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História Você mudou tudo! - Capítulo 24


Escrita por: __EuzinhaMsm__

Notas do Autor


Boa leitura meus amores♡

Capítulo 24 - Ela tem que ficar no passado.


Fanfic / Fanfiction Você mudou tudo! - Capítulo 24 - Ela tem que ficar no passado.

Estou sentada de frente pro mar, sinto a brisa gelada do mar e a brisa do baseado. São exatamente tarde da noite, porque a praia está bem vazia, só tem eu, me sinto vazia, me sinto infeliz. Faz uma semana desde a ultima vez que eu vi a Amanda, ela viajou com a mãe dela, estou com saudade dela, ela não me mandou nenhuma mensagem ou algo assim. Matheu está focado nos estudos, está indo para a nova escola e fazendo amizades, fico feliz por ele. Obama teve um pequeno problema com a polícia, levou uma surra. 

Durante essa semana, fiz mais três trabalhos da pasta, sai no braço com um deles, estou com hematomas e cortes pequenos, mas ele está bem pior, está de cama no hospital. Meu corpo dói,  minha mente não para, nem sei quando foi a última vez que eu dormi, acho que estou virada a dias. 

Me levanto da aonde eu estava e caminho até o mar, molho meus pés e a água está extremamente fria, o mar está calmo, caminhei um pouco mais para dentro do mesmo, a água estava batendo na minha cintura já, mergulhei de uma vez, fiquei durante um tempo mergulhada e olhando a escuridão do mar. Assim que meus pulmões começaram a doer, subi e respirei fundo, encarei as lindas estrelas, e a lua imensa. 

Deixei meu corpo flutuar até a beira, assim que cheguei bem próxima, me levantei e comecei q andar em direção a areia, e a praia continua deserta. Caminhei alguns minutos até chegar em meu prédio, entrei cumprimentando o porteiro. Subi até meu apê e o encontrei vazio, Matheu saiu com uns amigos para se distrair um pouco.

Caminhei até a cozinha e coloquei dois cubos de gelo no meu copo de whisky, e coloquei uma dose de whisky no mesmo, peguei o copo e subi para o meu quarto, destranquei a porta e entrei no mesmo, coloquei o copo na escrivaninha que está toda bagunçada, tirei minha roupa molhada e caminhei até o box, ligando o chuveiro no gelado e deixei a água escorrer pelo meu corpo.

Assim que tomei meu banho, me olhei no espelho do banheiro e vi como estou magra, faz quanto tempo que eu não como? Só Deus sabe, a cicatriz começa a se formar no meu braço, os hematomas estão roxos escuros, quase pretos. Meus olhos estão fundos e o meu olho direito está levemente roxo. Saio do banheiro e entro no closet, coloco uma calça de moletom e uma camisa de manga comprida, passo a mão pelo meu cabelo levemente molhado. 

Me sentei na cadeira da escrivaninha e bebi um pouco do whisky, abri a primeira gaveta e peguei a pasta com a arma. Abri a pasta e peguei a ficha do Saulo, reli a ficha, e peguei meu caderninho que comprei especialmente para isso, escrevi os lugares que ele frequentava, como a empresa, a casa dele, o clube de golfe, a casa da mãe da Amabile, e por fim, a comunidade. Amabile vai pelo menos duas vezes ao mês no salão de beleza, geralmente no dia 6 e no dia 22, trabalha na empresa quatro vezes na semana, vai na casa da sua mãe diariamente, e por fim, frequenta a casa de uma amiga chamada Day. 

Etapa 1- começar a frequentar o mesmo lugares que eles.

Eu já frequento a comunidade, o que é bem mais fácil no caso do Saulo, ficar na cola dele. Já a Amabile, vou ter que me aproximar da Day, o que vai ser fácil de certa forma, pois ela sempre deu a entender quando ia na casa da Amabile que sempre quis ficar com uma mulher, para ver o como que é. 

Etapa 2- encontrar um lugar afastado da cidade.

Preciso achar um lugar bem afastado da cidade, um lugar isolado, algum barracão abandonado, ou uma casa abandonada no meio do nada.

Etapa 3- conseguir uma condução discreta.

Não posso levar eles em meu carro, pois quase ninguém tem um Monza como o meu. Preciso de um carro que se misture entre os outros, e preciso que seja um carro que a grande maioria tenha, para ser mais fácil de sair da cidade, como por exemplo, uma mini van familiar, aqui na cidade tem muitas mini van, pois tem muitas famílias, famílias que estão sempre juntas, então vai ser mais fácil.

Etapa 4- Antonela em segurança.

Preciso receber a confirmação de que a minha pequena vai estar em segurança, para que eu possa torturar e matar eles sem o medo de que algo aconteça com ela.

Etapa 5- sumir com os corpos.

Isso não vai ser nada difícil, pois o Maicon tem pessoas que fazem isso, sem problemas nesse quesito.

Plano praticamente bolado. Preciso de um computador urgente, ainda bem que está quase amanhecendo, irei numa loja comprar um notebook para mim.

Me levantei da cadeira, arrumei as coisas que eu baguncei, peguei a arma e coloque na gaveta, bebi o resto do whisky e peguei meu moletom que estava jogado na cama. Desci até a garagem do prédio e entrei no carro, liguei o som no ultimo e saí. 

Andando pelas ruas da cidade, algumas pessoas bêbadas voltando para a casa, o que é normal para um sábado de manhã, passei pelo posto de combustível e vi uma turma junta bebendo e fumando, resolvi abastecer e pegar alguma coisa para mastigar, como um chiclete. Enchi o tanque e entrei na conveniência do posto, paguei pelo combustível e pelo Trident. A moça do caixa era bem bonita, e parecia uma modelo. 

- Está tudo bem? – perguntou a moça do caixa.

- Esta sim, desculpa – falei pegando o troco – Você é muito bonita.

- Muito gentil da sua parte, você também é bonita, apesar da cara de... – ela deu pausa e analisou o que ia falar.

- Estou parecendo um zumbi, eu sei – falei rindo – Tem sido dias difíceis – falei sentindo o cansaço.

- Você parece exausta – falou com uma cara de preocupada.

- Prazer Eduarda, mas pode me chamar de dudu – falei esticando a mão.

- Prazer Beatriz, mas pode me chamar de Triz – falou apertando minha mão.

- Bom Triz, já vou indo – falei olhando a hora no celular – Foi um prazer conhecê-la.

- Pega meu número, quem sabe um dia você queria sair – disse me entregando um papel com seu número.

- Ligarei para você, sem dúvida – falei saindo da conveniência e vi Matheu beijando um rapaz – Matheu – chamei ele.

- Duda – ele deu um pulo para trás de susto – Duda eu posso explicar, não é nada do que você está pensando.

- Seu safado – dei um tapa na sua bunda – Por isso você está tão ausente em casa – falei rindo – Relaxa, se cuida apenas, tenho que ir. Vai ir agora ou só depois? – perguntei.

- Depois, posso levar ele em casa? – essa parte ele falou sussurrando.

- Pode, mas não pense que a minha casa vai virar motel – falei rindo e sai andando, entrei no carro e fui até uma loja que vendia computador. 

Comprei meu notebook, peguei o papelzinho com o número da Triz e disquei o mesmo no meu celular. 

- Oi – falou ela do outro lado.

- Oi, quer carona para casa? – falei parando o carro em frente ao posto e olhei para dentro.

- Adoraria, saio em cinco minutos – falou desligando. 

Sai do carro e me sentei no capo do mesmo, Matheu estava dançando junto com o menino que aparentemente é mais velho que ele. Peguei o celular e nenhuma mensagem da Amanda, não que eu me importe, mas ela disse que me mandaria mensagem todos os dias para ver se eu estava bem, ela está postando foto no insta e no status do WhatsApp, acho que não sou tão prioridade como ela mesma disse. Senti uma mão na minha coxa, e assim que eu tirei minha atenção do celular, vi que era Triz.

Triz é mais baixa que eu, tem um cabelo enorme preto, seus olhos são um castanho bem clarinho, seu pele é levemente negra, ela está usando uma calça jeans justa, e uma regatinha de alça fina branca, e em seus pés tem um tênis preto da adidas. 

- Vamos? – ela me olhou e deu um leve sorriso.

- Vamos – falei descendo do capo.

Abri a porta para ela e a mesma entrou agradecendo, dei a volta no carro e entrei também.

- Aonde você mora Triz? – perguntei dando partida no carro. 

- Moro na comunidade – falou olhando para baixo. 

- O que foi? – perguntei saindo com o carro.

- Me sinto envergonhada por morar lá – falou olhando pela janela.

- Vergonha de morar na comunidade? Eu não vejo problema algum, sempre estou por lá – falei dando uma pausa – Eu cresci lá, mas saí por problemas pessoais – falei.

- Eu gosto de morar lá, só que quando eu falo isso para alguém, eles me olham diferente, já chegaram a achar que eu era criminosa – falou.

- Bom, comigo você não precisa se preocupar, sei que você não é criminosa, só pelo seu jeitinho – falei rindo um pouco. 

Passamos o resto do caminho em silêncio, perto da comunidade, resolvi colocar a mão em sua coxa, ela colocou sua mão por cima da minha, e deu um leve sorrisinho. Ela me falou aonde morava, e era perto da casa do Brunão, um colega de infância, que infelizmente não está mais entre nós.

Estacionei o carro, e desliguei o mesmo.

- Relaxa, ninguém pode ver aqui dentro, os vidros são totalmente pretos, impossível de verem aqui dentro – falei puxando meu banco mais para trás. 

- Gostei do seu carro, ele é bem espaçoso – falou me fazendo concordar pois realmente era. 

Ela se inclinou um pouco mais para perto de mim, eu num movimento ágil a puxei de vez para o meu colo, ela me olhou assustada e deu uma leve risada.

- Bem ágil você – ela falou me olhando – Eu nunca fiquei com uma garota.

- Que grande honra ser a sua primeira – falei puxando ela para um beijo, lento e calmo, ela beija muito bem, ela colocou suas mãos no meu rosto, e fez um leve carinho com o polegar, me senti confortável com ela, passei meus braços pela sua cintura e a abracei com força. 

- É bem diferente, eu gostei – falou depois que rompeu o beijo por falta de ar – Me beija novamente – falou sussurrando.

Segurei em seu pescoço e a puxei para um beijo mais rápido e com muito mais desejo, nossas línguas lutavam por espaço. Minha mão desceu da sua cintura para sua bunda, apertei com força, fazendo com o que ela soltasse um baixo gemido. Minha outra mão que estava em sua cintura, agora estava por dentro de sua regatinha, sentindo a pele de seu corpo. Desci meus lábios até seu pescoço e dei vários beijinhos ali, alguns chupões sem deixar marca. 

- Por favor, para – ela pediu me fazendo parar no mesmo instante.

- Me desculpa, eu não quis passar do limite, não foi minha intenção, desculpa mesmo – falei com certa preocupação na voz. 

- Calma, você não fez nada demais, é complicado de explicar, e eu não quero conversar sobre isso – falou colocando sua cabeça em meu peito.

- Estou aqui para o que precisar – falei a abraçando. 

- Obrigada – falou sussurrando. 

~~

Cheguei em casa, fiquei algumas horinhas com a Triz, rimos um pouco, ela me contou um pouco da sua rotina, falou do ex namorado babaca dela, ela tem bastante traumas, ela não se sentiu confortável de falar sobre, e eu mudei de assunto. Não contei a ela que eu trabalho para a facção, não quero que ela fique sabendo agora assim. Subi para o meu quarto e coloquei o notebook em cima da escrivaninha, liguei o mesmo e configurei ele para deixar do meu jeito. 

Meu celular começou a tocar, era Amanda.

- Oi – eu falei assim que atendi.

- Vou ser sincera com você e direta também. Você é uma pessoa incrível sim, mas eu não concordo nenhum pouco de você ser do jeito que você é, você se arrisca pela vida de pessoas que você nunca conheceu na vida, você quase se mata tentando proteger outras pessoas – deu uma pausa – Eu não quero mais te ver na minha vida, tanto é que eu nem vou voltar para essa cidade, vou ficar por aqui mesmo, na Europa. Quero que você seja feliz, e eu não vou cuidar de criança alguma, isso é problema seu – falou desligando o celular.

Se me meu celular não fosse novo eu tacava ele na parede, mas enfim, eu não esperava menos vindo de uma pessoa que vive pela cabeça de outras pessoas. Bom, eu mesma vou dar meu jeito e cuidar da Antonela, sozinha. 

Bloqueei Amanda em tudo, até o número dela eu bloqueei. 

Vou seguir em frente, ela tem que ficar no passado, Amanda virou passado agora, e acredito que vai ser melhor assim. 


 




Notas Finais


Espero que tenham gostado, me diga o que acharam.
Favoritem se estiverem gostando.
Raio de luzes para vocês ♡
Até o próximo baby ♡


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