História Voltando a Viver - Capítulo 20


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Categorias Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren G!p, Fifth Harmony, Lauren G!p
Visualizações 226
Palavras 2.609
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HALLO!!!

Viu? Tio Pug falou que voltava e eu voltei! <3


Desfrutem!

Capítulo 20 - O dia que finalmente falei


POV Lauren


 

-É a mesma pessoa? - Minha mãe pergunta e eu aceno.

 

-Tá dizendo que sabe que fui eu que tentei ligar. Mas como? Ela teria que ter o seu número pra saber que sou eu. Ou seja, é alguém que você também conhece!

 

-Pode ser. Você vai responder? - Fico olhando para ela, sem saber o que dizer. - Posso dar um conselho? - Assinto e ela continua. - Lauren, não importa quem manda essas mensagens, você tem outro assunto para resolver agora: Camila. Você precisa conversar com ela, nem que seja pra encerrar isso. Essas mensagens podem esperar! Agora vamos comer algo, já tive muita preocupação com sua saúde ultimamente, não quero mais uma.

 

Sai do meu quarto em seguida, me deixando com a cabeça rodando. O que raios eu devo fazer? Não é como se eu pudesse chegar nela e dizer: “Me tira uma dúvida: você fugiu de mim por eu ter um pênis?”

 

Deixo meu celular em cima da cama e vou para a cozinha, tomar minha caneca de café matinal e vejo que minha mãe fez pão recheado, me sirvo de um pedaço e fico no balcão da cozinha.

 

Como lentamente, pensando em que raios vou fazer com Camila. Pensamentos entre “deixar para lá e esquecer” e “ir atrás e tentar conquistar ela” estão me deixando louca. Sério!

 

Termino de comer e vou para meu quarto, me jogando na minha amada cama. Pego o celular e, por incrível que pareça, não tem nenhuma mensagem. Não sei se agradeço ou se fico magoada com o sumiço da pessoa.

 

Fico relendo várias vezes todas mensagens, até decorar cada linha. Ao mesmo tempo, minha cabeça vai atrás de certa latina que não me deixa em paz. Ela e a irmã parecem tão legais, será que ela fugiria de mim por causa dele? Se não é isso, qual outra razão? Ela pode não gostar de garotas, Lauren! Mas então agiu daquela forma quando eu estava mal apenas por educação? Não tem sentido!

 

As horas passam voando e, quando olho a hora, vejo que ela já deve estar chegando em casa. Movida por uma coragem que não sei de onde saiu, me levanto, visto aquela merda de compressor, coloco uma saia soltinha e uma camiseta escura, visto meus coturnos e desço as escadas.

 

-Mãe? Me empresta a chave do carro? - Ela olha para mim com a sobrancelha arqueada e eu apenas dou de ombros. Ela apenas aponta para o aparador, onde a chave estava. - Obrigada.

 

Acelero os passos com pressa, preciso ir lá antes que eu perca a coragem. Eu só não sei uma coisa: O que fazer quando chegar lá. Mas isso é o de menos… Né? Bom, isso vai ter que bastar!

 

Entro no carro e lembro que eu simplesmente não sei o endereço dela. Pego meu celular e ligo para o meu irmão que estranha minha pergunta, mas diz o endereço. Com o coração acelerado e as mãos suando frio, dirijo pelas ruas até a casa que não é muito longe da minha, mas que parece ser em outro país.

 

Paro o carro na frente daquela casa e vejo um carro parado na garagem. Saio do carro, sentindo um impulso de voltar para o banco e dirigir até minha casa e me esconder  sob as cobertas.

 

Para, Lauren. Deixa de ser frouxa! Vai até lá e toca a campainha!

 

Tremendo inteira feito gelatina, aperto aquele botão e, quase no mesmo segundo, meu celular apita.

 

~Pessoa Irritante: Sabia q é falta d educação n responder uma pergunta?

 

Bufo irritada e arrisco uma ligação do meu celular mesmo, já que paciência é algo que está realmente em falta no meu estoque. Mas a porta é aberta e vejo Camila e, por um instante me perco nos seus olhos castanhos, mas logo saio do transe, quando ouço um toque de celular e vejo o aparelho na mão de Camila. Com meu nome. E eu estou ligando para a pessoa das mensagens. Olho para minha mão para confirmar o número e volto a olhar a mão de Camila que está travada e com um olhar assustado. É ela. Ela mandou as mensagens!

 

CA

 

RA

 

LHO!!!

 

-Camila?!?!

 

-La… Lauren? O que… Você veio aqui atrás do seu irmão? Ele... Ele saiu com Sofi.

 

-Dá pra parar com essa merda de falatório? Quero dormir, sua vadia! Fecha a porra da boca! - Vejo ela diminuir sob meu olhar por causa das palavras que ouvimos, ainda assim, vejo seu olhar queimar de raiva. Mas ela apenas dá um passo para fora e fecha a porta atrás dela.

 

-Você tá bem? - Pergunto vendo que ela começa a tremer um pouco. E ela apenas dá um sorriso fechado de concordância. - Eu… Eu não vim atrás do Chris. Eu quero falar com você. Pode ser? - Digo insegura, engolindo o nó de nervoso que se forma em minha garganta.

 

-Comigo?

 

A porta atrás dela é aberta repentinamente, assustando a mim e à Camila. Logo vejo mãos envolvendo seus braços e a forçando para dentro de casa.

 

-Você entra! Você tá de castigo! - A mulher com cheiro de álcool fala. Mas Camila só solta um sorriso debochado, enquanto puxa seus braços com força, fazendo com que a mulher perca o equilíbrio e precise se apoiar na porta.

 

-Eu já mandei você não encostar em mim, sua inútil. - Camila diz indo em direção à mulher que se encolhe junto à porta. Aponta o dedo na cara da mulher que arregala os olhos. - Dá próxima vez que tocar em mim, eu quebro a porra da sua mão em pedaços!

 

-Camila, vem, vamos sair daqui! - Chamo com medo de ela realmente machucar a mulher.

 

Ela me olha sem jeito, como se, de repente, tivesse percebido o que fez. Eu apenas estico minha mão para ela, em um convite mudo.

 

-Eu não aconselho andar no carro com essa daí não. - Ao ouvir aquilo, vejo a culpa penetrar nos olhos de Camila e a raiva subir dentro de mim.

 

-Eu não pedi sua opinião. Pode ficar com ela!. - Seguro o braço de Camila fracamente, apenas para incentivá-la a vir comigo. Ela sem saber bem o que fazer começa a vir comigo, mas, novamente, mãos quase que cadavéricas seguram o braço livre de Camila. Dou um passo à frente, me colocando entre a mulher e Camila, afastando a mão dos braços da latina. - Acho que ela já deixou bem claro que não quer suas mãos podres nela. Passar bem!

 

Ainda com meu corpo entre as duas, levo Camila para o carro, colocando ela no banco do passageiro. Corro para o outro lado e entro do lado do motorista e arranco com o carro, deixando aquela mulher na porta de casa.

 

Como eu não conheço nenhum lugar da cidade, sigo apenas em direção à minha casa. Meu corpo inteiro dividido entre proteger a latina ao meu lado e socar aquela velha maldita que faz a vida de Camila um inferno.

 

Seguimos em silêncio durante o caminho e, durante todo o tempo, a vejo abraçada em seu corpo. Toda vez que a olho, vejo que ela respira fundo, tentando controlar a respiração e isso me preocupa.

 

Logo encosto o carro na garagem e dou a volta para abrir a porta para Camila, que dá um sorriso fechado de agradecimento, mesmo seu peito subindo e descendo com intensidade. Coloco minha mão sobre seu braço e a guio para dentro de casa, encontrando minha mãe na sala, que se assusta com a presença da latina.

 

-Meu deus, está tudo bem? - Diz ela se aproximando e vendo que não, a latina não está bem.

 

-Mãe, eu vou conversar com a Camila lá em cima, a senhora pode fazer um chá, por favor? - Digo lhe lançando um olhar de “agora não é hora para perguntas” e ela entende o recado e apenas assente, dizendo para a latina se sentir em casa.

 

Levo Camila para meu quarto, deixando ela sentada na cama e puxo uma cadeira para ficar de frente para ela.

 

-Camila, sinto muito, se…

 

-Não, Lauren. Não se preocupa. - Ela me interrompe. - Sério, está tudo bem. Já estou acostumada.

 

-Mas…

 

-Lauren, agradeço sua ajuda, mas realmente não preciso que sinta pena de mim.

 

-Você pode deixar eu terminar de falar? - Ela suspira e assente a contragosto. - Ótimo. Obrigada. E não, Camila, eu não tenho pena de você. Eu me preocupo e quero seu bem, mesmo que você não acredite.

 

Ela me encara e eu devolvo o olhar, ficando nessa conversa silenciosa onde tudo era dito e nada era entendido.

 

-Licença. - Ouço a voz de minha mãe na porta e Camila quebra nosso olhar. - Espero que goste de chá de camomila. - Diz com um sorriso doce. - Vou estar lá na sala, se precisar de algo, pode me chamar.

 

-Obrigada, Dona Clara. Não se preocupa. - Diz tentando dar um sorriso amigável.

 

Minha mãe se retira e deixa a porta encostada, nos dando privacidade. Vejo Camila beber o chá lentamente e deixo que ela tenha seu momento para se acalmar, mas logo ela arregala os olhos.

 

-Preciso ir para casa. Dinah vai lá. - Aquela girafa aproveitadora.

 

-Camila, desculpa, não vou deixar você ir para aquela casa sem a Sofia. - Ela ia protestar, mas eu ergo um dedo, pedindo um minuto para ela. Pego meu celular e disco o número de Chris. Tudo sob o olhar atento de Camila.

 

-Alô, Laur? - Ouço a voz grossa de Chris.

 

- Oi, sou eu. Você ainda tá com Sofia? - Camila me olha interrogativamente ao ouvir o nome de sua irmã.

 

-Tô, sim. Qual o motivo da pergunta?

 

-Hm… Deixa eu falar com ela, por favor.

 

No segundo seguinte, ouço a voz de Chris dizendo que eu queria conversar com ela e, então, ouço a voz dela.

 

-Hum… Lauren?

 

-Oi. Sou eu. Desculpa atrapalhar o encontro de vocês, mas preciso de um favor.

 

-Ok? - Diz em tom de pergunta. - Que tipo de favor?

 

-Vou dar uma resumida: Basicamente eu fui até sua casa falar com Camila e, quando cheguei lá, sua mãe falou algumas coisas não muito legais, então tirei sua irmã de lá e, sem saber para onde ir, acabei vindo aqui para casa. Acontece que Camila se lembrou agora que uma tal de Dinah ia na casa de vocês e ela não tem como falar com ela, pois ela tá sem celular. Você consegue falar com ela e dizer que Camila não vai estar em casa?

 

-Tá bom. Eu falo. Mas a Cami tá bem? Eu vou pedir pro Chris me levar…

 

-Calma, Sofia. Ela tá bem. Ficou um pouco nervosa, mas tá um pouco mais calma.

 

-Mas…

 

-Aproveita seu encontro. Se eu ver que ela está piorando, eu prometo que te aviso, mas ela tá bem agora! Pode ficar tranquila. E minha mãe também tá em casa. Sua irmã vai ser bem cuidada.

 

-Mas é pra ligar, Lauren. Por favor.

 

-Pode deixar, cunhadinha. Beijos.

 

Logo desligo o celular e olho para a latina que está claramente com a respiração mais estabilizada e segurando a caneca vazia. Estico minha mão e ela me entrega a caneca, que deixo sobre o criado-mudo. Eu me ajeito na cadeira e respiro fundo.

 

-Eu, sinceramente, não sei bem o que me levou até sua casa. Eu fui lá com algumas perguntas e voltei para casa com várias mais. - Começo sem jeito, mexendo minhas mãos. - Eu tenho tanta coisa pra falar e agora tudo meio que deu um nó na minha cabeça e nem sei como começar. - Dou um sorriso meio sem graça. - Vou ser meio direta, então me desculpa se soar um pouco direta demais, mas eu realmente não sei como falar de um modo mais suave. E eu peço para você me deixar terminar, mesmo que eu me arrependa depois. - Ela me olha com um ar meio divertido por ter percebido que eu começo a divagar quando fico nervosa. - Desculpa, eu sempre falo demais quando fico nervosa. - Me levanto e começo a andar de um lado para o outro, sob o olhar de Camila. - Bom, desde que eu te vi pelo primeira vez, você mexeu com minha cabeça e isso me deixou uma confusão ambulante, pois eu nunca fiquei assim. E eu decidi me afastar de você, pois uma garota como você jamais olharia para uma ab… Uma garota como eu. - Solto um suspiro. - Aí, você apareceu naquele jantar aqui em casa e, cada vez que eu olhava para você, eu suava frio e tinha uma vontade sem tamanho de te tirar de perto de todo mundo e ter toda sua atenção só pra mim. Mas, aí, eu lembrei que você nunca olharia pra mim com os mesmos olhos e aquilo, por ser tão novo, forte e surreal, me deixou muito mal. Mal ao ponto de eu ter que ir correndo pro banheiro pra vomitar. Quando eu abri meus olhos e vi você tão perto de mim, eu entrei em colapso e não sabia se tinha que dizer ou fazer algo, então fiquei feito marionete, sendo mexida de um lado pro outro. Quando sentei no seu colo no carro, eu nunca me senti tão calma, mesmo minha cabeça estando uma zona, tudo sumiu e eu não queria que você se afastasse. - Solto outro suspiro. - Mas me levaram para dentro pra fazer aqueles exames e eu só queria voltar pro seu colo. Quando entrei no carro e fui pro seu colo, todos meus músculos relaxaram e eu senti uma paz tão grande que acabei dormindo. Quando senti Chris me colocar na cama, abri os olhos, não te vi e entrei em desespero achando que você tinha fugido de mim, por isso me acalmei tão fácil quando você deitou comigo. - Sento na cadeira de novo e aperto minhas mãos, balançando minhas pernas freneticamente. - Depois disso, você sumiu. Eu fiquei contando os segundos pra te ver naquela merda de consulta e simplesmente travei quando te vi. Depois da consulta, eu tomei coragem e fui falar com você, mas você fugiu, me fazendo sentir todo aquele mesmo mal estar daquela noite, a diferença é que não consegui vomitar. Aí, do nada, começo a receber umas mensagens estranhas no meu celular e, quando chego na sua casa, descubro que você quem está mandando elas. E eu não sei o que pensar, Camz. Uma hora você foge de mim, na outra manda aquelas mensagens. Uma hora eu acho que você tem nojo de mim por eu ser uma porra de aberração, na outra você tá me chamando por apelidos e fazendo elogios. Mesmo que eu não soubesse que era você… - Fecho meus olhos e inspiro profundamente, soltando em seguida e abrindo os olhos, mas sem conseguir olhar para ela. - Eu… Eu nunca me senti assim com ninguém. Nunca me permiti, nunca me aproximei de ninguém, nunca tive amigos… Nada. Aí, você aparece do nada, bagunça toda minha cabeça, minha vida, me deixa com centenas de interrogações na cabeça e eu fico sem saber o que fazer. - Inspiro profundamente de novo e, dessa vez, consigo olhar em seus olhos, que estão molhados de lágrimas que correm livres pelo seu rosto. - Me diz o que fazer, Camz! Eu tô perdida. Eu preciso que você me diga o que fazer, preciso que me diga para eu me afastar e esquecer tudo ou me diga que você consegue ficar comigo e esperar que eu faça a merda da cirurgia. Mas você precisa me ajudar. Me ajuda. O que eu faço?

 


Notas Finais


Eita, será que Camren desenrola???

Façam suas apostas!

Já sabem como me fazer feliz: Favoritem, Comentem e Compartilhem!


Beijos, meuzamô!


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