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História Você É O Meu Pior Clichê - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Capítulo 16.


Eu voltei para a pensão da minha tia. Não contei nada do que aconteceu apenas para não preocupá-la ainda mais. Lhe disse que passaria só mais aquela noite em sua pensão e no outro dia eu voltaria para a casa, já que o problema chamado Dean finalmente havia acabado.

Assim o resto do dia se passou normalmente. Fany me contou por mensagem que ela e Taeyeon se viraram da briga que ela mesma causou e resolveram pegar um cinema. Ah, tão romântico...

Bom, eu apenas descansei após um dia tão turbulento, o qual eu espero jamais viver novamente em nenhum dia da minha vida.

No outro dia, eu acordei às oito horas e já arrumei o pouco de roupa que eu havia trazido na minha mala. Aproveitei para tomar um café com a tia Yura e logo parti para minha velha casa. Chegando na minha residência querida, encontrei tudo diferente do que foi deixado da última vez: parece que Taeyeon ou Taehyung mandou alguém arrumar a bagunça.

De certa forma, fiquei um pouco triste por minhas economias roubadas. Sei que ele também deve ter roubado alguns aparelhos, como o meu aparelho de som. Aigoo, aquele cretino!

Mas enfim eu estava no meu lar doce lar. Eu não poderia estar mais feliz que isso, de poder no meu sofá e assistir a minha TV. A minha casa era o meu maior Porto seguro.

Quando olhei no relógio, percebi que já eram quase nove horas. Talvez Taehyung já estivesse saindo do hospital. Não sei devo ir até lá ou esperá-lo chegar em casa. Acho que a segunda opção é mais viável.

Resolvi tomar um bom banho enquanto isso, me manter cheirosa e limpa. Depois disso, tratei de trancar à porta da sala só para evitar o que aconteceu da última vez. Após isso, me dirigi ao meu escritório para escrever mais um pouco de minha história.

"Tudo bem, Sandy poderia até desconfiar de Carlo em alguns aspectos. Mas saber que aquele rapaz foi capaz de arriscar sua vida para salvá-la a fez se questionar por um momento. Ela odiava se contradizer, mas havia momentos em que realmente pensava se talvez seus conceitos pudessem ser deixados de lado. Tudo o que mais queria era amar alguém de uma forma superior ao seu último relacionamento. A questão era: deveria cogitar que Carlo fosse a pessoa certa?"

Fechei meu caderno e o guardei no lugar de sempre. Caminhei em direção à varanda. Notei que o carro de Taeyeon estava na garagem, sinal de que eles já estavam em casa. Tudo bem, talvez eu estivesse ansiosa para vê-lo novamente.

Sem demora, cruzei a rua e apertei a campainha da casa, logo sendo recebida pela Taeyeon, que me abraçou em seguida.

— Entre, querida. — deu passagem para que eu adentrasse e assim eu fiz. — Que bom que veio. Taehyung não parou de perguntar de você um minuto sequer.

— Sério? — a encarei surpresa, mas com uma certa vergonha presente em meu olhar.

— Pode acreditar. — ela riu.

— E onde ele está?

— No quarto dele. — apontou para o andar de cima e eu já fui me dirigindo até a escada. — Mas antes, eu poderia te dizer uma coisa, Joohyun? — assim, eu parei no primeiro andar.

— Claro. — caminhei até ela. — O que quer dizer?

— Em toda a minha vida, eu nunca vi ele ficar tão entusiasmado com uma garota da forma que ele fica com você. — falou na maior sinceridade e meu coração disparou um pouco mais.

— Omo... — não sabia como responder Taeyeon, só sei que eu corei naquela hora.

Taeyeon não disse mais nada, apenas sorriu de forma contida se retirou da sala. Bom, não me restou mais nada a fazer a não ser subir as escadas e ir em direção ao quarto de Taehyung.

Abri a porta e o encontrei sentado em sua cama com um livro na sua mão. E pelo que pude perceber, era um dos meus livros. Ele realmente lia. De certa forma, aquilo confortou meu coração.

Taehyung quando me viu, transmitiu um sorriso ternuroso e quadrado para mim. Se levantou e veio me dar um abraço, coisa que eu acho que é a primeira vez que ele faz.

— Joo..., você está aqui.

— Sim, eu estou. — sorri um pouco envergonhada. — Dormiu bem?

— Oh, com certeza. Nem sinto mais doer a ferida.

— Que bom. Espero que nunca mais faça isso novamente, senhorito. — ludibriei.

— Só se a dama não estiver em perigo.

[...]

Um dos motivos para eu ter lá envolveu pegar algumas roupas que eu acabei esquecendo. No entanto, eu não fiquei uma ou duas horas, mas sim a tarde inteira lá. Taehyung não queria me deixar ir embora. Durante esse tempo eu meio que cuidei dele enquanto Taeyeon trabalhava na agência.

Não nós pensamos em coisas eróticas, por incrível que pareça. Agimos como dois amigos cuidando um do outro e Taehyung respeitou isso. Fiz uma comida, a minha deliciosa comida se eu não fosse tão pessimista. Embora ele dissesse que havia gostado, ainda assim não me senti tão segura disso.

Mas enfim, nós dois resolvemos assistir um filme para poder passar o tempo. Nossa escolha foi "O Curioso Caso de Benjamin Burton". Sim, um filme de quase três horas, porém a história consegue prender a gente. Eu até mesmo chorei no final. Taehyung riu da minha reação, mas eu sei que no fundo ele também sentiu o mesmo.

Aquela tarde foi tão gostosa, acho que eu precisava disso: um amigo para me fazer companhia. Taehyung conseguiu me proporcionar diversas risadas saudáveis. Era estranho estar admitido isso, porém também era a verdade. A minha dualidade com relação a ele é tão inconveniente.

Assim que tudo terminou, resolvi voltar para a casa pois já eram quase seis horas da tarde, logo o dia escureceria. Taehyung se prontificou a me acompanhar até lá para me ajudar com as roupas. E é claro que ele aproveitou para ficar mais um pouco.

— Que bom que a sua casa está em ordem. — ele comentou, olhando em volta.

— Algo me diz que tem dedo seu nessa história. — brinquei.

— Hm... talvez...

Ele fez um biquinho tão adorável, foi impossível não morrer de fofura.

— Acho que eu tenho muito a te agradecer. — confessei para o maior.

— Não precisa. Eu gosto de você o bastante pra fazer tudo isso de todo o meu coração.

Quando ele falou aquelas coisas, foi como se eu tivesse levado um soco no estômago, mas foi no bom sentido. Ok, talvez meu pensamento não tenha feito sentido, porém, de qualquer forma, aquilo havia sido um choque.

— O que você falou? — indaguei ainda não acreditando naquilo. Cai no sofá atrás de mim em seguida.

— Desculpa, eu acho que te assustei um pouco, certo? — se acomodou ao meu lado.

— Bem...

— Eu senti medo, Joohyun..., senti medo de perder você. - eu podia sentir a sinceridade em suas palavras, suas expressões. Taehyung possuía um olhar de arrependimento em sua face, e aquilo me partiu o coração. - Eu não sou de me envolver tanto com as mulheres, mas você, Joohyun..., é tão única, eu não consigo entender o que você faz para que eu fique tão fascinado assim.

Eu queria responder algo a altura. Talvez até corresponder seus sentimentos, mas não sabia como reagir a isso. Meus lábios se abriram diversas vezes e eu não conseguia pronunciar uma palavra que fosse. Os olhos de Taehyung estavam tão fixos nos meus, que eu sentia que ele podia ver o fundo de minha alma. 

É tão estranho conhecer alguém assim. Alguém que mexe com todas as suas estruturas com apenas alguns gestos ou palavras. Tae conseguia me deixar perplexa. Me lembro de sentir a mesma coisa com o Kevin. Ele sempre soube me deixar assim. Lembrar da dor que ele me causou, não me deixa avançar com Taehyung. O medo de tudo se acontecer novamente e de Tae só estar brincando comigo, me impede de me entregar totalmente a esse homem. Eu gosto dele? Isso pode ser apenas um sentimento de posse. Eu gosto do que Taehyung me proporciona: das reações que ele provoca no meu corpo e no meu coração.

Não nego que meu peito sempre erra uma batida quando estou perto dele. Mas isso não é gostar. Eu posso estar sentido uma paixão. Ou algo parecido.

Taehyung também deve estar confundindo seus sentimentos. Ele gosta do sexo e me acha gostosa.

- Nossa relação está ficando complicada, Tae. - engoli em seco antes mesmo de começar a falar. Por céus! Eu me coloquei novamente nessa sensação. - Estamos confundindo um pouco as coisa, você não acha?

- Eu gosto de você, Joo. Gosto mesmo. Eu não acho que eu queira só te levar pra cama.

Não. Ele não gosta. Está apenas se iludindo com seu próprio sentimento. Como eu queria que tudo fosse tão fácil e simples.

- Eu realmente gosto de você...- antes mesmo que eu pudesse retrucar o que ele acabara de dizer, os lábios de Taehyung se aproximaram-se dos meus e sua boca se encaixou com a minha, em um beijo calmo.

Eu queria o empurrar e o afastar, mas meu corpo não queria o mesmo.

Seus dedos tocaram minha face carinhosamente, acariciando minha pele enquanto seus lábios sugavam os meus.

Esse beijo estava sendo totalmente diferente de tudo que já fizemos. Taehyung nunca me beijou dessa forma. Sempre foi feroz, com extremo desejo e desespero.

Mas esse..., ele parecia querer aproveitar cada momento que pudesse antes de nossas respirações nos forçasse a parar para buscar ar. E mesmo assim, ele me beijou novamente em seguida.

Suas mãos não tocaram meu corpo. Ele tocava apenas meu rosto. Queria sentir o que eu lhe oferecia, não apenas as curvas do meu corpo.

Antes de terminar o beijo, ele se levantou e me pôs de pé em sua frente. Suas mãos seguraram as minhas e ele finalizou aquele beijo com dois selinhos, antes de encarar o profundo castanho dos meus olhos.

Havia um sorriso contornando seus belos lábios. Ele parecia feliz. E isso me fez sorrir também, uma sensação boa invadiu meu interior e quando ele começou a me conduzir em direção ao quarto, eu não neguei. Eu não podia negar, eu queria aquilo tanto quanto ele. Eu queria sentir tudo aquilo que ele queria me mostrar.

Ele não quis acender a luz. Apenas a lua iluminava meu quarto.

Eu me sentia nervosa. Era uma sensação tão estranha, eu já havia transado com Taehyung outras vezes, mas agora... agora tudo estava me deixando nervosa.

Seus dedos tocaram gentilmente meus ombros, descendo a alça da minha blusa. Taehyung estava sendo extremamente cuidadoso e fazia questão de prestar atenção em cada ato seu. Seus lábios começaram a me torturar delicadamente, beijando a pele de todo o meu pescoço. Um arfar saiu de mim quando uma leve mordida foi depositada. Mas nada que doía, era tão delicioso que não me transmitia dor nenhuma, apenas desejo.

Minha saia foi puxada para baixo e Taehyung se ajoelhou a minha frente, sem desgrudar seus olhos dos meus. Levantei um pé de cada vez para que o tecido saia por completo do meu corpo. Eu podia sentir o frio na barriga, que não aparecia a tanto tempo. Isso me fez querer sorrir.

Os dedos de Taehyung se fixaram na barra da minha calcinha,e ele começou a desliza-la por minhas pernas com calma,sem pressa alguma. Ele parecia aproveitar cada segundo,cada momento,cada toque,e aquilo estava me levando a loucura.

Quando a peça foi retirada de meu corpo, ele começou a depositar beijos por minha coxa esquerda. Beijos vagarosos. Ele queria sentir aquilo. Sua boca parava em determinado lugar e ele me beijava diversas vezes ali, subindo até minha virilha e antes de subir um pouco mais, até minha intimidade, ele levantou minha coxa, a colocando acima do seu ombro para aumentar ainda mais o contato.

De todas as chupadas que eu já recebi em toda a minha existência, essa parecia ser cem mil vezes melhor. A língua de Taehyung circulava por todo meu sexo. Aproveitando cada centímetro e saboreando cada detalhe. Seu dedo brincava com meu clitóris, o massageando com movimentos circulares.

Alguns gemidos saíram de mim. Eu não conseguia controla-los. Meus dedos se enrolaram nos fios de Taehyung e eu os empurrei em direção a minha intimidade. Eu desejava tanto por mais.

Contudo, quando eu pude sentir meu corpo todo se contraindo, Taehyung parou tudo e se levantou, tomando meus lábios novamente, em um beijo calmo.

Meu corpo foi deitado sobre a cama. A luz da lua iluminava muito bem aquele lugar. Taehyung tirou suas roupas e se aproximou, deitando-se por cima de mim e se encaixando entre minhas pernas.

- Eu não quero só foder com você hoje, Joo. Eu quero que você sinta o quanto eu penso em você e o que você causa em mim.

Taehyung se posicionou na minha entrada e fez um pequeno movimento,começando a entrar dentro de mim.

Seus dedos subiram por meus braços até se entrelaçarem em meus dedos, levando minhas mãos até a altura da minha cabeça.

Sua boca novamente tomou rumo em meu pescoço e Taehyung começou a se movimentar dentro de mim.

Bem devagarinho.

Aquilo era tão delicioso. Era tão prazeroso, que eu fechei meus olhos tentando aproveitar cada investida que ele dava para dentro de mim.

Arfares e gemidos começaram a invadir o quarto. Taehyung se me estocava com um pouco mais de força, porém, sem diminuir o ritmo.

Sua boa brincava com meu seio esquerdo, enquanto suas mãos apertavam as minhas para manter os movimentos.

Nossos corpos estavam colados. Os cabelos castanhos de Tae estavam esparramados por sua testa e eu tenho certeza que os meus estavam piores.

Não posso dizer ao certo o que estávamos fazendo. Não chegava a ser amor. Não nós amávamos. Estávamos apenas aproveitando um sexo de uma forma menos bruta, digamos assim. Taehyung queria me mostrar que ele não me achava apenas uma mulher que ele leva para cama. Queria mostrar que eu tenho valor. Talvez, em outro universo, as coisas sejam fáceis demais. E quem sabe, podemos ficar juntos.

Meu coração ainda sente dor. Não está pronto para ser magoado novamente.

Os movimentos de Tae se intensificaram quando nossos orgasmos começaram a se aproximar. Ele deu mais uma estocada e eu me derreti em seu volume. Logo depois, aconteceu o mesmo com Taehyung.

Ele se deitou sobre mim e soltou minhas mãos agarrando minha cintura. Sua cabeça estava entre meus peitos e eu comecei a acariciar seus fios por puro impulso.

Não sei o que acabamos de fazer e não sei o que irá acontecer quando for pela manhã. Mas, terrivelmente, eu sei que não será algo a ser ignorado.



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