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História Você é meu Amor Doce - Segunda Temporada - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


—Inicialmente, vamos deixar claro que todos os nomes, personagens, locais e eventos são fictícios e não tem nenhuma relação com acontecimentos ou pessoas reais. Qualquer semelhança é mera coincidência.

—Segundo! Todos os personagens, nomes e locais são de propriedade da BeeMoov Jogos! É proibida a sua reprodução total ou parcial em qualquer meio de comunicação, veículo de imprensa escrito ou falado, sites ou impressos. Se o fizer, se resolva com os franceses!! Boa sorte com um processo internacional!

—Terceiro e não menos importante (talvez o mais importante) ao contrário de outras fics por aqui, esta irá se passar no mesmo universo e os acontecimentos são diretamente relacionados ao jogo! Portanto, pode acontecer de você tomar um SPOILER AQUI. Talvez dos primeiros episódios (ainda não fui muito longe no jogo). Então fique avisado.

Capítulo 7 - Fique comigo


Fanfic / Fanfiction Você é meu Amor Doce - Segunda Temporada - Capítulo 7 - Fique comigo

Quando a noite tiver chegado

E a terra estiver escura

E a lua for a única luz que veremos

Não, eu não terei medo. Eu não terei medo.

Desde que você fique. Fique comigo”

Foi a única parte que Dean conseguiu ouvir e entender da música antiga que tocava no rádio de um táxi estacionado na rua próximo ao shopping. Ele caminhava ao lado de Violette, escoltando a moça até sua casa pois, naquele mesmo dia (embora ela não se lembrasse) Vio foi atacada e quase morta por suas colegas de escola, Charlotte, Bia e Li. Mas todas elas eram vítimas de um único mal, Élius.

Violette, por outro lado, alheia a todos estes problemas, caminhava feliz ao lado do rapaz. Extremamente tímida, ela pouco falava e, de vez em quando, olhava Dean. Quando era “flagrada” olhando, virava o rosto rapidamente, ficando ainda mais vermelha do que o de costume.

A dupla passou em frente ao shopping da cidade e Dean, curioso sobre o local, parou e começou a olhar para o prédio grande e iluminado. Embora não quisesse perguntar, para não parecer tão “alienígena” quanto era, não pode resistir ao impulso.

– O que é esse lugar? – Dean perguntou.

– O S-shopping? É um shopping… sabe? – ela tentou não demonstrar estranheza a pergunta, mas não conseguiu. – Lojas, praça de alimentação, cinema… shopping!

– E podemos entrar um pouco? – ele observou as pessoas que entravam e saiam do lugar e os carros saindo do estacionamento. – Ver o que tem dentro?

– Você quer comprar alguma coisa? – perguntou Violette, olhando para a tela do celular, “está cedo”, pensou. Não chegaria tarde se passasse algum tempo lá. – Ou está com fome?

– Não. Na verdade, eu só queria olhar… isso aí. – disse Dean apontando para o prédio. – É contra a lei entrar aí?

– Claro que não! Que pergunta… – Violette pegou a mão de Dean e o puxou para dentro do shopping. – Na verdade, e-eu preciso comprar algo! É! Isso! Vamos sim! Eu lembrei que tenho coisas para comprar!

Eles caminharam pelos corredores, olhando nas vitrines das mais variadas lojas. Por mais que Dean estivesse aproveitando o passeio, estava receoso quanto a possibilidade de um novo ataque e olhava constantemente para todos os lados, fazia curvas inesperadas nos corredores do shopping, tentando ter certeza se não estava sendo seguido.

– Você está bem? – perguntou Violette. Ela pensava que talvez ele não quisesse estar ali ou não quisesse estar ali com ela. – Está procurando alguma loja?

– Não. – ele respondeu. – E-eu achei que você fosse comprar alguma coisa.

Violette se assustou. Ela realmente havia dito aquilo, embora não tivesse intenção de comprar nada.

– E-eu.... eu vou naquela loja ali! – e apontou para um lado aleatório. – Comprar algo ali!

– Bom, eu espero você aqui enquanto você vai na loja de lingeries. – disse Dean olhando para a loja. – Ou você quer que eu entre com você?

Violette olhou para o lado que havia apontado, ela havia escolhido a loja de lingeries ao lado da Vingir. Muito envergonhada, ela pegou Dean pelo braço e rapidamente se afastou da loja, parando em algum ponto aleatório do corredor.

– N-n-não… é ali… – outro ponto aleatório para o lado oposto.

– Na Julien? Ali não é só roupa masculina? – disse Dean.

Outro furo. Violette ficou cada vez mais corada e sem rumo.

– Eu…. eu… queria te c-chamar para ir comer alguma coisa e… – engoliu em seco as palavras. Ela acabou falando o que estava pensando. Agora já era tarde. – … eu queria… fazer um lanche? T-tudo bem?

– Claro! – Dean respondeu sorrindo. – Eu só não sei onde é a parte que vende comida aqui.

– Eu te levo! Só me acompanhar. – respondeu Violette, vermelha mas feliz.

– Mas, acho que vou precisar dessa mão aí para comer, não? – perguntou Dean.

Violette percebeu que não havia soltado a mão do rapaz desde que entraram no shopping e a soltou rapidamente. Ela queria pular em frente a um carro ou dentro de um buraco, mas não havia nenhum disponível no momento. Dean riu da atitude dela e, gentilmente, pegou a mão dela novamente, indicando se poderiam ir. Violette ficou mais calma e foi para a escada rolante. Apesar da descontração, Dean não poderia baixar a guarda.

Eles subiram as escadas e rodaram pela Praça de Alimentação. Havia uma série de coisas que Dean não conhecia ali, que não entendia o que era e perguntava constantemente para Violette “o que era aquilo?”, que, apesar de estranhar as perguntas, explicava pacientemente o que era e como se comia tudo aquilo. No final, decidiram comer pizzas. Dean pegou a sua pizza e ficou olhando para Violette, constrangido.

– O que foi? Esqueceu sua carteira em casa? – ela perguntou.

Dean não sabia como explicaria que não tinha nem carteira, dinheiro ou mesmo documentos, já que era um completo invasor naquela realidade, então apenas acenou positivamente com a cabeça.

– Eu espero que isso seja a sua forma de dizer que eu sou uma garota independente e que não preciso de um homem para ficar pagando as contas por mim. – Violette pagou $20 e foi com Dean para uma mesa. – Vou ficar brava se não for!

– Se for uma forma de fazer com que eu saia bem nessa, então sim. – ele respondeu sorrindo. – Mas, é sério. Me desculpe, eu esqueci tudo em casa. Amanhã eu te devolvo.

– Não se preocupe. Eu recebi hoje, então, posso gastar um pouquinho. – Violette riu. Dean, deixou sua pizza na mesa e puxou a cadeira para Violette. Ela agradeceu o cavalheirismo e se sentou.

– Você trabalha? – Dean perguntou e ficou olhando para aquele grande e redondo pedaço de massa coberto com queijo. Ele disfarçou e esperou Violette começar a comer para imitá-la.

– Eu não trabalho exatamente. Dou aulas de piano para a filha de sete anos do meu vizinho, além de fazer desenhos para quem pede. – ela pegou o garfo e faca e cortou pequenos pedaços da pizza. Dean a imitou.

– Que ótimo isso. Deve deixar seus pais orgulhosos. – disse Dean tentando parecer animado.

Violette parou e ficou triste. Dean havia batido em uma pedra, mas não sabia o que era.

– Minha mãe ela morreu a pouco tempo. Meu pai está sim, muito orgulhoso, então acho que sim. – respondeu Violette.

– Eu… não sabia. Sinto muito, Vio. – Dean disse. Violette fez um sinal de positivo com a cabeça.

– E você? – ela tentou parecer mais descontraída. – Claramente passou muito tempo em algum lugar muito diferente daqui.

Dean estava brigando com uma longa tira de mussarela que não queria ser cortada, quando reparou que Violette o olhava. Ela riu e o ajudou com o queijo, mostrando a ele como cortá-lo corretamente. Decidiram comer primeiro e depois conversar com mais calma. Finalizando o jantar, eles foram até a panificadora Chez Louiz, onde Violette comprou um café para Dean e um chocolate quente para ela.

– Eu, na verdade, estive viajando… com meus pais. Então, eu meio que desacostumei com algumas coisas. – Dean falou, tentando parecer o mais natural possível. – Shopping… pizzas… essas coisas ficaram longe da minha rotina.

– Mas, e a Dee? – Vio perguntou.

– A Dee… bom, ela… estava quase reprovando e não podia ir viajar… – respondeu Dean improvisando uma desculpa. – Então ela foi viver com a Tia Agatha e teve que se mudar para a Sweety Amoris. Acho que você já conhece essa parte.

Violette ficou séria e colocou a xícara no seu pires. Ela encarou Dean.

– Na verdade, eu te chamei aqui, por que eu preciso saber o que aconteceu hoje mais cedo? – ela disse. – Naquela hora, no Clube de Jardinagem…

– Você me deu um chute certeiro bem nas… é… foi isso que aconteceu. – Dean respondeu, lembrando dos “agradáveis” minutos de dor e agonia.

– E-eu... já pedi desculpas!! – Violette corou. – Ma-mas, não é isso… eu quero saber por que você estava tão colado comigo?

– Bom, eu… vi… uma aranha no seu ombro e fui espantá-la. – Dean falou, sem coragem de encará-la. – Acho que você se assustou com isso e reagiu. Eu não queria te falar e você se assustar.

– Eu sei que não foi isso. Eu sinto como se tivesse… – ela olhava para Dean, tentando ler seu rosto. Ela parecia procurar as palavras certas. – … perdido… minhas lembranças. Parece que, pelo menos, trinta minutos da minha vida simplesmente foram apagados.

– Violette… – Dean começou a dizer, mas foi interrompido.

– Parece que eu estava no Clube de Jardinagem e então, eu tenho uma vaga lembrança da Li, da Charlotte e da Bia, então… deu um branco. Um flash e lá estava você. – ela disse, nervosa. – Porque, é como se eu tivesse a impressão de um deja vu delas, mas eu só me lembro de você. Ali. Eu não entendo.

– Eu não sei o que te dizer Violette. – Dean tentou criar um cenário plausível, mas a cara de Violette deixava claro que não havia funcionado. – Mas, a verdade é que você estava caída no chão e eu fui te socorrer. Não sei o que houve. Talvez as meninas saibam!

–  Eu não quero te chamar de mentiroso, mas parece que tem alguma coisa… algum pedaço desta história que você não quer ou não pode me contar. – ela disse.

– É uma coisa… uma situação que envolve a Dee e… toda uma confusão. – Dean não queria mentir. – Eu prometo que te conto numa outra oportunidade, mas nesse momento, eu só posso te dizer que é melhor que você não saiba.

Violette fez um sinal de positivo com a cabeça e eles terminaram suas bebidas em silêncio. Eles pegaram um ônibus, ainda sem dizer nada e ele a acompanhou a garota até a casa dela como havia prometido. A porta da casa estava aberta e com uma luz acessa, e em frente a ela, havia um senhor de cerca de 50 anos com uma expressão bastante séria. Violette correu até ele e o abraçou.

– Sabe que não pode sair de casa tão tarde assim, não é, moça? – disse o senhor com cabelos grisalhos curtos e olhos azuis, com um ar de tristeza. A passagem recente da esposa explicava o ar melancólico do senhor de meia-idade. – Onde você estava?

– Eu fui na casa da minha amiga Didra. – respondeu Violette abraçando carinhosamente o pai.

– E eu devo supor que este rapaz é a sua amiga Didra? – disse ele simpático estendendo a mão para Dean.

– Sou o irmão dela, Dean. – respondeu apertando a mão do senhor. – Eu peço desculpas por trazê-la tarde.

– Meu nome é Armand. E muito obrigado por acompanhar a Violette. Não posso imaginar o que faria se alguma coisa acontecesse com ela. – disse o homem, afagando os cabelos da filha. – Agora, vamos entrando certo, Violette?

– Só vou me despedir do Dean, pai. Me dá uns cinco minutos. – ela se esticou para dar um beijo no rosto do pai e respondeu. – Por favor?

– Nada de demorar aqui na porta, ein? Você só tem 12 anos. – disse ele olhando severamente para a filha. – Não é bom para você ficar nesse frio a uma hora destas.

– Eu tenho quase 17, pai! Cada dia você me deixa mais nova. – ela respondeu. Era outra garota na frente do pai. Sem timidez, sem o gaguejar na fala. Era só uma garota feliz e amável. – Outro dia disse que eu tinha só 14!

– 17? Mentira. Eu jurava que outro dia você estava fazendo 12 anos. – Ele disse, enquanto Violette o escoltava para dentro de casa. – Boa noite, Cris. É Cris não é?

– Tchau, pai! – Ela falou e fechou a porta. – Desculpa. Ele é meio superprotetor. Principalmente agora… Não deve ser fácil cuidar sozinho de uma garota de 12… digo, quase 17!

– O importante é que você está bem e em casa. – respondeu Dean, colocando a mão nos bolsos. – Boa noite, Violette. Melhor eu ir indo antes que não tenha mais ônibus…

– Dean, só me diz uma coisa: naquela hora… do c-chute… o que você ia… fazer? – ela perguntou encabulada. – Pode me contar a verdade.

– Eu estava revertendo o fluxo do continuum tempo e espaço para salvar você de morrer com um corte profundo no pescoço. – Dean respondeu batsante sério e Violette arregalou os olhos, confusa. – O que? Você não acreditou na história da aranha, então eu pensei em adicionar um pouco mais de drama.

– Drama e tragédia, não é? – respondeu Vio rindo. – Meu pescoço, cortado? Que horror!

– Drama, trágedia e ficção científica. – respondeu pontuando. – Eu nunca tentaria te dar um beijo contra a sua vontade, Violette. – disse Dean sério.

Sem nenhum aviso, Violette lançou os braços em volta do pescoço de Dean e se aproximou. Aquela era uma atitude que ele não esperava dela, mas o perfume dela, a sensação da respiração dela em seu rosto. O corpo dela colado ao dele. Tudo aquilo era demais. Ele não sabia o que fazer.

– E se fosse um beijo consentido?

                                                                                                ***

Rosalya abriu discretamente a porta da loja de Leigh. Era quase hora da aula e sabia que haveriam alunos da Sweety Amoris passando por ali para chegar a escola. Inclusive Dee. Ela não queria que ninguém soubesse (pelo menos, não sem ela contar) que havia passado a noite na casa do namorado. Não que se importasse com o que pensavam dela, mas não queria que sua felicidade virasse fofoca. E fofoca na Sweety Amoris em geral era estampada na primeira página do jornal da escola.

– BOM DIA, ROSA!! – sentiu o peso de mãos em seus ombros e pulou de medo.

– Minha nossa!! Vocês querem me matar do coração? – disse Rosa, encarando as recém-chegadas irmãs Moore, Alisson, a mais velha, e Madisson, a caçula.

– O que houve? Tá saindo de fininho dessa loja por que? Você roubou ela ou… – disse Ali.

– Ou nada!! Não roubei nada! Olha estou de mãos va… – Rosa se lembrou que deixou a mochila com o material escolar dentro da loja.

– Espera! Essa aí não é a loja do seu ex? – perguntou Madisson encarando a fachada da loja e as roupas lá dentro. – Aquele bonitão de cabelo preto?

– Não! Essa é a loja do meu atual! – Rosa apenas sorriu e encarou as irmãs, exibindo a aliança no dedo. – Do meu namorado!

As três garotas deram gritinhos excitados, pularam e se abraçaram, comemorando o acontecimento.

– Minhas felicitações, Rosalya. – elas ouviram a voz de alguém atrás delas. – Uma reconciliação é algo que realmente deve ser celebrado.

Era Élius

– Ah, bom dia, Élius. – perguntou Rosa. – E a Iris? Como ela está?

– Não se preocupe com ela. Ela está como ela deve estar. – disse ele se aproximando. – Na verdade, estou pensando em você. Quer dizer, você sabe quem fez isso com você? Não sabe? Quem a separou de seu namorado. Não lembra?

– Sei sim. Mas, isso agora não importa. – respondeu Rosa dando de ombro. – Isso já passou!

– Tem certeza? Você realmente pretende desculpar quem te fez tanto mal? – Élius dizia com seu tom de voz hipnótico e dominador. – A Didra… – enfatizou o nome. – … tentou te roubar seu amor. Acha que isso realmente pode ser perdoado assim?

– Élius? O que você quer? Tá vindo aqui “plantar a semente da discórdia?” – Rosa se afastou dele empurrando o rapaz. – Já esqueci isso, ok? Supera isso você também!

Élius olhou confuso para a garota. Isso não deveria acontecer. Ele teria que tentar uma abordagem diferente.

– Rosalya, eu já lhe disse alguma vez o quanto lhe acho deslumbrante? – disse Élius, pegando uma mecha de cabelo de Rosa. – Poderia lhe comparar a uma delicada ninfa que se esconde no mais bela e frondosa árvore do Elisseus.

– Eu pareço uma quem que se esconde na onde? – Rosa respondeu afastando a mão do rapaz. – Olha, Élius, eu não sei o que você faz ou o que você quer, mas, se continuar com esse papinho furado para cima de mim, eu conto tudo para a Iris.

Élius irritou-se com a atitude da garota. Estava frustrado com a ineficiência de seus poderes sobre ela. Definitivamente aquilo que “faltava nele” havia “voltado para ela”. Não sabia como, mas de alguma forma, parte da sua personalidade “roubada” havia voltado para o dono. Ele havia perdido sua capacidade de influenciar Rosalya, mas não havia perdido a guerra. Allisson e Madisson estavam ali, paradas ao lado de Rosa. Então, ele aproximou-se delas com seu sorriso mais confiante.

– Olá, eu creio que já lhe vi em algum lugar. – disse Élius beijando de forma cavalheiresca a mão de Alisson. – Talvez em um belo sonho…

– Rosa, eu acho que você… – Leigh abriu a porta da loja com a mochila de Rosa em mãos quando viu éllius ali. – Tá tudo bem?

Élius se assustou ao ver Leigh. Ele não sabia o que estava acontecendo, mas o corpo dele reagia de forma estranha e involuntária. Era como tentasse expulsá-lo do seu corpo. Ele sabia que aquilo era uma reação de alguma parte de Lysandre que ainda existia dentro dele. Ele não conseguia lutar contra aquilo. Largou a mão de Allison e foi embora de forma apressada. As meninas e Leigh olharam para a cena confusos.

– Gente… eu achava esse cara tão… “alguma coisa”! Mas, agora, vendo ele de perto… que babaca! – disse Madisson. – Como é que a Iris consegue?

– Realmente, ele tá sendo um babaca com aquelas mãos nas “pets da Ambre”. – respondeu Rosalya. – Como a Iris não largou desse babaca ainda? Só ela não vê?

– E por quê ele foi tão enfático em querer detonar a Didra? – respondeu Mad. – Tá, ela era descontrolada, mas outro dia tomou uma unhada da Iris por tentar protegê-la de passar vergonha na escola!

– Ela mudou! De um tempo para cá, ela tá bem melhor. – falou Rosa. – É outra pessoa.

– “Eu acho que te conheço de algum lugar” – disse Ali, fazendo uma voz de boba. – A gente estuda na mesma escola! Otário!

– Na verdade, eu acho que ele quis dizer que te viu no cinema! Você é a cara da Megan Fox, Ali! – disse Rosalya.

– Eu te disse, Ali. É unânime! – disse Mad.

– Vocês estão malucas. Eu? Megan Fox. Tá bom. – respondeu Ali.

– Você tá a cara dela naquele filme “No Ritmo do Meu Coração”*. – retrucou Rosalya. Mad apoiou o ombro em Rosa e acenou com a cabeça concordando. – Assista e depois você vai ver que a gente tem razão.

– Hã-rã… desculpa interromper, mas Rosalya, você vai chegar tarde na escola. E leve sua bolsa. – disse Leigh se aproximando de Rosa.

– Obrigada, Leigh! Até mais tarde!

Ela ficou na ponta dos pés para dar um beijo no namorado. Leigh cumprimentou Ali e Mad e entrou na loja. Rosalya estava feliz e, por algum motivo, toda aquela raiva que ela tinha de Dee havia passado. Ela não entendia como conseguiu perdoar alguém que detestava tanto tão rápido, mas, de alguma forma, agora, ela se sentia completa. As três garotas pegaram seu caminho em direção a Sweety Amoris para mais um dia de aula.

– Rosa… – disse Mad com uma voz cantada. – … você dormiu aqui não é? – Ali se apoiou no ombro da irmã e olhou maliciosamente para a garota.

– P-por que vocês acham isso? – perguntou Rosa, corada.

– Você passou a noite com o dono de uma loja de roupas e vai para a escola usando o mesmo conjunto de ontem? – Mad apontou para as roupas de Rosalya. – Esse foi um erro de amadora, por favor, né?

– “Pelamordedeus”, não contem para ninguém! – respondeu Rosa.

– Vou contar SÓ para a Peggy! – respondeu a irmã mais nova rindo.

– Faz isso que eu te mato! – disse Rosa tentando parecer ameaçadora.

                                                                                     ***

O primeiro período de aulas correu bem, sem nenhum incidente. Porém, nem Élius ou Dean estavam na sala desta vez.

– Bom, como a matéria de hoje é especialmente importante para as provas no final do semestre vou precisar de alguém que leve uma cópia destas anotações para os nossos queridos amigos ausentes. – disse o professor Faraize. – Vou precisar de voluntários, ok?

Ele separou alguns papéis e começou a olhar a lista de chamada.

– Senhorita O'Connel, por favor, entregue isso para o seu irmão. – ele deixou três folhas de papel na ponta da mesa e Dee se levantou para ir buscá-las. – E avise-o para não faltar mais.

– Também preciso de alguém que possa levar uma cópia da matéria para o senhor Lancaster. Alguém aqui sabe onde o senhor Élius Lancaster mora? – ele falou para a classe levantando os papéis.

Li, Charlotte e Bia levantaram a mão. Dee viu que Bia rapidamente se levantou e foi até a mesa do professor. Pegou os papéis e sorriu triunfante para as colegas. Era quase como se as três estivessem competindo por alguma coisa e, entre elas, Bia era a mais obstinada. Didra, que ainda estava parada próximo a mesa do professor, reparou que a garota mancava.

– Bia, você se machucou?

– I-isso não é nada! Eu só a-acertei… o joelho na mesa quando me levantei. Só isso. – disse Bia brava. A frase era claramente uma mentira. – Não se intrometa…

– Senhoritas, por favor. Vão se sentar. – o professor tentou apaziguar a situação. – Agora, eu gostaria de saber quem poderia levar a cópia da matéria para a senhorita Iris Sterling? Como sabem ela está hospitalizada e seria necessário agendar um horário de visitas. Tem alguém que pode fazer isso?

– Eu posso professor. – Didra respondeu. – Passo próximo ao hospital no caminho de casa!

Era mentira. O hospital era longe, era preciso ir de ônibus e ainda assim demorava quase uns trinta minutos, mas seria uma boa desculpa para ir ver a garota. Quando ela ia pegar a folha do professor, Bia arrancou os papéis dele com raiva. Nem Dee e nem o professor entenderam o que estava acontecendo.

– O Élius não quer você perto dela! – respondeu Bia, raivosa, quase rosnando. – Eu levo professor!

– POIS O ÉLIUS PODE IR PARA A PU… – Dee falou alto, mas viu a cara do professor, assustado com a reação delas. – … para a casa dele lamber sabão! Ele não manda em mim! Diz isso para ele. – Dee enfatizou. – Ele não manda em mim!

Charlotte e Li se levantaram e foram para o lado de Bia. As duas também pareciam machucadas, usando maquiagem para disfarçar. Faraize percebeu que a situação estava começando a sair do controle e tentou separar as garotas, mas Charlotte o empurrou e ele caiu sentado em sua cadeira. “Não se meta”, ela rosnou para ele. Sem reação, o professor apenas ficou assistindo ao que ia acontecer.

– Li, você não tá pensando em me matar usando esse batom, não é? – Dee falou apontando para a mão da garota asiática, que segurava o batom como se fosse uma faca. – Só se for matar de desgosto com essa cor brega.

Ela olhou para a própria mão, encabulada, e então guardou o cosmético. E depois voltou para a sua posição de briga.

– Nossa, tenho que resolver tudo aqui. – Rosalya levantou da sua cadeira e pegou os papéis das mãos de Bia e voltou para o seu lugar. – Deixa que eu entrego professor, antes que alguém saia mortalmente ferida por um batom.

– Obrigado por cuidar disso, senhorita De Melhian. E vocês, voltem para seus lugares. Agradeço essa disposição quase mortal em ajudar. – Faraize ainda em choque, tentou voltar a dar sua aula. – Queria que tivessem esse furor todo para estudar também.

O sinal tocou e os alunos foram em direção ao pátio para a hora do almoço. Dee ainda estava com raiva da discussão que teve com Bia, mas ao mesmo tempo não conseguia deixar de imaginar que Élius era o responsável pelos machucados delas.

– Ei… – alguém colocou a mão no ombro de Dee. Ela virou para um lado e viu Rosalya. – Aqui. – e deu os papéis do professor para ela. – Lembrei que, por acaso, não poderei ir no hospital. Mas, como você estava com tanta disposição, então, por que não deixar com você. – e finalizou com uma piscadinha.

– Obrigada, Rosa. Eu realmente sinto… – Dee começou a falar, mas Rosalya a interrompeu.

– Xii… cala a boca! Isso já passou. E se você não esquecer eu também não vou conseguir esquecer. Então, fim de papo. – Rosa colocou um ponto final do assunto. Dee riu. – Segue o baile e vai cuidar da Iris. Eu acho que ela precisa de você!

– Eu só ia dizer que realmente sinto que você está usando a mesma roupa de ontem… só isso!

Dee sorriu cínica. Rosalya arregalou os olhos e cobriu o rosto corada. Então, elas riram juntas. Aquela era uma sensação que ela não lembrava. Rir despreocupadamente. Sem sentir-se desprezada ou ameaçada por alguém. Era aquilo que ela precisava recuperar.

– Meu Deus! Todo mundo percebeu que eu dormi na casa do Leigh hoje? – ela disse.

– Não. Eu só vi que você tava com a mesma roupa. Mas, eu agradeço a informação de qualquer forma. – respondeu Dee rindo. Rosalya ficou olhando para ela espantada com a própria incapacidade de manter um segredo.

Dee então abraçou Rosa e foi correspondida. Ela havia recuperado sua amiga tão valiosa. Uma luz incomoda atingiu seus olhos, como se alguém estivesse refletindo a luz do sol através de um espelho direto na cara dela. Ela olhou para o lado e se assustou.

O Loveômetro de Rosalya brilhava e voltava a ganhar cores. Ele enchia rapidamente com aquele líquido multicolorido, até chegar a cerca de 60%. Rosalya havia sido uma das roubadas e, sem querer, ela havia conseguido reverter a situação. Aquela tinha sido a melhor notícia do dia. Até aquele momento.

                                                                                          ***

Era tarde da noite, quando Iris ouviu uma porta se abrindo no seu quarto de hospital. Não acenderam a luz, então, imaginou que era apenas uma enfermeira, vindo checar o soro. Estava cansada de ficar deitada, com aquele espeto na veia e comendo aquela comia insossa que eles serviam e a gelatina de copinho que vinha como sobremesa.

Tudo que ela queria era uma barra enorme daquele chocolate ao leite com castanhas do... daquele lugar no Brasil que ela não lembrava o nome no momento, mas um dia viajará para lá só por causa das castanhas. Era quase como se pudesse sentir o cheiro do chocolate, rodeando seu nariz e lhe deixando com água na boca. Era um cheiro tão bom e tão palpável e…

– Dee?? O que você… como?? Como você chegou aqui a essa hora?– Iris abriu os olhos, assustada, e viu que Dee sorria e segurava próximo ao nariz dela um bombom do tipo que ela mais gostava.

– Como eu cheguei? Bom… eu tenho que te confessar uma coisa… – ela fez uma pausa dramática. – …Eu sou o Batman! – disse com a voz grossa.

– Você é milionária e só me traz um bombom? Mão de vaca! – disse Iris se esforçando para ficar sentada. Ela pegou o bombom e comeu em uma só mordida. Mastigou com gosto, saboreando o chocolate. – Hum… desculpa… você queria?

– Não. Relaxa. – ela falou sorrindo. – Só vim ver como você está.

– Entediada. Não tem nada de bom nessa TV aí. Meu celular tá sem bateria e não tem ninguém aqui que tenha um carregador para emprestar. – disse ela mostrando o telefone apagado na mesa. – Fora isso, eu só tô me sentindo a pessoa mais idiota do mundo.

Dee puxou uma cadeira e se sentou próximo da cama de Iris. Ela já parecia melhor, mas, ainda assim, o rosto estava magro e os olhos fundos com olheiras. Dee começou a fazer carícias no cabelo dela e puxou algumas mechas, para fazer a trança que Iris tanto gostava.

– Como eu posso ser tão imbecil de colocar a minha saúde em risco por causa de um cara? – Iris estava com o rosto virado, com vergonha de encarar a amiga. – Mas, ao mesmo tempo. Quando ele me manda fazer as coisas, por mais que eu saiba… por mais que eu tente… eu não consigo resistir… eu simplesmente obedeço.

– Por que você não termina com ele? Ele te trata tão mal e você sabe que a Bia, a Li e a Charlotte parece que estão coladas nele. Do que jeito que eram coladas na Ambre. – Dee falou.

– Eu não sei… – disse Iris, sem olhar para Dee. – Ele me diz uma coisa, mesmo que seja a desculpa mais boba e eu volto. É como uma mágica…

– Vocês já… quer dizer… ele te mandou fazer… – Dee falou sem jeito.

– O que? Ah… não! Nada disso. – disse Iris, entendendo a pergunta. – Ele não parece estar muito interessado. Ele parece que só quer ficar comigo como se eu fosse um tipo de… troféu. Eu só não sei para quem ele precisa mostrar que “me ganhou” e o motivo.

Por mais que não quisesse, Dee se sentia aliviada ao ouvir aquilo. Por sorte, Iris não estava olhando para ela. Ela terminou a trança e deixou os cabelos da garota. Iris pegou o cabelo e deu uns puxões leves. Estava bem firme, do jeito que ela gostava.

– Parece que você me conhece melhor do ninguém. Melhor do que o Élius jamais se importou em conhecer. – olhou com tristeza para Dee. – Meu cabelo, o chocolate… não me lembro da gente ser assim tão amiga, mesmo quando você entrou na Sweety Amoris. Como?

– Não importa, “doce”. – Dee passou a mão na cabeça dela.

– Só o Élius me chama de “doce”. Como você sabe até isso? – Iris perguntou. – Parece que você sabe de alguma coisa e não quer me contar. Conta para mim, por favor…

– Não tem nada que eu posso te falar. – disse Dee, se levantando. – Mas, se tudo der certo, tudo isso não vai passar de uma lembrança ruim. Mas, só para mim.

– Espera! – Iris segurou a mão de Dee. – Não vai ainda. Eu tô com saudade... De você, da escola eaté do Élius. Eu quero sair daqui logo.

– Pois eu prefiro que você aqui. – Dee respondeu sentando-se novamente. – Você estará segura longe dele…

– Segura contra o que? Contra mim mesma? – disse Iris triste. – Você não pode me proteger de mim. Eu sou fraca. Eu não consigo lutar contra ele. Então, por quê…?

– Porque… – “Por quê eu te amo, sua boba”, Dee pensou. – … porque é o que as amigas fazem, não é?

– Tenho um monte de amigas na Sweety Amoris e nenhuma invadiu o hospital meia-noite só para me trazer um bombom… que aliás, diga-se de passagem, eu tava morrendo de vontade de comer… – Iris disse e Dee riu. – Tem algo a mais aí, não é?

Dee virou o rosto encabulada. Ela buscou na bolsa os papéis do professor Faraize.

– Tem. Tem coisas a mais. Tem esse monte de coisas de histórias para você estudar por que o Faraize vai dar prova. – Dee colocou os papéis no colo da garota. – Acabou o tédio…

– Hum… que coisa. Se eu não tirar uma nota boa é capaz que eu reprove de ano. – ela deixou os papéis de lado. – Posso entrar no meu Facebook pelo seu celular? Eu sinto que estou numa ilha deserta nesse quarto.

– Claro… – Dee pegou o smartphone e desbloqueou. – … que não vai rolar. Sem sinal de nada, sem 3G e eu acho improvável que você saiba a senha do wi-fi do hospital. Se é que tem algum…

– Não, não sei. – disse Iris. – Você deve ter, pelo menos, umas músicas aí, não?

– Pior que nem isso. Estou sem o meu cartão de memória aqui. Tem o rádio. – disse Dee, conectando o fone de ouvido no smartphone e colocando um dos fones auriculares na orelha e passando o outro para Iris. Ela começou a circular pelas estações procurando algo bom para ouvir. – Serve o rádio para a madame?

– Espera… deixa aí. Eu gosto dessa música. – falou Iris. – Eu aprendi a tocar ela no violão. Fora que eu adoro qualquer coisa que tem violinos. Eu aprenderia a tocar se eu tivesse a chance. Embora, eu ache que violino tem tudo a ver com a Violette.

– Ela toca piano, lembra? – perguntou Dee.

– Xiu... ouve a música. – Iris fechou os olhos e curtiu a melodia.

– Já ouvi isso com os Beatles. – disse Dee.

– Eles regravaram. E não foram os Beatles. Foi só o John Lennon. – disse Iris, dando uma pequena aula. – Engraçado. Tem tudo a ver com a gente…

– Os Beatles? – perguntou Dee. – Ou só o John Lennon?

– A música, sua boba. – disse Iris rindo. – A letra dela. Presta atenção.

Dee parou e ouviu. Apesar de seu inglês ser fraco, a letra era relativamente simples. Ela deitou no ombro de Iris, fechou os olhos e relaxou.

Quando a noite tiver chegado

E a terra estiver escura

E a lua for a única luz que veremos

Não, eu não terei medo. Eu não terei medo.

Desde que você fique. Fique comigo.

Então querida, querida

Fique comigo. Oh, fique comigo

Oh, fique. Fique comigo

Fique comigo

Se o céu que vemos lá em cima

Desabar e cair

Ou as montanhas desmoronarem no mar

Eu não chorarei, eu não chorarei

Não, eu não derramarei uma lágrima

Desde que você fique. Fique comigo

Então querida, querida

Fique comigo. Oh, fique comigo

Oh, fique. Fique comigo

Fique comigo

Quando você estiver com problemas, você contará comigo?

Oh, conte comigo

Oh, você não ficará agora?

Conte comigo”

– É bonito mesmo. – disse Dee. – Ela tem mesmo tudo a ver com a gente?

– Eu espero que sim. – disse Iris. – Eu espero que você fique comigo.

– Eu fico sim.

Dee ajudou Iris a se deitar de novo. Ela se aproximou e deitou novamente a cabeça sobre o ombro da garota ruiva e se aconchegou nele. Sentindo o cheiro dos cabelos de Iris e lembrando dos dias felizes. Ela conseguia ouvir o coração de Iris. Quase havia esquecido daquela sensação de deitar ao lado dela e ficar ouvindo o coração dela bater. Era muito bom.

– Dee… você me ama? – Iris perguntou.

– Muito. – ela respondeu e sentiu que Iris tremeu. Abriu os olhos e viu a garota séria. Por um minuto ela esqueceu que não estava em seu “mundo”. O Loveômetro de Iris mostrou uma queda brusca de cerca de 30%.

– Eu sinto muito. Eu não posso sentir o mesmo. – Iris respondeu. Dee ficou uns segundos em choque, absorvendo as palavras dela. – Eu achei que você gostava do Élius e quanto a isso eu podia lidar. Mas, eu sinto muito. Não posso gostar de você do mesmo jeito que você gosta de mim.

Já houve vezes em que Dee havia imaginado como seria se um dia ela e Iris brigassem. Já imaginou ouvir palavras duras da garota e qual seria sua reação. Mas, mesmo em seus piores pensamentos, não imaginava o quando sofreria se um dia as ouvisse na realidade. “Esse não é meu mundo! Esse não é meu mundo! Esse não é meu mundo!”, pensou com vontade. Se concentrou naquelas palavras. Mas não conseguiu vencer a vontade de chorar. Apesar de saber que aquilo não era “real”, a rejeição doeu.

– Não chora, eu… sinto muito. Eu tenho certeza que você será… – Iris tropeçava nas palavras, mas Dee apenas pegou a mão dela.

– Isso tudo não vai passar de uma lembrança ruim. – disse Dee, enxugando as lágrimas. – Eu prometo!

E voltou a deitar-se no ombro dela. Ficou lá, até Iris dormir e então, deu um beijo na testa da amiga e foi para a saída. Tentou deixar a dor de lado e se concentrou na porta. De todas as possibilidades, de todas as realidades que existiam naquele corredor, nenhuma doía mais do que ficar presa em um mundo onde Iris lhe disse aquelas palavras.

“Tudo não passará de uma lembrança ruim. Eu prometo”

Há várias horas atrás...

– Violette… eu não posso. – Disse Dean se afastando. – Me desculpa…

A garota dos cabelos violeta ficou parada olhando para o rapaz, que se afastava.

– D-Dean…? – e as lágrimas surgiram em seus olhos. – Não faz isso comigo… por favor…

– Quando isso terminar. Tudo isso não vai passar de uma lembrança ruim. Eu prometo!

E foi embora. Ele andou o mais rápido que podia. Conseguiu ouvir o barulho da porta batendo. Mas mesmo assim seguiu andando. Sem olhar para trás…

Continua…


Notas Finais


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**"No Ritmo do Meu Coração" é uma fanfic escrita e publicada no fórum oficial do Amor Doce de autoria da usuário Girls768 e a Dee era uam das personagens convidadas.
Ela girava em torno das irmãs Madisson e Alisson Moore e da amiga delas, Samantha Carter, na Sweet Amoris, envolvendo-se com os paqueras com doses de aventura, mistério e magia, mas, infelizmente, ela nunca foi finalizada.
Para ilustrar as personagens, a autora usou fotos de atrizes e cantoras, como a atriz americana Megan Fox e, por isso, a piada sobre Alisson se parecer com a atriz será bastante recorrente nas temporadas seguintes.

Música do episódio:
Stand by Me - Ben E King
https://www.youtube.com/watch?v=hwZNL7QVJjE

Gostou? Deixa um comentário. Curte. Divulga. A continuação da fic no Spirit só depende de vocês.
Quer ler a fic completa e todas as suas quatro temporadas? Então, acessa o fórum oficial do Amor Doce e pode ler e deixar um comentário lá também!
Valeu!


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