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História Você, que me faz ficar - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oioi. Foi uma ideia bobinha que me surgiu, e eu decidi escrever.

Todos as partes que estiverem em itálico, são acontecimentos antigos. A conversa de Jason e Nico eu tirei oficialmente dos livros (A Casa de Hades). Só a última frase que eu adicionei.

Capítulo 1 - Único - me leve para casa



Nico chutou uma latinha na rua. As mãos sempre dentro dos bolsos da jaqueta, que também usava demais. Sentia frio por estar tão sozinho em uma sexta-feira a noite. Não, fantasmas não contavam como nenhum tipo de companhia. 

Sentou-se no banco na praça. Suspirou, olhando para os tênis. Às vezes ser um filho de Hades era duro e difícil. Doía, mas ele jamais deixaria transparecer. O fardo era pesado, mas era um sacrifício do qual estava disposto a fazer. 

Sentia falta de Bianca e da mãe. Se odiava tanto por amar uma pessoa que nunca teria. Ele era a pessoa que mais se odiava.

— Pai — murmurou, baixinho. O coração doendo. Levantaria os olhos para o céu, mas o submundo ficava debaixo de tudo aquilo. — Me diga o que fazer. Me leve para algum lugar.

Era um pedido egoísta. Talvez, até maior do que Hades um dia pudesse cumprir. 


— Ninguém vai julgá-lo. 

A boca de Nico se contorceu em um sorriso de escárnio.

— Sério? Seria uma novidade. Sou o filho de Hades, Jason. Pela forma como as pessoas me tratam, parece que ando por aí coberto de sangue ou água de esgoto. Não pertenço a lugar nenhum. Nem mesmo sou deste século. Mas parece que isso não é o suficiente para me excluir.

Não, ele não choraria ali. Era humilhação demais para apenas uma pessoa.


Seus joelhos cederam. Os olhos encheram de lágrimas. Nico sentiu o corpo começar a latejar de dor, mas não se importou. Gaia finalmente tinha sido derrotada. Finalmente aquela coisa tinha voltado para onde quer que tivesse vindo.

Will Solace o olhava, com um pequeno sorriso de canto. Tudo estava uma bagunça, mas era uma da qual eles se orgulhavam. Nico sentiu muita raiva de Will ao longo de toda aquela jornada, mas de repente ele não parecia sentir mais. Não quando tinha Will sorrindo e lhe estendendo a mão. 

— Você está bem? 

— Eu… — engoliu a seco. Franziu os lábios, contendo um choro amargo de felicidade. — Will…

— Machucou algum lugar? — agora não era mais olhos brilhosos e felizes. Aquele olhar azul tinha preocupação.

Will sempre se importou comigo, pensou Nico. Ele sempre me fez ver minha limitações, mas não como algum fracassado. 

Com o coração batendo nos ouvidos, Nico segurou a mão de Will. Algumas lágrimas teimosas desceram, e ele não se importou. Will Solace não ligava nenhum pouco, e não achava que chorar era sinônimo de fraqueza. Nico era bem mais forte do que realmente achava.

— Vamos para casa, Nico.


Nico di Angelo sentiu o cheiro gostoso dos morangos. O carinho em seus cabelos o fazia querer dormir, porque Will era muito bom com os dedos.

Quer dizer, em todos os sentidos possíveis sim, mas Nico preferia não comentar. O que tinha de habilidoso, seu namorado também tinha de vaidoso. 

Enfiou a perna esquerda entre as de Will, se acomodando mais em seu peito. O filho de Apolo não reclamou ou sequer resmungou, ainda continuando com as carícias no cabelos negros de Nico. O vento soprava por eles, que estavam deitados na grama dos campos de morangos. Tudo estava tão calmo e bonito. Nico pensava que era uma piada dos deuses para com ele, porque sua vida nunca esteve tão sutil e leve. 

Ou será que era o efeito de namorar um filho de Apolo? Ah, Nico não era capaz de colocar Will Solace em palavras. Will era sinônimo de todas as palavras boas do mundo. Era bom, era justo e gentil. Era o motivo pelo qual Nico sentiu vontade de ficar. 

"— Sim, se esconder. Você fugiu dos dois acampamentos. Está com tanto medo de ser rejeitado que nem mesmo tenta. Talvez seja a hora de parar de se esconder nas sombras."

Pensou em sua conversa com Jason. Pensou em todas as vezes que não se sentiu merecedor de nada. Nunca ficou no acampamento, porque não tinha um motivo para aquilo. Aquele lugar não tinha cheiro de lar, e muito menos o aconchego de um também. 

Onde não era bem-vindo, não queria estar. Nico por muito tempo pensou que vagaria pelo mundo sem um rumo até morrer. Só havia uma pessoa mortal no mundo todo que ele amava, mas era impossível demais.

Nico já tinha perdido quem mais amava muitas vezes. Já tinha sido sequestrado, virado um pé de milho, quase se perdido nas sombras e quase morto várias vezes. Ele já tinha visto o Tártaro. Já tinha sido forçado a sair do armário, escondeu o que era por muitos anos. Eram feridas das quais ainda pesavam, mas o fardo parecia menor agora que tinha pessoas maravilhosas ao seu lado.

Will puxou fundo o ar. A cabeça de Nico subiu e desceu devagar, e seus olhos se fecharam. Estava amando aquele garoto tanto quanto amava McDonald's. 

E olha que ele amava muito McDonald's.

— Will. — chamou. 

— Sim? 

— Dessa vez, eu estou em casa.

Nico não viu, mas sentiu que Will estaria sorrindo. Aquele era o lar que Nico pertencia, e um do qual ele nunca deixaria. 


Notas Finais


Juro que ficou melhor na minha cabeça.

Eu só queria mostrar um pouco do que o Nico sente. Ele sempre sofreu demais, e meu coração fica muito quentinho quando eu lembro que na verdade agora ele é muito feliz com o Will. Eu amo eles demais, e Nico mais do que ninguém merece ser feliz.

Qualquer coisa, gritem. Tô sempre por aqui.

Um beijão~


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