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História Você me ensinou a amar - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo 2


Assim que chego em casa jogo minha mochila em qualquer canto do meu quarto e vou diretamente até o banheiro, precisava de um banho quente para tentar relaxar e me acalmar, hoje o dia foi cheio, cheio de surpresas desagradáveis que estavam tirando o pouco de paz que existia em minha mente, saber que Beatriz irá lecionar na minha escola me deixou completamente nervosa. 

[...] 

Saí um pouco mais cedo nessa manhã de terça feira, fui buscar meu carro na oficina. Resolvendo esses assuntos do meu carro me lembro que Beatriz me pediu para tentar conseguir um emprego para sua filha Amanda. Amanda é a única pessoa que eu gosto naquela família, o pai é um chato de galocha ignorante e a mãe nem se fala. 

Acho melhor eu conseguir um emprego pra essa garota, quem sabe assim Beatriz goste um pouco mais de mim, coisa que eu acho difícil.- Pensei  escorada em meu carro esperando os mecânicos terminarem de dar os últimos ajustes. 

[...] 

 Chego em meu serviço e ao invés de ir direto para minha sala, fui até a sala da minha chefe, dei duas batidinhas na porta e entrei assim que ela autorizou minha entrada. 

-- Oi Renata. O que deseja?- Juliana pergunta com um belo sorriso no rosto. 

-- Eu gostaria de conversar com você, está ocupada? 

-- Não, pra você eu tenho todo tempo do mundo, você é uma ótima funcionário. 

-- Obrigado.- Sorri sem graça. 

-- Sente-se por favor.- Apontou para a cadeira onde eu deveria me sentar, me sentei e Juliana me olhou fixamente com os cotovelos apoiados na mesa e o queixo apoiado nas mãos. 

-- Então, vim até aqui para te pedir um favor. 

-- Se estiver ao meu alcance, eu irei fazer o possível para te ajudar.- Sorriu. 

Mas por que diabos essa mulher tanto me olha? E fica dizendo que sou uma ótima funcionária, estou longe de ser uma boa funcionária. Como minha mãe diz eu não sirvo pra nada. 

-- Uma amiga está precisando de emprego, tem alguma vaga disponível aqui na empresa? 

-- Tenho que dar uma olhadinha, vamos fazer o seguinte, vou checar e se tiver alguma vaga eu te informo. 

-- Obrigado Juliana, obrigado por tudo. 

-- Não há de que Renata, sempre que  precisar pode me procurar. 

-- Tá ok, até depois.- Me levantei  e caminhei até a porta, me virei a tempo de ver ela dar um pequeno aceno. 

[...] 

Mais tarde, quando chego em casa, me deito na minha cama e aproveito o pouco tempo livre que ainda tinha, para assistir um filme qualquer que estava passando, nem prestei muita atenção, depois de um tempo acabei pegando no sono e acordei faltando dez minutos para a aula começar. Não tive tempo nem de jantar, só tive tempo de vestir meu uniforme, escovar os dentes e passar um perfume, saí de casa praticamente correndo a caminho do elevador. 

Estacionei o carro no estacionamento da escola e saí correndo pelo os corredores. Me aproximo da minha classe e escuto a voz rouca de Beatriz. Xinguei um palavrão mentalmente. 

Suspiro e dou duas leves batidas na porta, Beatriz logo a abriu. Ela me encarou por alguns segundos e disse: 

-- Já se esqueceu das regras Renata?- Ela cruzou os braços enquanto encarava meus olhos profundamente. 

-- Desculpa eu me atrasei. 

-- Isso tá na cara.- Riu.-- Sua camiseta está pelo avesso.- Olhei para baixo e  realmente estava. 

-- Saí de casa as pressas.- Tirei a blusa rapidamente enquanto ela me observava. 

-- Você vai trocar aqui?- Beatriz olhava meu corpo atentamente observando cada detalhe. Ela estava incrédula por eu ter tirado a blusa na sua frente. Pra mim não há nada de errado, homens podem tirar a camisa e está tudo bem, por que com mulheres isso tem que ser diferente? Também de qualquer forma eu estava de top não tinha o menor problema. 

-- Sim, qual o problema?- Vesti minha blusa novamente sobre seu olhar penetrante. 

-- Não, nenhum. Bom Renata, hoje você não irá assistir minha aula. Eu não posso fazer exceções, isso seria injusto com os outros alunos, e também é para você ver que eu não estou de brincadeira, o que eu falo tem que ser cumprido, tem que ser respeitado e isso serve de exemplo para todos vocês.- Falou olhando para os outros  alunos que já estavam assustados com a atitude da professora. 

-- Por que você tem que ser tão carrasca? Custa me deixar entrar? 

-- Regras são regras Renata. 

-- Quer saber Beatriz? vai me fazer muito bem não assistir sua aula, não estou afim de ficar olhando para sua cara.- Respondi já com a voz um pouco alterada, Beatriz me fuzilou com os olhos. 

-- Não vou ficar ouvindo desaforos de uma aborecente! vá para direção agora! 

-- Quero ver quem vai me obrigar.- Disse já caminhando, olhei para trás a tempo de ver Beatriz bufando e em seguida batendo a porta. 

Voltei para o estacionamento entrei em meu carro, inclinei o banco e liguei o rádio. 

-- Quer saber? A melhor coisa de ter acontecido é eu não assistir a aula dessa mulher ignorante, não estou conseguindo olhar na cara dessa mulher, a melhor coisa é eu ficar aqui. Que mulher bipolar, ontem nos conversamos tranquilamente e hoje ela vem falar comigo toda nervosinha, entendo que ela tenha disponibilizado algumas regras, mas poxa eu só cheguei 2 minutos atrasada, essa mulher é uma maluca isso sim, ou talvez a maluca sou eu por estar falando sozinha.- gargalhei de mim mesma.- Essa mulher está me deixando doida isso sim.- me aconcheguei no banco e acabei pegando no sono. Acordei minutos depois com um leve barulho de batidas, Meus olhos estavam embaçados, mas dava para ver que era a Isabela do outro lado do vidro.  

-- Já está no segundo horário. Você não vai assistir aula?- Isabela respondeu assim que abaixei o vidro. 

-- Vou, é que eu acabei dormindo. 

-- Estou vendo.- Sorriu.- Você é louca de enfrentar a professora assim, você vai reprovar na matéria. 

-- Disso eu já sei, ela não gosta de mim e não é de hoje. 

-- Mas mesmo assim, toma cuidado. 

-- Relaxa. 

-- Vamos, nos temos que ir.- Isabela abriu a porta do carro e me puxou pelo braço. 

-- Tá, tô indo não precisa puxar.- Saí daquele carro a força, por mim ficaria ali dentro, mas infelizmente tenho aulas para assistir. 

[...] 

O tempo demorou uma eternidade para passar, não via a hora de encontrar minha cama, dei graças a Deus quando o sinal tocou, assim que cheguei em casa e literalmente eu apaguei, só acordei no dia seguinte com o despertador. 

[...] 

-- Renata? Tem um minuto?- Juliana perguntou depois de dar duas batidinhas na porta da minha sala. 

-- Claro.- Respondi sorridente e ela se sentou de frente para mim. 

-- Eu vim para te informar sobre a vaga de emprego que você me pediu, está disponível, agora você só tem que falar para sua amiga que ela tem uma entrevista marcada, se der tudo certo ela será contratada. 

-- Nossa você foi rápida. Muito obrigado, eu vou falar para ela.- sorri sem mostrar os dentes. Por alguns segundos veio Beatriz em minha mente, ontem ela me tratou super mal e eu aqui tentando arrumar um emprego para filha dela, mas também eu não posso pensar assim, Amanda é uma ótima pessoa. 

-- Então é isso.- Juliana se levantou.- Ah já ia me esquecendo, fala pra ela que ela vai precisar trazer um currículo, documentos como carteira de trabalho e RG a entrevista está marcada para quarta feira, as 14:00 horas se ela for menor ela precisa vir acompanhada por um responsável. 

-- Tá ok, muito obrigado.- Ela assentiu com a cabeça e se retirou.  Voltei a fazer o meu trabalho, imprimi algumas folhas e mandei alguns e-mails que Juliana havia pedido. 

[ ...] 

Assim que o expediente se encerrou volto para casa, antes de entrar em meu  apartamento resolvo passar na casa da Beatriz, toco a campainha e suspiro, não queria vê-la, mas é necessário, e logo Beatriz me recebeu. 

-- O que você faz aqui Renata?- Serrou os olhos sem entender a minha ilustre visita, essa mulher me odeia. 

-- É.. eu estou aqui, pela vaga de emprego que você me pediu.- Fiquei descompensada quando um delicioso perfume invadiu minhas narinas, o perfume vinha da Beatriz. 

-- Que vaga de emprego? 

-- Para a Amanda, lembra? 

-- Ah sim, lembrei.- Ela me olhou por alguns segundos sem saber o que fazer. 

-- A.. Amanda está?- Falei quebrando o silêncio que já estava ficando constrangedor. 

-- Está sim, entra.- Se afastou me dando passagem para entrar. 

 Entro e me sento no sofá da família Andrade enquanto espero Beatriz chamar a filha. 

Logo quando Amanda me vê me abraça e me beija o rosto. 

-- Nossa! o que devo essa presença ilustre? Você nunca vem aqui em casa, até parece que tem medo da gente.- disse Amanda esboçando um grande sorriso. 

-- E que eu não tenho muito tempo.- olho para Beatriz que está de braços cruzados nós observando.- Mas enfim, eu vim até aqui por que a sua mãe me disse que você esta a procura de um emprego, na empresa em que eu trabalho à uma vaga disponível, se você estiver interessada. 

-- Claro que eu estou interessada, o que eu faço para conseguir o emprego? 

-- Você tem uma entrevista agendada para quarta feira, as 14:00 horas, se você se sair bem tem uma grande chance de ser contratada. 

-- Muito obrigada Renata.- Ela me abraçou novamente e Beatriz raspou a garganta por que nosso abraço estava muito demorado. 

-- Eu te acompanho até porta Renata.- Beatriz disse já indo em direção a porta. 

-- Mãe!- A menina encarou a mãe, vermelha de vergonha. 

-- Tudo bem, já está na minha hora. Até mais Amanda, espero que você consiga o emprego.- Fui em direção a porta e saí sem ao menos olhar para Beatriz. 

[...] 

(Beatriz) 

-- Nossa mãe, precisava  falar assim com a Renata? Ela veio aqui em casa para me ajudar, você sabe o quanto difícil é arrumar um emprego? 

-- Eu já te falei que eu não gosto dessa garota.- Assim que me sento ao seu lado ela se levanta. 

-- Você não gosta dela só por que ela coloca música alto de vez em quando pelo amor de Deus mãe, a Renata é uma ótima pessoa, você que é implicante. 

-- Não gosto dela por que ela é muito atrevida é por isso. 

-- E eu aposto que ela não gosta de você por que você é chata e grossa, mas já que você não gosta dela, por que você pediu á ela uma vaga de emprego para mim.- Amanda cruzou os braços me encarando séria. 

-- Olha como você fala comigo Amanda, eu não deveria ter pedido emprego nenhum á ela, mas fiz isso por que eu amo você. 

-- Para né mãe. Eu vou voltar para o meu quarto, lá pelo menos eu não passo vergonha.- Amanda saiu pisando forte. 

-- Essa Renata sempre consegue me tirar do sério, me fez até discutir com a minha filha, e ainda por cima fica de agarração com ela, já estou perdendo a paciência com essa garota. 

[...] 

Já estava quase na hora de começar as aulas daquela noite, Saí da sala dos professores onde estava tomando uma xícara de café e conversando com alguns colegas de trabalho. 

Entrei na sala onde seria a primeira aula da noite. Acendi as luzes e logo tomei um susto. 

-- O que você está fazendo aí sentada no escuro garota? Está querendo me matar do coração.- Levei a mão ao peito enquanto Renata ria discretamente. 

-- Só estou tentando não me atrasar querida professora.- Disse Renata com ironia. 

A encarei por alguns segundos, não disse nada, apenas caminhei até a minha mesa. Olhei as horas em meu belo relógio dourado em meu pulso esquerdo, ainda faltava aproximadamente dez minutos para a aula começar. 

Apaguei a matéria de um outro professor que estava na lousa, Renata não tirava os olhos de mim, já estava começando a achar estranho o modo que ela me observava. Me sentei novamente para ler um livro, pra passar o tempo. 

-- Esse livro é ótimo.- Renata se aproximou, me assustei com a sua respiração em meu ouvido. 

-- Hoje você tirou o dia para me assustar em.- Fechei o livro e ela esboçou um pequeno sorriso vitorioso. 

-- Só quero passar um tempo com você, te conhecer melhor.- retirei meu óculos de grau e coloquei sobre a mesa e a olhei nos olhos. 

-- Você está de brincadeira né.- Gargalhei ironicamente. Essa garota está tramando alguma coisa. 

-- Não, não estou brincando, quero que você tenha menos ódio de mim. 

-- Eu não tenho ódio de você Renata, as vezes você me tira do sério, lembra que eu te falei isso? 

-- Vou tentar não te tirar do sério prometo, ah e também prometo não ouvir mais música alta no meu apartamento. Você pode me dar um chance? 

-- Tá bom Renata, eu vou te dar uma chance.- Sorri. 

-- Mas você também tem que fazer a sua parte.- Revirei os olhos. 

-- Tudo bem, vá se sentar, a aula já vai começar.- Ela assentiu com a cabeça e foi se sentar. Dei início a aula assim que os demais alunos foram chegando. 



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