História Você Foi o Melhor de Mim - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga)
Tags Sope, Yoonseok
Visualizações 7
Palavras 1.860
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente :)
Nos vemos nas notas finais.

Capítulo 3 - Capítulo 3


Yoongi desceu do carro e fechou a porta, seguido de seus pais

— Ainda não entendi a necessidade de me trazer, eu posso vir sozinho

— E correr o risco de você desviar do caminho de novo? – sua mãe disse

— Além de trazermos, vamos esperar você também, no hall – Sr.Min disse por fim

A família caminhou até o prédio, os mais velhos sentaram-se e Yoongi caminhou para o elevador. Enquanto esperava, observou sua mão enfaixada, será que a psicóloga iria perguntar? Deveria falar? De repente lembrou do surto daquele mesmo dia, ainda precisava desculpar-se com Jin.

O elevador chegou e Yoongi entrou, apertou o botão do 12° andar e aguardou, pensou em tantas coisas que poderiam acontecer numa conversa de uma hora com aquela mulher. Estava nervoso novamente.

Já no consultório, falou com a secretária e aguardou sua vez. Hoseok já estava lá, como sempre parecendo nervoso, Yoongi se perguntara por que ele estava sempre assim. Afinal, qual seria o problema dele para estar ali? Hoseok foi atendido e depois de uma hora, que passou lentamente, Yoongi foi chamado. Conversa vai, conversa vem, coisas banais foram ditas e omitidas

— Então, quer me contar quantas crises de raiva você teve essa semana? E... Você ja chegou a destruir alguma propriedade ou feriu alguém? – Malseok disse com uma voz suave

— Geralmente acontecem duas vezes na semana – Yoongi disse baixo — E nunca destrui propriedade, muito menos machuquei alguém. Eu não sou um monstro! – disse ríspido

— Eu não disse que você era – ela sorriu – Bom, a média é essa mesmo. Você explode por motivos simples, certo?

— Sim? – Yoongi perguntou confuso e meio incerto da resposta

— Depois que todo esse sentimento ruim das explosões passa, você se sente culpado, triste ou arrependido? – Yoongi confirma – Então, apenas confirmou o óbvio. Você é um caso de transtorno explosivo intermitente.

Yoongi não disse nada, apenas a observou calado. Ainda era um pouco confuso. O que aquilo significava de fato? Ele não tinha jeito?

— Você deve querer mais detalhes – ela se ajeitou na poltrona – Muitas pessoas acham que isso é apenas "pavio curto" mas é de fato um transtorno. Nos casos leves, as explosões ocorrem em média duas vezes na semana, com xingamentos, ameaças, agressões físicas sem lesões. Você pode quebrar objetos sem se importar com o valor e no fim se sentir triste, arrependido, com vergonha.

— Eu sou um louco problemático, né? – Yoongi quis saber, já pensando que só trazia problemas

— Não, você não é, querido. – ela riu – isso pode ser melhorado com remédios e outros tratamentos. Você meio que precisa reaprender a controlar seus sentimentos, já que o transtorno é a ausência da capacidade de controla-los.

Malseok explicou para Yoongi detalhadamente o que faltava e prescreveu os remédios que ele precisaria tomar além de recomendar grupos psicoterapicos e terapia em grupo

Yoongi ainda se sentia pedido e confuso. Guardou a folha com tudo o que precisaria no bolso e entrou no elevador. Encontrou seus pais no hall do prédio, animados como sempre. Na verdade, nem sempre, apenas desde que seu pai largou o álcool, então o casamento pareceu ter melhorado horrores, Yoongi se sentia feliz por isso mas ao mesmo tempo enojado. Não aguentava tanto afeto tão perto de si. Caminhou e parou em frente aos dois

— Vamos – disse e saiu indo em direção a saida

Já no carro, Yoongi não quis responder como havia sido a consulta. Passou boa parte da viagem de volta para casa calado.

— Se vocês não se importam, preciso que me deixem na entrada da rua. Preciso ir a uma lugar

— Não. Você não vai beber de novo, Yoongi – sua mãe disse

— Eu não vou beber, que saco. Vou na casa de um amigo. – respondeu irritado

Seus pais se entreolharam mas não disseram uma só palavra, atenderam o pedido do filho apenas.

Yoongi desceu do carro e caminhou no sentido contrário ao que o veículo ia. A casa de Seokjin era a apenas alguns quarteirões dali, mesmo que suas palavras dizendo para o procurar ecoassem na cabeça de Yoongi, ele ainda se sentia inseguro. Talvez ele estivesse destinado a ser sozinho e todos a sua volta destinados a sentirem medo.

Chegando na casa de Jin, pensou duas vezes antes de tocar a campainha mas tocou, quem atendeu foi seu irmão mais velho.

— Ah, e aí, Yoongi. Entra, o Jin tá no quarto – deu espaço para Yoongi entrar

— Oi – disse baixo – caso não se importe, vou lá falar com ele

— Pode ir, fica a vontade

O irmão de Jin se jogou no sofá e Yoongi seguiu para o quarto de seu amigo. O encontrou jogando videogame e entre um resmungo e outro pedia para algum bonequinho morrer, estava tão concentrado que nem notou a presença dele ali.

Resolveu entrar de vez no cômodo, sem cerimônia alguma se jogou na cama, fazendo Jin ter um sobressalto e gritar, o controle voou para o outro lado do quarto. Yoongi começou a rir como se fosse a coisa mais engraçada da vida. Era mesmo um medroso.

— Da próxima vez avisa que está aqui. Quero morrer de velhice e não jovem e do coração. – o mais velho disse enquanto levantava da cama para pegar o controle do chão – E além de abusado ainda me fez perder a partida

— Vim pedir desculpas por hoje cedo – falou e se sentou direito na cama – Aliás, desculpe pelo jogo também

— Sem probremas. E o jogo não tem importância. – Jin deu de ombros

Yoongi o observou o tempo passar, o jogo acabar e recomeçar algumas vezes. Jin surtou algumas antes de desistir e se jogar para trás, batendo a cabeça na barriga de Yoongi, fazendo-o arfar por conta do impacto.

— Que tal pipoca com manteiga? Aí você me conta como foi lá na psicóloga

— Pode ser – o mais novo concordou

Os dois desceram e tombaram com o irmão de Jin, saindo da cozinha com muitos doces na mão. Yoongi de repente lembrou que no dia seguinte faria três anos sem Yongguk. Por pouco não esqueceu, começou a se sentir péssimo. Iria vê-lo e fazer o de sempre, levar flores, sentar ao lado da lápide para falar o que estava acontecendo, falar que sentia sua falta.

— Mundialmente lindo chamando Yoongi. Terra chamando Yoongi. Volta, seu cabeça oca – Jin disse balançando Yoongi de leve

— Ah, oi. O que foi?

— Eu que pergunto. Como foi lá? – Jin perguntou enquanto colocava a pipoca no microondas

Yoongi pensou um pouco nas palavras de Malseok. Fazia sentido o que ela dissera.

— Bom, ela disse que eu tenho transtorno explosivo. Tipo, não consigo controlar a raiva e é tudo impulsivo, o que é verdade. Ela também disse que posso frequentar grupos de terapia e tomar remédios. Me sinto um louco. – Yoongi disse suspirando

— Nem é. O importante é que você já sabe como melhorar isso. – o mais velho dizia enquanto dividia a pipoca em dois baldinhos

— Tem razão – suspirou– Sabe, amanhã faz três anos sem o Yongguk...

Foi claro como Jin hesitou um segundo, mas terminou o que estava fazendo e virou para Yoongi, vendo-o triste. Mesmo depois de três anos ainda era nítido sua dor. Jin o abraçou forte e quando se afastou deu um sorriso

— Vem, vamos comer essa pipoca e assistir um filme, pode escolher – disse dando um dos baldinhos para Yoongi e o puxando pela manga da camisa

— Invocação do Mal?

— É, você realmente está fora da casinha. Escolhe uma comédia, não quero ter pesadelos a noite –Jin estremeceu e viu Yoongi revirar os olhos

— Põe o clássico – Yoongi falou se jogando no sofá e Jin virou-se para ele

— As Branquelas – os dois falaram juntos e riram, era a comédia preferida dos dois desde sempre

~

— Se acalma, Hobi. É só um trabalho comum de faculdade. – Taehyung dizia jogado na cama do amigo enquanto mexia distraidamente no celular

Hoseok andava de um lado para um outro do quarto, resmungando suas preocupações

— "Se acalma, Hobi. É só um trabalho comum de faculdade." – disse com uma voz fina – Tae, não é fácil, tá? Eu vou ter que interagir com um desconhecido, você sabe como morro de vergonha. E se ele não gostar de mim? E se ele não aparecer?

— Ele quem marcou na biblioteca, então provavelmente ele não vai te deixar plantado lá – Taehyung disse sentando-se e encarando um Hoseok aflito – Tenta relaxar, ok?

Taehyung se levantou e passou o braço por cima dos ombros de Hoseok que o encarou confuso

— Se ele não aparecer me diz que vou lá e dou uma bicuda no meio das pernas desse filho da mãe – Tae disse e subiu na cama de Hoseok, fazendo pose de super herói, com as mãos na cintura

— Capaz dele te matar só com aquele olhar que só ele tem – Hobi disse rindo

Taehyung pôs a mão no coração e fez uma careta de dor, se jogando na cama como quem tivesse morrido. Hoseok sabia que não poderia ter arrumado melhor amigo melhor que aquele. Em seus momentos de crise, Taehyung estava lá, quando demostrava qualquer sinal de tristeza, Taehyung estava lá, antes mesmo de qualquer sinal de socorro, Taehyung largava tudo e ia ao seu encontro.

Era um apoio mútuo mas Hoseok sabia que Taehyung se esforçava o dobro para não deixá-lo numa situação que o levaria a um momento delicado.

E mesmo com todas as palavras e palhaçadas que ele fazia, Hoseok ainda não conseguia se distrair, ainda tinha medo, ele se sentia mais confortável em casa, sem precisar encarar as pessoas. Principalmente desconhecidos. O que fazer e falar quando se faz um trabalho em dupla? Como se comportar? Como puxar assunto? Eram tantas questões

As vezes, odiava sua timidez, que o fazia evitar muitas situações fora de casa mas também servia como desculpa quando estava desanimado demais para sair. Sua mãe se preocupava e qualquer sinal de desânimo queria ligar para o médico.

E pensando nessas coisas, lembrou de Yoongi e como ele possuía um olhar tão... Intenso e frio? Hoseok não sabia descrever ao certo, era apenas intimidador.

Taehyung o tirou de seus diversos pensamentos e resoveram tomar sorvete e jogar o novo jogo que Hoseok ganhara.

— Você está tomando os remédios direitinho, no horário? – Tae falou com a boca cheia de sorvete

— Uhum

Hoseok sabia que não era verdade, mas Taehyung não precisava saber, ele não queria ouvir outro sermão do mais novo. A questão é que, ele simplesmente esquecia. O importante é que estava num momento bom.

Após algumas horas de muito jogo e sorvete, Hoseok precisou expulsar Taehyung de casa

— Me larga, você precisa ir – tentava se livrar do abraço de urso que o mais novo dava em si – amanhã temos faculdade, garoto. Xô, sai

— Eu não sou cachorro, hyung. E sei das minhas obrigações, sou muito adulto já. 

— Ah, nossa, super adulto. – Hoseok ria – agora vai e cuidado, quando chegar avisa

— Tá bem, boa noite, Hobi

— Boa noite, Tae

Hoseok o observou desaparecer no fim da rua e então entrou. Mais um dia acabando para outro vir a começar. Esperava realmente que desse tudo certo amanhã, apensar de algo o dizer que não daria.


Notas Finais


Gostaram? Espero que sim
Tô me esforçando pra sair algo bom de uma ideia tão repentina k
Até mais :)


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