, poços de espinhos e lançadores de chamas. A sua frente, o grande portão, por onde sairia a criatura do inventor louco.

– Bem-vindos!! Vou lhes apresentar minha mais nova criação!! – Armincendium tomou seu lugar em uma cadeira similar a um trono na área VIP da Arena. – Se vocês vencerem, o que será bem difícil… eu lhes concederei um grande tesouro do reino.

– E o Rei tá sabendo disso? – Airis disse casualmente. – Quer dizer, o que ele ganha com isso? Pra que ele nos daria um prêmio por quebrar um negócio que ele gastou dinheiro pra fazer?

– É um teste! Minhas criações têm que ser testadas! – Armincendium respondeu irritado. – Agora, querem parar de questionamentos e vamos começar os testes?? Com vocês… a quimera mais rápida viva!!

O portão principal abriu e das sombras saiu uma criatura incrível. Era um tipo de criatura humanoide bípede de cor azulada, com espinhos longos e afiados nas costas que se movia bem rápido e…

– Isso é o Sonic, guri! – Kim olhava bem para o monstro. – Não é? Eu tenho certeza…

Não! Isso não é o Sonic! Isso é a quimera mais rápida viva e por ela ser tão rápida ela automaticamente é a primeira a poder atacar. Ela tentará atacar vocês com um giro supersôn… digo, superquimérico e… ele falha! De repente, a criatura tenta pular e girar contra os heróis mas desequilibra e cai, ficando indefesa e pronto para ser atacado.

– Tá, agora é minha vez… – Denleon respondeu tomando a frente e sacando seu florete ousadamente. – Eu posso usar o meu “flerte estratégico”?

Na quimera? Você quer flertar com a quimera?

– Não! Na sucubbus. – ele vira-se para Violent e olha nos lindos olhos cinzentos dela. – Olá… lindo rabinho você tem aí…

– Aaaahhhh… meu Deus do céu… Dá pra deixar isso pra depois!! – Deedra tirou o machado da cintura e apontou pra frente. – De quem é a vez agora?

– Eu acho que sou eu… – Ken, o samurai, prepara-se para atacar com sua katana. – Ele usará a sua técnica de “Iai”, para atacar com toda sua força no movimento de desembainhar sua espada e…  ele acerta! HÁ!!

Ken desembainha sua arma em um movimento mortal e atinge a quimera violentamente no peito, abrindo um corte que quase despedaça ela no meio. A criatura se retorce no chão com a força do golpe do samurai Ken e vários estilhaços de seus espinhos voam enquanto a multidão grita e vai a loucura. A criatura levanta-se e agora está pronta para combater com sua fúria e velocidade e… ela morreu! O golpe do Ken sozinho foi suficiente pra matar a criatura.

É’uquê? Mas já? – Kim, que era a próxima a poder atacar, ficou surpresa ao ver a criatura caindo. – Mas, não deu nem pra eu dar uns socos nele, poxa!

– Olha aí… o gasto de dinheiro público com porcaria! – Deedra deu dois chutinhos no bicho morto. – E aí, o que mais tem pra gente?

Armincendium ficou irritado com a piadinha feita pela caçadora e foi até um grande console de alavancas. Ele olhou para algumas e escolheu uma delas. Aquela seria eficiente e mortal. Ele seria reconhecido como o grande mago construtor de coisas maravilhosas. Ele provaria que o poder da ciência supera os feitos da magia. Suas invenções revolucionariam aquele reino e todo o mundo. O mago foi até a beira da sua arquibancada, olhando para os aventureiros e então disse:

– Vocês foram bem contra a minha quimera superveloz…

– Que nem saiu do lugar! – Deedra berrou. – Bbuuuu… porcaria malfeita!!

– Bom, eu tenho certeza que minha próxima criação será mais mortal e incrível do que a anterior!! – Armincendium gritou para a multidão que ovacionou o mago. – Vão enfrentar o… MACACO BURRO!!

Um gorila de quase dois metros de altura com braços poderosos, espinhos encravados no antebraço e garras afiadas rugiu mostrando suas presas pontudas e sedentas pelo sangue dos aventureiros. A criatura andava curvada, apoiando-se igualmente em seus pés fortes e em suas mãos. Ele observou suas vítimas e limpou a saliva usando sua gravata vermelha e…

– Macaco burro?? Gravata?? Eu tinha certeza!! – Kim apontou para o monstro. – Isso aí é o Donkey Kong, guri!! Do joguinho lá dos macaquinhos!!

NÃO É O DONKEY KONG!! É um golem em forma de gorila que usa no pescoço um o resto dos trajes dos inimigos derrotados e tingido de vermelho com o sangue deles! Ninguém aqui falou em gravata!! São trapos da capa de um rival derrotado… Não tem nenhum Donkey kong aqui!

– E tinha um DK bordado na capa desse inimigo derrotado também? – Kim olhou para o macaco com os braços cruzados.

É… tinha porque… pois… ela pertencia ao… ao… Duque King… é! Duque King! E ele bordou suas inciais na capa. Foi por isso! O Macaco Burro derrotou o Duque King e pegou sua capa bordada e enrolou no pescoço como um troféu.

– O “Duque King”? E deixa eu adivinhar, guri… – Kim respondeu cética. – Que não tem nada a ver com o “Duck King” lá do joguinho de luta do Fatal Fury?

– Tá sabendo muito de videogame, ein, Kim? – Melodia olhava para a amiga estranhando todas aquelas informações. – Pensei que você não gostava disso…

– Acredite, guria, eu não aprendi tudo isso exatamente por me interessar pelo assunto… – Kim suspirou fundo e estalou os dedos das mãos enquanto dava um passo a frente. – Tá legal… minha vez de bater no bichão, né?

Kim concentrou em suas mãos a força “chi” dos monges ancestrais e desferiu uma série de socos e pontapés poderosos. Quando ela terminou sua sequência, Kim deu um pulo para trás e caiu em posição de guarda. O Macaco Burro ficou furioso ao receber os ataques e agitou seus braços no ar tentando agarrar a monja, mas ela já estava longe e em segurança.

– E num morreu, não?

O Macaco Burro continua vivo embora tenha sido seriamente ferido.

– Mas, como não? Eu fiz igualzinho o guri ali! Era pra ele ter caído, né não?

Foram ataques diferente e não causaram o mesmo resultado. Nós explicamos isso. Vamos continuar. O Macaco Burro agora furioso avança contra o grupo de aventureiros. E ele atacará… O Paladino. Nathan, você vê o gorila vindo na sua direção com as garras e presas afiadas. Ele levanta os braços e junta as mãos para esmagar você como um coco. O que o Paladino fará?

– Minha vez? – Nathan que parecia distraído foi tomado pela surpresa do monstro atacando-o. – Tá legal! Então eu ergo o meu escudo e grito com toda a minha força: Criatura maligna!! Ajoelhe-se perante a presença do emissário do Deus da Justiça ou enfrente seu destino!!

O paladino ergueu seu escudo abençoado e o símbolo dourado do deus da justiça refletiu o sol como se o próprio deus surgisse naquele campo com toda sua magnificência.

– Eu posso fazer uma coisa aqui… me deixa ver… – Melodia pegou seu alaúde encantado e começou a dedilhar. – Vou tocar uma canção mágica de proteção para melhorar as defesas do paladino!! LLLLÁÁÁÁÁ…

– Isso é para proteger ou para espantar o monstro? – Lysanthor disse. – Bom, aproveitarei que o monstro passará do meu lado e acertarei ele com o meu martelo ativando a minha “fúria de bárbaro” com urro poderoso… OOOOHHHHHH…

– Mas o que é isso? A barda canta igual uma gralha e o bárbaro ativa a fúria como um tenor? – disse Denleon, que continuava olhando para o rabinho da sucubbus. – O que vem depois? O mago indo dar soco na cara do monstro?

– Estou guardando o melhor para o final! - Alexy Zander respondeu. – Vai ver o que eu farei na minha vez!

Quando o Macaco Burro pulou pronto para esmagar o Paladino e, no mesmo instante que ele ergueu o escudo para se proteger… todas as roupas dele somem magicamente.

– O quê?? – Nathan, usando apenas suas ceroulas, berrou. – Como?

Foi graças ao erro da canção de proteção da barda, o Deus da Trapaça pregou uma peça em vocês e deixou o paladino só de ceroulas. Sem a proteção da armadura e do escudo, Nathan foi um alvo fácil para o Macaco Burro e seu soco. Nathan foi atingido com força e saiu rolando pela areia da Arena, caindo desmaiado. Porém o Macaco também não estava preparado para o ataque de oportunidade do bárbaro e também foi arremessado para longe com violência devido ao peso do martelo.

Caçadoras é a vez de vocês. Deedra e Airis poderão atacar juntas por causa da afinidade delas. O Macaco ainda está vivo. O que vão fazer?

– Ele é um morto-vivo? – Airis tenta avaliar o monstro. – Podemos usar nossas vantagens contra ele!

– É claro que isso não é um morto-vivo, Airis! – Deedra responde irritada. – Não tá vendo que ele é um golem? Ele foi construído, então é um golem!!

– O que é um “golem”?

– Um golem… é… hã… é tipo o monstro do Frankenstein, sabe? Quando você pega um monte de partes de mortos, cola tudo e dá vida! É isso!

– E um monte de parte de mortos coladas e vivas não faz um morto-vivo?

Deedra abriu a boca pra responder, mas não saiu nada. O resto do grupo ficou pensativo, emitindo opiniões sobre o assunto, se achavam que era ou não um morto-vivo. Eles ficaram alguns minutos debatendo se um golem era um morto-vivo ou se era um "constructo". E por último, ficaram debatendo por alguns minutos o que era um "constructo".

– É… não importa! Vamos bater nele!! – Deedra sacou do seu bolso de poções alguns frascos. – Eu e a Airis vamos beber a poção de resistência a dor, uma poção que vai aumentar a nossa força e uma poção que vai nos permitir mover-se mais rápido e…

Enquanto as caçadoras bebiam suas poções chegou a vez da sucubbus atacar.

– Não! Espera!! A gente ainda não bateu nele!! – Deedra protesta. – A gente não bate nele não?

Vocês tomaram quase um litro de poções e ainda querem realizar mais uma ação? Nada disso! Vocês perderam a vez e agora, pela ordem, passou para a vez da sucubbus. Ela estava próximo ao duelista e do mago Alexy Zander.

– Mas ele é um morto-vivo ou não? – Airis levantou a mão para perguntar. – Só pra saber…

– Não importa!! Perdemos o turno enquanto discutíamos!! – Deedra toma a garrafa de bebida da mão de Airis e arremessa longe. – Então, não faz diferença se é morto-vivo ou não!!

É a chance da sucubbus atacar agora.

– Eu? Atacar? Não posso só fazer carinho no macaco e pedir pra ele ser bonzinho? – Violent responde assustada com o monstro. – Ele pode ficar calminho e não bater mais no Nath!

– Vio… você tem que usar seus poderes! – Denleon responde. – Veja quais são as habilidades da sucubbus e escolha uma que seja efetiva contra ele!

– M-mas tudo o-oque eu tenho aqui é ligado a seduzir e manipular mentes… – Violent fica cada vez mais nervosa sem saber o que ela faz. – Eu só tenho algo que é… ‘fogo infernal’… Será que funciona…?

Você pode tentar.

– Tá legal! – Violent dá um passo a frente. – M-monstro… saia de p-perto dos meus amigos… se não… se não eu… eu…

Violent esticou as mãos e magicamente conjurou chamas violentas e quentes como um vulcão. As chamas dançaram em torno do Macaco Burro, consumindo a carne, pelos e o couro da criatura. Ele gritava e tentava fugir das chamas que rugiam como almas torturadas e…

– Credo… que horrível isso… – Melodia fica enojada com essas referências a inferno e tudo mais. – …Vamos maneirar nessas coisas, por favor.

A criatura se debatia e o cheiro da carne queimada inundou os narizes de todos naquela Arena. Alguns não aguentaram e botaram para fora o conteúdo de seus estômagos. A sucubbus só parou de conjurar chamas quando o Macaco Burro já tinha sido reduzido a chamas. Os espectadores ficaram surpresos com a força daquela criatura diabólica e, de repente, todos começaram a aplaudir e gritar.

Aquilo fez o mago Armincendium levantar-se de sua cadeira e levantar os braços para acalmar a multidão. Quando tudo ficou em silêncio, ele olhou para os competidores com um pouco de raiva. Não era possível que alguém estivesse vencendo tão facilmente suas incríveis criações. Armincendium abaixou os braços e projetou sua voz para todo o estádio.

– Muito bem! Agora, vocês estão a um passo de vencer meu torneio! Vou libertar minha última e mais poderosa criação!!

As portas do estádio abriram para dar passagem a mais terrível e grandiosa criação do grande mago. Era uma criatura com forma humanoide de cerca de dois metros, pele cinza e várias marcas vermelhas no corpo. Ele trajava apenas um tipo de saiote vermelho com um cinto dourado e carregava duas poderosas facas presas por correntes. Ele olha para vocês com uma vontade incrível de lutar.

– E agora, vocês vão enfrentar o meu golem perfeito. A minha maior criação… – Armincendium gritou. – … CLEYTON!! O BOM DA GUERRA!!

– AH… não, guri!! Tú tá brincando com a gente!! Isso aí é o Kratos do joguinho lá… o God of War!!

NÃO! Ele não é!! Ele é Cleyton!! E agora ele atacará vocês! Cleyton levanta suas lâminas e automaticamente elas pegam fogo. Com um movimento poderoso, suas adagas desprendem das manoplas e voam em direção a vocês. Elas giram no ar deixando um rastro de fogo no caminho e prontas para matar as caçadoras. O que vocês vão fazer?

– É-é… ah… eu vou pular!! – Deedra prepara-se para se jogar no chão e esquivar. – Pula, Airis!! AGORAA!!

Quando a lâmina toca o chão ela explode em uma bola de fogo que atinge vocês e causa queimaduras… menos na Airis. Ela deu um pulo mortal triplo e saiu de perto, recebendo bem menos danos das chamas. Deedra está caída no chão e muito ferida, enquanto Airis pousa graciosamente com um pouquinho de fogo nas roupas.

– OQUÊ??? MAS POR QUÊ?? – Deedra, rolando no chão de dor e com chamas queimando. Ela bate nos próprios braços para apagar o fogo em seus braços e pernas. – O que ela fez que eu não fiz??

Ela tem “evasão aprimorada”.

– Ahhh… então é pra isso que serve? – Airis diz satisfeita consigo mesma. – Poxa, então valeu a pena!!

– Para de ficar se vangloriando e me ajuda!! Eu vou morrer!!

– Aaahhh… oque eu posso fazer?? – Airis fica olhando para os lados, olha em seus bolsos, sem saber como reagir. – O que eu faço??

– Eu posso tocar uma canção de cura!! – Melodia responde. – ela fechará os ferimentos com a magia do meu alaúde e…

– Ah, não! Você não! Não quero ficar pelada aqui!

– Deixa comigo!! – Nathan, o paladino, que já estava trajando sua armadura completa, após a brincadeira do Deus da Trapaça ser cancelada, foi até Deedra e colocou as mãos sobre a cabeça dela. – Com a benção do Deus da Justiça… eu…

Quando o paladino aproximou-se da caçadora, Cleyton surgiu em frente a ele e desferiu um poderoso golpe com sua manopla de ouro que tem o formato de um leã… digo, um touro e… acertou o golpe. Este foi tão forte que fez Nathan sair rolando pela areia do estádio e… ele desmaiou.

– Ahhh… meu Deus!! – Melodia corre para ajudar o paladino. – Eu vou tocar a minha melodia de…

Quando Melodia passou perto de Cleyton, ele tem a oportunidade de atacar ela. Ele apenas deixou o braço em frente de Melodia e… ele acertou!

– A Melodia tentará se esquivar disso! Ela vai e… aaahhh… não! Não consegui!!

Melodia bate de cara no poderoso braço de Cleyton e cai desmaiada. Nathan tenta se esforçar para ajudá-la, mas não consegue fazer nada. Ele cai desmaiado também. A caçadora Deedra também perdeu as forças e desmaiou. Agora Cleyton virou-se para atacar a caçadora Airis que estava mais perto.

– Airis arremessará suas facas contra ele! – ela saca duas facas e lança contra Cleyton. – As facas giram e… acertaram!! Yes!!

Cleyton se prepara para receber os golpes e… um das facas encrava-se no braço do lutador e a outra ele consegue rebater com sua lâmina. No próximo momento, ele concentra sua espada flamejante em um golpe que atingirá a caçadora com uma bola de fogo.

– Denleon irá salvá-la!! – o duelista mascarado deu um salto-mortal e parou em frente à caçadora. – Usarei meu chicote para prendê-lo no braço do Cleyton e desviar a bola de fogo!

– E Ken atacará com o seu golpe Iai! – o samurai correu em direção ao inimigo. – Vou focar o meu ki para ganhar um bônus em meu ataque!!

Muito bem… Faremos a verificação e Cleyton conseguiu segurar o chicote de Denleon no ar. Ele puxou o duelista e o lançou contra o samurai. Ambos caíram no chão e foram chutados em cima da caçadora. Cleyton girou sua arma no ar e lançou a bola de fogo em vocês! Como vocês estão caídos, não há possibilidade de esquiva. A bola de fogo explode sobre vocês.

– Desmaiei… – Airis diz visivelmente chateada.

– Morri! – Denleon declarou.

– Eu também. – por fim, Ken caiu no chão e ficou lá.

– Minha nossa senhora… – Kim fechou os punhos e preparou-se para o combate. – Esse bicho tá muito agressivo, guri!! Eu vou lá ter que bater nele!

– Eu vou lançar minhas chamas infernais contra ele. – Violent começa a conjurar seu fogo infernal. – E lançar contra ele!

A bola de fogo da sucubbus voou em direção ao poderoso Cleyton, mas ele conseguiu rebatê-la de volta contra vocês. A bola de fogo explode em cima da monja e a derrota. A sucubbus é a próxima a ser atacada. Com isso, só sobrou o mago Alexy Zander de pé. O que você fará?

– Eu? Tem alguma coisa pra fazer? – Alexy Zander abriu seu grimório de magias. – Deixa eu ver… posso lançar essa Muralha Prismática? Achei ela linda! Toda colorida!

Você não está no nível de Muralha Prismática.

– Então eu uso uma magia de Desejo e desejo que esse cara suma daqui!

Você ainda não consegue conjurar a magia de Desejo. Suas magias ainda estão em um nível baixo. Tem que tentar outra coisa.

– Eu chamo uma criatura de outro mundo infernal, mas não posso fazer um simples desejo? – Alexy Zander cruza os braços indignado. – O que eu posso fazer afinal?

Bom, você pode tentar conjurar outra coisa. Você tem algumas mágicas ofensivas no seu grimório, como a bola de fogo, flecha ácida ou relâmpago. Talvez alguma coisa que te ajude a acabar com a luta.

– Alguma coisa que acabe com a luta? – Alexy Zander começará a conjurar o seu ritual mágico. – Eu invoco os poderes do cosmos e conjuro… UMA VACA QUE COLOCA OVOS!!

Uma oquê?

Bom, você faz seu ritual e vê a vaca surgindo. Ela olha de um lado para o outro e… cacareja e põe um ovo. Cleyton vê sua vaca e ri dela, pronto para decapitá-la com sua lâmina. Então…

…uma voz vinda do submundo das trevas invade a arena do mago…

…oquê?…

…de repente a vaca que põe ovos entra em combustão instantânea com as chamas infernais que surgiram sem aviso. A pequena criatura se torna cinzas enquanto uma música infernal e pesada que abre um portal de chamas para o submundo de onde vem o maligno Deus da Destruição…

– …Castiel? – Armin estranhou ver o ruivo em sua casa. – Como você entrou?

– Sua mãe é uma pessoa bem legal, sabia? – Castiel respondeu. – Se você sair do celular e conversar com ela você vai descobrir!

– Achei que você não vinha pra cá! – Lysandre estranhou ao ver o amigo na casa de Armin. – O que aconteceu?

De fato, todos estranharam ao ver o ruivo mau humorado rockeiro ali. Cassy observou a mesa da casa do gamer repleto de livros de RPG com regras de sistema Dungeons & Dragons, fichas de personagem e dados de vários lados. Alexy, Violette, Didra, Iris e Kentin (um pouco nervoso com a presença dele ali) observavam suas fichas de personagem e conversam sobre as ações que poderiam ou não ter feito na luta.

– O que é que está acontecendo aqui? – Castiel pegou as anotações do mestre e começou a folheá-las. – Você tá jogando contra os seus jogadores é? Que bicho apelativo é esse? Eles nunca venceriam!

– Você joga RPG também Castiel? – Iris ficou surpresa ao ver o rapaz ali. – Não sabia que você gostava desse jogo?

– Joguei algumas vezes com a banda!! – Castiel falou. – Agora, e vocês? Parece que só o Dean e o Armin jogavam aqui? O resto de vocês é tudo iniciante! E o Armin lançou esses monstros em vocês?

– Eles estavam se divertindo, tá bom? – Armin protestou. – Eu coloquei uns monstros legais para eles enfrentarem!

– Na verdade, ninguém tava se divertindo muito não, ein… – Alexy respondeu antes que Armin pudesse falar mais alguma coisa. – Na verdade, você pegou uns monstros fortes só pra nos bater…

– E eu não gostei da minha personagem! – Violette acrescentou com Lysandre e Melody concordando com ela.

– Além disso, você não explicou nada do jogo, mandou a gente lá pro combate só… – Kentin falou. – Foi bem chato isso aqui!

– Tá vendo? Você não serve pra isso! – Castiel pegou os livros e levou para a outra ponta da mesa. – No RPG você tem que jogar junto com os jogadores. Não é os seus videogames que você sai matando monstros! Dá licença que agora eu vou mestrar isso aqui e ensinar como se faz!

– Você vai mestrar? – Nathaniel deu uma risada irônica. – Essa eu quero ver!

– Então sentem aí e vamos fazer algumas fichas novas… – Castiel entregou aos colegas algumas folhas em branco e eles pegaram seus lápis e borrachas. – …vamos jogar uma história diferente. Ela vai se passar durante o período vitoriano… – aquilo fez Lysandre se animar um pouco. – …e vocês serão pessoas normais que se envolvem em um mundo de mistérios sobrenaturais e muita loucura. Vocês atenderão… ao Chamado de Cthulhu!
 

Fim
 

– Agora eu estou com mais medo… – Violette choramingou.


Notas Finais




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