1. Spirit Fanfics >
  2. Volte para mim Amor (reescrita) >
  3. Capítulo 7 - Um bom amigo

História Volte para mim Amor (reescrita) - Capítulo 9


Escrita por: thebestforme

Capítulo 9 - Capítulo 7 - Um bom amigo



Apartamento Hope Bennett
10:05 p.m.

Acordei a um bom tempo depois de decidir tirar um cochilo de 30 minutos — em que me perdi terrivelmente no tempo, dormindo a tarde toda —, encarando a tela do meu celular, mas sem de fato vê-la. A foto de Dylan com Leila brilha em meu feed. Li tanta as vezes a legenda da foto que até poderia dizer que a decorei. 

A foto mostra só da boca de Leila até a metade de sua coxa. Dylan está deitado sobre sua barriga, com as mãos da ruiva em seu cabelo, talvez simulando um cafuné. Ambos sorriem. Ambos radiam realização. Quando a foto apareceu, não precisei ler a enorme legenda para saber do que se tratava: Ela está grávida.

A enorme legenda conta sobre como estão felizes e realizados pela chegada de um novo integrante na família. Como ele não era esperado, mas que, mesmo sendo apenas um grão de gergelim, lhes trouxe a maior alegria que qualquer pessoa poderia sentir. 

Sinto inveja. Não pelo fato de que eles terão uma linda e idiota família, até porque nunca gostei de crianças e, em minha lista de desejos, ter filhos não existe como tópico. Mas sim pelo fato de que eles ficarão juntos. Ele terá o homem que me pertence. Sinto raiva, porque agora meu plano de reconquista-lo será mais complicado. Dylan é uma pessoa certa, nunca abandonaria um filho. Mas darei um jeito. Eu me chamo Hope Bennett, e eu nunca desisto até conseguir o que quero. 
[...]
Casa Sam Walter
01:20 p.m.

Hoje de manhã, Sam me convidara par ir em sua casa, dizendo que queria que eu conhecesse sua nova casa, mas sei que seu real interesse é saber como fora meu ``encontro´´ com Ethan. 

Conto a ele todos os detalhes, tirando apenas os momentos em que me lembrei de Dylan, pois o discurso que viria seguido do relato seria obvio. Sam já o usara muitas vezes comigo, mas como um aluno ouvindo pela milésima vez seu professor dizendo que sua turma é a  pior da escola, parei de me importar na segunda vez. 

Sam conta sobre o novo cara que conheceu, dizendo como ele é maravilhoso e como o quer para vida toda, mas paro de prestar atenção alguns minutos depois. Sam se apega facilmente às pessoas, mas desapega da mesma forma, então não me é mais surpresa quando ele muda de paixonite de duas em duas semanas. 

— Hope! — Sam estrala os dedos na frente do meu rosto. — Ouviu alguma coisa do que eu falei? 

Não respondo. Ele sabe q receberá um não. Sam suspira pesarosamente, me encarando, como se tentasse adivinhar o que se passa em minha cabeça.

— Você está estranha desde que chego aqui. Não perguntei porque eu achei que pudesse ser coisa da minha cabeça, mas — ele diz dando ênfase e esticando a letra a — acho que no final eu estava certo. O que não é muito difícil. Então, senhorita, diga-me o que aflige sua cabecinha. 

Sorrio para ele, levando a xícara de café preto até a boca, que queima com o líquido quente. Penso se digo a verdade. Que estou com raiva, com inveja da nova família feliz. Penso se devo dizer que não é nada e que apenas não dormi direito - o que não deixa de ser verdade - e evito seu sermão. 

Sam é meu melhor amigo, eu deveria confiar nele. Contar minhas aflições para ele. É para isso que melhores amigos servem, certo? Te apoiar em suas decisões, ouvir suas lamentações, ouvir seus sonhos e realizações. Então porque Sam nunca me apoia quando digo que posso reconquistar Dylan? 

— Dylan vai ser pai. — Falo antes que eu desista. 

— Ah. Continua stalkeando ele então. — Ele suspira pesarosamente de novo. Ele me encara firme. Não sei se enxergo decepção em seu olhar ou talvez algo que não sei decifrar. — Porra Hope, por que não desencana disso? Deixa ele viver a vida dele com a namorada, noiva ou sei lá o que a mãe do filho dele seja para ele. Segue sua vida. Busca a sua felicidade.

— Mas minha felicidade é ele! Eu amo ele porra, não posso deixar alguém que eu amo escapar sem fazer nada. — Falo me levantando, andando de um lado para o outro atrás do sofá. 

— Isso não é amor, Hope. É só obsessão e dependência. Você precisa parar de ter medo de viver a vida sozinha. Você não precisa de ninguém para viver, Hope. Para de viver na porra do mundo da imaginação. 

— Como você sabe que não é amor? Você por acaso sabe o que é amor? Você vive trocando de namorado de duas em duas semanas e quer me falar sobre amor?! Talvez você que tenha medo de viver sozinho. 

Sam não fala nada, apenas me encara. Uma parte minha se arrepende do que falei, mas a outra não. É apenas a verdade, e se ele não aguenta ela, talvez seja ele quem deveria parar de viver no mundo da imaginação. 

Mas, mesmo se me arrepender por completo, peço desculpas. É isso que amigos fazem, não é? Pedem desculpas quando magoam o outro. 

Ele assente e pergunta se eu posso voltar outro dia para conversarmos porque ele tem coisas para resolver. Sei que é mentira. Ele coça o pescoço quando mente. Falo que sim e caminho até a porta, com Sam ao meu encalço. Sorrimos timidamente um para o outro e vou embora. 

Sam me magoou, ele deve saber disso, mas mesmo assim não pediu desculpas. É isso que bons amigos deveriam fazer, certo? Talvez Sam não seja um bom amigo a final de contas. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...