História Você nunca estará sozinha - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swna, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 614
Palavras 1.259
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Drabble, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Chapter dezessete


Fanfic / Fanfiction Você nunca estará sozinha - Capítulo 17 - Chapter dezessete

- Marquei uma consulta em meu médico esta semana, creio que está na hora de eu voltar a trabalhar, o que acha? Ela vai querer sua opinião, tenho certeza.

 

Emma ficou sem reação, O que significava aquilo? Regina, do nada procurava uma maneira de escapar? Queria retomar o trabalho e se livrar dela?

Virou-se de costas, Emma ocultou a expressão, que certamente revelaria seus medos.

 

- O que você acha, Emma? – ela insistiu – Parece preocupada, há algo que eu deva saber?

- Não, Regina. Está pronta para voltar a trabalhar, se assim deseja, embora tenha de manter a rotina de exercício, só não sei por que se mostra tão aflita para se estabelecer em Nova York novamente.

- Inquieta, eu diria. Sinto-me muito bem, e preciso fazer algo mais produtivo com meu tempo. – ela segurou o rosto de Emma – Não estou aflita para deixá-la, se é isso que a preocupa. É justamente o oposto.

- Não disse que estou preocupada.

- Não precisa dizer, eu a conheço bem, querida. – a beijou – Sinto-me enfim recuperada, Emma. E isso representa apenas o começo para nós dois.

- É mesmo? – ela indagou, incapaz de ocultar os temores.

- Emma, por favor. – Regina a abraçou chocada – Eu não tinha futuro até conhecê-la, não consigo imaginar minha vida sem você e Lara, achei que soubesse disso.

- Eu não sabia – ela admitiu, mergulhando o rosto no peito de Regina, quando as lágrimas começaram a brotar.

- Sei que tem de trabalhar, mas ficaremos juntos, certo? Ou está pensando em aceitar algum novo contrato na Califórnia?

 

Regina também temia perdê-la. Emma percebeu isso pelo tom de voz. Durante todo o tempo, ela imaginou ser a única a necessitar de garantias, embora ela nada dissesse sobre amor, estava certa de que era esse o sentimento que as unia.

 

- Não se preocupe, poderei encontrar novos pacientes em Nova York – ela prometeu, apertando-a entre os braços. – Não vai se livrar de mim tão facilmente.

- Ótimo, não quero perdê-la, Emma. Não depois de temos chegado até aqui.

 

Ela nada disse, seu coração estava tão repleto de amor que os gestos tornaram-se mais eloquentes que as palavras.

 

[...]

 

Regina voltou da cidade arrasa, Emma deduziu que o médico lhe dera más notícias ou que o impedira de retomar as atividades.

Durante o jantar, quando tentou conversar a respeito, ela respondera de forma brusca e até mesmo grosseira. A evidente intolerância a magoou, mas agiu como se o fato não importasse. Regina parecia recobrar o antigo mau humor, como se fosse puxada às trevas por uma força invisível, e não havia nada que ela pudesse fazer.

A noite, depois que Lara adormeceu, Emma foi ao quarto de Regina, bateu à porta e quando a mesma a atendeu, parecia feliz em vê-la.

Porém, assim que Emma adentrou o aposento, ela fechou outra vez.

 

- Regina, o que aconteceu? Sei que algo a perturba. – ela tocou os ombros da morena apreensiva. – Por favor, fale para mim.

- Está certa, algo me perturba – ela admitiu sem encará-la. – Mas você não tem nada a ver com isso, Emma.

- Não me diga que não tenho nada a ver com você, Regina. Não percebe? Se algo a incomoda, também fico aflita. Não teremos muita chance juntos, se puder confidenciar comigo.

 

Enfim ela a encarou. Havia carinho no olhar, embora parecesse distante e infeliz.

 

- Quero refazer minha vida, Emma. Desejo ver Lara crescer e ter mais filhos com você, quero que envelheçamos juntas, ficar a seu lado é sempre o que mais quero neste mundo, acredita em mim?

- Acredito, sim. – Emma queria o mesmo, no entanto a expressão solene e o tom de voz a assustava, algo muito ruim acontecera, algo que ameaçava o futuro de ambos.

 

Regina pegou uma pasta e entregou-a a ela.

 

- Olhe isso, recebi esses documentos hoje de manhã.

 

Emma folheou os papéis da pasta, não compreendeu muito bem o conteúdo dos documentos, mas pôde notar que se tratava de um processo legal. Alguém processava Regina, e pelo jeito era a família de Belle.

 

- Está sendo processada pela família de Belle. – ela anunciou pasma.

- Exato, morte premeditada, segundo eles. – Regina recolheu a pasta e suspirou.

- Mas por quê? – Emma indagou inconformada.

- Alegam que sou responsável pela morte de Selena já que era eu quem dirigia o carro, esse pesadelo nunca irá terminar, Emma. Acredito que mereço superá-lo, mas não tem fim. Não consigo escapar dessa maldição, cada vez que tento emergir, sinto-me dragada para o mesmo buraco sem fundo.

 

Angustiada, Emma a abraçou. Trêmula, Regina amparou-se nela. Estava transtornada e, como a maioria das mulheres, tentava conter o sofrimento.

Terna, ela a puxou até a cama, e ambos se deitaram. Em seguida, apagou a luz, acolheu-a entre os braços até senti-la mais calma.

 

- Você irá superar, Regina – Emma prometeu – Iremos atravessar essa tormenta juntas, tudo ficará bem.

 

Suspirando, ela a beijou.

 

- Fique comigo esta noite – Regina pediu – É tudo que me importa neste momento, o futuro terá de ser resolver sozinho.

 

Sem mais palavras, beijou-a com ardor. Emma a envolveu e correspondeu ao beijo, de súbito, viu-se temerosa quanto ao futuro, deixando as apreensões de lado, concentrou-se no instante de puro prazer que desfrutava com a mulher que amava.

 

[...]

 

Meses mais tarde, depois de Emma sair de Bridgehampton para iniciar um novo trabalho em domicílio em Madison, Connecticut, as últimas palavras de Regina, naquela noite fatídica, ainda re-verbervabam  em sua mente. Assim como as lembranças da última vez em que fizeram amor.

Tal qual temera, após descobrir o processo legal, Rega se recolheu às sombras de si mesmo, aonde os fantasmas do acidente a consumiam de culpa. O coração de Emma despedaçara-se ao vê-la afastar-se aos poucos. Sabia que o caso jamais chegaria ao tribunal, pois os advogados de Regina tentavam um acordo. Contudo, a situação já havia causado danos, e Emma foi perdendo as esperanças a cada dia.

Começaram a discutir por qualquer motivo, trocando dolorosas farpas, Emma sabia que Regina estava fazendo de tudo, para se afastar dela, em certas ocasiões, teria preferido fugir dela mas suportara muitas decepções porque a amava e esperava que algum milagre as salvasse.

Finalmente, um dia ela a dispensou alegando que o tratamento fisioterápico não era mais necessário. Emma sentiu que seu coração se despedaçara e a esperança de um milagre dissolvera-se por completo, na verdade, ignorava como conseguira permanecer ao lado dela por tanto tempo, no mesmo instante, acatara a ordem e fizera as malas.

Lara se mostrou confusa com a mudança repentina de Regina, Emma explicara à filha que  ela passava por sério problemas no trabalho, para o mérito de Regina, ela sempre agia com carinho e afeição quando se dirigia a garota, o que aumentou ainda mais a confusão dela.

Com os olhos marejados, Emma anunciara que partiria no dia seguinte, Emma jamais esqueceria a expressão no rosto de Regina quando despediu-se de Lara, ela teve de desviar o olhar para não sucumbir às emoções.

A despedida de ambos fora estranha, ficaram entreolhando-se sem nada dizer. Emma queria desaparecer antes de cair em prantos. Regina parecia infeliz mas aliviada por se afastar dela e poder mergulhar novamente nas sombrias memórias.

Emma não queria guardar mágoas ou rancor, no entanto Regina a deixara arrasada, nunca mais amaria outra mulher.

Em princípio, imaginara que a distância seria uma dádiva, que os profundos sentimentos desapareceriam, mas se enganara. Não fazia diferença, estarem juntas ou separadas, Regina agora vivia dentro dela, e o amor que partilhavam marcara o coração e a alma de Emma.



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