História Voltando para casa - Capítulo 30


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello
Tags Camren, Revelaçoes, Romance
Visualizações 124
Palavras 2.456
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi pessoinhas, mais um capítulo, como prometido.
boa leitura.

Capítulo 30 - Hospital


Fanfic / Fanfiction Voltando para casa - Capítulo 30 - Hospital

Lauren queria se embebedar, mas não naquele instante. Queria antes aplacar a dor e a raiva de seu peito. Só a certeza de que fora injusta com Camila parecia capaz de rasgar seu peito, fazia quase três horas que a garota havia saído totalmente arrasada com suas palavras maldosas, e o que fizera? Nada.

Camila, com seus olhos castanhos, seus cabelos negros e sorriso brilhante, amava aquela mulher... Que iria embora de sua vida. Passou a mão sobre a mesa e atirou longe o telefone. O pote de canetas foi à próxima vítima de sua fúria.

Lauren ficou entorpecida ao compreender a verdade. Mesmo enquanto fazia as ligações para os jornais onde Camila trabalhara, dizia a si mesma que devia haver uma explicação e que aquela situação devia ser uma estranha coincidência. Esperava até rir daquilo tudo mais tarde. Com os punhos fechados, virou-se para a montanha de vidros quebrados. Vero estava do lado de fora do escritório, com as mãos na cintura, inspecionando o vazio que ficara no lugar da parede de vidro.

--- Fazendo reformas Jauregui? --- brincou Vero.
             ---Meu pé escorregou --- retrucou.

Verônica olhou ao redor, vendo o pote de canetas no chão, o telefone quebrado, os papéis espalhados e depois olhou calmamente para Lauren.

Lauren queria que a amiga dissesse alguma coisa, qualquer coisa para que pudesse descarregar sua raiva nela, por isso a chamara. Queria extravasar sua frustração, mas as duas se conheciam havia tempo demais. Vero sabia quando falar e quando calar.

--- Eles irão embora, Vero. --- afirmou com a voz fraca.

--- Devo supor que brigou com Camila?

--- Eu a destratei, humilhei, eu... --- sua voz calou-se. Vero balançou a cabeça, incrédula.

--- Gostaria de falar sobre isso?

--- Acho que sim.

Lauren andou de um lado para outro, enquanto contava a Vero tudo que conseguira descobrir com seus telefonemas e com a confissão de Camila. Enquanto contava, às vezes parava para dar um soquinho sobre a mesa, ou chutar alguma coisa pelo chão. Durante todo tempo, Vero ficou calada, ouvindo com atenção.

---... Então eu a comparei a Keana, fico fora de mim ao lembrar que posso ter um filho por aí, tiraram-me da vida do meu filho. --- Afirmou ao terminar o relato.

--- Esse tipo de pensamento não a levará a lugar algum Lauren. Camila e Keana não são as mesmas pessoas, Você pegou pesado com a pessoa errada.

--- Ela vai levar Andréas embora, Vero, eu já amo tanto aquela criança.

--- Por isso humilhou e ofendeu a mãe dele? Amiga você precisa se acalmar, pensar no presente, o que vai fazer e separar as coisas, saber o que vai fazer em relação ao seu suposto filho...

--- É exatamente o que estou fazendo. --- Lauren a interrompeu --- Não pretendo perder nem mais um dia, vou encontrar essa criança, Vero. Ela vira morar comigo.

--- E Camila?

--- O que tem ela? Acha que me importo depois do modo como ela agiu?

--- Sim, acho que se importa. --- Vero olhou para o vidro e objetos quebrados no chão. --- Acho que se importa mesmo.

--- Não me diga o que devo sentir --- gritou. --- Deve ser minha amiga. Se eu digo que não me importo, você deve concordar comigo ou vou lhe arrancar os dentes.

Verônica riu e preparou-se para correr ao dizer:

--- Está certa, Lauren. A mulher não presta, ela mente e dorme com todos os homens e mulheres que você conhece. Você não deve querer se envolver com uma mulher assim. Mesmo que pense estar atraída, é obvio que é na cama que ela a satisfaz. Com aquele rosto, o corpo perfeito e longos cabelos, quem não gostaria de se deitar com ela? Se eu não fosse casada...

Por estar preparada, Vero conseguiu evitar o soco em direção ao seu rosto, correu, mas escorregou em um caco de vidro, Lauren quase a alcançou, porém deu tempo de se colocar no corredor de motos, ganhando alguma distancia da furiosa amiga. Sabendo que Vero continuaria fugindo, Lauren sentou-se em uma pilha de pneus..

Ainda mantendo uma distância segura, Vero continuou:

--- Agora vou lhe dizer o que realmente penso. Acho que está perdidamente apaixonada por Camila. Acho que deveria acabar com todo esse sofrimento e casar-se com ela. Qualquer idiota, e isso a inclui, Lauren, pode ver que ela é louca por você. A mulher viajou doente para te ver, preocupada por não ter passado o feriado contigo como havia prometido.

Lauren a olhou surpresa.

--- Não sabia disso? --- Vero continuou: --- Saberia se atendesse suas ligações. Confie em mim, amiga. Converse com ela, diga tudo o que está acontecendo e todo o resto se resolverá.

Lauren não acreditou no que ouvia. Sua cabeça estava uma bagunça, seu coração em pedaços e não sabia lidar com suas frustrações.

---Ela voltará para Nova York na próxima semana e levará Andy com ela. Eu fui muito cruel. Deve me odiar agora. Como posso resolver isso?

---Comece procurando-a, converse com ela. Onde ela está?

Lauren lembrou-se da reação dela quando dissera que mulheres como ela não deveriam ter filhos, e mandado que se fosse. Camila ficara mais pálida, os lábios trêmulos, aterrorizada. Ela gostara do sofrimento que causara, mas agora, nesse momento, sentia-se arrependida.

--- Camila pretendia almoçar com Lucy, mas deve ter cancelado o encontro. Estava muito abalada quando saiu daqui.

--- Não imagino o motivo --- Vero afirmou com sarcasmo, fazendo Lauren desejar esmurra-la. --- Em especial depois de ter vindo em meio a uma crise de enxaqueca matar saudades de você, e encontrar uma Lauren das cavernas. Como sabe que ela não foi embora?

--- Ela não pretendia ir embora antes de o pai poder dirigir. --- Lauren levantou a cabeça, lembrando que Sinueh levara o marido ao médico no dia anterior, eles chegaram de táxi, à clínica no momento em que passava com sua moto.

--- Lucy estava se vestindo quando a deixei há duas horas. Telefonarei para ver se ainda está em casa. Ainda bem que trouxe meu telefone celular --- comentou, rindo. --- Seu telefone está em pedaços, assim como seu coração.

Lauren pensou em brigar com ela, mas estava cansada demais.

--- Droga! --- exclamou Vero, procurando o telefone.

--- O que foi?

--- Meu telefone estava neste móvel.

Depois de cinco minutos, elas o encontraram atrás de uma pilha de latas de óleo no balcão, e levaram mais dez minutos até conseguirem arrumá-lo para fazer a ligação.

--- Ninguém atende. --- Verônica deixou um recado na secretária e depois ligou para o restaurante. As duas não estavam lá. --- É estranho que Lucy não tenha cancelado a reserva no restaurante. Acho melhor ir para casa e ver o que está acontecendo. Enquanto isso, por que não procura Camila? Converse com ela, Lauren. Não tem nada a perder.

Lauren ficou sentada durante muito tempo depois que Vero saiu, olhando para as paredes. A amiga estava certa, ela não tinha nada a perder, pois já perdera tudo.

Horas antes...

--- Querida, essa não é a solução. --- Sinueh Cabello pegou o último casaco da pilha que Camila fizera e entregou-o à filha.

--- É a única solução, mamãe. --- Camila fechou a última mala, colocou a bolsa no ombro e segurou as mãos da mãe. --- Desculpe-me por nunca ter contado tudo. Não queria preocupar você e meu pai. Por favor, me perdoe, mas prometo à partir de agora serão informados de tudo.

--- Não há nada a perdoar, Camila. --- com lágrimas nos olhos, abraçou a filha. ---Temos tanto orgulho de você, sempre tivemos. Amamos tanto você e Andréas.

Camila enxugou as próprias lágrimas. Chorara durante todo o tempo em que fizera as malas e enquanto contava para a mãe as novas de sua vida. Achava que não tinha mais lágrimas, estava errada.

Não estava fugindo. Aquela era a atitude certa, se afastar de Lauren o máximo possível. Lauren a desprezava, fora muito cruel. Deixara claro não se importar com ela, levantaria a cabeça e enfrentaria seu destino.

À partir de agora preocupar-se-ia com o mistério que cercava o nascimento do filho, Não sucumbiria as ameaças de Shawn, muito menos ao seu coração quebrado.

Teria que se livrar das chantagens de Shawn, seria precavida, ela não podia permitir que alguma coisa acontecesse com o filho. Se tivesse de pedir demissão do emprego e mudar-se dez vezes, era isso que faria. Ninguém a afastaria do seu filho. E ninguém a trataria como uma prostituta, sem caráter como fizera Lauren horas atrás, nunca mais.

Camila mudara o voo e partiria dentro de duas horas. Tinha pouco tempo, mas conseguiria. Precisava partir naquele momento, assim teria algum tempo para tomar um lanche com o filho no aeroporto a criança ainda estava triste.

Esperava algum dia poder se lembrar dos bons momentos que tivera com Lauren. Talvez um dia, mas não agora. Agora tinha que pensar em resolver seu passado e ser forte para Andréas.

O menino também chorara durante toda à tarde, não queria ir embora. Queria ficar com os avós. Com Lauren. Ela não fazia ideia de como um coração partido podia quebrar-se novamente, mas acontecia com seu coração. O menino conseguira parar de chorar, e ela pretendia fazer o mesmo assim que chegasse a casa. Quando todas as malas estavam no carro e Andy estava dormindo no banco de trás, Camila despediu-se de seu pai. Como sempre ele não disse muito, abraçou-a, transmitindo-lhe uma força que jamais notara. Ela abraçou a mãe, chorou, e finalmente partiu.

Camila estava passando pela estrada que levava ao rancho de Lucy quando se lembrou do almoço que haviam marcado. Precisava despedir-se, pois ela fora muito amável e não era justo partir daquela maneira. Camila dirigiu-se para a casa da amiga, prometendo a si mesma que só demoraria cinco minutos.

A casa estava silenciosa, e ninguém respondeu à campainha, então, virou-se para partir quando ouviu um gemido.

--- Lucy? --- bateu na porta outra vez, e como estava destrancada, entrou na casa.

Ouviu um gemido mais alto. Camila correu até o quarto e abriu a porta.

---Lucy!

 

Horas depois....

 

--- Camila! Sei que está ai. Abra a porta!

Lauren estava batendo na porta havia cinco minutos. Ela tinha que estar lá. Não estava com Lucy, e considerando o estado físico e de espírito quando discutiram, só poderia ter ido para casa.

Apertou a campainha. Onde estaria? E onde estariam seus pais? Estavam sempre em casa. Já deviam ter tomado conhecimento de toda a história e não deixariam Camila dirigir nas condições que estava.

Lauren espiou pela janela. A sala de jantar e a cozinha estavam vazias. Caminhou até a garagem para procurar pelos carros, mas estava trancada. Decidiu ir até o quintal, Sinueh costumava cuidar das flores. Estava na metade do caminho quando notou barulho perto da cerca com a casa do vizinho. Lauren subiu em uma pedra e espiou sobre a cerca.

--- Sra. Lurdes?

---Sim? --- A senhora levou um susto ao ouvir seu nome.

--- A senhora viu Camila?

--- Cuido da minha vida Jauregui. Sou uma boa vizinha.

--- Claro que sim. Só queria saber se viu Camila.

--- Bem... Na verdade, eu a vi.

---Faz tempo? --- perguntou, controlando a impaciência.

--- Acho que foi há umas duas, ou três horas. Ela fez as malas e foi embora com o filho. Choraram tanto. Meu coração doeu ao ver a despedida. O pequeno Andréas costumava brincar com meu cachorro.

Malas? Camila foi embora com o filho? Lauren tentou se controlar para não assustar a senhora e conseguir mais informações

--- A senhora sabe onde foram o s.r. e sra. Cabello?

A senhora demonstrou apreensão e inclinou-se, falando em voz baixa:

--- Foi isso que me deixou angustiada. Alejandro estava na varanda quando Sinueh gritou dizendo que Camila telefonara e que eles tinham que ir para o hospital imediatamente. Espero que não tenha acontecido nada àquela moça e ao filho. Sinueh parecia muito preocupada.

No hospital? Camila e Andréas? Teriam sofrido um acidente? Estariam machucados? Lauren vira muitos acidentes em sua carreira, e sabendo o que podia acontecer em um acidente de automóvel, ficou aterrorizada.

Ela mal se despediu da senhora e subiu em sua motocicleta. O hospital da cidade não era longe e esperava que fosse o hospital que a sra Lurdes se referira. Havia outros hospitais teria que encontra-los logo. Lauren tentou afastar os pensamentos terríveis que surgiam em sua mente, concentrando-se para conseguir chegar ao hospital. Quando estacionou, muitas pessoas olharam para ela, vendo-a entrar correndo na recepção das emergências.

--- Procuro por Camila e Andréas Cabello, quero dizer Mendes. Camila e Andréas Mendes --- falou --- eles vieram para cá?

A enfermeira verificou os papéis sobre a mesa e balançou a cabeça.

--- Se chegaram em uma ambulância, ainda não preencheram os formulários. Vá até a entrada de emergência por aquela porta.

Lauren correu e chegou à sala de atendimento de urgência onde havia um médico e uma enfermeira atendendo um adolescente. Não viu Camila e Andy.

Um telefone. Ela precisava telefonar para outros hospitais. Iria encontra-los mesmo que tivesse de telefonar para todos os hospitais da região.

As mãos estavam tremendo quando Lauren viu um telefone ao lado da recepção. Estava procurando umas moedas na bolsa quando viu o s.r. Cabello lendo jornal. Lauren caminhou até ele e chamou-o.

---Sr. Cabello?

O homem abaixou o jornal e a fitou, sério.

---Já estava na hora de você aparecer. --- Os olhos de Lauren encheram-se de lágrimas. Lutando para escondê-las,sussurrou:

--- Sinto muito, Camila, Andréas... Eles estão bem?

--- Claro que estão bem --- retrucou, deixando o jornal de lado. Um silêncio constrangedor reinou entre os dois. Lauren tentava ler os pensamentos dele, mas não conseguia. Como qualquer pai protetor de seu rebento o velho senhor estava furioso por ela ter ferido a filha, mas não dizia nada. Incapaz de se conter ela perguntou:

 

--- É muito grave?

--- Muito --- afirmou. ---Camila é durona e ficará bem, mas Andy é só um menino. Crianças nem sempre lidam bem com esse tipo de trauma, e quando sobrevivem, ficam cicatrizes.

Sobrevivem? Lauren ficou com as pernas trêmulas e sentou-se ao lado de Alejandro. Não podia suportar a ideia de perder aquela criança, que conhecia há tão pouco tempo e já amava tanto. Não se preocupava com cicatrizes desde que ele estivesse vivo. Uma vez sua sobrinha Kim quebrara a perna no balanço, Lauren quase fora a loucura, levando todo o hospital ao mesmo estado. Incapaz de se lembrar de ter encontrado outro menino tão fascinante em sua vida, de ter conhecido outro menino que apanhasse as coisas com tanta facilidade, pensou no desespero da mãe, no desespero de Camila...

E Camila?

 

Ela precisava vê-la. 


Notas Finais


boa leitura. até sexta.


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