1. Spirit Fanfics >
  2. Você em todas as cores ( Ereri-Riren) >
  3. Cap 4

História Você em todas as cores ( Ereri-Riren) - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Capitulo não revisado. Irei revisar rsrs.

Capítulo 5 - Cap 4


Uma semana depois.

- Jantar com Carla e a família, amanhã?- Petra virou-se em direção a Levi deitado na cama. Ela penteava os cabelos de frente ao espelho na penteadeira estilo provençal, enquanto contava, animadamente, sobre o dia de trabalho. Voltar a dá aulas aparentava deixá-la revigorada, radiante como um raio de sol em meio as nuvens de fim de tarde. – Levi, isso é ótimo! – exclamou ela, animadamente.- Estou realmente com saudades de Carla e precisando reencontrar meu velho amigo. – os olhos dela brilhavam ao se voltar para a penteadeira e encarar o reflexo no espelho. Com escova em mãos, tornou a desembaraçar os fios quase ruivos. – Como será que Grisha está? Faz tempo que não o vejo. – murmurou.

Levi encarou o livro que a muito pairava em seu colo sem que criasse coragem para ler. O título na capa destacado em uma caligrafia belíssima, dizia: Orgulho e preconceito. Logo abaixo do título, em um recanto da capa, estava: "A prova de que o amor pode nascer do impossível". Aquele era um dos muitos livros que Petra pegava emprestado na biblioteca pública do bairro e lia a noite. Ela possuía esse hábito misterioso de não comprar livros, apenas ler emprestados.

- Eu não o conheço pessoalmente, então... – Ele murmurou enquanto examinava a primeira folha do livro. É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar necessitado de uma esposa.”

Petra havia terminado de pentear os cabelos, vestindo o robe por sobre a fina camisola de seda vermelha- a qual, lhe caia perfeitamente bem.- caminhou ate a cama e, como sempre adorava fazer, não ficou no lado desocupado. Preferindo, portanto, se aconchegar em Levi.

Ela se meteu entre os braços dele, a cabeça apareceu entre a visão de Levi e o livro aberto a sua frente. Ele passou a não ver mais as páginas, apenas olhos castanhos brilhantes encarando os seus a centímetros.

- Meu bem, não sabia que gostava de romances. Se bem que, é impossível não amar Austen. – disse ela ao tempo em que roubava o livro das mãos dele e uma série de selinhos.

Petra continuou nos braços dele enquanto lia preguiçosamente a página inicial da história. Levi a deixou ficar na posição em que estavam. Havia algo de interessante em vê-la ler. O modo como os olhos percorriam as páginas rapidamente. A forma como o dedo indicador dançava de uma linha para a outra, era relaxante assistir.

- Petra, por que nunca compra livros? Moramos juntos a um bom tempo, e nunca te vi com livros comprados. – Perguntou ele.

Petra fechou o livro após dobrar uma pontinha da página, se virou nos braços dele,  ficando montada sob os quadris do Ackerman, inclinou-se a frente, guardou o livro na banquinha ao lado e fitando Levi, sem sair da posição em que estava, disse:

- Livros novos não guardam outras histórias além da escrita em suas páginas. Gosto de perceber as marcas de uso dos diversos leitores que um dia tiveram contato como a história e com a edição.

Naquela pose, com a fina camisola mal cobrindo suas pernas, os olhos iluminados enquanto falava, Levi se pegou pensando que foi esse um dos motivos para ter se apaixonado por ela tão perdidamente ao ponto de se casar. Visto que considerava o casamento um passo muito importante, talvez um dos mais importantes, na vida. Se unir a alguém era compartilhar o máximo de intimidade. É somar sonhos, compartilhar responsabilidades.

Ele só não entendia como as coisas pareciam mudadas agora.

Em outro momento a teria puxado de encontro as batidas de seu coração e beijado aqueles lábios brincalhões até que os dois terminassem em um emaranhado de calor e...

- Levi...? – Ela o chamava.

- Sim...?

Petra sorriu amplamente.

- Estava aqui pensando  em como seria incrível ter uma criança nessa casa. Não acha?

Levi engoliu em seco.

- Uma...criança?

- Sim. Uma criança. Cabelos revoltosos, bochechas gorduchas, risos, brinquedos espalhados pelo chão. Crianças, Levi. Você está voando!- disse ela em meio a uma risadinha.

Ele ergueu Petra pela cintura, a colocou do outro lado da cama e saiu da posição em que estava, indo em direção a janela.

- Levi... – ela chamou meio constrangida. – O que houve?

Da janela virou novamente em direção a ela. Petra parecia, momentaneamente, perturbada com a atitude dele ao ouvir sobre filhos. O que ele poderia dizer para ela? Não queria magoa-la ou algo parecido, mas também não estava pronto para ser pai. Possivelmente, não estava pronto para dar um passo daqueles sem encarar que seus sentimentos por ela eram novos...e provavelmente, não eram paixão.

- Petra, prometemos tentar. – disse ele em uma voz baixa. – Nós dissemos que faríamos o possível para salvar nosso casamento. Mas, isso não envolvia ter filhos. Não ainda. Não quando você acabou de retomar sua carreira...

- Tudo bem, Levi. Desculpa se fui impulsiva. – Ela sorriu meio sem graça e ele sentiu o coração ficar pequeno de remorso. – Eu sou meio apressada as vezes.

- Não se desculpe, por favor. Eu, só não sei se estou pronto para ser pai.

Ela sorriu para ele o chamando de volta a cama.

Quando Levi já estava ao seu lado, Petra o puxou para um abraço.

- Tudo bem, querido. Nem sempre estamos preparados para algo novo. O novo pode ser assustador as vezes.

Levi se permitiu ficar no abraço dela. Em algum lugar na sua mente, sabia que estava se enganando e permitindo que Petra fizesse o mesmo. Ainda assim, não conseguiu desfazer o contato. Bem como, não conseguia desmanchar a esperança dela.

              ~☆~

Na noite em que ocorreria o jantar, ao qual Levi e Petra foram convidados, os dois se vestiram casualmente. Pois, segundo o que disse Carla pelo telefone, optou por algo mais informal para que Eren se sentisse em casa numa noite comum e não em um evento.

Seria a primeira vez, em dois meses, que o rapaz iria rever o pai. Seria também, a segunda vez que Levi o veria.

Ainda não sabia o que esperava do reencontro. O que tanto lhe fascinava naquele rapaz? Parecia que havia em seu interior uma vontade avassaladora de conhecê-lo melhor, de ajudá-lo de alguma forma.

Os dois chegaram ao endereço dos Jaeger as oito horas da noite como Carla havia informado. Logo na entrada da propriedade, que ficava em uma área consideravelmente grande e solitária da cidade, foram recebidos por um segurança que após confirmar se tratar dos convidados, permitiu que alguém abrisse o imenso portão de forma mecânica e o carro do Ackerman entrou.

A medida em que percorria o caminho do portão a casa, percebeu que toda a propriedade era cercada por uma pequena floresta iluminada em meio a  selva de pedras que era Londres.

 Haviam muitas arvores espalhadas pelo terreno, estátuas de animais feitas em plantas em alguns pontos solitários e no centro – bem em frente à entrada da casa - havia uma fonte jorrando água em cascata. A fonte possuía um formato diferente que Levi não conseguiu distinguir de longe, visto que estava seguindo em direção a uma construção charmosa com telhado de vidro e estrutura de madeira, na qual estavam outros carros e ele supôs ser onde poderia deixar também o seu.

- Minha nossa! – exclamou Petra a medida em que descia do carro ajeitando as alças do vestido floral. – Não sabia que Carla morava em um lugar tão lindo.

Os dois seguiram em direção a casa, uma casa de dois andares construída em uma aparência da Inglaterra no século 19. 

Logo na porta de madeira maciça pintada de branco, Levi só precisou tocar uma única vez a campainha, pois em instantes havia um homem vestindo uma calça jeans clara, chinelo e um pesado casaco de lã clara por sobre uma simples camisa branca, abriu a porta com um modesto sorriso.

- Sejam bem vindos! - disse ele. Após uma pausa encarou Petra com carinho e acrescentou: – Você não mudou nada, pequena.

Petra sorriu para ele daquele jeito espontâneo.

- Posso dizer o mesmo de você, Grisha. – Falou ela e após inclina-se afrente e lhe depositar um beijinho na bochecha esquerda e um abraço, apresentou Levi. – Esse é meu marido, Levi.

- Carla me falou muito bem sobre você. – disse Grisha trocando um aparto de mãos com o Ackerman. – É um prazer conhecê-lo.

- Igualmente. – falou Levi enquanto eram convidados a entrar.

Assim que adentraram, deixaram as chaves do carro, e casa, no hall de entrada. Assim como, Levi deixou sua jaqueta jeans num dos ganchos presos numa superfície de madeira na parede.

Seguiram para a sala com Grisha mostrando a casa a Petra e falando algumas coisas sobre ser uma casa antiga pertencente a gerações de aristocratas da Londres antiga. E que, após a aquisição, a casa passara por inúmeras reformas desde de então.

- Gostariam de algo para beber enquanto aguardamos Carla e Eren? – Perguntou ele após chegarem num cômodo com vista para um jardim de roseiras. As roseiras vermelhas cresciam selvagemente em varias direções.

O anfitrião recebeu confirmações e saiu do cômodo dizendo que voltava em alguns minutos.

Levi se aproximou das portas de vidro e observou as plantas de perto. Os varios pés de rosas  precisavam de poda. Ou algo parecido.  

Aquelas roseiras,  possivelmente,  pertenciam a ...

- Elas não precisam de uma poda. – disse uma voz se aproximando do cômodo.

Levi virou ao som da voz, daquela voz que raras vezes ouvira, e então ficou de frente para Eren trajando uma calça moletom preta e uma camisa cinza cheia de pintinhas de tinta. Além de chinelos semelhantes ao do pai. 

O cabelo dele parecia maior. Os fios castanhos foram presos em um pequeno coque mal feito. Algumas mechas escapavam do penteado e caiam em torno de seu rosto.

Ele disse algo a Petra, talvez boa noite, enquanto seguia em direção ao local onde Levi se achava.

- Elas são apenas roseiras. Não enfeites. – Disse para Levi, mas sem encara-lo nos olhos.

- Eu não estava pensando em sugerir que suas rosas fossem podadas ou algo parecido.- o Ackerman falou sentindo que se explicava para o jovem.

Notou que Eren lançou um olhar furtivo em sua direção. Um olhar de quem dizia “claro que pensou.”

- Todos os convidados de minha mãe tem opiniões parecidas sobre esse lado do jardim.- disse o rapaz fitando as roseiras com um interesse superior ao dos demais presentes no cômodo.- “A noite flutua e as rosas dormem mimosas aos beijos da lua.” – Levi o ouviu murmurar antes que a mãe dele chegasse no cômodo falando com ps convidados.

- Que bom que vocês vieram. – Disse Carla belíssima em um simples vestido azul escuro.

 Ela se aproximou para cumprimentar Petra com um abraço e um beijinho na face, em seguida Levi. Em poucos instante, pareceu notar o filho ao lado do Ackerman.

- Eren, querido, por que não trocou de roupa?

Eren encarou as roupas por  instantes parecendo um tanto confuso.

- A senhora disse que seria um jantar informal como os que temos em família. Achei desnecessário uma roupa nova.

- Eu sei querido, mas, temos visitas. Deveria vestir ao menos alguma camisa sem manchas de tinta.- disse Carla.

Eren se voltou para Levi  e  encarando as roupas dele, disse:

- Se incomoda com minha roupa?

Levi meio sorrindo, mas tentando ficar sério, visto que a mãe do rapaz parecia tratar a questão como algo sério.

- Na verdade, não me incomoda nem um pouco. – Disse.

Eren direcionou a mesma fala a Petra, que após perguntar se o rapaz pintava e receber uma confirmação, lhe falou que adoraria ver as pinturas dele e que o mesmo estava um charme naquela camisa salpicada de tinta.

- Viu mãe? Não tem problema. – Eren disse.

Carla lançou um sorriso de quem havia desistido. E então disse a Eren:

- Tudo bem, Eren. Por que não mostra as pinturas a Petra enquanto eu e Levi encontramos Grisha?

No início do cômodo ouviram a voz de Grisha:

- Me encontrar? – ele se aproximou com uma garrafa de bebida em mãos. – Quase não encontro essa em especial. – ergueu a garrafa. – É um vinho da safra de 79.

- Uau! – Petra exclamou meio animada demais. Ela adorava vinho.

Levi assistiu o grupo se reunir no sofá enquanto Eren deixava o cômodo sem aviso algum.

Lançando um olhar para os outros, os quais iniciaram um assunto animado sobre vinhos, que parecia ser uma paixão compartilhada, Levi saiu em busca de Eren.

Deixando o cômodo, notou que o rapaz seguia pelo corredor.

- Eren! – Chamou andando em passos rápidos para encontrá-lo no início das escadas que levavam ao segundo andar.

- Não vai ficar para o jantar? – perguntou assistindo o rapaz soltar os cabelos do penteado e logo após torna a ajeita-los dessa vez com mais firmeza.

- Irei voltar, mas somente no horário. – Ele subiu os degraus de dois em dois.

Levi o acompanhou sem parar para pensar.

- Como assim?

Quase no topo da escada, ouviu a voz do garoto sem que ele virasse para encara-lo.

- Nesse momento estão todos sentados nos sofás falando sobre safras, qualidades e outras coisas referentes a vinhos. Como não é uma conversa na qual serei incluído, prefiro terminar algo que estou trabalhando.

Ele falava sem qualquer traço de desconforto. Sem ser inibido por estar conversando com alguém que mal conhecia.

Levi conseguiu alcançá-lo ao fim das escadas. Agora os dois seguiam por um corredor amplo repleto portas fechadas.

- Não se importa em ser excluído das conversas? – questionou tentando acompanhar o ritmo do rapaz. O qual, parecia flutuar no ar.

- Não. Sempre foi assim. – ele parou enfrente a um outro lance de escadas. – Além disso, não sou muito bom em interações. – começou a subir novamente de dois em dois.

Levi o acompanhou.

- Talvez devesse tentar mais um pouco...- sugeriu enquanto subia sem saber para onde. Possivelmente para o sótão, onde ficava o atelier de pintura do rapaz.

Eren parou abruptamente, o que quase fez Levi se chocar contra o corpo dele. 

O Ackerman o observou se agachar e captura algo em mãos. Parecia se tratar de algum inseto.

O rapaz se virou para Levi e de fato havia um inseto, uma espécie de joaninha ou algo parecido, andando por entre seus dedos delicados. Encarando o modo como o bicho caminhava preguiçosamente por sobre sua pele, disse a Levi:

- Minha mãe te procurou, não foi?

Olhos verdes se fixaram nos azuis por um breve momento. Diante daquele olhar, Levi soube que não poderia mentir, nem se quisesse.

- Sim. Ela foi em seu lugar na consulta. Disse que havia te chamado para ir, mas você não quis.

- Não precisa me seguir até lá em cima. – disse ele colocando a joaninha na parede. – Não há nada que te interesse lá. – virou-se e tornou a subir.

- Só eu posso dizer se irei me interessar por algo, não acha? – o Ackerman falou sem sair do degrau em que estava. – Mas se minha presença te incomoda, posso voltar para baixo e conversar sobre assuntos que não me interessam. Coisas como safras, qualidades e outras coisas referentes a vinhos.

Isso, a repetição de algo que o jovem havia dito, o fez parar no topo da escada e voltasse para Levi.

- Ninguém merece ter que falar sobre algo que não é interessante a essa pessoa. – ele disse em meio a um pequeno sorriso. – Venha comigo.

Com um sorriso que não pôde ser contido, Levi foi com ele.


Notas Finais


Esqueci de dizer ( como sempre ! Sou esquecida mesmo kkk)

Tem uma parte do capítulo em que o livro " Orgulho e preconceito" da escritora Jane Austen, é citado. Minha edição, da qual retirei o trecho, é uma edição da ciranda cultural. Então pode ser que se você tem outra edição possa ter alguma diferença na tradução.

Também a um frase citada por Eren, que pertence a Humberto del Maestro, poeta e uma série de outras coisas rsrsrs, nascido no Br


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...