História Voltando a Viver - Capítulo 54


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Categorias Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren G!p, Fifth Harmony, Lauren G!p
Visualizações 411
Palavras 1.269
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HALLO!!!

Tio Pug aqui de novo <3

Vim trazer um capítulo pequeno para vocês, mas um pequeno é melhor que nenhum, né?

Desfrutem!

Capítulo 54 - Pavor


POV Lauren

 

Eu quero ir com Camila na ambulância, mas não deixam, então quem vai é minha mãe. Sendo que Sinu vai sozinha, sem qualquer acompanhante, além do policial que vai escoltá-la.

 

O resto de nós é encaminhado para a delegacia, para colherem nossos depoimentos. Sofia, que não pode ir na ambulância por causa de sua idade, chora copiosamente nos braços do meu irmão e eu choro nos braços do meu pai, enquanto Taylor, que foi liberada rapidamente por não ter machucado, está abraçada no próprio corpo, com o olhar perdido.

 

Ela não precisa dizer nada para que eu saiba o que ela está sentindo, então me solto dos braços do meu pai e vou até minha irmã, abraçando-a e ela se agarra a mim com força.

 

-Me desculpa, Laur! - Diz, finalmente chorando. - Não era pra isso ter acontecido! É tudo culpa minha, Laur! Ela só foi lá por minha causa, é minha culpa!

 

-Shh… Calma, Tay. - Afasto meu rosto para poder olhá-la. - Não foi sua culpa, a culpa é daquela maldita. Ela vai ficar bem, ela tem que ficar bem!

 

Afundo meu rosto em seu pescoço novamente, ficando agarrada com ela até que o nome dela é chamado para que ela deponha. Em seguida eu sou chamada e, assim que sou liberada, corro para a porta, avisando meu pai que eu vou para o hospital e Taylor vem no meu encalço. Andando pelas ruas, todos nos olham por causa de nossas roupas manchadas de sangue, mas apenas entro no carro de Camila, que estava com Normani, e sigo para o hospital, passando por vários semáforos fechados e bem acima da velocidade.

 

Paro o carro de qualquer jeito no estacionamento, jogando a chave para o manobrista do lugar e saio correndo em direção à porta, sendo seguida de perto por minha irmã. Assim que entro, vejo minha mãe na recepção, andando de um lado para o outro. Assim que ela nos vê, vem em nossa direção e abraça Taylor com força.

 

-Você tá bem? Desculpa, eu vi aquele sangue e me apavorei! Me diz que você tá bem, diz que me desculpa, por favor! - Minha mãe chora nos ombros da minha irmã, que a aperta de volta com força. Por mais que eu queira informações sobre Camz, não ouso atrapalhar o reencontro atrasado das duas

 

-Tá tudo bem, mãe. Não precisa pedir desculpa!

 

-Mas…

 

-Eu tô bem, a Camila que tava machucada. - Ela se afasta, olhando minha mãe. - Alguma notícia? - Minha mãe funga, secando as lágrimas.

 

-Nada ainda. Entraram com ela, mas não disseram nada até agora. - Ela olha para mim com preocupação. - Mas ela teve uma parada cardíaca, filha. Conseguiram estabilizar ela até chegar aqui, mas não parece bom. Ela tava bem machucada, Laur. - Dou um passo para trás, sentindo o golpe daquelas palavras e sinto o ar ser sugado dos meus pulmões e minhas pernas amolecerem.

 

Não. Não! Isso não pode estar certo! Minha Camz não pode morrer! Não! Isso deve ser algum equívoco, eles estão errados! Minha Camz é muito nova para ter uma parada dessas.

 

-Lauren?

 

-Laur?

 

Ouço minha mãe e minha irmã me chamando e olhando preocupadas, só então percebo que estou contra uma coluna, a vários passos de onde estávamos.

 

-Mãe, cadê a Camz? Me fala que isso é uma brincadeira de péssimo gosto, me fala que ela tá bem, mãe. Por favor, mãe. Me deixa ver a minha Camz. - As lágrimas me impedem de falar qualquer coisa e o abraço que recebo em seguida, apenas faz com que eu me desespere mais.

 

-Ela vai ficar bem, filha! Os médicos estão cuidando dela!

 

Algumas horas depois, Sofia chega com Dinah, Mani, Chris e meu pai. Eu e Sofia andamos em círculos, aguardando qualquer informação e, a cada segundo que passa, sinto que é um passo que a minha latina dá pra longe de mim.

 

O dia já virou noite há algumas horas e agora a Tia Milika já está conosco, fazendo alguma oração que eu não faço ideia do que ela está dizendo, mas estou aceitando qualquer coisa que faça minha latina ficar bem.

 

Minha mãe já mandou, algumas vezes, que eu e Tay fôssemos trocar de roupa, já que estamos ensanguentadas, mas nenhuma de nós quer sair dali. Eu por necessitar qualquer informação sobre a latina e Taylor por sentir culpada pela atual situação da Camz.

 

Ninguém diz nada, nem mesmo Dinah está brigando com Taylor. O cansaço toma conta do meu corpo, o sangue na roupa faz com que fique ressecada e grudenta, meus músculos estão tão tensos que parecem pedras, mas eu não consigo parar de andar.

 

Não sei que horas são, o medo de olhar no relógio é maior que a curiosidade. Não sei quantas vezes todos nós começamos e paramos de chorar, até mesmo Chris deixou com que as lágrimas caíssem e eu não consegui nem fazer graça, como sempre faço. É estranho como tudo parece estar perdendo a cor, como nada parece ter mais sentido.

 

Apenas não é justo! Eu passo a vida inteira sem ninguém, evitando tudo e todos para não me machucar e ela entra na minha vida e na minha mente sem pedir licença, me mostra como a vida é melhor ao lado dela e agora perder ela assim. Isso não pode acontecer!

 

E o pior é que eu sabia! Eu sabia que aquele telefonema tava estranho, porra! Eu sabia que tinha algo estranho quando ela se afastou, eu vi o olhar dela. Como eu não fiz nada? Qual a porra do motivo? Eu poderia ter evitado! Eu devia ter evitado! Eu disse que ia cuidar dela, merda e agora ela está na porra de uma mesa de cirurgia e eu não sei se algum dia vou sentir sua pele quente me procurando, ou ouvir seu ressoar enquanto dorme, ou sentir seu beijo inebriante, ou seu cheiro refrescante, ou ver sua risada com a língua entre os dentes.

 

-Acompanhantes de Karla Camila Cabello Estrabao? - Como se todos tivéssemos tomado um choque simultaneamente, vamos até o médico com a prancheta na mão. Não precisamos dizer nada, o médico já começa a falar, assim que nos aproximamos. - O procedimento foi bem delicado. - Se dirige aos meus pais. - Ela acabou sofrendo mais duas paradas cardíacas, precisou repor o sangue que perdeu. O tiro acabou acertando o estômago e a cirurgia foi bem delicada.

 

-Mas como ela está agora? - Pergunto irritada e ele olha para mim, com um olhar de… Pena?

 

-Ela está em coma. - Meu chão some. - Ela chegou aqui muito debilitada. Ela já havia sofrido agressões anteriormente? - Todos acabam confirmando com a cabeça. - Isso explica os traumas internos. Havia diversos traumas internos, até mesmo uma costela trincada descobrimos no Raio-X.

 

-Mas ela vai acordar? Minha irmã vai ficar bem? - Sofia pergunta entre lágrimas.

 

-Infelizmente não posso te dar essa resposta. Ela chegou muito fraca e, tudo que podia ser feito pra ajudá-la, foi feito. Agora precisamos ver como o corpo dela vai reagir. Mais alguma pergunta? - Todos negamos, apavorados com as informações. - Ela será movida para UTI, onde poderá receber um visitante por vez, nos horários determinados. - E então ele se retira, nos deixando imóveis.

 

-Sofia Isabella Cabello? - Uma voz feminina se aproxima, com alguns policiais atrás dela e meu pai se coloca na frente da minha cunhada. - Meu nome é Elizabeth Carson, sou assistente social. Diante dos recentes eventos, estou com uma ordem judicial para levar Sofia para um abrigo, já que não possui nenhum parente de referência.

 


Notas Finais


NÃO ME MATEM, POR FAVOR!

Titio ama vocês <3


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