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História Você me quebrou primeiro — jily - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


alô, mundo, cheguei chegando trazendo o primeiro capítulo da fanfic jily, quem amou?? por favor digam eu para eu não fica no vácuo  !

ainda não está revisado, mas eu vou revisar logo logo

— boa leitura! eu espero que gostem, mas tudo bem se não! até lá embaixo.

Capítulo 2 - O1


— Você está bem?


Dorcas está parada no último degrau da escadaria para o dormitório feminino. Eu acompanho seu caminhar até que ela esteja sentada ao meu lado no sofá, de frente para a lareira. Em seus olhos eu vejo a preocupação exagerada que eu já esperava.


— Por que não estaria? — Pergunto em resposta, apesar de eu saber que Dorcas odeia quando eu faço isso.


— Eu ouvi elas conversando no quarto depois do jantar. — Explica ela, ignorando totalmente o gesto anterior. Não é preciso muito para que eu sabia que ela está se referindo a Lily e Marlene. — Eu estava indo atrás de você, obrigada por estar aqui, me poupou um grande tombo da escada depois que a Professora McGonagall colocou aquele feitiço que impede as garotas de subirem para os quartos dos garotos e vice-versa.


Por alguns segundos, eu me esqueço que estou deprimido, porque minha curiosidade é maior. Talvez o álcool recente no meu organismo ainda esteja fazendo efeito. E Sirius Black é o culpado. Culpado por me fazer quebrar as regras que eu estou tentando não quebrar.


E já que estou mencionando o felizardo, estou um tanto preocupado com a demora dele e de Remus. Acredito que já faz uma hora que eu voltei para o salão comunal e estou esperando por eles para subir para o quarto. 


Volto minha atenção para Dorcas.


— Ela fez isso? — Pergunto. Tia Minnie não é uma pessoa rígida, mas ela sabe impedir uma brincadeira de criança com agilidade.


— Você não sabia? — Dorcas arqueia as sobrancelhas. — Quando fiquei sabendo achei que você tinha feito alguma pegadinha com as garotas, mas depois descobri que foi por causa do casal bate volta. 


Ignoro totalmente a primeira informação que sai de sua boca. Eu não faço mais pegadinha com as garotas já faz meses. Eu até já me redimi com a maioria delas. 


— Martin e Joan? — Pergunto baixinho. Apesar de estarmos sozinhos, as paredes também têm ouvidos. — Nem sabia que eles estavam  juntos ainda. — Comento, cruzando os braços ao olhar para a lareira.


Martin Matthew e Joan Pattinson são dois alunos que estão no sétimo ano. Eles estão juntos romanticamente desde que eu me entendo por gente, mas sinceramente, eles já largaram tantas vezes que é realmente surpreendente que eles insistam nesse relacionamento. Foi Dorcas quem apelidou eles de "casal bate volta" para poder falar sobre eles sem mencionar seus nomes. 


— Pois é! — Exclama ela, sorrindo. — Enfim, obrigada, mas agora não é hora de fofoca.


— Foi você quem começou! — Retruco, balançando os ombros com desdém.


Dorcas sorri inocente, enquanto eu reviro os olhos para ela de maneira bem explícita.


— Você bebeu? — Pergunta ela, se ajeitando no sofá de forma que fique sentada virada para mim.


— Talvez, um pouco. 


— Você precisa me ensinar como trazer bebida para Hogwarts em dia de aula. — Comenta ela como se fosse algo aleatório. 


Ela apoia o braço esquerdo no encosto do sofá.


Eu mentalizei tanto uma irmã mais nova quando se trata de Dorcas, que quando ela diz coisas assim eu engasgo como um irmão mais velho surtando por ver o mais novo crescer tão rápido.


— Só nos seus sonhos. — Digo, observando-a bufar em resposta. — Não vou te meter em problemas.


— James Potter, você é meu problema preferido. 


Dorcas está sorrindo com doçura. Seus olhos, apesar de eu ainda ver a preocupação neles, estão brilhando em diversão. Ela leva seu dedo indicador direito até o meu rosto, arrastando meu óculos para cima no nariz.


Por alguns minutos, o silêncio nos faz companhia. Eu deito minha cabeça no encosto do sofá, olhando para o teto vermelho do salão comunal.


É tudo tão vermelho que meus olhos às vezes reclamam.


— Você quer me contar o que aconteceu? — Pergunta ela. Sua voz está calma e carinhosa. Eu volto a olhar para ela a tempo de vê-la colocando uma almofada amarela em seu colo. — Vem cá, deita. 


Ela não precisa pedir duas vezes. Eu deito minha cabeça na almofada, sentindo a maciez da mesma. Arrumo meu corpo no sofá, colocando as pernas em cima do braço do mesmo, de forma que eu fique confortável. Dorcas começa a fazer um leve cafuné em meus cabelos, deixando os mais bagunçados do que de costume.


— Vocês brigaram novamente, não é? — Ela pergunta, na verdade é quase um comentário tentando me incentivar a começar a falar, após perceber que estou quieto.


— Ela disse, eu ouvi. — Respondo, observando a forma como o fogo se desdobra dentro da lareira. — Não foi uma briga. Acho que foi até bem normal, costumeiro eu diria.


— Se foi costumeiro, por que está chateado? — Questiona Dorcas, mantendo o ritmo lento no cafuné em meus cabelos. 


Eu poderia facilmente dormir aqui. 


— Porque foi diferente, ela estava realmente brava, Dorcas. 


— Lily está sempre brava, Jay. É o charme dela para combinar com os cabelos. — Argumenta ela, tirando-me um leve sorriso. 


— Ela está sempre brava comigo. — Respondo, desfazendo o sorriso quase de imediato. — Mas não parecia só a irritação de sempre, ela parecia estar exausta. Ela nunca me disse para me afastar, sempre respondeu minhas provocações na altura, dizendo que preferia casar com uma lula gigante. Olha essa carinha, Dorcas, como ela pode dizer isso? — Eu aponto para mim mesmo, enquanto olho para ela com indignação. Minha melhor amiga ri como se eu tivesse contado uma piada e eu ignoro minha repentina aversão, voltando para o assunto principal. — O que eu quero dizer, é que dessa vez, quando ela me pediu com todas as palavras para deixá-la em paz, eu senti que estava fazendo mal para ela. Sabe quando você percebe que está sufocando alguém? Nunca tinha sentido isso antes, foi horrível. Então eu vou desistir, não é como se essa carinha linda aqui tivesse tido alguma chance mesmo. 


— Até se auto depreciando você tem uma boa autoestima. — Resmunga Dorcas. — Credo, James.


— Acho que essa frase não faz sentido, como eu posso ter uma boa autoestima me auto depreciando? — Eu levanto meu olhar para ela, que devolve o olhar com ironia.


— Eis a questão. 


— De qualquer forma, talvez isso seja bom. O que aconteceu com a Lily. Quer dizer, é horrível mas também pode ser bom. — Eu me perco nas minhas próprias palavras, mas Dorcas parece estar entendendo o que eu quero dizer. — É cansativo gostar de alguém que não gosta de você. E também deve ser cansativo não gostar de alguém que gosta de você, apesar dela nunca ter acreditado que eu realmente gosto dela, o que torna tudo pior ainda!


— Eu sinto muito. — Sua voz deixa seus lábios em um tom baixo. Não entendo porque ela está pedindo desculpas.


— A culpa é minha, não sua. — Eu respondo, sorrindo para ela.


Dorcas sorri minimamente de volta, mas sinto que não é verdadeiro.


— Sinto muito por ter te dado corda. — Eu rio nasalado ao escuta-lá. — Estou falando sério, eu realmente achei que ela gostava de você de volta, me sinto idiota por ter colaborado para você acreditar nisso também.


Eu suspiro, já sentindo o cansaço nos meus olhos.


— Eu nunca acreditei que ela pudesse gostar de mim de verdade. 


Dorcas acerta um tapa em cheio na minha cabeça, parando com o cafuné calminho.


— Cadê aquele meu melhor amigo que tem uma autoestima de dar inveja? — Pergunta ela, desafiadora e autoritária.


— Ele está indisponível no momento. — Resmungo, batendo na mão dela para que ela afaste a mesma da minha cabeça. Assim que Dorcas o faz, eu faço carinho onde ela bateu. Não está doendo, mas ainda sim um pouco de drama sempre é bom.


— Ei, vai ficar tudo bem. — Ela volta a dizer com a voz calma novamente. Seu carinho em meu cabelo volta também.


— Eu desisti da mulher da minha vida, garota. — Exclama com indignação, levantando as mãos para dar intensidade nas minhas palavras. — Vai tudo ficar péssimo!


— James, já ouviu falar que o que é seu sempre volta? 


Eu me levanto de seu colo, voltando a sentar-me virado para ela. Dorcas está me olhando com expectativas e parece estar motivada. 


— Ela nunca foi minha para poder voltar, ok?


Tento soar convicto, mas apesar de eu realmente acreditar em algo desse tipo, nesse momento só estou tentando irritá-la.


— James Potter, para já com isso! 


Dorcas acerta alguns tapas em meu braço. Eu seguro seu pulso e a puxo para mim, prendendo-a em meus braços. Eu faço cócegas em sua barriga e Dorcas começa a gargalhar tentando se esquivar.


— Jay..Jam..Ja...mes! — Ela tenta pronunciar meu nome entre as risadas que escapam de sua boca. Eu finalmente paro com as cócegas e Dorcas respira aliviada, se afastando de mim. — Se acordamos alguém, a culpa é sua, sua peste!


— Eu assumo o risco. — Dou-lhe um sorriso divertido e seu rosto toma uma feição séria. 


Por trás de Dorcas eu vejo Peter descendo as escadas. Ele está com a capa da invisibilidade e também com o mapa do maroto. Ele percebe que estou olhando-o e começa a gesticular com a mão tentando me dizer alguma coisa.


O único problema é que eu sou péssimo em jogos de adivinhação. Uma vez na páscoa eu e Sirius inventamos brincar de mímica com os meus pais, Minha mãe imitou pássaro e eu achei que fosse alguém se afogando.


Dizer que eu sou péssimo ainda é pouco para a gravidade da situação.


Faço uma expressão de quem não está entendendo nada e vejo Peter suspirar. Dorcas também percebe e me olha interrogativa. Antes que ela se vire para trás, Peter joga a capa da invisibilidade por cima de si mesmo, desaparecendo do nosso campo de visão.


— O que você está olhando? — Pergunta ela, olhando para onde Peter está. 


— Nada, achei que tinha visto algo na escada. — Respondo, fazendo-a voltar sua atenção em mim.


Quando Peter percebe que Dorcas está olhando para frente, ele tira apenas o rosto para fora da capa, fazendo-a de capuz para esconder todo o corpo. 


— Ah bom, achei que fosse alguma coisa assombrada.


Eu sutilmente intercalo meu olhar entre Peter e Dorcas.


— Dorcas, você é uma bruxa. — Digo, desacreditado que ela possa estar com medo de algo mágico.


— Isso não significa que eu não tenha medo desse mundo, ok? — Ela argumenta expressiva.


Volto minha atenção para Peter, que demora alguns segundos para pensar no que fazer. Ele assina as letras S, E e R na linguagem de sinais. Inicialmente eu leio a palavra "ser" mas só quando ele aponta para a saída do salão comunal e assina "três da manhã" que eu entendo que ele estava se referindo a Sirius e Remus. 


E puta merda, eles ainda não voltaram.


Nós aprendemos um pouco da linguagem de sinais com Marlene. Depois que o irmão mais velho dela, Carter, perdeu a audição em uma missão como Auror e os médicos disseram que nem a magia poderia ajudá-lo a se recuperar, a família Mckinnon teve que aprender a se comunicar pela linguagem de sinais. Marlene passou a nos ensinar em Hogwarts, alegando que passando para nós o que ela aprendia em casa, ela conseguiria se adaptar melhor. 


Não somos bons como ela, mas sabemos o básico. De certa forma, isso ajuda em situações assim.


Dorcas está prestes a se virar novamente em direção às escadas e Peter se esconde pela segunda vez, mas eu a impeço antes que ela consiga. 


— Ei, obrigado por ter vindo. — Eu sorrio gentilmente para ela. — Mas, acho que agora tudo o que eu preciso é dormir um pouco. E você também deveria, está bem tarde.


— Você não me engana, está tentando se livrar de mim. — Ela responde, sorrindo ao notar minha surpresa. — Mas tudo bem, eu vou voltar para o quarto antes que sintam minha falta. Por favor, não se meta em encrencas.


— Não tem como se meter em encrenca dormindo, Dorcas. 


— Nada mais que te envolva me surpreende, James. — Ela suspira, ignorando totalmente minha indignação com seu comentário. 


Dorcas se levanta, mas se curva para beijar minha bochecha.


— Dorme bem. — Eu digo, quando ela se endireita novamente.


— Você também, coisinha insuportável. — Ela resmunga antes de caminhar até as escadas que vão para os dormitórios femininos.


Assim que Dorcas não está mais no nosso campo de visão, Peter se aproxima de mim. Ele tira a capa de si, jogando-a em meus braços. 


— O que será que aconteceu com eles? — Pergunta ele, enquanto eu me levanto do sofá.


— Um dos dois provavelmente não está querendo voltar. — Eu respondo.


— Certo, o mesmo de sempre. — Diz ele, caminhando até o quadro para podermos sair. Eu o sigo em cada passo, colocando o mapa em meu bolso e a capa sobre mim. — Eu distraio a Mulher Gorda e você traz eles de volta.


— Exatamente. — Eu concordo, já invisível por conta da capa.


Peter arrasta o retrato da Mulher Gorda e nós passamos pela abertura. Ele murmura algo sobre esperar ela voltar para iniciar uma boa conversa que vai fazê-la esquecer de ver um de nossos amigos totalmente sob efeito do álcool. 


Antes de ir, eu pego o mapa em meu bolso, murmuro as palavras específicas que eu e Sirius criamos para revelar os segredos por trás de um pergaminho velho e em seguida procuro pela passagem secreta mais próxima até o Salgueiro Lutador.


Felizmente não tem nenhum zelador assustador pelo caminho, nenhum professor zangado ou algum aluno indesejado. É silencioso. E não demora muito para que eu esteja me rastejando entre as raízes do salgueiro. 


Eu escuto alguns murmúrios vindo do andar de cima assim que eu chego na parte amadeirada. Me levanto, dando alguns tapas em minhas roupas para tirar o excesso de terra. Faço o mesmo com a capa. Em seguida corro até a pequena escada já caindo aos pedaços. Eu subo devagar para não causar nenhum acidente e passo alvoroçado pela porta. O rangido é um incômodo para os meus ouvidos, no entanto chama atenção dos dois garotos na minha frente. 


Só então eu paro um segundo para respirar. Estar com a mente pesada realmente nos faz ficar cansados mais rápido fisicamente.


— James! Graças a Merlin. — Resmunga Moony, olhando para mim. 


Eu me curvo, ainda segundo a capa da invisibilidade e o mapa do maroto, apoiando-me em meus joelhos para recuperar o fôlego. 

Existe algo curioso na forma como eles estão sentados. Sirius está com a cabeça apoiada no ombro direito de Remus, praticamente escondendo o rosto do pescoço do mesmo. Ele resmunga alguma coisa após Remus suspirar aliviado.


Assim que minha recuperação se regula eu me lembro do porque estou aqui. 


— Vocês sabem que horas são? Vocês deveriam ter voltado três horas atrás! Três horas! — Eu esbravejo, deixando as coisas que carregava na velha mesa de três pernas, e caminhando até os dois.


— Ele bebeu demais, não consegui convencê-lo a voltar. — Responde Remus, olhando de mim para Sirius.


Eu caminho até o meu melhor amigo, abaixando-me diante do mesmo. Levo minhas mãos até seus ombros, imobilizando-o e fazendo-o me encarar. Consequentemente, com o corpo mole, Sirius solta o braço de Remus que eu só notei que segurava no ato.


— Por que você bebeu tanto, Sirius? — Questiono, diretamente para o garoto à minha frente.


Nós nunca fomos um grupo que faz amizade com álcool rapidamente. Peter passa mal com apenas um gole e Remus não bebe muito porque tem medo de fazer algo idiota. Meu pai me botou medo o suficiente para eu saber me controlar. E Sirius, apesar de passar uma impressão de quem adora beber sendo menor de idade, ele não é assim. Sirius só bebe quando está deprimido com a família. Minha mãe me disse uma vez que a maneira como ele reage é reflexo de como ele cresceu.


Eu odeio isso.


Sirius ri se esforçando para não fechar os olhos por completo.


— Por que você me ama, cara? — Pergunta, com a voz embriagada. 


Eu suspiro baixinho, mantendo meu olhar nele. Não é a primeira vez que o vejo assim, mas ainda é revoltante do mesmo jeito.


— Eu me pergunto isso há seis anos, idiota. — Respondo, abrindo um sorriso calmo.

Sirius abre os olhos apenas para que eu o veja revirando-os em resposta. Apesar de sorrir com sua reação, eu respiro fundo antes de continuar.


— Moony, quanto você bebeu? — Questiono segundos depois, virando-me para trás e olhando para Remus com preocupação.


— Bem pouco. — Ele resmunga.


— Consegue me ajudar a carregá-lo?


Quase que de imediato Remus dá alguns passos até a mesa, dobra o mapa da maneira correta, murmurando as palavras certas para que ele se torne apenas um pergaminho comum. Em seguida, ele o guarda no bolso da calça, pega a capa da invisibilidade e volta a se aproximar de nós dois.


Sirius recua no momento em que Remus se abaixa para me ajudar a levantá-lo.


— Eu não estou bêbado. — Ele solta o ar com uma pequena irritação. — Eu andei dali — Aponta para a mesa atrás de mim. —, até aqui perfeitamente bem.


Moony e eu trocamos olhares em busca da opinião do outro. Procurando o que fazer. Por fim, eu volto a falar, mais uma vez segurando os ombros de Sirius com firmeza.


— Se você andar em linha reta por vinte segundos, nós te deixamos em paz.


— Promete? — Pergunta Sirius, me ignorando totalmente e olhando diretamente para Remus.

Percebo o desconforto na reação de Moony ao notar que estamos encarando-o. 


— Prometo.


Sirius se levanta com dificuldade, se apoiando na parede, recusando ajuda e resmungando sobre como sentar tinha sido muito mais fácil do que se levantar.


Não foram precisos vinte segundos, por que ele se desequilibra três passos depois sendo apenas impedido de cair de cara no chão por mim que consigo segurá-lo a tempo.


— É, perfeitamente bem. — Comento com ironia.


Eu e Remus demoramos um pouco para conseguir tirar Sirius dali. Claro, ele não ajudou nenhum pouco. Passar pelo Salgueiro Lutador foi a parte mais difícil, porém conseguimos com muita responsabilidade. E claro, os três saíram com arranhões no corpo.

Nossa amizade não é uma coisa muito a prova de perigo. 


Remus joga a capa da invisibilidade por cima de nós assim que passamos pela passagem secreta. Apesar de nós três sermos altos e a capa estar quase pequena demais para caber todos nós, ela ainda é bastante útil.


Padfoot murmura palavras desconexas durante todo o caminho. Eu percebo a inquietação de Remus, mas eu não comento porque não quero piorar a situação. 


Estamos próximos à porta da sala comunal da Grifinória quando me lembro que Peter está nos esperando. Eu paro de andar de supetão, quase nos levando ao chão.


— Peter está nos dando cobertura. — Falo tão baixo quanto um sussurro. — Eu vou ver se está tudo bem para passarmos sem que haja um escândalo.


Dito isso, eu me  desvinculo do braço direito de Sirius e da capa da invisibilidade para desaparecer entre as colunas do corredor.  


Eu caminho devagar, desejando que eu tivesse me lembrado de trazer a varinha. Estar sem a capa me traz a sensação de estar exposto a situações ainda mais perigosas. Por exemplo, trombar com Tia Minnie brava dê robe vermelho no meio da madrugada não é a ocasião mais segura.


— Pois é, eu fiquei chocado. — Escuto a voz de Peter. Eu já devia imaginar que ele iria contar alguma fofoca para manter a atenção do retrato. 


Eu me escondo atrás do pilar. 


— Os jovens de hoje são assim mesmo, se você soubesse as coisas que eu escuto nesses corredores... Você ficaria assustado! — A Mulher Gorda comenta, balançando o leque rosa de um lado para o outro.


Eu assobio tentando manter a descrição. Peter me encontra com os olhos, enquanto o retrato continua tagarelando. 


Ele diz alguma desculpa que eu não escuto muito bem e caminha até mim. 


— Deu certo? — Ele pergunta, me olhando com expectativas. 


Eu olho em volta para ter certeza que não tem nenhum quadro prestando atenção em nós.


— Sim, claro. — Eu aceno. — E então, sobre o que estavam conversando?


— Isso é segredo!


— Fofoca não é segredo!


— Onde estão eles? — Wormtail muda de assunto, o que me faz bufar com contradição.


Eu começo a caminhar até onde Remus e Sirius ficaram. Peter me segue. Durante esse pequeno intervalo de tempo eu tento fazer ele me contar sobre que estava conversando com a Mulher Gorda. No entanto, Peter se faz de parede, não respondendo nenhuma das minhas perguntas.


— Cara! — Eu exclamo, assim que me aproximo suficiente dos meus amigos. 


Eu estou prestes a reclamar de Peter quando percebo que Remus parece um pouco tenso enquanto Sirius parece estar animado.


Wormtail nota o mesmo porque também percebo que ele está olhando-os com curiosidade.


— Está tudo bem? — Pergunto com dúvida em minha voz.


Já fazem alguns dias que os dois têm estado meio estranhos perto um do outro. É natural que eu esteja ficando doido com isso.


— James, irmão, metade da minha laranja. — Exclama Sirius. É a primeira vez que o vejo falar com animação essa noite.


—  Vem, vou te levar pro quarto. —  Eu me aproximo deles, pronto para tirar os braços de Sirius ao redor do pescoço de Moony.


—  Por que o Remus não me leva?


Ok, isso me pegou de surpresa. Desde quando Sirius está tão dependente de Remus?


Em questão de segundos, eu, Remus e Peter nos tornamos três idiotas olhando um para o outro sem saber o que dizer e fazer. 


Moony respira fundo.


—  Eu vou ajudar. 


Eu pego a capa da invisibilidade no chão e a jogo para Peter, sem questionar o motivo dela estar ali. Nós voltamos para a posição inicial. Remus de um lado, eu do outro e Sirius no meio com os braços ao redor de nossos pescoços. 


—  Certo, por que você parecia animado? —  Pergunta Remus depois de alguns segundos em silêncio.


— Oh, é, verdade. Acredita que Peter estava fofocando com a Mulher Gorda? — Eu espero que eles, principalmente Peter, percebam a indignação em minha voz. — E ele nem quer me contar sobre o que.


Peter bufa exausto, como nas últimas mil vezes que eu o questionei.


— Apenas me agradeça, hm? —  E então ele começa a andar, conosco logo atrás. —  Foi graças a minha habilidade de fofocar que nós, principalmente Sirius, vamos conseguir entrar sem causar um escândalo.


— Wormtail, eu só quero saber sobre o que vocês estavam fofocando! 


— E vai ficar querendo.


Eu solto a respiração pelo nariz e meus lábios se moldam em um bico emburrado. Sirius me imita de maneira aleatória, o que acaba tirando uma risada baixa de nós três.


Enquanto levamos Sirius até o retrado, eu continuo insistindo para que Peter me conte. Eu digo a senha para que o retrato se abra e é realmente um milagre que ela não comente sobre Sirius. Eu até tento perguntar para a Mulher Gorda o assunto, mas tudo que eu ganho é um sorriso divertido e um desejo de boa noite.


Peter ri ao ver minha cara de decepção e eu apenas o ignoro. Rapidamente subimos para o quarto, Sirius nos ajudou com os degraus dessa vez. 


Assim que chegamos no quarto, Peter cai na própria cama exausto, mas se levanta para desocupar a cama de Sirius com as coisas do mesmo. Eu e Remus levamos Padfoot para o banheiro, onde eu o coloco debaixo do chuveiro com roupa e tudo. Quando Sirius estremece, eu tenho certeza que vou acordar daqui algumas horas sendo xingado por causa da água gelada. 


Nós ficamos ali tempo o suficiente para ter certeza que ele não vai bater a cabeça nem fazer alguma coisa estúpida. E então quando ele resmunga que quer ficar sozinho, nós saímos do banheiro. Mas antes Wormtail coloca o pijama dele em cima da pia.


Remus vai direto para cama e Peter faz o mesmo, sendo o primeiro de nós quatro a cair no sono. Remus só fecha suas cortinas após Sirius sair do banheiro já vestido com o pijama e se jogar na própria cama.


— Você está bem? — Eu sussurro apenas para que Padfoot ouça. 


Minha cama é perto da janela do lado esquerdo do quarto, a cama de Sirius é do lado da minha, na reta da porta. As camas de Peter e Remus estão de frente para as nossas, o que abafa um pouco o som.


— Não quero falar sobre isso. — Ele sussurra de volta, enfiando a cabeça no travesseiro. 


Eu não insisto. Todo mundo precisa do próprio espaço, mesmo que não seja o que queremos. 


E no segundo que eu olho para o teto, ouvindo apenas as respirações dos meus melhores amigos no quarto, o sono me atinge em cheio.


Notas Finais


Pois é, constelações, agora vamos ver a tal história do casal mais amado de Hogwarts.

o que vocês acharam?

sim, esse capítulo foi uma releitura no primeiro capítulo de wolfstar, mas não se preocupe, isso só acontecerá nas cenas em que o James aparece e talvez nem seja em todas.

Acredito que eu também vou escrever alguns capítulos na visão da Lily (é o que eu planejo pelo menos)

Lembrando que foi depois dessa conversa com o James que a Dorcas ficou brava com a Lily. Apesar do James não culpar a Lily, a Dorcas tomou a dores dele para ela. O que eu sinceramente não recomendo, porque é pegar dor de cabeça de graça. Então, não façam isso em casa!

Eu espero que vocês estejam bem, e que realmente gostem dessa fanfic. Apesar de Wolfstar ter sido um pouco mais tensa, eu acredito que essa vai ser mais levei, apesar de jily serem dois burros brigando e se amando.
Sim, eu ouvi o amém.

até o próximo, obrigada por ler 💚


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