História Você já se Sentiu Sozinho? - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Batman, Liga da Justiça, Mulher Maravilha (Wonder Woman), Superman
Visualizações 149
Palavras 1.082
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Lírica, Luta, Magia

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Uma pequena fanfic sobre uma relação de amizade.

Capítulo 1 - Capítulo único.


Diana olhava para as estrelas e a lua de cima do telhado da mansão Wayne, com as luzes da cidade de Gotham brilhando lá longe e o som das pessoas e do trânsito abafados pela floresta que cercava o local. Seus pés balançavam e, perdida, ela fitava o horizonte, tão imersa em seus pensamentos que não ouviu Clark chegar. Desde que havia retornado dos mortos e tido algumas conversas com Diana, ambos sentiram a amizade florescer. Não só por saberem que o verdadeiro perigo estava vindo, como também por compartilharem um mesmo medo.

—Não devia estar sozinha aqui —ele disse se ficando ao lado dela. Diana olhou para ele e perguntou:

—Kal, você já se sentiu sozinho? —O vento passou por eles, a capa vermelha ululou ao vento junto dos cabelos dela, encostando de leve nos ombros desnudos da Amazona. Soltando uma risada seca, Superman se sentou ao lado da mulher.

—Quase todo tempo eu me sinto assim, Diana. —A Princesa baixou o olhar e soltou uma risada.

—É que faz tanto tempo desde a última vez que me aproximei o suficiente de alguém para me apaixonar. Cem anos que fiquei afastada dos homens, mesmo que ainda andasse entre eles, e pudesse interferir, não interferia em nada. Mesmo estando relativamente solitária nesses anos todos, só agora, que me reaproximei dos humanos e criei laços fortes com alguns deles, eu me sinto sozinha. Entende?

—Não sei dizer se posso entender seu ponto. Mesmo pra mim, entender cem anos não é crível. Não posso imaginar um século como o seu —olhou para o rosto bonito da amazona, ela parecia perdida. —O que te fez vir para esse lado do mundo cem anos atrás?

—A Primeira Grande Guerra —olhou dentro dos olhos do amigo. —Um homem, um espião chamado Steve Trevor, caiu na minha ilha. O primeiro homem que eu conheci e que, em muito tempo, entrou na ilha. Eu estava curiosa quanto aos homens e perguntei a ele se todos os homens eram como ele, Steve disse que não, que ele era um homem acima da média. —Diana e Clark riram pelo duplo sentido. — Primeiro pensaram em matá-lo; depois, em levá-lo de volta. Eu me encarreguei de o fazer. Para mim, o que ele tinha para nos falar era um indício dos deuses. Um tipo de pedido deles para que eu viesse para cá, para derrotar Ares e acabar com a guerra. Ele me disse que essa guerra era a guerra para que não houvesse mais nenhuma, para que houvesse paz, finalmente, no Mundo dos Homens. Eles achavam que essa guerra daria fim a tudo.

—O que aconteceu com seu Steve? —Perceptivo, o Homem de Aço notou que a Amazona tinha se apaixonado pelo espião.

—Se sacrificou para salvar muitos. Um avião cheio de gás mostarda e explosivos era a última tentativa da Alemanha, a cartada final deles. Para impedir isso, Steve entrou no avião e o fez explodir num lugar onde não causasse feridos. Foi antes de eu aprender a voar, então nem pude tentar o salvar. As últimas palavras dele foram abafadas porque meus ouvidos latejavam, eu tinha levado um ataque de Ares que me ensurdeceu por minutos. Todavia, eu consegui ouvir o que ele disse, mesmo estando atordoada demais pra corresponder: Eu te amo. Vou fazer isso para salvar o dia, e você, salvar o mundo. —Notou que ela estava à beira das lágrimas, com um misto de saudade, tristeza e orgulho. —Ele foi um herói. O meu herói.

—Desculpe por te fazer lembrar.

—Não se desculpe, eu quero terminar a história —se encararam. Uma ligação mutua se estabeleceu e ambos entenderam porque se davam tão bem. —Ele havia me dito que eu era, até certo ponto, ingênua por acreditar que tudo aquilo era obra de Ares, me disse que o ser humano não precisava do deus da guerra para ser cruel. Assim mesmo, acreditava que aquela guerra seria a última; nesse aspecto, ele era ingênuo.

—Pelo menos ele não precisou ver a Segunda Guerra.              

—Exatamente, gosto de pensar assim.

—Foi isso que te afastou? —Ele também olhava para a lua.

—Sim.

—E o que te trouxe de volta? O que fez a semi-deusa Diana de Themyscira voltar a se preocupar com os problemas humanos? —Viu Diana, novamente, com uma expressão de orgulho e dor:

—Outro homem acima da média. E é por isso que estou me sentido sozinha, Clark. É por isso que estou com medo —houve uma pausa. —Você também sente medo por Lois, não sente?

—Sinto —segredou. —Ela parece independente, e realmente é. Porém, tem a tendência a se meter em problemas que uma mulher mortal não poderia sair sozinha.

—Nisso temos que concordar. Bruce também se mete em problemas dos quais humanos não conseguem sair sozinhos —outra risada compartilhada.

—Tenho certeza de que ele sabe se virar sozinho.

—Oh, pode ter certeza de que sabe. Todavia, não consigo deixar de me preocupar. Ele é mortal, não de aço ou divino. Bruce pode acabar morrendo. Se não por Darkseid, por outros meios. Como Steve morreu —os olhos dela se encontraram com os de Clark. —Você me entende. —Não era uma pergunta.            

—Perfeitamente —sorriram um para o outro. —Mas tenho certeza que vai precisar mais do que Darkseid para matá-lo.

—Lois tem sorte em ter você.

—E Bruce tem sorte em te ter. —Mesmo a melancolia da conversa não abalou a sensação de paz que se instaurou em ambos após terem uma conversa franca, sendo dois super seres que sabem o que é amar humanos e perdê-los, ambos se entendiam perfeitamente bem. —Vamos, eu subi aqui porque Bruce me mandou te buscar. Arthur e Barry já devem estar irritados pela demora. O rei de Atlântida não gosta de esperar e Barry é uma criança em corpo de adulto.

—Verdade, são dois impacientes —voaram até a sala onde os outros se encontravam para a reunião da recém formada Liga da Justiça. A forma como encararam a dupla fez com que tivessem certeza de que não entenderam a natureza daquela relação: amizade. A erguida de sobrancelha de Arthur Curry e o olhar estreito e curioso de Barry tornou-se uma piada interna entre Mulher Maravilha e Superman, ambos entenderam o que pensaram sobre eles. Somente Ciborgue e Bruce mantiveram-se indiferentes àquilo. Um sabia o suficiente para não ligar e o outro, estava completamente indiferente a isso.

—Podemos? —Bruce perguntou. Diana assentiu, sentando-se ao lado dele e, por baixo da mesa, segurando sua mão. Bruce correspondeu o aperto enlaçando seus dedos nos dela. 


Notas Finais


E então, gostaram? É só uma fic bobinha de amizade, mas semana que vem eu vou postar outra. Enfim, eu estava revendo os trailers de Liga e sabe o que eu reparei? Que talvez o Shipp esteja vivo nos cinemas! Voces viram aquelas trocas de olhares? Aqueles sorrisos? Me digam que não estou pirando, por favor!
Ah, mereço comentários?


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