História Você Promete - Clexa - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Clarke, Clexa, Eliza, Griffin, Hot, Lésbica, Lexa, Sexo, Taylor, The100, Woods
Visualizações 375
Palavras 1.798
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello my loves... quem é vivo sempre aoarece

Good reading

Capítulo 30 - Capítulo 29


Fanfic / Fanfiction Você Promete - Clexa - Capítulo 30 - Capítulo 29

Eliza tinha acabado de chegar à praia e estava armando o tripé quando avistou o vulto se aproximar. A atitude determinada da mulher deixou-a perplexa, até que descobriu quem era. Lexa. Ela desceu à praia e subiu a pequena duna, parando diante dela e bloqueando a vista.

— Tenho uma coisa para lhe dizer.

— Não quero ouvir.

— O problema é seu, pois vou dizer de qualquer maneira. Não tem o direito de se intrometer em minha vida particular e dizer-me que espécie de ser humano sou. Nem mesmo me conhece.

As palavras de Eliza haviam a atormentado durante a noite inteira. E ela descobriu, através da galeria, onde podia encontrá-la. Nem mesmo tinha certeza do por que foi até ali, mas sabia que precisava fazê-lo.

— Que direito tem de fazer qualquer julgamento a meu respeito?

— Absolutamente nenhum. Mas não gosto do que vejo.

Eliza parecia fria e distante, enquanto trocava a lente da câmara.

— E o que exatamente vê?

— Uma casca vazia. Uma mulher que não se importa com coisa alguma, a não ser com o seu trabalho. Uma mulher que não se importa com ninguém, não ama nada, não dá nada, não é nada.

— O que você sabe sobre o que sou, sobre o que faço, como me sinto? O que a faz pensar que é toda-poderosa para saber de tudo? — Eliza a contornou e focalizou a câmara na duna seguinte. — Faça o favor de me escutar!

Lexa estendeu a mão para a câmara e ela a empurrou, virando-se para a morena, dominada por uma fúria intensa.

— Por que não sai de minha vida?

Como fez nos últimos dois anos, desgraçada! Pensou mas não falou.

— Não estou em sua vida! Estou apenas tentando comprar alguns trabalhos seu. É tudo o que quero! Não quero os seus julgamentos sobre a minha personalidade, minha vida ou qualquer outra coisa! Quero apenas comprar algumas de suas malditas fotografias!

Lexa estava quase tremendo, de tão furiosa. Mas Eliza simplesmente passou por ela, e foi até o portfólio que estava sobre uma manta na areia. Abri consultou uma ficha e depois pegou um cartão de memória, e jogou no peito de Lexa.

— Aqui está. É seu. Faça o que bem quiser com essas fotos. E agora me deixe em paz.

Sem dizer mais nada, Lexa virou bruscamente e voltou para o carro estacionado à beira da estrada.

Eliza não virou a cabeça para a olhar, concentrando-se em seu trabalho. Ficou na praia até  não haver mais claridade suficiente para continuar a trabalhar. Voltou para o seu apartamento, preparou alguns ovos mexidos, esquentou um café e comeu. Depois, foi para o laboratório. Foi deitar às duas horas da madrugada e não atendeu quando o telefone tocou. Mesmo que fosse Niylah, ela não se importava. Não queria falar com ninguém. E ia voltar para a praia às nove horas daquela manhã. Ligou o despertador para oito horas e adormeceu no instante seguinte. Libertara-se de alguma coisa lá na praia. E tinha de ser franca consigo mesma: mesmo que a odiasse, pelo menos a viu. De uma estranha maneira, isso era um alívio.

Na manhã seguinte, ela tomou um banho e vestiu-se em menos de meia hora. Estava usando roupas de trabalho surradas. Tomou um café enquanto lia o jornal. Deixou o apartamento na hora que havia prevista, alguns minutos antes das nove horas. Já estava pensando no trabalho ao descer apressadamente a escada, acompanhada por Lucky. Foi somente quando chegou lá embaixo que levantou os olhos e soltou uma exclamação de surpresa. No outro lado da rua havia um enorme cartaz, montado num caminhão, dirigido por Lexa Woods. Ela estava sorrindo ao observá-la. Eliza sentou-se no último degrau e começou a rir. Lexa era mesmo doida. Pegou a fotografia que ela lhe deu, mandou ampliar e montou no caminhão, depois a levou até a porta dela. Ela estava sorrindo ao sair do caminhão e se aproximar de Eliza, E ela ainda estava rindo quando Lexa se sentou no degrau a seu lado.

— Está gostando?

— Acho que você é doida.

— É possível. Mas não ficou bom? Pense só como os seus outros trabalhos vão ficar, ampliados e montados nos prédios do centro médico. Não seria sensacional?

Lexa é que era sensacional, mas Eliza não podia dizer isso.

— Vamos tomar um café e aproveitaremos para conversar.

Naquela manhã, Lexa não estava disposta a receber um não como resposta. Ela adiara todas as reuniões, reservando a manhã inteira para Eliza Taylor. E a loira achou a determinação dela comovente ao mesmo tempo que divertida.

— Eu deveria dizer não. Mas não vou dizer isso.

— Assim é melhor. Posso te dar uma carona?

— Naquilo?

Eliza apontou para o caminhão e começou a rir novamente.

— Claro. Por que não?

E assim as duas entraram na cabina do caminhão e seguiram para o Cais dos Pescadores, a fim de tomarem o café da manhã. Os caminhões eram uma paisagem familiar ali e ninguém ia se impressionar com uma fotografia daquele tamanho.

Surpreendentemente, o café da manhã transcorreu de modo agradável. Ambas suspenderam a guerra, pelo medos até que o cafezinho final foi servido.

— E então, consegui persuadi-la?

Lexa parecia muito segura de si mesma, enquanto a contemplava, sorridente, por cima da xícara.

— Não. Mas reconheço que foi um momento dos mais agradáveis.

— Imagino que eu deveria sentir-me grata por esses pequenos favores, mas não é o meu estilo.

— E qual é o seu estilo? Pode dizer, em suas próprias palavras.

— Está querendo dizer que me dá uma chance de explicar, ao invés de ficar dizendo o que sou?

Lexa falava em tom divertido, mas havia uma ponta de amargura em sua voz. Ela chegara perto demais do problema com alguns dos seus comentários no dia anterior.

— Está certo, vou te dizer. Sob certos aspectos, você tem razão. Vivo para o meu trabalho.

— Por quê? Não tem mais nada em sua vida?

— Não. A maioria das pessoas bem sucedidas provavelmente não tem. Não há lugar para isso.

— O que é uma estupidez. Não precisa trocar a sua vida pelo sucesso. Algumas pessoas têm as duas coisas.

— Você tem? .

— Não inteiramente. Mas talvez algum dia eu possa ter. De qualquer forma, sei que é possível.

— Talvez seja. E talvez meu estímulo já não seja o que era antes.

Os olhos de Eliza se abrandaram quando ela ouviu tais palavras.

— Minha vida mudou consideravelmente nos últimos anos. Não realizei nenhuma das coisas que planejei. Mas... tive algumas boas compensações.

Como me tornar a presidente da Woods, só que Lexa ficou constrangida de dizer.

— Entendo. Presumo que não é casada.

— Não, não sou. Não tenho tempo. Nem interesse.

Essa era ótima! Portanto, no final das contas, provavelmente havia sido melhor que não tivessem mesmo casado.

— Dá a impressão de que nada a atrai.

— No momento, é isso mesmo o que acontece. E você?'

— Também não sou casada.

— Quer saber de uma coisa? Apesar de toda a sua condenação ao meu modo de vida, não é tão diferente assim. Está tão' obcecada por seu trabalho quanto estou pelo meu, igualmente solitária, igualmente encerrada em seu pequeno mundo. Então por que é tão exigente comigo? Isso não é justo.

A voz de Lexa era gentil, mas tinha um tom de censura

— Desculpe. Talvez você esteja certa.

Era muito difícil discutir aquele problema. E depois, enquanto Eliza pensava no que ela acabara de dizer, sentiu a mão de Lexa na sua. Foi como uma faca a penetrar em seu coração. Ela puxou a mão, com uma expressão angustiada nos olhos. Lexa parecia novamente infeliz.

— Você é uma mulher muito difícil de compreender

— Creio que tem razão. Há muita coisa que seria impossível explicar.

— Deve tentar algum dia. Não sou o monstro que parece imaginar.

— Tenho certeza de que não é.

Ao olha-la, tudo o que Eliza queria era chorar. Era como dizer adeus para Lexa. Era saber, novamente, o que ela nunca poderia ter. Mas talvez ela compreendesse melhor agora. Talvez finalmente fosse capaz de largá-la. Com um pequeno suspiro. Eliza olhou para o relógio.

— Tenho de ir trabalhar agora.

— Cheguei por acaso mais perto de um sim como resposta à nossa proposta?

— Infelizmente, não.

Lexa detestava ter de admitir mais seria forçada a desistir. Sabia agora que ela jamais mudaria de ideia. Todos os seus esforços haviam sido em vão...

Ela era uma mulher obstinada. Mas gostava dela. E estava surpresa ao descobrir o quanto, no momento em que ela baixava a guarda. Havia nela uma suavidade e uma ternura que a atraíam intensamente, como há anos não se sentia atraída por ninguém.

— Acha que eu poderia convencê-la a jantar comigo esta noite, Eliza? Não poderia ser uma espécie de prêmio de consolação, já que não consegui o que queria?

Eliza riu baixinho ao ver a cara dela e acariciou a sua mão.

— Bem que eu gostaria, mas neste momento não será possível. Infelizmente, terei de viajar.

Oh, diabo! pensou Lexa. Estava realmente perdendo a luta, um round depois do outro.

— Para onde vai?

— Vou voltar ao leste. Para cuidar de alguns problemas pessoais. Eliza tomou a decisão na última meia hora. Mas sabia agora o que precisava fazer. Não era uma questão de enterrar o passado, mas sim de desenterrá-lo. E ela tinha certeza agora. Tinha de se curar do passado.

— Telefonarei para você da próxima vez que vier a São Francisco. Espero ter melhor sorte.

Talvez. E talvez também, a esta altura, eu já seja a Sra. Niylah Cooper. Talvez eu já esteja curada. E não terá mais qualquer importância. Absolutamente nenhuma.

Voltaram em silêncio ao caminhão e Lexa a deixou no prédio em que ela morava. Eliza quase não falou ao se despedir. Agradeceu pelo café da manhã, sacudiu lentamente a cabeça e subiu para seu apartamento. Lexa perdeu. E observando ela se afastar, sentiu uma imensa tristeza. Era como se tivesse perdido algo muito especial. Não sabia muito bem o quê. Um negócio, uma mulher, uma amiga? Alguma coisa. Pela primeira vez em muito tempo, ela se sentiu insuportavelmente só. Dando a partida no caminhão, voltou para o hotel.

Assim que entrou no apartamento, Eliza ligou para Niylah.

— Esta noite? Ora, querida, tenho uma reunião.

Ela parecia desconcertada e estava com pressa, atendendo ao telefone entre duas reuniões.

— Então venha depois da reunião é importante. Vou viajar amanhã.

— Para onde? Por quanto tempo!

Niylah estava agora preocupada.

— Te explico quando chegar aqui. Esta noite?

— Está bem, está bem. Por volta das onze horas. Mas isso é realmente absurdo, Eliza. Será que não pode esperar?

— Não.

Esperara por dois anos e ela foi doida em deixar assim por todo esse tempo.

— Está certo. Eu vou te ver esta noite.

Niylah desligou apressadamente. Eliza telefonou para uma companhia aérea, a fim de reservar a passagem, depois foi ao veterinário para acertar a estada de Lucky.

 

 


Notas Finais


falta poucooo]
Quero saber a opinião de todas!
Bj


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