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História Você (exo - Baekhyun) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


➠Todos os personagens são adultos;
➠Os fatos e eventos aqui descritos são fictícios;
➠Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas – terá sido mera coincidência;
➠Enredo contraindicado para menores de 16 anos;
➠Criança – o que você ainda está fazendo aqui? Esse conteúdo não é pra você;

Capítulo 1 - Capítulo único - Você.


Fanfic / Fanfiction Você (exo - Baekhyun) - Capítulo 1 - Capítulo único - Você.

Lágrimas frias de uma tristeza que eu não sabia de onde tinha vindo enchiam meus olhos, me cegando. Eu chorava desesperadamente. Peguei minha bicicleta e pedalei até a casa da árvore, com as lágrimas ainda me cegando.

— Ei, você está chorando?

Baek me seguiu. Por que ele fez isso?

— Não é nada, Baek. Vai embora por favor.

— Eu não vou não! Você não me disse o que está acontecendo, além do mais, você não manda em mim, rummm!

Dois anos desde que a gente se beijou passaram. Ficamos ainda mais unidos.

Em tempos recentes venho me sentindo assim – uma hora, feliz, eufórica a troco de nada. No momento seguinte me sinto triste, deprimida, como se o mundo fosse acabar.

Eu comecei a chorar assim, por nada em especial.

Como explicar pro meu melhor amigo, esses sentimentos que batem de frente – se nem eu entendo? Eu queria muito que ele fosse embora.

— É sério Baek, vai embora.

Ele olhou pra cima irritado, bem a tempo de ver minha careta de dor e um grunhido involuntário que soltei apertando meu abdome.

— Você se machucou?

Sua expressão mudou de irritada, pra preocupada.

— Como quer que eu vá embora com você nesse estado?

Ele já estava escalando o tronco pra entrar na casa da árvore.

Droga.

Minha menstruação. Tinha vindo a primeira vez há alguns meses. Era por isso que estava tão no limite. Já estava quase naqueles dias...

— Vai por mim, não é nada. – Limpei as lágrimas teimosas que ainda escorriam pelo meu rosto.

— Ei! – Baek ralhou comigo – Ninguém chora por nada. E nem geme. Você está com dor, eu sei, eu vi!

De repente, comecei a rir em meio as lágrimas.

— Minha mãe disse que é normal. – Eu não parava de rir, ele apenas me encarava com os olhos esbugalhados – Depois que eu fiquei “mocinha” (com muitas aspas). Isso vai acontecer todo mês.

— Não entendo...

— É normal, Baekkie?

Ele me olhava sem saber o que fazer. A cara de choro tinha voltado.

— É como se tivesse uma britadeira no meu estômago... ai, dói demais.

Estava prestes a começar a chorar de novo, quando uma barra de chocolate entrou no meu campo de visão.

— Eu não posso fazer nada pra parar a dor que você está sentindo, mas chocolate faz tudo ficar melhor.

Depois que comemos o chocolate.

— Tá sujo aqui. – Passou o dedo indicador no canto da minha boca, tirando um farelo de chocolate e pondo em sua boca na sequência.

Por um segundo, achei que ele fosse me beijar. Mas isso não aconteceu.

— Que história é essa de ficar mocinha?

— Eu não vou te contar sobre isso, Baek. É particular.

— Quer dizer que eu vou ficar rapaz?

— Sei lá! Como eu poderia saber? Sou filha única!

Ele pôs um dedo na boca pensativo. Baek era cheio de manias.

— Se você tivesse um irmão, perguntaria pra ele?

— Talvez.

— Você é tão doida, que talvez seja verdade! – Deu uma risadinha, cobrindo a boca.

— Você está perguntando pra mim, doido é você!

Caímos na risada.

Momentos depois:

— Pensa numa coisa marcante que aconteceu contigo. Pensou?

Ele não disse nada, apenas abaixou a cabeça.

— Então, talvez isso seja o “ficar rapaz”.

Fiz aspas com os dedos. Não tinha nem um ano que eu tinha começado a menstruar, e eu já odiava. Se eu fosse um pouco mais atenta, veria que o Baek ficou com as bochechas vermelhas, queimando de vergonha. Mas eu sou (eu não era não, eu sou!) muito avoada.

✿✿

Uma coisa marcante aconteceu comigo, certamente.

Mas eu nunca poderia contar a ninguém. Eu sonhei com ela, com os beijos que nós trocamos. É esquisito, dois anos se passaram desde aquele dia. Nós nunca mais nos beijamos. Só estar perto um do outro era o suficiente.

Era.

Desde aquela noite em que sonhei com ela.

Os beijos se tornaram mais exigentes. Tanto pra mim, quanto pra ela. Fazia tanto calor... acordei suado, todo vermelho e lambuzado.

Fiquei assustado, lógico! Achei que tinha feito xixi na cama.

Apenas anos depois, entendi que tinha ejaculado nos lençóis.

Meu pai veio conversar comigo, muito discretamente, quando mamãe foi lavar os lençóis sujos – e não era só poeira que tinha neles.

 

Mas ao ver minha garota chorar daquele jeito. Sei lá, me deu uma dor no coração e um frio no estômago. Ela veio com aquele papo estranho de ter “ficado mocinha”. Falei do lance de ficar rapaz apenas pra distraí-la da dor. Daí me lembrei daquela noite.

É claro que fiquei envergonhado, ok?

Depois fui pesquisar sobre menstruação na Biblioteca Municipal. Tinha bem pouca informação – a não ser nuns livros estranhos de medicina. Seria interessante (tinha foto de mulher pelada!) se não fosse tão mórbido.

Minha garota estava com cólica.

Meleca.

A gente estava mesmo crescendo.

Eu acertei no chocolate sem querer. Os componentes do chocolate aliviam o estresse desse período. Menos mal. Minha menina estava sangrando e essa parte, eu pulei. Sério, é muito constrangedor. Não me admira ela não contar.

Eu sempre sabia quando as regras dela viriam.

Então, a coisa de dar um chocolate pra ela, meio que se tornou a nossa coisa. Todos os meses, dividíamos uma barra de chocolate.

✿✿

Estávamos com dezesseis anos.

O Baek era muito sem noção – meu Deus, que menino bobo!

Minhas colegas pegavam no pé dele, e sempre diziam que ele fazia aquelas brincadeiras estúpidas de propósito. Eu o defendia delas – sei lá, ele era especial pra mim. E não queria ninguém falando mal dele, especialmente pra mim.

Elas comentavam que eu tinha uma quedinha pelo Baekkie. Nunca disse pra ninguém que dei meu primeiro beijo aos doze anos – com ele.

Olhava discretamente pra ele. O negócio é que ele não perdia aquele jeitinho de criança! Eu tinha começado a encorpar, usar uns vestidos rodados que eu nem sonhava que ia gostar anos antes. Ganhei um quite de maquiagem! E um par de sutiãs que me faziam me sentir estranhamente confiante.

Não via o Baek com a mesma frequência de antes – nem tanto quanto eu gostaria. Tudo culpa de nos colocarem em turmas diferentes na escola.

Ele cresceu – ou melhor, esticou – do dia pra noite.

Não dei muita bola, porque me descobri apaixonada pelo meu colega de escola astro e super gatinho! Ele tinha os cabelos pretos, sardas em volta do nariz, olhos pretos – muito apaixonantes. Ele era uma daquelas poucas criaturas privilegiadas que são bonitas e sabem que são bonitas.

A primeira vez que tentei sair com ele, deu tudo errado.

Me arrumei, me perfumei (sinceramente, estava me achando uma caricatura de mim mesma) – pra no fim, terminar a noite numa lanchonete. Detalhe, não encontrei o garoto. Encontrei o Baek, todo suado voltando da quadra de basquete.

Fingi não o conhecer. Ele também passou reto por mim.

Aquilo não ia dar certo. Se eu soubesse... foi o início do fim.

✿✿

Minha garota fingiu não me conhecer... eu ficaria ofendido, se ela não tivesse tão perua sentada naquela mesa. Um rumor no colégio, dava conta de que ela estava a fim do astro meia-estrela da sala dela. Se ela soubesse... enquanto ela estava ali, sentadinha, esperando – ele estava num carro estacionado, transando com uma das amigas dela.

Mas tem coisas que a gente não pode evitar.

A pessoa precisa ver com os próprios olhos.

✿✿

Remarquei com ele. Porém, sentia que devia me desculpar com o Baekkie, sabe, pela presepada da lanchonete.

— Baekkie, me desculpa.

— Pelo quê? Fingir que não me conhece? Relaxa, eu aguento.

Ele disse com raiva. Por que eu sentia que tinha mais, que ele desejava falar?

— Baekkie, eu estava esperando alguém...

“Por favor, não me diga que era aquele imbecil...” – Baek fechava os olhos com força, mas nada dizia.

— Por isso não te chamei.

“Ai, era mesmo aquele idiota.”

— Tanto faz.

— Baekkie!

— Faz o que você quiser. Eu vou pra casa.

Estávamos de novo embaixo da casa da árvore – era o nosso ponto de encontro. Eu fiquei abismada. Baekhyun nunca tinha agido daquele jeito comigo, sido frio e inexpressivo. Me deixou plantada lá e foi embora.

✿✿

Minha menina estava prestes a cair na lábia daquele otário da turma dela, e eu não podia fazer nada. Meus pais falaram no começo do ano, que eu ia concluir os estudos numa escola coreana. Íamos ficar de três a cinco anos fora.

Ótimo. Eu nem me mudei ainda, e ela já começou a me esquecer.

Eu sempre lembro do nosso beijo. Não foi apenas o coração dela que foi parar na goela – o meu também!

Estou nervoso, frustrado e de quebra, ainda me descontrolei com a minha menina. O que eu posso fazer? Não tenho sangue de barata! Ou qualquer merda que ela tenha no lugar de sangue.

✿✿

Ainda estava incrédula. Balançava a cabeça de um lado pro outro:

“Não acredito que o Baekkie fez isso comigo. Sair daquele jeito?”

Meus pais pareciam saber de alguma coisa. “Por que ninguém me conta nada nessa casa?” – Me questionava inutilmente.

— Filha, você devia ligar pra casa do Baekhyun.

Minha mãe disse com a voz serena, porém, seu olhar era triste.

— Eu não! Ele foi um grosso, um ogro, só faltava ser verde – e eu não quero olhar pra fuça dele, muito menos ouvir a voz!

— Deixa de ser boba filha. Liga pra ele.

Olhei pra minha mãe com mais atenção. Ela parecia distraída. No entanto, estranhamente calma. Opa, calma não é a palavra – resignada se encaixa melhor. Meus pais não viam problemas em minha amizade com o Baek, nem os pais dele.

Eles costumavam se reunir e beber juntos. A gente não participava, por não ter idade pra isso.

— Tá, se a senhora insiste. Vou ligar do meu quarto.

Disquei o número do Baek. Assim que atenderam:

— Eu não acredito no que você fez, Baekkie...

É pra você, Baekhyun!

“Droga, o pai do Baekkie atendeu o telefone!”

Eu vou atender do meu quarto, obrigado pai! – Ele gritou de volta.

— Alô.

— Que negócio é esse de ‘Alô’, engraçadinho?

Essa coisa da voz dela fazer meu coração disparar, tá chato já.

— Ah, é você... – Senti que ele ia desligar.

— Não desliga imbecil!

Silêncio.

— O que deu em você, Baekkie?

Ele estava me assustando, de verdade.

— É que você estava esperando outro e...

— E?

— Não tem importância. Me desculpe pelo meu mal comportamento, mais cedo.

— Tudo bem, eu desculpo.

— Eu só estou confuso.

— Problemas sentimentais? Talvez eu possa ajudar!

— Boba! – Ele riu – Não é nada disso.

Senti um estranho alívio, quando ele disse que não era nada disso.

— E o que é então?

Antes não tivesse perguntado.

✿✿

— Eu vou me mudar.

Silêncio.

Quando eu saí do estado de choque:

— Quando, como, pra onde?

— Logo. Meu pai recebeu uma promoção. Nos mudamos pra Coreia do Sul no fim do mês.

Subitamente fiquei nervosa, comecei a me alterar e chorar como há muito não chorava:

— Ei, calma.

— Calma nada! Eu quase não te vejo mais, agora você vai se mudar pro outro lado da face da terra! Como assim, calma?

— É bom pra mim, eu sou coreano, lembra? Vou poder falar meu idioma livremente.

— Ah, para com isso Baekkie!? Até parece que você não fala em coreano com os seus pais!? Esse idioma diabólico...

— Ei! Olha essa boca suja. Até parece que você se importa. Em pouco tempo você vai me esquecer, tenho certeza.

— Baekhyun!

— De qualquer forma, eu tinha que ter te falado. Desculpe por isso também.

— Baekkie...

— Se as coisas forem bem, nós voltamos em três ou cinco anos. Se as coisas forem ótimas, daí meus pais vão vender a casa e a mudança será definitiva...

Não conseguia mais falar, estava fazendo um esforço sobre humano pra não soluçar na linha.

Não liguei mais.

Nem me despedi. Na minha cabeça, se me despedisse, aí não ia ter mais volta – o perderia para sempre.

✿✿

Cinco anos depois.

O Baek não voltou.

Eu sou uma idiota – ficava esperando – fingindo que estava vivendo minha vida, mas no fundo sempre esperei que ele voltasse.

Assim que ele se mudou, enfiei na cabeça, que ia conquistar o garoto da minha sala. Aceitei alguns convites de outros rapazes, mas sempre perdia o interesse. Eles tentavam passar a mão em mim e eu odiava.

Na formatura, fui com o carinha por quem estava obcecada.

Perdi a virgindade com ele.

Ainda me lembro como eu me senti. Doeu demais. Era como se estivesse sendo rasgada ao meio. Ele não abrandou suas investidas em momento algum. E eu queria pelo fim da força, tira-lo do meio das minhas pernas.

Quando ele começou a suar e a gemer, de repente suas estocadas diminuíram de intensidade. Até ele cair por cima de mim. Gozou e nem se deu ao trabalho de olhar pra minha cara.

Eu queria chorar.

Eu era uma mulher.

Mas saber disso não fez qualquer diferença.

— Ô gatinha, você era virgem?

Não disse nada. Estava mortificada demais.

— Nós podemos fazer de novo. Garanto que dessa vez, você vai ver estrelas... – E deu um sorriso convencido.

Nós transamos de novo.

A verdade é que eu não senti nada. Nem dor, nem prazer – nada. E ainda tive que aguentar as baboseiras dele. De como já tinha dormido com uma quantidade absurda de meninas. Nem se lembrava há quanto tempo, não desvirginava uma garota – fora eu, claro.

Tudo em que conseguia pensar era:

“Eu fui apaixonada por esse cretino por três anos. Que desperdício.”

Logo depois da formatura, me mudei para um apartamento no centro. Dividia as despesas com outra garota. Comecei a trabalhar em meio período, e meus pais pagavam a faculdade.

Escolhi jornalismo.

Eu os visitava aos fins de semana. Eu já tinha vinte e um anos.

Minha colega de apartamento passava os fins de semana na casa do namorado.

Eu beijei alguns caras, tive alguns encontros – mas nunca mais deixei ninguém me arrastar pra sua cama. Era solitário as vezes? Talvez.

Mas nada supera a decepção que eu senti no pós formatura.

Estranhamente me lembrei da sensação de euforia que experimentei quando beijei pela primeira vez. Achei que aquela sensação ia se repetir – só que muito mais intensa.

Me lembro de me sentir uma puta:

Descartável, vazia e triste.

Me amaldiçoei pela escolha – e lembrei que Baek disse que ia voltar.

“Em três ou cinco anos.”

Mentiroso. Tomei um banho demorado pra tirar aquele cheiro de vadia de mim. Chorei. Chorei como se o mundo tivesse acabado. Me recompus ainda no banheiro. Mas nunca mais fui a mesma.

O garoto com quem perdi a virgindade tentou se aproximar de mim, mas fui fria como gelo com ele. Isso o desencorajou a tentar sair comigo de novo. Eu não reclamei. Me senti aliviada, até.

Mas nada me prepararia pro que viria a seguir.

✿✿

Meus pais decidiram ficar em Seul.

A venda da casa ia ser acertada. Eu tinha que ver minha garota uma última vez. Eu ficaria três dias hospedado em um hotel, na minha antiga cidade.

Cursava engenharia, passaria o fim de semana tratando disso. Queria saber se ela já estava casada, com filhos... se tinha mesmo me esquecido.

Eu tinha encontros pontuais.

Um homem tem suas necessidades – e companhia feminina não me faltava.

Elas sempre se mostravam ansiosas pra frequentar minha cama. E eu não era homem de recusar um belo par de pernas (abertas!) e uma garota peladinha esperando por mim.

Morava em um alojamento dos alunos de engenharia. Todos rendidos pelos vários rabos de saia que haviam por ali. Visitava meus pais aos fins de semana. Foi assim que soube que eles iam vender a casa.

Me ofereci pra cuidar de tudo pessoalmente.

Não foi surpresa nenhuma eles terem concordado imediatamente.

✿✿

Vi a placa de “VENDE-SE” com uma faixa menor vermelha de “vendido” com incredulidade. Era oficial, eu nunca mais veria o Baekhyun. Quem eu queria enganar?

Meus olhos estavam se enchendo de lágrimas – outra vez. Só que acompanhada de uma dor fina. Meu coração doía pela perda gigantesca que eu estava sentindo. Essa sensação era até então desconhecida por mim.

— Filha, olha só quem está aqui? – Meu pai disse todo animado – Filha, você está se sentindo bem?

Entreguei os pacotes de compra, o avistando mais atrás conversando animadamente com minha mãe. Foi demais pra mim.

Corri o mais rápido que pude. Meu coração parecia que ia explodir. Parei pra respirar embaixo da velha árvore que abrigava nossa casinha.

— Ei, não ficou feliz de me ver?

Baekhyun.

Ele me seguiu. Ele sempre me seguia. Ele, sempre ele.

— Eu vi a placa, Baekhyun.

— Meus pais decidiram ficar de vez em Seul.

— E você?

— Eu? Bom, terminei os estudos e fui fazer faculdade de engenharia em Seul. Me formo em quatro anos.

— Eu curso jornalismo. De qualquer forma, eu venho passar o sábado e o almoço de domingo com eles, meus pais.

— Eu vou ficar na cidade hoje e amanhã. Segunda eu volto pra Seul.

Almoçamos com meus pais.

Baek estava polido, educado, refinado. Eu praticamente o devorava com os olhos. Sua aparência era fantástica. Ele exalava uma leveza e masculinidade, únicas. No mais vago e ligeiro gesto que ele fazia, meu coração disparava.

Casualmente nossas mãos se tocaram, quando passávamos a salada de um para o outro.

Uma corrente elétrica perpassou nossos corpos. Eu senti – e tenho certeza que ele também.

Ele estava mais bonito que em qualquer outra época de nossas vidas.

— Foi ótimo rever vocês. – Beijou minha mão – Todos vocês. – Olhou diretamente em meus olhos.

De novo aquela corrente de eletricidade. E uma revoada de borboletas no meu estômago.

Dei o endereço do meu apartamento, pra que ele fosse se despedir de mim, já que ele ficaria retido com os novos donos da casa boa parte do domingo.

— Engraçado – Minha mãe comentou informalmente – Sempre achei o Baek um rapaz muito agradável. No fundo, esperava que vocês namorassem.

Pega no flagra.

Fiquei distraída a maior parte do tempo. Mas me vi subitamente atenta.

O domingo chegou e passou. Não vi mais o Baek.

Me despedi dos meus pais e voltei pro meu apartamento.

Minha colega tinha feito compras – e trazido meu sorvete favorito, antes de ir encontrar o namorado. Sem nada pra fazer, terminei a noite com um banho relaxante, vestindo uma camisa velha (mas muito confortável!), uma calcinha de algodão, com um pote de sorvete em frente à tv.

A campainha soou, me atrapalhando. “Ai, quem poderia ser? Minha colega tem a chave – e eu não pedi nada.” A campainha tocou de novo. Revirei os olhos irritada e fui atender.

— Você!?

✿✿

Sem esperar convite ou permissão, ele se apoderou dos meus lábios. Baekhyun. Ele fez o que eu queria fazer desde que o vi outra vez.

— Aquele choque de deleite que eu senti não era falso.

O beijei de novo, mais faminta, mais exigente que antes, devorando lentamente seus lábios rosadinhos. Só de vê-lo parado na minha porta, foi o bastante pra me excitar.

Enquanto meu coração tocava uma sinfonia – nos beijávamos aflitamente. O levei pro sofá, sentei em seu colo, enquanto a tv permanecia ligada, o sorvete derretendo no pote, totalmente esquecido.

Baek tirou minha camisa.

— Você não estava esperando por mim?

Estava nua sob a camisa.

— Merda.

O bico do meu peito virou pedra.

— Você disse que viria. Mas acho que não acreditei muito não...

Teria voltado a beijar seus lábios, se ele não tivesse se posto a chupar o bico do meu peito.

Isso triplicou a minha excitação. Minha calcinha já era.

— Ah!

Gemi com o contato. O atrito da boca dele no bico do meu peito, tava me deixando louca. Simulava que o cavalgava, involuntariamente. Sentia seu pênis duro abaixo de mim, e só assim, conseguia algum alívio.

— Não podemos transar assim. E se sua colega chegar?

Ele tinha as bochechas avermelhadas, tão afogueadas quanto as minhas.

— Bobinho – Beijei sua boca demoradamente. – Ela foi dormir na casa do namorado. Só vou voltar a ver a cara dela, amanhã à noite.

Dei outro beijo estalado nele.

— Nesse caso, onde é o seu quarto?

✿✿

Nos desfizemos de nossas roupas. Minha janela estava fechada, mas esqueci de puxar as cortinas. Não tinha importância. Estava tão desesperada de desejo que nem percebi esse detalhe.

Baek estava mais magro. Seus músculos tinham uma consistência perfeita, não era nem magro demais – como na adolescência – nem forte em excesso. Conquanto, o músculo que a gente ia exercitar... esse estava mais vigoroso do que nunca.

Meu ventre queimava. Não desviávamos o olhar um do outro. Deitei o Baekhyun na minha cama, e fui direto pro colo dele. Sentei em seu membro o sentindo me invadir lentamente.

✿✿

As coisas aconteceram como no meu sonho.

Os beijos ardentes, as mãos dela percorrendo o meu corpo, o suor brotando em nossa pele.

Nós deitamos em sua cama, e ela veio para mim. Sentou no meu colo, adentrei seu útero me unindo e me fundindo a ela.

Nós gememos em uníssono.

Agarrei as ancas dela, a fazendo subir e descer mais rápido.

Enquanto ela arranhava o meu peito, eu puxava o quadril dela. Ela começou gemendo em assentimento e terminou gritando. Nunca tinha transado com ninguém daquela forma. O desejo que sentíamos um pelo outro estava longe de arrefecer.

Estávamos literalmente em chamas.

O prazer que estávamos experimentando era superior. Estávamos intensamente ligados... de repente, um tremor incontrolável tomou conta dela. No momento em que ela atingiu o orgasmo, praticamente gritou meu nome.

✿✿

Eu gozei.

Gozei muito e não sabia o que fazer. Fiquei atordoada – fora de mim. Só então, percebi que Baekkie continuava dentro de mim, em riste. Ele não tinha gozado. Respirava ofegante junto comigo.

Eu arranhei o peito dele inteiro, na fúria do desejo e da consumação.

— Você não gozou, Baekkie...

— Não faz mal. – Me beijou, saindo de dentro de mim.

— Como assim?

— Vem.

Estendeu a mão pra mim, me puxando da cama.

Encostou minhas costas na parede do quarto. Só aí percebi que as cortinas estavam abertas. A luz da lua se infiltrava e banhava nossos corpos sedentos.

Ele levantou uma das minhas pernas, me fazendo prende-la em sua pélvis. E tão natural quanto respirar – me beijou, enquanto sem a menor sutileza, colocou seu falo em riste todo de uma vez dentro de mim.

O beijo foi pra evitar que eu gritasse. Gemi em sua boca. Eu nunca tinha transado daquele jeito com ninguém. Ele acertou em algo muito sensível em mim. Foi inevitável gritar.

Ele acertou de novo – e eu gritei de novo.

Ele continuava a bombear e acertar meu ponto sensível, até eu perder a sustentação nas pernas. Apesar de já estar com as pernas bambas, queria muito ver onde aquilo ia dar. Eu tinha que o sentir gozar.

Então ele me pegou no colo, continuou devorando meus lábios, enquanto seu quadril investia contra o meu loucamente. De repente, estremeci de novo. Então ele chegou ao ápice, também tendo um orgasmo. Seu pênis engrossou, suas veias dilataram e ele jorrou esperma. Meu Baekkie era duro na queda.

— Você parece surpresa...

— Eu nunca fiz sexo assim com ninguém.

Fui sincera.

— Eu tinha certeza que você tinha me esquecido. – Deu um meio sorriso triste.

— Nunca.

Lhe dei um beijo, reforçando que o que estava falando era sério.

— Tenho certeza que se você não tivesse se mudado, eu teria feito sexo pela primeira vez contigo, Baek.

Silêncio.

Esse silêncio sepulcral sempre nos acompanhou.

— O que vamos fazer agora, Baekkie?

A gente tinha transado, e tinha sido muito melhor que qualquer coisa que a gente tivesse sonhado.

— Seus pais venderam a casa... não há mais nada que te prenda aqui e...

— Tem você.

— Como?

— Eu venho te buscar. Agora que a gente transou você acredita em mim?

 

FIM DO SEGUNDO CONTO.


Notas Finais


Sigam @M4ndy_Mars e o @evy_pjt;
Comentem suas impressões.


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