História Você Passou - Capítulo 1


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Categorias DAY6
Personagens Jae, Young K
Tags Angst, Eu Não Sei, Jaehyungparkian, Jaek, Sad, To Triste
Visualizações 42
Palavras 491
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Um bom dia pra lembrar de nós;


Como a moda das ombreiras, como a fama das boybands, como uma chuva de verão. Sem deixar rastro algum, você passou, e eu guardei meu coração num pote cheio de formol e nostalgia.

Eu não te esqueci. Seria impossível. Vez ou outra a correria dos dias para e eu me pego pensando que nunca tentei realmente te esquecer. Porque eu estava segura com você. Te amar era bom. Te amar ainda é bom.

Eu sinto sua falta, mas compreendo que, hoje, já não há mais tempo, tampouco espaço pra mim na sua vida. Você cresceu e hoje sua vida se resume aos seus sonhos distantes e mais ambiciosos do que passar tardes com as mãos nos meus cabelos e sua faculdade, a qual te deixa quase louca, mas você ama.

Ela te toma tempo e noites de sono, mas você a ama. Ela te estressa, te faz chorar, mas você a ama. Ela te desafia, te derruba, te faz sentir inútil, mas você a ama.

E, acho que já não estou falando da sua faculdade: estou falando da paixão. A paixão que restou em mim depois que meus sonhos ao teu lado foram pisoteados como folhas mortas numa calçada no auge do outono.

Sinto falta da ilusão de achar que você me amava também, mas você, ao contrário de mim, sabia que esse não era um bom negócio. Teu coração olhou para o campo invernal russo do meu histórico de paixões, extenso e instável, e deu para trás. Não queria perder a guerra mais uma vez. Sinto muito não ter conseguido te manter depois que teus braços não aguentaram as expectativas que eu joguei em você. Me desculpe. Você nunca teve obrigação de arcar com elas.

Se algum dia eu te citei O Pequeno Príncipe, me desculpe se saiu da minha boca aquela frase clássica e clichê sobre responsabilidade emocional. Tu não és responsável por mim porque me cativou. Tu não eras responsável tão somente porque eu era jovem demais pra entender que ainda podem nascer margaridas num campo onde as rosas não vingaram. Ainda podia existir uma amizade onde tu pisou nos brotinhos de amor. Mas hoje, nos vejo tão distantes física quanto emocionalmente.

Vez ou outra você aparece pra me perguntar sobre planos antigos, sobre histórias de senhores idosos e café, ou sobre Lufanos estudantes de herbologia. Nada disso faz sentido agora, mas posso manter estas coisas vivas, conquanto elas ainda sejam a única coisa que te liga a mim.

Eu deveria te deixar ir, mas sou fraca demais pra isso. Então eu deixo o tempo te desgastar na minha mente até sobrarem não mais que versos de uma canção que algum dia eu cantarei para os meus netos. Uma canção que eu escrevi pra você, mas que esta fadada a entoar outros amores, uma vez que o nosso está tão morto quanto o clã Uchiha.

E, assim como o ônibus que eu perdi enquanto escrevia isso aqui na esperança de que algum dia você lesse, você passou.


Notas Finais


Pior coisa que eu já escrevi pra pior dor que eu já senti
Não revisada e sujeita a exclusão


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