História Voltarei - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Chiquititas, Giel, Mosli
Visualizações 21
Palavras 2.660
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi oi genteee! Tudo bom?
Mais um capítulo no ar, espero que gostem.
Boa leitura ;))
Beijos

Capítulo 2 - Volta logo, por favor, Biel!


Fanfic / Fanfiction Voltarei - Capítulo 2 - Volta logo, por favor, Biel!

Londres, 13:00 – Gabriel

 - SURPRESA! – gritou Anna assim que entrei em casa. – Feliz aniversário, amor.
 Minha namorada fez uma festa surpresa pra mim. Com bolo, brigadeiro, beijinho, família e amigos ingleses e fotos de família e amigos brasileiros.
 E foi onde vi a foto dela; da minha linda. Quantas saudades eu estava sentindo daquela chatona. Eu havia perdido o número dela quando troquei de celular e sempre esqueço de pedir pra minha mãe conseguir pra mim. Há três anos eu me despedia da minha família, amigos, parentes e dela. Nunca vou me esquecer da promessa que fiz no nosso último abraço antes de eu embarcar: “Eu voltarei, minha linda. Eu prometo! Não arranje outro estrupício preferido enquanto eu estiver nesse intercâmbio. Te amo, chatona!” e embarquei.
 Ainda me lembro do rosto dela. Estava inchado e vermelho de tanto chorar. Eu queria confortá-la, dizer que não iria a lugar algum sem ela; mas ela não me pediu para ficar e eu vim parar aqui.
 Ficamos todos conversando e jogando até altas horas da noite que nem consegui ver quem havia me mandado felicitações no Facebook. Fui dormir tarde e quando acordei, Anna queria que eu a acompanhasse até um shopping que tinha ali perto.
 - Amor, vamos entrar naquela loja? – Anna queria minha companhia no shopping apenas para carregar suas sacolas. Se fosse a Gi... Que saudades da minha chatona. – Amor? Vem, lindo!
 Entramos na loja e assim que vi aquele vestido, pensei em como ficaria lindo na Giovanna. Comecei a olhar os números e achei o que mais se aproximava do tamanho dela. Não sei se ela gostaria de receber um vestido como esse depois de tanto tempo. Será que ela gosta de vestido?
 - Ai Gabriel, que vestido feio. Não quero, deixa ele aí! – disse Anna.
 - É pra minha mãe, Anna. – menti. – Achei que ficaria legal nela...
 - É bonito amor, leva! – eu fico me perguntando em como ainda estou namorando uma garota tão falsa como a Anna Lyvia.
 Paguei pelo vestido e esperei por Anna do lado de fora da loja. Como eu sabia que ela demoraria pra voltar; peguei meu celular pra ver quem havia me mandado parabéns.
 E quando vi o texto dela, meu coração acelerou muito. Eu estou sentindo tantas saudades do meu primeiro amor. Ops... Acho que esqueci de mencionar que sempre fui apaixonado pela Gi; mas não é segredo pra ninguém além dela que nunca percebeu nada.
 Anna gasta demais, depois fica reclamando que os pais não dão mesada suficiente pra ela e ainda vem me pedir meu cartão... Muitas respiração profunda pra aguentar.
 - Amor, me ajuda aqui! Tá muito pesado. – duas sacolas... Ela acha que estão pesadas? – Gabriel? Tô falando com você. Dá pra pegar minhas sacolas?
 Pra não manda-la pra puta que pariu, peguei as sacolas e fomos embora contra a vontade dela. Se dependesse da Anna, moraríamos no shopping.
 A deixei em casa e fui pra minha... Meu tempo pra cumprir a promessa que fiz pra Gi está se esgotando. Tá, tudo bem! Tenho um ano ainda, mas já estou três anos longe da minha chatona linda; tô morrendo de saudades!
 Liguei pra minha mãe para dizer-lhe que poderia arrumar meu quarto em algumas semanas, pois voltaria pra casa. Aproveitei que estava com o celular na mão e mandei uma mensagem no Messenger da Gi.
 Messenger GiEl on

Biel: Gi? Tá aí?

Gi: Biel? Tô sim. Que saudades de você, panaca!

Biel: kkk saudades também minha linda. Como você tá?

Gi: Tô bem e você?

Biel: Tô bem também... Tenho tanta coisa pra te contar desses últimos três anos. Preciso te apresentar pra uma pessoa, também...

Gi: Vou cobrar tudo isso hein? Haha Biel pode me responder uma coisa?

Biel: Claro que sim, minha linda!

Gi: Quando você volta? Me perdoa por estar sendo tão direta, mas tô sentindo sua falta... Sinto falta de conversar com você, de te abraçar, das rosas do jardim da tia Mari que você me dava no meu aniversário.

Biel: Não vai demorar... Prometi pra você que estaria de volta antes de completarmos 18 anos e eu vou cumprir essa promessa.

Gi: Volta logo, por favor, Biel!

Biel: Volto sim, minha linda... Te amo!

Gi: Te amo meu estrupício favorito! Preciso ir! Estou morrendo de sono, fica bem e volta logo.

Biel: Beijos, minha linda!

Messenger GiEl off

 Após bloquear o celular, senti as lágrimas descendo por meu rosto. Eu sinto tanto a falta dela. Sei que nunca consegui esquecer a Gi; ela sempre foi minha melhor amiga e caixinha de segredos, minha companheira... Posso até dizer que sempre foi minha namorada, porque a gente sempre fazia tudo juntos e eu sempre a vi como algo a mais.
 Vou conversar com a Anna. Preciso avisá-la que vou voltar para o Brasil e que precisamos dar um tempo.
 Deitei na minha cama e fiquei olhando pro teto e pensando em como iria contar pra Anna que eu estava indo embora e que queria dar um tempo pois não acredito muito em namoro à distância.
 Acabei pegando no sono e acordei com meu celular tocando sem parar. Quando ia atender, a ligação foi encerrada. Tinha 10 ligações da Anna, 25 SMS e 100 mensagens no whats... Pronto, alguém morreu!
 Ouvi alguém batendo na porta do meu quarto e a abri.
 - Anna? Tá fazendo o que aqui? – perguntei ainda com sono.
 - Quero saber que história é essa que você vai voltar pro Brasil. – Ah, era isso... – Gabriel, você tem um compromisso comigo. Não tem de ficar chamando suas “amiguinhas” do Brasil no facebook. E outra, aquela Giovanna é muito oferecida mesmo. Acha que é assim, não fala com você por três anos e pode vir dizendo que tá com saudades e você, idiota, cai na lábia dela e diz que vai voltar? Gabriel, qual a sua com essa garota?
 Fiquei apenas olhando pra ela e tentando digerir tudo o que ela estava falando da Gi.
 - Responde, Gabriel!
 - Anna, a Gi é minha melhor amiga de infância – ela revirou os olhos bufando – e eu havia prometido pra ela que voltaria para o Brasil antes de completarmos...
 - Não me interessa... – a interrompi.
 - Primeiro, que a Gi é como uma irmã pra mim e ela sempre me apoiou em tudo que eu pensei em fazer. Lava a merda da sua boca pra falar dela.
 Ela me olhou incrédula e eu não me importei. A Gi sempre vai ser a minha irmã, só que com aquele gostinho de primeiro e único amor.
 - Gabriel, só me responde mais uma coisa... Você não está pensando em terminar comigo, está?
 - Anna, eu iria conversar contigo hoje pra falarmos sobre isso... – olhei nos olhos dela – e eu realmente acho que é uma boa terminarmos; porque eu não acredito em namoro à distância.
 Ela apenas me olhou e deixou a aliança em cima do meu criado mudo. Olhou pra mim mais uma vez, beijou minha bochecha e saiu do meu quarto. Eu realmente estava solteiro.
 A Anna sempre foi aquele tipo de garota que qualquer garoto sonha em ter como namorada, mas, além de ser muito falsa, ela era muito chata e exigente. Nunca gostei de garotas assim e sei que a Gi... Gabriel, para! Você tá comparando as duas?
 Resolvi que compraria minha passagem para duas semanas e fui ao shopping comprar alguns presentes. Voltei no final da tarde com uma sensação de alívio, por saber que eu estava voltando pra casa e porque a veria de novo.
 Abri meu instagram e procurei por ela, pra saber como estava e se continuava chatona. Quando a vi novamente, meu coração acelerou tanto que achei que teria de adiar minha volta para o Brasil por ter sido internado por parada cardíaca.
 Uma semana depois e minha passagem de volta já estava comprada; agora era só arrumar as malas e voltar pra casa.
 Era meu último final de semana com as pessoas que me acolheram durante três anos naquela cidade. Queria sair, curtir eles, passear e aproveitar... Eles foram tão bons comigo, que não tenho como agradecer o cuidado que tiveram para fazer com que eu me sentisse bem.
 Meu celular começou a tocar, olhei no identificador e era um número desconhecido. Atendi:
 - Alô? – perguntei estranhando.
 - Biel? É a Anna. – tinha que ser... – Preciso muito conversar com você. Estou chegando na sua casa, abre o portão pra mim.
 Ela desligou e fui espera-la no portão.
 Alguns minutos depois, vi Anna chegando com uma sacolinha e um sorriso enorme no rosto.
 Dei espaço e ela entrou. Fomos até o meu quarto e ela ficou em silêncio.
 - O que você queria conversar comigo? – perguntei.
 Ela respirou fundo, antes de me responder, e olhou nos meus olhos. Seus olhos estavam distantes e ela parecia me estudar muito bem.
 - Gabriel, independentemente do que aconteça; me promete que não vai se esquecer de tudo o que vivemos? Das nossas noites de prazer – ela foi se aproximando – de todos os nossos momentos de muito amor? Me promete Gabriel.
 - O que está acontecendo, Anna?
 - Você foi o garoto que eu mais amei e que continuarei amando. – ela sentou em meu colo, colocando uma perna de cada lado, e começou a se movimentar em cima de mim.
 - Anna... Para! – ela começou a beijar meu pescoço.
 - Não vou te atiçar! Afinal, preciso te contar uma coisa. – falou próximo ao meu ouvido. – Eu queria te esconder isso, mas sei que não conseguiria fazer isso contigo.
 A olhei confuso. Eu não estava entendendo nada.
 - Vamos ser claros?
 - É simples! – ela me olhou com um sorriso. – Não volta pro Brasil. Não me deixa. Não deixa a gente!
 - De novo isso? – perguntei tirando ela do meu colo. – Eu já te expliquei que foi...
 - Uma promessa; já entendi! – ela me interrompeu revirando os olhos. – Mas Biel, a gente te ama!
 - Eu sei que vocês me amam! Sou muito agradecido por tudo que vocês fizeram quando cheguei aqui, mas eu quero e preciso voltar!
 - Gabriel, você está entendendo errado, meu amor! Não estou falando da turma e nem dos Jackson’s. Estou falando da gente. – ela pegou minha mão colocando sobre sua barriga.
 - Que? Você tá grávida? – perguntei confuso.
 - Sim, meu amor. Não deixa a gente!
 Comecei a andar pelo quarto aflito e sem entender muita coisa. Como ela podia estar grávida, se sempre usamos camisinha e ela me jurava que estava tomando as pílulas e os anticoncepcionais?
  - Amor, eu tô esperando o nosso bebê! Lembra que você disse que queria uma família grande? Já estamos começando a nossa! – ela se aproximou de mim novamente e colocou minha mão em sua barriga. – Nossa princesa ou príncipe.
 Como vou falar isso pra minha mãe? Como vou falar isso pra Gi? Caralho! Tem a Gi ainda...
 Depois de muito tempo conversando com a Anna, ela foi embora e eu fiquei pensando em como faria pra sustentar aquela criança de longe e em como contaria pra minha mãe.
 Adormeci com os pensamentos rondando minha cabeça.

Sonho Biel on

 - Amor, cheguei! – me aproximei do chiqueirinho e vi meu filho brincando com uns mordedores. – Oi molecão do pai! – dei um beijo em sua testa e fui até a cozinha pra ver as minhas meninas.
 - Olha quem chegou filha! Tudo bem, amor? – Anna me deu um selinho e eu dei um beijo na cabeça da minha pequena.
 - Tudo sim amor! Alguma novidade? – perguntei olhando as correspondências em cima da bancada.
 - Aquela sua amiga do Brasil ligou de novo. Amor, não aguento mais! Desde que você resolveu ficar pra cuidar da gente, ela não te deixa mais em paz. Eu tentei avisar que você não vai voltar mais, mas ela é teimosa e quer ser um encosto na nossa vida. – a Gi nunca me perdoou por eu não ter voltado, mas eu sinto a falta dela. – Fica tranquilo, meu marido! Vou dar um fim nessa insistência dessa empata foda. Ela nunca mais vai incomodar a gente.
 - Ela tá enchendo o saco, já!
 Apenas dei um sorriso amarelo pra ela e subi pra tomar banho. Estava muito cansado e precisava relaxar.

Sonho Biel off

 Acordei assustado. Eu não vou deixar de cumprir minha palavra com a Gi por causa desse filho.
 Calma Gabriel! Aguenta só mais dois dias.
 Minhas malas já estavam prontas. Restava guardar apenas o pijama que estou usando.
 Não vejo a hora de reencontrar a Gi.
 Peguei meu celular e fiquei vendo as fotos que tínhamos juntos. Parei em uma que fez com que eu me perguntasse o motivo de nunca ter dito que eu a amava.
 O sono me pegou novamente e quando acordei de manhã, senti que a energia estava diferente. Não sei se era porquê eu estava voltando para o Brasil ou porquê iria vê-la de novo. A ansiedade tomava conta de mim. Será que ela está do mesmo jeitinho Fiz tudo o que me restava fazer em Londres e aproveitei para dar uma volta ali por de sempre?
perto. Vi uma pulseira numa loja e eu não sabia se comprava ou não.
 - Gabriel? – olhei para o lado e vi Anna me olhando. – Essa pulseira é realmente muito linda... Seja lá quem irá ganhá-la, tem muita sorte.
 - É linda mesmo... – Anna se despediu e eu entrei na loja pra comprar somente a pulseira que eu havia gostado, mas aproveitei e comprei um par de brincos diferente. – Elas vão gostar!
 Voltei pra casa dos Jackson’s e me despedi de todos eles. Prometi que escreveria um e-mail por mês e que manteríamos contato sempre que desse pelo celular. Fui para meu quarto, peguei minhas malas e fui ao aeroporto.
 A viagem de volta pareceu ser mais longa. Não conseguia dormir, não prestava atenção nos filmes. Faltava pouco menos de 30 min para pousarmos em São Paulo e a ansiedade tomava conta de mim, eu queria poder abraçar a Giovanna e dizer o quanto eu a amo. Nunca enviei os presentes que eu comprava pra Gi, porque eu queria entregar cada um deles quando eu voltasse e aqui estou eu.
 Passei pela alfândega e quando finalmente saí daquela área de desembarque corri para abraçar meus pais e minha irmã. Comecei a chorar quando abracei minha mãe; ela foi a pessoa que eu mais senti saudades, além da Gi. Paramos em uma lanchonete para comermos algo e fomos para casa.
 - Sabe se a Gi ta em casa, mãe? – perguntei.
 - Gabriel, meu filho, você acabou de chegar. Eu quero ficar perto de você um pouco, amanhã você vai falar com a Gi.
 Parecia uma eternidade esperar pelo dia seguinte, já não estava mais aguentando a ansiedade que me tomava desde que decidi voltar pro Brasil.
 - Como ela ta? – perguntei para minha irmã. – Ela mudou muito?
 - Ela continua linda, Biel! – respondeu.
 Disso eu não tinha dúvidas, ela sempre vai ser a garota mais linda do mundo.
 Chegamos em casa e eu olhei pra porta da frente. Meu coração acelerava a cada milésimo de segundo, minhas mãos suavam e o mundo parecia estar em câmera lenta... Eu queria tocar a campainha e ver o rosto dela, abraçar e sentir o calor de sua pele, olhar nos olhos dela e me perder naquele castanho brilhante, olhar para aqueles lábios que havia dado um selinho anos atrás e dar-lhe um beijo demorado. Eu ansiava pelo dia seguinte como uma criança que anseia pela viagem à Disney.
 Entrei em minha casa e percebi que muita coisa havia mudado. Algumas lembrancinhas que eu havia mandado pelo correio estavam expostas na sala, havia alguns quadros meus e da Carol quando éramos pequenos decorando algumas paredes.
 Fiquei o restante do dia conversando com a minha família e arrumando meu quarto. Separei todos os presentes que daria pra Gi em um canto e percebi que havia muita coisa. Assim que terminei de arrumar tudo, tomei um banho demorado e capotei em minha cama.


Notas Finais


Não se esqueçam de comentar. Quero saber o que estão achando.
Beijos, até o próximo capítulo ;))


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...