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História Você é meu Amor Doce - Segunda Temporada - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


—Inicialmente, vamos deixar claro que todos os nomes, personagens, locais e eventos são fictícios e não tem nenhuma relação com acontecimentos ou pessoas reais. Qualquer semelhança é mera coincidência.

—Segundo! Todos os personagens, nomes e locais são de propriedade da BeeMoov Jogos! É proibida a sua reprodução total ou parcial em qualquer meio de comunicação, veículo de imprensa escrito ou falado, sites ou impressos. Se o fizer, se resolva com os franceses!! Boa sorte com um processo internacional!

—Terceiro e não menos importante (talvez o mais importante) ao contrário de outras fics por aqui, esta irá se passar no mesmo universo e os acontecimentos são diretamente relacionados ao jogo! Portanto, pode acontecer de você tomar um SPOILER AQUI. Talvez dos primeiros episódios (ainda não fui muito longe no jogo). Então fique avisado.

Capítulo 6 - Amigas


Fanfic / Fanfiction Você é meu Amor Doce - Segunda Temporada - Capítulo 6 - Amigas

Outro corte. Mais sangue. A grama do Clube de Jardinagem, antes verde e brilhante, agora se mesclava com o vermelho. Outro gemido abafado e assustado. Um tipo de tortura que se estendia por minutos, horas, dias ou séculos. Violette não sabia dizer.

– Quando ele manda, você obedece! Entendeu? – dizia uma Charlotte descontrolada enquanto riscava padrões aleatórios na pele de Violette com um afiado estilete. – Entendeu???

A tímida garota estava assustada e não conseguia se livrar de suas agressoras. Ela chorava, temendo pelo pior. Roupas estavam sujas e rasgadas, mãos estavam machucadas e alguns dedos já não respondiam aos seus comandos. Ela já teria desmaiado mas a cada momento em que poderia ter perdido a consciência era despertada violentamente com um tapa ou soco.

Ela não entendia o motivo das meninas estavam fazendo isso e nem o por quê Élius havia mandado que a atacassem, mas o que ela sabia é que, a partir daquele ponto, não haveria mais volta. Não deixariam que ela fosse a polícia, contasse o que aconteceu e a mando de quem. Ela sabia que suas agressoras não poderiam e nem deixariam Violette livre após toda essa sessão de tortura. Ela sabia que não sairia dali viva.

VIOLETTE!

Ela abriu seus olhos cheios de lágrimas e, por um segundo, a chama da esperança reascendeu. Dean vinha correndo em direção a elas. Mas, subitamente, ele parou…

– Estávamos esperando você, cadáver!

De traz dele, Dean viu surgir como um borrão cor-de-rosa, a garota chamada Bia. Ela também estava armada com um estilete e usou o objeto para perfurar Dean, mas a lâmina apenas se quebrou ao contato com a grossa jaqueta marrom que Dean usava. O estilete não havia sido feito para perfuração e sim para cortes. Por sorte, Bia havia calculado mal o golpe e desperdiçou a chance. Claro, que apesar disso, Dean sentiu a pontada do objeto afiado nas costas e sangrou.

Do outro lado, Li surgia com uma perigosa tesoura de costura. Aquele sim, um objeto bem mais perigoso e mortal. Seria bem-sucedido em ferir Dean independente da forma que fosse usado. E com um golpe vertical, Li conseguiu cravar fundo a ponta da tesoura no ombro de Dean. Ele sentiu o metal furando a carne e riscando o osso. Em uma situação normal, ele nunca bateria em uma garota, mas aquela não era uma situação normal e aquelas não eram Bia, Li e Charlotte. Eram apenas peças no tabuleiro de xadrez de Élius e a vida de Violette estava em jogo. Aquela era uma situação de vida ou morte, então ele não podia ser gentil ali.

Ele não tinha nenhum tipo de treinamento em combate. O que sabia eram movimentos desajeitados de qualquer tipo de arte marcial que já havia visto em filmes B de Kung Fu, Karatê ou qualquer outra coisa. E naquele momento, seus 1,85cm, sua força física e seus quase 90 kg eram suas únicas vantagens. A adrenalina da situação também lhe ajudou a ignorar a dor, então aproveitou que o braço de Li estava estendido e acertou um soco com toda a força que tinha em seu cotovelo. O braço dela virou em um ângulo estranho e a garota gritou. Esperava que a dor fosse o suficiente para fazê-la desmaiar, mas não foi o caso, então lhe deu um chute de qualquer no rosto. Li girou sobre o próprio eixo e caiu desacordada.

Bia viu aquela situação e percebeu que estava em desvantagem, sozinha e desarmada. Então sua melhor alternativa era fugir. Dean não poderia deixar. Ela se virou para correr, mas a mão de dele voou em direção aos cabelos curtos dela e a pegou. Puxou com força e derrubou Bia de costas no chão e com a mão livre, lhe acertou um soco, afundando seu rosto. Sentiu o nariz dela quebrar, a cabeça bater violentamente no chão e quicar. Depois disso, ela ficou inerte no chão e agora só sobrava Charlotte.

Charlotte apenas riu. Ela deslizou a lâmina fundo pelo pescoço de Violette. A garota gritou, mas o som foi abafado por um pedaço de pano sujo que estava em sua boca. O vestido cinza foi tingido de vermelho e ela caiu no chão. Charlotte largou o corpo e avançou contra Dean com seu estilete. Desesperado, Dean correu, saltou e jogou todo o peso do corpo em um chute com os dois pés estendidos. Atingiu seu alvo, um pé no rosto e outro no peito da garota. O impacto fez Charlotte cair no chão desmaiada. Ao cair no chão, ele gora sentiu toda a dor da perfuração no ombro e a tontura da perda de sangue. Mas, não podia se dar ao luxo de cair.

Ele correu até Violette. Ela estava em pânico, usando a mão para tentar deter o sangramento no pescoço. Está pálida e respirava com dificuldade. Dean não teria tempo de levar ela até um médico. Daquele ponto para frente ela morreria e Dean apenas precisava de mais tempo. Por sorte ou azar, tempo para ele não era um grande problema.

Ele abraçou Violette e a sentou com delicadeza e colocou a mão no ferimento. Violette estava assustada e confusa. Qualquer pessoa gritaria por socorro, mas Dean não, apenas a olhava. Ela queria gritar, mas não tinha forças.

– Vai ficar tudo bem. – ele disse. – Eu prometo.

Como ele podia dizer aquilo? Ela estava sangrando e sentia o mundo escurecendo cada vez mais rápido. A dor pelo corpo estava cada vez mais fraca e os sentidos começavam a falhar. Violette pensou por um momento que tudo estava perdido. E então algo aconteceu.

O mundo ficou cinza e silencioso, ela via borrões de movimento, cada vez se movendo mais rápido e indo para trás. Tudo parecia desfocado e distorcido. Ela se via levantando, mas não como alguém se levanta normalmente, ela estava “caindo ao contrário”, Charlotte, borrada e distorcida, se aproximava, mas sem olhar. A dor do corte diminuía, de seu ponto máximo para o mínimo.

O vestido manchado começava a ganhar sua cor cinza novamente. Ela sentiu a sensação esquisita do sangue fluindo para dentro do pescoço e sentia a carne se fechando com uma velocidade anormal. A dor diminuía, os sentidos começavam a clarear. O medo ainda era presente, mas não era o mesmo medo de antes. Agora ela sentia que o medo estava misturado a confusão. Ela não estava entendo o que estava vendo, mas já não sentia o “medo da morte” de antes. Mesmo sem entender, algo lhe dizia que agora ela estava segura.

Dean, se levantava do chão depois do chute, mas fazia isso voando, pousou no chão e corria para trás, ao encontro de Li e Bia. Ele “retirava” os golpes. A agressão que aconteceu há alguns segundos, acontecia ao contrário. Mas, não era possível ele estar “desbrigando” com as meninas porque Dean estava ali. Bem na sua frente. Ela via o rapaz, sentia a mão dele em seu pescoço, em seu rosto a expressão de quem fazia um esforço hercúleo de quem puxava alguma coisa muito pesada.

Agora, ela se via sozinha, com Bia, Li e Charlotte lhe ameaçando, elas andavam para trás, saindo do Clube de Jardinagem de costas. E então, um flash forte atingiu seus olhos e ela os fechou por instinto. Quando os abriu, estava de pé, encostada na mesma árvore em que se sentava para desenhar. E em frente a ela estava Dean, com a mão em seu pescoço, muito suado e ofegante, olhando para ela.

– Tá tudo bem?

Ahhh!! – Violette gritou e chutou. Ela não mirou, mas acertou.

Ouch!

Dean sentiu a dor espalhando-se por todo o seu corpo como se fosse um choque, Levou as mãos até a “zona” atingida e caiu no chão, gemendo e sem ar. Violette, ainda assustada, olhava para os lados e não via mais as meninas, sangue ou ferimentos em seu corpo. Só Dean, caído no chão, gemendo e segurando o “lugar” que ela acabou de acertar.

– Dean!! – Violette ajoelhou-se ao lado dele. – Dean!! Olha pra mim!! Fala comigo!

– B-branca… aaii…

– Branca? – Violette pensou um pouco, depois entendeu o que era. – AAAAhhh… IIIAAAAHHH!!

AAAAAHHHHHHH!!!

Dean tomou outro chute. No mesmo lugar.

– D-Dean… me-me-me-me-me perdoa! – disse Violette, tentando se decidir se estava arrependida ou zangada. – Eu-eu-eu-eu não queria… e o que você estava fazendo??

Dean, caído no chão, apenas segurava as lágrimas e tentava dizer algo como “foi minha culpa”, mas o som não saia. Ele tentou sentar-se, mas, subitamente, Violette deu um grito de medo e o abraçou. Ela gemia e pedia socorro com sussurros baixinhos. Ele teve de se esforçar para ignorar a dor e a abraçar. O coração dela estava acelerado e ele tentou acalmá-la deslizando a mão calmamente pelas costas dela.

Com os olhos marejados de dor, Dean virou-se para olhar a entrada do Clube de Jardinagem e, como ele imaginava, lá estavam Bia, Li e Charlotte, sem ferimentos ou machucados. Elas encaram Violette e depois foram embora. Dean havia conseguido mudar a história. Nem o ataque a Violette ou sua briga com as meninas tinham acontecido. Violette estava a salvo. Pelo menos, por enquanto.

                                                                                                   ***

Didra andava pelos corredores da escola, frustrada por sua falha. Nada, exceto ver Kentin, ou Ken, na Sala de Redação, tinha ajudado muito. Castiel foi expulso, Ken era um babaca, Nathaniel era outro babaca, Melody se tornou uma garota fria e controladora, Peggy era uma fofoqueira sem escrúpulos apenas atrás de qualquer porcaria que pudesse escrever naquele jornal (não mudou muito) e Lysandre nunca nem havia existido. O que será que teria acontecido com Liegh e Rosalya, sem a existência de Lysandre?

Rosalya sempre foi uma boa amiga nos momentos que ela mais precisou. Talvez Rosa possa ser uma aliada agora. Mas, onde ela poderia encontrar Rosalya naquele momento.

- O-oi, Dee. Tudo bom? – Didra ouviu uma voz atrás dela. – Está indo pra aula?

Ela se virou e viu um garoto de cabelos escuros e curtos, usando uma roupa discreta e monocromática. Ele, como várias outras pessoas naquela realidade tinha um rosto magro e olhos tristes. Além de machucados. Esses eram quase onipresentes no rapaz. Quase que ela não reconheceu aquela pessoa, mas com um olhar mais atento ela conseguiu perceber quem era:

– Alexy? O que aconteceu com você? – era Alexy. Seu bom amigo Alexy. A pessoa mais alto-astral que ela conhecia parecia agora um farrapo do que foi um dia. – O que aconteceu com seu rosto?

– Isso? Não é nada… – disse ele, tentando esconder o roxo no olho. – E-eu caí da escada e… me machuquei, é isso. Só isso mesmo…

– Bom, parece que essa escada tinha duas mãos e estava vestindo uma bota bem pesada e… – ela parou de falar ao reparar que do lado de Alexy flutuava um Loveômetro “morto”, exatamente igual ao de Kentin. Alexy foi um dos “roubados” por Élius. – … Alexy, me fala, quem fez isso com você?

– Ninguém… não aconteceu nada. Eu caí, foi só isso. – ele respondeu, se afastando de Dee. – por favor, não insiste nisso… eu só me machuquei…

– Isso não vai ficar assim, cadê o Armin? – Dee começou a olhar para os lados. – A gente vai achar quem fez isso com você. Ele vai dar um jeito nesses caras!

– Quem fez o que com esse vi…? – Dee ouviu a voz de Armin, vindo por trás dela, mas o que ele acabou de sobre o irmão é algo que Armin nunca faria. – Ele tá arrumando encrenca outra vez?

– Armin? O que aconteceu? – Didra, chocada com a atitude dele, viu Armin. – O que aconteceu com você?

Era Armin, mas era outra pessoa. Era um rapaz alto e com o cabelo raspado e uma barba curta. Usava roupas escuras e acessórios de metal, além de vários anéis pontiagudos e luvas sem dedos. Era o total oposto daquele Armin nerd que ela conhecia. Na verdade, se esse Armin encontrasse o outro, era capaz do Armin nerd sair do encontro usando a cueca na cabeça.

– Comigo ? Nada! E com essa bi… – outra ofensa homofóbica que Armin nunca diria. – …ele caiu da escada outra vez, não é? – disse ele com um tom de voz intimidador. – NÃO É?

– É! É sim, Armin. É o que eu estava dizendo para ela. – respodeu Alexy, recuando e afastando-se do irmão. – Eu cai… só isso…

Dee estava vendo aquela situação e não estava acreditando. A possibilidade de quem havia machucado Alexy tinha sido o próprio Armin era muito assustadora demais. Não conhecia ninguém que tivesse mais apreço e carinho pelo irmão do que os gêmeos. E o inverso também era válido. Ela sabia que um morreria pelo outro, mas agora, Alexy era um garoto assustado e Armin um agressor. Um agressor do próprio irmão.

– E aí Dee? Cansou de correr atrás do Élius. – falou Armin com uma risada cínica. – Você poderia tentar fazer esse meu irmão virar macho! Ou se preferir um macho de verdade… eu já estou aqui e disponível.

– Você? Mas e a Kim? – Dee perguntou. – Vocês não estavam namorando?

– E o que eu tenho a ver com aquela ma…? – Armin soltou uma ofensa racista. Dee ficou chocada. – Eu não! Só gosto de bu… – outra coisa que ela não acreditava que um dia ouviria da boca de Armin. – … bem rosinha! Que eu aposto que é o seu caso.

– Armin, não fala assim… ela é muito…

– CALA A BOCA! Seu lixo! Você é uma vergonha para nossa família! Por sua causa é que largaram a gente num orfanato!

Armin gritou e ameaçou bater em Alexy, que se encolheu e tentou proteger-se com o caderno. Dee empurrou o rapaz que ia agredir o irmão. Ela não podia acreditar naquela “versão” racista e homofóbica de Armin. Não imaginava como aquilo havia acontecido.

– Armin!! Para com isso! – Didra ficou na frente de Alexy. – Eu vou ter que chamar a diretora… ou pior, a Melody!

Armin, ou aquela “sombra” dele levantou a mão como se fosse dar um tapa em Dee, mas mudou de ideia. Ele apenas encarou Alexy e foi embora. Alexy pegou suas coisas e murmurou um “muito obrigado” sarcástico para Dee e foi atrás do irmão. Didra não conseguia acreditar neste cenário distorcido. Alexy e Kentin eram os “roubados” por Élius e ela não fazia ideia de como resolver isso.

Ela encostou de costas na parede e foi deslizando até se sentar no chão. Aquilo parecia pior do que o que ela havia imaginado no começo. Era realmente uma tragédia. E em algum lugar desse mundo distorcido havia um “cupido maluco” que ria dela. Precisava ir para algum lugar tranquilo para pensar. E só conseguiu pensar em um lugar assim. Ela subiu as escadas e entrou na Sala do Clube de Música, onde ela estaria sozinha e cercada de boas lembranças. Era aquilo que ela precisava no momento.

                                                                                               ***

Em algum lugar afastado da cidade…

Uma Mercedes preta terminava de fazer a manobra e entrou em uma das propriedades daquele condomínio de luxo. Não chegava a ser uma mansão, mas certamente era o maior e mais caro imóvel da cidade. O carro parou em frente a uma porta grande, ladeada por belas colunas ao estilo grego e dele saíram Li, Charlotte e Bia. Elas foram escoltadas por um homem de meia-idade, um mordomo “padrão” vestindo um fraque preto com cauda e luvas brancas, até o jardim dos fundos. Nele, estava Élius, praticando arqueiria. Ele pegou uma flecha da aljava de couro que estava ao seu lado, encaixou no arco e fez a mira.

– Considerando que vocês três estão aqui, limpas como estão, devo supor que não fizeram o que eu mandei. – Élius soltou a flecha e deixou que ela voasse até o alvo. Um tiro perfeito. – Acertei?

– S-sim, Élius! – disse uma Charlotte muito emotiva, quase a ponto de desabar em lágrimas. – E-ela não estava sozinha, então recuamos… Nós perdoe, amor! Faremos tudo certo da próxima vez! Juro!

– O homem-morto? Estava com ela? – perguntou Élius enquanto pegava outra flecha. – Ou era a Didra?

– S-sim… ele estava com ela. – Li já estava chorando e ajoelhada com a testa encostada no chão. – Ela estava com estava lá com ele.

– E ele parecia cansado? – Élius mirou no alvo com cuidado. – Esgotado?

– S-sim, Élius. Ele estava deitado no chão e gemendo. – respondeu Bia aos prantos. – Nós perdoe, diga que perdoa!!

Élius sorriu e soltou a flecha que cravou no centro do alvo. “Velhos hábitos nunca morrem”, ele pensou. Não conseguia compreender qual era o poder de Violette e o motivo dela ser resistente ao seu fascínio. Principalmente se comparado ao que fazia com Li, Charlotte, Bia e Iris. Era irritante estar tão limitado, tão mundano e “humano”.

Aquele corpo, se sentia como se estivesse nadando em lama. As emoções roubadas, as personalidades que havia pego, pareciam uma grande colcha de retalhos, mal costurada, que brigavam entre elas. Ele tentava entender como aqueles pensamentos funcionavam e como as coisas se encaixavam, mas quanto mais pensava, menos entendia. Ser mortal era complicado.

Embora ele não gostasse de admitir, nem para si mesmo, ele ainda não tinha tanto poder quanto desejava. Quanto merecia. Mas ele conseguiria. Era só uma questão de tempo e remover pequenos estorvos em seu caminho. Em breve, ele seria exatamente o que aquele mundo precisava. Um ponto final no caos e um novo paragrafo na história da humanidade. Um guiado pela ordem e amor.

Aquela carapaça de carne e aqueles sentimentos confusos o fizeram entender seu propósito. A vingança boba contra Dee já não importava. O que importava agora era por ordem na criação. Os humanos, imperfeitos e erráticos precisavam da luz de uma estrela guia ou destruiriam a si mesmos e tudo a seu redor. E agora que compreendia isso, ele, o próprio amor em pessoa, não poderia permitir isso.

– Bia, minha querida, quer ir até o alvo para mim? - disse Élius enquanto ajeitava uma nova flecha no arco. – Preciso praticar.

– Claro que sim, Élius. - disse com uma voz suave e cantada, enquanto limpava as lágrimas – Tudo o que você desejar!

Ela caminhou até o alvo e ficou alegremente parada em frente a ele. Não havia medo ou dúvida em suas ações. Era apenas uma obediência servil e feliz. Um cordeiro obediente pronto para o abate, se necessário. “Um exemplo perfeito do futuro que vou construir.”, pensou Élius. Uma fiel que age confiando cegamente em seu “deus”, sem medo ou raiva. Apenas amor e obediência.

Era exatamente do que os humanos precisavam fazer para serem felizes. A vontade própria, o livre-arbítrio, para ele, era um defeito que deveria ser removido. O desejo era um câncer na mente daquelas pessoas. E ele, como um bondoso cirurgião, retiraria aquilo para o bem dos humanos. Alguns não aceitariam e lutariam contra ele. Mas, para estes, Élius reservaria o pior.

Ele fez a mira e disparou. A seta passou perigosamente próxima a cabeça de Bia e arrancou de seus cabelos o enfeite rosa que ela usava. Flecha e acessório ficaram cravados no centro do alvo, para deleite de Li e Charlotte, que batiam palmas. Bia continuava parada, sorrindo, com um pequeno fio de sangue que descia pela lateral do rosto. A flecha havia lhe riscado o couro cabeludo e feito um pequeno corte. Mas, Bia não demonstrava qualquer sinal de dor ou medo. Apenas seu melhor e mais bonito sorriso para seu amado Élius.

Ele baixou o arco e pegou uma taça de vinho que estava sobre uma mesinha de metal branca que enfeitava o seu jardim. Ter tal poder podia ser útil, mas como ainda era limitado, isso o irritava. Olhou para seu relógio. O controle que exercia sobre Iris iria de dissipar em algumas horas. Mas, aquilo no momento não era importante. Não havia nada que ela pudesse fazer por ele nas condições que estava.

– O que devemos fazer agora, Élius-sama? – disse Li. Ela havia explicado que aquela palavra era usada para se referir a divindades ou algo assim. Ele gostava quando ela dizia aquilo. – Por favor, nos comande…

– Por enquanto, apenas se divirtam. Fiquem à vontade. – respondeu Élius com seu tom hipnótico. Naquele momento não havia nada que ele pudesse fazer. Aquele era o momento de esperar e planejar. – Eu lhes direi o que fazer em breve…

Charlotte, Li e Bia, sem nenhum pudor, tiraram as roupas e pularam na piscina. Nadando tranquilamente, elas se esforçavam para chamar a atenção de Élius, mostrando a eles “seus dotes” e ele as olhava como se fossem insetos. Pequenas criaturas frágeis e mortais, que precisavam de um guia. Alguém que conduzisse esse rebanho errante para um futuro brilhante e feliz. Ele era esse farol que levaria o mundo a um novo patamar. Melhor e cheio de amor.

                                                                                                ***

As aulas correram normalmente e a diretora Delanay interrompeu o professor Fariaze por um momento para dar notícias sobre Iris. Ela já estava acordada, mas ficaria mais uns dias sob observação dos médicos. A inanição poderia levar a alguma outra complicação, então, seria melhor mantê-la no quarto. Após o término do segundo período, os alunos da Sweety Amoris foram para suas casas. Dee esperou algum tempo na porta da escola, procurando por Rosalya.

– Sai da frente!

Uma voz vinda de traz dela a fez perceber que estava no meio do caminho dos alunos, então sentiu algo lhe acertando o ombro com força. Didra surpreendeu ao ver que aquela que falou era Rosalya. Assim como Alexy, Rosa também estava com roupas mais discretas e simples. Usava um rabo de cavalo curto, bem diferente de seu longo cabelo platinado esvoaçante.

Aquela parecia ser Rosalya, mas era uma versão “comum e sem graça” da sua amiga de sempre. Didra sentiu um arrepio ao ver o estado da amiga. Algo estava errado com Rosalya e de alguma forma, Dee sentia que a culpa era dela.

– Oi, Rosa. – disse hesitante. – Tudo bem?

– Estava, até agora. – Rosa respondeu com uma rispidez que era reservada aos piores inimigos. – O que você quer?

– Eu só queria saber se tava tudo bem com você e com o Leigh? – Dee reparou na expressão de Rosa. Ela já não precisava mais da resposta. – Quer dizer, acho que não quero saber mais…

– Rá! Que piada! Eu não sei se está tudo bem com o Leigh. Me diz você. – Rosa respondeu com raiva. – Ainda tá frequentando a loja dele? E o quartinho dos fundos?

– Eu fiz algo com o Leigh? – Dee sabia que definitivamente havia feito algo, mas, de qualquer forma, precisava saber o que. – De que quartinho você tá…

– Isso eu não vou saber! – Rosalya estava cada vez mais irritada. – Não acho que em uma semana você tenha feito muita coisa com o Leigh. Talvez tenha! Dá pra fazer muita coisa em cinco minutos! O que eu sei é que você me roubou ele e logo depois largou… Espero que tenha aproveitado!

Dee lembrou-se de quando conheceu Rosalya. Ela estava na escola e então encontrou com Leigh no pátio. O irmão de Lysandre estava na escola, buscando uma forma de se reconciliar com a namorada. Dee viu o rapaz e pensou “poderia roubá-lo para mim, ele é um gato.” Mas, decidiu que aquilo era errado e então fez todo o possível para reconciliá-lo com Rosalya. Rosa se tornou uma de suas melhores amigas, se divertiam juntas, compravam calcinhas juntas no shopping, além de ser uma ajuda decisiva contra Debrah.

Agora, ela estava de frente com as consequências do “e se”. E se ela tivesse roubado Leigh de Rosa. Aquela era uma Rosalya que não tinha Leigh com ela. Alguém triste e raivosa. Imaginou que Leigh, sem sua Rosa, devia estar em uma situação bem similar. Rosa e Leigh deviam ser algum tipo de “casal predestinado”. Aqueles casos que só aparecem nos livros de romance. Um tipo de amor verdadeiro. E Dee havia destruído isso.

– Já te disse alguma vez que sinto muito pelo que fiz? – Dee perguntou. Ela não tinha culpa, mas como explicar isso para Rosalya. – Por que se não, Rosalya, eu sinto muito.

– Sente mesmo? Acho que não. – respondeu Rosa. – Você sabia que ele era meu namorado! Como você fez isso comigo?

– Eu… tô tentando consertar todas as besteiras que fiz nesse tempo. Aquela era “outra eu”. – Didra respondeu sincera. – E eu não sei o que eu posso fazer por você, exceto pedir desculpas. Eu não sei se você conseguiria me perdoar, mas eu realmente queria voltar a ser sua amiga.

– Não me lembro de ter sido sua amiga um dia. Quando a gente se conheceu eu pensei que você fosse alguém legal, até ver o Leigh te beijando. – disse Rosa. – Não sei como poderíamos voltar a ser algo que nunca fomos.

– Bom, pensei então que talvez a gent…. Quer saber, desculpa. Desculpa tomar o seu tempo!

Dee não tinha como consertar aquilo e foi afastando-se de Rosa. Não havia como salvar a situação ali. Rosalya estava certa, não seria possível construir uma amizade com uma base como aquela. Dee, sendo ela ou não, havia feito algo terrível com a garota. No lugar de Rosa ela faria o mesmo. O mundo desacelerou e Dee viu aquela mesma caixa branca com bordas prateadas. Ela leu as opções:

A. Desistir

B. Insistir

Dee analisou aquelas opções. Pensou em insistir. Não tinha nada a perder mesmo. Rosa já a detestava. Então, ela se virou e disse:

– Naquela uma semana, não fui eu quem terminou com ele. Foi ele quem terminou comigo! – Dee falou e depois estranhou o que havia acabado de dizer. Como ela poderia saber aquilo. – Por que ele queria voltar para você. Apesar de tudo, ele te ama. Eu só queria que você soubesse.

Rosalya ouviu o que Dee disse, pensou, mas não disse nada. Apenas se virou e foi embora. Dee também seguiu seu caminho. Saber que tinha magoado Rosalya era uma das coisas tristes que poderia ter feito. Preferia não saber o que fez, então ela foi para casa.

                                                                                                   ***

– Está me dizendo que você falou algo que não sabe o que é e como sabia, mas aquilo veio para você? – Dean disse. Ele estava sentado na mesa de jantar do apartamento de sua “tia” Agatha. – Como uma ‘lembrança”?

– Sim. É como se eu sempre soubesse daquilo. – respondeu Dee, usando seu pijama com estampa de morango. O mesmo que usou na festa de Melody. – Não sei da onde veio a informação, parecia que ela estava lá “dormente”, mas ela estava. Ela simplesmente veio pra mim!

– Isso é um péssimo sinal. Péssimo mesmo. – concluiu Dean, após pensar um pouco. – Tente, não lembrar de coisas assim…

– Por quê? Acho que neste momento tudo o que temos a nosso favor é informação, não? – perguntou Dee. – Qualquer informação deveria ajudar a gente não é?

– Não neste caso. Isso quer dizer que você está começando a ter “lembranças” dessa realidade. Você está se tornando parte dela. Cada vez mais integrada a este “mundo”. – Dean respondeu tentando ser o mais claro possível. – O que significa que em breve você vai esquecer a sua realidade. E quando isso acontecer, ela desaparecerá por completo!

Dee ouviu aquilo com preocupação. Não podia mais perder tempo. Tinha que descobrir como “acordar” os Loveômetros de Kentin e Alexy. Além de descobrir se não havia mais ninguém a seu redor que pudesse ter perdido algo de importante. Estavam refletindo quando Dee ouviu a campainha tocar. Ela correu até a porta e olhou atrás do olho mágico. Ela virou e olhou Dean com um sorriso irônico. Dean, não entendeu nada.

– Oiiii… – disse Dee com uma voz cantada enquanto abria a porta. – … Violette! Tudo bom? A que devemos a sua visita?

Dean olhou para a porta e viu a garota dos cabelos violeta parada na porta de “sua casa”.

– O-oi, Dee. O-o.. Dean.. está aí? – perguntou ela timidamente.

– O Dean? Mas você veio visitar ele e não a sua amiga aqui?? – falou Dee, bem alto, para que Dean pudesse ouvir. – Claro, ele tá ali! Ô Deeeaaaan!! A Violette veio visitar você! Não eu! Você!!

Dean foi até eles e empurrou Dee. Ela riu e foi em direção ao seu quarto.

– Larga de ser besta! – ele disse.

– Tá bom. Olha, eu vou lá para o meu quarto tá! Deixar vocês sozinhos!! – disse Dee. Violette conseguiu ficar mais vermelha do que antes. – Tá? Bem a vontade! Tem ninguém em casa tá!! – e entrou no quarto. – Sozinhos!!

– Essa besta… – Dean abriu a porta e deixou Violette entrar. – Desculpa, Violette. Tá tudo bem?

– S-sim, eu, só queria te pedir desculpas… pelo chute!

– Pelos dois chutes? – Dean lembrou-se da visão que teve quando estava deitado no chão com dor. – Por que eu não tive culpa!

– Não! Um só! O outro você mereceu! – ela disse e estendeu uma caixa de chocolates. Não era uma caixa de chocolates finos ou caros, mas vindo de Violette, poderia ser uma única bala que Dean aceitaria feliz o presente. – Me perdoa. Eu estava muito confusa e assustada com alguma coisa! Então… desculpe!

– Poxa, não precisava fazer isso. Eu disse, foi minha culpa. Na verdade, eu acho que te atrapalhei. Parecia que as meninas, a japonesa (ou será que era chinesa)… aquela outra magrela e a baixinha com cara de biscoito redondo… – Violette riu da descrição que Dean fez de Bia. – Parecia que elas queriam falar com você.

– Eu… sei, mas, alguma coisa me diz que eu não devia falar com elas naquela hora. – Violette disse. – De alguma forma, você me ajudou por estar lá. Não sei como, mas… obrigada.

– Então, melhor ainda. – Dean disse sorrindo. Violette também sorriu. O rapaz lhe inspirava confiança.

Violette percebeu que ainda estava segurando a caixa de bombons e olhando fixamente para Dean. Ela soltou a caixa no susto e desviou o olhar. Dean achou engraçado o quão tímida ela era, mas, ao mesmo tempo, aquilo era bom. Uma sensação tão reconfortante e inédita para ele.

– E-eu preciso ir agora… tá tarde… – ela disse virando-se para a porta, mas viu que estava fechada e voltou a olhar para Dean. – Eu preciso ir. Está tarde! Eu já disse isso, né?

– Eu posso te acompanhar? Está tarde mesmo, não é bom você andar sozinha por aí. – respondeu Dean. – Além disso, vai que as meninas te encontram no caminho e querem… conversar com você.

– A-ah… n-n-não… Minha casa é longe. Tem que pegar ônibus e… – Violette ficou vermelha na hora. – eu chamo um tá-táxi ou meu… eu… ahh… Casa longe e…

AATTCHHIMMMENTIRAAACCHUUU!! Ai que gripe forte é essa agora?? – gritou Dee de dentro do quarto. – Preciso de um lencinho aqui…

– Licença um minuto para eu poder ir matar a sua irmã? – disse Violette indo em direção ao quarto de Dee. – É rapidinho, tá?

– Fique tranquila! Não precisa ter pressa, pode caprichar. – disse Dean, abrindo a caixa e comendo um chocolate. Aquilo era bom. Doce e escorria alguma coisa melada de dentro. – Essas coisas ruins aí demoram a morrer!

Violette entrou no quarto e viu Dee sentada em sua cama, abraçando um travesseiro com um enorme sorriso no rosto. Violette estava brava, mas parece que aquilo a deixava ainda mais fofa. E então Dee correu para abraçá-la e Vio pegou uma almofada e começou a bater nela.

– Aí, meu “deuso” Violette. Tô shippando muito! – Dee ignorou a almofada e a abraçou. – Vou ter a minah cunhadinha fofa!!

– N-não tem shippe nenhum aqui!! – Violette batia mais forte, mas não adiantava. – Eu só vim aqui para pedir desculpas por ter chutado ele. Ele viu a minha calcinha e…

– Nossa, que agressiva? E que relacionamento avançado. Não me diga que ele tentou te agarrar a força? – perguntou Dee. – Se for isso eu vou lá agora e afundo os dentes dele e…

– NÃO! Eu não sei… ele tava muito perto e eu chutei. – disse Violette segurando Dee. – Eu não lembro o que aconteceu antes. Mas, eu não devia.. Então eu vim pedir desculpa! S-só isso. – ela se sentou em frente a penteadeira de Dee. – E-eu tô bonita?

– Violette! Não tem dia que você está feia. Você é linda! – Dee disse. – Olha que eu agarrarei você se o Dean vacilar muito! – “Se tem algum universo que eu namoro com ela, eu devo ser muito feliz.”, pensou.

– Me ajuda a ficar como você? – Violette respondeu séria. – Você é tão bonita e confiante. Eu sou tão tímida e insegura.

– Você não quer ser como eu, Violette. – respondeu Dee, passando uma escova de leve pelos cabelos da garota. – Eu queria ser como você.

– Então, me ajuda a ficar mais bonita. – ela disse olhando para o espelho e encarando diversos produtos que Dee tinha sob a penteadeira. – O que eu passo disso aqui?

– Pronto! Está linda assim. É só o que você precisa. – respondeu Dee, usando os dedos para fazer Violette sorrir. – Olha que gata!

– Dee…. – respondeu Vio, com uma voz abafada e chorosa. – Tá doendo…

– Tá bom vai. Mas, vamos fazer algo bem de leve. Só pra realçar o que você já tem de bom. Quer alguma roupa emprestada também?

Dee ofereceu, mas Violette negou com a cabeça. Em alguns minutos, Dee havia passado um batom rosa claro em Violette e um pouco de pó vermelho claro nas bochechas dela. Algo bem discreto, mas efetivo. Em alguns minutos elas saíram do quarto e Dean se surpreendeu ao ver Violette. Ele pegou seu casaco e saiu com ela. Dee olhou para a caixa de bombons deixada sobre o sofá.

– Se você comer meus negócios aí, eu esfrego a sua cara no chão quando eu voltar! – disse Dean. – Não mexe nos meus… isso aí!!

– Come at me, bro! – respondeu Dee e enfiou o chocolate na boca, mastigando de boca aberta na frente de Dean.

Dean riu e fechou a porta. Dee viu os dois saindo do prédio e seguindo a rua. Seria bom se Dean e Violette se entendessem. Alguém ali merecia ser feliz. O celular de Dee vibrou e fez o característico barulho de buzina de navio do WhatsApp. Dee se assustou, mas pegou o smartphone. Leu o remetente da mensagem e ficou mais tranquila. Era uma mensagem de Rosalya.

Está desculpada! – Dee leu e sentiu as lágrimas nascerem em seus olhos…. – Amiga! :) – ela chorou.

Logo após isso, surgiu uma foto de Rosa com Leigh, juntos e usando alianças.

Mas, se fizer outra vez… te quebro os dentes. >:( – Dee leu a mensagem e começou a rir. Como não fazia a um bom tempo.

                                                                                                       ***

Longe dali…

Crásh…

– Élius!! – gritaram Li, Charlotte e Bia. Elas correram para ajudar o rapaz, que havia tropeçado e derrubado um dos seus luxuosos vasos chineses no chão. – O que aconteceu? Éllius!!

Ele estava ofegante, com a mão no peito e arfando. Era estranho. Como se algo tivesse sido arrancado dele. Era como se um pedaço de si tivesse sido cortado. Ele sentia que algo “não estava mais ali”. O que era? Ele não conseguia saber.

– Saiam daqui… – ele disse bravo. Ao ver que elas nã ose mexiam, ele berrou. – SAIAMM!! SUMAM DAQUI!!

– Não, Élius-sama! Não vamos deixar você. Você está pálido e…

– EU DISSE PARA SAÍREM DAQUI!! – ele gritou e se libertou das garotas. Correu para seu quarto e trancou a porta. – VÃO EMBORA!!

Estava sozinho e sentia que um pedaço de si havia sido arrancado. Ele estava com raiva e descontaria em alguém. Naquele momento não tinha como machucar Iris, sua “vítima” preferida, então Charlotte, Li e Bia sofreriam no lugar dela. Não sabia o que faria, mas queria apenas descarregar sua frustração em alguém.

– O que você fez? – ele disse, sozinho, olhando para um grande quadro coberto por um tecido pendurado na parede. – Não pode me impedir. Não pode!!

Continua…


Notas Finais


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