História Você Promete - Clexa - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Clarke, Clexa, Eliza, Griffin, Hot, Lésbica, Lexa, Sexo, Taylor, The100, Woods
Visualizações 365
Palavras 3.564
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sem sombra de duvidas foi o capitulo mais difícil até agora... antes de caírem de pau em mim.
peço que leiam as notas finais!

Capítulo 24 - Capítulo 24


 

Os passos de Titus ecoavam pelo corredor do hospital enquanto ele quase corria para o quarto dela. Por que Indra insistira em ir sozinha? Por que sempre tinha de ser tão terrivelmente independente, mesmo depois de todos aqueles anos? Ele bateu de leve na porta e uma enfermeira abriu-a com expressão inquisitiva.

— É o quarto da Sra. Woods? Sou Titus Calloway. Ele parecia nervoso, cansado e velho. E era também assim que se sentia. Já não aguentava mais todo aquele absurdo. E era o que ia dizer a Indra assim que a visse. Já o dissera a Lexa antes de deixar Nova York. A enfermeira sorriu ao ouvir o nome dele.

— É, sim, Srta. Calloway. Estávamos a sua espera. Indra estava no hospital desde as seis horas da tarde. Titus conseguira chegar a São Francisco por volta das onze horas da noite, horário local. Agora, passavam alguns minutos de meia noite. Era praticamente impossível fazer a viagem mais depressa. O sorriso de Indra reconhecia esse fato quando a enfermeira abriu a porta para deixar Titus entrar, ao mesmo tempo em que saía para o corredor.

— Olá, Titus.

— Olá, Indra. Como se sente?

— Cansada, mas viverei. Pelo menos foi o que me disseram. O ataque não foi dos maiores.

— Desta vez. Mas como será na próxima?

Titus parecia invencível ao avançar pelo quarto, fitando-a com uma expressão furiosa. Não se deteve nem mesmo para beijá-la. Tinha muito o que dizer.

— Vamos deixar para nos preocupar com a próxima vez quando acontecer. E agora sente-se e relaxe, Titus. Está-me deixando nervosa. O que o está incomodando? Pedi à enfermeira que lhe guardasse um sanduíche.

— Não posso comer.

— Pare com isso! Nunca o vi desse jeito, Titus. Não foi nada sério. Não precisa ficar assim.

— Não me diga como devo estar, Indra Woods. Venho observando você se destruir há tempo demais e agora não vou mais admitir.

— Vai deixar? — Indra sorriu-lhe da cama. — Por que não se aposenta?

Ela estava achando graça da cena, até o momento em que Titus virou para olha-la com expressão decidida. .

— É exatamente o que vou fazer, Indra. Aposentar-me.

Ela percebeu que era sério. E era tudo o que lhe faltava naquele momento.

— Não seja ridículo.

Mas Indra não tinha certeza se conseguiria convencê-lo a desistir da ideia. Ela se sentou na cama, com um sorriso nervoso.

— Não, Indra. É a primeira decisão inteligente que tomo nos últimos vinte anos. E quer saber quem mais vai-se aposentar também? Você, Indra. Nós dois vamos nos aposentar I

imediatamente. Já conversei a respeito com Lexa, a caminho do aeroporto. Ela teve a gentileza de me levar ao aeroporto e pediu para te dizer que lamenta não poder vir também, mas está presa em Nova York neste momento. Lexa acha que nossa aposentadoria é uma excelente ideia. E é o que eu também penso. Para ser franco, ninguém está interessado no que você pensa, Indra. A decisão já foi tomada.

— Ficou doido Titus? E o que pensa exatamente que vou fazer com o meu tempo se me aposentar? Ficar tricotando?

— Não seria uma ideia das piores. Mas a primeira coisa que vai fazer é casar comigo. Depois disso, pode fazer o que quiser,  Menos... — A voz de Titus se alteou ameaçadoramente. — ... trabalhar. Está bem claro, Sra. Woods?

— Não vai ao menos me pedir em casamento? Ou simplesmente está-me dizendo e pronto? Será que isso é também uma ordem de Lexa?

Mas Indra não estava zangada. Ao contrário, estava comovida. E aliviada. Já não aguentava mais. Já fizera o bastante, em todos os sentidos, os piores e os melhores. E também sabia disso. O encontro com Eliza naquela tarde a levara a compreender tudo.

— Temos a aprovação de Lexa, se é que isso faz alguma diferença. — E um momento depois a voz de Titus se abrandou, enquanto se aproximava da cama e pegava a mão de Indra, apertando-a gentilmente. — Quer casa comigo, Indra?

Ele estava quase que com medo de perguntar, depois de todos aqueles anos. Mas finalmente conversou com Lexa a respeito, em quanto esperava o voo. Lexa disse algo estranho a respeito de "celebrar o amor de vocês". Titus não compreendeu, mas ficou grato pelo estímulo.

— E então, quer casar comigo?

Ele apertou a mão de Indra um pouco mais firmemente, enquanto aguardava a resposta. Ela assentiu lentamente, com um sorriso cansado, mas afetuoso, uma expressão quase de pesar.

— Deveríamos ter pensado há muitos anos, Titus. Indra queria dizer algo mais... que não estava certa se tinha o direito... não depois...

— Pensei nisso há muitos anos, mas nunca me passou pela cabeça que você pudesse aceitar.

— Provavelmente eu não teria aceitado. Porque sou uma idiota. Oh, Titus... — Indra suspirou e deitou nos travesseiros. — Tenho feito tantas coisas estúpidas na vida. . .

O rosto dela deixou subitamente transparecer toda a agonia da tarde.

Titus ficou a observando atentamente, aturdido pelo tormento que via no rosto de Indra, misturado com a fadiga.

— Não diga tamanha bobagem. Não consigo lembrar de uma única besteira que você tenha feito em todos esses anos em que nos conhecemos. — Ele continuava a segurar a mão de Indra, afagando afetuosamente. Há anos que queria fazer isso, exatamente daquela maneira. — Não se atormente com as bobagens do passado.

Mas Indra havia sentado na cama novamente e o olhou, a mão fria e tensa.

— E se uma bobagem dessas, como você chama, tiver destruído as vidas de outras pessoas? Tenho o direito de esquecer isso também, Titus?

— Ora, Indra, o que você poderia ter feito para destruir a vida de outra pessoa?

Titus começou a pensar que o médico talvez tivesse aplicado uma droga bem forte. Ou talvez o último ataque a tivesse afetado mentalmente. O que ela dizia não fazia o menor sentido. Indra voltou a se acomodar entre os travesseiros e fechou os olhos.

— Não compreende, Titus.

— E deveria?

A voz dela era extremamente gentil, no quarto quase às escuras.

— Talvez. Se soubesse, tenho certeza de que não estaria tão ansioso em casar comigo.

— Não diga bobagem. Mas se é assim, então acho que tenho o direito de saber o que a está perturbando. Qual é o problema?

Titus ainda não tinha largado a mão dela. Indra finalmente voltou a abrir os olhos. Olhou em silêncio por longo tempo, antes de falar:

— Não sei se posso contar-lhe.

— Por que não? Não posso imaginar qualquer coisa que seja capaz de me chocar. E não posso também imaginar qualquer coisa a seu respeito que eu ainda não conheça. — Há anos que não tinham segredos um para o outro. — Estou começando a pensar que o ataque desta tarde te deixou abalada.

— A verdade que tive de enfrentar é que causou o ataque. .

O tom de Indra era diferente de tudo o que Titus conhecera antes. Havia lágrimas nos olhos dela. Titus sentiu vontade de abraçá-la, fazê-la se sentir melhor. Mas compreendia agora que Indra tinha realmente algo muito importante para contar. Seria possível que ela tivesse mantido um romance com outro homem durante todos aqueles anos? A ideia o deixou abalado. Mas poderia aceitar até mesmo isso. Ele a amava. Sempre amou. Esperou tempo demais por aquele romance para permitir agora alguma coisa o estragasse.

— Alguma coisa especial aconteceu esta tarde?

Titus ficou a olhando atentamente, esperando pela resposta. Indra voltou a fechar os olhos, as lágrimas escorrendo silenciosamente por suas faces. Ao final, ela assentiu e murmurou:

— Aconteceu.

— Entendo. Pois trate de relaxar agora. Não vamos ficar agitados só por causa disso.

Titus estava começando a ficar preocupado com o estado dela... Temia que tivesse outro ataque.

— Vi a moça.

— Que moça?

Mas, afinal, de que moça Indra estava falando?

— A moça pela qual Lexa estava apaixonada. — As lágrimas cessaram por um momento. Indra sentou outra vez na cama. — Lembra da noite do acidente de Lexa, em que ela foi a Nova York para conversar comigo? Você apareceu no meu apartamento e ela foi embora. Estava furiosa. Lexa tinha ido dizer que pretendia casar com aquela moça. E eu lhe mostrei... o relatório que tinha mandado preparar a respeito dela...

A voz dela falhou por um momento, enquanto recordava a cena. Titus franziu a testa ainda mais. Era evidente que Indra estava confusa em decorrência de alguma droga. Era a única explicação. A moça a que ela estava se referindo havia morrido no acidente.

— Indra, querida, não pode ter visto a moça. Pelo que me recordo, ela... ela... ahn... faleceu no...

Mas Indra sacudiu a cabeça firmemente, os olhos jamais se afastando dos olhos de Titus.

— Não, Titus, ela não morreu. Falei que ela morreu e Jack ficou de boca fechada. Mas a moça sobreviveu. Com o rosto inteiramente destruído. À exceção dos olhos.

Titus não disse nada, embora estivesse escutando atentamente. Era uma Indra perturbada, uma Indra angustiada, mas não era uma Indra fora de si. Sabia que ela estava dizendo a verdade.

— Fui até o quarto dela naquela noite e propus um acordo. Ele continuou esperando, em silêncio. Indra fechou os olhos, como se estivesse sentindo uma dor intensa. Titus apertou a sua mão ainda mais firmemente.

— Você está bem, Indra?

Ela assentiu, tornando a abrir os olhos.

— Estou, sim. Talvez eu me sinta melhor depois que lhe contar tudo. Ofereci um acordo à moça. O rosto dela em troca de Lexa. Há diversas maneiras mais bonitas de dizer, mas no final tudo se resume a isso. Jack disse que conhecia um homem no país que podia restaurar o rosto dela. Custaria uma fortuna, mas o tal médico poderia fazer. Propus à moça pagar o tratamento e tudo o mais que ela precisasse, até que todas as operações acabassem. Ofereci

uma vida inteiramente nova, uma vida que ela nunca tivera antes, desde que concordasse nunca mais procurar Lexa.

— E ela concordou?

— Concordou.

— Neste caso, ela não devia amá-la tanto assim. E você tomou uma atitude boa ao se oferecer para pagar a cirurgia. Não podemos nos esquecer de que se as duas se amassem tanto jamais teriam aceitado um acordo assim.

— Não está compreendendo, Titus.— O tom de Indra era agora gelado. Mas sua raiva estava dirigida contra si mesma e não contra Titus. — Não fui honesta com nenhuma das duas. Disse a Lexa que ela havia morrido. E sabia perfeitamente que a moça tinha certeza de que Lexa jamais respeitaria o acordo. Foi provavelmente por isso que ela concordou. Por isso e pelo fato de que não tinha alternativa. Nada mais lhe restava. Exceto eu... oferecendo um acordo com o demônio, como ela própria classificou esta tarde. Titus, você sabe muito bem que Lexa jamais teria aceitado um acordo desses, se soubesse da verdade. Teria voltado para a moça sem a menor hesitação.

— Ela não sofreu tanto assim. E já se recuperou. É possível também que as duas nem mesmo continuassem a se amar agora.

Titus estava procurando desesperadamente por um bálsamo para as feridas de Indra... Mas não podia deixar de admitir que era uma ferida profunda e devia ter sido muito difícil suportá-la. Sabia que Indra pensara que estava defendendo os interesses de Lexa, mas ela jogara com a vida da filha.

— É verdade, Indra. Provavelmente as duas se tornaram bastante diferentes. Podem nem mesmo querer saber uma da outra agora

— Sei disso. — Indra recostou-se nos travesseiros, com suspiro — Lexa está obcecada por seu trabalho. Não tem amor, não tem alegria, não tem tempo, não tem nada. Nada lhe restou e sei disso melhor que qualquer outra pessoa. E ela. ... — Indra recordou dolorosamente os acontecimentos daquela tarde. — Ela é bonita, elegante. E amargurada e furiosa, dominada pelo ódio. Formam um casal encantador.

— E você se julga a responsável por tudo isso?

— Sabendo o que sabe agora, não concorda? — Contra a sua vontade, os olhos de Indra voltaram a se encher de lágrimas. Cometi um erro terrível ao me intrometer entre as duas, Titus.

— Talvez os danos possam ser reparados. E nesse intervalo, você devolveu a vida à moça. E uma vida melhor, sob certos aspectos.

— E ela me odeia por isso.

— Então é uma tola.

Indra sacudiu a cabeça.

— Não, Titus. Ela está certa. Eu não tinha o direito fazer o que fiz. E se tivesse alguma coragem, por menor que fosse, contava tudo a Lexa.

Mas apesar de seus princípios, Titus esperava que ela jamais chegasse a isso. A ira de Lexa destruiria Mae. A filha nunca mais voltaria a respeitá-la como antes.

— Não conte nada a Lexa, querida. Agora, não iria adiantar coisa alguma.

Indra percebeu o medo nos olhos dele e sorriu.

— Não se preocupe. Não sou tão corajosa assim. Mas Lexa vai acabar descobrindo. Com o tempo. Darei um jeito para que isso aconteça. Ela tem o direito de saber. Mas espero que ela ouça tudo da boca da moça, no momento em que ela a aceitar de volta. Talvez assim um dia possa me perdoar.

— Acha que há alguma possibilidade da moça aceitar Lexa de volta?

— Creio que não. De qualquer forma, devo fazer o que puder.

— Oh, Deus...

— Fui eu que comecei tudo isso. Agora, devo as duas alguma coisa. Talvez nada resulte disso tudo, mas tenho a obrigação de tentar.

— Por acaso manteve-se em contato com a moça durante todo esse tempo?

— Não. Tornei a vê-la e pela primeira vez hoje.

— Estou entendendo agora. E como foi que isso aconteceu?

— Marquei um encontro. Não tinha certeza se era ela mesma, mas desconfiava. E estava certa.

Indra parecia satisfeita consigo mesma e Titus sorriu pela primeira vez na última meia hora.

— Deve ter sido um encontro e tanto.

Titus compreendia agora por que Indra tivera um novo ataque. Era de admirar que não a tivesse matado.

— Poderia ter sido pior. — A voz dela era outra vez gentil, os olhos voltaram a se encher de lágrimas. — Poderia ter sido muito pior. Tudo o que realmente fez foi mostrar como eu estava errada, que destruíra a vida dela, assim como a de Lexa...

— Pare com isso, Indra. Não destruiu nenhuma das duas. Deu a Lexa uma carreira pela qual qualquer um sacrificaria a própria vida e deu à moça algo que ninguém mais podia ter.

— O quê? Desespero? Angústia?

— Se é assim que ela se sente, então é uma ingrata. O que me diz de um rosto novo? Uma vida nova? Um mundo novo?

— Desconfio que seja um mundo extremamente vazio, exceto pelo trabalho dela. Nesse sentido, ela é muito parecida com Lexa.

— Nesse caso, talvez elas possam novamente construir algo juntas. Mas, até lá, o que está feito, está feito. Não pode continuar a se punir para sempre por causa disso. Fez o que pensou que era certo na ocasião. E elas são jovens, querida. Ambas possuem uma vida inteira pela frente. Se a desperdiçarem, a culpa será delas. O que não devemos fazer é desperdiçar a nossa. Titus queria dizer que "resta pouco tempo”, mas não o fez. Se inclinou em direção a Indra, enquanto ela se estendia na cama e levantava os braços para ele.

Titus a abraçou forte, sentindo todo o calor do corpo dela em seus braços.

— Eu a amo, querida. Lamento que tenha passado por tudo isso sozinha, sem me contar. Deveria ter-me falado tudo há muitos anos.

— Você teria me odiado.

A voz de Indra estava abafada por seus próprios soluços e pulo ombro de Titus.

— Nunca. Nem naquela ocasião nem agora. Jamais seria capaz de qualquer outro sentimento que não o de te amar. E a respeito profundamente por me contar tudo agora. Eu jamais teria sabido.

— Mas eu saberia, Titus. E tinha de descobrir o que você pensava.

— Acho que tudo isso foi uma agonia para todos. Agora faça o que puder para remediar a situação e depois não pense mais assunto. Afaste de sua mente, do coração, da consciência. Está acabado. E nós dois temos uma vida nova para começar. Temos o direito a essa vida. Você pagou caro por tudo o que fez. Não tem de punir a si mesma por coisa alguma. Vamos casar e ir embora, viver a nossa vida. Deixemos que elas cuidarem de suas próprias vidas.

— Será que tenho realmente o direito a isso?

Indra parecia mais jovem outra vez quando Titus contemplou-lhe o rosto.

— Tem, meu amor, claro que tem. — E no instante seguinte ele a beijou, gentilmente a princípio, depois com desejo. Ao diabo Lexa, a moça e tudo o mais. Ele queria Indra com tudo o que ela tinha de bom e de ruim, com seu gênio e seu excessos. — E agora você vai se esquecer de tudo e tratar de dormir. Amanhã, vamos sentar e planejar o casamento. Comece a pensar em coisas mais sensatas, como o tipo de vestido que vai encomendar e quem vai providenciar as flores. Entendido? Indra o olhou nos olhos e riu.

— Titus Callaway, eu o amo.

— O que é ótimo. Mesmo que não me amasse, eu me casaria com você de qualquer maneira. Nada me deteria agora. Entendido?

— Sim, senhor.

Estavam se olhando radiantes, quando a enfermeira meteu a cabeça pela porta. Era uma hora da madrugada. E com instruções especiais do médico ou não, ele tinha que ir embora. Titus assentiu para indicar que compreendia deu um beijo de leve em Indra, e com um sorriso que nada poderia ofuscar, deixando o quarto relutantemente. Deitada na cama,

Indra sentiu um enormemente alivio. Ele a amava de qualquer maneira. E devolveu um pouco de fé em si mesma.

Olhando para o relógio, Indra decidiu telefonar para Lexa. Talvez pudesse fazer imediatamente alguma coisa para remediar a situação. Ao inferno com a diferença de horário. Não tinha um momento a desperdiçar. Nenhuma delas tinha. Ela pegou o telefone no quarto às escuras e discou para o apartamento de Lexa em Nova York. O telefone tocou quatro vezes antes que Lexa atender, sonolenta:

— Alô?

— Sou eu, querida

— Mamãe? Você está bem?

Lexa acendeu rapidamente a luz e fez um esforço para ficar inteiramente desperta.

— Estou ótima. E tenho uma coisa para lhe dizer.

— Já sei. Titus me falou.

Lexa bocejou e sorriu ao telefone, depois olhou para o relógio. Puxa!

Eram cinco horas da manhã em Nova York. Duas horas da madrugada em São Francisco. Que diabo Indra estava fazendo acordada e onde se meteu a enfermeira dela?

— Você aceitou?

— Claro. As duas propostas. Vou até me aposentar. Isto é, mais ou menos. Lexa não pôde deixar de rir ao ouvir as últimas palavras. Era típico de Indra. Titus ia ter o maior trabalho para contê-la. Mas ela se sentia satisfeita pelos dois.

— Mas estou telefonando por outro motivo.

Indra parecia novamente firme e profissional. Lexa soltou um resmungo. Já conhecia aquele tom.

— Não me venha tratar de negócios a essa hora! Por favor!

— Não diga bobagem. Isso não é hora para tratar de negócio. Queria dizer-lhe que me encontrei com a jovem.

— Que jovem?

A mente de Lexa estava em branco. Fora um dia extremamente difícil. Três reuniões, cinco encontros e a notícia de que a mãe sofrera outro ataque, sozinha em São Francisco.

— A fotógrafa, Lexa. Acorde.

— Ah, sim... E daí?

— Nós a queremos.

— Queremos?

— Absolutamente. Não posso insistir agora, porque Titus ficaria uma fera comigo. Mas você pode.

— Deve estar brincando. Tenho muito o que fazer aqui em Nova York. Anya pode cuidar do problema.

— Ela já a repeliu, Lexa. E é uma jovem de classe, inteligência e caráter. Não vai querer tratar com subalternos.

— Pois ela está-me parecendo insuportável.

— Era a mesma impressão que eu tinha. Preste atenção, Lexa, não importa o que tenha de fazer, quero que a contrate de qualquer maneira. A elogie, conquiste-a, pegue um avião o venha até aqui, convide-a para jantar. Seja o mais encantador que puder. Ela vale a pena.

Quero o seu melhor. Faça isso por mim.

Indra estava engabelando a filha suavemente, o que era uma novidade. Ela sorriu para si mesma.

— Ficou doida, mamãe, e não tenho tempo a perder com essas coisas. — Lexa estava deitada na cama, sorrindo. Não havia a menor dúvida de que a mãe tinha perdido o juízo. —Por que não o faz pessoalmente, mamãe?

— Não posso. E se você não fizer, vou voltar ao escritório em tempo integral e vai ver só o que acontece.

Ela parecia estar falando sério e Lexa teve de rir.

— Está bem, mamãe. Farei o que está-me pedindo.

— Vou cobrar essa promessa.

— Juro que farei. Está satisfeita agora? Posso voltar a dormir?

— Pode. Mas quero que comece a trabalhar nisso imediatamente.

— Como é mesmo o nome dela?

— Eliza Taylor.

— Está certo. Cuidarei disso amanhã.

— Ótimo, querida. E... obrigada.

— Boa noite, sua coruja doida. E por falar nisso, parabéns. Posso levar a noiva ao altar?

— Claro que pode. Eu jamais aceitaria outra pessoa. Boa noite, querida.

Elas desligaram, em São Francisco, Indra Woods finalmente estava em paz. Talvez não funcionasse. Talvez fosse tarde demais. Os dois anos haviam cobrado um pesado valor a elas. Mas era tudo o que ela podia fazer agora. Não, isso não era verdade. Ela poderia ter contado a verdade a Lexa. Mas com um pequeno suspiro, antes de cair no sono. Indra admitiu para si mesma que ainda não estava preparada para assumir a santidade. Iria ajudá-las um pouco. Mas não iria além disso. Não contaria a Lexa o que fez. Ela provavelmente acabaria descobrindo, mas talvez, a esta altura, já houvesse felicidade suficiente para amortecer o golpe, e ela não perder o amor da única filha pra sempre.


Notas Finais


Então meu povo.
estava num dilema dês de sábado com esse capitulo, ele teve varias versões mostrei a uma pessoa totalmente imparcial que não conhece fic nem Clexa e ela me deu uma outra visão. Por mais vaca que Indra tenha sido ela é mãe, e achou que estava fazendo o bem pra filha. Esta praticamente no DNA do filho perdoar a mãe Indra mesmo se absteve da vida em favor da Lexa e da empresa visando o futuro da filha, em razão disso eu mudei o destino dela. Tenho certeza que não vai agradar a todas mas nem Jesus agradou né non!

Bj vou ter minar o próximo e já posto!!


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