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História Você me faz querer ser homem - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


A inspiração me veio enquanto assistia ao Live Kazuya Kamenashi Concert Tour (2017) The Ichi ~Follow me, porque o Kame estava muito perfeito e sexy :3
O segundo personagem é um ? (ponto de interrogação) em nossa cabeça, mas vocês podem imaginar que é qualquer um que vocês mais se agradem. Eu prefiro pensar que sou eu, só que numa versão masculina :3 ~muahahahahaha~
Obs: O nome da historia é uma clara declaração minha :]
A foto de capa e do capitulo são imagens do show que me inspirou ~

Capítulo 1 - Capitulo Unico


Fanfic / Fanfiction Você me faz querer ser homem - Capítulo 1 - Capitulo Unico

A paisagem bruta da cidade de construções magnificas corria velozmente em minha visão enquanto dirigia meu carro naquela noite. Tokio estava novamente iluminada e as pessoas ocupadas em seus próprios interesses, seus jogos de azar e com suas prostitutas estavam também ali. Não julgava nenhum. Um dia de trabalho em uma empresa em Tokio, era o suficiente para qualquer um pedir umas doses de álcool e a presença de alguém que pudesse te oferecer sexo ao final do dia.

Eu dirigia para muito mais do que uma dose de álcool e para muito mais que um simples sexo.

Há uns 20 minutos havia recebido em meu celular sua mensagem. Li sua mensagem sem uma expressão que demonstrasse sentimento algum, mas em meu coração uma batida falhou. Ele estava me solicitando novamente. Ele queria que eu fosse até ele. De novo. Queria conseguir dizer não para ele. Mas ele conseguia me prender, mesmo que com correntes invisíveis. Ele conseguia me controlar, como se eu fosse sua marionete. Era algo doentio, mas prazeroso também. Envergonho-me de dizer isso. De dizer que sinto prazer no que ele faz comigo, mas não posso negar isso em nenhum lugar do mundo. Sinto prazer quando ele diz que quer me ver mais uma vez, mas também me sinto desesperado e queria poder dizer a ele que não sou seu escravo, que não sou dele. Mas não estaria sendo sincero se dissesse essas palavras. 

Dirijo meu carro até seu apartamento. Prefiro ficar alguns minutos dentro do carro parado em frente a ele. Como sou idiota! Ele me enviou uma simples mensagens de texto e cá estou eu, novamente... Quantas vezes ele fez isso? E quantas vezes mais fara? Ou melhor, quantas vezes eu deixarei que ele o faça? 

Abraço o volante e recosto minha testa no mesmo. Tento tomar coragem. É tão difícil... Tomar coragem... Queria ter força suficiente para não entrar naquele apartamento, queria forças para ir embora dali. Deixar ele me esperando e não aparecer. Deixar ele confuso. Preocupado... comigo. Ser digno pelo menos uma vez...

Tomo alguma coragem e seguro a chave do carro fortemente e a empurro para dentro da ignição. Sua imagem se contorcendo embaixo do meu corpo, implorando por mais, me pedindo para ir mais fundo dentro de si me vem à mente. Sinto meu corpo aquecer e percebo que...

Não sou forte. Não para ele.

Porque eu tinha que amar tanto aquele homem?

Abro a porta rapidamente. Me sinto ansioso, ofegante.

Olho para sua janela. Esta iluminada com pouca luz, como sempre. Até nisso ele me seduz.

Ele vive num apartamento lindo, cheio de flores penduradas na sacada. Seu estilo, seu gosto. O cheiro das flores em seu apartamento me sufoca me fazem sentir que estou preso. O cheiro dessas flores eu só sinto em seu apartamento. Desse jeito.

Após subir as escadas, caminho por um corredor. Chego a sua porta.

304, seu numero de apartamento. Toco a campainha. Ouço seus passos se aproximando da porta. Uma demora, provavelmente esta olhando pelo olho magico para saber quem é.

“Você sabe quem é Kazuya... À uma hora dessas, quem mais poderia ser?”-penso sozinho.

Ele abre a porta e me surpreende saltando em meu corpo, segurando-se em meu pescoço com seus braços macios e claros, colocando suas pernas ao redor de minha cintura, sussurrando em meu ouvido:

_Você veio. Estou feliz. Achei que não viesse mais... –seu tom era meio triste. Pude sentir seu cheiro agradável entrar por minhas narinas. Era como uma droga para mim.

Eu jamais irei entender seu jeito de me tratar. Às vezes demonstra me querer por perto e sentir minha falta. Às vezes passa meses sem me contatar, como se eu não existisse mais...

_Eu estou aqui... –falo, seguindo seu ritmo, como um teatro, que eu queria que fosse real.

Ele desceu suas pernas por minhas laterais e se colocou em pé diante de mim, sorrindo.

Seu sorriso é tão infantil. Sinto isso nesses momentos em que ele sorrir para mim, como se ele estivesse dizendo, sem palavras, apenas com o seu sorriso, que “esta tudo bem agora, não se preocupe”.  Como se ele dissesse que me amava, apenas com aquele simples gesto de sorrir inocentemente para mim.

Observo que ele cortou o cabelo. Bem curto comparado ao corte anterior, quase nos ombros. Eu gostava, mas está muito mais bonito com esse, e posso ver ser pescoço mais a mostra. Me agrada muito.

_Vem! –ele diz puxando meu braço, me conduzindo para dentro de sua moradia, para dentro de minha prisão.

Observo o local rapidamente. Está mudado. Sua sala foi pintada de uma cor creme, deixando sua sala, antes pintada numa cor vinho da parede do fundo, mais iluminada. Pergunto-me intimamente há quanto tempo existe essa mudança. Me faz ter o desejo de está presente ali todos os dias para não perder as mudanças da casa, nem as mudanças dele.

_Senta. –ele segura em minha mão e me leva até seu sofá. Sento-me olhando para ele. Ele sorrir o tempo todo. Parece animado. E eu sei o que ele quer, sei para o que ele me chamou aqui. Mas é sempre assim. Ele me chama depois de longos meses sem dar noticias e começa a falar sobre coisas sem sentido, sem nexo. Não me pergunta como eu estou... Sempre assim, antes de me seduzir até seu quarto.

Ele some de minha visão ao adentrar sua cozinha. Me sinto nervoso ao perder ele de vista. Não sei como sobrevivo tanto tempo sem ver seu rosto. Ele me deixa assim quando some.

De repente, ele surge com uma garrafa de vinho na mão direita e duas taças na outra mão. Aproxima-se de mim e põe as taças em cima da mesinha em frente ao sofá que estou sentado e estende a garrafa escura para mim.

_Abre?

Eu sorrio (a primeira vez naquela noite) e ele responde com um sorriso mais aberto e assoprado. Pego a garrafa de suas mãos e ele me entrega o abridor. Enquanto abro a garrafa, ele pega as duas taças e sirvo até a metade delas do vinho de cheiro bom, que me deu água na boca.

Ponho a garrafa na mesinha e Kamenashi estende uma das taças para mim, que logo a seguro em minhas mãos. Fico o encarando de baixo. Ele de pé em minha frente, vestindo uma camisa comum verde escura e uma calça moletom cinza. Era assim que ele se vestia quando estava em casa.

_Não vai se sentar? –pergunto.

_Sim. – e se sentou no chão, de frente para mim, em cima de seu grande tapete, que cobria 90% do piso da sala. Suas pernas dobradas para o seu lado esquerdo, enquanto seu corpo se apoiava sobre sua mão direita pouco afastada de si. Bebia aquele vinho lentamente, enquanto me encarava. Eu só podia observar o movimento que sua garganta fazia enquanto engolia o liquido vermelho escuro. Tão sexy.

_Você não reparou. –falou do nada. Não consegui entender do que ele estava falando. Eu havia reparado em muitas coisas. Talvez, até coisas demais.

_No que eu não reparei?

_No meu cabelo... Você não disse nada.

Ele estava realmente magoado, ou era mais um de seus joguinhos? Talvez ele quisesse criar uma situação. Talvez uma “briga” de casal. “O homem que não repara em seu amante”. Eu não sei... Ele se excitava com coisas estranhas.

_Eu reparei no seu novo corte quando te vi na porta.

_Mas não disse nada... –falou abaixando a cabeça, olhando para sua taça de vinho. Sua franja caiu ainda mais sobre seus olhos.

_Você me chamou aqui para reclamar de mim? –falo seco.

Hoje eu não teria tanta paciência como das outras vezes.

_Venha até aqui. Deixe-me ver de perto. –falei imperativo. Eu sabia que ele gostava quando eu agia dessa maneira. Como se eu mandasse nele. Mas nós sabíamos quem mandava em quem aqui. Mas gostávamos desse teatro.

Quando pedi para ver de perto, vi em seus lábios se formarem um sorrisinho de canto. Eu conhecia aquele sorriso.

Ao levantar o rosto em minha direção, sua expressão era maliciosa. Seus olhos tinham um brilho que eu já conhecia. Como senti falta daquele olhar...

Ele se preparou para levantar-se do tapete, mas o impedi.

_Não. –ele parou. _Venha de quatro.

Ele sorriu divertido e se pôs ao chão, andando de quatro para mim. Senti meu corpo esquentar com aquela visão. Ajeitei-me no sofá, relaxando meu corpo e abrindo minhas pernas. Encostei-me no sofá e estendi minha mão para tocar em seu cabelo quando se aproximou de mim, segurando em minha coxas e se erguendo um pouco para tentar ficar na minha altura.

Enfiei os dedos por entre os fios escuros recém-cortados. Seus cabelos sempre tão macios. Os fios exalaram o cheiro de seu shampoo cítrico. Adorava esse cheiro. Ele me olhava com os olhos de uma pessoa carente. Aquilo fazia parte do teatro? Acho que nunca saberei.

_Está lindo. Jamais vi mais perfeito que este. 

Ele sorriu e se inclinou para me beijar. Senti seus lábios colarem nos meus afoitos. Minha mão, que antes acariciava seus fios, agora segurava na parte de trás de seu pescoço, o trazendo mais para perto de mim. Nosso beijo foi ficando mais intenso e suas mãos sobre o meu peito, desciam por meu abdômen e paravam na barra de minha calça jeans. Suas mãos hábeis desafivelavam meu cinto de couro enquanto minha mão repousava sobre um de seus braços. Já havíamos parado de nos beijar e agora eu apenas observava Kamenashi com a cabeça repousada em minha coxa me olhando nos olhos enquanto massageava meu pênis por cima da calça. Seu jeito de me olhar... Ele não precisava me tocar para que eu ficasse pronto para ele, bastava ele me olhar tão intensamente daquele jeito.

Ele começou a desabotoar a calça e puxar o zíper para baixo. Suas mãos pequenas adentraram minha camisa puxando-a para cima, expondo minha barriga. Levou seus lábios até minha pele e começou a espalhar beijos sobre meu baixo ventre, enquanto metia a mão dentro da minha cueca e segurava o meu pênis úmido o puxando para fora, segurando-o com firmeza.

Levei minha mão ate seu queixo e ergui sua cabeça para eu poder ver seu rosto. Sua boca rosada... Acariciei seus lábios com o dedo indicador, estavam molhados. Ele salivava todas as vezes. Eu adorava essa ânsia que ele tinha para ter meu pênis em sua boca. Enfiei dois dedos e senti sua língua ser pronunciada para fora. Fiquei alguns segundos explorando com os dedos aquela cavidade quente, até que retirei meus dedos e segurei em meu pênis. Ele se aproximou ainda mais de meu órgão com a boquinha entreaberta, esperando eu iniciar o que ele tanto desejava.

Encostei a ponta no cantinho da sua boca e pude o ver gemer de olhos fechados com o contato. Ele era tão fofo...

Segurei em seu queixo e comecei a massagear seus lábios com a glande. Estava me controlando para não me enfiar todo naquela boquinha delicada. Ele pronunciava a língua para fora e lambia um pouco de pre gozo que saia. Fiquei alguns segundos nessa brincadeira ate deixa-lo por conta própria. Ele segurou na base e começou a lamber toda a minha extensão. Prendia a glande entre seus lábios, fazendo pressão com um biquinho que eu achava mais fofo do que sexy. Ele era essa mistura. Eu não queria gozar ali, mas sentia que se continuasse daquele jeito, iria me derramar naquela boca.

_Kame... Para. –falei entre suspiros. Ele parou confuso. Deve ter pensado estar fazendo algo errado.

_Está ruim? –tão fofo!

_Está perfeito... –suspirei- Mas não quero gozar agora. –ele sorriu aliviado.

Ele se levantou rápido, pude ver o volume de sua ereção por cima do moletom cinza. Pegou-me pela mão e me puxou desesperado em direção ao seu quarto.

Lá estava eu novamente, sendo arrastado para o local aonde ele iria me maltratar me falando, sem palavras, que me ama, e depois do ato, iria me esquecer. Eu era seu escravo. Eu pertencia a ele. Por mais que sempre que fazíamos sexo, eu parecesse seu dono, ditasse as posições e o prendesse com meus braços, eu era o cachorro ali e ele era o meu dono. Estava adestrado por ele. Fazia o que eu sabia que o agradaria, e nada mais.

Kamenashi adentrou seu quarto me largando na porta. Caminhou de costas a passos lentos e eu fiquei parado na porta, o observando. Poderia avançar em cima dele, o jogar na cama, puxar suas roupas com força e o ter ali, como eu queria. Mas eu respeitava suas vontades. Ele queria que eu o observasse dali, então eu ficaria ali.

O observei se despir de sua camisa verde de pé. Sua pele branquinha aparecendo, sua barriga esguia, seus mamilos pequenos, eu queria toca-los... Ele sorria inocente para mim.

Caminhou até a beirada da cama e se pôs a sentar-se em sua extremidade.

_Vem... –ele disse com aquela voz rouca que eu tanto amava.

Caminhei até ele. Passei a mão por seus cabelos e desci por seu rosto, parando meus dedos sobre seus lábios, fazendo um carinho ali. Ajoelhei-me aos seus pés, abraçando suas coxas, ainda vestidas com o tecido grosso do moletom cinza. Acariciei sua cintura, logo descendo os dedos para a barra da calça, os enfiando ali, puxando-a para baixo com certa força, expondo um pouco suas nádegas, as apertando. Tudo isso sem tirar meus olhos dos dele. 

O empurrei para que se deitasse sobre a cama de lençóis brancos e ele prontamente se inclinou para trás, deitando-se deixando suas pernas afastadas. Aproveitei para me livrar de sua calça, deslizando-a por suas pernas até seus pés. Observei que ele havia depilado sua pele das pernas, estava lisinha, sem nenhum pelo aparente. Ergui sua perna direita e comecei a deixar beijos por sua extensão de pele branca e macia. Pude ouvi-lo rir baixinho entre ofegos. Levantei um pouco mais sua perna direita, a empurrando para frente, expondo sua pele embaixo da coxa, depositei chupões ali. Ele gemia baixinho. Enquanto espalhava chupões sobre sua pele alva, levei a outra mão até sua intimidade, massageando sua ereção por cima da cueca boxer branca. Fui trilhando um caminho com meus lábios até chegar em sua virilha, aonde deixei uma lambida lenta. Nesse momento ele segurou forte em meus cabelos, se contorcendo um pouco. Resolvi parar de enrolar e desci sua peça intima, revelando seu órgão molhado que saltou para fora. Como que eu, um homem, tinha tanto prazer de ver um pênis ereto daquele jeito? Mas não era qualquer pênis. Era Kamenashi Kazuya ali. Era com o dele que eu me excitava, era o dele eu tinha prazer de tocar e ouvir seus grunhidos de aprovação. De nenhum outro mais. Só o dele.

Coloquei meus dedos ao redor de seu órgão molhadinho e comecei a desliza-los ali. Para cima e para baixo. Via seu corpo remexer sobre a cama, via sua barriga subir e descer em uma respiração descontrolada. Ouvia seus gemidos roucos. Sua voz me excitava. Levei meus lábios até aquele órgão que dava espasmos vez ou outra de tanta excitação. O meu não estava tão diferente aquela altura da noite. Comecei a chupa-lo lentamente, apertando seu membro entre meus lábios e minha língua. Suas mãos, agora as duas, se fechavam com força em meus fios de cabelo. Eu gostava do gosto que invadia minha boca. Era o sabor de seu corpo, era o delicioso sabor de Kamenashi. Era o meu sabor favorito. Como eu queria poder prova-lo sempre que sentisse vontade...

Soltei seu pênis de minha boca, deixando-o bater ereto sobre seu baixo ventre. Ele soltou um gemido sem ar, como se tivesse se assustado com o ato. Levei minhas mãos a sua cintura fina, e me perdi observando aquele corpo já conhecido por mim, mas que nunca deixava de ser interessante para meus olhos. Seu umbigo, seu peito singelo. Era tudo tão delicado naquele corpo. Ele era realmente um homem? Tanta delicadeza me fazia duvidar do fato. Me ergui sobre seu corpo, colocando as duas mãos espalmadas ao lado de seus ombros. Ele me olhou sorrindo. Porque ele fazia isso comigo? Sorria para mim, como se eu fosse seu amor. Eu suspirei sobre seu rosto e ele fechou os olhos. O beijei e ele elevou suas mãos para abraçar o meu corpo. Desci o beijo para seu pescoço e enquanto isso, ele puxava minha camisa para cima, tentando tirá-la. Me afastei e puxei minha camisa, me livrando do tecido o jogando para um canto qualquer do quarto.

Parei erguido e levei os dedos até um de seus mamilos, e comecei a acaricia-lo.

_Você gosta deles? –ele perguntou num tom sugestivo, meio infantil e oferecido. Eu sorri de canto. Eu não precisava responder.

_Chupe-os. –ordenou.

Desci até o que eu acariciava e passei a língua, o prendendo entre ela e os meus dentes de cima. Ele gemeu dengoso, passando as mãos sobre minhas costas. Achava os seus mamilos tão fofos e pequenos, queria chupa-los, lambe-los mais. Fiquei algum tempo ali, me dedicando aquela tarefa que havia me pedido, enquanto ele gemia baixo.

Voltei a beija-lo e senti seus pés na barra de minha calça jeans aberta com o cinto desafivelado solto nas laterais. Estava tão ocupado dando prazer a ele, que me esqueci de meu próprio órgão necessitado e abandonado ali para fora de minha calça, colado em minha barriga de tão duro que estava. Ele fazia isso comigo. Fazia-me preferir a ele, preferir seu prazer ao meu próprio.

Os dedos de seus pés tentavam em desespero descer meu jeans para baixo. Me afastei dele e desci apenas um pouco a calça junto da cueca, só até a metade das minhas coxas. Eu estava ansioso por aquele corpo e não queria perder tempo me levantando da cama pra me despir completamente. Também não era necessário para mim, para o que nós estávamos fazendo. Bastava até ali.

Levei meus dedos até sua boca, empurrando-os para dentro da mesma.

_Deixe-os bem úmidos. Você sabe que vamos precisar disso... –falei.

Remexia os dedos dentro de sua cavidade rosada, os empurrando e às vezes segurando sua língua com eles. Ele segurava em meu pulso enquanto lambia e chupava meus dedos. Sentia sua boca salivar enquanto afundava-os ali. Retirei meus dedos molhados de sua boca e os levei até sua intimidade quente, espalhando ali sua própria saliva. Ele gemia enquanto massageava o local com os dedos lubrificados. Cuspi em meus dedos e espalhei mais saliva em seu buraquinho rosado e expectante.

_Já está bom... –ele falou entre gemidos- Enfia logo...

Sorri em êxtase ao ouvi-lo falar aquelas palavras. Ele nunca teve cerimônias para falar o que queria. Não era tímido e muitas vezes, era bastante oferecido. Ao passo de que perguntei:

_O que você quer que eu enfie?

Ele sorriu e vi seu pênis pular num espasmo. Ele ficava excitado com esse tipo de pergunta.

_O que você quer que eu enfie em você? –falei segurando firme em suas coxas o puxando brutamente, colando sua bunda em meu órgão molhado do pre gozo que escorria.

Ele gemeu, fechando os olhos com força.

_Por favor... –ele rebolava no meu pênis espalhando meu lubrificante por entre suas nádegas. _Por favor... Enfia todo em mim... Não sinta p-pena... –falou, me fazendo perder o controle.

Eu era grande demais para o seu corpo, mas ele nunca se contentava quando eu me segurava para não machuca-lo. Sempre me pedia mais, me pedia para ir até o fim, para me enterrar em seu corpo. Eu via o resultado do ato quando acordávamos pela manhã. Ele ficava acabado. Dolorido e às vezes precisava de analgésicos. Mas, eu não poderia dizer não para ele. Eu era o seu cão e ele era o meu mestre. O obedeceria em tudo.

Segurei meu pênis e me pus a esfregar a ponta em sua entrada. Ele gemia apenas com aquela ameaça. Me empurrei com força, me enterrando dentro do corpo daquele homem, que mais parecia um garoto embaixo de mim. Suas pernas me prenderam enlaçadas com força ao redor de minha cintura. Senti uma pressão absurda me espremendo dentro de seu corpo. Ele mordia seu lábio inferior numa expressão de dor, seu peito subia e descia demonstrando seu desespero em me ter completamente enterrado dentro de sim. Não me movimentei, pois estava claro que ele estava sentindo dor. Levei uma mão para o seu rosto, acariciando suas bochechas infantis. Como ele era lindo... O amava mais que tudo. Só fazia aquilo por pedido seu. Não queria machuca-lo jamais.

Depois de alguns segundos o observei abrir os olhos lacrimejantes bem devagar. Parecia que estava voltando a si. Seus olhos perdidos, seus lábios entreabertos ofegantes... Como se ele estivesse se localizando novamente, pareceu encontrar meu rosto o olhando calmo enquanto que por dentro eu queria estar o fodendo com força. Estava me controlando ao máximo.

Ele me olhou e pôs sua mão pequena sobre a minha em seu rosto e sorriu de olhos fechados.

Talvez ele me amasse... Ou eu só queria acreditar nisso, mesmo tudo me gritando que não. Tinha esses momentos. Porque ele faria isso, se não me amasse?

Talvez ele me amasse, mas do jeito dele...

_Quero você... Por favor, continue... –ele sussurrou ainda de olhos fechados.

Ele era tão perfeito.

Afastei-me, me retirando um pouco de dentro dele para logo me enterrar novamente em seu corpo. Ele gemeu segurando firme em minhas coxas de cada lado de seu corpo. Comecei a estoca-lo, sentindo-me ferver dentro dele. Ele era tão quente e apertado. Talvez eu fosse grande demais, eu não sei. Mas sinto que nossos órgãos foram feitos um para o outro, perfeitamente.

Empurrava-me para dentro dele com força, enquanto ele gemia alto. Levantei suas pernas e as segurei juntas com um braço deixando-as apoiadas em meu peito e me arremetia naquele corpo pequeno sem piedade, como ele queria. Ele gemia descontroladamente, me pedindo mais, me pedindo para não parar, me pedindo para acabar com ele, para alarga-lo. Era tão obsceno seu comportamento, suas palavras, mas me incentivava a fazer o que ele queria. Ele sabia que se não dissesse essas obscenidades, eu jamais faria daquele jeito. Do seu jeito também me dava prazer, mas me preocupava com seu corpo.

Eu iria gozar a qualquer momento daquele jeito. Ele não parava de proferir palavras sujas.

_Sai... –ele disse me empurrando devagar com um pé apoiado em meu ombro. Retirei-me dele o observando enquanto ele ficava de quatro na minha frente. Era sua posição favorita. Olhei para aquele corpo oferecido, todo aberto para mim. Sua bunda carnuda e alva era tão convidativa e suas costas tinham um formato que eu adorava. Eu podia ver um caminho fundo aonde se encontrava sua coluna. Fazia um desenho lindo naquele corpo.

Ele virou seu rosto de lado para me olhar. Alguns fios escuros de sua franja cobrindo um de seus olhos. Ele era tão sexy.

_Vem... me fode com força... –então ele pronunciou sua língua para fora, lambendo os lábios de um modo inexplicavelmente sensual.

Segurei em sua cintura com força o puxando enquanto penetrava-o sem me mover. Ele praticamente gritava de prazer enquanto o fiz se penetrar, enquanto os lençóis eram arrastados junto de seu corpo. Arremeti-me contra sua bunda de forma que ele não conseguia mais proferir uma palavra sequer em meio a tantos gemidos descontrolados enquanto ele tentava tomar ar para respirar. Percebi que estava sendo brutal demais quando ele começou a tossir por falta de ar e eu continuei com menos força enquanto ele se recuperava.

Já não aguentava mais. Iria gozar a qualquer instante, mas não queria que acabasse agora. Quando acabasse, iriamos dormir e no outro dia, ele me esqueceria por mais não sei quantos meses.

_Mais forte... Com força... Estou quase! –ele falava em meio às estocadas.

Não demorou muito para ele sujar os lençóis embaixo de si. Ao sentir as contrações pressionando meu pênis, gozei dentro daquele corpo pequeno.

Ao me separar de seu corpo, vi meu sêmen escorrer por suas pernas. Ele se deitou virado de frente para mim. Estava visivelmente exausto, suado e arfando sem parar. Me olhava por entre sua franja, e sorria cansado.

Fui até ele e beijei seus lábios, logo me deitando ao seu lado.

_Você me ama? –foi inesperado. Ele perguntou ao se deitar sobre meu peito. Era a primeira vez que ele fazia aquela pergunta. Porque ele se importava?

Era obvio que o amava. Bastava ele estalar os dedos que eu vinha para ele. Nunca me neguei ao seu corpo ou a sua presença. Porque aquela pergunta?

_Porque me pergunta isso?

Ele suspirou.

_Me desculpe.

_Não é obvio? Não estaria aqui se não o amasse. –o ouvi sorrir assoprado.

_Obrigado. Acho que você é o único. –falou simplista enquanto se aninhava em meu corpo para dormir. Meu coração chorava.

Ele falando daquele jeito me fazia ter certeza do obvio: eu não era o único. Eu não era o único que o tocava. Não era o único que tomava aquele corpo daquela forma. Não era o único a vê-lo gemer em desespero pedindo mais daquilo. Me entristeci profundamente com ele colado em meu corpo, me fazendo ter a ilusão de que eu era o único que dormia naquela cama junto dele. Não era verdade. Eu era apenas mais um. E nem ao menos sabia se eu ocupava um lugar privilegiado em seu coração. Se é que ele possuía um. 

Era muito lógico para mim desde sempre, que ele não passaria meses sem fazer sexo. Mas gostava de ter a ilusão de que ele só fazia quando eu estava junto de si. Que ele só fazia comigo, só conseguia comigo.

Kamenashi era um puto com cara de anjo. Era um demônio. O monstro que me atormentava todos os dias quando não estava ao meu lado, e me torturava quando se unia a mim.

Eu era apenas mais um em sua vida, apenas um homem disposto a satisfazer seus desejos mais doentios, assim, talvez, como qualquer outro que já tenha sujado esses lençóis antes de mim, ou que vá suja-los amanhã pela madrugada, quando já terei ido embora.

Ele me tinha como seu escravo, seu cão, que só chamava para ele mesmo se sentir bem.

Me perguntava durante a noite, com ele ali, deitado sobre meu corpo cansado do sexo que havíamos feito, me perguntava se algum dia teria coragem de acabar com tudo aquilo e dizer que ele nunca mais me veria, dizer para ele se contentar com os outros homens que ele tinha além de mim. Talvez eles fossem até melhores e mais bonitos do que eu. Ele ficaria bem. Ele só gostava do meu sexo, apenas isso. Qualquer um poderia enfiar com força, do jeito que ele gostava. Qualquer um.

Sinto seu corpo me abraçar com mais força e sua mão repousar sobre a minha.

_Você é o melhor... meu favorito... -ele sussurra antes de cair no sono.

Fecho os olhos e o prendo em um abraço.

Eu estaria ali para sempre. Sempre que ele me chamasse. Mesmo se estivesse na outra extremidade da Terra, iria mesmo que fosse correndo ao seu encontro. Como um cão fiel, eu ficarei esperando-o para sempre!


Notas Finais


Espero que tenham gostado :3


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