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História Você Me Pertence - Capítulo 36



Notas do Autor


Olá amores 😍

Já que eu estava com tempo livre resolvir posta um capítulo agora

Se tiver algum erro me desculpem 🙏

Vamos continuar com essa treta 😉😘
Boa leitura

Capítulo 36 - Ludmila


Fanfic / Fanfiction Você Me Pertence - Capítulo 36 - Ludmila

Em seguida, apareceu uma imagem minha no telão com minha mãe quando eu era pequena, eu olhava tudo aquilo sem saber que reação ter

— Olha que linda, a pequena Martina com sua mamãezinha, que no caso, era uma vadia igual a filha. Bom, todos sabem, quem puxa aos seus não degenera... — O olhar de todos estavam sobre mim, que continuava sentada naquela cadeira com a raiva fermentando dentro de mim. Minha mãe podia ser qualquer coisa, menos vadia, ela sempre foi guerreira

— Mas o que é... — Naty tentou se pronuncia levantando-se, mas fiz um gesto para que ela continuasse sentada

— Ah, Tininha... — Ludmila provocou — Então você quer mais? — Ela riu — Vou dar isso a você, mas só porque você implorou — Logo apareceu uma foto de meu pai no telão. Joel não sabia se olhava para mim ou para o telão — Todos sabem que esse é seu pai, Germán, grande amigo de meu papi, porém os dois são bem diferentes, meu Papi não é corno e nem namora uma vadia — Eu só prestava atenção em tudo quieta, apenas analisando tudo, as vezes até um sorriso sarcástico surgia de meu rosto — Será que se sua mãe estivesse viva seria diferente, Tini? — Ludmila perguntou — Ah, claro que não, sua mãe era uma vadia também — Ludmila riu, havia mais ou menos cem alunos dentro daquele auditório, todos olhavam o show de Ludmila, alguns até riam e debochavam de minha cara, mas a maioria sabia que Ludmila estava extrapolando. Sim, Ludmila sabia da minha vida, assim como eu sabia muito bem da sua, pelo simples fato de nossas famílias serem grandes amigas, quero dizer, depois da morte de minha mãe só restou a amizade de meu pai com o seu pai que ultimamente não estava tão fortalecida, pois ambos trabalhavam muito — E claro — Apareceu uma foto minha no telão — A mais importante — Ludmila disse aplaudindo — Martina vadia Stoessel. Bom... São tantas coisas para falar dessa ridícula... que até me perco. Mas vamos começar por enquanto ela é "sem sal" — Alguns garotos vaiaram Ludmila — Ela é ridícula, sem contar que ela anda com aquele nerd gordo e aquela horrível da melhor amiga dela— Naty apertou o braço da cadeira com raiva, Dan escorregou um pouco tentando se esconder-se. Ludmila estava fazendo a pior coisa de sua vida, ela podia falar o que quiser de mim, mas sem meter meus amigos e familia no meio, meu nível de raiva já estava transbordando. As lágrimas escorriam em meu rosto, mas não era de tristeza, era de ódio, e mais ódio ainda por Joel estar vendo tudo aquilo e não para-la, aquilo acabava comigo, saber que ele não se importava — Vocês já viram mais puta que ela? Sem contar que ela quer todos os garotos que eu pego — Ludmila fumava maconha estragada — Acontece queridinha, que você não é nada, nada mesmo, não vejo diferença entre você e um pedaço de bosta, você não tem vida, você não tem uma boa família, você é RIDÍCULA, digna de pena apenas, você não merece nada do que tem. Ou melhor, você não tem nada. Tenta me superar, mas sabe que isso é impossível — Quando ela terminou de falar, lembro-me de estar em cima daquele palco de frente para ela, nem eu havia percebido que tinha chegado alí

— Repete, Ludmila — Eu falava com a voz mansa — Mas repete com carinho — Falei

— Você não tem nada, é uma ridícula — Quando ela terminou de falar, minha mão já estava na sua cara

— NUNCA MAIS OUSE FALAR MAL DA MINHA FAMÍLIA E DOS MEUS AMIGOS — Soquei sua barriga, todos levantaram de seus lugares e vieram correndo para a nossa volta, muitos filmando. Ludmila caiu no chão sem ar, eu montei nela lhe dando tapas consecutivos, deixando até minha mão dolorida, mas o ódio que eu estava não fazia eu sentir nada, nada mesmo. Peguei seus cabelos com força e comecei a chacoalhar sua cabeça, a única coisa que Ludmila havia conseguido era me arranhar até o momento

Logo senti pessoas tentando me tirar de cima dela, mas eu largava todo o meu peso dificultando isso

Saí de cima da Ludmila, fingindo que aquilo havia acabado, fiquei de pé a encarando, Joel via tudo de longe, ele teria problemas futuros por não ter separado aquilo, podia ver um sorriso malicioso formando em seus lábios. Desviei meus olhos dele e encarei Ludmila que estava em pé em minha frente toda escabelada e com cortes no rosto, eu ri a fitando, ela chorava, mas tinha uma expressão de raiva

— Conta para eles, Martina... — Ludmila começou a dizer — Que você já deu para o Joel… — Todos me olharam incrédulos

— Ok, parem com isso — Joel se meteu. Quando ficava ruim para ele, ai sim ele resolvia fazer algo, impressionante

— Podem me soltar — Falei — Não vou mais fazer nada — Um garoto desconhecido me soltou, pena que eu havia mentido

Peguei impulso e fui para cima de Ludmila novamente, aquilo estava sendo o troco por todas as humilhações que ela já havia feito eu passar. A segurei com força a deixando de costas para a descida do palco, não pensei duas vezes, a derrubei lá de cima

— Meu braço — Ludmila gemeu assim que foi de encontro ao chão — Está doendo — Um monte de garotos correu para ajudá-la. Fiquei parada a fitando, sem me reconhecer, sem reconhecer o que eu havia feito, minha respiração era ofegante e as lágrimas caiam descontroladamente. Acontece, que chega uma hora que nós não aguentamos mais, que nós temos que dar um fim no que nos incomoda, mesmo que isso seja horrível

— O QUE ACONTECEU AQUI? — A professora de biologia entrou gritando — AI MEU DEUS, LUDMILA. QUEM FEZ ISSO?

— Eu — Falei seria e confiante, uma Martina que eu nunca havia conhecido. Olhei para o local onde Joel estava e ele havia desaparecido. A professora me olhou incrédula. Ludmila estava atirada naquele chão igual a um omelete esparramado, seu rosto sangrava, seus perfeitos cabelos estavam enozados e segundo ela, seu braço estava doendo

— CHAMEM O PESSOAL DA ENFERMARIA — O professor de história gritou — RAPIDO

— Martina, venha comigo — A diretora disse severa e eu a segui até sua sala

Chegando lá, sentei-me e já sabia o que viria pela frente

— O que você fez foi muito grave, espero que tenha tido motivos — Ela dizia

— E eu tive, muitos — Falei no mesmo tom rude que ela

— Pode me dizer quais? Eu não sou sua inimiga. Muito pelo contrário — Ela disse cínica. Falei para ela da humilhação que Ludmila fez eu passar e também de algumas coisas do ensino fundamental, como quando um dia na sétima série, eu estava na mesa do refeitório e ela passou derramando seu suco com tudo em minha cabeça, ou quando ela colocou o pé para eu cair na frente dos garotos do time, ou quando ela roubou minhas roupas do vestiário, me deixando totalmente nua e sem saber o que fazer. Falei para a diretora que uma hora, a gente cansa, ela apenas assentiu — Mas você sabe, violência não resolve nada — Ela disse

— Bom, para mim resolveu, estou feliz agora — Falei levantando os braços e ela fitou-me não me reconhecendo

— Angelina — Ela disse para a Secretária — Mande chamar, Joel — Oba, não podia melhorar

— Para que chamar ele? — Perguntei

— Ele estava lá na hora. Quero saber o que aconteceu e porque ele não parou essa tal briga — Ela disse e eu dei de ombros. Logo Pimentel entrou na sala

— Mandou me chamar? — Ele perguntou com sua voz mansa, parecendo gente

— Sim, sente-se — A diretora ordenou e ele sentou-se ao meu lado, ambos estávamos de frente para ela que se encontrava em sua cadeira super confortável, com quinhentos papéis em cima de sua mesa bagunçada — Diga-me, o que aconteceu naquele auditório — Ela pediu à Pimentel como se não acreditasse em minhas palavras, ele me olhou sério e voltou a olhar para a diretora, nem me abalei. Eu estava me sentindo leve, confesso, não estava com medo de nada, nem das consequências

— Estávamos lá e Ludmila foi fazer um discurso sobre sua vida escolar, algo do tipo, e então, do nada, Martina subiu naquele palco e começou a bater na garota — Engasguei-me com minha própria saliva

— Como é que é? — Perguntei incrédula — Pimentel, por que você está mentindo? — Ele me olhou e vi seus lábios contornar algo como "vingança" respirei fundo — Ele não está dizendo a verdade, chame todos que estavam naquele auditório para você ver — Falei e vi Pimentel ficar meio sem reação

— Brincadeirinha — Joel piscou para a diretora que ficou meio entorpecida com o ato, suas bochechas caídas coraram. Mas logo ela voltou ao normal — Ludmila subiu naquele palco, disse que ia fazer um discurso sobre sua vida escolar e começou a humilhar Martina — Ele deu de ombros — Martina não aguentou e partiu para cima de Ludmila, deixando ela nesse estado crítico, os enfermeiros deduziram que ela quebrou o braço — Joel disse tudo aquilo rápido

— Acontece — Dei de ombros, disse fitando minhas unhas que tinham o esmalte descascado — Preciso fazer minhas unhas, a situação está critica — Comentei

— Martina, não mude de rumo — A diretora chamou minha atenção — E você, Pimentel. Por que não interferiu? Pelo o que eu vi, os professores haviam deixado os alunos em suas mãos — Quase que eu falei para a diretora "bate nele"

— Bom... — Ele procurava uma desculpa, jogado naquela cadeira com um ar sexy — Eu tentei, mas sou apenas um, e havia mais de cem alunos naquele auditório dificultando minha passagem. — Isso não era nada, eu queria saber porque Joel não havia impedido Ludmila de me humilhar, aquilo me magoava, porra

— Entendo — A diretora assentiu, ele sempre se safa — Mas enquanto a você, Martina... O que você fez foi muito grave, serei obrigada a lhe dar uma advertência, junto com uma suspensão de uma semana — Ela concluiu. Vi Joel rir — E terei que chamar seu pai, lógico — Agora sim eu iria para a Argentina — Vamos ver... — A diretora disse pegando minha ficha — Responsável.. Hm... Sr. Germán, aqui — Ela disse pegando o telefone e discando o número que havia encontrado — Isso mesmo, Sr. Germán, problemas. Sim, ok, eu espero. Tchal — Ela desligou — Você aguardara na detenção — A diretora disse — Leve-a lá, Pimentel — Joel levantou-se eu o seguir

— Martina, Martina... Você me surpreende a cada dia mais — Ele dizia enquanto andávamos

— Não fala nada, Pimentel. Sua voz é a última coisa que eu quero ouvir — Cuspi as palavras

— Seu Papai está vindo, não era dele que você estava fugindo? — Ele riu

— Sim, aliás, eu já iria voltar para casa hoje, mesmo — Dei de ombros

— O que? — Ele parou de caminhar me olhando com as sobrancelhas arqueadas

— Isso mesmo, Pimentel. Eu já estava pensando em voltar, tenho que resolver algumas coisas, não chora, tá? — Sacaneei

— Garanto que não é bem eu que irei chorar — Ele disse e talvez estivesse certo

— Por que você não impediu que ela me humilhasse? — Consegui perguntar e pude sentir as lágrimas se formando em meus olhos — Por que? — Saiu como um sopro, Joel me olhava firme à todo momento

— Você quase me entregou hoje, lembra? Quase disse que eu era um gangster — Ele segurou um de meus braços com força — Talvez se você não quisesse sempre dar uma de espertinha, eu até poderia ter feito algo, mas só se você fosse uma boa garota, você não é. E confesso que eu até concordei com Ludmila em algumas partes... — Ele dizia aquilo sem dó nenhum — Cresce, Martina. — Ele disse — Não era nada para você ter feito eu falar sobre a gente. Pare de ficar embaçando meus planos — Ele apertou meu braço com mais força ainda

— Você está dizendo tudo isso, como se fosse eu quem corresse atrás de você. Você me obrigou a ser sua, lembra? Eu tentei fugir, você não deixou, me ameaçou, me deixou com medo. E então eu fui obrigada à ir em sua onda, e sabe o que aconteceu? Eu me apaixonei — Respirei fundo depois de dizer aquilo

— Bom, enquanto a isso, eu não posso fazer nada — Ele disse afrouxando sua mão que apertava meu braço — Vou lá ver como Ludmila está — Joel riu — Quem sabe ela não seja a próxima mina que eu vou querer ter posse... E ainda mais que ela é fácil — A cada palavra que ele dizia era uma facada no coração. Ele saiu fazendo eu cair totalmente no choro. Eu não merecia isso, não merecia. Por que ele era tão frio?

Fiquei ali naquela sala esperando nos próximos trinta minutos, até que Angelina veio me chamar. A segui de volta a sala da diretora, onde meu pai se encontrava de pé, vestindo seu mais caro terno e com a barba bem feita, meu pai era um coroa bonitão. Quando ele me olhou, vi tristeza em seu olhar e por um minuto me arrependir de tudo o que eu havia feito que tivesse o magoado, eu sei que ele só queria o melhor para mim, mas o seu melhor não era nem de longe o meu melhor

— Oi, papai — Abri um sorriso irônico, ele me olhou com desgosto

— O que aconteceu com você? O que fizeram com a minha filha? O que o meu amigo vai pensar ao descobrir que você derrubou a filha dele do palco, Martina? Onde você estava com a cabeça? — Ele fazia quinhentas perguntas de uma vez

— Ei, ei. Manera no interrogatório — Falei com os braços cruzados sem medo de encarar seus olhos

— Vamos para casa, lá nós conversamos — Eu estava mais do que fodida

[...]

— PRIMEIRO VOCÊ FOGE E DEPOIS ME APARECE DO NADA COM UMA SUSPENSÃO DE UMA SEMANA, MARTINA? — Meu pai gritava naquela sala, Jade não estava em casa — E EU AQUI, MUDANDO DE IDEIA SOBRE VOCÊ IR PARA A SUA TIA NA ARGENTINA, ENQUANTO VOCÊ FICA FAZENDO BOBAGENS — Ele dizia furioso — SEM CONTAR QUE EU PASSEI O FINAL DE SEMANA INTEIRO PREOCUPADO COM VOCÊ, CHORANDO POR CAUSA DA DROGA DO SEU DESAPARECIMENTO — Eu apenas o ouvia, tendo os olhos inchados de tanto chorar

— VOCÊ NÃO ENTENDE, LUDMILA FALOU MAL DOS MEUS AMIGOS E PRINCIPALMENTE DE VOCÊ E DE MINHA MÃE. VOCÊ ACHA QUE EU DEVO ACEITAR ISSO QUIETA? AQUELA GAROTA ME PERTURBA DESDE O INÍCIO DO ENSINO FUNDAMENTAL, JÁ DISSE, CHEGA UMA HORA QUE NÃO DÁ MAIS PARA AGUENTAR — Gritei também, limpando as lágrimas com as costas das mãos — ELA FALOU MAL DE VOCÊ TAMBÉM, PAI. TE CHAMOU DE CORNO, DISSE QUE VOCÊ NAMORAVA UMA VADIA — Falei tomando fôlego. Ele deu um soco na mesa sem saber o que fazer — E SOBRE O FATO DE EU TER FUGIDO, EU SIMPLESMENTE CANSEI — Respirei fundo tentando recuperar meu tom de voz normal — Cansei de tentar abrir seus olhos

— Agora é sério, não vou mais discutir nem nada — Ele disse com a voz mais mansa — Vou ligar para a sua tia na Argentina — Confesso que até eu achei que aquilo era o melhor a se fazer 


Notas Finais


Essa Ludmila é uma Vaca com certeza.
Mas foi bem merecido o que a Martina fez com ela

Se der certo ainda hoje sairá mais um capítulo

Até a próxima 😍


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