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História Você Me Pertence - Capítulo 41



Notas do Autor


Olá amores, espero que todos estejam se cuidando

Esse capítulo é o maior até agora 😉

Desculpem pelos erros, o capítulo ainda não foi totalmente revisado

Capítulo 41 - Bêbado, chapado


Fanfic / Fanfiction Você Me Pertence - Capítulo 41 - Bêbado, chapado

Eu e meu pai atravessamos a rua conversando sobre coisas alheias, até a porta da casa dos novos vizinhos

— Seja educada — Meu pai disse como se eu tivesse três anos de idade e deu três toques na porta grande branca que logo se abriu, mostrando uma mulher linda, tinha os cabelos escuros longos e um sorriso maravilhoso, vi meu pai ficar hipnotizado por alguns minutos

— Oi — Falei para a mulher, tirando meu pai do transe

— Ah, oi — Meu pai sacudiu a cabeça se livrando se seus pensamentos — Moramos aqui na frente, descobrimos que teríamos vizinhos novos e viemos dar as boas vindas — Meu pai disse sorridente

— Bom, no caso, vizinha, pois sou só eu — A linda mulher disse e riu

— Está certo, está certo — Meu pai riu — Essa é minha filha, Martina — Dei meu melhor sorriso

— Nossa, que menina linda — Ela disse sorridente — Você deve ser um pai muito cuidadoso

— Bom, eu tento — Ele disse — Quase que eu ia me esquecendo, sou Germàn Stoessel — Se apresentou e eu via a troca de olhares entre os dois, estava até sentindo-me avulsa ali

— Germàn Stoessel? Das empresas Stoessel? — Ela perguntou

— Sim — Ele assentiu

— Ouço muito falar — Ela riu — Sou Patricia. Querem entrar?

— Não queremos incomodar — Meu pai foi educado

— Sim, adorariamos — Falei pois senti o clima que havia fluido entre os dois

Entramos e Patricia pediu para que nos sentassemos em um dos únicos móveis que havia naquela enorme sala, um sofá grande

— Bom, como podem ver, eu ainda tenho que arrumar toda essa bagunça — Ela riu sem jeito e sentou-se em uma cadeira que havia por ali

— E então, Patricia... Você veio de onde? — Meu pai perguntou todo sorridente

— México — Ela respondeu e eu lembrei-me de Joel

— Ah, México? Legal... Eu estive lá há algum tempinho atrás a trabalho — Meu pai comentou — E você mudou-se por que? — Meu pai estava sendo curioso de mais

— Queria ficar perto do amor da minha vida — Ela disse rindo e meu pai ficou com uma expressão meio descontente

— Você namora? — Ele perguntou incrédulo

— Não, não — Patricia deu uma gargalhada — Estou falando de meu filho, quero fazer uma surpresa para ele e então me mudei, ele mora aqui por perto

— Ah, mãe solteira?

— Sim... E sua esposa?

— Ah, eu sou viúvo — Meu pai disse — Ela faleceu quando Martina tinha apenas dez anos

— Sinto muito

— Não precisa senti — Meu pai deu um sorriso de leve

— E você, Martina... — Patricia pôs sua atenção em mim — É uma garota bonita... Tem namorado? — Ela perguntou, mas meu pai se meteu quando fui responder

— Por enquanto não, já disse que só quando ela se formar... — O olhei e fiz uma careta esquisita

— Você nunca falou isso — Falei

— Acabei de falar — Ele deu de ombros — Você já arruma muito problema, imagina se começar a namorar...

— Pai, na frente da moça não, por favor — O repreendi e dei um sorriso à ela que nos olhava

— Droga, não tenho nada para oferecer — Patricia disse — Ah, espera... Acho que eu tenho uma aguinha — Eu ri — Aceitam?

— Claro, adoro água — Falei

— Desde que pegar a água não canse sua beleza — Meu pai disse e sem querer eu dei uma gargalhada por causa daquela cantanda horrível, ele me olhou sério e eu encerrei a risada

— Tá friozinho né pai? — Falei para tontear o assunto — De tarde a temperatura estava agradável, não acha?

— Não adianta tentar tontear o assunto, para que rir daquele jeito? — Ele me repreendeu

— Desculpa, minha felicidade falou mais alto — Logo Patricia veio com dois copos d'água

— Obrigada — Falei pegando o copo que Patricia me entregou e dando um gole — Hmm... Essa água tem um gosto diferente, né? — Tentei ser agradável, mesmo água tendo gosto de água

— Você é tão linda... — Patricia me elogiou novamente — Pena que meu filho é tão inconsequente, se não, eu te apresentaria a ele — Ela deu um sorriso

— Não seria necessário — Meu pai interferiu novamente

— Pai... — O repreendi

— Pais são sempre assim... A sorte de Joel foi que ele nasceu homem — Quando ouvi aquele nome cuspi toda a água — Esta tudo bem? — Ela perguntou olhando para mim como se houvesse algum problema

— Sim... Acho que me afoguei... — Ri sem graça

— Desculpa, eu não consegui fazer uma filha normal — Meu pai disse e sorriu para Patricia

— Joel? — Criei coragem para perguntar — Joel do que?

— Pimentel — Ela sorriu e meu estômago se revirou — O conhece?

— É... Ja devo ter ouvido falar... Não sei muito bem

— Ah, deve ter ouvido o nome dele na boca de alguma amiga sua, ele sempre faz sucesso com o sexo feminino — Ela riu, Patricia só esqueceu de dizer que ele é cafajeste — Me mudei hoje e amanhã vou até seu apartamento, o qual eu tenho o endereço... Quero fazer uma surpresa, ele nem sonha que eu estou aqui — Ela disse feliz, será que ela sabia que ele era um gangster?

— Ele vai adorar — E você é uma avó muito linda

— Na verdade, acho que não. Joel é um pouco difícil — Eu sei bem sobre isso

— Difícil, por que? — Perguntei como se eu não soubesse de nada

— Ah, meio rebelde, você sabe... Mas nada que uns gritos e uns puxões de orelha não resolvam — Patricia riu e eu ri mais ainda ao imaginar o fodão Joel Pimentel levando puxões de orelha da mamãezinha

— Vamos indo, Martina? Acho que já incomodamos demais — Ouvi a voz de meu pai

— Nossa, claro que não — Patricia disse toda simpática, nem parecia que era mãe daquela coisa — Se eu soubesse cozinhar, juro que eu convidaria vocês para jantar — Ela riu —Mas vou convidar assim que eu encontrar uma empregada

— É, pai, por que você não contrata uma empregada também? — Falei cruzando os braços — Ou eu cozinho ou temos que encomendar a refeição

— Na verdade, filha. É só a última opção — Ele disse e piscou — Agora, vamos

— Ok, ok... — Falei

— Muito obrigada por nos receber, Patricia — Estávamos na frente da casa dela — Quando quiser algo, é só atravessar a rua — Ele disse

— Sim, ah e a água estava ótima — Falei — Tchauzinho — Atravessei a rua correndo, deixando os dois lá sozinho sentindo a química, entrei em casa e me joguei no sofá rindo igual à uma louca ao imaginar a cara de Pimentel recebendo a supresa

[... ]

"Me encontra na sala três no sexto andar"

Mandei uma mensagem para Joel enquanto eu subia correndo as escadas daquela escola em direção a essa sala, eu precisava saber como as coisas haviam ido com Valentina, pensei até em contar para ele que eu havia conhecido sua mãe, mas achei melhor não estragar a supresa, aliás, eu não sabia quem iria ficar mais surpreso, Joel ao ver a mãe ou sua mãe ao descobrir que tinha uma neta

Mandar mensagem subindo escadas nunca era uma boa ideia, pois cheguei no andar com meus joelhos doendo de tanto que eu tropecei, droga

Entrei na sala e sentei em uma classe vazia que havia ali, na verdade, todas estavam vazias, mas aquela chamou-me mais atenção. Esperei cerca de seis minutos e logo pude ouvir passos, deduzindo que era Pimentel. Ele entrou na sala e possuía algumas olheiras, pelo visto, alguém não dormiu

— Merda, ela chorou a noite inteira — Joel estava de mau humor (como sempre) — Você não pode levá-la para sua casa? — Ele disse sentando-se em cima da mesa, enquanto eu estava na cadeira

— Ah claro, meu pai vai amar o fato de eu chegar com uma criança desconhecida lá em casa — Falei revirando os olhos — Com quem você a deixou?

— Com zabdiel, Erick e Chris foram resolver umas coisas para mim — Ele disse simples

— Zabdiel parece ter jeito com a coisa — Falei levantando-me — Então tá, era só isso que eu queria saber — Falei, pois eu estava tentando evitar Pimentel um pouco, ele havia me machucado pra caramba, mas antes que eu pudesse chegar até a porta, ele me puxou, deixando-me entre suas pernas

— Nossa, Martina... Faz um tempinho que nós não nos beijamos ou transamos — Ele disse

— Pois é, acontece — Tentei sair do seu envolvimento, mas ele não deixou

— Um beijo você vaí ter que me dar, se não, não sai — Ele disse com um sorriso malicioso

— Me solta, a última coisa que eu quero de você é um beijo ou sexo — Falei meio grossa e ele arqueou as sobrancelhas

— Ui, posso saber o motivo da revolta? — Ele debochou

— Por que? Você nunca leva nada a sério, só usa os outros para se divertir, tanto que até uma filha apareceu na sua porta — Falei e sua expressão mudou de suave para tensa

— Eu vou ter que te colocar no teu lugar novamente ou você vai continuar falando comigo como se tivesse alguma autoridade? — Ele voltou a ser o verdadeiro Joel

— Você não aceita a verdade, essa é a real — O enfrentei

— Cala a boca, não fala merda, vai começar com as suas ladainhas? — Ele riu sarcástico — Esqueceu daquele disco? Eu exijo respeito — Ele sorriu

— Coisa que você não merece. Pra você ver até que ponto você é babaca, me chantageia, me humilha, diz que concordou com Ludmilla em algumas coisas que ela disse e depois vem querer beijo

— É que ao contrário de você, eu sei separar as coisas — Ele disse rude

— É? Que legal, pena que eu não. Vai lá pedir beijo para Ludmila

— Eu não quero um beijo dela — Ele disse me puxando para mais perto, fazendo eu sentir seu hálito quente — Eu quero um beijo seu — Ele disse e partiu para meus lábios, a fim de devora-los, mas eu não deixei. O mordi com força — Sua filha da puta. Você me paga — Ele gritou — Sai daqui, Martina. Sai antes que eu perca a cabeça e te esfole todinha — Ele disse super bravo e eu ri, correndo em direção a porta

Desci as escadas correndo e falei um "Ai" quando meu corpo se chocou contra alguém assim que eu cheguei no corredor, olhei a fim de ver quem era a criatura e era Naty

— Idiota. Não olha para onde anda, não? — Ela fingiu me xingar

— Não, por que? Vai me bater? — A gente começou a simular uma briga

— Vou... Só um minutinho, Dan, segura meu brinco — Ela disse e fingiu que ia vir para cima de mim, eu me afastei correndo

— Só não bato porque tô muito cansada por causa das escadas, se não tu já ia ver uma coisa — Eu disse e nós caímos na gargalhada

— Bela desculpa — Dan disse e riu. Logo ele ficou no meio entre eu e Naty e colocou seus braços em nossa volta e então caminhavamos pelo corredor, aproveitando os poucos minutos do intervalo que ainda restava numa serenidade sem fim

— Falou com Joel? — Naty perguntou

— Falei, ele deixou Valentina com zabdiel — Disse simples

— Esse Pimentel nunca me desceu, sempre desconfiei que ele não era o que aparenta ser — Dan disse, pois já estava a par de tudo

— Ele é um idiota — Falei me lembrando de certos fatos

— Ainda magoada com ele? — Naty questionou

— Óbvio, e o pior é que ele não liga, leva tudo no deboche — Falei meio triste — Isso já está acabando comigo. Eu estou cansada, sabe — Desabafei

— Fala com ele — Dan sugeriu

— Joel não ouve ninguém — Falei — Se eu for muito sensível com ele, pode ter certeza que ele irá rir de minha cara

— Ai não sei. So sei que Erick é tão perfeito — Naty suspirou e eu dei uma gargalhada sarcástica

— Erick perfeito? Aquele ali é tão fruta podre quanto Joel. Já disse, os únicos melhores ali são Zabdiel e Chris

— Pego todos — Ela jogou o cabelo se exibindo e eu ri

— Com licença — Dan coçou a garganta — Não sou do tipo que gosta de falar de homens — Dan disse e eu e Naty rimos

— Desculpa, Dan... Mas conta pra gente, ta a fim de alguma garota?

— Lógico

— Quem? — Eu e Naty perguntamos em uníssono curiosas

— Raquel... — Ele deu de ombros

— É daqui da escola? Me mostra quem é que eu já resolvo tudo — Falei

— Não, não — Ele respondeu

— É da onde então? — Naty perguntou

— É uma personagem do meu livro de aventura — Eu e Naty nos olhamos e rapidamente lançamos um tapa em Dan

— Ai

— Volta para a realidade — Falei estalando os dedos e ele riu

[... ]

Eu estava deitada em minha cama exausta, após ter estudado pra caramba para uma matéria qualquer, até que me bateu uma curiosidade de saber qual havia sido a reação de Joel ao ver sua mãe e qual teria sido a dela ao descobrir que era avó, e também queria saber mais outras coisas. Como eu estava puta da vida com ele, lembrei-me que eu tinha o número de Zabdiel e resolvi ligar

— Alô, Zabdiel. — Falei quando ele atendeu — É a Martina, se Joel estiver por perto se afaste

— Ah, claro, Rose... Espera um pouco — Ele disfarçou e eu pude sentir ele trocando de ambiente — Me ligando? Que novidade é essa? — Ele riu

— So queria saber como estão as coisas por aí... E você sabe, não quero assunto com o seu amigo

— Vocês dois são loucos — Ele disse — Mas enfim, aqui está tudo bem, Valentina está mais calma... E advinha...

— A mãe de Joel se mudou para perto?

— Como você sabe?

— Ela está morando na frente de minha casa, ai ontem meu pai resolveu ir dar as boas vindas e ela acabou falando de Joel, o que fez eu cuspir a água toda — Falei e Zabdiel riu — Mas o que ela fez ao saber que Valentina era sua neta?

— Ela não descobriu — Zabdiel disse depois de respirar fundo

— Como assim? — Perguntei

— É, Joel inventou uma desculpa, dizendo que a criança era uma prima do Erick

— O que? Como ele pôde fazer isso? Por que ele mentiu?

— Porque ele quer pagar uma de bom samaritano para a mãe dele, não quer que ela descubra que ele simplesmente engravidou uma pobre coitada no passado e só foi descobrir agora, lógico que a dona Patricia iria dar sermão e eles acabariam discutindo novamente

— Sério? Então ela não sabe que o filho dela é estilo adrenalina?

— Sabe...

— Não estou entendendo porra nenhuma, zabdiel

— Bom, ela sabe que Joel é da curtição, também sabe que ele chefia uma gangue, mas não pode fazer nada a respeito com medo de perdê-lo

— ok, mas ele deixa Patricia saber tudo isso, mas não deixa que ela saiba que ele tem uma filha? É isso? Por favor, zabdiel. Tire a maconha desse pobre menino

— Eu não o entendo, Martina. Sem contar que ele anda estranho, se tranca no quarto por horas e deixa a menina por minha conta e dos garotos, sai de lá mau humorado e com os olhos quase pegando fogo de tão vermelhos, sim, nós sempre soubemos que ele se droga, mas agora está indo alem da conta, nem ele consegue controlar-se mais — Quando zabdiel falou aquilo, senti uma fincada no peito — Não sei o que está acontecendo, ele deixa tudo para nós resolvermos em relação aos Helle Angels, eu e os caras tentamos falar com ele, mas ele não da chance. Eu desconfio que essa criança esteja pertubando ele, ele precisa de ajuda para lidar com isso, e você sabe muito bem quem é a melhor pessoa para ajudá-lo

— Erick — Chutei

— Não, Tini. Você — Zabdiel disse — Em relação às drogas, cara, fumar é maravilhoso eu me amarro pra caralho, mas sei os limites e Joel está passando dele

— Não sei porque eu me preocupo tanto, Zabdiel. Esse garoto está sempre me colocando na merda, e lá vou eu, ajudá-lo

— Você fará isso pelo meu amigo, Tini?

— Tini? É a Martina? — Ouvi a voz de Joel

— Zabdiel, onde você está? — Perguntei estranhando a intromissão de Pimentel

— No quarto, mas esqueci de fechar a porta e esse otario entrou. Larga daqui, cara, deixa eu falar com ela — Zabdiel o xingou

— Óbvio que não, cuzão. Me da o telefone aqui — Joel disse — Oi, Martina... Só para dizer que você é uma puta — Joel disse com a voz meio alterada, ele estava chapado

— Joel, você tem uma criança para cuidar seu Imbecil — Ignorei o fato de ser chamada de puta — Como você tem coragem de se chapar assim? — Perguntei incrédula

— EU NÃO SIRVO PARA SER PAI, PORRA — Pimentel gritou do outro lado da linha, fazendo eu afastar o celular do ouvido — MAS QUE CARALHO, EU NÃO SEI FAZER ISSO

— Calma, cara. Vai acordar a menina — Ouvi Zabdiel tentar o acalmar e eu tinha que ir lá e fazer algo, porém daqui a pouco meu pai chegaria, e se ele não me visse em casa... Eu estaria fodida, ainda não havia saído completamente do castigo. Droga, o que eu faria?

— EU VOU DAR ELA, MARTINA. VOU DAR ELA PARA ALGUM TIPO DE ADOÇÃO — Ele continuava gritando sobre o efeito das drogas, e cada vez eu sentia mais que tinha que fazer algo. Ele não podia fazer Valentina passar de mão em mão assim, ela não tinha culpa de nada e eu o entendia por ele estar perdido por ter que cuidar de uma criança sozinho, me senti na obrigação de ajudar. Ajudar Valentina, não ele. Desliguei o celular rapidamente e levei as mãos à cabeça pensando no que fazer, até que meu celular tocou novamente, atendi

— Martina — Meu pai disse do outro lado da linha — Não vou conseguir chegar em casa hoje, não me espere. Tive que vir para outra cidade resolver uns negócios da empresa

— Sem problemas, pai — Falei como se aquilo fosse uma luz

— Mesmo?

— Sim, eu entendo. Te amo

— Ok, também te amo filha. Beijos — Ele desligou e eu sai correndo igual uma louca, pegando um casaco e as chaves do carro

Cheguei na rua de Pimentel e estacionei na frente de seu predio, esperei o porteiro abri e fui voando em direção ao elevador, parecia que não chegava nunca no décimo andar, quando cheguei respirei fundo e apertei a campanhia. Chris atendeu

— Ah, Martina. Graças a Deus. Só você para dar um jeito nesse filho da puta — Chris disse meio irado. Entrei rapidamente e avistei Joel sentado no sofá com um cigarro em uma mão e uma garrafa de vodka na outra

— Isso, seu otario. Te mata — Falei tirando a garrafa de suas mãos, logo ele levantou violentamente em minha direção, como se fosse me bater. Larguei a garrafa em um lugar qualquer — Você está louco, Pimentel? Quer morrer? — Lhe dei um tapa na cara e o mesmo estava meio viajando, tendo reação minutos depois

— Você me bateu, Martina? É sério? Que feio — Ele dizia meio sem se ligar no que estava falando

— Olha para você, Joel. Bêbado e chapado. Tudo isso porque agora tem uma responsabilidade

— Responsbilda... — Ele tentou pronunciar a palavra, mas não conseguia pois estava em estado deplorável — Que? — Olhei para os garotos que observavam tudo achando aquilo divertido

— RES—PON—SA—BI—LI—DA—DE — Falei em sílabas

— Martina, esqueça essa palavra... — Ele dizia com a voz enrolada — Eu tenho uma coisa muito importante para te falar — Joel começou a dizer, mas eu vi que sairia bobagem

— O que, Pimentel? — Cruzei os braços

— Eu fui lá no cara... — Ele começou a dizer de um modo bem chapado

— Que cara, Joel? Você está viajando

— O cara aquele que me conseguiu esse cigarro... — Arqueei as sobrancelhas

— Ah, claro. E desde quando eu sei quem te consegue essa porra de nicotina?

— Shiu, Martina, shiu... — Ele levou seu indicador a minha boca para que eu me calasse — Ai, eu pedi um cigarro bonito pra eu tragar de leve e ele veio com esse aqui, Martina, vê se pode isso, ele é feio. — Puta merda, olhei para os garotos e eles riram

— Larga isso — Arranquei aquela coisa das mão de Joel e joguei em um cinzeiro qualquer — Olha o que você está fazendo consigo mesmo — Falei o olhando incrédula — Você não consegue nem pronunciar responsabilidade

— Consigo sim, Martini ni ni — Sim ele falou meu nome errado — É... Resbolissida... Não, espera aí... Reponbilissida... Ai caralho — Joel estava chapado e bêbado, tinha coisa pior?

— Vem — Falei rígida o puxando pela camisa e levando à um banheiro — Senta ai — Coloquei-o sentado na privada, enquanto eu enchia a banheira com água fria — Tira a roupa, Joel

— Que? — Pelo visto eu teria que fazer isso, pois ele estava vendo gnomos em Marte. O coloquei de pé, sentindo seu corpo totalmente mole e pesado — Martina, Martina... — Ele começou a me chamar, enquanto eu tirava sua camisa

— Fala, Joel — Revirei os olhos

— Quero cantar para você... — Ai meu Deus, onde eu fui me meter?

— Não precisa, Pimentel. Pode continuar de boca fechada — Falei abrindo seu cinto

— Por que está tirando meu cinto? Vai me estuprar? Ui, gostosa, vem cá — Ele me puxou para perto, apertando minha bunda, e eu senti aquele cheiro horrível de álcool. Joel era muito mais chato bêbado

— Me larga, Joel. Que porra — Gritei

— Ai, que menina brava — Ele disse e riu — Mas eu ainda quero cantar...

— Puta que pariu — Reclamei enquanto tirava sua calça

— Lá lá lá em uma noite linda... — Ele começou a cantarolar e eu o enfiei dentro da banheira — Você apareceeeeeeu... — Ele gritou na última palavra, pois foi de encontro com a água totalmente fria — Ai que caralho, isso aqui ta gelado pra porra — Ele reclamou, enquanto ele estava deitado na banheira vegetando, abri o chuveiro e deixei mais água gelada cair em seu rosto para ver se ele saía da nóia — Porra, Martina. Pra que fazer isso? Bêbado também sente

— Ah, então você tem conciência de que está bêbado — Falei — Pelo menos isso — Ficamos em silêncio por um tempo, até Pimentel quebrar isso

— Martina... me ajuda — Ele disse com a voz meio bêbada ainda — Eu não consigo cuidar dessa criança sozinho...

— Eu disse que ia te ajudar, mas você não pode simplesmente se trancar em um quarto e se chapar, não quero mais que isso aconteça, entendeu? — Aproveitei que Joel estava bêbado e decidi ordenar algumas coisas

— É o único jeito de sair da merda — Ele disse e riu

— Não, é o jeito de ir para a merda — Rebati

— Odeio isso em você — Ele disse

— Isso o que?

— Você é sempre a senhora sabe tudo, as vezes até me arrependo de obrigar você a ser minha — Ele começou a dizer — Mas eu não consigo abrir mão de você, você me deixa louco, Martina. Louco — Ele dizia quase fechando os olhos

— Vamos sair. Vem — O ajudei a levantar, lhe entregando um roupão qualquer e saindo daquele banheiro com ele logo atrás, abri a porta de seu quarto e avistei Valentina dormindo na cama de Pimentel — Deita ai, do lado dela, sem fazer barulho — Falei e ele deitou — Joel... Eu sei que é difícil — Eu tentava falar o mais baixo possível — Esse lance de ser pai, você não estava preparado e tal, mas é só questão de tempo — Falei — Eu vou te ajudar — Quando terminei de falar, Joel já estava ferrado no sono e Valentina ao seu lado. Dei um beijo na bochecha de Valentina e a cobrir direitinho, dei um selinho em Joel e também o cobrir. Acho que eu já havia feito o que eu tinha que fazer ali

— Garotos, eu estou indo para casa, qualquer coisa me liguem — Falei enquanto passava pela sala em direção a porta

— Como você aguenta, Martina? — Zabdiel se referiu à Joel — Você merece coisa muito melhor, pode ter certeza — Ele disse e eu ri pelo nariz

— É, eu sei disso, sei muuuuito bem — Falei abrindo a porta — Se ele acordar e começar a ratear de novo, façam o favor de dar com o cano do revolver na cabeça dele, obrigada

— Com o maior prazer — Chris disse — O cara já é chato em estado normal, bêbado e chapado ele é pior, muito pior

— Pior foi a parte que ele começou a cantar no banheiro — Falei batendo com uma mão em minha testa — Puta que pariu — Os garotos riram — Mas enfim, amanhã eu vou tentar dar uma fugida para vir ajudar Joel com Valentina, ele precisa aprender algumas coisas e se adaptar à algumas mudanças — Falei e os garotos assentiram

— Faça isso e eu te amarei pelo resto da vida — Zabdiel disse

— você me amaria pelo resto da vida eu fazendo isso ou não — Falei e dei um sorrisinho sarcástico para ele

— Você é iludida demais

— Apenas realista — Falei — Ah e não deixem Joel ir para aquela escola de jeito nenhum amanhã, porque eu sei que ele vai estar com uma dor de cabeça e um mau humor do cão e vai querer descontar em todo mundo — Parei e pensei um pouco — Bom... Acho que amanhã eu vou dar uma matada na aula, ai eu venho para cá

— E essa rebeldia sem limites? — Chris disse e riu

— É por um motivo nobre, ok?

— Não acredito que você se presta a fazer isso por Pimentel — Zabdiel me repreendeu novamente e eu meio que fique sem graça

— Na verdade, vai ser por Valentina, porque ela não tem culpa de nada — Falei — Ah e Erick — Chamei sua atenção — Se você magoar minha amiga, eu juro que corto seu pênis

— Que pênis? — Chris debochou

— Maior que o seu — Erick disse

— Mas você já viu para saber?

— Dois veados, puta que pariu — Zabdiel disse balançando a cabeça negativamente

— Concordo, acho melhor eu falar para Naty que o pretendente dela é um Bambi — Disse

— Martina, você não ia embora? Tchau — Erick disse e eu ri

— Eu vou embora, mas não porque você ficou encuzado e sim porque eu devo — Falei saindo do apartamento — Tchauzinho


Notas Finais


Até a próxima😍


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