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História Você me chamou do que? - Capítulo 14


Escrita por:


Notas do Autor


OLÁ OLÁ COMPANHEIRES 💁🏻‍♀️💁🏻‍♀️💁🏻‍♀️💁🏻‍♀️💁🏻‍♀️

Quanto tempo, não?! Acharam que eu tinha morrido? Pois infelizmente não morri. 😪🤚

Trouxe finalmente mais um capítulo dessa história e bem, informando aqui ☁️, estamos no fim. Sim, estamos próximos do fim, buaaaa!! Somente mais dois capítulos e acabou 👉👈😢 Desculpa.

Enfim, espero que curtam e que teorizem o que Levi está tramando, hein, hein?! Beijão. 🛐

Capítulo 14 - Quatorze.


Fanfic / Fanfiction Você me chamou do que? - Capítulo 14 - Quatorze.

– Espera, como assim? Você quer que eu corte o seu cabelo? – Levi perguntou com os olhos levemente arregalados em surpresa.

 

 

 

 

– Isso, Levi! – Eren chacoalhou a cabeça rapidamente, concordando. – Por favor. Eu quero cortar porque... tiraria um pouco do peso que eu carrego! Minha mãe adorava meu cabelo e bem... já não suporto mais. É como se a vibe ruim dela estivesse grudada nele.

O Jaeger deslizou a ponta dos dedos por seus fios castanhos com um sorriso chateado apertadinho nos lábios. Ambos os dois voltaram para casa - de Levi - as seis da manhã para descansarem um pouco pois mais tarde, o baixinho iria ajudar Eren a tirar suas coisas da casa dos pais. Ele não teria aula e muito menos trabalho já que era fim de semana, também não iriam dormir, apenas descansar tomando um café e talvez assistir alguma coisa na televisão até a hora passar. No entanto, a ideia de deslizar uma tesoura nos longos fios surgiu de repente na cabeça de Eren e ele não tiraria essa ideia da cabeça tão cedo.

Levi não iria fazê-lo mudar de ideia de qualquer forma, porém, o garoto queria que ele cortasse seu cabelo e não um profissional no ramo, é claro que Levi sabia ao menos segurar uma tesoura afinal era ele mesmo que cortava o próprio cabelo no seu famoso corte e estilo militar que realmente lhe caía perfeitamente, todavia, ele não queria acabar fazendo o mesmo corte no cabelo de Eren ou algo até pior, não mesmo.

– Porra, Eren. – o Ackerman respirou tentando ao máximo não encarar muito o rosto de cachorrinho abandonado do mais novo. Algo que fora impossível. – Tá, tudo bem! Eu corto, mas com uma condição.

– Diga, Levi, diga! – Eren estourou dando pulinhos para depois se agarrar ao corpo de Levi num abraço de aceito tudo então apenas diga.

– Vamos passar em um cabeleireiro para acertar o corte antes de irmos para casa de seus pais, certo? – propôs e Eren nem mesmo buscou pensar, apenas balançou a cabeça de novo, aprovando.

Sem mais nem menos, o Jaeger sorridente arrastou Levi junto a si pelo caminho que havia aprendido até o banheiro da casa e já dentro do cômodo, entregou a tesoura na mão do mais velho com uma animação dos infernos. Eren colocou-se de frente para a pia e encarou seu reflexo no espelho que havia ali com expectativa ao que esperava paciente e ansioso para que Levi começasse.

– Tch, depois não reclame se ficar ruim, pirralho. – Levi resmungou se posicionando atrás do garoto e iniciou alguns cortes que julgava serem bons para diminuir o tamanho e o volume. Para falar a verdade, ele não fazia ideia do que estava fazendo e seu medo era de acabar deixando o garoto careca.

– Não vai, tenho certeza de que vai ficar bom. – Eren foi firme em sua resposta e da mesma maneira estava firme mentalmente. – Oh, parece que estou arrancando um grande chumbo de minhas costas, isso é bom.

Realmente era como se o peso estivesse diminuindo, Eren achava mesmo que sua mãe havia passado alguma imensa negatividade para seus cabelos longos e isso o fez rir sozinho. Levi por outro lado, estava quieto focando sua extrema atenção no que fazia por não querer cortar mais do que o devido, enquanto que mentalmente rezava para que o seu corte ficasse bom o suficiente para não fazer o garoto chorar e o culpar para o resto da vida.

– Levi, você realmente não mora junto com a sua irmã? Eu pensei que você vivesse junto dela naquela enorme casa, caralho, aquilo tudo apenas para ela... é muito, não acha? – Eren questionou para quebrar aquele silêncio que já estava o incomodando. Seus olhos verdes ainda observavam os próprios fios caindo por seus ombros ou indo diretamente para o chão do banheiro.

– Eu não curto muito morar em lugares tão espaçosos como aquele, eu até gosto de espaço mas aquela casa é um exagero. – Levi bufou um pouquinho antes de continuar. – Mikasa é exagerada às vezes, eu já tentei convencê-la a mudar para uma casa um pouco menor porém ela não quis de jeito nenhum, nem mesmo Armin conseguiu mudar a cabeça dela. Por isso, ela vive lá, sozinha, mas parece contente e isso é o que me importa, vê-la feliz.

Essa dúvida de Eren crescera no momento em que Levi estacionou em frente a própria casa, o mais novo percebendo então que não era a mesma residência enorme que estavam horas antes festejando. Isso deixou-o confuso e com uma coceira na garganta para perguntar, o fazendo apenas agora. Levi não gostava de coisas tão exageradas como aquela casa em que Mikasa vivia, por isso, optou por uma casa simples mas bonita do tamanho que ele desejava e que fosse perfeito.

– Oh, sim! Eu estranhei mesmo, eu jurava que você vivia com ela naquela casa... bom, espero que ela encontre alguém que a faça companhia lá, seria bom, eu acho. – Eren sorriu não pelo que dizia, mas por ver que agora seus fios estavam ficando curtos o bastante para deixar seu pescoço avista. – Olha, isso tá muito bom, Kitty!

– Ora, cala boca ou eu te deixo careca, pirralho de merda. – Levi xingou apertando levemente a nuca de Eren que deu risada pela sensação de ponto fraco. – Essa merda de apelido, tch, esse Armin me paga algum dia.

– Eu acho fofo, vai. Significava gatinho, certo? – O Jaeger esboçou um sorriso passando agora a brincar com seu piercing.

– É, significa. Mas é uma droga, eu tenho vontade de morrer toda vez que ele me chama assim... – o baixinho resmungou irritado dando alguns últimos "retoques" nos fios castanhos de Eren.

– Levi... o que somos agora? – Eren perguntou o que estava com vontade de perguntar desde que estavam admirando o amanhecer na praia, completamente sem jeito mordeu a pontinha do inferior em expectativa.

Levi achou graça e quando terminou os últimos reparos, deixou a tesoura de lado sobre a pia e virou o corpo do mais novo delicadamente para si. Eren estava lindo como sempre, o cabelo recém-cortado se adornara bem a seu rosto suave e levemente corado, se Levi achava que não poderia se apaixonar ainda mais por ele, essa imagem já estava atropelando todas as suas palavras.

– O que você quer que a gente seja? – o rapaz mais baixo perguntou, curioso e ansioso assim como o Jaeger. Levi passava a mão várias vezes sobre o ombro coberto do garoto para retirar os resquícios de cabelo dali, mas isso sem parar de encará-lo profundamente.

Eren sentia que o baixinho estava lhe roubando todo o ar com aquela encarada profunda, não que fosse ruim mas sim porque Eren vergonhosamente achava aquele olhar sexy demais e seus pulmões se esqueciam de sua função, respirar. O garoto soltou um riso de timidez e desviou o olhar para não se abalar mais, iria responder sim mas não encarando aqueles olhos bonitos.

– Eu... – começou devagar e num suspiro rápido, soltou. – Eu gostaria de que fossemos namorados! – enfim confessou sentindo uma merda de uma vergonha enorme, Eren seriamente achava que iria explodir.

O Ackerman deixou uma risada adorável escapar de sua garganta e Eren, ainda sem jeito, formou uma carranca emburrada. Será que ele tá tirando uma da minha cara? Pois se tiver, juro que arrebento ele aqui mesmo resmungou mentalmente, se negando ainda mais a encarar Levi que depois de alguns segundos, capturou ambas as mãos de Eren e deixou alguns selares por ali.

– Eu também quero isso. – Levi foi sincero. Algo que surpreendeu Eren rapidamente e aos poucos a carranca emburrada foi desaparecendo para assumir uma de vergonha novamente. – Eu te amo e gostaria muito que você fosse meu namorado. – um sorriso se formou nos lábios do baixinho. – Eren, você quer namorar comigo?

Porra, seu merda, filho da puta, desgraçado do caralho, vai se foder na puta que pariu, inferno! xingou com força em sua mente enquanto que seus olhos brilhantes como esmeralda entregavam a Levi a sua imensa satisfação e felicidade pelo pedido, Eren mentiria se dissesse que não ansiava pela merda desse pedido desde que tocou seus lábios nos de Levi.

– Ah, merda, é claro que sim! – Eren finalmente respondeu abraçando Levi com toda sua força. Os olhos lacrimejantes ameaçando um choro de alegria. – Mil vezes sim, bro...

– Me chamando desse jeito você destrói completamente o nosso clima romântico, pirralho burro. – Levi reclamou retribuindo o abraço sem se importar se ficaria ou não com fios de cabelo grudados em sua roupa.

– Que se dane, Levi, eu te amo! – Eren exclamou num choro baixinho e o rapaz, para acalmá-lo, começou a acariciar suas costas. – Desculpa, eu estou sujando suas roupas.

– Eu também te amo, Eren. Não tem problema, certo?! Eu não ligo, permaneça assim comigo e tudo bem. – Levi suspirou baixinho sentindo-se um completo bobão apaixonado.

Levi jamais pensou que ficaria de tal maneira algum dia, isso até levar um esbarrão na rua de um moleque idiota, realmente algo doido de se dizer e iria render uma boa história se por acaso alguém se interessasse em saber como os dois haviam se conhecido. Eren também desfrutava do mesmo pensamento, se apaixonou pelo cara que quase lhe surrou na rua por ser tão distraído e ainda por cima quase o afundou no chão com sermões, hilário e talvez clichê de um romance.

O Jaeger fungou forte enquanto se afastava para limpar o rosto e se recuperar do choro calmo, Levi não se incomodou em nada com isso por talvez estar anestesiado demais para se importar com a fungada de Eren ou até mesmo com o ranho dele espalhado em sua camisa. Eren após ter se livrado das lágrimas com o uso da longa manga da blusa que havia emprestado do mais velho, sorriu alegre para ele.

– Idiota. – Levi puxou-o sem grosseria pelo tecido da blusa e lhe deu um demorado beijo na bochecha, ato carinhoso que fez Eren corar mais uma vez sem desmanchar o sorriso dos lábios e fechar os olhos em harmonia.

 

 

[...]

 

 

Eren saiu do banheiro de roupa trocada usando uma toalha para secar os fios molhados - agora curtos - enquanto que se direcionava para sala a procura de Levi, este que após a cena romanticamente fofa, ordenou como um pai que Eren tomasse um banho para limpar-se dos cabelos picados grudados em seu pescoço e em sua testa. Levi era estranhamente bipolar às vezes, até que era engraçado. Quando chegou na sala, Eren rasgou um sorriso ao ver Armin e Levi conversando e aproximou-se.

– Bom dia, Armin! – ele desejou animado se sentando ao lado de Levi ainda que esfregava a toalha fofinha contra os próprios cabelos, tirando todo o excesso de água.

– Bom dia, Eren... você cortou o cabelo? – o loiro perguntou surpreso ao enfim notar a falta dos longos fios e o Jaeger deu risada, Levi se segurou. – Jesus, você... realmente.

– Gostou? – Eren sorriu convencido, se sentiu lindo com o corte caprichado de Levi. Mal sabia ele que o baixinho não fazia ideia de como conseguira cortar seu cabelo tão bem assim. – Foi Levi quem cortou, ele jurou que ficaria ruim mas no fim, isso ficou do caralho.

O Ackerman estapeou a nuca livre do garoto pelo xingamento e Eren choramingou falso, Armin por outro lado se divertia com a interação e mentalmente se perguntava se algo estava rolando por ali. Possivelmente, estava sim e ele não morderia a língua para questionar.

– Vocês por algum acaso estão juntos? – Armin perguntou simples e na lata. Eren grunhiu de vergonha e Levi reclamou sem graça. – Nem precisam responder, já deu pra notar! Levi, finalmente, hein?! Estava mais do que na hora, quase que eu mesmo te entreguei pra ele.

Levi socou uma almofada na cara de Arlert para que ele calasse a boca mas isso apenas fez com que ele soltasse uma risada de animação, Eren ao seu lado estava quase se afundando no estofado do sofá de vergonha.

– Tudo bem, tudo bem. Não precisam ficar com vergonha, casal, vou parar de perturbar. – Armin jurou com os dedos cruzados em frente a boca. – Somente saibam que vocês tem todo o meu apoio.

O amorenado sorriu deixando a toalha sobre o colo e Levi balançou levemente a cabeça num dizer mudo de "obrigado". Nisso, o mais novo dali levantou-se com a obrigação de colocar aquela toalha para secar no banheiro e ao sair, precisou parar alguns segundos no corredor para escutar a conversa que iniciou-se com a sua saída.

– Você pretende contar sobre isso quando, Kitty? – Armin perguntou e Levi deixou um murmúrio de irritação escapar.

– Já disse para não me chamar disso, Armin. – ele reclamou para então responder. – Eu preciso esperar, ter paciência é essencial, certo?! A quantia está aumentando, até mesmo Mikasa contribuiu com o bastante e você também... eu, Hanji e o funcionário careca dela também, isso é bom, não é? – Levi questionou e Eren conseguiu escutar o ruído de concordância sair da boca do loiro. – Pois é, tudo está indo conforme o combinado. Espero que tudo dê certo, de verdade. Eu quero muito que ele consiga isso...

– Eu também, Levi, eu também. – Armin disse calmo e sincero. Eren decidiu então por se afastar para fazer o que tinha de fazer enquanto que sua mente trabalhava em entender sobre o que eles estavam falando.

O que eles estão planejando, hein? perguntou-se após deixar a toalha secando em seu devido lugar no banheiro. Voltou pra sala com uma expressão pensativa e isso chamou a atenção do loiro.

– O que tanto pensa, Eren? – Armin encarou-o animado. – Já está planejando o casamento com o Levi? Me parece bom.

– Cala boca, Armin. – Levi se adiantou em dizer. – Enfim, podemos ir? Já são nove da manhã, seus pais estão acordados, certo?

– Sim, sim! Meu pai acorda cedo já que tem trabalho no hospital mesmo aos finais de semana, minha mãe não fica na cama depois dele sair então provavelmente, já está de pé. – Eren explicou de um jeito engraçado pois esfregava as mãos contra suas bochechas para eliminar a vergonha. – Apenas ela está em casa, tudo vai ficar bem se ela não surtar, eu espero...

Eren rezava para que Carla não tivesse mais um surto e acabasse lhe dando outra tapa, ainda mais agora que cortou os longos fios que ela tanto prezava e amava. Claro que Eren não iria deixar-se levar pela briga, mas ainda sim um pequeno medo lhe dominava um pouco e um receio de que algo desagradável iria acontecer também, isso era péssimo.

– Relaxa, Eren. Eu e Armin estaremos lá, juntos com você. – Levi acariciou gentilmente as costas do, agora, namorado. – Não vou deixar que ela encoste um dedo em você de novo, isso eu prometo.

Levi estava sendo honesto, ele realmente não deixaria Carla encostar em Eren novamente, não depois de tudo que ela o fez passar.

– Levi tem razão, nós dois estaremos lá ao seu lado, não se preocupe. – Armin apoiou as palavras do baixinho e se levantou para chamá-los. – Vamos, casal! Devemos terminar com isso logo, hum?!

Eren e Levi levantaram-se e logo ambos os três seguiram para fora da casa, quanto mais cedo terminassem mais cedo se distanciariam da ruindade dos pais de Eren, isso era fato.





 

Levi estacionou em frente a casa do Jaeger - primeiro eles realmente haviam passado em um cabeleireiro para acertar os poucos erros no cabelo do garoto e após isso, seguiram diretamente para casa dele - e suspirou desejando que nenhuma outra cena dramática da mãe dele fosse feita. Armin e Levi foram os primeiros a sair do automóvel, Eren demorou um pouco pois ainda estava receoso sobre como agir caso sua mãe surtasse consigo novamente

– Tudo bem, pirralho, você consegue!  – Levi encorajou acalmando e envolvendo sua mão junto a do mais alto.

– Certo... – Eren sorriu carinhosamente para ele antes que caminhassem até a porta. Armin se dispôs a tocar a campainha e Eren se dispôs a acalmar os nervos apertando um pouquinho a mão do Ackerman.

Recolheria suas roupas e objetos pessoais o mais rápido possível para sair dali o quanto antes, sem contar que não deixaria para trás o seu querido e amado Armin, Eren estava morrendo de saudades do skate e seu maior medo era de que os pais tivessem o destruído para mostrar quem é que manda, hipótese boba mas não inválida de qualquer forma.

A porta se abriu e dela surgiu uma Carla totalmente acabada com uma expressão horrivelmente triste estampada em seu rosto pálido, o Jaeger mais novo não sabia se sentia pena ou não, afinal ela ainda era sua mãe mesmo depois de desmerecê-lo como filho. Quando a mulher pareceu raciocinar direito quem era os três que se encontravam ali em sua entrada, ela assumiu uma expressão de culpa que Levi desconfiou.









 

 

– Eren, você voltou pra casa! – Carla estourou em um choro caindo de joelhos em frente ao próprio filho endurecido no lugar e completamente confuso.
 


Notas Finais


Ih, que que foi que deu nessa Carla, hein, gente?? 🤨 Arrependimento? Culpa? Hmmmmmm.

E esse Levi, o que trama? 🤨

O que acharam? Gostaram? Não? Querem me bater?

Até a próxima, beijocas e beijocas.💗💗✨


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