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História Você Me Pertence - Capítulo 40



Notas do Autor


Não sei o que deu em mim, mas eu fiquei com vontade de postar outro capítulo 😁

Agora iremos descobrir o que essa pequena é do Sr.Pimentel

Capítulo 40 - Valentina Parte 2


Fanfic / Fanfiction Você Me Pertence - Capítulo 40 - Valentina Parte 2

"Querido, Joel

Lembra de mim? Óbvio que não. Aliás, você nunca lembra de suas pobres vítimas, das mulheres que você come e joga fora

Ah meu querido, te procurei tanto, você simplesmente sumiu. Foi no início do ano retrasado, lembra? Estávamos em uma boate quando você chegou com sua incrível lábia e me envolveu, dono de uma beleza estonteante, eu não pude resistir, assim como todas as outras

Ok, passou. Fui apenas mais uma transa desimportante, não? Você sumiu, não deu-me seu telefone, não me passou seu endereço, o qual, eu ralei muito para conseguir e apenas porque pelo menos seu nome, você me disse

Mas sem delongas, vamos ao que realmente interessa: não tenho mais condições de cuidar de minha pequena Valentina, estou muito doente e a maioria de meu salário vai em meus medicamentos, eu não estou mentindo nem muito menos abandonando minha filha, isso é pura verdade, não tenho mais como cuidar de minha pequena. Eu poderia apenas te infortunar pedindo-lhe dinheiro, mas não adiantaria nada, pois minha vida não será muito longa, não tenho outros parentes com quem deixa-la, por isso, fiz de tudo para encontrar você, nada melhor do que deixa-la com seu próprio pai

Nós não nos prevenimos, se você lembrar apenas de quem eu sou, irá lembrar disso também. Você foi meu primeiro homem, sim, eu tinha dezenove anos e era virgem, sonhava em casar pura, havia ido naquela boate apenas para curtir com minhas amigas, mas você é dono de um poder irreconhecível. Depois de um pequeno tempo, descobri que estava grávida, meus pais quiseram matar-me, fui obrigada a fugir para poder ter Valentina em paz. Então descobri que estava com câncer e tive que voltar para de baixo do teto deles, eles queriam colocar minha pequena para a adoção, não aceitei, você veio em minha cabeça como algo impossível, mas eu descobriria seu paradeiro de todos os jeitos, pedi ajuda de alguns amigos, mas bom, isso não importa

A única coisa que eu peço, Joel, é que você seja um bom pai e não maltrate minha menina, tenho esperanças de que ela estará em boas mãos. Diga todos os dias que eu sempre a amei

Abraços, Vivian"

Deixei o papel cair de minha mão, aquela carta me fez estremecer, Joel tinha uma filha? Nem ele sabia sobre isso. O olhei e ele estava bem pior, fitando Valentina de longe como se fosse incapaz de entender tudo o que se sucedia e eu não o culpava por esta assim, só o culpava pelo o que ele havia feito com a pobre coitada da Vivian. Eu podia sentir que essa carta era verdadeira, não era uma de suas vadias tentando aplicar algum golpe, enquanto eu lia a tal carta eu podia sentir a dor dessa pobre mulher, mais uma que foi atraída pelo doce veneno de Pimentel

— Lembra dessa tal Vivian? — Perguntei quebrando o silêncio

— Lembro... — Ele pensou aflito — Um pouco...

— Bom, acho que você tem uma responsabilidade agora

— RESPONSABILIDADE, MARTINA? — Joel se alterou — EU NÃO SOU RESPONSÁVEL NEM EM RELAÇÃO A MIM, IMAGINA À UMA CRIANÇA — O puxei para fora do quarto para não acordar Valentina

— Que é sua filha — Exclamei — Não adianta levantar a voz para mim, eu não tenho culpa de nada — O Repreendi — O culpado dessa história é você, é um choque, óbvio que é, mas alguma consequência essa sua vidinha de pegador cafajeste deveria te dar — Ele me olhava sério — E olha, que foi até uma consequência boa, comparado ao que você realmente merecia — O julguei — Vai saber quantos filhos você tem por ai...

— Vira essa boca para lá, Martina — Ele gritou

— Tanto faz, Pimentel. Só vou dizer uma coisa — Falei entrando no quarto novamente e vendo que Valentina havia acordado e nos olhava com uma cara assustada, ainda deitada em baixo daquela coberta, sentei ao seu lado — Você vai cuidar desta criança — Falei a Joel enquanto Valentina tentou se esconder — Não se esconda, lindinha. Não vou machucar você — Passei as mãos em seus lisos cabelos, tentando acalmá-la. Ela meio que se confortou

— Como... Como eu vou fazer isso? — Joel soprou observando eu pegar Valentina e senta-la em meu colo, a mesma escondeu-se através da curvatura de meu pescoço

— Você não está sozinho, tem os garotos — Falei baixo tentando achar o rosto de Valentina que se escondia — E claro... te ajudarei com algumas coisas — Olhei para Joel fazendo nossos olhos se encontrarem, sua aparência era mansa, ele realmente não sabia o que fazer, estava perdido, e eu seria obrigada à ajudá-lo por mais que ele tivesse feito todas aquelas merdas para mim — Senta aqui, Joel. Ela não morde — Falei e Joel hesitou um pouco, mas logo veio sentar-se ao meu lado — Pega ela — Sugeri

— Não, eu não sou bom com isso. Tenho três irmãos pequenos, mas nunca os vejo, então não tenho prática — Ele tinha três irmãos pequenos? Nem imaginava

— Então terá que pegar — Falei entregando a pequena Valentina, sentando-a em seu colo, Joel parecia que ia ter um infarto. Valentina ficou um pouco assustada — Nossa... Ela é indentifica a você — Falei observando os traços da pequena. Pimentel riu pelo nariz — Não precisa tirar nem botar — Falei

— Não sei se eu consigo, Martina... — Joel disse — Eu sou... Pai?

— Você será um ótimo pai. Tenho certeza — Falei sem fazer nossos olhares se encontrarem

— Mã — Eu e Joel olhamos rapidamente para Valentina que havia falado sua primeira coisa desde que chegou. Ela queria sua mãe

— Vem cá, coisa linda — A peguei do colo de Joel — Agora você tem o papai — Ela me olhava sem compreender nada, afinal, era apenas uma criança — Joel pega a malinha dela — Pedi e assim ele fez, procurei algumas coisas úteis, como brinquedos, mamadeira ou coisa e tal. Tirei um brinquedinho que fazia um barulho irritante e dei a Valentina — Olha só, a certidão dela — Falei pegando uma pasta que havia seu registro — Então você já vai fazer dois aninhos... — Falei a fazendo cócegas e ela riu, Joel observava tudo como se fosse surreal — Você poderia pedir para seu pai fazer uma festinha...

— Sim, vou contratar umas strippers bem gostosonas — Joel disse e eu o fuzilei

— Ah, claro. No aniversário de dois anos de sua filha. Ótimo pai

— Ah para, Martina, eu nem sei o que é ser isso. Já vi que vou ter que ligar pro meu coroa e pedir alguns conselhos — Joel disse meio bravo

— Tá, mas enquanto você não faz isso, pode brincar um pouco com a sua filha... Ela é fofa, não morde, nem nada... — Falei

— Tem certeza? — Joel levou seu indicador até a boca de Valentina e ela logo o mordeu — Ai

— Mas ela continua sendo fofa — Falei e ri. Coloquei a pequena sentadinha sobre a cama com alguns de seus brinquedos em volta, ela estava entretida os mordendo, Joel a olhava meio assustado

— Ela é algum tipo de animalzinho? So sabe morder as coisas... Olha isso — Joel disse e eu revirei os olhos

— É normal, Joel. Principalmente na fase de crescimento dos dentinhos... Lembrando que você já foi uma criança também e com certeza fazia isso — Falei — Vou fazer uma mamadeira para ela, garanto que a pequena está com fome, fique aqui com ela — Ordenei, e sai do quarto passando pelo corredor em direção a sala e logo entrando na cozinha. Peguei o leite e fiz o que eu sabia fazer, eu levava um certo jeito com crianças, mas não ao ponto de ser mãe, claro. Esquentei um pouco, pingando em minha mão para ver se não queimaria a língua de Valentina, estava no ponto

Sai da cozinha querendo ir até seu quarto e bem na hora os garotos entraram no apartamento fazendo barulho, logo encerraram quando me viram com uma mamadeira na mão

— O que é isso, Martina? — Chris perguntou olhando-me estranho — Pensei que você costumasse mamar outra coisa — Ele disse e eu fui em sua direção lhe dando um tapa — Ai, ela é violenta

— Mas sério — Ouviu-se a voz de Zabdiel — Para quem é isso, tem alguma criança aqui?

— Tem — Falei indiferente

— Quem? — Erick se meteu perguntando

— A filha de Joel — Falei Simples

— O que? — Eles perguntaram em uníssono, todos incrédulos

— Você está viajando? Joel não tem filha. Ele que fuma e você que fica chapada? Eu hein — Zabdiel disse e eu ri

— Então me acompanhem e vejam — Os garotos se entreolharam, mas logo me seguiram, abri a porta do quarto e dei de cara com uma cena incrível, Joel brincava com Valentina que ria loucamente das cócegas que recebia, assim que ele percebeu nossa presença parou, a largando sentadinha na cama

— Eu não estou entendendo mais nada... — Chris disse

— Muito menos eu — Erick falou

— Nos explique essa porra, por favor. Quem é essa coisinha? — Zabdiel perguntou apontando para Valentina que o olhava

— Vou deixar essa para você, Joel — Falei fugindo — Vou dar mamadeira para ela agora — Disse e dei meu melhor sorriso

Sentei na cama ao ladinho de Valentina que ainda estava entretida com seus brinquedos e fiz o que eu tinha que fazer


P. O. V. Joel Pimentel


Eu sou pai, o que? Eu não acreditava naquilo, como logo eu poderia ser pai? Eu não sabia o que era ser isso, eu não sabia como cuidar de crianças, tinha três irmãos por parte de pai, os quais eu nunca fui de ver, ainda mais depois que eu sai do México. Aquilo estava sendo uma bomba para mim, eu nunca costumava ficar aflito, nunca. Nunca costumava me abalar com nada, mas descobrir que eu era pai, acabou com minhas estruturas

Demorei um pouco para me recordar totalmente de Vivian, pois já foram tantas que eu já tive em minha cama, e assim como essas tantas, ela era mais uma. Lembro-me de ela ser gostosinha e ter um corpo bem avantajado, que me deixou com água na boca, logo fui até ela soltando minha lábia, mas PORRA, ela havia ficado gravida e o pior, ela estava doente e não podia mais cuidar da filha, deixando essa coisinha para mim, pelo menos foi isso que eu entendi na carta. Confesso que até fiquei mal com o estado dela

Valentina era tão lindinha, e era parecida comigo como Martina mesmo havia dito, eu ainda estava achando tudo surreal, então as vezes eu me pegava olhando para Valentina como se ela fosse algum tipo de OVNI, mas não era, era a criança mais linda que eu já havia visto. Eu era um puto de um inexperiente e como Martina disse, isso havia sido consequência de um ato meu, então eu apenas teria que arcar com ela, não seria nada fácil, mas eu estava disposto à tentar ser um bom pai, eu sabia que iria precisar mais do que nunca da ajuda de Martina, e também sabia que ela sempre estaria disposta a me ajudar por mais que eu já tivesse feito tanta merda em relação a ela, as vezes eu achava que eu não merecia, mas mesmo que ela não quisesse me ajudar, ela ajudaria, por um simples fato: eu mando nessa porra

Porem confesso que quando Martina disse que iria embora, eu quase tive um ataque, o que soou meio gay

— Fica, porra. Por favor. Eu não sei como cuidar dessa criança — Falei bagunçando meus cabelos

— Calma, Joel. Ja dei à você e os garotos todas as orientações, não será tão difícil assim — Ela tentou me acalmar com aquela sua voz que me deixava totalmente louco

— Mas, Martina... Ah, caralho. Você não serve para nada também — Falei totalmente irritado

— Você deveria morder sua língua — Ela disse com decepção na voz e até eu me arrependi de ter dito aquilo


P. O. V. Martina


Dei algumas orientações necessárias para Joel e voltei para casa, pois se não eu estaria ralada, Pimentel quase se jogou no chão implorando para que eu ficasse, mas eu realmente não podia, Valentina era tão fofa que quase me convenci disso, mas não queria mais problemas com meu pai

Eu estava com pena de Valentina nas mãos daqueles garotos, zabdiel disse que cuidava de seu sobrinho antigamente e tinha algum jeito com crianças, não pus muita fé, mas também não discutir. Não foi dificil para que eles acreditassem que a pequena era mesmo filha de Joel, pois sempre souberam o jeito galinha do amigo, até porque, eram iguais e também, os traços da menininha não negava nada

Entrei em casa e meu pai não estava, o que me aliviou totalmente, logo Joel me ligou

— Martina, ela está chorando, o que eu faço, porra?

— Pega ela no colo e a dê carinho, ou a faça dormir e se não adiantar tem a mamadeira

— Zabdiel já tentou tudo isso

— Então aguente, ela deve estar com saudades da mãe, isso vai ser normal por alguns dias

— Eu tô na merda mesmo — Ele disse bravo e desligou, eu ri

[...]

— Martina — Meu pai entrou em casa assoviando com sua típica maleta preta nas mãos — Vou tomar banho — Ele disse indo em direção as escadas — E logo vamos dar boas vindas aos vizinhos que já se Instalaram — Quando eu fui falar algo ele já havia desaparecido

Enquanto isso liguei para Naty e a deixei a par de tudo, a mesma fez um fiasco que me deu vontade de ir lá e dar um petelesco nela

— Porra, Tini. Uma filha? — Ela perguntava incrédula — Coitada dessa criança, não merece o pai que tem — Naty disse

— Pois é, mas você tem que ver como ele ficou perdido com tudo isso, senti até pena

— Você ama esse garoto e não suporta o ver cabisbaixo, essa é a verdade — Ela foi direta — E não adianta dizer que não

— Eu não ia dizer que não — Falei — Ele estava lindo hoje, estava calmo e manso, acho que ele deveria receber a notícia de que tinha uma filha mais vezes — Falei e Naty riu — Vou desligar porque meu pai está vindo, quer receber os supostos vizinhos novos

— Ok, bitch, beijão — Desliguei

— Vamos? — Meu pai sugeriu

— Vamos 


Notas Finais


Quem diria que o Sr.Pimentel tem uma filha kkkkkk

Até a próxima 😍


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