História Você Me Deixou Sem Palavras - Anne With An 'E' - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anne Of Green Gables, Anne Shirley, Anne With An E, Gilbert Blythe, Shirbert
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Palavras 1.449
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, leitores de Green Gables! Como estão?
Prometi que ia postar essa semana e aqui está!
Esse capítulo é bem importante e tem muita fofura Shirbert. Espero que gostem!
Boa leitura! <3

Capítulo 3 - Amigos?


- Mais rápido, Anne! Já estamos muito atrasadas! - Diana gritava enquanto nós corríamos pelos bosques de Avonlea, afim de chegar no Piquenique de Boas - Vindas da escola. Por mais que eu me esforçasse para andar rápido, era inevitável parar uma ou duas vezes para observar aquela paisagem estonteante. Nunca serei capaz de entender como Diana consegue simplesmente ignorar tamanha beleza. 

Quando estávamos a mais ou menos 5 minutos de distância, diminuímos o ritmo e começamos a caminhar mais calmamente, uma vez que, segundo a garota ao meu lado, chegar correndo seria deselegante. 

- Está ansiosa? Nervosa? - A morena me perguntou com um sorriso estridente, enquanto apertava com mais força a alça de sua pequena sexta de palha, que com certeza continha leite fresco e um pouco de geléia de morango roubada da dispensa de sua casa sem que sua mãe descobrisse. 

- Não tenho certeza de como me sinto em relação a esse piquenique. Digo, é uma oportunidade explendida para me reconciliar com a Ruby e tentar provar meu valor à Josie, porém também corro o risco inevitável de fazer algo embaraçoso e destruir minhas chances de fazer novas amizades de uma vez por todas. - Respondi pensativa e um pouco apreensiva. Igual não intendo porquê me preocupo tanto com a aprovação das outras garotas... Eu tenho Diana, que é a melhor amiga que eu poderia querer, e Ruby e Josie são superficiais e até um pouco desagradáveis as vezes. Mesmo assim sinto a necessidade de fazê-las gostarem de mim. Acho que temo acabar solitária e amargurada. 

- Anne Shirley-Cuthbert, pare de se preocupar com coisas estúpidas. Tenho certeza que assim que as garotas enxergarem a garota incrível que você é, irão implorar por sua amizade. 

- Nem mesmo eu, que utilizo frequente e ardentemente minha imaginação como fuga do mundo real, consigo imaginar Josie Pye me implorando por coisa alguma! - Eu contestei divertida, provocando uma risada leve de Diana.

Chegamos no local onde o piquenique ocorreria e eu fiquei simplesmente encantada. Se tratava de um campo enorme, que beirava um rio de águas claras e lindas, com árvores ao redor. Para melhorar, as mesas estavam decoradas com as mais belas flores silvestres. Era como um sonho. 

No entanto, o lado ruim de estar dentro de um sonho, é que uma hora você precisa acordar. Foi exatamente assim que eu me senti quando Josie Pye veio em minha direção, vestindo um olhar tão frio que seria capaz de congelar uma nação inteira. 

- O que ela faz aqui? - Josie indagou, olhando para Diana, mas claramente se referindo a mim. 

- Anne veio para o piquenique, Josie, assim como todos. Não é óbvio? 

- Ela não pode estar aqui. - A loira continuou. Sua voz era simples e suave, como se perguntasse as horas ou falasse sobre o clima frio. 

- Perdão? - Eu sentia meu olhos começarem a lacrimejar. Sei que parece estúpido, mas estava tornando-se exaustivo tentar conquistar a aprovação de Josie. Por que, Céus, essa garota me odeia tanto? 

- Por que ela não poderia? Ela é uma aluna da nossa escola, e essa é o piquenique de Boas - Vindas da escola. - A minha amiga tentava me defender.

- O piquenique é para celebrar a reunião de estudantes que sempre frequentaram o nosso colégio. Não é lugar para novatas forasteiras. - Diana abriu a boca para replicar, mas o lobo em pele de cordeiro foi mais rápido. - Não tente me convencer do contrário, Diana. Eu sou a coordenadora aqui, e posso expulsar quem eu bem entender. Passar bem! - Ela concluiu e se retirou com um sorriso vitorioso. 

- Isso é ridículo! Não se preocupe, Anne, eu vou falar com a professora. Com certeza ela irá esclarecer as coisas. - Diana disse confiante, tentando me animar.

- Não... Diana. Mesmo que eu tenha permissão para permanecer, ainda serei odiada por todos aqui. É melhor eu ir embora. - Comecei a me afastar, mas escutei os passos da morena atrás de mim. - Não precisa me acompanhar,  minha cara amiga. Aproveite o piquenique! Eu ficarei bem. - Sorri fraco. Notei que ela exitou, mas acabou por me abraçar forte e sair em direção ao amontoado de pessoas conversando e rindo.

Eu senti uma angústia enorme no peita. Tudo que eu queria era fazer amizades e ser feliz nessa nova vida, mas as pessoas insistem em se afastar. Me pergunto o que há de tão errado com Anne Shirley-Cuthbert que faz as pessoas à odiarem por nada. 

Pensei em voltar para casa, mas sei que Marilla questionaria meu retorno tão cedo, e eu não quero compartilhar minha desgraça com ela. Resolvi então adentrar o bosque e observar a paisagem por um tempo. Colhi algumas adoráveis flores silvestres no caminho e comecei a transformá-las em uma coroa, que ficou maravilhosa, aliás. 

Estava encostada em um tronco de árvore caído, admirando as nuvens, quando escutei passos atrás de mim. Supus que fosse Diana, vindo tentar me consolar, mas me surpreendi quando me virei para ver quem era. 

- Gilbert? 

- Anne! Finalmente te achei. - Ele parecia um pouco afegante. 

- O que faz aqui? - Comecei a me aproximar lentamente. 

- Perdão, eu não quero parecer ser intrometido ou algo do tipo, mas... - Ele suspirou. - Eu não pude evitar ouvir o que a Josie falou para você, e, não sei, queria ver se você estava bem. - Blythe coçou a nuca, sem graça. 

- Eu estou bem. Não sei como pude penar que seria diferente. - Tentei parecer indiferente, mas meus olhos tristes sem dúvidas me entregaram. - Você me seguiu? 

- Não. - Ele disse simples. - Demorei um pouco para vir te procurar... Fiquei com medo de você afundar minha cabeça na neve quando me visse. - Brincou e soltou uma risada nasalada, e eu também não pude evitar rir. - Você fica mais bonita que o normal quando sorri, sabia? 

Fiquei chocada. Nunca me achei bonita, e ouvir isso me fez mais feliz do que imaginei que faria. Jamais pensei que escutaria essas palavras... Ainda mais vindas de Gilbert Blythe. Pela primeira vez na vida eu não soube o que responder. Ele tinha um olhar terno, e um sorriso tímido e confiante ao mesmo tempo. 

- Obrigada. - Fui incapaz de pensar em algo melhor. 

- De nada, mas eu só disse a verdade. - UGH, GILBERT, VOCÊ PODERIA POR FAVOR PARAR DE SER LEGAL? EU ESTOU TENTANDO TE ODIAR! 

- Você devia ir embora. - Fui direta, e talvez um pouco rude, mas eu preciso me afastar dele. 

- Por que? - Ele deu um passo a frente.

- Porque se a Ruby descobrir...

- Ruby? Então esse é o problema? - Ele me interrompeu. Droga! As garotas me matariam e usariam meu corpo para alimentar o gado se descobrissem que eu acabei de revelar o segredo da garota. - Anne, a Ruby é uma ótima garota, mas eu não sinto por ela... seja lá o que sente por mim. Além do mais, depois de como a Josie te tratou, por que você ainda se importa com o que elas pensam? Acho que independente do que você fizer, elas nunca irão de aprovar cem por cento, o que é bem estúpido da parte delas. - Ele continuava se aproximando.

- Talvez elas não sejam ideais, mas uma pessoa precisa de mais de duas amizade nessa vida. 

- Duas?

- Diana e Jerry! 

- Dois amigos parecem o suficiente, mas o que você acha de ter três? 

- E quem seria o terceiro?

- Eu. - O que aquele garoto estava tentando fazer? 

- Você quer ser meu amigo, Blythe?

- Por que não iria querer, Cuthbert? - Ele tinha uma expressão indecifrável. Reparei que me chamou de 'Cuthbert', e não de 'Shirley' como a maioria costuma fazer. 

- Bem, apesar de ainda ter minhas dúvidas em relação à você, acho que eu não tenho nada a perder. 

- Então, amigos? Você não vai mais me ignorar nem gritar comigo? 

- Amigos. - Esbocei meu primeiro sorriso genuíno depois de um bom tempo.

- Posso te acompanhar até sua casa? - Ele estendeu o braço, em um movimento no menino caricato. 

- Eu adoraria! - Encaixei meu braço no seu. Um sentimento desconhecido me atingiu quando me aproximei do garoto, e o fato de eu não saber o que é me deixa frustrada. - Ah, mas devo recordá-lhe que se for visto comigo, sua vida social provavelmente será tão desastrosa quanto a minha. - Tentei soar divertida, mas nós dois sabíamos que no fundo aquilo era verdade.

- Eu não me importo. - Disse simples, como se não fosse nada. Seu sorriso me acalmava de um jeito surpreendentemente estranho. 






Notas Finais


E nasceu uma amizade Shirbert! O que acharam? Seria esse o começo de uma nova era na vida da sua pequena ruiva?
Hahahahahahaha
Espero de verdade que tenham gostado.
E por favor perdoem qualquer erro ortográfico, eu não tive tempo de revisar o capítulo, mas o farei em breve!
Até a próxima <3


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