História Voltando a Viver - Capítulo 51


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Categorias Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren G!p, Fifth Harmony, Lauren G!p
Visualizações 421
Palavras 1.910
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HALLO!!!

Tio Pug voltou pra vocês <3

Espero que gostem dessa capítulo, pois vai ser o único de hoje </3

Desfrutem!

Capítulo 51 - Entendendo Taylor


POV Lauren

 

-Calma, Lolo. Não tira nenhuma conclusão precipitada! - Olho pra ela incrédula.

 

-Precipitada? Eu achei o celular dela perto da merda de uma mancha de sangue e estou sendo precipitada?

 

-Sim, você não sabe o que aconteceu, vai ver ela só se cortou e acabou perdendo o celular, sei lá. - Respiro fundo pra não acabar soltando minha frustração em cima dela.

 

-Camz, eu sei que você está tentando ser otimista, mas não vai adiantar. Ela tá desaparecida e machucada. E a culpa é minha. - Seguro as lágrimas e engulo seco. - Mas, saber que a culpa é minha, não vai trazer minha irmã de volta.

 

Pego meu celular e ligo imediatamente para minha mãe, em seguida meu pai e, depois, para Chris. Informo a todos onde estou e eles dizem que já estão a caminho.

 

O primeiro a chegar é meu pai, aparentemente ele estava mais perto, mas, em seguida minha mãe chega. Menos de dois minutos, Chris aparece com Sofia.

 

Eu, que até então estava calada, ignorando as perguntas, por não querer ter que repetir a história, assim que Chris chega, respiro fundo.

 

-A Taylor esteve aqui! - Digo baixo, sentindo um nó na minha garganta me asfixiando.

 

-Que? - Chris é o primeiro.

 

-O que você tá falando, Lauren? - Meu pai é o segundo.

 

-Cadê ela? - Minha mãe diz, já deixando as lágrimas correrem.

 

-Eu… Eu não sei onde ela tá. Mas ela veio aqui. Achei o celular dela.

 

-Então ela está perto! - Chris diz animado e eu engasgo.

 

-Não é… - Não consigo terminar de falar e as lágrimas me atrapalham e calam.

 

-Não é só isso. - Ouço a voz da Camz. - Perto do celular, a gente achou uma mancha que… Parece sangue. - Ela diz baixo, mas todos conseguem entender cada palavra.

 

Minha mãe entra em um choro desesperado e me abraça com força. Nós duas nos agarramos com medo, raiva, dor. Tudo misturado e tudo doendo em cada fibra nossa.

 

-Temos que chamar a polícia. - Ouço a voz de meu pai depois de um tempo. Olho em sua direção e, apesar da sua voz calma, seus olhos exalam desespero.

 

Nós não dizemos nada. O único som é o das águas batendo nas pedras e do meu pai chamando a polícia. Instantes depois, a polícia chega e então, a perícia é acionada e o local isolado. Mesmo contra minha vontade, sou obrigada a entregar o celular para a polícia.

 

Vamos todos à delegacia, onde somos ouvidos e, como “descobridoras” do local, Camz e eu somos as primeiras a ser ouvidas.

 

Depois de explicar detalhes de tudo que aconteceu desde o sumiço da minha irmã, inclusive que mandei ela sumir da minha frente, os policiais me liberam e, sem termos mais o que fazer por ali, depois de todos sermos ouvidos, vamos para casa.

 

Angustiada por não poder fazer mais nada, ligo o computador e faço uma placa com a foto de Taylor, colocando todo o dinheiro que tenho guardado como recompensa. Imprimo centenas de cópias e, assim que termino, desço as escadas, encontrando todos na sala em silêncio.

 

-Vou sair pra pendurar esses cartazes. - Digo baixo.

 

-Eu também vou! - Chris diz.

 

Logo todos estão com um bocado de folhas e cada um segue para uma direção, até os casais se separaram para cobrirmos uma parte maior. Sigo deixando as folhas impressas em lojas, postes, academias.

 

Não sei por quantas ruas andei ou quantas vezes perguntei se alguém tinha visto minha irmã, mas volto para casa com a lua alta no céu e sem qualquer informação sobre Taylor. Minha esperança de alguém ter tido alguma novidade, morre ao ver a cara de todos na sala.

 

-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

 

O despertador toca, mas não preguei os olhos essa noite, apenas me concentrava em bolar uma nova maneira de encontrar minha irmã, enquanto Camz se mantinha aninhada no meu abraço, também sem dormir, exceto um cochilo rápido.

 

Desligo o celular e vou até o computador, onde coloco mais folhas para imprimir, depois de trocar o toner da impressora que acabou ontem. Sigo para o banheiro, tomando um banho rápido e logo saio, já vendo que, novamente, Camz separou uma roupa para mim e eu nem perco meu tempo procurando o compressor.

 

Enquanto Camz toma banho, pego as impressões e desço para a cozinha, onde todos já estão praticamente prontos. Pego uma caneca de café e nem me preocupo em pegar algo para comer, já que sei que meu estômago vai rejeitar.

 

O silêncio sepulcral aumenta ainda mais a tensão, mas nenhum de nós tem realmente algo para falar, então apenas nos concentramos na tentativa de café da manhã. Em poucos minutos, ouvimos os passos de Camz se aproximando e, assim que chega na cozinha, murmura um “bom dia”.

 

-A Dinah mandou mensagem pra mim, eu disse o que aconteceu e ela falou que ela e Mani estão vindo ajudar a procurar. - Todos apenas acenamos em concordância e ela pega um copo de leite, se sentando ao meu lado.

 

-Vou imprimir mais folhas, então. - Digo e me levanto, saindo da cozinha.

 

Me sento na frente do computador e vejo que tem um monte de e-mails da minha loja que foi completamente ignorada nos últimos dias, mas, agora, eu não poderia me importar menos. Abro o arquivo e coloco mais folhas para imprimir.

 

-Lolo? - Olho para a porta e vejo Camz escorada no batente. - Eu tava pensando que, talvez, a gente deveria, pra cobrir uma parte maior, começar das extremidades da cidade, eu poderia cobrir a região que ela sumiu. Assim espalharia melhor. O que você acha?

 

-Acho bom, Camz. - Dou um sorriso fechado. - Assim vamos ter uma parte maior coberta.

 

-Não fica assim, Lolo. Eu juro pra você que vamos encontrar ela e vamos encontrar ela bem! - Apenas aceno com a cabeça, sem saber muito bem o que dizer e então recebo um abraço apertado dela.

 

Logo desço com as impressões e Dinah e Mani já estão em casa, após a distribuição das folhas e locais, cada um segue para um lado. Cada pessoa nova que eu via na rua, era uma pessoa que eu perguntava e mostrava a foto de Taylor e, a cada pessoa, eu recebo uma nova negativa.

 

Decido ir a locais que, talvez, ela possa ter ido e que ela costumava ir, deixando a cada nova pessoa e lugar, uma folha com o rosto de minha irmã. E, a cada nova tentativa, eu recebo um sorriso solidário que me quebra mais do que me ajuda.

 

Meu celular começa a tocar e eu, rapidamente, pego na esperança de ser alguém com alguma informação. E um número desconhecido brilha na tela, fazendo com que minhas esperanças cresçam.

 

-Alô?

 

-Lauren Michelle?

 

-Sou eu.

 

-Aqui é do departamento de polícia e estou ligando para avisar que a perícia já acabou de fazer uso do aparelho encontrado e os responsáveis já podem vim retirar.

 

-Mas tão rápido?

 

-Sim, todas informações necessárias já foram colhidas e estão em análise.

 

-Tudo bem, alguém vai aí ainda hoje.

 

Após despedidas formais, desligo o telefone e entro em contato com minha mãe, que, pela distribuição anterior, iria cobrir a região próxima da delegacia. Depois de ela dizer que irá assim que acabar suas folhas, desligo novamente o celular, retomando minha jornada que, a cada passo, me deixa mais assustada de nunca mais ver minha irmã.

 

Novamente, não sei quantos km eu percorri ou quantas ruas ou com quantas pessoas falei ou quantas portas bati.

 

Só sei que observei o sol subir a pino e começar a descer, me fazendo suar, mas eu não poderia me importar menos.

 

Novamente a noite aparece e, com o fim das minhas folhas, volto para casa, encontrando novamente, todos cabisbaixos e minha mãe irritada, pois ninguém quis fornecer qualquer informação na polícia.

 

Comemos só uma fruta, já que ninguém está com muita vontade de comer. Eu, Camz, Sofia e Chris subimos para meu quarto, nos jogando na cama, exaustos.

 

-Laur, você fica com o celular dela? Pro caso de alguém tentar ligar… - Aceno a cabeça e pego o celular de Taylor, vendo que, agora, tem bateria, já que devem ter carregado na polícia.

 

Em algum momento, Chris e Sofia decidem dormir no meu quarto e, após tomarem um banho, voltam com o colchão e se acomodam no chão. Quando termino meu banho, me deito ao lado de Camz, puxando-a para mim, inalando seu cheiro fresco para me acalmar, pelo menos um pouco.

 

Em poucos instantes, ela consegue fazer com que eu desligue do mundo quando encosta sua língua na minha. Mas ela não aprofunda o beijo, apenas encerra o mesmo, deixando uma sequência de beijos rápidos em meus lábios.

 

Ela, dessa vez, me puxa para seu colo e começa a fazer carícias nos meus cabelos, sinto o sono tomando conta de mim, mas, cada vez que fecho os olhos, imagino onde Taylor está, se ela está machucada, se está viva.

 

Ainda recebendo os carinhos de Camz, estico minha mão e pego o celular de Taylor e, como eu sei a senha, desbloqueio. Acesso suas últimas conversas, na esperança de encontrar algo que tenha sido irrelevante para a polícia, mas tudo é inútil.

 

A saudade e o medo apertam de um jeito que quase me sufoca e, para tentar amenizar, abro sua galeria em busca de suas fotos e encontro várias dela sorrindo, fazendo careta, outras com uma cara estranha.

 

Mas, depois de vários e vários minutos descendo o rolo infinito de fotos do celular, encontro várias fotos da…

 

-CAMILA? - Me sento na cama e todos se assustam com meu grito.

 

Sem conseguir dizer nada, apenas desço mais e mais as fotos de Camz que aparenta estar mais nova, em algumas ela até sorria. As fotos foram tiradas sem o conhecimento dela, isso fica óbvio pela distância que a foto foi tirada.

 

Mas qual o motivo daquelas fotos no celular da minha irmã?

 

-Fala logo, Lauren? O que aconteceu?

 

Ainda sem saber o que dizer, exibo o celular e todos ficam, assim como eu, sem entender a existência daquelas fotos. Até que eu acho um print de uma conversa que Taylor teve com alguma amiga. Onde ela diz que a “Milka dela” perdeu o pai e que ela queria “cuidar dela”.

 

-PUTA QUE PARIU, A TAYLOR ERA APAIXONADA PELA CAMILA! - Chris praticamente grita o que todos nós acabamos de entender.

 

Finalmente entendendo a súbita agressividade de Taylor com Camz, começamos a criar várias teorias e, claro, nenhuma nos leva a lugar nenhum. Apenas a todos deitados, sem falar nada e sem dormir. De novo.

 

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Quando o celular toca anunciando que é hora de levantar, eu já estou no computador, imprimindo mais folhas, enquanto Camz está no banho e Chris e Sofia foram para o quarto se arrumar para mais um dia de busca.

 

Em instantes, todos, inclusive Dinah e Mani, estão na sala, analisando novos pontos de busca e as duas, junto com Chris e Sofia, vão analisar a divisa com as cidades mais próximas, enquanto eu, Camz, meu pai e minha mãe vamos procurar os pontos em aberto dentro da cidade.

 

Eu e Camz fomos as últimas a deixar a casa, já que acabei imprimindo mais algumas folhas, apenas por via das dúvidas. O telefone da Camz começa a tocar e ela estranha, já que ninguém além de todos que estavam na casa e Ally tem seu número.

 

-Alô?

 


Notas Finais


Joguei a bomba e sai correndo ;P

Quero teorias, soltem a criatividade! Quero saber quem ligou pra nossa Camz.

Me amem e me façam feliz: Favoritem, Comentem e Compartilhem!

Até amanhã, sobrinhxs <3

Beijos, meuzamô!


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