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História Você é meu Amor Doce - Segunda Temporada - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


—Inicialmente, vamos deixar claro que todos os nomes, personagens, locais e eventos são fictícios e não tem nenhuma relação com acontecimentos ou pessoas reais. Qualquer semelhança é mera coincidência.

—Segundo! Todos os personagens, nomes e locais são de propriedade da BeeMoov Jogos! É proibida a sua reprodução total ou parcial em qualquer meio de comunicação, veículo de imprensa escrito ou falado, sites ou impressos. Se o fizer, se resolva com os franceses!! Boa sorte com um processo internacional!

—Terceiro e não menos importante (talvez o mais importante) ao contrário de outras fics por aqui, esta irá se passar no mesmo universo e os acontecimentos são diretamente relacionados ao jogo! Portanto, pode acontecer de você tomar um SPOILER AQUI. Talvez dos primeiros episódios (ainda não fui muito longe no jogo). Então fique avisado

Capítulo 4 - Não Solte


Fanfic / Fanfiction Você é meu Amor Doce - Segunda Temporada - Capítulo 4 - Não Solte

Dee e Dean chegaram ao fim aquele corredor místico cercado de quadros que se mexiam como se fosse um corredor de Hogwarts, e ao abrir a porta, eles estavam em frente ao portão principal do colégio Sweety Amoris.

– Ninguém vai estranhar nos ver aparecendo “do nada”? – perguntou Dee ao olhar os alunos entrando na escola. – Uma porta surgindo do nada?

– Não sei como isso funciona ao certo, mas ao sairmos pela porta, as pessoas vão simplesmente pensar que sempre estivemos aqui! – respondeu Dean. – Não vão lembrar de terem nos visto chegando ou há quanto tempo estamos aqui. Apenas estamos aqui e pronto!

Eles atravessaram o batente da porta e quando Dee olhou para trás não havia mais nada lá. Havia sumido como se nunca houvesse existido. Ela sentiu algo vibrando no bolso do casaco e pegou seu celular. Ela se lembrava de ter jogado o telefone em Dean, na praça, mas agora ele estava ali. “Melhor para mim”, pensou. Ela checou suas mensagens e não tinha nada de importante, apenas ofertas e promoções da operadora.

Dee também reparou que suas roupas haviam mudado. Agora usava um longo casaco preto com detalhes em roxo nos bolsos, gola e botões. Além de uma camisa sem mangas bem confortável e uma saia tipo colegial. Dean continuava usando uma calça jeans, uma camiseta preta (sem o D estampado desta vez) e uma jaqueta marrom.

– Se eu disser que você ficou bem com essa roupa, aumenta aquele medidor outra vez? – disse Dee olhando para o estilo do rapaz.

– Não, mas eu agradeço mesmo assim. –Dean deu de ombros.

– Então nem vou perder meu tempo dizendo. – Dee riu da cara do garoto.

– Vamos embora.

Eles entraram na escola e Dee decidiu que sua primeira ação seria conseguir reunir informações sobre estes últimos meses. Tentar encontrar quaisquer diferenças entre esta realidade e suas as lembranças de Dee. Ações que aconteceram ou deixaram de acontecer, devido as mudanças de personalidade de seus colegas. Também precisava olhar para cada um deles e verificar seu “lôvometro”…

– Lovô… lo… Lovio… como é que pronuncia o nome daquilo mesmo? – perguntou Dee.

– Loveômetro! Não é tão difícil! – respondeu Dean impaciente.

– Mas é um nome terrível! – resmungou Dee, ela ainda não havia se acostumado com os novos óculos. – Fala para o seu “chefe” que ele mandou muito mal nisso!

– Meu chefe? Que chefe? – perguntou Dean.

– Você disse que alguém, ou alguma coisa, te deu acesso a aquela sala e a todo o conhecimento sobre multiuniversos e a minha atual situação. – respondeu Dee. – Eu imagino que isso seja coisa de alguém com algum tipo de poder “acima” do seu e que esteja interessada em deter o Élius, não?

Dean começou a refletir sobre o assunto. Realmente, aquilo fazia sentido. Eles tinham algum aliado na luta contra o Cupido e, se descobrissem uma forma de fazer contato com esse “chefe” talvez conseguissem mais ajuda. Dean só não conseguiu pensar em quem poderia estar interessado em derrotar Élius e o motivo. Deixaria para tentar entender estas questões mais tarde. Dean reparou que Dee havia parado e estava olhando para alguma coisa. Ele chegou próximo a ela e viu uma aglomeração de pessoas no pátio principal da escola. Eles gritavam e assobiavam.

– É uma briga? – perguntou Dean.

– Não sei… – Dee foi em direção a multidão com Dean em seu encalço. – Vamos lá ver!

Conforme iam se aproximando podiam ouvir os gritos da multidão e assobios que tentavam incentivar ou estimular alguma coisa a acontecer. Dee e Dean tentavam abrir caminho por entre as pessoas, mas não conseguiram chegar até a “primeira fileira”. Dee ficou na ponta dos pés e conseguiu ver a cabeça vermelha de Iris. Seja lá o que estivesse acontecendo, Iris era o centro das atenções. Dean colocou a mão no ombro de Dee.

– É uma armadilha! Vamos embora. – Dean deu meia volta e tentou puxar Dee, mas ela se livrou da mão do rapaz. – Você tem que sair daqui…

– Me solta! Eu não vou deixar a Iris! – Dee agora forçava a passagem e empurrava os alunos. – Ela está com problemas…

Dean foi atrás dela, para cuidar que ela não fizesse nada de errado. Ele imaginava que uma hora Élius fosse tentar alguma coisa, mas não imaginou que seria tão cedo. Dee ainda estava muito presa as lembranças, mesmo sabendo de tudo que poderia acontecer. Ele teria que cuidar dela ou ela poderia por tudo a perder.

Didra chegou até a “primeira fileira” e parou ao lado de Nathaniel, que parecia entretido com a situação. Normalmente, o rapaz já teria interferido em qualquer que fosse a situação, mas este Nathaniel alternativo não parecia se importar muito com o que fosse certo ou errado. Dee por um minuto sentiu muita saudades do Nathaniel que conhecia, mas naquele momento o foco era saber o que aconteceria com Iris.

A garota ruiva estava de pé, visivelmente constrangida e se abraçava, olhava para a multidão que a cercava e se encolhia nervosa, como se quisesse fugir de algo ou alguma coisa. Élius estava sentado em um banco no pátio, assistindo a tudo aquilo como se fosse uma peça de teatro. A multidão que assistia tudo aquilo apenas assobiava e gritava coisas como “vai logo”, “ele mandou”, “eu quero ver” e ainda gritavam algumas ofensas. Não só meninos estavam presentes, mas algumas garotas que também gritavam. Dee ficou aliviada por ver que nenhuma das amigas estava entre elas.

– É-Élius… – disse Iris, nervosa e constrangida. – eu não quero fazer isso… essas pessoas me olhando… por favor, vamos embora!

– Você se importa com o que estas pessoas pensam? Eu pensei que tinha olhos apenas para mim. – respondeu o rapaz, com sua voz grave. Havia algo de hipnotizante no tom de voz dele. – Pensei que você queria me ver feliz…

Dee podia ver o Loveômetro deles. O de Iris parecia vazio. Era possível ver uma ponta de preenchimento colorido. Aquilo indicava que ela provavelmente detestava Dee. Já o de Élius era completamente oposto. Se fosse um copo, transbordaria daquele líquido estranho. Dee imaginou que aquilo significava que ele era obcecado por ela, mas não de uma forma positiva. Exatamente como Iris era obcecado por ele.

– É claro que eu só tenho olhos para você. Eu te amo! – respondeu Iris – Mas… por favor, eu não quero fazer isso.

– Se você me ama, então prove para mim. – respondeu Élius. – Me mostre seu lindo corpo. Tire a roupa!

– Não!! – uma voz se destacou da multidão. Todos olharam para o lado de onde partiu o grito.

– Violette! Por favor, não se envolva nisso. – Iris virou-se para Violette. A menina abraçou a ruiva, impedindo-a de fazer qualquer coisa. – Vá embora!! Saí daqui!!

– Não! N-ão faça uma coisa dessas com você, Iris. – respondeu Violette, quase chorando. – Não faça isso!

– Violette, por favor… eu posso resolver isso. – Iris se livrou do abraço da garota e a empurrou. Violette deu alguns passos para trás. – Vai embora, por favor!!

– Ora, Violette… – falou Élius, com seu tom hipnótico e sedutor. – Por que não se junta a ela? Talvez seja melhor duas em vez de uma… Faça!

Dee ouviu aquilo e seu sangue ferveu, pronta para partir para cima de Élius. Ela já o odiava por machucar Iris, mas fazer qualquer coisa com Violette era imperdoável. Dean segurou o braço de lae apenas fez um sinal negativo com a cabeça.

– Se a situação agora já é ruim e você pode piorar ela. Não vá! É o que ele quer… Não faça!

– Mas, ele vai…

– Se a gente conseguir resolver essa situação rápido, toda essa realidade vai deixar de existir! Isso nunca terá acontecido! – respondeu Dean. – Ignore! Não dê a ele essa vitória!

Dee trincou os dentes de raiva. Chegou a sentir o gosto do próprio sangue na boca. Não podia acreditar que ele humilharia suas amigas e ela não poderia fazer nada.

– N-não! Você é maluco! Eu não faria uma coisa destas! – respondeu Violette. – E nem a Iris, não é?

Violette havia se negado a obedecer um comando de Élius. Ele não entendeu como alguém poderia resistir. Uma ação que o surpreendeu. Não somente ele, mas também surpreendeu Dean. Élius viu aquela situação e riu.

– É uma pena, então, não atrapalhe. Iris… – disse o cupido em forma humana. – Iris, livre-se dela.

– Me perdoa, Violette!

Iris empurrou Violette que caiu sentada no chão. Ela olhou para a ruiva e as lágrimas começaram a cair. Era o melhor que ela poderia ter feito e agora não tinha mais como ajudar a amiga. Violette levantou-se e foi em direção a entrada da escola. Alguém tinha que ajudar.

– E então, minha Iris? Você me ama? – falou Élius, mudando sua posição no banco, apenas para apreciar o show mais de perto. – Faça o que eu digo… agora!

Iris não respondeu, apenas levou suas mãos até a bainha de sua camiseta purpura que sempre usava e a tirou. A multidão gritou, fazendo um coro de aprovação pela atitude da garota. Os smartphones apareceram e começaram a filmar o espetáculo. Didra tentou se livrar do aperto de Dean, mas o rapaz a segurou mais forte.

– Nathaniel!! Faz alguma coisa!! – Dee falou para o rapaz do grêmio que estava a seu lado. – Você é parte do grêmio, não!! Isso é contra as regras!

– Mas, eu estou fazendo! Estou aqui filmando! – ele gritou. Dee sentiu raiva do rapaz. “como ele podia fazer aquilo?”, aquele definitivamente não era o Nathaniel que ela conhecia. Não chegava nem próximo de ser uma sombra dele. VAI NESSA, IRIS!!

Iris continuava se despir na frente de todos os garotos e garotas da escola. Muitos assobiavam e gritavam, outros xingavam e diziam palavras duras, mas ela continuava como se nada mais no mundo existisse. Para sua sorte, ela normalmente usava uma meia-calça roxa com grossas listras pretas por baixo do shorts jeans, que agora estava em algum lugar do pátio da escola. Depois do shorts, removeu a blusa de mangas longas verde, revelando um sutiã branco com bojo simples e sem nada de especial. Uma peça que poderia ser vista em qualquer manequim de uma loja de departamentos. Mas, naquele momento, era o de Iris.

Didra não podia mais deixar aquilo acontecer, mas, por outro lado, se interferisse o que ele poderia fazer com ela? Dee fechou os olhos, não conseguia mais assistir aquela cena. De repente, todo o barulho da multidão se silenciou. Ela abriu os olhos e não entendia o que estava vendo.

Todo o mundo parecia cinzento e descolorido. Tudo que ela via, acontecia em uma velocidade extremamente lenta. Ela viu que Iris agora estava com as mãos na bainha da meia-calça, seria a próxima peça. Mas, todo o movimento era absurdamente lento e pausado. Olhou para a multidão e podia ver diversos Loveômetros flutuando próximos a seus donos. A grande maioria deles era neutro, estancado em 50%, enquanto alguns outros variavam entre 40% a 55%. Eram pessoas que ela não conhecia ou teve muito pouco contato.

Quando voltou sua atenção para Iris novamente, um outro detalhe lhe chamou a atenção. Uma caixa branca, com bordas cinzas, como se fosse um pequeno outdoor na sua frente. Da mesma forma que os Loveômetros, ela só podia ver aquilo por causa dos óculos. Dee demorou para perceber, mas havia algo escrito na caixa flutuante.

A. Não Intervir

B. Intervir


Em um primeiro momento, Dee ficou confusa com aquilo, mas um enorme senso de urgência lhe atingiu como um raio. Instintivamente, ela sabia que tinha pouco tempo para decidir. “Eu não vou deixar”, pensou. A primeira opção na caixa assumiu uma cor opaca, enquanto a segunda brilhou mais forte. O mundo começou a lentamente recuperar sua cor, os sons começaram a ficar gradativamente mais altos e o movimento se tornava cada vez mais rápido.

Dee puxou seu braço que se livrou facilmente do aperto de Dean. Ele até surpreendeu-se com a facilidade com que ela havia fugido dele, deixando-o confuso com a situação. Didra tirou rapidamente seu longo casaco e pulou sobre Iris. Ambas caíram no chão, rolaram e no fim, Dee estava montada em Iris, pressionando o casaco contra ela.

– Ahhh… – Iris gritou quando foi ao chão. – Me solta Didra!!

– Eu não vou soltar!! – gritou Dee, enquanto tentava cobrir a amiga. – Não vou deixar você fazer isso!!

A multidão gritava excitada com as duas garotas rolando no chão. “Se eles queriam um show conseguiram, por essa saia aqui...” pensou Dee. Os rapazes continuavam gritando, e de repente, os gritos de excitação e aprovação foram substituídos por vaias e xingamentos. Dee olhou e viu que Violette estava usando seu portfólio de desenhos para cobrir a cena (a cena dela de saia rolando no chão, no caso). Ela chorava e tremia, com as pessoas gritando com ela, mas mesmo assim, ela não se mexia.

– ME SOLTA! – Iris berrou e aproveitou o momento de distraçã ode Dee para soltar uma das mãos. – AAAAAHHHHHHHH...

– Ai!

Didra gemeu e sentiu sua bochecha arder. A raiva de Iris havia sido substituída por um espanto e medo quando uma gota vermelha caiu no seu rosto, misturando-se as sardas que ela ostentava naturalmente sobre a pele.

– Eu não vou te soltar… – disse Dee com a voz embargada pela dor e raiva. – Eu não vou…

– Dee… – os olhos dela estavam marejados. – Eu…

– CHEGA! – Gritou Élius. O rapaz levantou-se e empurrou Didra. Ele puxou Iris para colocá-la de pé e a empurrou para trás. – Você está sempre interferindo na minha vida com Iris? Não aguenta seu ciúme e inveja?

– Eu não vou deixar você fazer isso com ela! Você é maluco é? – Dee se levantou e encarou Élius. – Mandando ela fazer isso na frente de todo mundo??

– Eu faço com ela o que eu quiser!!

– Não vou deixar! – Didra chegou mais perto, encarando-o. – Não vai machucar ela!!

– Ah, não vai… – disse Élius com um sorriso irônico. – Bom, talvez então você queira ficar no lugar dela?

– O que? – perguntaram Dee e Violette, que estava ali por perto, falaram ao mesmo tempo. – Você tá louco?

– N-não, Élius, meu amor, você não precisa dela… – Iris foi se aproximando do rapaz como um filhote assustado. – Você tem a mim… Eu farei o que você…

– CALADA! – ele gritou e acertou na ruiva um tapa que a fez cair. – Não toque em mim sem minha autorização!!

– Iris!!

Dee tentou correr para ajudá-la, mas Élius a impediu. Por outro lado, Violette correu e abraçou Iris, que cobria o rosto, chorando. Didra voltou a encarar o rapaz com raiva. Aquilo parecia divertir ele e estava faltando muito pouco para que ela perder a razão e dar um soco bem nos dentes brancos e perfeitos. A lembrança de que eles pertenciam a Lysandre a fez segurar aquele impulso.

– E então? Se você realmente não pretende me deixar humilhá-la na frente de todos. – Élius abriu os braços apontando para a multidão. – Você prefere fazer isso no lugar dela? Talvez eu pudesse mandar alguns dos rapazes aqui te ajudarem… ou ajudar Violette?

– O quê?

– Acho que entre vocês três, Violette é a mais atraente. – Élius encarou a menina. – Tenho certeza que muitos aqui gostariam de vê-la mais à vontade…

– Não encosta da Violette e nem na Iris… – Didra respondeu entre dentes. – Ou eu mato você!

– A escolha é sua…

Dee olhou para aqueles garotos e garotas da Sweety Amoris. Ficou triste em pensar como eles poderiam ter se tornado aquelas sombras de amigos e pessoas que conheceu. Procurou entre os garotos pelo rosto de Dean, mas não o encontrou. Iris estava no chão, chorando e com duas manchas vermelhas no rosto, o tapa de Élius e o sangue de Dee. Violette a abraçava. Élius sorria com sarcasmo. Dee levou as mãos até a bainha da camisa e começou a levantá-la.

– O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?? – gritou a Diretora Shermansky acompanhada de Melody. Elas abriam caminho por entre a multidão de alunos que covardemente aproveitavam a situação para fugir. – O que está acontecendo aqui? Nathaniel! O que está acontecendo?

– Foi apenas uma pequena briga de casal, Diretora. – se apressou para dizer um Nathaniel, agora completamente submisso. – Está tudo sob controle. Eu já estava levando eles pra…

– Duas garotas machucadas, um monte de roupas no chão e a Violette chorando? – disse Melody – Tem certeza que está tudo sob controle, Nathaniel?

– D-desculpe, Melody… eu vou punir a responsável. Didra, vá para a sala da diretora, agora! – respondeu Nathaniel. – Eu vou levá-la e…

– N-não! A culpa não é dela! É dele! – disse Violette apontando para Élius. – Ele estava mandando a Iris fazer coisas erradas. Bateu nela e na Dee!

Com “coisas erradas” a Diretora Shermansky pode entender a situação e concluiu que a culpada não deveria ser Didra. Por sorte, Violette tinha “crédito” na escola e não havia ninguém ali que pudesse apontar algum dia no qual Violette tivesse contado alguma mentira.

– Não quero saber de culpados! – falou a diretora dispersando os alunos. – Sr. Élius leve a senhorita Iris para a enfermaria e cuide para que ela fique de roupa durante o período de aulas. – a diretora se virou e saiu.

– É claro, diretora. – respondeu educadamente Élius. – Com certeza.

Ele pegou Iris pelo braço, de maneira bem rude e a retirou da cena. Antes de ir, Didra conseguiu ver uma pequena mudança no Loveômetro de Iris. O medidor, antes zerado, havia se elevado em cerca de 5%. Seja lá o que ela tenha feito, ela fez a escolha certa.

– Didra… – disse Melody aproximando-se. – Eu sei que você tem problemas com o Élius e a Iris, mas envolver a Violette nisso? É muita falta de consideração com ela.

Novamente, naquele momento o mundo de Dee desacelerou e se tornou silencioso. A caixa branca com palavras, que ela já havia entendido que eram escolhas que afetariam o Loveômetro de todos a sua volta, apareceu.

A. Não sou a mãe da Violette. Não tenho nada a ver com isso.

B. Violette agiu por conta própria e não por ordens minhas.

C. Sim, eu envolvi ela nisso.


Dee sabia que tinha pouco tempo para escolher uma resposta. Analisou um pouco as opções. Uma resposta errada poderia colocar Violette contra ela. Por outro lado, talvez pudesse tornar aquela Melody como uma aliada. O tempo estava acabando e ela continuava em dúvida. Dee respirou fundo e…

– Violette agiu por conta própria e não por ordens minhas. – respondeu. – Ela sabe o que é certo ou errado. Ninguém precisa dizer o que ela tem ou não que fazer…

Violette se surpreendeu e Melody encarou Dee séria. Quando ela fez menção de responder, alguém a interrompeu.

– Com licença. Você é a moça do grêmio? Eu sou um aluno novo aqui. – era Dean. – Me falaram pra procurar você.

Ele estava muito suado e ofegante e entregou para ela uma pasta com documentos. Melody viu o rapaz, analisando-o de cima a baixo e abriu um largo sorriso, enquanto Nathaniel o encarou com raiva e ciúmes. Dean, se percebeu o olhar, nada disse. Melody abriu a pasta e começou a ler as folhas.

– Olha só. Bom, seja bem-vindo… Dean O’connel. Eu espero que você possa me ajudar a controlar um pouco a sua irmã. – disse Melody olhando para Dee, que surpreendeu-se e olhou para Dean confusa. – Seja bem-vindo a Sweety Amoris. Venha comigo, eu vou lhe mostrar a escola e os bebedouros. Parece que você correu até aqui.

– Não queria perder o horário das aulas. – respondeu Dean sorrindo. – Espero quenão se incomode…

– Bom, não se preocupe com isso. – ela fechou a pasta e colocou nas mãos de Nathaniel rudemente. – Será que, pelo menos, isso… – ela enfatizou a palavra. – …você tem capacidade de resolver, Nathaniel?

– Claro, Melody. – respondeu o rapaz. – Não se preocupe…

– Por aqui, Dean. – Melody ofereceu o braço para ele. – Permita-me acompanhá-lo até a Sala do Grêmio… Vou te mostrar tudo!

Didra e Violette estavam sozinhas no pátio observando Melody acompanhar Dean com Nathaniel logo atrás. Quando ela disse “tudo”, Dee teve certeza de que era tudo mesmo. Ela levou a mão no rosto, para tocar a ferida, mas foi impedida por Violette.

– Vai infeccionar. – disse Violette, colocando um lenço na ferida. – Não mexe e vamos lavar isso.

– Ai… Vio, desculpa… – respondeu Dee. – Eu não queria ter te entregado para a Melody…

– Ah, não. Obrigada. – disse Violette sorrindo. Ela ainda tremia de nervoso e estava muito corada. – Eu tive que reunir tanta coragem para me envolver na briga e segurar a Iris. Se você tivesse assumido a culpa por mim, eu ia me sentir uma completa inútil.

Dee abraçou Violette. “Será que tem algum lugar no multiverso no qual a Violette não é fofa? Eu acho impossível!”, pensou. O Loveômetro de Violette aumentou em 10%. Ela ficou feliz em ver que alguém ainda gostava dela.

– Dee, eu não gosto do Élius. Ele é mau com a Iris. – Violette acompanhou Dee até o banheiro. – Ele maltrata ela. Outro dia deu um beijo na Charlotte sem se importar se a Iris iria ver.

– Ele chegou a fazer isso com ela outras vezes, Violette? – Dee perguntou enquanto entrava no banheiro. Isso que aconteceu no pátio hoje?

– Não! É a primeira vez! – no banheiro e Violette umedeceu o lenço com água da pia e encostou no machucado. Didra tremeu e fez uma careta pela dor.– Parece que ele está pior agora. Nestes dois dias que você faltou, ele foi muito mau com ela…

– Você percebeu que eu faltei dois dias? – Dee estava surpresa. Até aquele momento, ninguém parecia se importar com ela. Nem mesmo a tia. Mas, Violette parecia a única que ainda gostava de Dee. – Você sentiu minha falta?

– Claro! – disse Violette. – Ajuda ela, Dee! A Iris não merece ficar triste assim. Por favor…

– Eu prometo. – disse Didra abraçando Violette e sendo abraçada de volta. – Eu vou!

***

O primeiro período de aulas correu sem maiores incidentes e sem a presença de Iris na sala. Élius também não estava lá. Dean foi formalmente apresentado a sala como um aluno transferido e irmão mais velho de Dee. Em seu mundo normal, tal relação seria bombástica e surpreendente para todos os alunos que nunca haviam ouvido falar que ela tinha um irmão. Mas ali, naquele mundo, ninguém se importou.

Diversas garotas cercaram Dean e queriam saber mais sobre o novato e Didra aproveitou para ouvir mais sobre a vida de seu “irmão”. Apesar do contato com ele, o rapaz ainda era um mistério para ela. Ouviu falar sobre sua idade, sua escola anterior e seu relacionamento com os pais e a irmã. Embora ela imaginasse que muito daquilo era inventado na hora, era bom ser mais saber mais sobre ele. Principalmente porquê ele parecia saber muito sobre ela e ela não sabia nada sobre ele.

Quando o sinal tocou, Dee correu para fora, pensando se poderia ir visitar Iris na enfermaria. Mas, Dean apenas olhou para ela e fez um sinal negativo com a cabeça, como se soubesse exatamente o que ela estava pensando. Ela estava ficando cansada daquele “link mental” e respondeu apenas fazendo uma careta de desgosto. Foi direto para seu armário buscar o material do próximo período de aulas.

Abriu o guarda-volumes e jogou o material lá dentro. Por um minuto lembrou daqueles dias no qual o armário se recusava a abrir. Por mais irritada que tenha ficado, também lembrava das palavras doces que Iris havia escrito naquela cartinha. Tantos problemas e apuros por causa da carta e tudo foi lhe roubado em instantes. Seis meses perdidos que agora lutava para recuperar.

Estava fechando o armário quando sentiu algo lhe acertando as costas.

– Ei… que isso? – olhou para o chão e viu seu casaco. O casaco que havia usado para cobrir Iris. – Eu nem tô com frio…

Olhou para trás e viu que Iris estava próximo dela. A garota estava constrangida, olhando para o chão e usava o cabelo para esconder a marca vermelha no rosto.

– Eu falei para você não chegar mais perto de mim. Por que fez aquilo? – disse Iris, sem convicção nas próprias palavras. – Por que você não me deixa em paz com o Élius? Eu pensei que você fosse minha amiga…

– É por isso que eu não deixo! Por que eu sou sua amiga. Por que eu sou… – Dee pensou em falar sobre a história das duas, mas isso levaria a perguntas sobre Élius ou Eros, as realidades alternativas e tudo o que aconteceu, então desistiu. – … alguém que se importa com você!

– Se você se importa, então fica longe! – Iris esbravejou. – Eu entendo que você é apaixonada por ele, mas ele me escolheu. Que droga! Ele escolheu a mim!!

– Se eu, em algum dia, em alguma realidade, cheguei a gostar dele, Iris, isso morreu. Morreu no momento que eu vi o jeito que ele te trata! – respondeu Dee, abaixando para pegar a blusa caída no chão. – Isso tem nome, Iris. É relacionamento abusivo!

– N-não é verdade. Ele me trata bem. Ele me ama. – Iris respondia, mas não havia força nas palavras. – Você não sabe de nada! Isso… foi só… uma brincadeira!

– Eu tô vendo o quão bem ele te trata! Esse vermelho ai no seu rosto se parece muito com um beijo carinhoso. – “Um que eu costumava a te dar”, pensou. – Tem outros por aí? Algum que a gente não tá vendo?

– Ele está nervoso! A família dele está com problemas… e é só isso! – Iris disse, gaguejando e escondendo a marca no rosto com o cabelo. – Eu não deveria ter questionado ele!!

– Essa é a desculpinha que ele te deu… – perguntou Dee encostando no armário com os braços cruzados. – … ou a desculpa que você criou na sua cabeça para justificar tudo isso?

– Não! Você vai ver como ele me trata bem e me ama. Eu sei disso. – respondeu Iris cada vez mais nervosa. – É só.. uma fase… É só um… Você vai ver!!

– Quando? Quando eu vou ver? Amanhã? E o que vai acontecer amanhã? – Didra respondeu cínica. – Ele vai te pedir para pular na frente de um ônibus? Vai te pedir para vir pelada de uma vez, para não dar tempo de ninguém te impedir de fazer um strip na frente da escola inteira?

– Isso não ia acontecer! Ele não ia me pedir para fazer isso. – Iris estava ficando nervosa, mas com ela mesma, por não querer admitir que as palavras de Dee eram verdadeiras. – NÃO VAI TÁ!!

– Bom, a essa hora eu acho que a gente já pode entrar no Youtube e ver os vídeos que provavelmente foram gravados de hoje cedo por todos aqueles garotos. – disse Dee, mexendo no celular. – Vai dar para ver se ele ia ou não te mandar tirar toda a roupa… e provavelmente vai dar para ver a minha calcinha também, na hora que a gente tava rolando no chão com você… – Dee puxou a bainha da saia e olhou. – Azul bebê, pelo menos é bonitinha.

Iris deu uma risada nervosa da piada de Dee. Era bom fazê-la sorrir outra vez.

– Iris, por favor, me escuta. – Dee olhava para a garota e queria abraçá-la. – Ele não é quem você pensa, ele é mau! Ele tá fazendo isso só para me atingir. Não deixa ele te usar dessa forma.

– Te atingir? Nem tudo gira em torno de você, Didra! – respondeu Iris brava. – Me deixa viver! Me deixa em paz. – Iris se virou para ir embora, mas Dee impediu.

– Me solta, p-por favor… – Dee pegou a mão dela e segurou. Sem perceber, Iris também apertou a mão de Dee. Não havia luta. – Me deixa… eu… Dee…

– Não vou te soltar! Se você quiser pode puxar a sua mão e vai embora. – Didra apertou mais. – Mas, se fizer isso, eu não vou atrás de você. Pro inferno com tudo.! Com todas as realidades e possibilidades. Eu não vou mais correr atrás de você. Se você quiser. Mas… eu não quero.

Iris começou a chorar.

– Eu não consigo te soltar! Eu não tenho força… – Iris enxugava as lágrimas com a manga da blusa, enquanto apertava a mão de Dee. – E-eu sinto… que eu tô na beira de um abismo… e a única coisa que me impede de cair lá dentro é você! Eu não sei… mas é só você que me mantém aqui. Dee, por favor…

– Iris… – Dee sentiu os olhos marejarem. Mas, naquele momento, ela não podia chorar.

– Não solte, Dee. Me segura! – Iris chorava. – Não me deixa cair, porque eu não aguento isso sozinha. Não me solte, por favor…

Dee abriu a boca para responder, quando tudo se tornou cinza e lento. Ela pode ver o rosto de Iris, cada lágrima que caia era mais uma coisa que ela faria Eros pagar. Mas, naquele momento ela precisava se concentrar. Precisava escolher a resposta certa. Ela leu na caixa flutuante as suas opções.

A. Não soltar

B. Puxar Iris e beijá-la

C. Soltar


Não olhou muito, se o fizesse certamente escolheria a opção B. Ela respirou fundo e escolheu…

Iris se assustou quando Didra lhe soltou sua mão. Ela olhou para trás. Ela cairia.

– Eu não vou te deixar, Iris. Se você cair, eu pulo com você. – disse Dee sorrindo. – Aguenta mais um pouco…

Iris sorriu e as lágrimas caíram com mais força. Ela se virou para abraçar Dee, mas Dee apenas levantou a mão para impedi-la. Era como se estivesse pressentindo algo ruim. Alguns segundos depois Élius virou pelo corredor.

– Já devolveu a blusa dela, minha Iris?– ele disse com desprezo na voz. – Então, vamos embora.

Dee olhou para a garota. As lágrimas haviam secado, deixando sobre um olhar frio no lugar. Aquela já não era a mesma Iris com quem conversa a alguns segundos atrás. Só a presença do rapaz foi o bastante para mudar a atitude da ruiva completamente. Mas, lá no fundo, a “sua” Iris ainda estava lá.

Iris se virou e foi até Élius e o beijou. Dee encarou o rapaz que sorria sarcasticamente para ela. Aquilo já não a atingia mais. No fundo ela sabia que havia vencido. O Loveômetro de Iris havia enchido em mais 10%. Só precisava avançar mais.

                                                                                                           ***

Dean estava sentado no pátio, sob a sombra de uma árvore. A jaqueta estava jogada no chão e ele tomava água de uma garrafa. Didra se aproximou e o encarou com raiva. Ele apenas olhou de cara fechada e não disse nada, voltou a atenção para a sua água. Eles ficaram ali por alguns minutos, sem dizer nada um para o outro.

– Onde é que você estava? – perguntou Dee finalmente. – Eu tive que me ferrar lá e você some!!

– Onde eu estava a que horas? – responde Dean. – A uns cinco minutos atrás eu tava tentando me livrar da Melody enquanto ela queria me mostrar tudo!

– Onde você estava na hora que eu precisei de você? – respondeu Dee. – Na hora que aquele maluco estava quase… Grrrr… – Dee não conseguia descrever a cena e estava com tanta raiva que mordeu a alça da bolsa.

– Tá 'gotoso'?? – ele abriu um sorriso irônico. – Dá um pedacinho pra mim? – Dean falou sorrindo.

– Vai… você sabe para onde! – ela se sentou do lado de Dean e pegou a garrafa da mão dele e bebeu todo a água. Ela olhou para o lado e viu que haviam outras cinco garrafas vazias. – E então, onde você estava?

– Eu estava onde eu precisava estar.

– Ah… ha há… querido, eu realmente tenho que discordar de você… – falou Dee irônica. – Pois eu acho que você deveria estar do meu maldito lado naquela hora!

– Pra quê? – Dean deu de ombros rindo dela. – Ver você correndo pela cidade pelada? Não, tenho certeza que o que eu fiz foi mais relevante.

– E o que foi que você fez de tão importante? – Dee pegou o smartphone, abriu a câmara frontal e começou a olhar para o machucado no rosto, agora com um curativo. – Qual foi o seu ato heróico?

– Acelerar o tempo. – respondeu Dean. – Mais especificamente, acelarar o tempo da Diretora Shermansky.

– Como assim? – perguntou Dee, parando de olhar para o telefone. – O que você quer dizer?

– Ela só chegaria aqui na escola em duas horas. – respondeu Dean, desenhando círculos no ar com os dedos, simulando um relógio. – Eu fiz este tempo passar mais rápido para ela, para que ela chegasse até aqui exatamente no momento que ela chegou!

– Você pode fazer isso? Avançar e voltar no tempo? – perguntou Dee. – Então você pode…

– Posso, mas não posso ficar fazendo isso o tempo todo! Existe um preço muito alto a se pagar. – Dean estava sério. – Eu sei que você ia perguntar, então é mais fácil já desenrolar logo a situação. Cada vez que isso acontece eu “gasto” meu tempo de vida e “roubo” a expectativa de vida da pessoa.

– “Gasta” e “rouba”? – Dee repetiu as palavras, tentando adivinhar seu significado. – Isso significa que…

– Tanto eu quando a Sra. Shermansky vamos viver duas horas a menos. – respondeu Dean. – É por isso que eu disse para você não se envolver naquela situação. Você me forçou a isso!

Dee ouviu aquilo e tentou entender aquelas palavras com mais calma. A diretora e Dean agora teriam duas horas a menos de vida porque Dean usou algum poder para fazer com que ela chegasse mais rápido até a escola, para impedir Élius de continuar maltratando Iris.

– Bom, eu peço desculpas, mas até que duas horas não é tanta coisa assim, não é?

Dee falou aquilo tentando amenizar o clima, mas a cara que Dean fez deixou claro que não ia funcionar, então ela apenas se calou. Ela devolveu a garrafa de água para ele, mas estava vazia, então, ele juntou aquela garrafa as outras.

– E o que faremos agora? – perguntou Dee depois de um tempo de silêncio constrangedor. – Quer dizer… Temos que pensar em algo…

– Eu não sei você, mas eu vou voltar para “a minha sala” e pensar. Sozinho! – respondeu Dean. – Está por conta própria agora, então evite de fazer qualquer besteira.

– Tá bom, eu vou ficar aqui, tentar descobrir alguma coisa. – ela estava recolhendo as garrafas de água. – Como eu te chamo?

– Não chama! Eu apareço quando for necessário!

Dean chegar suado e cansado somado ao número de garrafas no chão, fez Dee pensar que usar o tal “poder” de voltar no tempo devia demandar um tremendo esforço. Aquilo ficou na mente dela, mas foi rapidamente substituído por outra pergunta mais importante.

– Ei, e que história é essa de você ser meu irm…. Ah não. – Dean havia sumido e deixado Dee falar sozinha. – Ah… não! Não vai tornar isso um hábito!!

Dee jogou fora as garrafas de água nas latas de coleta seletiva da Sweety Amoris e foi andando de volta para as classes. Estava com raiva da atitude do garoto. O que eram duas horas? Duas horas as pessoas gastavam no cinema, no trânsito ou fazendo qualquer coisa boba. Não era o fim do mundo perder duas horas. Ou era?

O alto-falante da escola chiou e os alunos puderam ouvir a voz da Professora Delanay.

– Atenção, todos os alunos da Sweety Amoris estão dispensados do segundo período de aula hoje. Podem ir para suas casas. Repetindo: Atenção, todos os alunos da Sweety Amoris estão dispensados do segundo período de aula hoje. Podem ir para suas casas.

O alto-falante ficou em silêncio…

Continua…


Notas Finais


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