História Voltando a Viver - Capítulo 56


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Categorias Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren G!p, Fifth Harmony, Lauren G!p
Visualizações 477
Palavras 1.458
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HALLO!!!

Apesar das ameaças de vocês, Tio Pug ainda está vivo \o/

Ontem eu não consegui postar, tô cheio de coisas pra fazer, mas eu trouxe um cap, relativamente pequeno.

Desfrutem!

Capítulo 56 - Conversa


POV Lauren

 

Como que houvéssemos combinado, todos nós formamos uma parede humana entre Sofia e aquelas pessoas.

 

-Isso está errado. Já entramos com o pedido de guarda, estamos apenas aguardando o despacho do Juíz. - Meu pai começa.

 

-Bom, vocês estão aguardando e nós já estamos com um em mãos. - Diz, dando um sorriso estranho.

 

-Ela não vai sair daqui até nosso advogado chegar! - Minha mãe dá um passo à frente e, imediatamente, os policiais dão um passo à frente.

 

-Sinceramente, ele não vai fazer nenhuma diferença, eu estou com a ordem do Juíz em mãos. Eu aconselho que vocês abram espaço e deixem eu levar a menina, vocês não vão querer o uso de força policial, né?

 

-Você pode ter falsificado esses papéis! - Minha mãe exclama e a mulher sorri.

 

-Ela não falsificou. - Ouvimos a voz baixa de Sofia, que fura nossa parede humana. - Ela é a mãe do Josh. - Merda!

 

Sério mesmo? Tudo vai acontecer junto? O universo só pode estar de graça com minha cara!

 

-Vejo que você já ouviu falar de mim. Isso poupa muita coisa. Vamos?

 

-Eu sei quem você é e não vou sair daqui. Minha irmã está lá dentro em coma!

 

-Exato, ela está em coma e você não pode fazer nada e, como não tem nenhum parente, além da sua mãe que, claramente, é incapaz.

 

-Você tem um filho, né? - Digo. - Imagina você ser obrigada a se afastar dele enquanto ele estiver em coma. Só sendo um monstro pra cumprir essa ordem ridícula!

 

-Me desculpe, garotinha, mas isso é conversa de adulto. Aliás, não tem conversa. Eu tenho uma ordem e preciso cumprir.

 

A mulher dá um passo à frente e estende a mão para Sofia, fazendo com que meus pais entrem na defensiva à frente de Sofia. Os policiais se movem, tomando uma postura ameaçadora.

 

-Vocês não querem obstruir a cumprimento da lei, ou querem? - Ela arqueia uma sobrancelha, dando um sorriso zombeteiro.

 

-Não. - Diz Sofia. - Eu vou.

 

-Sofia! - Minha mãe se vira indignada.

 

-Eu não posso deixar vocês se prejudicarem por minha causa. Só… - Ela respira fundo. - Só me mandem informações da Cami, cuidem dela, por favor.

 

-Amor…

 

-Não, Chris.

 

-Mas, Sofia… - Meu pai começa.

 

-Vocês já fizeram de mais por mim e é por pouco tempo. Se vocês não conseguirem, em dois anos eu não vou mais ser obrigada a ficar lá. Só cuidem da minha Kaki. Ela precisa mais de vocês agora. - Anda em direção à mulher, mas ignora a mão estendida e vai em direção à porta, sem se despedir de ninguém.

 

-Sofia? - Minha mãe chama e ela nos olha com o rosto banhado em lágrimas. - Eu vou tirar você de lá. Pode ter certeza! - Sofia apenas acena e dá um sorriso fechado.

 

MERDA!

 

A próxima coisa que sei é que, como não podemos ver Camz pelas próximas horas, sou arrastada para casa por meus pais. Novamente, vejo Chris chorando.

 

Vou para o quarto e tomo banho, mas, assim que saio, olho todos os detalhes do quarto e o ar começa a me faltar. Tudo ali me lembra Camila. Me jogo na cama e a única coisa que sinto é seu cheiro fresco. Aquele cheiro que sempre me deu paz, agora me sufoca. O cheiro fresco é gelado demais sem o corpo quente da latina.

 

Não suportando mais a ausência incômoda, me levanto e desço para a sala, onde encontro Chris. Me sento ao seu lado e não precisamos dizer nada, o silêncio já diz mais que o necessário. Falta as repreensões de Sofia, o riso tímido de Camila, as risadas escandalosas de Sofia e a respiração suave de Camila.

 

Minutos depois, Taylor desce as escadas, se jogando na poltrona. Ficamos os três olhando para o nada. A casa está um silêncio assustador, já que meus pais saíram para conversar com o advogado sobre o caso de Sofia.

 

-Não sai da minha cabeça. - Taylor diz com a voz engasgada. Chris e eu olhamos confusos para ela. - A Camila apanhando. - Diz, respondendo nossa pergunta silenciosa. - A mãe dela disse coisas horríveis. - Meu irmão e eu apenas olhamos para Taylor, sem saber o que dizer. - Se eu não tivesse sido tão babaca, ela estaria aqui agora. - Ela foca os olhos molhados em mim. - Laur, eu posso explicar o motivo de eu ter agido assim? - Apenas balanço a cabeça, em um movimento automático. Essa história já havia sumido da minha cabeça. - Por favor, eu preciso que você me entenda e assim, talvez, você possa me desculpar e…

 

-Não precisa, Tay. Eu já sei, achamos seu celular, ele está no meu quarto. - Ela me olha assustada. - Só não entendo como? Não faz sentido… A Camila disse que não te conhecia....

 

-E não conhecia. Ela entrou no colégio quando faltavam 2 anos pra eu me formar. Ela “hétero demais” e nunca arrisquei, ficava olhando de longe. Um dia, no meu último ano, eu até tentei me aproximar, no dia do aniversário dela, mas, antes que eu pudesse ter coragem, ela ficou com um cara e sumiu com ele. Foi a noite do acidente. Depois disso, ela só se fechou, sumiu da escola por um tempo, não falava com mais ninguém, emagreceu horrores, não se ouvia mais a voz dela. Nada. Era como se ela tivesse morrido naquele acidente. Mesmo quem tentava ajudar ela, ela se afastava. A única pessoa, na época, que ficava com ela era Dinah e, o tempo todo, Camila tava quieta, lançando olhares de raiva pra Dinah, que parecia ignorar. E eu fui pra faculdade, sem nunca ter falado com ela. - Taylor solta um suspiro pesado.

 

-Por isso você tratou a Camz daquele jeito? - Ela acena com a cabeça.

 

-Eu fiquei revoltada por ter passado anos gostando dela e um dia eu chego em casa e descubro que a menina que você tá namorando é ela. Eu soube, no momento que vi o olhar dela, que eu tinha feito merda. - Ela para uns segundos e joga a cabeça para trás, em seguida trazendo-a de volta e me olhando. - Eu tentei te explicar quando estávamos procurando por ela, mas você, obviamente, não queria ouvir. Por isso eu sumi. Eu fiquei com vergonha de voltar pra casa e encarar vocês e fui pra colina. - Ela solta um sorriso irônico. - Mas, quando cheguei lá, aquela maldita estava lá e eu acabei gritando com ela e ela deve ter percebido quem eu sou… Sei lá, mas ela sabia que eu era sua irmã. Ela veio pra cima de mim e eu peguei uma pedra e acertei o braço dela, cortei, mas não adiantou nada, ela nem sentiu. Só colocou uma arma nas minhas costas e me obrigou a andar. Como ela vendou meus olhos, eu não sabia onde estava e ela me amarrou, assim que chegamos.

 

Ela dobra as pernas em posição de índio na poltrona, leva uma mão aos olhos, secando as lágrimas, enquanto a outra ajeita seu cabelo atrás da orelha.

 

-A Camila tentou me ajudar quando chegou. Eu que abri a porta, ela me mandou ir embora, mas a mãe dela não deixou. Obrigou ela a me amarrar.

 

-E como você se soltou, Tay? - Chris pergunta e ela muda o olhar para ele.

 

-Teve uma hora que a Camila tava no chão e ela deve ter achado uma faca em algum lugar e pegou escondida. Aí ela fingiu que ia soltar as cordas da minha mão, mas só colocou a faca lá pra mim e, em seguida, ela foi jogada no chão de novo. - Ela engole o bolo na garganta e me olha com um olhar assustado. - Foi tão horrível, tão assustador, Laur… Assim… Assim que eu consegui me soltar, fui tentar ajudar a Camila e bati com uma garrafa na maldita, mas elas estavam brigando pela arma e eu só ouvi o tiro… - Ela descruza as pernas e as puxa contra seu peito, afundando seu rosto, fazendo seu corpo inteiro tremer por conta dos soluços. Após alguns segundos, ela olha para mim, com o rosto banhado em lágrimas. - Me desculpa, Laur. Foi minha culpa. Por favor, me desculpa.

 

Eu não consigo dizer nada, apenas me levanto e vou para a parte detrás da casa, me sentando no chão e abraçando meus joelhos, sentindo aquele vento maldito me atingir, sem minha latina para eu abraçar. Deixo as lágrimas ganharem liberdade, descendo pelo meu rosto e caindo nos meus joelhos.

 

Não sei quantas horas se passaram, mas a noite já chegou novamente e meus pais me gritam de dentro de casa.

 

-LAUREN, CHRIS, TAYLOR? Venham pra sala!

 


Notas Finais


E ai, alguém arrisca alguma teoria?

Me amem e me façam feliz: Favoritem, Comentem e Compartilhem!

Beijos, meuzamô


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